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Tecnopuc expande parque tecnológico para Viamão

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Referência em inovação, o Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc) completa 10 anos em expansão, consolidando a base de Porto Alegre e abrindo frente em novas instalações em Viamão. Hoje, para marcar o aniversário, haverá uma solenidade destacando as potencialidades da nova incubadora, com área três vezes maior do que a estrutura da Capital.

O pró-reitor de pesquisa, inovação e desenvolvimento da PUCRS, Jorge Audy, destaca as realizações do Tecnopuc, inaugurado em 25 de agosto de 2003. Em uma década, graduou mais de 80 empresas, algumas já estabelecidas na Grã-Bretanha e no Canadá.

O Tecnopuc atraiu gigantes do setor, como Dell e HP mas também estimulou o surgimento de startups. Desenvolveu pesquisas em setores estratégicos, como energia solar fotovoltaica, armazenamento de carbono, memória e cérebro.

– Proporcionamos criação de empregos, renda e oportunidade de especialização para nossos alunos e pesquisadores – acrescenta.

O plano é crescer mais. O Tecnopuc da Capital, no campus universitário, alcançou a maturidade, com cerca de cem empresas e 5,6 mil pessoas atuando. O parque de Viamão já tem 20 parceiras e se prepara para receber dezenas de outras, nos ramos de tecnologia da informação, energia, saúde, ambiente e cultura.

Instalado em um antigo seminário, o Tecnopuc de Viamão tem espaço para 20 mil pesquisadores. O prédio onde estudavam os futuros padres está sendo modernizado – metade já tem condições de uso. A ideia é ampliar as conexões com o Exterior. O Tecnopuc tem parcerias de internacionalização com 15 parques científicos, em 12 países.

Fonte: Zero Hora

Brasil aposta em incubadoras para fomentar inovação

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Não faltam cases de grandes invenções criadas por jovens universitários em startups. E, já que precisamos ser um país mais inovador, fica a questão: como a sociedade pode ajudar a criar mais dessas histórias? A resposta é complexa, mas um caminho que se mostrou viável passa pelas incubadoras de empresas. Normalmente associadas a universidades e institutos de pesquisa, com espaço físico, acompanhamento jurídico e, às vezes, um aporte financeiro, as incubadoras criam um ambiente melhor para que ideias disruptivas cheguem ao mercado com mais potencial.

Em 1993, o Brasil tinha apenas 13 incubadoras e, hoje, temos perto de 400 – cada vez mais focadas em tecnologia. Uma pesquisa da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) mostra que a busca pela inovação é o que define a maior parte das empresas incubadas: 58% desses empreendimentos têm como foco o desenvolvimento de novo produto ou processo a partir de pesquisas científicas, e 15% já miram o mercado global desde a sua concepção.

Essa ponte entre o conhecimento acadêmico e o empreendedorismo é bastante importante para a inovação brasileira se sustentar, e a ajuda do governo é fundamental. Em julho, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou um fundo de investimento de 50 milhões de reais destinado a empresas apoiadas por incubadoras e parques tecnológicos.

“Essa chamada é mais uma iniciativa para aumentar o número e o nível das empresas que inovam e as parcerias com instituições de ciência e tecnologia, pois só dessa forma conseguiremos entrar nas áreas de tecnologia de ponta e elevar a qualidade e a relevância dos projetos de inovação no Brasil”, afirma o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix.

Para dar ainda mais fôlego às empresas incubadas, o governo federal lançou também este ano um programa bastante moderno, chamado Start-Up Brasil. Os 45 projetos de empresas brasileiras e 11 internacionais selecionados se concentram em tecnologia da informação – um setor que precisa de menos investimento inicial e pode atingir o mercado externo com mais facilidade. Além de linhas de crédito e investimento de 200 000 reais para aumentar o quadro de funcionários, o programa manterá um posto avançado no Vale do Silício, nos Estados Unidos, com mentores e estrutura que ajudarão os empreendedores brasileiros a se conectar às empresas mais inovadoras do setor. “A criação de ambientes compostos de empresas aceleradoras e empresas aceleradas é uma exigência do Brasil inovador que estamos construindo, com governo e sociedade”, afirmou o ministro Marco Antonio Raupp, do MCTI, no anúncio dos projetos selecionados.

Fonte: Exame

Aplicativo oferece acesso a informações do transporte público de Porto Alegre em tempo real

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Checar o horário do ônibus e encontrar a parada mais próxima poderão ficar mais fáceis a partir desta segunda-feira, em Porto Alegre. Com o lançamento do aplicativo gratuito Moovit na Capital, os usuários deverão ter informações em tempo real sobre o transporte público na cidade.

Basta baixar a ferramenta para definir a melhor rota, estimar o tempo de viagem ou comentar sobre o serviço. Essa é a promessa do aplicativo, compatível com celulares com sistema operacional iOS e Android. Uma iniciativa que, tendo em punho um smartphone e a vontade de compartilhar dados, pode facilitar a vida de quem usa o transporte público.

Porto Alegre é o sexto município brasileiro a receber o aplicativo – popular em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Em todo o país, já são mais de 225 mil conectados. Semelhante a sites de itinerários como o PoaBus e o PoaTransporte, a iniciativa se distingue pela possibilidade de interação entre os usuários.

– O transporte público é um sistema complexo. Oferecemos possibilidade para que as pessoas otimizem o seu tempo e avaliem o serviço – explica o presidente da Moovit, Omar Tellez.

Conforme a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), a maioria das reclamações na Capital diz respeito a atrasos nas viagens. Neste ano, aumentaram os casos de autuações às companhias, o que ocorre quando a demora não é justificada. Para o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, o serviço pode auxiliar os mais de 1,2 milhão de passageiros diários do sistema:

– Medidas que agregam informações sempre tendem a ajudar, mas é preciso ter cuidado para que não sejam compartilhadas informações equivocadas, que dificultem os deslocamentos.

Fone: Zero Hora

Professores 2.0: Sala de aula com mais tecnologia

A Secretaria de Educação de Novo Hamburgo firmou, nos últimos dias, nova parceria com a Intel (uma multinacional de tecnologia) para qualificar professores do Ensino Fundamental da rede municipal a usarem a tecnologia em sala de aula de maneira mais significativa. O foco da nova formação é fazer com que os educadores repensem suas práticas que envolvem o uso de computadores para lecionar.

Nesta segunda etapa, o curso terá o tema Aprendizagem Baseada em Projetos. O objetivo da secretaria é garantir que todos os professores municipais do Ensino Fundamental sejam qualificados a partir de 2014. Até o fim deste ano, serão formados 20 mediadores, responsáveis por disseminar as técnicas entre os cerca de 1,6 mil educadores.

Segundo o secretário de Educação de Novo Hamburgo, Alberto Carabajal, o primeiro acordo com a Intel, de 2011, ajudou na redução dos índices de reprovação, o que credencia o prosseguimento da parceria:

– Nossa repetência caiu de 11%, em 2009, para 4,5%, em 2011. No ano passado, ficamos na casa dos 5%. Agora, vamos focar no trabalho colaborativo entre os professores, para que façam planejamentos em conjunto.

A simples presença de computadores em sala de aula pode causar alguma empolgação no aluno. Contudo, o gerente de educação da Intel no Brasil, Rubem Saldanha, defende que, se o professor não souber aproveitar todo o potencial da tecnologia, a motivação acaba.

– O treinamento é voltado a professores de todas as disciplinas e de todas as séries do Ensino Fundamental. Não basta somente comprar computadores para uma escola. A tecnologia que chega à sala de aula pode ser uma mola propulsora quando usada para lidar com conteúdos interdisciplinares e transdisciplinares, daí a necessidade de trabalhar com projetos – explica Saldanha.

Conforme a Secretaria de Educação, o programa serve para capacitar os professores a desenvolverem nos estudantes habilidades para a resolução de problemas, o raciocínio crítico e a colaboração entre os alunos.

COMO SERÁ O TREINAMENTO
Programa é parceria com a Intel
– Serão treinados 20 gestores da Secretaria da Educação, que serão responsáveis por transmitir a metodologia aos professores da rede municipal.
– Os professores deverão começar o curso em 2014. Até o final de 2015, toda a rede municipal deverá estar treinada.
– A capacitação deverá ter encontros presenciais e atividades à distância, por meio do Moodle (software para produzir e gerenciar atividades educacionais pela internet).

Fonte: Zero Hora

Brasil na inovação tecnológica

Acaba de ser publicada a 6ª edição do ranking da inovação global, elaborado pela Escola de Negócios para o Mundo (França), Universidade de Cornell (EUA) e Organização Mundial de Propriedade Intelectual (WIPO), tendo como base 84 indicadores avaliados no universo de 142 economias mundiais. A Suíça é, novamente, o maior inovador mundial, seguida por Suécia e Reino Unido. O Brasil ocupa a 64ª posição, estando abaixo dos Brics, com exceção da Índia (66ª), e de Chile (46ª), Uruguai (52ª), Argentina (56ª) e Colômbia (60ª). Apenas entre latino-americanos e Caribe, o Brasil está na 8ª posição, atrás de Costa Rica, Chile, Barbados, Uruguai, Argentina, Colômbia e México.

A inovação é consequência de ações integradas entre governo, academia, indústria e mercado, os principais agentes na elaboração de políticas para o desenvolvimento científico, tecnológico, industrial e dos serviços. Essa integração é marginalmente praticada no Brasil. Inovação tecnológica exige amadurecimento da ciência e tecnologia com rápida transferência do conhecimento ao setor produtivo. A pesquisa é imprescindível à inovação incremental ou radical e requer recursos humanos qualificados em várias áreas. O Brasil deverá formar, em 2013, menos de 10 doutores por 100 mil habitantes, enquanto economias com base no conhecimento formam 200 doutores, sendo acima de 500 na Suíça, Suécia e Alemanha. Com média atual de 11% ao ano no crescimento da formação de doutores, o Brasil levará, no mínimo, 28 anos para atingir a formação de 200 doutores por 100 mil habitantes. Uma nova política precisa ser discutida entre os agentes e adotada para alcançarmos o patamar da inovação sustentável, tornando o País um exportador de tecnologias e não apenas de commodities de baixo valor agregado.

Por Waldir L. Roque | Jornal do Comércio

Conhecer as inovações tecnológicas ligadas à leitura e refletir sobre elas é essencial para se manter em sintonia com os estudantes

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No decorrer da história, a sociedade viu o universo da escrita e dos livros mudar ao sopro da evolução e de muitos percalços. Mas com certeza a mudança pela qual a área vem passando atualmente é uma das mais marcantes, senão a mais. Que o diga Roger Chartier, que se dedica ao estudo da história do livro e das práticas de leitura e investiga as consequências da revolução virtual – dentre elas, o analfabetismo digital – e como a forma do texto (em papel ou na tela do computador) afeta o sentido dele.

Ele reforça a importância da leitura dos clássicos e recomenda cautela em relação aos benefícios que as novidades digitais possibilitam: a facilidade de publicar mais obras no mundo virtual, de acordo com ele, não fará necessariamente com que mais pessoas se tornem leitoras.

A tecnologia pode ajudar a democratizar o acesso à cultura escrita?
ROGER CHARTIER Sim. Mas ela não é um instrumento por si só. A tecnologia na escola, por exemplo, favorece uma intervenção do poder público na vida de quem não tem condições para comprar um computador ou conhecimentos para utilizá-lo. A democratização da escrita não pode ser só um desejo. Deve ser uma obrigação. Nossa sociedade está vendo nascer um novo modelo de analfabetismo: o digital. Ele é marcado pela impossibilidade de usar um computador para ler, escrever ou realizar tarefas simples.

A sociedade tem se preocupado mais em formar leitores do que escritores?
Ela se preocupa mais com a leitura, sim. Apesar disso, há uma especificidade do mundo digital que incita todos a escrever bastante e cada vez mais. Ao acessar uma rede social como o Facebook, estamos fazendo isso. No dia a dia, mesmo sem querer, somos obrigados a preencher formulários diversos. Muitas vezes, os jovens escrevem sem se dar conta, inclusive quando acessam alguns jogos eletrônicos. Porém escrever muito não necessariamente transforma alguém em escritor. Estabelecer uma ponte entre a escrita do universo tecnológico, mais espontânea – mas que tem regras -, e a tradicional, relacionada às produções que se localizam em gêneros estabelecidos, é um grande desafio atual.

Os brasileiros leem pouco, em média quatro livros por pessoa em um ano. A tecnologia pode ajudar a aumentar esse número?
É fato que a modernidade permite o aumento da oferta de obras no mundo. Mas não podemos estabelecer uma equivalência direta entre o avanço da tecnologia digital e o crescimento de leitores. Sou pessimista: acredito que as pessoas que lerão os títulos eletrônicos serão as que já têm o hábito de ler os impressos. Tal como aconteceu com as edições de bolso: apesar do preço baixo, esses títulos não conquistaram novos leitores. O público era formado por gente que já lia e, dali em diante, poderia ler enquanto se deslocava. Também não vejo como o advento da tecnologia, que impulsiona o uso do e-mail, das redes sociais e dos sites de busca, pode conduzir alguém a ler mais livros. Por outro lado, temos de considerar que nunca se leu tanto como agora: a sociedade contemporânea lê muito mais que a mesopotâmica, por exemplo. Lemos diferentes tipos de textos a todo momento. Ainda assim, é preciso ter em mente que nem tudo, tal como as bulas de remédio, pode ser classificado como leitura legítima.

Além do suporte, quais as diferenças entre o livro impresso e o digital?
Se a palavra escrita não for suficiente, no meio digital há outras maneiras de transmitir o conhecimento aos leitores para além das ilustrações e fotos, tradicionalmente usadas no impresso. É possível incorporar fragmentos de vídeos, entre outros. O meio eletrônico também permite que cada um escreva seu livro, seja o próprio editor e envie o material aos leitores.

Muitos educadores reclamam que as crianças e os jovens de hoje não gostam de ler, embora eles tenham o hábito de passar horas em frente a uma tela de computador, navegando na internet. O que precisa ser considerado para resolver a questão?
Há uma diferença histórica em como os professores e os alunos se relacionam com a leitura e com os livros. O primeiro grupo pertence a um universo em que o hábito de ler tem a ver com obras importantes, que fazem pensar o mundo e a relação com os outros, os sentimentos, o sagrado etc. Para muitos educadores, a ideia de leitura tem a ver com as produções do brasileiro Machado de Assis (1839-1908) e do inglês William Shakespeare (1564-1616), entre outros grandes autores, e existem textos mais importantes que outros. Essa hierarquia talvez não esteja clara para os jovens. Ler para eles é sinônimo de revista, redes sociais, Wikipédia e jogos eletrônicos. Os contextos são diferentes. Organizar o encontro entre esses mundos é o desafio de quem ensina. Para encarar a situação é interessante, por exemplo, pesquisar o que as crianças e os jovens associam à ideia de livro. Também é importante contar a eles o processo de produção de um livro antes da era digital porque ele tem a ver com o patrimônio da humanidade. Seria uma maneira de o grupo se dar conta de que nem todos os textos são bancos de dados ou jogos. Para a produção da maioria dos escritos feitos até hoje, foram utilizados critérios sem relação direta com a cena de um leitor à frente de uma tela.

Com o avanço da tecnologia, as bibliotecas estão condenadas a desaparecer no futuro?
Uma previsão lúcida, ainda que preocupante, pode sugerir que, se todo o patrimônio escrito for digitalizado e disponibilizado em formato eletrônico, as bibliotecas desaparecerão. Afinal, por que alguém, tendo textos em computadores e tablets, visitaria bibliotecas? Apesar disso, há várias razões para acreditar que elas podem e devem sobreviver devido a três funções que desempenham. Primeira: são o lugar em que as pessoas de hoje podem ler textos do mesmo jeito que as do passado liam. Com isso, preservaremos o entendimento da longa história da cultura escrita que herdamos e mostraremos que cada texto recebeu e recebe diferentes significados a depender da forma que é publicado e lido. Segunda: as bibliotecas podem e devem ser um lugar de conhecimento e aprendizado sobre a cultura escrita. Terceira: são uma instituição essencial do espaço público, em que as palavras e as conversas versam sobre a escrita. Nesse sentido, contribuem para o exercício de confrontação crítica de ideias e a formação de uma consciência cívica. Ao afirmar essas três funções, a sociedade pode evitar um futuro sem a existência de bibliotecas, uma infinita tristeza para o mundo.

Qual a sua preferência: ler livros publicados em papel ou na versão digital?
Sou um leitor voraz por prazer e por causa do meu trabalho. Leitor de livros na tela, não. Pela incorporação de hábitos e pela necessidade de separar as páginas lidas, permaneço fiel ao códex. Evidentemente, é lógico que não posso deixar de me maravilhar com os novos suportes que estão surgindo. Mas é necessário reconhecer e compreender que as formas de registro e circulação produzem efeitos sobre a construção dos significados. Ler um texto impresso e na tela não é ler o mesmo texto. Essa é a lição mais importante. O sociólogo neozelandês Donald McKenzie (1931-1999) disse: “A forma material da escrita afeta o sentido dado aos textos”.

Fonte: Revista Nova Escola

 

Regras antiquadas barram inovações em tecnologia no país

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Algumas inovações criadas por empresas de tecnologia estão sendo barradas por regras antiquadas do Judiciário — e não há sinais de que essa situação vai mudar

Fundado nos Estados Unidos em 2008, o site Airbnb permite que os proprietários de casas e apartamentos aluguem o imóvel ou um quarto para turistas. A melhor medida de quanto essa ideia foi bem recebida no mercado são os 10 milhões de pessoas que, nos últimos cinco anos, encontraram uma hospedagem em um dos 192 países em que o site está presente.

Há poucas semanas, porém, o Airbnb sofreu um golpe em um de seus principais mercados, a cidade de Nova York. Uma decisão da Justiça local proibiu que o site fosse usado para estadas inferiores a 29 dias, um precedente que, se copiado em larga escala, colocará em risco a própria existência da empresa.

Nos Estados Unidos, startups são abertas e fechadas todos os dias e, à primeira vista, o destino do Airbnb deveria importar apenas para seus usuários e investidores. Mas o que tornou esse caso emblemático para toda a comunidade de empreendedores foi o fato de escancarar como as leis podem ser usadas contra negócios inovadores.

Em Nova York, os hotéis se sentiram incomodados com o sucesso do site de hospedagem e, para barrar a competição, pediram a aplicação da lei que proíbe proprietários de alugar seus imóveis por um período inferior a quatro semanas. Quem insistiu em usar o Airbnb se arrependeu. Em maio, o dono de um apartamento em Manhattan recebeu uma multa de 2 400 dólares por ter alugado seu imóvel.

A exemplo de Nova York, a província de Quebec, no Canadá, confirmou que está investigando 2 000 pessoas por alugar suas casas sem permissão. Outros países, como Holanda e Espanha, assumiram posturas semelhantes.

Casos como o do Airbnb têm se tornado mais comuns à medida que a tecnologia avança na criação de novos produtos e serviços e acaba esbarrando no sistema legal. Até gigantes como o Google vivem esse conflito. A empresa enfrenta, junto com grandes montadoras, como Audi, BMW e Ford, a proibição dos testes de carros autônomos, veículos que usam um conjunto de sensores e softwares de inteligência artificial para substituir o motorista.

As leis de trânsito da maioria dos países exigem a presença de um ser humano para controlar o carro. As montadoras planejam para o final do ano o início da oferta de veículos capazes de se autoguiar a até 60 quilômetros por hora. Além dos desafios técnicos, o Google e as fabricantes de automóveis têm pela frente o desafio de convencer legisladores de todas as partes do mundo a mudar as leis de trânsito.

O trabalho no front legal começou com o lobby do próprio Sergey Brin, fundador do Google. No fim de maio, o Departamento de Transportes dos Estados Unidos autorizou os testes com carros autônomos. Mas essa não tem sido a regra em outros países.

Por três anos, os americanos Larry Downes, analista do mercado de tecnologia, e Paul Nunes, diretor de pesquisas da consultoria Accenture, estudaram o impacto legal da chegada de produtos inovadores ao mercado. O estudo deu origem ao livro Big Bang Disruption (“Ruptura Big Bang”, numa tradução livre), lançado recentemente nos Estados Unidos.

A conclusão desse estudo é que, na maior parte das vezes, os políticos não dedicam o tempo necessário para entender novidades tecnológicas. “Em várias partes do mundo, eles não são especialistas na área em questão e sofrem pressão para reagir à novidade. Com isso, tomam decisões erradas”, diz Downes.

O exemplo clássico citado no livro foi protagonizado por Bill Clinton quando ainda ocupava a Presidência dos Estados Unidos. Um dia depois do anúncio do clone da ovelha Dolly na Escócia, em 1997, uma ordem foi emitida pela Casa Branca banindo qualquer tipo de projeto de clonagem no país, interrompendo uma série de pesquisas na área de genética que seguiam critérios rígidos de segurança.

Passados alguns meses, o governo americano voltou a liberar as pesquisas com animais e em­briões. Empreendedores que não têm a mesma in­fluên­cia de uma BMW ou um Google são forçados a alterar seu projeto inicial para escapar de sansões.

“Às vezes, a solução é simples. Com apenas uma mudança de denominação, evita-se um batalha legal”, diz a paulista Patrícia Peck, advogada especializada em direito digital.

Recentemente, uma startup brasileira a procurou querendo lançar um serviço de pagamento online chamado “cheque digital”. A lei do cheque, no entanto, prevê a existência de um objeto de papel. Para evitar problemas, o empreendedor batizou o serviço de “depósito digital”.

Do lado da lei

À medida que a criação de startups se intensificou no Vale do Silício nos anos 90, ficou claro que, em muitos casos, as “velhas leis” seriam essenciais para conter a empolgação com novas tecnologias que abriam brechas para a ilegalidade. Um dos principais exemplos dessa época foi o Napster, um site de compartilhamento de músicas.

A ideia da distribuição digital era excelente. O problema estava na execução, já que o site foi invadido por gente que queria baixar de graça conteúdos protegidos por direitos autorais. O Napster ignorou as reclamações da indústria fonográfica, mas, depois que os processos judiciais começaram a pipocar, os custos com batalhas legais acabaram levando a empresa à falência.

O novo teste para os tribunais e os políticos é o Google Glass, óculos que permitem tirar fotos e interagir com aplicativos. Eles nem foram lançados — a previsão é para o fim de 2013 —, mas já estão banidos em cassinos de Las Vegas. O motivo é o possível uso da câmera embutida nos óculos.

A mesma restrição deve ser imposta dentro de aeroportos. Afinal, como saber se o usuá­rio do Google Glass estará checando e-mails ou colhendo informações para arquitetar um ataque terrorista?

Fonte: Exame

A escola de 2014, 2016 e 2018

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Jogos, conteúdos colaborativos e aplicativos para celulares estão revolucionando as salas de aula no Brasil, onde 72% dos estudantes já têm acesso à internet. Saiba como a tecnologia vai transformar o modo de ensinar e aprender nos próximos anos

por Rachel Costa

O acesso a computadores e celulares no ambiente escolar brasileiro experimentou uma vertiginosa ampliação na última década. Em 2005, apenas 35,7% dos estudantes tinham acesso à internet, segundo dados do IBGE. Hoje, o índice é de 72,6%. Essa invasão das tecnologias da informação e da comunicação está revolucionando a maneira de ensinar e aprender. Jogos, conteúdos colaborativos e redes sociais acadêmicas começam a entrar nas salas de aula. Nos próximos cinco anos, a transformação deve se disseminar a tal ponto que o giz e o quadro negro parecerão peças de museu. Testes por SMS, softwares sofisticados, em especial para tablets e smartphones, e aplicativos capazes de organizar as informações de acordo com as características do estudante serão a regra nas escolas brasileiras.

É claro que apenas equipamentos e material didático atraente não garantem a qualidade no ensino. “A mudança definitiva passa por transformações profundas no modo de agir, pensar e gerir a educação e as escolas”, diz Maria Teresa Lugo, coordenadora de projetos do Instituto Internacional de Planejamento da Educação, órgão ligado à Unesco. Uma nova tendência é a elaboração conjunta de conhecimento. A internet, além de facilitar o acesso a conteúdos, simplifica a troca e a produção de informação e saber. “As pessoas são naturalmente colaborativas e exercícios pedagógicos que promovem o aprendizado dessa forma são comprovadamente benéficos”, avalia Adeline Meira, pesquisadora no Centro de Excelência para o Ensino e Aprendizado da Universidade do Texas. A ajuda mútua vale tanto para o aluno quanto para os professores. “Não saberia dar aula se tivesse que escrever tudo sozinha”, admite a professora de tecnologia educacional Verônica Martins Carnata. Onde ela leciona, no Colégio Dante Alighieri, em São Paulo, existe uma rede para que os docentes possam compartilhar seus planos de ensino, mostrando aos colegas o que deu certo na sala de aula. “É como se eu pegasse um livro de receitas que só tem fórmulas testadas por conhecidos”, diz Carnata. “O mundo hoje é colaborativo, e nós temos de nos adaptar.”

Outro modelo interessante para aproximar a comunidade escolar são as redes sociais acadêmicas. Um exemplo é a Koiné, que possui mais de 12 mil usuários e interliga todas as unidades de educação do Sistema S (como Senai e Senac). A rede serve de mural virtual para a comunicação entre a direção e os estudantes, de ponto de encontro entre alunos de um mesmo curso e para a realização de tarefas em conjunto. “Às vezes temos uma dúvida e não sabemos resolver entre os conhecidos, mas, se colocamos na Koiné, fica mais fácil, porque um aluno do mesmo curso que o nosso, mas de outro Estado, pode saber e nos ajudar”, diz Thaís Dias, 19 anos, aluna do Senai de São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

Muitas iniciativas têm surgido ao redor do mundo com o desafio de testar essas fronteiras entre tecnologia e pedagogia. Uma delas, que desembarcou no início do ano no País, é o Sistema UNO, projeto educativo do grupo espanhol Santillana. Após atingir a marca de 420 escolas apenas no México e dezenas de outras na Argentina, no Equador, na Colômbia, em El Salvador e na Guatemala, o sistema mira agora no maior mercado de educação da América Latina: o Brasil. As mudanças na rotina já são evidentes nos colégios que o adotaram: em vez de cadernos e livros, os alunos passam a carregar tablets e o currículo passou a ser bilíngue, com grande ênfase no ensino do inglês. “O interesse dos estudantes é muito maior com os novos recursos disponíveis”, conta a professora Cleonice Rodrigues de Sousa Duarte, do colégio Santa Izildinha, em São Paulo, um dos pioneiros na adoção do Sistema UNO no Brasil.

As novas tecnologias também modificam a relação entre mestre e aluno, dando cada vez mais protagonismo aos estudantes. “O professor que sabe tudo não existe mais”, diz a coordenadora do curso de programação de jogos do Núcleo de Estudos Avançados em Educação (Nave), do Rio de Janeiro, Érika Pessoa. No colégio técnico, jovens entre 15 e 17 anos são postos diante do desafio de transformar em games algumas das matérias estudadas no ensino médio. “O que usei no jogo, nunca mais esqueci”, conta Carolina Rosa, 17 anos, que desenvolveu um game sobre reciclagem de materiais, conteúdo que viu nas aulas de biologia e agora será usado por outros estudantes da rede pública do Rio. Um estudo da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) mostra que o uso desse tipo de recurso melhorou em mais de 30% o desempenho dos alunos nas aulas de física e matemática. Quando analisados aqueles estudantes com pior rendimento, a diferença na nota foi ainda maior – o avanço foi de mais de 50%. “Percebemos uma maior motivação entre os alunos porque eles conseguem ver que aquilo faz mais parte do cotidiano. É mais fácil falar de análise combinatória se ele vê isso em um game, estampado em combinações de roupas possíveis para uma bonequinha”, exemplifica o professor Sílvio Fiscarelli, um dos responsáveis pelo estudo.

Os resultados positivos têm motivado cada vez mais o desenvolvimento de ferramentas e de conteúdos para as salas de aula. Uma das áreas que têm estado de olho nas oportunidades são as start-ups, pequenas empresas de tecnologia responsáveis por desenvolver grande parte das inovações que chegam todos os dias ao mercado. Um bom exemplo é a Geekie, uma plataforma para a personalização de conteú­do criada por dois brasileiros que se conheceram nos Estados Unidos. O foco atual está na preparação dos alunos para o Enem, mas o objetivo dos criadores é, em um futuro próximo, ampliar os usos da plataforma no sistema de ensino. “Usamos uma tecnologia parecida com a usada pelo Google, pelo Faceebok e pela Amazon, só que dirigida à educação”, explica Claudio Sassaki, um dos fundadores da Geekie. “Conforme a pessoa interage com a plataforma, vai descobrindo qual é o seu perfil.”

Assim, toda vez que um aluno responde a uma das questões do simulado, o sistema define, de acordo com os erros e acertos do usuário, quais são as áreas em que ele tem bom desempenho e quais precisam de um reforço. O diagnóstico pode ser usado tanto pelo próprio estudante quanto pelo professor, que tem acesso aos resultados individuais e a um panorama geral da classe. Giovana Batista, ex-aluna do Colégio Bandeirantes, em São Paulo, aproveitou as dicas do programa para ajustar seus estudos e garantir uma vaga na universidade. “O relatório me mostrou que eu precisava estudar mais geometria. Dei mais atenção à matéria e isso foi ótimo, porque caíram várias questões no vestibular”, conta. “Queremos agora ampliar o uso do software não apenas para os simulados, mas para exercícios em geral. Assim, à medida que o aluno for resolvendo as questões referentes ao que tem de estudar, o programa será capaz de identificar seus pontos fracos e sugerir a que e como se dedicar”, diz Eduardo Tambor, diretor de planejamento do Colégio Bandeirantes.

E há ainda muito mais por vir. Em um experimento da Universidade de Durham, no Reino Unido, as carteiras tradicionais foram substituídas por outras digitais, com telas sensíveis ao toque. “Elas têm a vantagem de reunir os estudantes ao seu redor para visualizar e trabalhar sobre um mesmo conteúdo. Como não há o obstáculo dos monitores, a capacidade de interação fica muito maior”, disse à ISTOÉ a pesquisadora Emma Mercier, uma das realizadoras do projeto. Testadas por cerca de 100 alunos, as mesas digitais foram capazes de aumentar razoavelmente o rendimento dos estudantes quando comparados aos seus colegas que realizaram atividades semelhantes no cenário tradicional, com lápis e cadernos. No ambiente digital, a ampliação do repertório de expressões numéricas foi de 43%, contra 16% no grupo exposto à sala de aula convencional. “A tecnologia permite fazer coisas que são impossíveis sem ela, como realizar simulações e compartilhar conteúdos produzidos pelo estudante em uma tela vista por todos”, diz Emma. É a revolução acontecendo em tempo real.

Colaborou: Laura Daudén

Fonte: IstoÉ

Porto Alegre vai aplicar exemplos de San Francisco

Depois de uma semana, a comitiva gaúcha que viajou para San Francisco (EUA) em busca de ideias inovadoras retorna a Porto Alegre trazendo propostas que podem mudar o cenário da cidade. Além de ideias e tecnologias que melhoram a vida do cidadão, uma parceria entre as prefeituras pode ser firmada para facilitar o intercâmbio de jovens entre as duas cidades.

A iniciativa prevê a vinda de 150 jovens americanos para ensinar inglês na capital gaúcha. Em contrapartida, jovens gaúchos seriam enviados para a Califórnia para ajudar a difundir o ensino de português. Bem recebida pelo prefeito americano Ed Lee, a intenção foi oficializada pelo prefeito José Fortunati em uma carta.

A viagem a San Francisco, no entanto, não se limitou a visitas a autoridades locais. Também foram feitos contatos com startups, incubadoras e investidores para conhecer iniciativas empreendedoras que possam causar um impacto positivo em Porto Alegre.

Do encontro com representantes da Universidade de Stanford, uma das instituições de ensino mais respeitadas mundialmente, surgiu uma parceria para transferência de conhecimento e tecnologia envolvendo as duas cidades.

Entre as empresas visitadas está a AirBnB, que reúne em um site pessoas interessadas em receber hóspedes em suas casas. A iniciativa poderia ampliar a oferta de vagas em Porto Alegre, sobretudo nos períodos de grandes eventos, como a Copa do Mundo.

Outra solução que chamou a atenção do grupo gaúcho foi o mapeamento de vagas no trânsito, que ajuda o motorista a encontrar um local para estacionar de forma mais rápida.

Partindo da constatação de que 30% do congestionamento nas áreas centrais de San Francisco se dava pela morosidade provocada por motoristas caçando vagas, a prefeitura desenvolveu uma solução disponibilizada em smartphones que informa, em tempo real, onde está a vaga mais próxima e qual o custo.

Fonte: Zero Hora

Usar celular ou tablet à noite pode prejudicar o sono

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O alerta é do especialista Charles Czeisler, da Faculdade de Medicina de Harvard, em um artigo publicado na edição desta quinta-feira, 23, da revista inglesa Nature

Más notícias para os fãs de Angry Birds, Candy Crush Saga, viciados em Facebook e outras formas de entretenimento digital. Passar muito tempo olhando para a tela de seu smartphone ou tablet durante a noite pode prejudicar o sono e, consequentemente, a sua saúde.

O alerta é do especialista Charles Czeisler, da Faculdade de Medicina de Harvard, em um artigo publicado na edição desta quinta-feira, 23, da revista inglesa Nature.

O tipo de luz emitida por esses dispositivos, segundo Czeisler, é especialmente prejudicial à indução natural do sono, associada aos chamados ciclos circadianos. E em um mundo em que as pessoas já dormem tradicionalmente pouco, e mal, isso pode ser um problema sério para a saúde.

Várias pesquisas publicadas nos últimos anos revelam uma forte ligação entre privação de sono e a ocorrência de doenças como obesidade, diabete, problemas cardiovasculares, enfraquecimento do sistema imunológico e até câncer.

“O sono é essencial para a nossa saúde física e mental. Por isso, é vital que aprendamos mais sobre o impacto do consumo de luz e outras formas pelas quais nosso ‘modo de vida 24 horas’ afeta o sono, os ritmos circadianos e a saúde”, afirma Czeisler.

O “relógio biológico” do organismo é naturalmente controlado pela exposição à luz. Quando a única fonte de luz era o Sol, esse controle era simples: ou era dia ou era noite. Desde que a luz elétrica foi inventada, porém, criou-se uma área cinzenta – ou de penumbra – cada vez maior entre esses dois períodos, que desregula toda a fisiologia do organismo associada aos estados de alerta e sono.

“A exposição à luminosidade no período da noite interfere na liberação de melatonina, que é o hormônio que faz a gente ter vontade de dormir”, diz a neurologista Anna Karla Smith, do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo ela, há sensores na retina dos olhos que, quando expostos à luz, bloqueiam a liberação do hormônio.

O resultado é que muita gente continua checando e-mails, fazendo lição de casa ou vendo TV até tarde sem nem se dar conta de que já está no meio da noite”, diz Czeisler na Nature.

O fator complicador dos tablets, smartphones, laptops e outros gadgets luminosos, segundo ele, é que a luz do tipo LED usada para iluminar suas telas é rica em radiação azul (de menor comprimento de onda), que interfere muito mais nos ciclos circadianos do que a radiação vermelha ou laranja (de maior comprimento de onda), que prevalece nas lâmpadas incandescentes e na luz natural do entardecer – que inicia a liberação de melatonina.

O período mínimo de sono recomendado pelos médicos é de sete a nove horas por dia. Nos Estados Unidos, porém, cerca de 30% das pessoas empregadas dormem menos do que seis horas, segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, citados pela Nature.

Na cidade de São Paulo, a população dorme em média seis horas e meia por dia, segundo pesquisa realizada em 2007 pelo Instituto do Sono da Unifesp (a mais recente disponível). Quase 80% dos paulistanos sofrem de algum distúrbio do sono e mais de 45% têm dificuldade para dormir.

Diferença

Para a publicitária Nicole Bichueti, de 31 anos, a impressão é de que o tablet causa mais insônia do que o smartphones. “Em casa, uso para ler textos extensos, mas evito fazer isso antes de dormir, pois me tira o sono”, afirma. “Já com o celular, no qual acesso as redes sociais, costumo ficar até antes de dormir e sinto pouca diferença.”

Ela afirma, porém, que quando precisa de boas horas de sono deixa o celular de lado. “Se estou cansada e preciso realmente dormir, nem olho o telefone para não cair em tentação.”

Fonte: Estadão

 

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