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7 de abril – Dia mundial da Saúde

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A saúde, sabemos, é um direito constitucional. No Brasil, infelizmente, a saúde pública anda doente e parece que permanecerá assim por um longo período. Para mudar esse cenário é preciso investir na saúde e  respeitar os profissionais que trabalham na área. Valorizar os agentes de saúde – de todas as áreas – é fundamental.

Dia nacional da mamografia

Woman examining her breast isolated on white

Hoje, 5 de fevereiro, é dia nacional da mamografia.  O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente da doença no mundo (atrás do câncer de pulmão). Celebrar essa data é fundamental para conscientizarmos as mulheres sobre a importância da mamografia, que detecta a doença em seu estágio inicial. Prevenção é fundamental, pois um diagnóstico feito período inicial da doença aumenta muito as chances de cura, que chegam a 95%. Toda mulher tem direito à mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Está previsto em lei! A data para lembrar o Dia Nacional da Mamografia foi escolhida por ser o dia dedicado à Santa Ágata, considerada protetora contra as doenças da mama e padroeira dos mastologistas. A mamografia deve ser feita a cada dois anos por mulheres com mais de 50 anos de idade. A Lei da Mamografia (Lei 11.664), de 2009, dá direito à mulher, a partir dos 40 anos de idade, a fazer exame gratuito, segundo recomendação médica.

Deixo com vocês uma leitura importante e peço que divulguem. Informação é fundamental: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site/home/nobrasil/programa_controle_cancer_mama/deteccao_precoce

Especialistas culpam falta de infraestrutura em transplantes de medula

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Durante debate sobre a infraestrutura para realização da doação de medula óssea no País especialistas afirmaram que a maior dificuldade do setor é a disponibilidade de leitos e o baixo número de centros especializados nesse tipo de transplante. O encontro foi promovido, nesta terça-feira (17), pela Comissão de Seguridade Social e Família, por iniciativa do líder da Legenda na Casa, deputado Beto Albuquerque (RS).

O socialista é autor da Lei nº 11.930/2009, conhecida como Lei Pietro em homenagem ao seu filho, vítima de leucemia mieloide aguda, que faleceu em fevereiro de 2009 após 13 meses de luta contra a doença. A Lei estabeleceu a Semana Nacional de Doação de Medula Óssea, realizada anualmente entre os dias 14 e 21 de dezembro. Nesse período, diversas atividades são realizadas em todo o País com o objetivo de incentivar o cadastro da população no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

A coordenadora de Atendimento de Atenção Hospitalar e Urgências do Ministério da Saúde, Maria do Carmo, afirmou que o Governo Federal está atento à falta de infraestrutura do setor e prevê o financiamento de R$ 200 mil por leito para doação de medula óssea no Brasil.

De acordo com o diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea (CEMO) do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Fernando Bouzas, outro problema é a falta de equidade nas regiões brasileiras, com os grandes centros de transplante concentrados no sul e sudeste. “Pacientes de outras localidades precisam se deslocar, o que dificulta a realização dos transplantes.” O diretor do CEMO reforçou que hoje com a modernização do Redome é possível buscar doadores em todo o mundo. “Se antes a chance de encontrar um doador era de 17% hoje chega a quase 90%.”

Para Beto Albuquerque, de fato desde a época da descoberta da doença de Pietro em 2008 até os dias de hoje muito se avançou no cadastro e na realização de transplantes. “O Sistema Único de Saúde é responsável por 98% dos transplantes de medula, órgão e tecidos”. Mas o parlamentar alertou para a necessidade do Governo Federal em elevar a qualidade do financiamento público de saúde. “Só assim aumentaremos a oferta de qualidade do serviço no País.”

A campanha idealizada pelo parlamentar socialista já alcançou bons resultados. Segundo o Inca, atualmente, o Brasil conta com mais de 3 milhões de pessoas na lista de voluntários, perdendo apenas para os Estados Unidos e a Alemanha. Beto chamou atenção para a necessidade de conscientizar os doadores cadastrados acerca da importância de que realmente compareçam para doar. “Cerca de 15% dos doadores compatíveis não comparecem para o procedimento de doação após serem localizados”, lamenta.

Por essa razão, a presidente da Fundação Hemocentro de Brasília, Beatriz Mac Dowell Soares, defende um programa de incentivo as pessoas que já doam sangue com frequência. “São pessoas que de alguma forma já estão comprometidas com a causa”, explica. Os hemocentros são parceiros do Inca na coleta de sangue e no cruzamento do cadastro do Redome com o Cadastro Nacional de Receptores (Rereme).

Experiência

Durante a audiência na Comissão de Seguridade, as irmãs Flávia Lima Moreira e Fernanda Lima Moreira emocionaram o plenário ao contarem sua experiência. Há 15 anos Flávia doou sua medula óssea para Fernanda. De acordo com Flávia, se não fosse a rede de doadores de sangue e plaquetas anônimos, mesmo com sua medula Fernanda não sobreviveria. “Temos que estimular cada vez mais voluntários para fazer parte dessa campanha que pode salvar muitas vidas. Iniciativas como a do deputado Beto enriquecem o País.”

Coleta de Sangue

Ainda nesta terça-feira (17), ficou disponível na Câmara, durante todo o dia, uma unidade para cadastramento e coleta de amostra de sangue para cadastro Redome.

Durante a cerimônia que antecedeu o início do cadastramento, o deputado Alexandre Roso (PSB-RS) lembrou a importância da campanha de doação ao falar do aumento significativo no número de pessoas inscritas no Redome nos últimos anos. “O que temos hoje é muito bom, mas precisamos continuar nessa luta, lembrando de oferecer também todo um procedimento de qualidade aos pacientes.”

Já o deputado José Stédile (RS) ressaltou que é preciso levar, cada vez mais, a campanha de doação para os estados e os municípios, e fazer com ela cresça. “Essa é uma campanha que o povo brasileiro tem que conhecer e que tem que se aliar. Porque a doação é um gesto de amor à vida e de amor ao próximo”, afirmou o socialista.

Dados do Inca mostram que o Brasil registra cerca de 10 mil novos casos de leucemia a cada ano, doença que na maioria das vezes somente pode ser vencida com o transplante. Por isso, quanto maior o número de doadores cadastrados, maiores as chances de que seja encontrado um com a medula apropriada.

Doença – Leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos), de origem geralmente desconhecida, cuja principal característica é o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais. Depois de instalada, a doença progride rapidamente, exigindo que o tratamento seja iniciado logo após o diagnóstico, que inicialmente é feito por hemograma.

Doação – Para ser um doador basta procurar o hemocentro mais próximo, ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde. É necessário levar documento de identidade oficial com foto e preencher um formulário. No ato do cadastro, são coletados cinco mililitros de sangue para análise do código genético de compatibilidade, chamado de HLA (histocompatibilidade). O resultado do exame fica armazenado no Redome. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. Se a compatibilidade for confirmada, a pessoa será consultada para decidir sobre a doação.

Andrea Leal e Tatyana Vendramini

Senado aprova MP do Mais Médicos; texto segue para sanção da presidenta

O plenário do Senado aprovou hoje (16) o Projeto de Lei de Conversão 26/2013, que trata da medida provisória que criou o Programa Mais Médicos, do governo federal. Os senadores mantiveram a mesma versão aprovada pela Câmara dos Deputados. Agora, o texto segue para sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Pelo texto, caberá ao Ministério da Saúde emitir o registro provisório para que médicos estrangeiros possam trabalhar no Mais Médicos, deixando de ser uma atribuição dos conselhos regionais de Medicina. A mudança ocorreu por causa de uma emenda incluída pelo relator da comissão especial mista que analisou o projeto de lei de conversão, deputado Rogério Carvalho (PT-SE), depois de o governo argumentar que havia demora por parte dos conselhos em liberar os registros. Conforme balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, 237 profissionais com diploma estrangeiro ainda aguardam o registro para começar a trabalhar.

O texto prevê que o médico estrangeiro será obrigado a revalidar o diploma, caso queira continuar trabalhando no país além dos três anos de atuação previstos no programa. Antes, não havia essa exigência. Os estrangeiros podem atuar somente nas atividades do Mais Médicos.

O texto aprovado também permite que aposentados participem do Mais Médicos, o que não estava previsto na proposta original do governo.

O Programa Mais Médicos foi criado pelo governo federal com o intuito de levar médicos para áreas de difícil fixação desses profissionais, como regiões isoladas, do interior e periferias de grandes cidades. A criação do programa foi alvo de críticas das principais entidades médicas, que questionam a vinda de profissionais estrangeiros para o Brasil sem a necessidade de passar pela revalidação do diploma e a falta de estrutura física para o trabalho.

Todas as propostas de emendas apresentadas no plenário do Senado foram rejeitadas. Três emendas de redação foram aprovadas para melhorar o texto, mas elas não provocam a necessidade de retorno do projeto à Câmara. A presidenta Dilma Rousseff terá 15 dias para sancionar integral ou parcialmente o texto.

Fonte: Agência Brasil

Médicos cubanos chegam ao Estado

Os primeiros seis médicos cubanos importados pelo governo federal para atuar em cidades gaúchas desembarcaram no fim de semana na Capital. Dois deles chegaram no sábado. Os outros quatro vieram ontem. Conforme informações do Ministério da Saúde, os profissionais caribenhos devem ser encaminhados para trabalhar em Caraá, Estância Velha, Charqueadas, Terra de Areia, Sapucaia do Sul e Araricá.

Os seis cubanos passaram as últimas três semanas submetidos a treinamento em Brasília. Receberam noções básicas de cultura brasileira e tiveram acesso a informações sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta semana, juntam-se a outros 42 médicos formados fora do país e que fizeram curso preparatório na Capital.

Segundo o secretário-adjunto de Saúde do Rio Grande do Sul, Elemar Sand, os 48 profissionais devem passar ainda esta semana recebendo orientações na Escola de Saúde Pública, ligada ao governo do Estado, na Capital.

– Eles vão ser integrados à situação da atenção básica no Estado e aos programas da secretaria, para terem noção do trabalho – disse Sand.

A previsão é de que na semana que vem os médicos apresentem-se aos municípios de destino e assumam suas funções. Entre os 42 que já estavam em treinamento na Escola de Saúde Pública, há profissionais da Arábia Saudita, da Argentina, de Honduras, da Palestina, de Portugal, da Rússia, da Ucrânia e de Portugal. Os cubanos serão remetidos para municípios para os quais nenhum outro profissional participante do Mais Médicos tenha se inscrito.

Os participantes do Mais Médicos receberão do governo federal uma remuneração de R$ 10 mil por mês. Os cubanos, no entanto, ficarão com apenas R$ 4 mil. Os outros R$ 6 mil vão para os cofres do governo de Cuba.

Para as prefeituras que acolherão os profissionais, o custo é até seis vezes menor do que se fizessem a contratação pelo modelo tradicional. No programa, os municípios respondem apenas por alojamento, transporte e alimentação.

Chega ao fim prazo para registro provisório de médicos

O Ministério da Saúde espera para hoje uma posição do Conselho Regional de Medicina (Cremers) sobre a concessão de registros provisórios para oito profissionais do Mais Médicos. Trata-se dos primeiros pedidos protocolados no país. Segundo o ministério, o prazo de 15 dias para resposta do Cremers encerrou-se na sexta-feira.

Fonte: Zero Hora

PARA ONDE VÃO
As cidades que vão receber os seis médicos cubanos
ARARICÁ
– População: 5,2 mil
– Quantos médicos tem: 1
– Situação: o cubano deve atuar no posto 24h, que não tem médico fixo. A cidade não conseguiu atrair profissionais por meio de concursos.
CARAÁ
– População: 7,7 mil
– Quantos médicos tem: 2
– Situação: a espera para consulta com clínico geral é de no mínimo um mês. A cidade ofereceu salário-base de R$ 8,4 mil, mas não conseguiu preencher as vagas.
CHARQUEADAS
– População: 37,6 mil
– Quantos médicos tem: Não informado
– Situação: conta com 11 unidades básicas de saúde e um pronto atendimento. Faltam médicos em unidades distantes do centro.
ESTÂNCIA VELHA
– População: 45,5 mil
– Quantos médicos tem: 4
– Situação: há oito postos, mas apenas quatro têm médicos. A prefeitura afirma que são necessários mais quatro profissionais.
SAPUCAIA DO SUL
– População: 137,1 mil
– Quantos médicos tem: 28
– Situação: das 18 equipes de saúde da família, duas trabalham sem médico.
TERRA DE AREIA
– População: 10,4 mil
– Quantos médicos tem: 1
– Situação: há três postos de saúde da família, mas apenas um médico.

SUS teve um total de 128 mil atendimentos prestados por via judicial

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Estado é líder do ranking nacional de judicialização da saúde 

Nos dias 3 e 4 de setembro, a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) realizou o Seminário sobre a Judicialização das Políticas Públicas. O evento teve como tema principal as ações judiciais em saúde, que com 74 mil processos, tornaram o Rio Grande do Sul líder do ranking nacional de judicialização da saúde pública.

O número de ações ajuizadas no Estado em busca de remédios gratuitos é cada vez maior. Em média, 1,9 mil novas ações são geradas todos os meses. Por trás desse número expressivo, existem redes mafiosas que promovem o uso irracional de medicamentos. “Com base em dados da Organização Mundial da Saúde, nunca de tomou tanto medicamento desnecessário e em doses tão exageradas”, afirmou o assessor técnico da área de saúde da Famurs, Leonildo Mariani.

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) divulgou um estudo que mostra que 44% dos 128 mil atendimentos prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul foram realizados por via judicial. O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Pedro Poli alertou sobre o alto índice de processos. “Existem laboratórios que pressionam os pacientes a entrar na Justiça para buscar um medicamento”, comentou.

Segundo o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Rogério Gesta Leal, essas organizações constituem uma máfia da saúde pública composta por médicos, advogados, empresários e até pacientes. “Criam-se demandas artificiais de medicamentos por meio de ações judiciais para que determinadas pessoas repassem esses medicamentos para uma rede de distribuição de produtos fármacos no mercado negro”, explicou. Após a compra, os remédios são distribuídos por falta de procura dos pacientes. Em julho deste ano, o estoque do governo já contabilizava 28 mil caixas.

Entre os efeitos negativos da judicialização da saúde, está o aumento dos gastos públicos. Procurador da PGE, Lourenço Orlandini admitiu que um único remédio contra artrose representou um gasto de R$ 2,4 milhões ao governo gaúcho. “O juiz acaba liberando um medicamento sem eficácia comprovada e fora da lista oficial”, afirmou. No município de Júlio de Castilhos, por exemplo, 300 ações representaram um custo de R$ 40 mil para a prefeitura local. Com o mesmo valor, o órgão público pode oferecer remédios para 14 mil pacientes pela Farmácia Popular.

Fonte: Jornal do Comércio

Hospital de Clínicas de Porto Alegre restringe atendimento em emergências

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O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) restringiu o atendimento nas emergências adulta e pediátrica neste domingo e, devido à superlotação, só recebe pacientes em estado grave. Conforme a supervisora de enfermagem, Claúdia Nery, no início da noite havia 122 pessoas internadas em um espaço com 49 leitos no setor adulto e 12 crianças na unidade infantil, que tem nove vagas.

“O HCPA não fecha as portas, mas restringe o atendimento. Seguindo o Sistema de Triagem de Manchester, atendemos somente pacientes com classificação vermelha, amarelo e laranja. Os demais são encaminhados para postos de saúde”, explicou Cláudia.

Entenda a escala Manchester:

Vermelho – Emergência (caso gravíssimo, com necessidade de atendimento imediato)
Laranja – Muito Urgente (Atendimento médico o mais rápido possível)
Amarelo – Urgente (atendimento prioritário)
Verde – Pouco Urgente
Azul – Não Urgente

Fonte: Correio do Povo

Câncer: SUS deve iniciar a tratar em 60 dias

A Justiça Federal determinou que o tempo máximo de espera para o início do tratamento de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é 60 dias após a data do diagnóstico da doença. A decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região anula artigo da Portaria nº 876 do Ministério da Saúde, que usava a inclusão do diagnóstico no registro do SUS como ponto de partida para a contagem do prazo.

Ricardo Salviano, defensor público federal autor da ação que ensejou a decisão, explica que depois do exame que traz o diagnóstico da doença, o paciente precisa marcar uma consulta para que um médico possa prescrever o tratamento, o que pode levar meses.

“A gente sabe a dificuldade que as pessoas têm de marcar uma consulta”, disse. Salviano defende que a saúde das pessoas não pode ficar a mercê de questões burocráticas como a demora na marcação de consultas. A decisão determina que a data do resultado do exame é que vai ser o ponto de partida da contagem do prazo de 60 dias e não a consulta médica com a inclusão do diagnóstico no registro do SUS, como trazia a portaria.

A decisão mantém o texto original da Lei 12.732/2012 que está em vigor desde maio . Segundo Salviano, o legislador estabeleceu o lapso temporal de 60 dias para que o médico possa avaliar o laudo e indicar o tratamento dentro deste prazo.

O presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos, Gabriel Faria Oliveira, ressalta que o acesso à saúde é uma das principais demandas da Defensoria Pública da União (DPU) em todo país. Segundo ele, processos relacionados a pedidos de medicamentos de alto custo e diversos procedimentos médicos representam grande parte dos processos movidos nas unidades da DPU em todo país.

O descumprimento da lei pode submeter os gestores responsáveis a penalidades administrativas. O Defensoria Pública da União frisa que o paciente que verificar qualquer irregularidade pode procurar uma unidade para pedir ajuda.

Fonte: eBand

Ministério Público vai questionar importação de médicos cubanos

A importação de 4.000 médicos cubanos para atuar no interior do país pelo programa Mais Médicos, do governo Dilma Rousseff (PT), será questionada pelo Ministério Público do Trabalho.

O procurador José de Lima Ramos Pereira, que comanda no órgão a Coordenadoria Nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho, disse que a forma de contratação fere a legislação trabalhista e a Constituição.

“O MPT vai ter que interferir, abrir inquérito e chamar o governo para negociar.”

O acerto também foi questionado por auditores fiscais do Ministério do Trabalho em São Paulo e pelo presidente da comissão da OAB-SP que trata de assistência médica.

A vinda dos cubanos foi anunciada após a primeira etapa de seleção ter atendido apenas 10,5% das vagas.

Os profissionais de Cuba terão condições diferentes das dos demais estrangeiros –a bolsa de R$ 10 mil por mês paga pelo Brasil não será repassada aos médicos, mas ao governo de Cuba, que fará a distribuição a seu critério.

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O governo diz não saber quanto eles vão ganhar, mas que os pagamentos devem ser como os da ilha comunista ou de missões deles ao exterior.

A gestão Dilma diz que, em parcerias entre Cuba e outros países, costuma haver um repasse de 25% a 40% do total –que, no Brasil, significaria de R$ 2.500 a R$ 4.000.

O ministro Alexandre Padilha (Saúde) disse à TV Globo que eles devem receber mais do que os enfermeiros.

O procurador Ramos Pereira afirmou que a contratação é “totalmente irregular”, sob pretexto de resolver uma questão relevante (a falta de médicos), “mas que não está caracterizada com a urgência que exige uma situação de calamidade”, como epidemia e terremoto. Ele disse que seria preciso concurso público.

“A relação de emprego tem de ser travada diretamente entre empregador e empregado. O governo será empregador na hora de contratar e dirigir esses médicos, mas, na hora de assalariar, a remuneração é feita por Cuba ou por meio de acordos. Isso fere a legislação trabalhista.”

Sobre a questão salarial, ele disse ser necessário respeito ao salário mínimo.

O auditor fiscal do trabalho Renato Bignami, coordenador do programa de erradicação do trabalho escravo em São Paulo, disse temer a “precariedade”. “Essa situação criará uma assimetria no mercado de trabalho se os médicos cubanos receberem salários inferiores aos pagos aqui.”

Para Bignami, é prematuro, porém, comparar com escravidão, como criticaram integrantes da classe médica. “Não são só os salários aviltantes que são considerados para essa situação. Há fatores como jornadas exaustivas e condições degradantes.”

José Cláudio Ribeiro Oliveira, que preside a comissão sobre assistência médica da OAB-SP, disse que foi criada a figura do “intercambista”, mas que isso serviria para estudo ou troca de informações. “Se a moda pegar, vamos ter intercambista na lavoura.”

Os cubanos atuarão em 701 cidades (que não tiveram interessados na primeira fase), com população de 11 milhões –45% em áreas rurais, a maioria no Norte e Nordeste.

O acordo teve aval da Opas (braço da OMS para as Américas). O governo disse não ter sido notificado pelo MPT, mas que a remuneração é referente a uma bolsa.

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Fonte: Folha Online

Ministério anuncia vinda de 4 mil médicos cubanos até o fim do ano

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O Ministério da Saúde anunciou ontem (21) que até o final do ano, 4 mil médicos cubanos vão chegar ao Brasil para atuar nas cidades que não atraírem profissionais inscritos individualmente no Mais Médicos. Na segunda-feira chegam 400 profissionais, que vão passar pelo mesmo processo de avaliação dos médicos com diploma estrangeiro e sem revalidação do diploma inscritos na primeira etapa do programa.

Nem o Ministério da Saúde, nem a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que vai intermediar o acordo com o governo cubano, sabem dizer quanto estes profissionais vão receber pelo trabalho. “O ministério passa o mesmo valor unitário e é a Opas que vai fazer a negociação com Cuba”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acrescentando que o acordo é entre a Opas e Cuba. O ministro ressaltou que os médicos vão suprir a demanda de parte dos 701 municípios que não foram selecionados por nenhum médico na primeira edição do programa.

As duas instituições informaram também que é o governo de Cuba que decide se os profissionais vão poder trazer sua família para o Brasil. O ministro ressaltou que, assim como com os outros profissionais, a alimentação e moradia dos médicos são responsabilidade dos municípios que os receberão.

No dia 4 de outubro, mais 2 mil médicos cubanos devem chegar ao país para uma nova etapa. Assim como os que se inscreveram individualmente, os médicos cubanos que vêm pelo acordo com a Opas não vão precisar passar pelo Revalida (Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior) e, por isso, terão registro provisório por três anos para atuar na atenção básica e com validade restrita ao local para onde forem designados.

Padilha ressaltou que todos os médicos que virão nesta primeira etapa já participaram de outras missões internacionais e têm especialização em medicina familiar e comunitária. Mais de 84% deles têm mais de 16 anos de experiência na medicina.

De acordo com Padilha, o acordo que o governo brasileiro tem com a Opas permite que a entidade faça parceria com outros países e outras organizações. A pasta vai investir R$ 511 milhões até fevereiro de 2014 com a vinda dos médicos cubanos.

Na primeira edição, o Programa Mais Médicos selecionou 1.618 profissionais para atuar em 579 postos da rede pública em cidades do interior do país e periferias de grandes centros. Desse total, 1.096 médicos têm diploma brasileiro e 522 são médicos formados no exterior. Os participantes do programa correspondem a 10,5% dos 15.460 profissionais necessários, segundo demanda apresentada pelos municípios. O balanço foi divulgado hoje (14) pelo Ministério da Saúde.

Todos os médicos com diploma estrangeiro e sem revalidação vão passar por três semanas de capacitação, com foco no funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e na língua portuguesa, antes de começarem a atuar. Durante o período de atuação, terão o trabalho supervisionado por universidades.

Fonte: Agência Brasil

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