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4 de fevereiro – Dia mundial de combate ao câncer

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Hoje, 4 de fevereiro, é o dia mundial de combate ao câncer. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), mais de 12 milhões de pessoas no mundo são diagnosticadas todo ano com câncer e cerca de 8 milhões morrem. No Brasil, o INCA estima em 580 mil casos novos da doença para 2015. Se medidas efetivas não forem tomadas, haverá 26 milhões de casos novos e 17 milhões de mortes por ano no mundo em 2030, sendo que 2/3 das vítimas vivem nos países em desenvolvimento. Cada um de nós pode fazer sua parte para reduzir esses números. Cuidar da nossa saúde é tarefa individual, que ninguém pode fazer por nós. Vamos nos engajar nessa luta, por mais qualidade de vida, por saúde, pelo nosso futuro. Abaixo, texto sobre a campanha que o INCA desenvolve em 2015 para essa data.

A campanha do INCA/MS para o Dia Mundial do Câncer 2015 segue o tema sugerido pela União Internacional para Controle do Câncer (UICC), “Ao nosso alcance”: pessoas, comunidades e governos precisam se mobilizar em torno de soluções para a questão.

A campanha de 2015 tem quatro eixos:

Escolhas saudáveis

Reduzir os fatores de risco sociais e ambientais para o câncer e capacitar as pessoas a fazer escolhas saudáveis são componentes essenciais para reduzir as mortes prematuras por doenças crônicas não transmissíveis e atingir as metas da Declaração Mundial do Câncer. O compromisso é que o número de mortes por essas doenças, entre as quais está o câncer, caia 25% até 2025.

O desafio

As pessoas e as comunidades precisam estar informadas de que cerca de um terço dos cânceres mais comuns podem ser evitados por meio de comportamentos saudáveis, como não fumar, reduzir o consumo de álcool, adotar alimentação rica em frutas, legumes, verduras e grãos e praticar atividades físicas regularmente.

O tabagismo responde sozinho por, pelo menos, 22% de todas as mortes por câncer, e o álcool está fortemente associado ao risco aumentado de câncer de boca, faringe, laringe, esôfago, intestino, fígado e mama. A obesidade já afeta entre 20 a 40% dos adolescentes em todo o mundo. O excesso de peso e a obesidade estão fortemente ligados ao aumento do risco de câncer do intestino, mama, útero, pâncreas, esôfago, rins e vesícula biliar na idade adulta.

A proteção contra a radiação ultravioleta (UV) também é fundamental para a prevenção do câncer de pele. Além disso, a exposição ocupacional e exposições ambientais contribuem substancialmente para o desenvolvimento de vários tipos de câncer. A poluição do ar é um importante fator de risco ambiental para o câncer de pulmão. 

Para os países de renda baixa e média, os programas de prevenção de câncer devem ir além de abordar a mudança de comportamento. No mundo, infecções crônicas são a causa de cerca de 16% de todos os cânceres. Nos países de baixa e média rendas, esse índice chega a quase 23%. Os tumores malignos de fígado e do colo do útero são exemplos de câncer associados a infecções, respectivamente o HBV (vírus da hepatite B) e o HPV (papilomavirus humano).

Enfrentando o desafio

O direito à saúde é uma garantia da Constituição Federal brasileira. Esse direito inclui o acesso a serviços oportunos e de qualidade por toda a linha de cuidado, ou seja, acesso a estratégias eficazes de promoção da saúde e prevenção do câncer, exames para detecção precoce e, em caso de diagnóstico confirmado da doença, tratamento adequado.

Reduzir o nível de exposição das pessoas a fatores de risco modificáveis é a principal estratégia de prevenção primária para vários tipos de câncer. Essa abordagem deve ser feita desde a infância e a adolescência, e prosseguir por toda a vida. A adoção de comportamentos saudáveis reduz o risco de câncer e outras doenças crônicas não transmissíveis (DNT), como diabetes e doenças cardíacas na vida adulta.

É fundamental que os jovens sejam informados sobre a importância de escolhas saudáveis e incluídos nas estratégias de promoção da saúde e prevenção do câncer.

Detecção precoce

Garantir a oferta e o acesso a programas de detecção precoce de câncer pode reduzir significativamente a mortalidade pela doença. Na Declaração Mundial de Câncer está previsto que até 2025 deverão ser implementados universalmente programas de rastreamento e de detecção precoce. Para que esses programas atinjam seu objetivo, é fundamental aumentar a conscientização sobre sinais e sintomas de alerta da doença entre a população em geral e os profissionais de saúde.

O desafio

Nem todos os tipos de câncer apresentam sinais e sintomas no início, dificultando a detecção precoce. Mas, para muitos, incluindo os de mama, do colo do útero, colorretal, da pele, oral, e alguns tipos de câncer na infância, os benefícios de abordagens sistemáticas para a detecção precoces são conclusivos, reduzindo significativamente a mortalidade e as possíveis sequelas da doença.

Falta de informação é um obstáculo ao controle da doença e a cuidados eficazes em países de rendas baixa e média, especialmente para a detecção em fases mais precoces e mais facilmente tratáveis. Estratégias integradas para aumentar a conscientização sobre o câncer e sobre a importância de buscar atendimento quando os primeiros sintomas forem notados, juntamente com intervenções práticas e comprovadas para o diagnóstico precoce, aumentam as chances de melhorar os resultados.

Enfrentando o desafio

Programas abrangentes de detecção precoce devem incluir estratégias para melhorar o conhecimento sobre o câncer entre a população em geral comunidades, profissionais de saúde e gestores, e aumentar a conscientização em torno das opções para a detecção precoce de alguns tipos de câncer, independentemente da definição de recursos. 
Compreender e responder às crenças e práticas culturais é essencial, particularmente em contextos onde há preconceitos associado ao câncer e desigualdades sociais e de gênero que podem levar os pacientes a atrasar o início do tratamento ou, até mesmo, impedir que procurem ajuda.

Igualmente importante é o desenvolvimento de estratégias para incentivar a procura por auxílio, incluindo a conscientização e educação para reconhecer os sinais e sintomas de alguns tipos de câncer, além da compreensão que a detecção precoce de sintomas irá aumentar as oportunidades para a cura e melhorar a qualidade de vida.

Para cânceres infantis, uma maior consciência dos sinais e sintomas da doença entre pais e profissionais de saúde pode ajudar a reduzir o atraso no diagnóstico e, consequentemente, do início do tratamento.

A sensibilização para a detecção precoce é possível em muitos contextos. O local de trabalho pode ser um canal eficaz para a divulgação de mensagens educativas, por meio de boletins informativos, vídeos e até da comunicação interpessoal. Os empregadores também podem ajudar, liberando os funcionários para realização de exames de rastreamento.

Tratamento para todos

É direito de todos terem acesso a tratamento de câncer eficaz e de qualidade, com serviços em condições de igualdade, independentemente do local de moradia e dificuldades econômicas. A Declaração Mundial do Câncer prevê que os sistemas de saúde serão reforçados para garantir tratamento a todas as pessoas que dele precisarem, em qualquer idade, incluindo o acesso ao diagnóstico preciso, o tratamento de qualidade (cirurgia, radioterapia, quimioterapia, incluindo medicamentos e tecnologia essenciais), reabilitação e cuidados paliativos (controle da dor e apoio psicológico).

O desafio

Apesar de os governos reconhecerem que seus cidadãos têm direito à saúde, em muitos países os sistemas de saúde não recebem recursos suficientes para prover serviços oncológicos adequados. A falta de investimento em ações de controle do câncer no nível de atenção primário (Atenção Básica) afeta negativamente o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce, resultando em altos níveis de mortalidade por câncer, principalmente em países de baixa e média rendas. O resultado é que as taxas de sobrevivência caem a cerca de 10% em comparação com aproximadamente 80% em países de alta renda.

Para grande parte da população do mundo são negados atendimentos de radioterapia, devido à escassez estimada de 5 mil máquinas, bem como falta de mão de obra especializada.

Enfrentando o desafio

Planos nacionais de controle de câncer devem considerar a linha completa e multidisciplinar do cuidado oncológico. O tratamento de alta qualidade do câncer não é possível sem o investimento em cada um dos componentes essenciais da abordagem multidisciplinar. Isso deve incluir esforços específicos para prestar cuidados de apoio, entre eles o apoio psicossocial para pacientes, familiares e cuidadores.

Os planos de controle também têm papel vital no fortalecimento dos sistemas de saúde que abordarão os principais nós para a prestação de serviços oncológicos eficazes, o que envolve o fornecimento de mão de obra especializada em saúde, infraestrutura, financiamento adequado e concentração de esforços na investigação onde ela é mais necessária para que o conhecimento existente seja traduzido em resultados práticos para os pacientes.

O investimento em sistemas de saúde fortes também vai garantir o acesso e a disponibilidade de serviços para os tumores raros, que representam cerca de 20% da carga global total, incluindo todos os tipos de câncer que afetam crianças e adolescentes.

Na definição do Plano Nacional, devem ser levados em consideração a taxa de incidência de câncer no país em questão e as condições políticas e sociais, entre outros fatores. Em países de baixos recursos, pode-se lançar mão de alternativas eficazes que fornecem serviços sustentáveis e equitativos que abrangem toda linha de cuidado do câncer. Um exemplo é a Iniciativa Global de Saúde da Mama, que vem liderando esforços para desenvolver, implementar e estudar diretrizes economicamente viáveis baseadas em evidências e culturalmente apropriados para o cuidado, rastreamento, detecção e tratamento do câncer de mama em países em desenvolvimento.
Aumentar a qualidade de vida

Compreender e responder a todo o impacto da doença no bem estar emocional, mental e físico de modo a melhorar a qualidade de vida de pacientes, familiares e cuidadores. Um dos compromissos da Declaração Mundial do Câncer é reduzir o estigma associado ao câncer e dissipar mitos e preconceitos acerca da doença. Paralelamente, devem estar assegurados o acesso ao correto diagnóstico, ao tratamento multidisciplinar de qualidade, a reabilitação e serviços de apoio e cuidados paliativos. Dessa forma, pretende-se garantir uma melhor qualidade de vida às pessoas que vivem com câncer.

O desafio

Em muitas sociedades, o câncer continua sendo um assunto tabu, e pessoas vivendo com a doença estão sujeitas ao estigma e à discriminação que podem fazê-las deixar de buscar tratamento.
Até mesmo em comunidades altamente engajadas, a percepção negativa do câncer pode impedir o debate público, e a consciência do impacto total no bem-estar emocional, mental e físico provocados pela doença não serão totalmente compreendidos.

Uma forte reação emocional é vivida pela maioria das pessoas ao receber um diagnóstico de câncer. Medo, raiva, solidão e ansiedade são comuns, especialmente no momento do diagnóstico, durante o tratamento, ao se readaptar à vida após o tratamento e na transição para os cuidados paliativos. Sobreviventes de câncer estão em risco de diminuição da qualidade de vida até vários anos após o diagnóstico, e muitas vezes têm necessidades não satisfeitas relacionadas a questões de imagem corporal, saúde sexual, função cognitiva e medo de recorrência.

Os efeitos fisiológicos de alguns tratamentos de câncer, tais como perda da fertilidade, disfunção sexual, perda de cabelo e ganho de peso também pode resultar em estigma e discriminação e, em alguns casos, ser a causa da rejeição do parceiro. As consequências psicológicas de cuidar de uma pessoa que vive com câncer também podem ser enormes, com muitos cuidadores experimentando estresse e declínios em sua saúde física e mental.

A dor do câncer como resultado da falta de acesso a analgésicos adequados tem enormes implicações para a qualidade de vida de pacientes, e está relacionada a distúrbios psicológicos, como níveis elevados de depressão, ansiedade e medo. Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) considere a morfina um medicamento essencial, existem disparidades inaceitáveis no mundo no uso de opioides para o tratamento da dor, com os países de alta renda consumindo 93% da oferta de morfina do mundo, enquanto 65% das mortes por câncer ocorrem em países de baixa e média rendas.

Enfrentando o desafio

Manter redes de apoio social e falar sobre o câncer são estratégias potencialmente importantes para lidar com o impacto emocional da doença, tanto para o paciente como seu cuidador. O apoio pode vir de várias fontes – parceiros, amigos, familiares, profissionais de saúde e conselheiros. Algumas pessoas escolhem se juntar a grupos de apoio.

Esses grupos podem proporcionar um ambiente de carinho e aceitação nos quais o paciente expressa seus sentimentos e reduz a ansiedade e o medo. Mesmo entre pacientes, nem sempre é fácil discutir questões relacionadas à doença. E encontrar ambientes descontraídos e informais fora do espaço hospitalar para compartilhar histórias ajuda.

Para alguns pacientes, cuidar da aparência física pode ser uma maneira de recuperar o controle e preservar um grau de normalidade. O acesso a serviços de apoio podem melhorar a autoestima dos pacientes e construir a confiança para enfrentar o câncer.

O câncer pode também ter impacto sobre a saúde sexual de homens e mulheres. Isso inclui fatores adversos de algumas terapias, como falha prematura dos ovários resultante de quimioterapia contra o câncer de mama, ou dano no nervo que garante a ereção, que pode ocorrer durante a cirurgia ou radioterapia contra o câncer de próstata.

Além disso, efeitos colaterais do tratamento, como fadiga, dor e ganho de peso, podem contribuir para o estresse e respostas emocionais negativas, incluindo não se sentirem sexualmente atraentes. Buscar a ajuda de profissionais de saúde para se adaptarem às alterações na função sexual e melhorar a intimidade pode reduzir o estresse e aumentar a qualidade de vida dos pacientes e seus parceiros.

Pacientes com câncer e seus familiares devem ser encorajados a exercer o poder de decisão acerca das escolhas que influenciam sua saúde e bem-estar e a preservar sua dignidade em todos os estágios da doença.

Profissionais de saúde devem se comunicar de forma compreensível ao falar com os pacientes. Dessa forma, o paciente torna-se ativo na tomada de decisões ao longo da linha de cuidado do câncer. Por exemplo, a preservação da fertilidade é uma grande preocupação para mulheres jovens com câncer. Profissionais de saúde devem assegurar que estas mulheres estejam informadas de que preservar a fertilidade é possível em boa parte dos casos. E as diferentes abordagens devem ser discutidas antes do início do tratamento.

Para pacientes com câncer avançado, decisões sobre cuidados paliativos são primordiais. Por exemplo, permitir que o doente possa morrer com dignidade no local de sua escolha.

Pessoas vivendo com câncer devem também ser estimuladas a fazer escolhas individuais que vão melhorar sua qualidade de vida, como se alimentar bem todos os dias, repousar o suficiente, tentar manter um padrão de sono regular e vida social, e aceitar ofertas de ajuda.

Fonte: Inca

 

 

Saúde em estado de espera em Porto Alegre

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(Crédito da imagem: Zero Hora Online)

A saúde está doente. A saúde pública de Porto Alegre está muito doente. E, mais uma vez, por inércia pura da administração municipal, a situação da saúde pública pode piorar ainda mais. Estou falando da falsa polêmica entre a ampliação do Hospital de Clínicas, algumas árvores e o Patrimônio Histórico. Por que falsa polêmica? Porque todos sabemos que saúde é prioridade. Que saúde não pode esperar. Que saúde é um direito humano e constitucional no Brasil. E que todo o resto vem depois disso. Não há o que discutir. Mas, em Porto Alegre, virou discussão.

Me pergunto nesses dias: por que inventar mais uma desculpa e adiar a ampliação do Hospital de Clínicas? Será que a saúde vai bem o suficiente para que milhares de pessoas possam seguir esperando anos por uma consulta com especialista ou por horas na emergência?

Um alento é que uma reunião de Comissões Permanentes da Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou um parecer favorável ao projeto de lei complementar que prevê a ampliação do hospital. Graças a esse parecer, a liberação da obra poderá ser votada. Assim, no Plenário da Câmara, será desfeita falsa polêmica entre defensores do patrimônio histórico e ambientalistas.

Precisávamos chegar a esse ponto? Será que a prefeitura não poderia, com protagonismo que deveria possuir, ter resolvido esse impasse? Será que a saúde pode esperar dias ou mesmo meses para ter uma iniciativa liberada? A obra é do Hospital de Clínicas, que bancará os custos. Por que, então, não liberar de imediato a ampliação?

Não preciso dizer muito mais sobre isso, basta ver a comparação feita pelo jornal Zero Hora, que reproduzo abaixo:

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Dia nacional da mamografia

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Hoje, 5 de fevereiro, é dia nacional da mamografia.  O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente da doença no mundo (atrás do câncer de pulmão). Celebrar essa data é fundamental para conscientizarmos as mulheres sobre a importância da mamografia, que detecta a doença em seu estágio inicial. Prevenção é fundamental, pois um diagnóstico feito período inicial da doença aumenta muito as chances de cura, que chegam a 95%. Toda mulher tem direito à mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Está previsto em lei! A data para lembrar o Dia Nacional da Mamografia foi escolhida por ser o dia dedicado à Santa Ágata, considerada protetora contra as doenças da mama e padroeira dos mastologistas. A mamografia deve ser feita a cada dois anos por mulheres com mais de 50 anos de idade. A Lei da Mamografia (Lei 11.664), de 2009, dá direito à mulher, a partir dos 40 anos de idade, a fazer exame gratuito, segundo recomendação médica.

Deixo com vocês uma leitura importante e peço que divulguem. Informação é fundamental: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site/home/nobrasil/programa_controle_cancer_mama/deteccao_precoce

Cohab Cavalhada inaugura Unidade de Saúde da Família

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Às vezes passamos por situações que nos relembram o passado. Hoje estive  presente na inauguração da Unidade de Saúde da Família – Cohab Cavalhada, ouvindo os depoimentos dos líderes comunitários fazendo referência às inúmeras promessas feitas em épocas de campanha eleitoral e a demora em conseguirem a solução. Falaram também do OP, da sua complexidade e da pouca compreensão de seu papel pelas comunidades. Os  depoimentos das mães foram os que mais me levaram ao passado, pois contaram  a dificuldade que enfrentam: madrugas em filas e em busca de  atendimento nos postos de saúde no bairro Monte Cristo. Muitas vezes, ao chegarem lá com os filhos no colo, nem ficha elas conseguiam. Esses relatos lembraram vivências minha e de minha mãe, há 30 anos. Fiquei pensando em como quase nada mudou, ou mudou de forma insuficiente. Como pode termos evoluído da era analógica para digital e ainda não termos atendimento analógico na saúde publica? Será que neste tempo todo não se conseguiu fazer nada ou não se quis fazer nada? Acho que esta dúvida vai ficar na minha cabeça até o dia em que eu puder fazer algo diferente. Mesmo assim, independente de partido político, enfim a COHAB cavalhada recebe seu posto. Agora é acompanhar de perto quando iniciarão os atendimentos e como será o trabalho. A comunidade merece e precisa da nossa atenção.

Brasil é 31º em ranking de bem-estar de idosos

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O Brasil ocupa a 31ª posição em um ranking de 91 países que mediu a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas com mais de 60 anos, divulgado nesta terça-feira, dia internacional do idoso.

O levantamento Global AgeWatch Index 2013, foi feito pela ONG HelpAge International, que luta pelos direitos dos idosos, foi feito com base em dados de 13 diferentes indicadores relativos a quatro áreas consideradas chave: garantia de renda, saúde, emprego e educação e ambiente social.

Em cada um desses quesitos, os países receberam notas que variaram de zero (mínima) a cem (máxima). A média delas estabeleceu sua posição no ranking geral.

O Brasil, com nota 58,9, recebeu elogios no levantamento pela adoção do Estatuto do Idoso, aprovado em 2003.

O melhor desempenho do país se deu na categoria garantia de renda, ocupando a 12ª posição mundial. O ranking cita as transferências de renda implementadas pelo governo brasileiro como uma medida que ajuda a mitigar a desigualdade, que prejudica o bem-estar dos idosos.

Já no quesito emprego e educação, que analisou o número de pessoas entre 55 e 64 anos empregadas e o grau de instrução dos idosos, o país teve seu pior desempenho. O Brasil ficou 68º lugar, atrás de alguns de seus vizinhos, como Colômbia, Venezuela, Argentina e Uruguai.

Nas categorias saúde e ambiente social, o país obteve as 41ª e 40ª posições, respectivamente.

Suécia

O ranking é o primeiro a focar na qualidade de vida e no bem-estar dos idosos a partir de uma análise comparativa entre países que juntos respondem por 89% dos idosos do mundo.

O líder geral é a Suécia, seguido por Noruega, Alemanha, Holanda e Canadá. No último lugar, está o Afeganistão, considerado o país onde a população acima de 60 anos enfrenta maiores dificuldades para viver.

O Brasil, assim como o Uruguai e a Argentina, apresentou um desempenho superior ao seu nível de desenvolvimento econômico, o que, segundo o levantamento, está ligado à adequação de seu sistema de previdência, em especial nas áreas rurais.

Apesar de assinalar que o bem-estar dos idosos em um país costuma estar associado ao seu grau de riqueza, o relatório destaca que nações com baixo índice de desenvolvimento humano vêm encontrando maneiras de oferecer melhores condições à sua população acima de 60 anos.

O estudo cita o caso do Sri Lanka e da Bolívia, que ocupam, respectivamente, a 36ª e a 46 ª posições no ranking, mas que vem investindo em programas de assistência social aos idosos.

O ranking destaca que, segundo dados da ONU, o número de idosos no mundo ultrapassará 1 bilhão de pessoas nos próximos dez anos e chegará a 2 bilhões em 2050, quando eles corresponderão a mais de um quinto da população mundial.

Ranking do Global AgeWatch Index 2013

1 – Suécia

2 – Noruega

3 – Alemanha

4 – Holanda

5 – Canadá

6 – Suíça

7 – Nova Zelândia

8 – Estados Unidos

9 – Islândia

10 – Japão

31 – Brasil

91 – Afeganistão

Fonte: Global AgeWatch Index 201

Fonte: BBC

Senadores começam a avaliar nesta semana proposta alternativa que garanta mais recursos para a saúde

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Mesmo com o esforço da base aliada para antecipar a discussão sobre a proposta que garantirá recursos extras para a saúde, o debate se arrasta. Nesta semana, mais uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve continuar tratando do assunto. O governo conseguiu negociar uma alternativa à proposta de destinar 10% da receita corrente bruta da União para a área, que chegou em um projeto de iniciativa popular. Em diversas ocasiões, representantes do Executivo tentaram mostrar que as contas não fechariam. Como alternativa, o governo sinalizou que pretende destinar 15% da receita corrente líquida para a área.

O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), escalado para relatar a matéria, deve ser também um dos grandes defensores da solução encontrada pelo Planalto para o impasse. A estratégia é incluir o financiamento para a área na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Orçamento Impositivo, que estabelece a obrigatoriedade da execução das emendas parlamentares até o limite de 1% da receita corrente líquida do ano anterior.

A proposta define ainda uma escala crescente do percentual que seria aumentado para a área, que só em 2018 chega a um valor de quase R$ 147 bilhões. Pelas contas de Braga, o texto já garante, no próximo ano, um aumento de quase R$ 7 bilhões destinados à saúde.

Apesar do apoio do líder governista, o Planalto ainda deve ter trabalho para conseguir a aprovação desse texto com folga. “A proposta não é ruim, mas a gente pode melhor”, avaliou o senador Humberto Costa (PT-PE). Os senadores da CCJ querem encurtar esse prazo para que o acréscimo de 15% para a saúde seja alcançado em menos tempo.

Para a medida valer, a PEC do Orçamento Impositivo precisa ser aprovada na CCJ e depois analisada e votada em dois turnos no plenário. Se o governo conseguir incluir a alternativa, o texto terá que ser novamente votado na Câmara.

Fonte: Agência Brasil

Médicos cubanos chegam ao Estado

Os primeiros seis médicos cubanos importados pelo governo federal para atuar em cidades gaúchas desembarcaram no fim de semana na Capital. Dois deles chegaram no sábado. Os outros quatro vieram ontem. Conforme informações do Ministério da Saúde, os profissionais caribenhos devem ser encaminhados para trabalhar em Caraá, Estância Velha, Charqueadas, Terra de Areia, Sapucaia do Sul e Araricá.

Os seis cubanos passaram as últimas três semanas submetidos a treinamento em Brasília. Receberam noções básicas de cultura brasileira e tiveram acesso a informações sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta semana, juntam-se a outros 42 médicos formados fora do país e que fizeram curso preparatório na Capital.

Segundo o secretário-adjunto de Saúde do Rio Grande do Sul, Elemar Sand, os 48 profissionais devem passar ainda esta semana recebendo orientações na Escola de Saúde Pública, ligada ao governo do Estado, na Capital.

– Eles vão ser integrados à situação da atenção básica no Estado e aos programas da secretaria, para terem noção do trabalho – disse Sand.

A previsão é de que na semana que vem os médicos apresentem-se aos municípios de destino e assumam suas funções. Entre os 42 que já estavam em treinamento na Escola de Saúde Pública, há profissionais da Arábia Saudita, da Argentina, de Honduras, da Palestina, de Portugal, da Rússia, da Ucrânia e de Portugal. Os cubanos serão remetidos para municípios para os quais nenhum outro profissional participante do Mais Médicos tenha se inscrito.

Os participantes do Mais Médicos receberão do governo federal uma remuneração de R$ 10 mil por mês. Os cubanos, no entanto, ficarão com apenas R$ 4 mil. Os outros R$ 6 mil vão para os cofres do governo de Cuba.

Para as prefeituras que acolherão os profissionais, o custo é até seis vezes menor do que se fizessem a contratação pelo modelo tradicional. No programa, os municípios respondem apenas por alojamento, transporte e alimentação.

Chega ao fim prazo para registro provisório de médicos

O Ministério da Saúde espera para hoje uma posição do Conselho Regional de Medicina (Cremers) sobre a concessão de registros provisórios para oito profissionais do Mais Médicos. Trata-se dos primeiros pedidos protocolados no país. Segundo o ministério, o prazo de 15 dias para resposta do Cremers encerrou-se na sexta-feira.

Fonte: Zero Hora

PARA ONDE VÃO
As cidades que vão receber os seis médicos cubanos
ARARICÁ
– População: 5,2 mil
– Quantos médicos tem: 1
– Situação: o cubano deve atuar no posto 24h, que não tem médico fixo. A cidade não conseguiu atrair profissionais por meio de concursos.
CARAÁ
– População: 7,7 mil
– Quantos médicos tem: 2
– Situação: a espera para consulta com clínico geral é de no mínimo um mês. A cidade ofereceu salário-base de R$ 8,4 mil, mas não conseguiu preencher as vagas.
CHARQUEADAS
– População: 37,6 mil
– Quantos médicos tem: Não informado
– Situação: conta com 11 unidades básicas de saúde e um pronto atendimento. Faltam médicos em unidades distantes do centro.
ESTÂNCIA VELHA
– População: 45,5 mil
– Quantos médicos tem: 4
– Situação: há oito postos, mas apenas quatro têm médicos. A prefeitura afirma que são necessários mais quatro profissionais.
SAPUCAIA DO SUL
– População: 137,1 mil
– Quantos médicos tem: 28
– Situação: das 18 equipes de saúde da família, duas trabalham sem médico.
TERRA DE AREIA
– População: 10,4 mil
– Quantos médicos tem: 1
– Situação: há três postos de saúde da família, mas apenas um médico.

Presidente sanciona lei dos royalties do petróleo

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Na cerimônia de sanção da lei que destina os royalties do petróleo para a educação e para a saúde, aprovado pelo Congresso no mês passado, a presidente Dilma Rousseff disse que, apesar dos avanços na área educacional, ainda há muito por fazer.

Lançando mão mais uma vez do discurso adotado após as manifestações de junho, afirmou que a lei contempla dois pactos, o pela educação e pela saúde, que “são fundamentais”.

– Apesar do grande avanço, sabemos que é fundamental melhorar a qualidade do serviço que prestamos nessas duas áreas – afirmou.

Para Dilma, a decisão “uniu as forças do país, as forças políticas, sociais e econômicas”. A presidente também disse que o parlamento “inovou” ao propor a vinculação de 25% dos recursos do petróleo para a saúde. A proposta original do governo previa 100% dos recursos para a educação, mas o Congresso modificou o texto e estipulou uma fatia para a saúde.

– É indiscutível a relevância dessa questão, que vai ao encontro a uma das principais questões da nossa sociedade. Meu governo tem feito um grande esforço para ampliar investimentos a saúde. Esses 25% são muito bem-vindos, sem recursos não há como prestar serviços de qualidade.

O primeiro repasse via nova lei, de R$ 770 milhões, deverá ser feito ainda em 2013, chegando a R$ 19,96 bilhões em 2022, e a um total de R$ 112,25 bilhões em 10 anos. Os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Saúde, Alexandre Padilha, falaram como vão usar o dinheiro. Padilha disse que a parte destinada à saúde deverá ser aplicada no SUS. Mercadante disse que, além de investir em melhorias na qualidade e na universalização da educação, o dinheiro deve o garantir salário dos professores.

Verba vai preparar país do “pós-petróleo”, diz ministro

Segundo Padilha, desde o fim da CPMF, nenhuma nova fonte de renda foi destinada à área:

– Não é fácil oferecer saúde em um país da nossa dimensão. Há uma longa caminhada para mudança na saúde pública para oferecê-la com qualidade. O dia de hoje (ontem) é um passo decisivo.

Já Mercadante disse que “os royalties são para preparar o Brasil para o pós-petróleo”:

– Preparar o país para viver sem essa riqueza, que é uma riqueza não renovável. Por isso, precisamos de uma base sólida, e essa base é a educação.

Fonte: Zero Hora

SUS teve um total de 128 mil atendimentos prestados por via judicial

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Estado é líder do ranking nacional de judicialização da saúde 

Nos dias 3 e 4 de setembro, a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) realizou o Seminário sobre a Judicialização das Políticas Públicas. O evento teve como tema principal as ações judiciais em saúde, que com 74 mil processos, tornaram o Rio Grande do Sul líder do ranking nacional de judicialização da saúde pública.

O número de ações ajuizadas no Estado em busca de remédios gratuitos é cada vez maior. Em média, 1,9 mil novas ações são geradas todos os meses. Por trás desse número expressivo, existem redes mafiosas que promovem o uso irracional de medicamentos. “Com base em dados da Organização Mundial da Saúde, nunca de tomou tanto medicamento desnecessário e em doses tão exageradas”, afirmou o assessor técnico da área de saúde da Famurs, Leonildo Mariani.

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) divulgou um estudo que mostra que 44% dos 128 mil atendimentos prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul foram realizados por via judicial. O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Pedro Poli alertou sobre o alto índice de processos. “Existem laboratórios que pressionam os pacientes a entrar na Justiça para buscar um medicamento”, comentou.

Segundo o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Rogério Gesta Leal, essas organizações constituem uma máfia da saúde pública composta por médicos, advogados, empresários e até pacientes. “Criam-se demandas artificiais de medicamentos por meio de ações judiciais para que determinadas pessoas repassem esses medicamentos para uma rede de distribuição de produtos fármacos no mercado negro”, explicou. Após a compra, os remédios são distribuídos por falta de procura dos pacientes. Em julho deste ano, o estoque do governo já contabilizava 28 mil caixas.

Entre os efeitos negativos da judicialização da saúde, está o aumento dos gastos públicos. Procurador da PGE, Lourenço Orlandini admitiu que um único remédio contra artrose representou um gasto de R$ 2,4 milhões ao governo gaúcho. “O juiz acaba liberando um medicamento sem eficácia comprovada e fora da lista oficial”, afirmou. No município de Júlio de Castilhos, por exemplo, 300 ações representaram um custo de R$ 40 mil para a prefeitura local. Com o mesmo valor, o órgão público pode oferecer remédios para 14 mil pacientes pela Farmácia Popular.

Fonte: Jornal do Comércio

Hospital de Clínicas de Porto Alegre restringe atendimento em emergências

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O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) restringiu o atendimento nas emergências adulta e pediátrica neste domingo e, devido à superlotação, só recebe pacientes em estado grave. Conforme a supervisora de enfermagem, Claúdia Nery, no início da noite havia 122 pessoas internadas em um espaço com 49 leitos no setor adulto e 12 crianças na unidade infantil, que tem nove vagas.

“O HCPA não fecha as portas, mas restringe o atendimento. Seguindo o Sistema de Triagem de Manchester, atendemos somente pacientes com classificação vermelha, amarelo e laranja. Os demais são encaminhados para postos de saúde”, explicou Cláudia.

Entenda a escala Manchester:

Vermelho – Emergência (caso gravíssimo, com necessidade de atendimento imediato)
Laranja – Muito Urgente (Atendimento médico o mais rápido possível)
Amarelo – Urgente (atendimento prioritário)
Verde – Pouco Urgente
Azul – Não Urgente

Fonte: Correio do Povo

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