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Comércio exige tributo menor

Empresários do setor de comércio de diferentes portes protestaram em frente ao Palácio Piratini e cobraram a redução de imposto de produtos comprados fora do Rio Grande do Sul.

O governo cobra a diferença do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a atividade das empresas gaúchas enquadradas no Simples Nacional, com alíquota de 5%, no caso de aquisição de material vindo dos demais Estados. Até o ano passado, a cobrança estava suspensa por liminar judicial. Na terça-feira da semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia aprovou parecer que prevê o fim dessa cobrança. A decisão de derrubar o diferencial de alíquota depende do governo.

Segundo o secretário da Fazenda, Odir Tonollier, a Assembleia deveria ouvir a indústria antes de tomar uma decisão, pois o movimento pode ser predatório para a economia, já que a medida serve como proteção.

– Cortar o ICMS pode ocasionar uma invasão de produtos chineses no Estado – avalia Tonollier.

Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL), Gustavo Schifino pede a eliminação do tributo:

– Isso interfere nos negócios e acaba com nossa competitividade, já que Paraná e Santa Catarina não têm essas diferenças (de alíquota).

Em nota, a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) defendeu a manutenção, pelo governo estadual, da cobrança da diferença da alíquota do ICMS.

A manifestação Chega de Mordida! contou com participantes vindos de 26 municípios gaúchos.

– Foi uma falta de sensibilidade do governo não querer ouvir os empresários. Entregamos a carta para um assessor, apesar de tentarmos marcar a audiência desde 10 de julho – disse Simone Leite, vice-presidente de integração da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul).

Fonte: Zero Hora

Estado reduz ICMS para insumo local

Alíquota de pelo menos 18 segmentos cai a partir de 1º de agosto e pode beneficiar consumidores

Na tentativa de proteger e dar mais competitividade à economia gaúcha, o governador Tarso Genro assinou ontem decreto que reduz o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de insumos locais vendidos para indústrias no Rio Grande do Sul.

A partir do dia 1º de agosto, a alíquota cai de 17% para 12%. No total, são 18 setores incluídos na medida, como o coureiro-calçadista, moveleiro e de laticínios. O número, porém, pode aumentar. Com a redução, a expectativa é de que os preços finais no varejo também fiquem menores para os consumidores. A redução deve ser proporcional ao peso do custo dos insumos nos preços dos produtos. Recorrente na lista de compras dos gaúchos, a erva-mate, por exemplo, é um dos itens que deve ser impactado.

Satisfeito com a iniciativa, o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller, avaliou que a desoneração melhora a situação do capital de giro das empresas e iguala o Estado a outras unidades da federação que já praticavam benefícios semelhantes. Tarso lembrou que, apesar da medida, cálculos da Secretaria da Fazenda indicam que não haverá queda de arrecadação. De acordo com a secretaria, o recolhimento do imposto é transferido para a fase de comercialização (diferimento). Outro ponto positivo, avaliou o governador, é o “fortalecimento da base industrial instalada no Estado, aquela que está enraizada”.

Existe ainda a projeção que, em muitos casos, o impacto supere os cinco pontos percentuais de ICMS, porque diminui a base de cálculo sobre a qual incidem outros impostos e contribuições, como PIS e Cofins. O secretário estadual da Fazenda, Odir Tonollier, também ressaltou que, com a iniciativa, é inibido o ingresso de insumos de outros Estados e, ao mesmo tempo, o custo de produção das indústrias gaúchas é barateado.
A ABRANGÊNCIA
Os segmentos beneficiados pela alíquota menor
– Coureiro-calçadista
– Moveleiro
– Arroz
– Café, chá, erva-mate e especiarias
– Comunicações
– Cosméticos, perfumaria e óleos essenciais
– Energia elétrica
– Equipamentos e material médico-odontológico
– Farinha de cereais
– Indústria extrativa mineral
– Indústria oceânica
– Laticínios
– Madeira e seus produtos
– Medicamentos
– Óptica, precisão e foto
– Produtos minerais
– Têxtil, vestuário e malharia
– Tintas e corantes

COMO OS PREÇOS PODEM FICAR MAIS BARATOS
– Como as indústrias vão precisar de menos recursos para adquirir insumos, há uma economia financeira nas empresas.
– No caso dos optantes do Simples, a vantagem é maior porque o ICMS na comercialização não é de 17%, mas sim de uma alíquota que chega no máximo a 3,8% sobre o faturamento.

Fonte: Zero Hora

Fruki cresce mantendo o foco no mercado gaúcho

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Há dois anos, uma fabricante gaúcha de refrigerantes ganhou destaque nacional e internacional. Sua característica latinha de guaraná verde decorada com letras vermelhas foi fotografada nas mãos do superastro do futebol David Beckham na saída de um restaurante brasileiro na Califórnia (EUA), e se tornou viral a ponto de figurar nos assuntos mais comentados no Twitter. O marketing foi um sucesso, mas totalmente involuntário, garante a Fruki.

Sentado em sua sala, com vista para a BR-386, em Lajeado, o diretor-presidente da empresa tomou conhecimento da foto por e-mail, enviado por uma consumidora. Surpreso, Nelson Eggers conta que, sorrindo, pensou:

– Esse cara tem bom gosto.

Mesmo depois da repercussão positiva da foto e com quase nove décadas de história, a Fruki continua vendendo seus produtos exclusivamente no Rio Grande do Sul.

Fundada em 1924, em Arroio do Meio, no Vale do Taquari, a empresa é administrada até hoje por herdeiros do fundador Emílio Kirst. Atualmente, é o neto Nelson Eggers, 75 anos, quem comanda o empreendimento com mais de 900 funcionários distribuídos em cinco municípios gaúchos.

Quando surgiu, na década de 1920, a então Kirst & Companhia fabricava somente cervejas. Conforme Eggers, era comum, na época, a produção da bebida de forma artesanal na região, onde havia muitas cervejarias. No entanto, a entrada de grandes empresas tornou inviável a competitividade no setor, e o avô decidiu diversificar os negócios. A empresa incluiu produtos como cachaça, vinho, vinagre, aperitivos, xarope e refrigerante. Com o passar dos anos, no entanto, os empresários decidiram focar os negócios.

– A venda de refrigerante estava dando certo. Foi a aposta na década de 1940 e continua sendo nosso carro-chefe até hoje – conta Eggers.
Na história da empresa, o diretor-presidente aponta uma data e três fatos marcantes. Segundo Eggers, a transferência da fábrica para Lajeado, a nova formulação dos produtos e o lançamento da marca Fruki foram momentos de inflexão.

O curioso, na época, foi a escolha da nova marca. O nome que hoje significa a soma de “fru”, de frutas, base dos refrigerantes, e “ki”, de Kirst, o sobrenome do fundador, foi sugerido por uma agência de publicidade.

A marca pegou. Tanto é que a pesquisa da empresa especializada em mercado Nielsen relativa a 2012, a Fruki aparece em terceiro lugar na venda de refrigerante no Estado, com 13% de participação, atrás da líder Coca-Cola e da Ambev. Em guaranás, a bebida gaúcha é a líder de vendas.

Sem consumidores sem sair do Estado

Uma das estratégias de mercado adotadas pela Fruki é oferecer o produto por um preço mais baixo do que as marcas mais famosas. No entanto, esse posicionamento reduz a margem de lucro em cada produto.

– Como ganhamos pouco, menos de R$ 0,10 em cada lata, fica inviável levar o produto a outros Estados. O custo com transporte e logística consumiria o lucro – diz Nelson Eggers.

O outro motivo, segundo o presidente, é que o mercado de refrigerantes, água e suplementos energéticos tem “muito a ser conquistado” no Estado. Para abocanhar esse espaço, a empresa tem 900 trabalhadores e atende a 30 mil clientes, que são visitados uma vez por semana.

Embora Eggers não admita o interesse de expandir a venda dos produtos Fruki para fora do Rio Grande, a marca já foi registrada na maioria dos países sul-americanos. O empresário conta que contêineres da bebida são enviados até os EUA, para os gaúchos com saudades da Fruki.

Para ampliar o faturamento, a empresa prevê investir R$ 95 milhões. Cerca de R$ 20 milhões desse total já foram aplicados no novo centro de distribuição, em Canoas, na Região Metropolitana. Outros R$ 15 milhões estão sendo investidos na modernização da fábrica de Lajeado.

Mas a menina dos olhos da Fruki, com valor estimado em R$ 60 milhões, é a nova fábrica de sucos, chás, isotônicos, vitaminas funcionais e bebidas à base de soja. O investimento, previsto para 2014, é disputado por mais de 50 municípios gaúchos.

O perfil

Ano de fundação: 1924

Descrição: produz refrigerantes Fruki, suplementos energéticos Frukito e a água mineral Água da Pedra

Número de funcionários: cerca de 900

Número de clientes: 30 mil

Unidades: matriz, centro de distribuição e parque industrial em Lajeado e centros de distribuição em Santo Ângelo, Farroupilha, Pelotas e Canoas

Produção: 300 milhões de litros de bebida por ano

Faturamento em 2012: empresa não revela

Estimativa para 2013: crescimento de 15% do que foi faturado em 2012

Previsão de expansão: crescimento anual de 5% até 2018

Fonte: Zero Hora

Mauro Knijnik defende alcance do Fundopem

O secretário estadual de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, admitiu nesta quinta-feira, durante seminário promovido pela Fiergs, que os empresários estaduais são prejudicados pela tributação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Segundo o secretário, é por isso que programas estaduais de estímulo ao crescimento da indústria, como o Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem/RS), que oferece o financiamento do ICMS incremental para empresas industriais e cooperativas de produtores rurais, e o Integrar/RS, incentivo adicional ao fundo, são ferramentas importantes para o desenvolvimento do setor.

“Temos menos privilégios do que outros estados do País. O Mato Grosso do Sul, por exemplo, ganha 12% de todo dinheiro proveniente do gás que vem da Bolívia”, exemplificou o secretário. Porém, apesar da dificuldade em resgatar o poder político de que desfrutava há alguns anos, o Rio Grande do Sul está conseguindo vencer etapas importantes, lembrou Knijnik. “Estamos investindo em energia eólica e na criação de um centro carbo-químico a ser desenvolvido após a recente permissão da exploração das reservas de carvão. Além disso, com a eminente falta de gás que iremos sofrer, estamos desenvolvendo um projeto que atenda às demandas do Estado em parceria com a Petrobras”, anunciou o secretário.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller, enfatizou que os empresários gaúchos gozam de menos estímulos federais do que outras regiões do País. “É por isso que somos obrigados a dispor de ferramentas de incentivo como o Fundopem, que apenas devolve o que é pago pelo empresário em tributo e deve por justiça ser devolvido. O governo estadual precisa parar de falar em renúncia fiscal e de culpar os empresários pelas dificuldades financeiras enfrentadas pelo Rio Grande do Sul”, pediu Müller.

Apesar das dificuldades conjunturais, ambos mantiveram a confiança no setor. Knijnik apontou que o Rio Grande do Sul deve crescer o dobro do Brasil este ano, e Müller adiantou que o Estado apresentou um aumento de 31% em suas exportações em relação ao 1º semestre de 2012 graças a uma melhora na safra de milho e à exportação da primeira plataforma de exploração de petróleo construída no Estado.

Durante o evento, o diretor da Fiergs e coordenador do Conselho Técnico de Assuntos Tributários, Legais e Financeiros (Contec), Thômaz Nunennkamp, falou acerca do fundo sob o enfoque empresarial e destacou a importância de aperfeiçoamentos no programa, como a simplificação do ingresso das micro e pequenas empresas.

Conforme Nunennkamp, o governo precisa investir cada vez mais na indústria, pois é ela que cria a classe média, os consumidores. “Muitos dizem que o comércio é responsável pelo maior número de empregos e sai prejudicado com a redução da carga tributária no nosso setor. Só que essas pessoas não veem que quando a indústria está bem o varejo também está”, finalizou.

Fonte: Jornal do Comércio

RS perde a Foton para o Rio de Janeiro

E a história se repete. A área de Guaíba, franqueada a uma fábrica de automóveis da Ford no fim dos anos de 1990 e depois partilhada entre seis empreendimentos em 2010, que não saíram da intenção, não terá a montadora de caminhões da chinesa Beiq Foton Motor. A direção da empresa Foton Aumark, que fará o empreendimento com investimento inicial de R$ 250 milhões, geração de 400 empregos e produção de 21 mil unidades anuais, escolheu o Rio de Janeiro. A cidade não foi anunciada. Estão no páreo Itatiaia, Porto Real e Seropédica, polos emergentes de montadoras. O acerto foi na sexta-feira passada, na capital fluminense.

O governo estadual reagiu com surpresa, disse que teria tido a garantia da escolha de Guaíba três dias antes da decisão pelo Rio e atribuiu a derrota à resistência local em usar recursos públicos para bancar o projeto. O titular da Secretaria Estadual de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Knijnik, alegou que a Aumark Foton entraria com “quase nenhum dinheiro”. Além de crédito de bancos públicos – Banrisul ou Badesul, repassadores de linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), os negociadores da empresa teriam solicitado que o Estado entrasse com parte do investimento. Knijnik também citou que o estado vencedor tem a moeda dos royalties do petróleo para atrair projetos.

O vice-presidente corporativo da empresa, Orlando Merluzzi, informou que o grupo buscava financiamento, mas não detalhou o modelo, que incluía instituições financeiras. “O Rio Grande do Sul demorou bastante, não porque recuou, mas porque outros avançaram. Quando o cliente entra, tem de matar a venda”, ilustrou o interlocutor, com 30 anos de atuação na indústria automotiva. Merluzzi, que estava na linha de frente das tratativas, citou que “não existe benefício dado a uma montadora que depois não seja devolvido ao estado”. Entre as formas, está receita de impostos e desenvolvimento local, elencou. A pressa da empresa é justificada para se inscrever no programa federal Inovar-Auto, que prevê redução de alíquotas de importação a projetos nacionais.

O modelo de financiamento público de montadoras não é novo. Foi usado pelo governo Antônio Britto na atração da fábrica da General Motors, em 1997, para Gravataí, e a unidade que nunca se materializou em Guaíba, em 1998. Recentemente, a Justiça gaúcha condenou a Ford a devolver verbas públicas usadas nos primeiros estudos e instalação do projeto abortado, cujo valor atualizado chegaria a R$ 1 bilhão.

Knijnik revelou ontem que a cifra pedida pela Foton seria transferida pelo Estado por meio da aquisição de títulos privados de dívida (debêntures) emitidos pela empresa. Nesta modalidade, o adquirente é um investidor, que recebe de volta, no prazo acertado e com juros, o valor aplicado. A modalidade é de risco, pois não há garantia de retorno, tudo dependerá do desempenho do negócio.

“O que eles queriam misturava público com privado. Estávamos acertando. Na quarta-feira, o Luiz Carlos Mendonça de Barros (presidente da Aumark Foton) me ligou e disse que o assunto estava fechado, o Estado havido sido escolhido”, recordou o secretário, que preferiu colocar no papel a palavra antes de anunciar. “Só perde ou ganha quem está no jogo. Como disse uma vez Baltazar, jogador do Grêmio, ao perder um pênalti: ‘Quem sabe Deus nos reserva algo melhor’.” Knijnik promete que compensará a perda da unidade da Foton com outros projetos no setor e outros ramos industriais em negociação.

O prefeito de Guaíba, Henrique Tavares (PTB), busca razões que impedem a ocupação da área às margens da BR-116, com atrativos logísticos imbatíveis, mesmo que a duplicação da Estrada do Conde seja incerta. “Fábrica como a da Foton não dá para deixar escapar”, resumiu Tavares. “Parece que há dificuldade no relacionamento do Estado e empresários”, especulou o prefeito. Desde sexta-feira, Tavares ouve justificativas, como desconhecimento dos bancos locais. “Sorte que temos a ampliação da CMPC Celulose Riograndense, de R$ 5 bilhões”, desabafou Tavares. O vice-presidente da Associação do Aço do Estado (AARS), Adelar Santarem, reagiu especulando “que deve ter algo amaldiçoado em Guaíba”. Para o industrial, o potencial da cadeia produtiva local ligada a montadoras e fornecedoras é “imenso”. Problema convencer quem é de fora que isso é suficiente.

Camaquã espera por empreendimentos de outra chinesa

Distante 100 quilômetros de Guaíba, Camaquã espera que nenhum mau agouro pela perda da unidade da Foton contamine a prometida instalação de outra chinesa do ramo de caminhões no Estado, a Shyian Yunlihong Motors, anunciada em 2012. O município acertou protocolo de intenção e já doou um terreno de 22 hectares localizado no distrito industrial para a Yunlihong Brasil (criada para tocar empreendimentos no País e que tem parte do capital social nas mãos de gaúchos da GBL Asia Business). Outra área, de 100 hectares, está sendo comprada por R$ 2,7 milhões e também será doada à montadora, às margens da BR-116. Nos contratos de repasse dos dois imóveis, a prefeitura garantiu que são definidas contrapartidas e devolução, caso os projetos não sejam executados. “A decisão de instalação é definitiva”, assegurou o sócio da GBL Asia e da Yunlihong Brasil, Lúcio Guazelli.

Em um ano, o que era para ser uma planta de fabricação de caminhões, virou dois projetos. O segundo, que ocupará a área menor e deve ser instalado até dezembro, prevê montagem de chassi para micro-ônibus e implementos rodoviários para caminhões. O começo da obra depende de estudo do terreno, licenciamento ambiental e registro das peças chinesas no Brasil, esclareceu Guazelli. O complexo da montadora aguarda desenho do projeto final em gestação na sede do grupo na China. A intenção é implantá-lo até 2016.

Os valores de aportes podem mudar – o menor seria de US$ 100 milhões, gerando 50 empregos diretos, e o maior dependerá de tamanho da planta e ingresso de sistemistas vindos da China, acrescentou o sócio brasileiro. O investimento será bancado pelos chineses, que devem recorrer a financiamentos. “Até o fim do ano, teremos os modelos de chassis e implementos num showroom em Camaquã”, prometeu Guazelli. O executivo, que conheceu o grupo Shyian Yunlihong quando atuava como engenheiro em indústrias calçadistas na China, informou que o projeto começou a ser estudado em 2008.

O secretário municipal de Desenvolvimento e Empreendedorismo de Camaquã, Claiton Duarte, disse que não fala em datas para evitar cobranças sobre eventuais adiamentos. Duarte não cogita qualquer obstáculo aos projetos. “Não trabalhamos em cima de prazo para não criar expectativa”, explicou o secretário. A negociação, que começou na gestão do prefeito Ernesto Molon (PMDB), que foi sucedido pelo ex-secretário da Agricultura do governo Yeda Crusius, João Carlos Machado (PP), mantém-se exclusivamente na esfera municipal.

A coordenadora executiva do setor automotivo e de implementos rodoviários da SDPI, Maria Paula Merlotti, diz que a pasta não acompanha diretamente o projeto. Houve rodadas na Sala do Investidor, em fim de 2011 e em 2012. Até agora não há inclusão nem programas de incentivos fiscais. O governo tenta viabilizar um terminal hidroviário em Tapes, com investimento privado, para escoar a produção.

Fonte: Jornal do Comércio

Após o acordo do ICMS, Estado espera novo indexador da dívida

O acordo no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para redução gradativa e unificação de alíquotas de ICMS deve abrir caminho para a retomada da tramitação o projeto de lei que altera o indexador das dívidas dos estados com a União. A expectativa é alimentada pelo secretário estadual da Fazenda gaúcho, Odir Tonollier, que sonha com a economia de pelo menos R$ 800 milhões anuais com juros da dívida. Segundo Tonollier, o crescimento da arrecadação do imposto, entre 12% e 15% nominais até junho deste ano, não será suficiente para cobrir as metas de despesas de 2013.

A dívida total do Estado ultrapassa R$ 44 bilhões, e a amortização consome 13% da receita corrente líquida. Se mudar o fator de correção, a expectativa é de quitar o passivo até 2017, sem resíduo. O secretário, que participou em Brasília, na terça-feira passada, da reunião extraordinária do Confaz que firmou o convênio para as alíquotas, citou que eventual demora na apreciação da mudança de indexador pode ser gerada pelo ambiente político. As manifestações que ocorrem pelo País provocaram a inserção de novas propostas para votação no Congresso Nacional. “É difícil aprovar agora em meio a essas manifestações. Estamos tentando alterar a pauta para reposicionar o tema”, disse o secretário.

Tonollier lembrou que o acordo foi acompanhado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que preside o conselho. “O governo havia condicionado a retomada da votação ao acerto sobre a unificação. Agora o ministro está liberado.” A proposta do governo federal é de troca da correção atual dos passivos estaduais e de algumas prefeituras, como a de São Paulo (com um dos maiores débitos), que segue IGP-DI mais juros de 6% ao ano, pela variação do IPCA mais 4% ao ano ou Selic (taxa básica de juro), o que for menor.

O convênio negociado no Confaz prevê a redução das alíquotas interestaduais, hoje entre 7% e 12%, para 4% nas regiões Sul e Sudeste, em até oito anos. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e Espírito Santo, o imposto ficaria em 7%, para produtos industriais e agropecuários, por quatro anos. Demais produtos, como comércio e serviços, teriam alíquota de 4% em até oito anos, mesma regra do Sul e Sudeste. O texto retomou o projeto original enviado pelo governo e que havia sido alterado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Para forçar uma negociação que reativasse o texto original, a Fazenda usou como moeda a interrupção na tramitação do indexador da dívida. O acordo garantiu que incentivos acertados serão mantidos por 15 anos, o que atinge principalmente o Nordeste. Tonollier informou que até o último momento Amazonas e Mato Grosso, com alíquota maior devido à operação da zona Franca (Manaus) e gasoduto (Mato Grosso), resistiam, mas acabaram cedendo. Está em aberta ainda a formatação pelo governo federal do Fundo de Compensação de Perdas e o de Desenvolvimento Regional. “Estamos com 99% do problema resolvido”, dimensionou o secretario gaúcho.

Fonte: Jornal do Comércio

Para a Fiergs, indústria precisa exportar mais

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) e a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) querem uma força-tarefa com governo e setor privado para aumentar a participação de produtos manufaturados na pauta brasileira de exportações. Um manifesto propondo a reindustrialização das vendas externas foi encaminhado nesta quinta-feira pelas duas entidades aos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Fernando Pimentel.

Segundo o manifesto, é evidente que o Brasil está se distanciando das grandes potências globais, especialmente no que se refere ao modelo exportador. O documento enviado ao governo federal destaca que, ainda que detenha o sétimo PIB mundial, o País ocupa apenas a 22ª posição no ranking dos exportadores, conforme dados de 2012. Os 14 maiores exportadores mundiais são países primordialmente vendedores de manufaturados, grupo que não inclui o Brasil.

“Até quando será possível manter o atual parque fabril, resistir ao acirramento da concorrência mundial e ao alarmante crescimento das importações estimuladas pela sobrevalorização do real? Torna-se urgente reconhecer a ameaça do modelo atual que, levado às últimas consequências, reduzirá drasticamente o número de consumidores brasileiros, porque estarão desempregados”, alertam a AEB e a Fiergs.

Segundo o presidente da Fiergs, Heitor José Müller, ao longo dos últimos anos, o Brasil perdeu uma importante janela de oportunidade para tornar o processo de exportação menos burocrático e oneroso. “Como resultado, nossos produtos manufaturados vêm perdendo espaço no mercado, sobretudo em função do acirramento da concorrência decorrente da crise internacional. Entendemos que esse é um problema significativo e que requer atenção especial por parte do poder público”, afirmou.

As duas entidades afirmam que não há tempo a perder: é hora de corrigir a redução contínua da participação industrial da pauta exportadora, que alcançava 59% em 2000 e caiu para 37% no ano passado. Como reflexo, a quantidade de empresas exportadoras diminuiu 10% no mesmo período, enquanto houve crescimento de 50% do número de firmas importadoras, que passaram de 28.300 para 42.500, representando mais que o dobro do que as voltadas para as vendas externas. “Temos de recuperar espaços perdidos, sob o risco de perdermos mais espaço”, comentou o presidente da AEB, José Augusto de Castro.

Entre os exemplos de setores cuja participação na pauta caiu consideravelmente, Castro citou calçados, eletroeletrônicos, automóveis e confecções. “São principalmente os setores que utilizam mão de obra intensiva”, acrescentou. “Em vez de gerarmos empregos nos outros países, precisamos de uma agenda de impacto para introduzir a reindustrialização das exportações de manufaturados como fator de alavancagem rápida do desenvolvimento brasileiro a curto prazo, beneficiando a toda a sociedade.”

Fonte: Jornal do Comércio

Defasagem do Salgado Filho causa prejuízo bilionário, diz Fiergs

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Menos de 4% das exportações gaúchas partem do aeroporto da capital. 
Área para novo terminal no RS deve ser definida na semana que vem.

A defasagem do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, está causando um prejuízo bilionário às exportações gaúchas. Segundo a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), o estado perde R$ 3,3 bilhões por ano em negócios em função da falta de estrutura do terminal.

Entre os principais problemas do Salgado Filho está o tamanho reduzido da pista. Prometida há vários anos, a ampliação dos atuais 2,2 mil metros para 3,2 mil metros ainda não saiu do papel. O lançamento do edital sofreu novo adiamento e agora é esperado para setembro, segundo a Infraero.

Com comprimento atual, a pista do Salgado Filho não permite a decolagem de aviões com carga máxima. Essa limitação acaba causando aumento dos custos da indústria, que paga mais caro para transportar e armazenar os produtos levados pelas rodovias até aeroportos de São Paulo, de onde eles seguem para o exterior.

Em 2012, o Rio Grande do Sul exportou apenas US$ 72 milhões por via aérea, contra US$ 450 milhões exportados por São Paulo. O número equivale a menos de 4% das mercadorias produzidas no estado com destino ao mercado externo, conforme a Fiergs.

“Pela própria Infraero, o prejuízo para o Rio Grande do Sul é de R$ 3,3 bilhões por ano. Nós não podemos exportar toda nossa produção exportável por via aérea, via Aeroporto Salgado Filho”, ressalta o presidente da Fiergs, Heitor José Müller.

Além das obras de ampliação do Salgado Filho, a construção de um novo aeroporto, na Região Metropolitana de Porto Alegre, é vista como uma das soluções para o problema. O governo do Estado espera que a Aeronáutica defina na próxima semana a área para construção do aeroporto 20 de Setembro.

Em abril, o governo federal afirmou que realizaria estudos técnicos e financeiros para viabilizar a construção do novo terminal. O anúncio foi pelo ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, em visita ao Rio Grande do Sul. Ele sobrevoou a área de 2,5 mil hectares que deve receber o empreendimento, entre os municípios Nova Santa Rita e Portão.

De acordo com especialistas e entidades envolvidas no projeto do Aeroporto 20 de Setembro, no entanto, a construção do novo terminal não diminui a urgência de ampliação do Salgado Filho. Até porque as obras devem durar pelo menos 10 anos. A ideia é que os dois aeroportos coexistam, como o modelo de Guarulhos e Congonhas, da capital paulista.

Fonte: G1

Fiergs sinaliza caminhos para o desenvolvimento

Atenta especialmente à logística no Estado, a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), entidade que congrega 114 sindicatos, tem investido em estudos e na elaboração de propostas para minimizar os entraves impostos à indústria. Com enfoque no desenvolvimento do setor, a entidade tem considerado a importância de investimentos em todos os modais de transporte, que representam, atualmente e para os próximos anos, a maior demanda do setor.

“A nossa principal causa é o crescimento da indústria, as exportações de manufaturados (que estão caindo) e a importância da indústria no Produto Interno Bruto (PIB)”, afirma o presidente Heitor José Müller, que demonstra preocupação especial com a queda da participação industrial no PIB gaúcho. Müller contrapõe o setor com o de agronegócios. “O agro está subindo, e nós não estamos acompanhando o mesmo ritmo. Percentualmente, na participação do PIB gaúcho, a indústria está diminuindo a sua importância”, incita, lembrando que a produção agrícola, nos últimos 10 anos, aumentou 24% sem ampliar a área.

Avaliando o cenário, o estudo Sul Competitivo, projeto realizado pelas três federações da região Sul – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – e que apontou o desgaste do sistema logístico para os próximos anos. “O estudo sinaliza, realmente, que nós vamos ter provavelmente produção em algumas áreas do Estado que não serão possíveis de serem levadas até os centros de consumo”, alerta. A questão ganha mais importância quando o dirigente lembra que a análise refere-se aos próximos sete anos. “O estudo apresenta as intervenções mais urgentes, necessárias e mínimas para os próximos três, quatro anos, para que não aconteça o caos eventual no nosso sistema em 2020”.

Diante da responsabilidade de prover as demandas da indústria, a Fiergs entregou o escopo de medidas no que se refere apenas ao Rio Grande do Sul para o Estado. “Pedimos para que o governo sobreponha transporte de passageiros e transporte de carga e faça um diagnóstico efetivo, consolidando, efetivamente, um projeto de Estado e não de governo.” Detalhando as iniciativas mínimas para evitar o caos no sistema ainda nesta década, Müller defende ampliação da malha ferroviária do Estado, o funcionamento diuturnamente dos portos e a construção de um novo aeroporto gaúcho, com capacidade ampliada a fim de receber voos internacionais e de promover o despache de cargas. “É uma logística absurda e cara que os gaúchos estão enfrentando”, detalha. Müller lembra que a fragilidade também está presente nos demais modais logísticos, mencionando o abandono do sistema ferroviário, o baixo investimento em hidrovias e portos e as deficiências rodoviárias.

A proposta para a via férrea é a construção de uma ferrovia vindo do Centro-Oeste e passando por regiões produtoras, como Erechim e Passo Fundo, seguindo para Rio Grande. “Com isso, podemos, inclusive, exportar via Porto do Rio Grande a produção de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás”, sugere.

Em defesa do carvão mineral

Outra demanda da indústria, encabeçada pela Fiergs, é voltada para questão energética. “Temos toda uma campanha em defesa do carvão mineral. Há no Rio Grande do Sul em torno de 30 bilhões de toneladas de carvão enterrados, e estamos importando mais de 70% da energia que nós consumimos”, afirma Müller.

“A energia do Rio Grande do Sul vem de fora do Estado, isso é um risco muito grande”, acrescenta. O presidente assegura que em caso de problemas, o Estado é o primeiro prejudicado. “Hoje existem tecnologias de exploração desse carvão mineral, que atualmente polui quase nada, muito pouco”, avalia.

Müller exemplifica o uso do carvão em vários países do mundo. “Na África do Sul 93% do sistema é composto por termoelétricas de carvão, na China chega perto de 70% a participação do carvão, na Alemanha alcança quase 50%, e nós, no Brasil, chegamos a só 1,5%”, exemplifica, reforçando a necessidade de vencer mais esta “barreira”.

“Como casa que concentra sindicatos que representam todas as indústrias do Estado, juntamente com seus funcionários e toda a produção, temos um papel muito importante na defesa desses interesses”, salienta o presidente.

Ele assegura que o principal objetivo da entidade é fazer com que “a indústria tenha um futuro para sua produção”.

Fonte: Jornal do Comércio

Promessas de Dilma e Tarso ao RS indicam investimentos de R$ 6,9 bi

O repertório de grandes promessas de obras públicas anunciadas pelos governos federal e estadual neste início de 2013 já supera a marca de R$ 6,9 bilhões em investimentos.

Tratam-se de compromissos inéditos e outros nem tanto, firmados durante cerimônias pela presidente Dilma Rousseff e pelo governador Tarso Genro, entre janeiro e abril.

Ao todo, integram a lista sete projetos, cujos detalhes são exibidos abaixo. O critério utilizado para a seleção das propostas foi a importância de cada uma delas — todas são estratégicas para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e beneficiariam milhares de pessoas.

Entre as novidades, estão as três obras viárias anunciadas neste mês pela presidente, em Porto Alegre. Se forem concretizadas, duas delas (prolongamento da BR-448 e melhorias na BR-116) têm potencial para reduzir os congestionamentos na Região Metropolitana, e a terceira (ampliação da BR-392), resultará em um novo corredor de escoamento para a produção agrícola.

Do grupo de proposições antigas revitalizadas nos primeiros meses de 2013 pelos governantes, fazem parte a segunda ponte do Guaíba, o metrô da Capital — fruto de uma parceria da União com a prefeitura e o Piratini —, o sistema antineblina do Aeroporto Internacional Salgado Filho e a construção da ERS-010. Todas vêm sendo alvo de discussões há anos, com idas e vindas, sem resultado prático.

Há prazos para o início, faltam projeções para as conclusões

A maioria das obras tem a largada prevista para os próximos quatro anos, mas a conclusão dos projetos é uma incógnita. A nova travessia do Guaíba, por exemplo, ainda está na fase inicial. A primeira promessa a se tornar realidade, se não surgir nenhum contratempo, deve ser a do aeroporto, melhorando e muito a vida de quem usa o terminal.

Desenvolvido para permitir pousos e decolagens com baixa visibilidade, o sistema é protelado desde 2007, quando o então ministro da Defesa, Nelson Jobim, assegurou sua instalação. Na segunda-feira, outro ministro — Moreira Franco, da Aviação Civil — garantiu que o equipamento entrará em operação “até setembro”.

Embora a maior parte das obras leve anos para ser concluída, tanto Dilma quanto Tarso tentam adiantar ao máximo o andamento delas, de olho nas eleições de 2014. Mas o desafio maior não é esse: é convencer os eleitores de que o discurso não ficará no vazio.

Fonte: Zero Hora

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