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Mesmo com estrangeiros, RS ainda sofrerá com a falta de médicos

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Mesmo que todos os estrangeiros pré-inscritos no programa Mais Médicos confirmem a sua participação até o final desta segunda-feira, a carência de profissionais nas unidades de saúde do Rio Grande do Sul vai continuar.

Com a adesão prévia de 105 profissionais nascidos ou formados em outros países, que se somam aos 47 brasileiros que já homologaram a sua inscrição, a seleção será encerrada com resultados tímidos: na melhor das hipóteses, apenas 11,4% das 1.323 vagas abertas nos municípios gaúchos serão preenchidas.

O balanço final será anunciado nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde, após a consolidação das homologações, mas a tendência é pouco animadora. Na primeira chamada aos brasileiros, o percentual de desistência chegou a 56% no Rio Grande do Sul. Dos 107 profissionais inicialmente cadastrados, apenas 47 homologaram seu registro depois da divulgação da lista de cidades para as quais haviam sido indicados.

Nesta segunda etapa, em que as vagas foram oferecidas a profissionais de fora, o número de inscrições também ficou abaixo do esperado. Dos 105 cadastrados, 21 são estrangeiros formados em instituições brasileiras ou com diploma revalidado, 60 são estrangeiros formados no Exterior e 24 são brasileiros formados fora do país. Juntas, as inscrições contemplam 35 cidades gaúchas, sendo Porto Alegre a que mais atraiu profissionais, com 25 indicações. Após a divulgação da lista de municípios, os profissionais terão até esta segunda-feira para confirmar sua participação.

Governo comemora resultados iniciais e promete novas rodadas de inscrições

Em todo o país, foram 715 profissionais estrangeiros que indicaram municípios para participar do primeiro mês de seleção do Mais Médicos. De 50 países diferentes, esses médicos foram alocados em 268 cidades. Do total, 194 são brasileiros formados fora do país. Como somente 938 profissionais confirmaram inscrição na primeira seleção, o reforço está longe de suprir a demanda, de 15,4 mil vagas no país. Ainda assim, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enaltece os resultados, salientando que novas rodadas de inscrição serão abertas.

— Em um mês, conseguimos mobilizar um grande número de profissionais, que demonstraram interesse em atuar nas regiões mais carentes. Os moradores dessas regiões serão atendidos por um médico, e sabemos a diferença que faz um profissional perto da população. É apenas o início — afirmou.

Já o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Paulo de Argollo Mendes, vê uma finalidade política na iniciativa.

— Como não conseguiram as inscrições individuais, agora podem fechar o acordo com o governo cubano para trazer uma leva de cubanos. Se fosse sério, o programa não poderia ser feito sem discussão com a sociedade e as entidades médicas — alfinetou.

Reforço de fora

Cidades gaúchas que podem receber médicos estrangeiros ou brasileiros formados no Exterior:

Cidade/Número de profissionais

1 Alecrim 1

2 Alvorada 3

3 Arroio dos Ratos 1

4 Bagé 5

5 Canoas 1

6 Caxias do Sul 2

7 Chuí 2

8 Dom Pedrito 3

9 Doutor Maurício Cardoso 1

10 Eldorado do Sul 1

11 Esteio 1

12 Flores da Cunha 2

13 Herval 1

14 Garibaldi 1

15 Gravataí 1

16 Itaqui 1

17 Jaguarão 2

18 Lajeado do Bugre 1

19 Maquiné 1

20 Monte Belo do Sul 1

21 Novo Hamburgo 2

22 Parobé 1

23 Pelotas 3

24 Porto Alegre 25

25 Quaraí 4

26 Redentora 1

27 Rio Grande 1

28 Santana do Livramento 3

29 Santa Vitória do Palmar 4

30 São José do Norte 1

31 São Borja 4

32 São Marcos 1

33 Torres 2

34 Uruguaiana 16

35 Viamão 5

Total

105 médicos

35 municípios

Quem são eles

Os 105 profissionais inscritos se dividem em três categorias:

— Médicos estrangeiros formados em instituição de Ensino Superior brasileira ou com diploma revalidado no Brasil: 21

— Brasileiros formados em instituições estrangeiras: 24

— Médicos estrangeiros formados em instituições de Ensino Superior estrangeiras: 60

Os estrangeiros no país

— 715 profissionais estrangeiros indicaram municípios para participar do primeiro mês de seleção do Programa Mais Médicos. De 50 países diferentes, esses médicos foram alocados em 268 cidades.

— Os médicos estrangeiros mostraram mais interesse de trabalhar em regiões brasileiras menos necessitadas e deixaram em últimos lugares justamente as áreas mais carentes

— A Região Sul deverá receber o maior número de profissionais estrangeiros, com 204 médicos alocados, seguida da Região Sudeste, com 162. O Nordeste deverá receber 153 médicos do Exterior, o Norte, 137, e o Centro-Oeste, 59.

— Outros 367 brasileiros indicaram novamente as opções de municípios que desejam atuar, em uma segunda oportunidade dada a este grupo com prioridade nas vagas.

Como funciona a seleção

— Os brasileiros tiveram prioridade no preenchimento dos postos apontados.

— As vagas remanescentes foram oferecidas primeiramente aos brasileiros graduados no Exterior e, em seguida, aos estrangeiros.

— Os médicos com diplomas de fora do Brasil vão atuar com autorização profissional provisória, restrita à atenção básica e às regiões onde serão alocados pelo programa.

— Os médicos com diplomas válidos no Brasil que escolheram municípios mas não homologaram sua participação tiveram uma segunda oportunidade. Deste grupo, 367 optaram, novamente, por 192 cidades. O Nordeste foi a região com maior número de brasileiros da segunda chamada, 118, seguido do Sudeste, 99. Em terceiro lugar vem o Norte, com 67 profissionais alocados. Centro-Oeste e Sul contaram com 42 e 41 médicos, respectivamente.

Prazos

— A homologação dos estrangeiros deve ser feita até hoje.

— Amanhã, o Ministério da Saúde divulgará a lista final de participantes do primeiro mês de seleção do Mais Médicos.

— A próxima rodada de inscrições começa no dia 15 de agosto.

— Os profissionais selecionados pelo Mais Médicos começam a trabalhar no início de setembro.

— Os médicos estrangeiros que homologarem sua participação no programa, a partir de 13 de agosto, poderão se encaminhar às embaixadas para pedir emissão do visto.

O programa

— Lançado pela presidente Dilma Rousseff em 8 de julho, o Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)

— Os médicos cadastrados receberão bolsa federal de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, mais ajuda de custo, e farão especialização em Atenção Básica durante os três anos do programa.

Preparação dos estrangeiros

— Em setembro, após chegada no Brasil, os profissionais estrangeiros devem iniciar o primeiro módulo da especialização em Atenção Básica em instituições de ensino do Brasil.

— Serão três semanas de aulas, em que passarão por avaliação e curso sobre a rede pública de saúde e língua portuguesa. Em caso de reprovação, o médico será imediatamente desligado do programa.

— Todos os profissionais do Mais Médicos serão avaliados e supervisionados por instituições de ensino do país, que aderiram à iniciativa.

Números das etapas anteriores

No país

— O número de vagas preenchidas, até o momento, equivale a 6% da demanda dos municípios, que apontaram a necessidade de 15.460 médicos para completar seus quadros na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS).

— Apenas 11,4% dos 3.511 municípios que aderiram à iniciativa vão receber profissionais nesta etapa.

No RS

— Médicos brasileiros inscritos para a primeira fase: 107

— Inscrições confirmadas: 47

— Índice de desistência: 56%

— Dos 346 municípios gaúchos que se inscreveram no programa, 22 já receberam a confirmação de que receberão profissionais.

Fonte: Zero Hora

Apesar de cair três vezes, mortalidade infantil no RS deixa de ser a menor do país

Apesar da mortalidade infantil cair três vezes nos últimos 30 anos no Rio Grande do Sul, o Estado perdeu a liderança nacional no ranking. Entre 1980 e 2010, a probabilidade de um recém-nascido morrer antes de completar um ano de vida diminuiu de 36,5 habitantes por mil para 9,9. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Rio Grande do Sul foi para a segunda posição, ultrapassado por Santa Catarina, que teve queda no índice de 46,1 mortes por mil nascidos vivos para 9,2. No Brasil, conforme o IBGE, a taxa de mortalidade infantil reduziu-se em 75,8% — 69,1% em 1980; 16,7% em 2010.

O analista socioeconômico do IBGE no RS, Riovaldo Mesquita, aponta diversos fatores que contribuíram para a diminuição drástica no índice em três décadas, principalmente na região Nordeste do país. Entre as principais causas, cita o avanço em saneamento básico, universalização do acesso aos cuidados básicos de saúde e a melhor situação nutricional das gestantes e de seus filhos.

Outro indicador analisado pelo instituto, a expectativa de vida cresceu 8,1 anos no Rio Grande do Sul em 2010 com relação a 1980. Porém, o avanço de 67,8 anos para 75,9 foi o menor entre todos os Estados brasileiros, de acordo com o IBGE. Isso fez com que o RS também perdesse a liderança nesse ranking, caindo para o quarto lugar há três anos, atrás de Santa Catarina, Distrito Federal e São Paulo.

— A expectativa de vida é fortemente influenciada pela mortalidade infantil. Há 30 anos, a diferença de qualidade de vida entre Estados do Nordeste e do Sul e Sudeste, por exemplo, era muito grande. Nos últimos anos temos visto uma convergência entre todas as regiões — destaca Riovaldo.

A esperança de vida feminina ao nascer no Brasil seguiu à frente e caiu mais do que a masculina, passando de 6,22 anos em 1980 para 6,60 anos em 2010. Apesar dos óbitos entre os homens também ter diminuído, a diferença entre os sexos aumentou, indicam os dados. Em 2010, morriam quatro vezes mais homens do que mulheres no Rio Grande do Sul na faixa entre 20 e 24 anos, enquanto em 1980 o número era duas vezes maior.

— Os homens têm esperança de vida menor porque estão mais propícios a causas externas (violência, acidentes de trânsito). As mortes violentas atingem um grande contingente entre os 18 e 35 anos — aponta o analista.

Fonte: Zero Hora

Número de vagas no SUS cai 33% no RS para população 15% maior

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Mais gente, menos vagas hospitalares. Essa equação ajuda a explicar o atual quadro da saúde pública no Rio Grande do Sul. Enquanto a população do estado cresceu cerca de 15% nas duas últimas décadas, o número de leitos em hospitais diminuiu em uma taxa duas vezes maior.

A conta que não fecha ajuda a explicar porque o estado é o campeão no país no número de ações na Justiça relacionados ao direito à saúde. Muitas vezes, no entanto, não mesmo as decisões judiciais são garantias de atendimento, como mostra a terceira reportagem da série Pesadelo na Saúde, do RBS Notícias.

De 1993 a 2012, a população do Rio Grande do Sul saltou de cerca de 9,3 milhões de habitantes para 10,7 milhões de habitantes, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um crescimento de 14,9%.

No mesmo período, os leitos disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) diminuíram 33,9%. Foram de 35.061 em 1993 para 10.770 em 2012, de acordo com os dados do Datasus, do Ministério da Saúde.

Os medicamentos lideram as ações judiciais na esfera da saúde. Mas os pedidos de internação hospitalar também estão entre as principais demandas da população. “Nesse aspecto da internação, a demanda é muito reprimida. É uma situação estrutural nossa, que temos poucos hospitais”, diz o juiz Martin Schulze, coordenador do Comitê Estadual de Saúde.

Nos últimos 15 anos, oito hospitais fecharam no Rio Grande do Sul e só dois reabriram com plena capacidade: o Hospital Universitário, em Canoas, e o Hospital Independência, em Porto Alegre. Por conta disso há tantos processos na Justiça, diz o magistrado.

“Só em Porto Alegre, na vara especializada de saúde, são em torno de 5 mil a 6 mil ações. No estado todo – o Rio Grande do Sul é campeão de demanda nessa situação –, nós temos em torno de 120 mil ações”, revela o juiz Martin Schulze.

O secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni, afirma que a rede pública está sendo ampliada, mas admite o déficit. “Eu tenho consciência de que se precisa fazer mais, só que não se consegue fazer de um dia para o outro. Nós temos em UTIs um aumento de 110 leitos. Nós estamos agora, em andamento, com a implantação de mais 120 leitos de UTIs neonatal e pediátrica no estado”, diz o secretário.

O número reduzido de leitos de alta complexidade para recém-nascidos é uma das principais reclamações da população. “O Estado diz que não falta UTI neonatal, mas onde é que estão essas UTI neonatal quando a gente precisa?”, questiona o auxiliar de elétrica Jeferson José Leste.

O desabafo é de um pai que, mesmo pagando pelo parto, não chegou a pegar o filho nos braços. “A gente vendeu a minha moto, a moto que a gente tinha, para ter dinheiro para o parto”, conta a mulher de Jeferson, a comerciante Adriana Leste.

O filho do casal, Bernardo, nasceu em Campo Bom, no Vale do Sinos, às 15h30 de uma sexta-feira, pesando três quilos e 895 gramas. Segundo a família, os médicos informaram que o bebe nasceu “perfeito” e que só precisava ficar na incubadora por um pouquinho.

Mas foram 32 horas de incubadora, sem que o casal soubesse da gravidade do estado de saúde do bebê. “Daí ela (a médica) me chamou numa sala e disse: ‘Ó, a situação do Bernardo é grave, ele tem que ser transferido pra uma UTI neonatal, qualquer UTI neonatal no estado’”, conta Jeferson.

Mesmo sem entender o porquê da piora, os pais começaram a busca por um leito. No plantão judicial, conseguiram uma liminar, mas não havia onde internar a criança. A vaga no hospital de Novo Hamburgo surgiu apenas 12 horas depois. “No momento que a ambulância estacionou na frente do hospital, às 14h45, ele teve uma parada e não voltou mais”, conta o pai.

Inconformados, eles entraram na Justiça contra o Estado, o município e o hospital, em um caso que ainda não foi a julgamento. “O que faz a gente levantar da cama todo dia é o sentimento de justiça, de buscar, de apurar o que aconteceu realmente. De repente, o dia que eu souber do que ele morreu mesmo, vai passar um pouco essa dor que eu tenho”, diz Adriana.

Dor e sentimento de injustiça também sentidos por outra família do Vale do Rio Pardo. “Se levar dois, três, 10 anos, um resultado vai ter que ter. Porque é impossível não ter justiça pra isso”, desabafa o agricultor Moacir Padilha, irmão de Júlio César. “A gente sente um vazio”, acrescenta a mãe, Senilda Padilha.

As lágrimas da mãe já duram um ano e quatro meses. O filho, Júlio César, de 23 anos, sofreu um acidente de moto em Herveiras, no dia 25 de março. Numa ambulância do município, o rapaz foi levado para um hospital de Santa Cruz do Sul, onde não teria recebido atendimento porque a ambulância não eram da cidade.

O médico e o enfermeiro de plantão chegaram a ser presos, mas já estão em liberdade. O caso, mostrado há dois anos na primeira série de reportagens sobre o caos na saúde, ainda não foi julgado. “Houve a investigação por parte da Polícia Civil que concluiu que tanto o médico quanto o enfermeiro teriam dado causa a essa morte”, diz o promotor Flávio de Lima Passos.

Os dois foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio culposo – quando não há intenção de matar. O drama da família Padilha continua, mas o sistema de saúde de Santa Cruz do Sul mudou.

“Nós tínhamos, no próprio contrato do município de Santa Cruz do Sul, que o atendimento só seria prestado aos munícipes de Santa Cruz do Sul, em termos de Pronto Atendimento. Isso é um absurdo. Felizmente, por uma recomendação do Ministério Público houve uma alteração”, conta a também promotora Nádia Baron Ricachenevsky.
Enquanto os casos não têm solução, pais e mães órfãos de seus próprios filhos tentam seguir a vida. “A espera é angustiante, mas a vida continua. Não adianta”, afirma Senilda. “Nada é comparado a dor de perder um filho, de esperar tanto e depois ter esse final”, lamenta Adriana. “Do jeito que eles conduziram nosso caso, foi um descaso”, conclui Jeferson.

Fonte: G1

Eleições 2014: Novo ingrediente

As discussões do PDT sobre os rumos do partido na eleição de 2014 no Rio Grande do Sul, que têm identificado uma preferência majoritária pela candidatura própria, ganharam um novo ingrediente ontem, em reunião da cúpula trabalhista com a presença do presidente nacional do partido, Carlos Lupi. Marcado pela tensão, o encontro foi palco para um pronunciamento forte do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, contrário à manutenção da aliança entre PDT e PT no governo do Estado. Um dos principais motivos do descontentamento e da reação de Fortunati se deve à postura do PT e da bancada do partido na Câmara de Porto Alegre e aos sucessivos ataques à sua gestão no comando da prefeitura. A postura incisiva de Fortunati, no entanto, também está sendo motivada pelos planos de ser o representante do partido na sucessão ao governo gaúcho em 2018, após o fim de sua administração no município. O prefeito teria dito inclusive que no caso de manutenção da aliança com o PT, “reavaliaria certas coisas”, declaração interpretada por alguns dos presentes como uma ameaça de afastamento dele do PDT.

Fonte: Taline Opptiz

A derrota da civilidade

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Brigada Militar se diz incapaz de garantir, no próximo domingo, a segurança dos torcedores colorados nas vias de acesso à Arena. Mas reunião entre Grêmio, Inter e o governo, hoje, pode alterar a decisão – e impedir que, pela primeira vez nos 104 anos de história, o clássico tenha as cores de apenas um dos times.
Em 2002, um torcedor foi morto durante briga de torcidas em Caxias do Sul. A quatro quilômetros do local, outro torcedor morria na explosão de uma bomba caseira. Em 2004, um adolescente foi assassinado por causa de rixa entre organizadas em São Leopoldo. Em 2005, a Brigada Militar usou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha dentro do estádio, atingindo mulheres, crianças e idosos. Em 2006, torcedores atearam fogo em banheiros químicos. Em 2008, dois torcedores foram baleados durante briga entre torcidas do mesmo time. No final de 2011, um torcedor foi esfaqueado em jogo comemorativo. Na inauguração do novo estádio, nova briga entre integrantes da torcida organizada.

Em 30 de julho de 2013, enfim, a vítima foi a civilidade.

Ao tomar a controversa decisão por Gre-Nal com torcida única no próximo domingo, assumindo não poder garantir segurança à torcida do Inter nas vias de acesso à Arena, a Brigada Militar – com a chancela do Ministério Público (MP) – atesta a incapacidade do Estado e da sociedade para enfrentar a violência no futebol. A corporação afirma que o problema é fora do estádio. Em campo aberto, e devido às ruas estreitas da região, o controle seria mais difícil.

Ainda que a BM não confirme, o incidente do último domingo, quando torcedores do setor da Geral entraram em confronto com policiais militares, e a repercussão da agressão ao Gaúcho da Geral também pesaram na definição. A ausência dos 2 mil colorados que assistiriam ao primeiro clássico na nova casa gremista (a decisão vale apenas para esta partida) é apenas o resultado mais visível de um modelo ineficaz de relação entre autoridades de segurança, clubes e torcidas – sejam elas organizadas ou não.

– Os órgãos de segurança, leia-se a polícia, tornaram-se os únicos interlocutores responsáveis pelo acompanhamento das torcidas, e um monitoramento restrito aos dias de jogo. Uma visão mais ampla tem de considerar o envolvimento da sociedade, a começar pelos clubes, corresponsáveis pela existência das torcidas. Ações que envolvam pessoas das áreas de Serviço Social, Sociologia e Antropologia seriam positivas na mediação de conflitos – aponta Bernardo Buarque de Hollanda, professor da Escola de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas.

Autor do livro Para Entender a Violência no Futebol e professor da Universidade Salgado de Oliveira (Universo-RJ), Maurício Murad cobra planos de ação:

– Primeiro, repressão dentro da lei, para pegar os grupos de vândalos. A médio prazo, prevenção: é isso que está faltando, as polícias se integrarem, se articularem com as universidades que têm pesquisas sobre as torcidas, atacar a questão das redes sociais. Depois, políticas de reeducação, mudando a cultura das organizadas, fazendo parcerias para isolar os vândalos.

Em 2012, o Brasil conquistou o nada honroso primeiro lugar no ranking mundial de mortes comprovadamente por conflitos de torcida: foram 23 no total. Noventa por cento dessas mortes, conforme Murad, se deram fora do estádio. Uma estratégia para estancar a violência seria adotar torcida única, já comum na Argentina (veja quadro na página 5).

– No Brasil, começaram em Curitiba, mas logo voltaram da decisão. Em Minas Gerais, não impediu ataques de cruzeirenses a atleticanos, e vice-versa, nas vias de acesso – aponta Buarque de Hollanda.

Na tarde de hoje, às 17h, uma reunião entre representantes da Secretaria da Segurança Pública e da BM e os presidentes Fábio Koff e Giovanni Luigi pode mudar o rumo do Gre-Nal. Após a repercussão da decisão por torcida única, a Brigada aguarda medidas de Inter e Grêmio para avaliar uma mudança de posição.

– Vamos verificar se os clubes têm algum fato novo que possa fazer a BM reverter essa decisão, sempre pensando na segurança de todos – afirmou o coronel Silanus Mello, subcomandante geral da corporação.

Pode ser a última chance para que o azul volte a ficar um pouco mais perto do vermelho. E vice-versa.

Fonte: Zero Hora

 

Desembolsos do Bndes ao Estado batem recorde

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Os repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) para o Rio Grande do Sul aumentaram 134,18% no primeiro semestre do ano em comparação com igual período de 2012. Foram destinados R$ 6,858 bilhões ao Estado, sendo R$ 1,618 bilhão aplicado pelos três bancos que formam o Sistema Financeiro Gaúcho (SFG), Badesul, Banrisul e BRDE. A participação do SFG também cresceu ao longo dos últimos três anos: em 2011, era de 16,5% e em 2012, de 20,83% na comparação entre os primeiros semestres. Neste ano, as três instituições juntas responderam por 23,6% dos repasses do Bndes ao Estado até o mês de junho. “Os números mostram o aquecimento da economia gaúcha. Depois de um ano em que a estiagem potencializou os efeitos negativos da crise mundial, as empresas do Rio Grande do Sul ampliaram investimentos”, comemora o titular da Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Knijnik.

 

O ritmo de crescimento dos desembolsos do banco de fomento federal para o Estado supera a média nacional. Segundo dados consolidados pelo Bndes, os R$ 54,4 bilhões aplicados no País no primeiro quadrimestre do ano (janeiro-abril) representaram 59,3% a mais do que o valor registrado no mesmo período de 2012. Comparados os mesmos quatro meses, os repasses para o Estado aumentaram 117%. A região Sul como um todo também ficou acima da média brasileira, com 87,8%, inferior ao crescimento gaúcho. Os três bancos que integram o Sistema de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul aplicaram 133% a mais neste período.

 

Do total repassado, Caxias do Sul despontou com o maior volume de recursos, em sintonia com os setores que mais demandaram crédito no período. Automotivo e implementos rodoviários e máquinas agrícolas se destacaram, como mostra o desempenho da linha Bndes Finame, com R$ 1,78 bilhão destinado ao Estado nos primeiros quatro meses de 2013. Os dois setores são considerados estratégicos na política industrial do governo do Estado. Porto Alegre ficou em segundo lugar no ranking dos municípios que sediam investimentos apoiados pelo Bndes, posição que tem revezado com Caxias nos últimos quatro anos. Canoas foi a terceira cidade mais beneficiada.

 

O valor desembolsado no primeiro semestre deste ano supera também os montantes registrados em 2011 e 2010, de R$ 3,3 bilhões e R$ 3,7 bilhões, respectivamente.

 

Fonte: Jornal do Comércio

 

Taxa de sobrevivência de empresas do RS é de 75%, diz estudo do Sebrae

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A economia brasileira tem muito a agradecer às pequenas e médias empresas. Segundo dados do Anuário do Trabalho da Micro e Pequena Empresa de 2012, tais modelos de negócio correspondem hoje a 99% das empresas existentes no Brasil. Além desta participação, 76% de todos os empreendimentos no país conseguem se manter no mercado por mais de dois anos, indicador de que os empresários estão mais preparados para gerir seu negócio.

O Sebrae divulgou no mês de julho o estudo Sobrevivência das Empresas, que demonstra a taxa de duração dos empreendimentos no país. A pesquisa é relativa a empresas abertas em 2007 e mostra o crescimento da taxa nos últimos anos. A região com maior taxa é a Sudeste, com 78,2%. Em seguida aparecem o Sul (75,3%), Centro-Oeste (74%), Nordeste (71,3%) e Norte (68,9%).

No Rio Grande do Sul, o setor em que as empresas mais obtêm sucesso no início é a indústria. De cada 100 empresas abertas, 80,8 permanecem ativas nos dois primeiros anos de vida. Em seguida aparecem as empresas de comércio (77%), construção civil (72,8%) e serviços (71,9%). Para o presidente do Sebrae RS, Vitor Augusto Koch, a Região Sul é a segunda mais empreendedora do país, com 31,3% da população de 18 a 64 anos envolvida na criação ou na administração de um negócio.

“Isso também demonstra que a nossa responsabilidade no Sebrae aumenta, pois precisamos dar o apoio necessário para que esse espírito empreendedor transforme as boas ideias em bons negócios”, afirma ao G1 Koch.

O levantamento indica que a cada 100 empresas criadas no RS, 75 conseguem se manter de forma coerente nos dois primeiros anos. Koch salienta que o resultado reflete o bom momento da economia do país e demonstra que os empreendedores estão se preparando melhor antes de abrir empresas.

“O Rio Grande do Sul tem um povo extremamente trabalhador e com grande espírito empreendedor. Esta capacidade de doação faz com que tenhamos pequenos negócios muito bem geridos. Esses empreendedores enfrentam muitas adversidades e ainda assim conseguem buscar a competitividade e a sustentabilidade dos seus negócios”.

Perfil de liderança e necessidade de independência
De acordo com o Sebrae, as características que identificam o empreendedor no Rio Grande do Sul são, segundo o presidente do Sebrae RS, semelhantes às de outras pessoas que almejam abrir seu próprio negócio no resto do país.

“Estas pessoas têm perfil de liderança e necessidade de independência. Mas estas características não são suficientes sem alguns cuidados básicos, mas que fazem toda a diferença para o sucesso das empresas, como planejamento, conhecimento do negócio e do público-alvo”, explica Koch.

Entre as capitais, Porto Alegre aparece em primeiro lugar na Região Sul e em 11º em todo o país, com 71% de sobrevivência das empresas. O resultado, abaixo da média estadual, ocorre por alguns fatores. “As capitais tendem a apresentar uma concentração maior de empresas, o que pode gerar uma sobreoferta de produtos e serviços. O elevado custo de aluguéis, IPTU e salários são fatores que geram despesas maiores para as empresas nestes municípios e ajudam a explicar o menor índice de sobrevivência”.

Os setores de comércio e serviços representam 81% das empresas de micro e pequeno porte no Rio Grande do Sul. Os dois setores estão em um momento de expansão por causa de oportunidades decorrentes da Copa do Mundo de 2014. Koch salienta que o setor de serviços ainda é o mais procurado para quem está iniciando um pequeno negócio, pois requer um valor menor de investimento. “O empreendedor que deseja abrir algo nessa área deve se preocupar com a qualidade, tendo em vista a exigência cada vez maior de parte dos consumidores. Além disso, é fundamental elaborar um bom plano de negócio”, diz.

Fonte: G1

 

Apesar dos avanços, educação é o indicador com pior desempenho no Rio Grande do Sul

Se o Hino Rio-grandense fosse atualizado com base na realidade detectada pelo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), divulgado nesta segunda-feira, o refrão que enaltece façanhas como modelo a toda terra teria de ser reescrito.

Com crescimento abaixo da média nacional no levantamento que considera longevidade, acesso ao conhecimento e renda, o Rio Grande do Sul vem perdendo posições ao longo das últimas duas décadas — e a educação é o indicador com pior desempenho, apesar dos avanços.

No comparativo de 2010 com o último índice avaliado, em 2000, o Estado cresceu 12,3%, passando de 0,664 para 0,746 na média geral do levantamento, realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para o Brasil, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a média nacional saltou de 0,612 para 0,727, num incremento de 18,7%.

Na análise comparativa de um período maior, de 1991 a 2010, o crescimento do IDHM gaúcho também foi inferior, de 37,6%, enquanto o nacional foi de 47,4%. A boa notícia é que tanto o Brasil quanto o Rio Grande do Sul evoluíram, saindo da classificação “muito baixo” para o nível considerado “alto” entre 1991 e 2010.

Mas os gaúchos têm menos motivos para comemorar. Tendo sido ultrapassado pelo Paraná, o Rio Grande do Sul caiu de quinto para sexto melhor colocado em nível nacional em relação aos dois últimos levantamentos. Se apenas os números referentes à educação fossem considerados, o declínio seria mais significativo: o Estado ficaria em oitavo lugar, atrás de Espírito Santo e Goiás. Entre os destaques feitos pelo PNUD aos classificados com melhor pontuação na área da educação, apenas um município gaúcho aparece na lista, que reúne ao todo 52 municípios: em 39º lugar, quem nos representa é Lagoa dos Três Cantos, cidade com 1,5 mil habitantes.

O índice de educação é medido a partir de dois itens. O primeiro é a escolaridade da população com 18 anos ou mais, que tem peso um no cálculo. O segundo, que tem peso dois, é uma média do percentual de crianças entre cinco e seis anos frequentando a escola, do percentual de jovens entre 15 e 17 anos com Ensino Fundamental completo e do percentual de jovens entre 18 e 20 anos com Ensino Médio completo.

Para a secretária-adjunta da Educação do Estado, Maria Eulalia Nascimento, um dos motivos que explicam o declínio progressivo em relação ao cenário nacional seria o alto índice de repetência e a falta de acesso à Educação Infantil.

— Até 2011 tínhamos no Ensino Médio o maior índice de reprovação do país e éramos o Estado com menor cobertura de atendimento à Educação Infantil. Perdemos mais de 30% de nossos alunos com repetência e evasão. Estamos trabalhando para mudar isso. O Rio Grande do Sul não participou com a intensidade que poderia do processo da educação no Brasil, porque antes se tinha outra visão — diz ela, em referência indireta a governos anteriores.

A classificação

0,800 a 1 – Muito alto desenvolvimento humano

0,700 a 0,799 – Alto desenvolvimento humano

0,600 a 0,699 – Médio desenvolvimento humano

0,500 a 0,599 – Baixo desenvolvimento humano

0 a 0,499 – Muito baixo

Ranking por Estados

O Rio Grande do Sul aparece na sexta posição, na lista que tem Alagoas (0,631) como último colocado:

1º Distrito Federal: 0.824

2º São Paulo: 0.783

3º Santa Catarina: 0.774

4º Rio de Janeiro: 0.761

5º Paraná: 0.749

6º Rio Grande do Sul: 0.746

7º Espírito Santo: 0.740

8º Goiás: 0.735

9º Minas Gerais: 0.731

10° Mato Grosso do Sul: 0.729

As lições do município com o melhor índice no ensino
Investimento em transporte e vagas de sobra. Essa é a receita de sucesso do único município gaúcho. Entre os destaques feitos pelo PNUD aos classificados com melhor pontuação na área da educação. Na lista com 52 cidades, Lagoa dos Três Cantos ocupa o 39º lugar. A lista leva em conta o acesso à educação conforme a idade e o nível de escolaridade adequado.

A pequena cidade de 1.598 habitantes na Região Norte registrou um salto nos últimos 20 anos: enquanto no começo dos anos 1990 50,28% da população de cinco a seis anos estava na escola, hoje chega a 100% – como as crianças que frequentam a Escola Municipal de Educação Infantil Rainha (foto acima).

O mesmo patamar é alcançado entre alunos de 11 a 13 anos que estão no final do Ensino Fundamental ou já o concluíram. Para a secretária municipal de Educação, Estela Maris Schumann, não foi preciso criar novas escolas para avançar no ensino. De fato, o número se manteve o mesmo: uma no interior e duas na cidade. Mas, para ela, o crescimento ocorreu quando houve emancipação de Tapera em 1992:

– Antes não havia recurso pensado para nosso povo, que é essencialmente do interior. Então havia um ônibus que fazia rota única, as crianças tinham de caminhar muito ou dar um jeito de chegar até a cidade. Hoje contamos com cinco ônibus escolares de 23 lugares e dois carros para um total de 270 alunos. Ainda investimos na escola municipal que fica na zona rural. Temos sobras de vaga: as aulas que poderiam ter 25 alunos, tem oito, 10, 14 estudantes.

O crescimento entre os adultos também é grande: o percentual de pessoas de 18 a 20 anos com Ensino Médio completo aumentou de 21,19% para 66,33%. Isso porque, até o início dos anos 1990, quem quisesse terminar os estudos precisava se deslocar para os municípios vizinhos Não-Me-Toque ou Tapera. Há oito anos foi criado o Ensino Médio na escola estadual na zona urbana do município.

Um terço das cidades do país com IDHM “alto”

Um número que mostra o avanço no desenvolvimento humano do Brasil é a quantidade de municípios de IDHM “muito baixo”. Em 1991, eram 85%. Hoje, são apenas 0,6%. Já a quantidade de municípios brasileiros com IDHM “muito alto” saltou de 0 em 1991, 133 em 2000 (2,4%) para 1.889 (33,9%) em 2010. Isso significa que um a cada três municípios do Brasil hoje tem IDHM “alto”.

Na ponta de cima …

A cidade paulista de São Caetano do Sul, na região do ABC, manteve a liderança no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). Com quase 150 mil habitantes, o município atingiu IDHM de 0,862 e, nas duas últimas vezes em que o índice foi divulgado, em 1998 (referentes a dados de 1991) e em 2003 (com dados de 2000), São Caetano também aparecia no topo da lista do país.

… E na ponta de baixo

O município com pior desempenho foi Melgaço, no Pará, que tem 24,8 mil habitantes, atingindo IDHM de 0,418. Em 2003, a cidade com o pior quadro no Brasil foi Aroeiras do Itaim, no Piauí, com IDHM de 0,208. A paraense Melgaço registrava um IDHM, naquela época, de 0,260. É importante ressaltar que houve alterações no cálculo do IDHM, e que os pesquisadores, para comparação com as edições anteriores, recalcularam os valores com base na nova metodologia.

Fonte: Zero Hora

Lojistas consideram justa redução do ICMS da indústria

Os lojistas da Capital, representados pela sua entidade de classe, a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Alegre, afirmaram ontem que não desejam opor-se à redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para a indústria e lembraram que a conquista da demanda só demonstra o quanto ela é legítima. Conforme a entidade, a luta pelo fim da cobrança da Diferença de Alíquota do ICMS (Difa) para micro e pequenos empresários não teve entre seus objetivos criar conflito com outros segmentos da economia do Estado, mas, sim, lutar pela redução do ICMS cobrado dos varejistas gaúchos.

O Rio Grande do Sul é o único estado da região que permite, através do Decreto-Lei nº 46.485 de 2009, a cobrança da diferença na alíquota do ICMS de empresas gaúchas enquadradas no Simples Nacional. Com a cobrança do tributo, conhecido como imposto de fronteira, os varejistas do Estado sofrem com o acréscimo de 5% nos preços dos produtos nacionais e de 13% nos produtos importados ao consumidor final.

Conforme nota da CDL, o Movimento Lojista, a Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV) e a Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), caso a cobrança da diferença de alíquota não seja extinta, os empresários da indústria perderão seus principais clientes, já que são as empresas do Simples que adquirem os produtos da grande maioria das pequenas indústrias do Estado.

A principal meta apontada pelas entidades é erradicar a cobrança da diferença de alíquota no Rio Grande do Sul, e não criar um embate de interesses com a indústria gaúcha e seu representante, a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), assim como acredita que a Fiergs não deseja entrar em rota de colisão com um de seus principais clientes: o varejo gaúcho.

Segundo os lojistas, não é hora de desunião, conflito e desavenças, mas de união pelas causas das MPEs. Considerando este fato, as entidades afirmaram ter solicitado ontem encontro com a Fiergs para que a mesma junte-se à luta pela demanda que, em última análise, visa desenvolver o Rio Grande do Sul e todos os setores de sua economia.

Fonte: Jornal do Comércio

Estado firma contrato para a reforma de 1.024 escolas

O programa que visa à ampliação e à reforma de 1.024 escolas no Rio Grande do Sul teve a sua primeira ação concreta ontem. Com um ano de atraso, o Plano de Necessidade de Obras (PNO) foi assinado pelos secretários estaduais de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano, Luiz Carlos Busato, e de Educação, Jose Clovis Azevedo. Além disso, foi firmado o contrato com as 11 empresas que realizarão, inicialmente, o projeto de 65 escolas de diversos municípios, sendo duas delas na Capital. Dentro de cinco dias, já começa a ser feito o esboço da reforma dessas instituições, contemplando os 17 itens estipulados no plano. A expectativa é de que as obras se iniciem em dezembro.

O valor do investimento, somente na elaboração dos 1.024 projetos, sem as obras, é de R$ 220 milhões, financiados pelo governo federal junto ao Banco Mundial, Tesouro Nacional e Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. O valor total do programa será de cerca de R$ 1 bilhão. “Concluímos recentemente obras em 1.380 escolas. Essa era uma demanda reprimida da Secretaria de Educação, que possuía mais de quatro mil projetos de reforma pendentes. Agora iniciamos a implantação do PNO, que traz um conceito de ação proativa. Esta é a primeira vez que estamos ditando um padrão de qualidade que precisa ser atendido por estas empresas contratadas”, explica Busato.

De acordo com ele, o atraso para o início do projeto foi motivado por ajustes na legislação, devido ao grande porte da licitação. Além disso, os itens da reforma foram discutidos com diversos órgãos, como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, o Instituto de Arquitetos do Brasil e o Sindicato da Indústria da Construção Civil. Alguns dos itens previstos no programa, que pretende padronizar as escolas estaduais, são: sala de estudos para professores; quadro escolar branco; ar-condicionado; água quente em cozinhas e banheiros; plano de proteção contra incêndio e acessibilidade; instalações elétricas e hidráulicas; ambiente com wireless; monitoramento eletrônico com câmeras de vídeo e alarme; e refeitório.

“A intenção é colocar as instituições de ensino em um patamar contemporâneo e que traga dignidade para os professores. Este é um plano de Estado. Na nossa gestão queremos ter contratado a reforma de 512 escolas. O restante ficará para a próxima gestão. Até dezembro, iniciaremos as obras de 65 estabelecimentos e pretendemos também firmar o contrato para a elaboração do projeto de mais 132 locais. Em 2014, queremos concluir a contratação das 512 escolas”, relata Azevedo.

As empresas contratadas têm cerca de 130 dias para elaborarem o projeto de reforma que obrigatoriamente devem contemplar os 17 itens solicitados. Após a elaboração, é preciso um aval da pasta para o início das obras. O tempo da intervenção nas escolas depende da situação em que elas se encontram.

De acordo com o secretário de Educação, as 1.024 escolhidas são as de maior porte no Estado, de um total de 2.574 escolas estaduais. “As escolhidas não estão em processo de esvaziamento de alunos. A população jovem tem diminuído no Rio Grande do Sul, o que representa uma grande perda de alunos. Nós não podemos investir toda esta estrutura em uma escola pequena, que vem perdendo estudantes”, ressalta. Questionado se esse poderia ser um indicativo para o fechamento dessas instituições, ele afirmou que no momento não, mas será necessária uma adequação na gestão entre município e Estado.

Fonte: Jornal do Comércio

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