Posts Tagged ‘rio grande do sul’

Impostos: remédio pode não ser tão ruim

Multicolored plasticine human figures with a stacks of coins
Mal o governador José Ivo Sartori assumiu seu mandato e o fantasma do aumento da carga tributária bate a sua porta. Difícil imaginar uma saída para o Rio Grande do Sul que fuja desse caminho. O governo petista entregou um Estado muito deteriorado financeiramente. Não há como fugir da crise, tampouco postergá-la. Se alguns governadores tentaram negá-la, já não há mais tempo para isso. É tempo de agir.

Agir, no caso de Sartori, começou com anúncio nada populares. Pagamentos adiados por seis meses e nomeações por tempo indeterminado, fim das horas extra da PM… Essas são medidas de curtíssimo prazo. Sem o aumento da arrecadação – superestimada pelo governo anterior – as medidas não serão suficientes para sanar a crise gaúcha. E não há outra forma de aumentar a arrecadação, num curto prazo, senão a elevação da carga tributária.

Que escolha, então, um caminho menos tortuoso. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, a taxa de ICMS foi elevada em 1% através de um Fundo de Combate à Pobreza e às Desigualdades. Na prática, o aumento – pago pelo contribuinte e não pelo empresário – garante o investimento em áreas sociais e prioritárias, como educação, saúde e segurança. Por que não fazer algo semelhante no RS, adequando a iniciativa às necessidades mais urgentes?

A sociedade, quase unanimemente, é contra o aumento de impostos. Porém, se não há como fugir disso e se convivemos num Estado em uma profunda crise e sem recursos, o que fazer?

Como cidadão, prefiro ajudar a pagar a conta desse aumento temporário de 1% do ICMS. Com base nos dados de 2013, quando foram arrecadados R$ 24 bilhões, o RS passaria a ter mais R$ 1,4 bilhão para investir em áreas sociais. E o governo teria de prestar conta desses investimentos e não jogar em um caixa único, como já vimos ser feito.

Que nosso governador – eleito para fazer o simples e para colocar a casa em ordem – possa refletir sobre isso e chamar os gaúchos para essa batalha.

Escola de Viamão tem prédio interditado e obriga alunos a se revezarem nas aulas

Captura de Tela 2014-04-04 às 11.21.58

Não há desenvolvimento econômico e social sem educação! Enquanto nossos governantes não entenderem isso e não valorizarem a educação como precisa ser valorizada, seremos um país cheio de problemas, de falhas, de potenciais desperdiçados. A reportagem abaixo fala por si só.  Nossos professores não ganham o piso salarial, há suspeitas nas reformas de escolas… Nós, no entanto, não temos nenhuma resposta que justifique situações como estas…

Um problema com solução adiada pelo poder público há 14 anos resultou em uma situação inusitada na Escola Estadual Rui Barbosa, em Morro Grande, no município de Viamão. Construído para ser provisório, um anexo com quatro salas de aula, cozinha e refeitório se transformou na instalação permanente dos mais de 300 jovens que estudam no local. Na semana passada, o prédio foi interditado pela Secretaria de Obras sob ameaça de desabamento. O resultado: com apenas três salas disponíveis para os mais de 300 alunos, os estudantes estão indo às aulas dia sim, dia não.

Os alunos estavam divididos originalmente em 15 turmas. Para dar conta do grupo, a direção da escola enturmou os estudantes em grupos maiores e espalhou as aulas em turnos diferentes e dias alternados. As salas, que recebiam de 15 a 25 crianças, agora ficam apinhadas com mais de 40 crianças.

O refeitório foi substituído por mesas posicionadas na varanda da escola. Sem cozinha, a merenda ficou restrita a bolachas e frutas. Nos fundos da escola, um depósito com apenas uma lâmpada virou sala de aula, abrigando 14 alunos do 2º ano e a professora. Com o espaço das oficinas de teatro e música interditados, as aulas são ministradas embaixo de árvores. Nesta quinta-feira, o único banheiro masculino não tinha papel higiênico nem toalha. Nos dois vasos sanitários disponíveis (o terceiro estava interditado) faltava o assento.

— Há 14 anos, esses prédios foram feitos de maneira provisória pelo Estado e pela própria comunidade escolar, que levantou fundos para fazer o anexo (hoje interditado). Recebemos a informação da coordenadoria regional de educação de que as obras já estão sendo licitadas e devem começar até o fim do mês, sendo concluídas rapidamente. Estamos aguardando os contêineres para suportar esse período — conta a vice-diretora, Marli Zimmermann.

A informação de que os contêineres serão enviados para amenizar o problema é negada pela Secretaria Estadual da Educação. A diretora administrativa da pasta, Sônia da Costa, garante que as obras serão feitas nos próximos meses.

— Estamos estudando uma forma de atender melhor os alunos durante a obra, mas isso ainda não está definido. A reforma deve começar em até 50 dias e vai custar R$ 2,5 milhões. Não dissemos a eles que as aulas serão em contêineres.

A vice-diretora teme que a situação piore nos próximos dias:

— Enquanto não está chovendo, ainda dá para ir levando. Se chover, vamos ter de dispensar as crianças.

Fonte: Zero Hora

Exportações do Estado caem 5,8% em fevereiro

economia-brasileira-em-queda-01

Há algumas semanas escrevi por aqui que o Rio Grande do Sul não ter uma capacidade de atração de investimentos. Mais que isso, que no nosso Estado não tem pensado em como melhorar as condições para aqueles que já estão instalados no RS. Se não agirmos para que os empresários que se mantêm no RS permaneçam e tenham competitividade com o mercado nacional e internacional, eles certamente sairão daqui. Isso representaria uma queda de emprego, renda, arrecadação… Uma cadeia de notícias ruins que ninguém quer receber e viver.

Mas, pelas notícias que vejo, as exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,02 bilhão em fevereiro. Isso representa uma queda de 5,8% comparado com fevereiro de 2013. Falta de competitividade dos produtos gaúchos é um risco grande e que está posto. Se o governo não souber olhar com cuidado para isso, o trabalhador pagará por mais essa conta. Para termos uma ideia de valores, o saldo da balança comercial ficou negativo em US$ 530 milhões!

Deixo com vocês mais dados, que o Jornal do Comércio traz em sua edição de hoje:

No que se refere aos destinos das exportações totais do Rio Grande do Sul, a China ficou na primeira colocação ao elevar em 177,8% os seus pedidos, basicamente soja. A Argentina garantiu a segunda posição e ampliou suas importações em 0,9%, em especial de partes e acessórios para tratores e veículos automotores. Na sequência veio os Estados Unidos, que incrementou em 3,5% as compras, principalmente de blocos de cilindros e cabeçotes para motores de explosão.

As importações totais tiveram queda de 6,5% em fevereiro, em comparação com o mesmo mês de 2013, somando US$ 1,55 bilhão. A maior queda ocorreu em bens de consumo (-6,8%), devido à retração de veículos automotores. Por outro lado ocorreram elevações em bens de capital (7,5%), veículos de carga; e bens intermediários (1,2%), naftas para petroquímica.

Produção industrial prioriza vendas internas

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou ontem que a produção da indústria de transformação brasileira está cada vez mais destinada ao mercado interno, em detrimento das exportações. De acordo com a entidade, o coeficiente de exportações líquidas, a diferença entre o valor das exportações e o valor dos insumos importados para a produção industrial, ficou negativo em 0,1% no setor em 2013. Os dados estão publicados no Coeficientes de Abertura Comercial, divulgada CNI, em parceria com a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex).

Na avaliação dos técnicos, os números indicam que a indústria de transformação passou a gerar receitas com exportação inferiores ao dispêndio com insumos importados. A CNI informa também que o coeficiente de penetração das importações, que mede a participação dos produtos importados no consumo doméstico, atingiu a marca recorde de 22,3%, o maior valor desde o início da série histórica da pesquisa, em 1996.

Outro fator que influenciou, indica o estudo, foi a desvalorização do real: em dólares, as importações de produtos industriais cresceram 7% e, em reais, 18%. A CNI divulgou ainda que foi recorde o coeficiente de insumos importados, que representa a participação dos insumos importados no valor total dos insumos adquiridos pela indústria, atingindo 24,13% em 2013.

Contratação de mão de obra começa ano menor do que em janeiro de 2013

Pessoal ocupado pela indústria se manteve estável no mês de janeiro de 2014, em relação a janeiro de 2013, divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, no entanto, houve queda de 2%, sobre uma base de comparação que já havia caído 1,2% em relação a janeiro

de 2012. A variação mês a mês do pessoal assalariado na indústria vem se mantendo estável ou negativa desde janeiro do ano passado. Em 2013, em todos os meses houve queda em relação a 2012.

Nos últimos 12 meses, a queda acumulada do pessoal ocupado assalariado é de 1,2%. Os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul tiveram os maiores impactos na taxa nacional na comparação com o mesmo mês de 2013. O pessoal ocupado na indústria paulista caiu 3,1%, e o da gaúcha, 3,3%, o pior resultado nacional. Bahia (-3,2%), Paraná (-2,3%), Espírito Santo (-2,2%), Rio de Janeiro (-1,8%), Minas Gerais (-1,4%), Ceará (-1%) e Pernambuco (-0,5%) acompanharam as reduções no pessoal ocupado. Santa Catarina teve alta de 0,4%. A taxa atribuída pelo IBGE às regiões Norte e Centro-Oeste subiu 1,3%.

Apenas quatro setores pesquisados expandiram o pessoal ocupado em janeiro de 2014, em relação a janeiro de 2013, 14 caíram. A maior alta foi no setor de produtos químicos, de 1,9%, seguido pelo de fumo, com 1,4%, e pelo de alimentos e bebidas, com 1,2%. O ramo de calçados e couro teve a maior queda no pessoal ocupado, 6,6% ante janeiro de 2013. Produtos de metal (-6%), refino de petróleo e álcool (-5,8%), têxtil (-5,8%) e máquinas e equipamentos (-5,6%) são os outros que mais caíram. Outro dado da pesquisa, o número de horas pagas pela indústria ao pessoal ocupado subiu 0,1% em janeiro, ante dezembro, mas caiu 2,1% na comparação com janeiro de 2013. A queda manteve o número em patamares semelhantes aos de 2009, ano afetado pela crise internacional.

Os setores em que houve maior queda entre os 14 que recuaram foram os de fumo (-7,8%) e têxtil (-6,5%), e, entre os que subiram, se destacaram minerais não-metálicos (1,8%) e alimentos e bebidas (0,8%). Já em categorias regionais, a retração foi maior no Rio Grande do Sul e na Bahia, onde chegou a 4,1%. As regiões Norte e Centro-Oeste elevaram as horas pagas em 3,1% ante janeiro de 2013, e Santa Catarina e Rio de Janeiro também subiram, 1,1% e 0,9%. A indústria paulista reduziu as horas em 3%, resultado parecido com a mineira (-2,9%) e com a média da nordestina (-3,5%). A folha de pagamento real, que soma os gastos com pessoal, teve queda de 0,5% de dezembro para janeiro, mas subiu 3,7% de janeiro do ano passado para o deste ano.

Sensação de insegurança?

INSEGURANÇA.jpg5

Ontem, ao ler o jornal Zero Hora, me deparei com o artigo que reproduzo abaixo, de Fernando Souza, médico e professor universitário. O que nós temos em comum com Fernando? Tudo.  O Rio Grande do Sul registrou 29 homicídios em cinco dias do feriadão de Carnaval. Na terça-feira foram cinco mortes. Na sexta-feira, o dia mais violento, oito pessoas foram assassinadas. Mas, claro, tentam nos dizer que é exagero, que não há tanta insegurança. Vivemos atrás de grades por incompetência do Estado. Nós, cidadãos, nos tornamos reféns em nossas próprias casas e trabalho. Até quando viveremos essa onde crescente de violência? Deixo vocês com o artigo.

O brutal assassinato do publicitário Lairson Kunzler, de grande repercussão no Estado, nos faz refletir sobre o estado atual das coisas, sobre as limitações que sofremos no nosso cotidiano. Não podemos, jamais, e aí talvez tenha sido seu erro, sacar dinheiro vivo nos caixas dos bancos, porque, provavelmente, vai haver um olheiro dentro do banco a sinalizar para seus colegas no lado de fora que irão efetuar o assalto.

Não podemos trafegar de carro e muito menos a pé, em ruas de pouco movimento e mal iluminadas, à noite ou de madrugada, nem parar nos seus semáforos.

Não podemos deixar de cercar nossas casas ou apartamentos com aparelhos eletrônicos, trancar nossas portas e gradear nossas janelas.

Não podemos passear de carro com nossa família relaxadamente porque temos de vigiar os motociclistas, principalmente em dupla, pelo retrovisor do carro e ficar pensando se não seria melhor um carro blindado.

Não podemos jantar fora em um restaurante sem ficar com a preocupação do assalto no cardápio.

Não podemos, não podemos.

O governo argumenta que não é uma insegurança real, mas somente uma sensação provocada pela grande divulgação dos crimes pela imprensa.

O que há de verdade em tudo isso? Será que o governo tem razão, é somente uma sensação?

Vamos aos números: a ONU considera aceitável uma taxa de homicídios de 10 casos para cada 100 mil habitantes. Nosso Brasil apresenta 27 casos, o que nos coloca entre os 20 países mais violentos do mundo.

Muito bem, parece esclarecida a dúvida. Então, da próxima vez que você for assaltado, não se alarme, porque não será um assalto, será somente a sensação.

Sensacional.

RS perde mais um investimento

carta-de-barra-descendente-12037657
Tenho acompanhado nos últimos dias inúmeras manifestações sobre a transferência da Stemac para Goiás. Nas opiniões, vi dois lados contraditórios: o primeiro dos que defendem que a empresa poderia ficar aqui com o mesmo tratamento tributário que recebeu em Goiás; o segundo, daqueles que acreditam que a logística não era de fato um problema.

Vamos aos fatos. Em primeiro lugar, este não é um caso isolado. O RS tem perdido empresas para outros Estado há muito tempo como a Grendene, Azaleia, Ford e os investimentos mais pesados da Gerdau. Nada disso é de agora.Essa saída permanente tem pelo menos 15 anos. E, apesar disso, ainda não tivemos tempo de descobrir o por quê? Não tivemos capacidade de nos planejar e agir para conter essa evasão?

Soma-se a isso uma outra visão, que considero bastante equivocada. Os movimentos do atual governo do RS sinalizam eles acreditam que a guerra fiscal é uma anomalia. Anomalia para quem? Para os Estados que a utilizam para levar nossas empresas e atrair investimentos, ou para um governo que não pensa no longo prazo? Para os cidadãos que recebem a chance de novos empregos ou dos gaúchos que perdem seus empregos?

O RS não é previlegiado do ponto de vista logístico. Mas isso sempre soubemos. E, num curto prazo, essa stiuação não vai mudar, principalmente se continuarmos com as políticas populistas que incham o Estado e afastam as empresas e o desenvolvimento sustentável dos gaúchos. Para um Estado sem dinheiro, com endividamento monstruoso, acho difícil mudar isso buscando novas despesas e não vendo novas receitas.

Há muitos anos o ambiente de negócios estabelecido no RS vem se deteriorando. Se não há atração de investimentos, não há recursos a serem investidos em políticas sociais. Sem atração de investimentos e com o agravante de não sermos capazes de matermos as empresas e indústrias que aqui estão, perdemos duas vezes. Enquanto não foi feita a reforma tributária, temos que trabalhar com as regras que valem hoje. Nossa inércia está nos colocando cada vez mais distantes do cenário ideal. Quem pagará essa conta? Novamente a população.

CPI da energia elétrica: que não termine em pizza!

pizza

O ano é eleitoral e as pautas devem ser as mesmas. Afinal, muito pouco foi solucionado em nosso Estado nos últimos três anos. Mas muito piorou. O sistema elétrico, por exemplo, vive um período turbulento. Quem não ficou sem luz durante esse verão? E não foi uma vez ou duas. Foram varias vezes. Não apenas em dias de forte chuva, ventos e temporais. Em dias normais, sem adversidades de tempo. O sistema é obsoleto, antigo, ultrapassado. Não há investimento, mas nossa conta de luz segue subindo. Fora os problemas em casa, no comércio (empresários já perderam todo estoque por causa da falta de energia), a falta de estrutura na área impede o RS de crescer e se desenvolver, afinal, grandes empresas e indústrias só podem crescer e gerar empregos se tiverem como funcionar…

Não sei, apesar disso, que fico feliz com a notícia de que teremos um CPI da energia elétrica na Assembleia Legislativa. Se ela for eficaz, podemos comemorar. Se for mais do mesmo, terminará em pizza… E isso nós, brasileiros, já sabemos bem como funciona. A CPI deve começar em março.

Vamos acompanhar de perto e ver a postura de cada deputado. Estamos fartos de desculpas, das mesmas desculpas de sempre. Queremos e precisamos de mudança, de postura, de uma nova atitude.

Os desafios da economia municipal seguem os mesmos

No fim de 2012, escrevi um artigo alertando para os desafios dos prefeitos. Fazer dos municípios protagonistas na tarefa de atrair investimentos é necessário para a saúde financeira e social das cidades. Naquele artigo, fiz uma provocação afirmando que era necessário mais vontade, mais protagonismo e mais visão empreendedora por parte dos gestores públicos. Disse que eles deveriam acompanhar o ritmo da economia para serem menos dependentes dos recursos federais e estaduais. Passados 12 meses, vejo os municípios vivendo um período de economia instável e dependente das politicas de estímulo econômico do governo federal. Além de não haver atração de investimentos adequada, no Rio Grande do Sul, alguns municípios tiveram uma queda de até 22% na arrecadação. Pesquisa divulgada nesse domingo mostra que esse cenário é nacional: só 8% dos municípios brasileiros arrecadam mais do que gastam. Ou seja, 92% gastam mais do que arrecadam. É cada vez mais necessária a atração de investimentos adequada com a realidade de cada município, além da descoberta e da potencialização de vocações locais.

Mas, como na vida, há quem reclame e espere pelas soluções paliativas e há aqueles que agem. No início de 2013, conversei com representantes de quatro municípios no Estado. Ouvi suas colocações sobre desenvolvimento, mas não ouvi nada sobre a implementação e medidas concretas. A economia, para eles, fica no campo das ideias, apenas. Viamão, porém, mostrou-se diferente, pois a visão do desenvolvimento econômico local é semelhante a que se vê em cidades que se colocaram como indutoras do desenvolvimento.

Entendemos, durante as conversas, que Viamão precisava criar o ambiente para atrair investimentos consistentes, com visão de sustentabilidade e geradores de emprego e renda (dado que pelo menos 60% das pessoas que vivem em Viamão trabalham e geram renda em municípios vizinhos, mas usam os serviços públicos locais). Viamão quis criar esse novo ambiente e tornou esse desafio o principal de 2013. O Poder Executivo agiu de forma rápida, elaborou a proposta legislativa necessária. A Câmara Municipal respondeu também com rapidez e a aprovou.

Em seis meses, foram analisados todas as propostas, cada processo recebeu uma resposta, as empresas foram visitadas e todos receberam as informações necessárias para a tomada de decisão precisa. Ao final de 2013, foram aprovados R$ 51 milhões em investimentos, com geração de 1200 empregos diretos e pelo menos 3 mil indiretos. Outros R$ 20 milhões serão investidos em uma segunda etapa. É possível, é viável, basta assumir o papel de protagonista.

Nelson Naibert
Economista

A hora de mudar é agora!

persuitoofhappyness_940x529

A época do ano em que mais promessas de mudanças são feitas é agora! Quem de nós nunca prometeu uma mudança radical na virada do ano? Talvez a esperança de podermos recomeçar seja o maior propulsor dos sonhos e desejos para os 365 dias que temos pela frente. O problema é que acabamos esbarrando, desde o início do ano, naquele famoso “amanhã eu começo”. Depois, muitos pensam: fica para o próximo mês, para o próximo…. E aquela mudança necessária acaba ficando para o ano que vem.

Mas 2014 é, sem dúvida, um ano para mudarmos o que precisamos e queremos mudar. Todos – ou boa parte das pessoas – dizem que 2013 foi um ano difícil. Então, devemos ser protagonistas das mudanças desde hoje e promovê-las a cada dia. Há sete anos eu vivi um período muito difícil. Foi a partir daquele momento que decidi tomar as rédeas da minha vida e ser persistente, jamais desistir. Revendo o filme “À procura da felicidade” relembrei muito aquele início de ano. Vejo hoje a diferença que fez a perseverança. Se eu pude fazer tudo diferente, é sinal de que todos podemos.

2014 é um caderno em branco em nossas mãos. Está em nós escrevermos a história de cada de dia. Depois de um ano difícil, cheio de tragédias do início ao fim, temos a chance de mudar, de renovar, de superar o que está ultrapassado e arriscar. 2014 é o ano para termos coragem de olhar para o futuro com esperança, sem apego ao passado. É ano de Copa do Mundo! Sonho ver o Brasil hexacampeão mundial em casa! É ano de eleição! Sonho ver o Brasil retomar o crescimento econômico e social, numa nova perspectiva, com um novo olhar. Sonho ver meu Rio Grande do Sul voltar a ser grande, porque estamos ficando para trás.

Se a virada do ano é tempo de promessas, então agora é a hora de mudar! Eu já comecei. E você?

_____

Dica da leitura: Ano eleitoral começa com várias restrições a autoridades públicas

 

Governo do RS seguirá descumprindo meta de 12% para a saúde

img_medicos
Conselho estadual da área rejeita relatório orçamentário apresentado pelo Piratini

A aplicação de 12% pelos estados na área da saúde, previstos na Constituição desde 2012, continua sendo descumprida pelo governo gaúcho. Cobrança constante nas manifestações populares, que tomaram as ruas do país em junho, o índice efetivamente aplicado na área pelo governo Tarso Genro em 2012, segundo o Conselho Estadual de Saúde, foi de apenas 6,55%. Para esse ano, apesar de a previsão orçamentária indicar a aplicação de 12%, o Conselho aponta que o índice efetivamente investido será de 9,9%. “No ano passado, em tese, não havia a obrigação dos 12%, mas o orçamento de 2013 é um desrespeito à Constituição. Não é verdade que o governo cumprirá os 12%”, apontou o presidente do Conselho, Paulo Humberto Gomes.

No início deste mês, o Conselho rejeitou o Relatório Anual de Gestão da Secretaria Estadual de Saúde referente ao ano de 2012. A resolução aprovada acusa o Piratini de ter aplicado cerca de R$ 1,3 bilhão, enquanto que o repasse para cumprir a lei deveria chegar a, pelo menos, R$ 2,4 bilhão. A resolução foi encaminhada a vários órgãos, entre eles o Ministério Público, o Tribunal de Contas, a Assembleia e o Ministério da Saúde.

“Encaminhamos a todos os órgãos para que tomem conhecimento do descumprimento da lei”, explicou Gomes. Segundo ele, entre as sanções previstas pela União está a perda de transferências voluntárias ao SUS no Estado. O secretário da Saúde, Ciro Simoni, que deveria homologar a decisão do Conselho, ainda não o fez.

O conselheiro Cláudio Augustin frisou que já havia informado pessoalmente o governador Tarso Genro, em outubro de 2012 e em julho deste ano, que o orçamento previsto para 2013, aprovado na Assembleia, não cumprirá o percentual. “Eu informei isso ao governo na presença do Tarso. Ele já sabe que não cumprirá os 12% este ano.” Os parlamentares estaduais, que aprovaram o orçamento, também estão cientes da análise feita pelo Conselho.

Fonte: Correio do Povo

Balanços de empresas gaúchas indicam cautela para este ano

20091214103538
Ao admitir nesta segunda-feira que revisou para baixo a previsão de aumento da carteira de crédito neste ano, o Banrisul se soma aos demais grandes grupos gaúchos de capital aberto que, ao divulgarem os balanços do segundo trimestre, registraram crescimento, mas apresentaram números pouco empolgantes e perspectivas cautelosas para o restante de 2013. Por trás dos indicadores mornos, estão o ritmo lento da economia e a queda da confiança de consumidores e empresários.

No caso do Banrisul, a expectativa de avanços dos empréstimos, antes de até 20%, baixou para, no máximo, 16%. A queda das projeções se deve principalmente à retração no segmento de pessoa jurídica. Devido à atividade econômica em marcha lenta, a demanda está menor. A projeção de alta de até 22% na carteira corporativa baixou para apenas 8%.

– No segundo trimestre, de uma forma geral, os resultados mostram certa acomodação da economia e um crescimento lento – resume Matias Dieterich, analista de investimentos da Solidus Corretora.

Mesmo quem teve lucro maior não demonstra grande empolgação. A fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo, de Caxias do Sul, teve lucro líquido 22% superior, enquanto a conterrânea Randon, indústria de implementos rodoviários e autopeças, saiu de prejuízo para resultado positivo de R$ 68,9 milhões. O desempenho está longe de ser considerando brilhante, avalia Dieterich:

– Isso não aconteceu porque a economia estava bombando, mas porque a base de comparação foi baixa.

O diretor financeiro e de relações com investidores da Randon, Geraldo Santa Catharina, observa que, apesar de a baixa base de comparação ter influenciado os números do trimestre, o setor vem sendo beneficiado pela safra cheia no país e manutenção de financiamentos acessíveis.

– Temos conversado com muitos investidores e eles mostram insegurança em relação ao país. De um modo geral, a indústria continua patinando – avalia Geraldo.

Para a Randon, os próximos meses devem ser de estabilização e ritmo mais moderado de crescimento. Visão semelhante tem a calçadista Grendene. Em relatório, a empresa atribui a melhora dos seus resultados “mais pelos nossos acertos que por impulso da economia”.

Como foi o lucro líquido de seis das 10 maiores companhias gaúchas listadas na Bovespa e que já apresentaram seus balanços no primeiro semestre:

Banrisul
2012: R$ 419,6 milhões
2013: R$ 419,7 milhões

Gerdau
2012: R$ 946 milhões
2013: R$ 561 milhões

Randon
2012: R$ 14,0 milhões
2013: R$ 108,5 milhões

Grendene
2012: R$ 141,5 milhões
2013: R$ 168,5 milhões

SLC Agrícola
2012: R$ -12,1 milhões
2013: R$ 83,1 milhões

Marcopolo
2012: R$ 139 milhões
2013: R$ 129,8 milhões

Matias Dieterich
Analista de investimentos da Solidus Corretora
“Pelo que vemos no cenário atual, não esperamos reação forte da economia. A taxa Selic ainda deve subir, a inflação permanece longe do centro da meta e os empresários estão cautelosos para investir.”

Geraldo Santa Catharina
Diretor financeiro e de relações com investidores da Randon
“Nosso segmento é uma espécie de ilha. No geral, a indústria não reagiu como o governo esperava de acordo com os estímulos que foram dados a vários setores.”

Fonte: Zero Hora

WP-Backgrounds Lite by InoPlugs Web Design and Juwelier Schönmann 1010 Wien