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Recife será cidade-teste de projeto nacional de educação digital

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O Instituto Ayrton Senna e parceiros escolheram o Recife para testar a plataforma digital Plinks, voltada para o uso de games em educação infantil. O prefeito do Recife (PE), Geraldo Julio (PSB), e o secretário de Educação do Recife, Valmar Corrêa de Andrade, estiveram nesta quinta (1) na sede do instituto, em São Paulo, para o lançamento do projeto. A fase de experimentação se estenderá de agosto a novembro de 2013 e beneficiará estudantes do 4º ao 7º ano da rede municipal de ensino.

Plinks é uma parceria entre o Instituto Ayrton Senna, o Instituto Natura, a Fundação Telefônica e a Joy Street, empresa desenvolvedora de ambientes digitais de aprendizagem e criadora do Plinks. O projeto traz um ambiente virtual que une tecnologia, diversão e aprendizagem por meio de minijogos, wikigames, bookgames e enigmas, o que contribui para desenvolver o letramento e o raciocínio matemático.

Geraldo Julio destacou que a escolha do Recife para experimentar a nova tecnologia trará diversos benefícios para os alunos da rede municipal. “É uma iniciativa muito inovadora, de uma empresa pernambucana do Porto Digital, junto com três institutos reconhecidos. Tenho certeza de que isso fará o Recife dar um salto na qualidade do aprendizado e servir de exemplo para outras cidades brasileiras, porque a aplicação de tecnologias e de jogos no aprendizado é cada vez mais importante para chamar a atenção das crianças”, destacou o prefeito.

De acordo com o Instituto Ayrton Senna, o projeto será desenvolvido em fase de experimentação em dez redes municipais e duas redes estaduais (Rio Grande do Sul e Tocantins) de ensino em todo o país. Além do Recife, cidades como Rio de Janeiro, Teresina e Valparaíso (GO) participam da iniciativa. Ele estará presente nos locais nos quais existem escolas beneficiadas por soluções e programas educacionais do instituto e também por projetos do Instituto Natura e da Fundação Telefônica.

A presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, exaltou a parceria com o Recife e reforçou que, em breve, a plataforma Plinks estará disponível em todo o Brasil. “Estamos muito felizes de o Recife ter aceitado o convite. É uma grande contribuição que a cidade está dando para as suas crianças, que vão se beneficiar dessa aprendizagem em conjunto que vamos fazer agora no segundo semestre de 2013.”

Também estiveram presentes na cerimônia de lançamento do projeto o presidente do Instituto Natura, Pedro Vilares, e a presidente da Fundação Telefônica, Françoise Trapenard. No Recife, o time responsável pelo projeto é composto pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), CESAR-Edu, Joy Street e a Universidade Federal de Pernambuco.

Fonte: Site PSB

Eleições 2014: Novo ingrediente

As discussões do PDT sobre os rumos do partido na eleição de 2014 no Rio Grande do Sul, que têm identificado uma preferência majoritária pela candidatura própria, ganharam um novo ingrediente ontem, em reunião da cúpula trabalhista com a presença do presidente nacional do partido, Carlos Lupi. Marcado pela tensão, o encontro foi palco para um pronunciamento forte do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, contrário à manutenção da aliança entre PDT e PT no governo do Estado. Um dos principais motivos do descontentamento e da reação de Fortunati se deve à postura do PT e da bancada do partido na Câmara de Porto Alegre e aos sucessivos ataques à sua gestão no comando da prefeitura. A postura incisiva de Fortunati, no entanto, também está sendo motivada pelos planos de ser o representante do partido na sucessão ao governo gaúcho em 2018, após o fim de sua administração no município. O prefeito teria dito inclusive que no caso de manutenção da aliança com o PT, “reavaliaria certas coisas”, declaração interpretada por alguns dos presentes como uma ameaça de afastamento dele do PDT.

Fonte: Taline Opptiz

Protagonismo do PSB não é briga com PT, sustenta Beto

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O deputado federal Beto Albuquerque (PSB) é um dos principais articuladores da candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), à presidência da República. Defensor da ideia de que o partido não fará um rompimento ao deixar o governo federal, e provavelmente a aliança estadual com Tarso Genro (PT), o parlamentar defende o protagonismo da sigla.

Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, o deputado contesta o financiamento público de campanha, defende a unificação das eleições e pede uma reforma de Estado que englobe mudanças no Executivo e Judiciário. Beto Albuquerque também afirma a necessidade de desonerar os impostos e tributos do setor de transporte coletivo e a aprovação do projeto de lei complementar que destina 10% dos recursos da União para a saúde.

Para o socialista, as manifestações de ruas que eclodiram pelo Brasil no mês de junho mostram um descompasso antigoentre as necessidades e demandas da população e a resposta dos políticos. E afirma que quem não adequar o discurso a este novo momento terá uma resposta indesejada no próximo ano, nas urnas.

Jornal do Comércio – Como está a articulação para a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para a presidência da República?

Beto Albuquerque – Hoje é um sentimento 100% dentro do PSB de termos uma candidatura presidencial. O Eduardo é um cara novo, mas não é um novo de aventuras, é um novo que já está num segundo mandato de governador. No governo de Pernambuco, áreas como segurança pública, saúde e educação têm pactos que foram estabelecidos – antes de começar o governo e discutidos com a sociedade – com objetivos e metas a serem alcançados, aferição de resultados regular e controle social das ações. Então é uma governança com controle social e apuração de resultados, algo que falta no Brasil. A aprovação do Eduardo, neste momento inclusive em que passou um “tsunami” todo das manifestações, continua em 83% e isso é uma demonstração de vigor. O Brasil vive o fim de um ciclo político-econômico, como vários que já aconteceram, por isso, inclusive, um certo estresse na economia e na política. Nesse cenário, a gente pensa na candidatura do Eduardo.

JC – E para a disputa pelo Palácio Piratini?

Beto – No Rio Grande do Sul, integramos o governo, ajudamos a eleger Tarso (Genro), temos o vice-governador (Beto Grill) e nem em nível nacional e estadual estamos tratando de rompimento com o PT ou brigando com o PT. O raciocínio do PSB não é de briga e rompimento, é de protagonismo. Estivemos em todas as eleições do (ex-presidente) Lula (PT) e da (presidente) Dilma (Rousseff, PT) e não fizemos isso a contragosto. Aqui ajudamos a eleger o Tarso e eu tinha 10% nas pesquisas a governador em 2010. Junto com a (deputada federal) Manuela d’Ávila (PCdoB), que nos apoiava, tivemos a humildade de reconhecer que não tínhamos reunido ainda forças para enfrentar uma candidatura própria. Aqui no Estado, temos o problema dos grandes partidos não apoiarem candidaturas de partidos pequenos. Então, retiramos a candidatura e tenho certeza que o gesto ajudou o Tarso a vencer no primeiro turno. Agora, não estamos fazendo um rompimento, queremos um palanque que apoie Eduardo.

JC – Há articulações com o PDT, que está analisando a possibilidade de deixar o governo?

Beto – O PDT é um partido com que temos um histórico de relacionamento, assim como o PCdoB. Hoje, o PDT tem uma pré-candidatura aqui no Rio Grande do Sul, do deputado federal Vieira da Cunha. No Rio de Janeiro, tem o Miro Teixeira e o senador Pedro Taques no Mato Grosso, que são candidaturas que o PSB vê com ótimos olhos e que não teria problema nenhum em apoiar, se a gente conseguir fazer o casamento nacional.

JC – E quais os outros partidos que podem entrar no leque de alianças?

Beto – O PCdoB é um partido com que a gente trabalha muito aqui no Rio Grande do Sul e temos mantido conversas importantes. Com o PV também temos conversado, e com o PSD, através do (deputado federal) Danrlei. O PR, do Cajá Nardes. Ou seja, estamos atrás de uma aliança leve, propositiva, contundente, para travar um bom debate nacional e estadual. Já recebi visitas do PT, do PMDB – recentemente do senador Pedro Simon e do ex-ministro Mendes Ribeiro Filho, que me tocaram pela representação -, e da senadora Ana Amélia (PP). Mas antes de qualquer diálogo, digo que o PSB não trabalha para ampliar seu número de deputados e não faz exigências de governador, mas precisa de um palanque capaz de ampliar e potencializar a candidatura presidencial de Eduardo.

JC – Com a definição da candidatura de Campos e apoio a outro candidato ao governo do Estado, que não seja Tarso Genro, o PSB sai do governo até o fim deste ano?

Beto – Sim. O PSB, se não trilhar o caminho de permanecer politicamente junto com a candidatura da Dilma e do Tarso, vai sair do governo, evidentemente. Embora tenhamos ajudado a elegê-los e não estejamos de favor em nenhum dos governos. Mas a coerência manda que o partido, para tomar uma decisão de apresentar candidatura própria ou não, tanto aqui no Estado quanto a nível nacional, deva colocar à disposição os cargos que ocupa.

JC – Como avalia a participação do PSB no governo estadual após sua saída? O partido perdeu visibilidade?

Beto – Saí do governo porque, de fato, tinha diferenças de condução de gestão sobre vários assuntos. Tinha uma opinião divergente e não concordei com muita gente falando sobre a mesma coisa. É muito difícil fazer obra quando você tem um colegiado dando palpites. E quando não se confia na pessoa da ponta principal, que é o Daer (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem), que está sob administração do PT, pior ainda a situação. Contribuiu também ter recebido o convite para retornar à Câmara e assumir a liderança da bancada do PSB. Foi honroso ser secretário do Tarso, não quero negar isso. Meu desejo é que as coisas prossigam dessa forma, mas, pessoalmente, não sei integrar equipe em que tenha que ser subjugado à opinião de colegiados.

JC – Mas a saída acabou enfraquecendo o papel do partido dentro do governo?

Beto – A Seinfra (Secretaria de Infraestrutra) perdeu muitas pautas que comandávamos. A questão da ferrovia Norte-Sul, a questão do carvão mineral, a questão da regaseificação do porto de Rio Grande e a questão da discussão da PPP da ERS-010 são assuntos que foram praticamente deslocados da secretaria. É uma escolha do governo e uma pactuação com o secretário. Desde que saí do governo, não tenho opinado e interferido nessas coisas, porque há um novo secretário e cada um tem seu estilo. O partido não reclama da sua participação no governo e é isso que importa. A minha opinião não é relevante.

JC – Que análise faz das manifestações de junho e as respostas dadas por Executivo e Legislativo às reivindicações?

Beto – O Brasil entrou para o leque dos países que sofreram a globalização dos protestos das manifestações, onde a linha direta do cidadão nas ruas – através das redes digitais – faz estremecer as velhas estruturas e comportamento das instituições, partidos, do movimento sindical, dos movimentos sociais e dos poderes. A rigor, as instituições brasileiras andavam no analógico e a sociedade no digital, ou seja, as reivindicações e os protestos eram instantâneos e as soluções e respostas muito demoradas.

JC – E a reforma política?

Beto – Acredito que o povo na rua pediu homens públicos mais decentes e as pessoas logo transformaram isso em reforma política. Mas homens decentes não teremos, necessariamente, por fazermos a reforma política. Decência, conduta, ética, são coisas inerentes ao homem, não valores coletivos, partidários ou ideológicos. Agora, alguns ajustes devem ser feitos e a defesa do PSB é de unificar as eleições, a partir de 2018, com mandato de cinco anos para os executivos e sem reeleição. Com a unificação das eleições, haverá a obrigatoriedade de os partidos terem identidade nacional. O fim das coligações proporcionais também não vemos problema em votar. Já o financiamento público precisa ser muito discutido e a sociedade não teve o tempo necessário para compreender o que está sendo proposto.

JC – Qual é a posição do PSB?

Beto – A posição é de que a responsabilidade seja dos partidos e candidatos. Hoje a contribuição é mista, os partidos podem arrecadar privadamente e também utilizar verbas do fundo partidário. O fato de ser um financiamento exclusivamente público não garante que partido ou os políticos vão deixar de buscar no caixa dois as soluções de suas campanhas. E a pergunta que tenho feito aos defensores do financiamento público: da onde que vão sair os R$ 3 bilhões ou R$ 4 bilhões para financiar as campanhas? Seria justo tirarmos de investimentos ou de custeio de importantes recursos para as campanhas? Acredito que tem que fixar limites de gastos no sistema atual e, talvez, priorizar mais a contribuição individual do que a empresarial.

JC – Qual o impacto nas urnas dessas mudanças?

Beto – Quem se apresentar nas urnas, no ano que vem, com pactos políticos velhos, tradicionais e que não dialoguem com o novo pacto social que está nas ruas, pode se azarar.

JC – Quais os desafios do Parlamento?

Beto – Ao Congresso Nacional está reservada uma tarefa, mas nos governos e no Judiciário há outras tarefas a serem cumpridas. O Parlamento brasileiro tem que votar, e já está votando, medidas importantes. Na retomada do recesso, precisa terminar de votar o fim do voto secreto e do foro privilegiado. Para melhorar a saúde, temos o Projeto de Lei Complementar 123 para destinar 10% do orçamento da União para a saúde. A saúde brasileira só vai melhorar se tiver gestão e recursos. Hoje, tem municípios investindo 20%, 25% em saúde, estados também socorrendo a saúde e, enquanto isso, o governo federal gasta só 4% ou 5% do seu orçamento na área. Isso precisa mudar. Temos uma discussão envolvendo o projeto dos royalties. O governo quer dar à saúde e à educação os rendimentos do fundo e nós queremos repartir o fundo, não só os rendimentos. Em termos de alocação de recursos, estamos falando em 10 vezes mais recursos se for repartido o fundo e não apenas os rendimentos do fundo nacional dos derivados do petróleo, especialmente do pré-sal. Do ponto de vista moral e ético, temos que concluir a votação da tipificação de crime hediondo para a corrupção, a emenda constitucional que tipifica o princípio da lei da ficha limpa para todos que ocupam cargo público, como concursados e cargos em comissão.

JC – E quanto ao Executivo?

Beto – Os governos precisam ter ferramentas de participação popular, se modernizar e, evidentemente, agir com um olhar de gestão sob as coisas principais. Não podem continuar onerando com tributos e impostos os sistemas de transportes, porque ele é pago 100% pela tarifa. Tem que desonerar o sistema para que o cidadão pague somente o custo do transporte e não o custo tributário do País e não bitributado. E há também o papel do Judiciário, que quando falamos de corrupção tem um papel importante. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelou que o Judiciário brasileiro só julga 34% dos processos de improbidade no País. E improbidade é a corrupção de servidor ou agente público. Gostaria de substituir a reforma política por reforma de Estado, pois há mazelas em todos os poderes.

Fonte: Jornal do Comércio

Herança de governo Dilma será muito adversa, diz Serra

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) disse nesta quarta-feira, 24, que a herança do governo da presidente Dilma Rousseff para o próximo “vai ser muito adversa, com nós enormes”, por conta dos problemas fiscais e de infraestrutura. “É uma herança mais adversa do que a que recebeu, que já era muito adversa”, disse.

Segundo ele, a situação econômica em 2014 vai continuar “o mais do mesmo”, sem ações para suprir os gargalos de infraestrutura e de outras áreas, como a saúde. “Em vez de consumir o tempo com infraestrutura, consome com satanização dos médicos, com a discussão do plebiscito. O governo joga sempre para piorar as expectativas e isso é impressionante”, afirmou, em conferência organizada pela GO Associados.

O ex-governador repetiu a avaliação de que “o que falta hoje no Brasil é governo” e disse não se lembrar de um time “tão fraco” de auxiliares como o atual grupo de ministros. “Lembra-me os seis últimos meses do governo Jango (João Goulart), ou 1992, no governo Collor”, disse Serra, citando, respectivamente, o ex-presidente deposto pelo golpe militar e o atual senador, que renunciou. “Chefes de executivo que se cercam por gente mais fraca são uma praga na vida pública. Não dá para pedir bom governo, mas é preciso algum governo”, cobrou.

Serra avaliou ainda que a antecipação da campanha eleitoral foi negativa e pediu a unidade grande entre críticos e opositores em 2014, sem citar nomes. “O período precisa ser preenchido com o debate de propostas e menos com candidatura stricto sensu”.

Ciclo

Para Serra, o momento atual configura o “fim do ciclo econômico do Brasil”, com crescimento agregado traduzido no PIB “moderado e puxado pelo consumo”. Segundo ele, os sinais de esgotamento surgiram em 2010, “com pressão da inflação e perspectivas de restrições de natureza externa, apesar do quadro de bonança que se prolongou até 2011″. Para o ex-governador, o crescimento é lento com investimentos baixos nos setores público e privado. “O Brasil é um dos países que menos investe em infraestrutura com relação ao PIB”, ressaltou. “A produtividade, que depende do investimento, é baixa”, afirmou.

Serra lembrou que no período recente houve um crescimento das importações e que a alta nas compras externas “tiveram como contrapartida uma expansão moderada das exportações”. O ex-governador e candidato derrotado à Presidência da República em 2010 lembrou ainda da desindustrialização do País, mostrada, segundo ele, pela queda da fatia da indústria de transformação no PIB. “Chegamos a um período recente na proporção de queda semelhante ao período pós-guerra”.

Fonte: Estadão

PSB gaúcho defende candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República

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Nelson Naibert participou, no sábado pela manhã, da reunião do Diretório Estadual do PSB. Cerca de 300 lideranças socialistas estiveram presentes. e debateram as conjunturas política e econômica estadual e nacional e avaliados os rumos do partido para 2014. Os socialistas gaúchos foram unânimes nas manifestações de apoio à candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à presidência da República, demonstrando entusiasmo com a possibilidade real e viável de um projeto nacional, com protagonismo do partido.

 

Alguns dirigentes defenderam candidatura própria do PSB ao Governo do Rio Grande do Sul mas, no Estado, os socialistas buscarão alianças que dialoguem e fortaleçam a candidatura nacional de Eduardo Campos.

O presidente estadual do PSB, deputado Beto Albuquerque, avaliou o resultado do encontro afirmando que, ao ouvir as bases, ficou claro que os socialistas querem e já começam a trabalhar pelo projeto nacional, advertindo, no entanto, que “Nosso partido não quer candidatura de construção. Queremos ganhar a presidência da República e as candidaturas estaduais precisam trabalhar nesse sentido”.

Hoje, a tarefa principal do PSB é a construção da candidatura de Eduardo Campos. O projeto de Brasil dos socialistas terá propostas objetivas e concretas para atender a voz das ruas e ir ao encontro das necessidades reais do povo brasileiro.

Sobre o plebiscito, os socialistas entendem que este não foi o clamor das manifestações, que, na realidade, cobraram melhores serviços públicos, mais saúde, educação, segurança e mobilidade urbana.

Durante a reunião, que lotou o Auditório da Fetag/RS, em Porto Alegre, os socialistas destacaram bandeiras defendidas em todo o Brasil como o fim das coligações proporcionais já para 2014; a unificação das eleições para 2018, mandatos de cinco anos sem reeleição, o fim foro privilegiado e o fim do voto secreto. O PSB gaúcho também destaca a necessidade de uma reforma de estado, que enfrente os problemas e privilégios do Executivo, Legislativo e Judiciário, incluindo Ministério Público e órgãos de fiscalização. Também defendem a criação do Sistema Único de Segurança Pública e a aplicação de 10% do Orçamento da União para a saúde, e 10% do PIB para a educação.

O encontro foi muito representativo, reunindo todos os deputados estaduais e federais do partido, o vice-governador, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e dirigentes estaduais e representantes dos movimentos sociais da sigla no Estado. Não faltaram criticas ao descontrole da economia brasileira que ameaça a estabilidade financeira, os preços e os empregos. Os socialistas criticaram as atitudes do governo federal que demonstra maior preocupação com as eleições do que com o diálogo e a solução dos problemas do país.

 

PSB defende fim de reeleição e cinco anos demandato

Em documento discutido ontem à noite por sua executiva nacional, o PSB defende, como itens de uma eventual reforma política, a coincidência de eleições em todos os níveis com mandatos de cinco anos (de vereador a presidente), fim da reeleição para cargos executivos e coligações semelhantes em todos os âmbitos da eleição. As posições foram debatidas em reunião que entrou pela madrugada, em um hotel da cidade.

O texto critica, entre outras coisas, o que considera pressa do governo federal, e do PT, em realizar um plebiscito sobre reforma política. O PSB defende, ainda, que qualquer modificação nas regras eleitorais tem de valer a partir de 2018. Para o partido, discutir financiamento de campanha e voto fechado, além de confundir a população, já que a maioria não conhece o assunto, pode não fazer parte do que a população realmente quer. Cerca de 50 pessoas participaram do encontro, presidido pelo governador eduardo campos, presidente do partido. Dos seis governadores, Cid Gomes, do Ceará, foi o único ausente – mas seu irmão, o ex-ministro Ciro Gomes, esteve presente.

Fonte: Estadão

Nada será como antes

“Sei que nada será como está, amanhã ou depois de amanhã.”

Milton Nascimento

Estamos todos refletindo mais do que antes. E formulando. Esta é a primeira e fundamental consequência do movimento. Já é rico o acervo de artigos, comentários, interpretações e opiniões do significado da ida dos jovens à rua.

O Brasil será outro após estas manifestações. Seguramente, melhor. É uma geração que se expõe e sai da zona de conforto para questionar, dizer da sua inconformidade, da sua irresignação. Provoca a crise. Talvez ainda não saiba bem o que quer, mas tem claro o que repudia, incomoda, o que deve ser banido ou recomposto em outros moldes.

O descontentamento salta aos olhos. Expressa-se na multidão que toma as ruas impulsionada pelo alcance massivo da mensagem compartilhada na rede. Apresenta-se sem uma liderança estabelecida muito pela omissão dos partidos e dos movimentos sociais tradicionais – que, acomodados em gabinetes, não perceberam a existência de novos contenciosos.

A ausência dessas lideranças abre também um espaço que se torna palco para a ação de extremistas. Estes aproveitam o momento e fazem apologia ao caos, pregam o fundamentalismo, discursos moralistas e golpistas. Veículos de comunicação, contestados pelo movimento, usam a informação para fragilizar os partidos e a política. A rebeldia é bem-vinda, mesmo que sujeita à influência destes grupos, e, portanto, passível de distorções. Serve como um alerta de que as coisas não vão bem.

A ineficiência e o comprometimento do Legislativo, a elitização e a morosidade do Judiciário e os equívocos na escolha das prioridades por parte do Executivo – que decidem, frequentemente, à revelia da participação popular, em processos por vezes acompanhados de uma zona cinzenta de corrupção – tornam necessárias medidas imediatas e concretas.

Compreendido o fenômeno, que aponta para uma necessidade de mudança de comportamento e de garantia de direitos, precisamos passar à ação efetiva, estabelecendo uma nova relação entre o povo e o Estado. Os partidos, indispensáveis para a organização da sociedade, devem se reciclar e assumir o seu papel. Sistematizar o conjunto de demandas originadas no movimento e propor ao Congresso e ao governo as medidas adequadas para instituí-las.

Fica claro que devem constar nesta agenda um novo pacto federativo; as reformas política, judiciária e urbana (que assegure mobilidade e promova uma revisão no modelo de segurança pública); urgentes investimentos e aprimoramento da gestão na saúde e na educação; e a modernização e ampliação do processo democrático, com o aperfeiçoamento das ferramentas de participação popular.

Por Beto Grill, vice-governador do Rio Grande do Sul

Nelson filia-se ao PSB

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Na noite de segunda-feira (24/06), em meio a uma onda de protestos que toma conta do Brasil, Nelson Naibert filiou-se ao PSB de Porto Alegre. Após alguns meses de conversas e reuniões, o economista escolheu o PSB para atuar de forma mais presente na política de sua cidade natal, Porto Alegre.

Com a presença do vice-governador do RS, Beto Grill, e do presidente municipal da sigla, Antônio Elisandro, além de dirigentes municipais, Naibert ressaltou as qualidades do PSB e o crescimento organizado do partido.  “Tenho certeza de que fiz a melhor escolha. Fui acolhido pelo PSB e quero, a partir desse momento, acolher a todos do partido. Acredito que o momento e a voz das ruas indicam a necessidade de profundas mudanças na nossa política e é isso que quero construir com cada um de vocês”, disse a todos.

Para Grill, o momento é de reflexão, de ouvir a voz das ruas, trabalhar com tranquilidade e transparência. Para Elisandro, o recado das pessoas precisa ser ouvido com atenção e as repostas dadas com certeza, sustentação e respeito. Nelson concordou com ambos e afirmou ter a convicção de que o momento mostra o PSB como o melhor partido para acolher a voz das ruas pela forma como atua e faz a boa política.

O deputado federal Beto Albuquerque foi lembrado por Naibert. “A primeira pessoa que me recebeu foi o deputado federal Beto Albuquerque. Daquela conversa, outras grandes e importantes lideranças me receberam da melhor forma possível. E jamais perdi o contato ou deixei de ter uma resposta, das coisas mais simples às mais complexas. A boa política, pra mim, é isso, é olhar pro outro como um aliado e somar esforços, é dar respostas e construir caminhos”, finalizou.

Nelson Naibert filia-se ao PSB nesta segunda-feira

O empresário e economista Nelson Naibert assina ficha de filiação ao PSB de Porto Alegre na tarde desta segunda-feira (24/06). O ato tem presença confirmada do vice-governador do Rio Grande do Sul, Beto Grill e dirigentes do partido.

“Existe um momento em que algumas decisões ganham força para nos fazer avançar ainda mais em nossas lutas. Tenho muita vontade de ajudar a mudar certas situações, ajudar no desenvolvimento, na geração de renda e em outras áreas. Isso, através da política, pode ser fortalecido e os resultados alcançados com a união de esforços. O PSB é um partido que me acolheu muito bem, que se mostrou muito disposto – através de suas lideranças – a construir essa nova sociedade que acredito ser possível”, afirmou Nelson Naibert.

A filiação ocorre na sede do PSB de Porto Alegre.

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