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PMDB e PSB retomam debate sobre aliança

Uma semana após o PSB entregar os cargos ao governo Tarso Genro (PT), lideranças socialistas no Estado se reuniram com o PMDB para debater a possibilidade de aliança entre os partidos nas eleições do próximo ano. Em encontro ontem, os dirigentes estabeleceram prerrogativas para a composição, que tem como ponto central a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), ao Palácio do Planalto.

O PSB gaúcho quer garantir um palanque para Campos no Estado e aposta na chance de que o PMDB possa repetir no próximo ano a postura que já adotou em 2010, de se manter  independente em relação à orientação da cúpula nacional, cuja tendência é apoiar a candidatura de Dilma Rousseff (PT), indicando novamente o vice na chapa. Caso o PMDB confirme o apoio à reeleição de Dilma, a única possibilidade de o PMDB estadual formar aliança com o PSB é se for um estado dissidente.

Entretanto, o presidente dos peemedebistas gaúchos, Edson Brum, que vem pregando a reconciliação com os dirigentes do diretório nacional, ainda que sem subordinação, evitou comentar a possibilidade de que uma aliança com o PSB leve o diretório estadual a se desencontrar do nacional. “Pedimos apoio ao nosso candidato ao governo. E eles pediram apoio para o candidato deles a presidente. Agora vamos avaliar”, tangenciou. Brum ainda afirmou que os peemedebistas irão analisar outra demanda dos socialistas: a indicação do candidato a senador.

Os partidos já haviam se encontrado em julho, mas, na avaliação do dirigente peemedebista, o acordo só ganhou força com a saída dos socialistas da base do governo Tarso na semana passada. “Agora a gente pôde conversar, porque o nosso projeto é de oposição a Tarso. Temos a possibilidade de estar juntos”, analisou. Brum ainda ressaltou a importância de os partidos terem firmado acordo mútuo para não fecharem aliança com quaisquer outras siglas antes de voltarem a se reunir.

O líder partidário do PSB na Assembleia Legislativa, Miki Breier, entende que a sigla, recém-saída da base do governo de Tarso, não tem impeditivos para compor com o PMDB, legenda de oposição com maior bancada no Parlamento.  “Assim que entregamos os cargos no governo, ficamos absolutamente livres para compor. Estar com algum partido de oposição a Tarso não é problema”, justifica.

Miki indica três alternativas para o PSB: compor com PMDB, com PDT, que pode lançar a candidatura própria com o deputado federal Vieira da Cunha, ou com o PP, que aposta na senadora Ana Amélia Lemos para voltar ao Piratini. De acordo com o parlamentar, as reuniões regionais que o PSB irá iniciar neste sábado serão importantes para delinear a melhor coligação para a legenda no Estado. “Vamos fazer nossos encontros regionais, assim como o PMDB vem fazendo os dele, e até março vamos definir nosso caminho”, projeta Miki.

Fonte: Jornal do Comércio

Programa nacional do PSB vai ao ar nesta terça-feira

Os dois primeiros comerciais de TV do PSB, que vão ao ar nesta terça-feira (1°), apostam em mostrar o potencial candidato do partido à Presidência, Eduardo Campos, como gestor bem-avaliado e reconhecido internacionalmente.

Conforme antecipou o Painel nesta segunda-feira (30), as peças mostram programas da gestão de Campos em Pernambuco e pesquisas que mostram que é “o governador mais bem-avaliado do país”.

Os dois comerciais avançam no slogan já exibido no primeiro semestre. Se antes a propaganda pessebista dizia que era possível “fazer mais”, agora afirma que é possível fazer “mais, diferente e benfeito”.

As críticas ao governo Dilma Rousseff, que apareceram no programa do primeiro semestre e em palestras recentes de Eduardo Campos, não estão nos comerciais.

A expectativa é que o programa de dez minutos, que vai ao ar na quinta-feira (10), retome críticas pontuais à política econômica e a aspectos do governo, do qual o PSB desembarcou na semana passada.

A estratégia de apostar na divulgação do governo de Campos é “nacionalizar” sua imagem. Pesquisas mostram que o pessebista é o menos conhecido dos pré-candidatos. O marqueteiro responsável pela propaganda do PSB é Edinho Barbosa, da Link.

Assista:

http://mais.uol.com.br/view/14694282

http://mais.uol.com.br/view/14694288

 

 

Fonte: Folha Online

 

“Não me arrependo dos 10 anos com o PT”, diz Eduardo Campos

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O governador de Pernambuco e provável candidato à presidência falou à empresários sobre os alicerces de um “novo governo”

Apesar de ter entregado todos os cargos executivos o presidente nacional doPSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, afirma não se arrepender de ter participado dos 10 anos do governo do PT.

“Eu acho que meu partido deu uma contribuição para a política quando entregamos os cargos. Não nos arrependemos de participar, mas queremos levar nossas ideias, críticas e considerações para construir um novo governo”, disse a empresários nesta segunda-feira no EXAME Fórum.

Campos defendeu que este novo governo se basearia em três alicerces básicos: preservação do que já foi consquistado (“é preciso reconhecer que foi feito algo e que todos colaboramos”, disse), não fazer o debate frio da produtividade (“o debate de qualidade de vida tem tudo a ver com o debate da produtividade”) e colocar as ideias em disputa fora do maniqueísmo.

“Em 2010, o debate foi pobre e agora estamos sentindo falta das ideias. É preciso fazer esse debate. O Brasil espera das lideranças políticas, empresariais e da academia que construam consensos do que é importante para o país”, disse Campos.

Meritocracia

Campos defendeu ainda o uso da meritocracia no serviço público. Ele citou o modelo de contratação usado em seu estado. “Criei um comitê de busca. Abre o edital, as pessoas se inscrevem, apresentam projeto, fazem provas e são submetidos a uma banca para escolher quem são os melhores”, explicou.

Além disso, o governador de Pernambuco afirmou que o serviço público precisa prestar contas através de indicadores medidos externamente. “Não adianta só colocar no portal da transparência um monte de números”, disse.

Fonte: Exame

 

Prefeitos e Vice-prefeitos do PSB apoiam entrega de cargos no Governo Estadual

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Durante a primeira reunião do Fórum de Prefeitos e Vice-prefeitos do PSB, realizada no sábado (28), as lideranças socialistas referendaram a decisão da Executiva Estadual de entregar os cargos em comissão no Governo Estadual. Nas manifestações ficou claro o entusiasmo com a possibilidade de candidatura própria em nível nacional e a certeza dos socialistas diante da postura de coerência da sigla com o posicionamento no Governo Federal e Estadual.

A constituição do Fórum foi uma iniciativa do prefeito de Eldorado do Sul, Sérgio Munhoz (PSB/RS) e tem por objetivo  criar unidade entre os mandatos executivos.
O encontro ocorreu na sede municipal do PSB de Porto Alegre, e contou com a presença também de integrantes da Direção partidária. Conforme o prefeito “o fórum trabalhará com independência e autonomia, visando constituir suas diretrizes, sua forma de organização, sua agenda e suas pautas”, disse Munhoz. Representante do PSB/RS na Famurs (Federação das Associações dos Municípios do RS),  o socialista destacou que foram definidos ainda encaminhamentos para a ação do partido nas pautas da Federação. Os socialistas também defenderam a revisão do pacto federativo, que hoje concentra recursos nas mãos do governo federal e reivindicam parcela extra ainda este ano do Fundo de Participação dos Municípios.
Ficou definido que o próximo encontro ocorrerá em outubro.

Fonte: PSB

“Aqueles que não aderirem devem deixar a sigla”, afirma Campos

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O presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, disse nesta quarta-feira que não pretende recorrer à Justiça caso integrantes da legenda no Ceará desembarquem do partido. “Vamos fazer um desenlace se assim entenderem os companheiros do Ceará como boa vontade. Não há ânimo de ir à Justiça por qualquer questão da parte da direção nacional do partido”, afirmou.

O socialista ainda afirmou que, quando o PSB tomar uma decisão oficial sobre as eleições presidenciais de 2014, aqueles que não aderirem devem deixar a sigla. “Cabe a todos filiados, ou segue a decisão partidária, em respeito à democracia, ou então deixa o partido. Ninguém é obrigado a ficar “, afirmou.

Os socialistas do Ceará são contra à possível candidatura presidencial de Eduardo Campos e defendem a permanência da aliança com a presidente Dilma. Na semana passada, a direção nacional do PSB decidiu entregar todos os cargos do governo federal. Situação semelhante ocorre com partidários do PSB no Rio Grande do Sul. A sigla deixou o governo de Tarso Genro nesta semana.

Fonte: Agência Estado

PSB formaliza entrega de cargos do governo

A saída do PSB do governo do Estado e a especulação de que os cargos ocupados pelo partido passariam para o comando do PDT movimentou o cenário político estadual. Ontem, uma reunião entre o presidente do PSB, deputado federal Beto Albuquerque, dirigentes do partido e o governador Tarso Genro (PT) oficializou decisão da legenda, tomada em encontro na noite anterior.

O convite ao PDT seria uma tentativa de o Executivo fortalecer as relações com a sigla – que passa por um processo de avaliação do lançamento de uma candidatura própria ao Palácio Piratini, o que também acarretaria na saída do governo nos próximos meses.

Os socialistas entregam o comando da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seinfra), da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) e outros 30 cargos ocupados no Executivo, autarquias e empresas estatais. Permanecem no governo somente o vice-governador Beto Grill e os assessores ligados ao seu gabinete.

Os socialistas saíram do governo para articular um palanque político local para a candidatura à presidência da República do governador de Pernambuco, Eduardo Campos – o diretório nacional do PSB entregou os cargos que ocupava no governo federal na semana passada. Na busca de alianças, o PSB não descarta uma composição com o PP.

Ao fim do encontro com o PSB, o governador disse que a ocupação dos cargos seria discutida com os aliados e dentro do PT. Mas nos bastidores circulava a informação de que Tarso já teria procurado os pedetistas e oferecido ao partido o comando dos espaços deixados pelo PSB.

O presidente do PDT, Romildo Bolzan Júnior, tentou evitar o assunto e negar a sondagem do Executivo, mas acabou afirmando que qualquer decisão do partido será tomada somente após o fim do processo de consulta interna que a legenda vem realizando sobre o lançamento da candidatura própria – previsto para outubro. “O que o partido está discutindo é se teremos nossa candidatura, e esse é um processo que vai demorar”, desconversou. O nome preferido pelo governo para assumir a Seinfra seria o do ex-prefeito de Passo Fundo Airton Dipp. Em Belo Horizonte, onde representava a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento em um evento, Dipp disse desconhecer a informação. “Ainda não sei nada sobre isso, não tive informações nem do partido, nem do governo”, afirmou.

A proposta de mais espaço para o PDT buscava garantir a permanência do partido no governo – e na coligação que tentará a reeleição de Tarso Genro (PT) em 2014 –, desestimulando, assim, o lançamento da candidatura própria dos pedetistas ao Palácio Piratini. O principal nome pedetista para a disputa é o do deputado federal Vieira da Cunha. Em Nova Iorque, onde participa de um evento da Internacional Socialista – paralelo à Assembleia Geral da ONU – o parlamentar disse que, caso o partido tenha recebido qualquer convite para aumentar o espaço no governo, precisa rejeitá-lo.

“Estamos em um processo adiantado de debate interno, no qual está claramente sinalizada a opção pela candidatura própria, não é oportuno ou aconselhável que aceitemos um convite. O que temos que fazer é deixar os cargos que ocupamos”, defendeu. No final da tarde, o diretório estadual do PDT distribuiu nota oficial rejeitando a indicação de um nome para a Seinfra.

Fonte: Jornal do Comércio

PDT rejeita convite de Tarso para assumir Secretaria de Infraestrutura

A direção estadual do PDT rejeitou, nesta terça-feira (24), o convite do governo do Estado para comandar a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul (Seinfra). O motivo da recusa é a intenção do partido em lançar uma candidatura própria ao Piratini nas eleições do ano que vem. O presidente estadual da legenda, Romildo Bolzan Júnior, diz que a decisão de não assumir mais uma pasta no Executivo gaúcho pode evitar constrangimentos no futuro:

– Se nós simplesmente disséssemos hoje que iríamos aceitar mais uma secretaria, independentemente desta questão, nós estaríamos sinalizando para o Governo que poderíamos estar com ele na eleição que vem. E nós não queríamos passar por esse constrangimento ético. Então, nós colocamos que é preferível, neste momento, até a definição do quadro interno nosso, não aceitar isso – destaca.

O PDT já se reuniu com 32 das 38 coordenadorias da sigla no Estado para debater o lançamento, ou não, de uma candidatura própria no próximo ano; 29 são favoráveis à iniciativa e, por enquanto, o único nome para a disputa é o do deputado federal Vieira da Cunha. O partido pretende concluir as reuniões com todas as coordenadorias até outubro e, em novembro, realizar uma assembleia geral para traçar um cronograma de ação para o próximo pleito. É também a partir desta assembleia que a legenda irá traçar um cronograma para deixar os cargos que ocupa no Piratini.

Atualmente, os pedetistas comandam as secretarias da Saúde e Esporte e o Gabinete dos Prefeitos. De acordo com a assessoria do governo do Estado, enquanto Tarso Genro não define um nome provisório para comandar a Seinfra, o secretário Caleb de Oliveira, do PSB, permanece à frente da pasta. O partido colocou os cargos à disposição em função dos planos para as eleições de 2014.

Fonte: Rádio Gaúcha

PSB de Campos se antecipa a Dilma e deixa governo nesta quarta-feira

Governador Eduardo Campos
O PSB se antecipou ao Palácio do Planalto e deve anunciar nesta quarta-feira, 18, o desembarque do governo da presidente Dilma Rousseff e a entrega dos cargos que tem no ministério e em estatais. Na reunião marcada para esta quarta, a ala do partido que defende a saída tentará convencer os dilmistas da legenda a acatarem a decisão. Também será decidido que não haverá retaliação ao PT nos Estados governados pelos socialistas.

Os motivos da decisão foram explicitados nesta terça-feira, 17, pelo presidente do PSB e possível candidato a presidente nas eleições de 2014, Eduardo Campos. “Os cargos nunca precederam nem orientaram a aliança que fizemos há mais de dez anos com a frente política que está no poder”, disse. “Nossa relação com os governos de Lula e de Dilma sempre foi de apoio desinteressado”, completou o governador de Pernambuco.

Conforme Estado noticiou na quinta-feira passada, Dilma tinha decidido demitir os ministros do PSB levando em conta queixas feitas por outros partidos aliados do Nordeste, segundo a qual Campos estaria tendo uma posição ambígua. A despeito de integrar a base aliada com postos importantes como o Ministério da Integração Nacional e a Secretaria Especial de Portos, a legenda articula candidatura própria à presidência, adversária à da petista, que deve tentar a reeleição.

Na sexta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva convenceu Dilma a recuar. Lula acha que ainda é possível dobrar Campos e adiar a candidatura para 2018.

A direção do PSB, no entanto, sentiu-se constrangida com a situação e nesta terça, durante almoço com Campos, defendeu a entrega dos cargos. “O partido está constrangido com as ameaças que vêm sendo feitas por intermédio dos jornais. Nós nunca brigamos por cargos”, disse o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS).

Integrantes do partido lembraram que, em janeiro de 2012, o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional), procurou Dilma e falou da decisão de sair, mas a presidente não aceitou a demissão. O PSB então divulgou nota dizendo que permanecia no governo, mas não por causa dos cargos.

Candidatura. Apesar da saída, a decisão a ser manifestada não significará o anúncio da candidatura de Eduardo Campos à sucessão presidencial. “A decisão sobre o debate sucessório só ocorrerá em 2014. Essa é uma decisão tomada pelo partido lá atrás e será cumprida”, declarou Campos.

Ele tentou empurrar a decisão de devolver os cargos para o ano que vem. Mas durante o almoço desta terça com a cúpula do PSB ele foi convencido a convocar a reunião extraordinária da Executiva e fazer o anúncio oficial.

Cid. Nela também haverá uma tentativa de forçar o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), a obedecer o que for decidido pela Executiva. Ele é favorável a que o partido permaneça no governo.

Ao tomar conhecimento de que poderia haver o rompimento com o governo e a consequente entrega dos cargos, Cid Gomes planejou filiar o ministro Leonidas Cristino (Portos) no Pros, partido que está sendo criado. Cid Gomes negocia também a filiação de alguns aliados no Solidariedade, o partido que o deputado Paulinho da Força (PDT-SP) está criando.

A executiva do PSB deverá decidir ainda que o partido não pedirá cargos do PT ou de outros aliados que façam parte da equipe de governos socialistas. Campos disse, por exemplo, que não vai fazer mudança em seu secretariado por causa da decisão do partido. Chegou a comentar que Dilma pode contar com o apoio da legenda no Congresso.

Fonte: Estadão

Fim do prazo para troca de partido deve levar à reforma ministerial

O fim do prazo de filiação partidária dos candidatos às eleições de 2014 deve desencadear o processo da próxima reforma ministerial do governo Dilma. A presidente espera a definição do quadro eleitoral da sucessão para decidir quem fica ou quem sai do governo. Ao menos 12 ministros que devem concorrer a mandatos eletivos, nas próximas eleições, têm que deixar o cargo um ano antes da disputa. Dilma Rousseff pode acelerar e escalonar a reforma, prevista para dezembro ou janeiro, mas nem uma coisa nem outra estão decididas.

A situação mais premente, entre os partidos que apoiam Dilma, é a do PSB, cujo presidente, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é virtual candidato a presidente da República. PT, PMDB e outros aliados de Dilma pressionam pela demissão imediata dos ministros indicados pela sigla, especialmente de Fernando Bezerra (Integração Nacional), indicação pessoal de Campos. O PMDB cobiça voltar ao ministério, que já ocupou no governo Lula.

Sem discutir especificamente a situação deste ou daquele ministro, o grupo que integra o núcleo da campanha da reeleição da presidente discutiu a situação do PSB na aliança, em reunião na sexta-feira, na Granja do Torto. Enquanto o PT exige uma definição logo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta conciliar as posições e dar mais tempo para Campos e seu partido. Mas na sexta-feira, um de seus integrantes crê ter notado uma mudança: Lula, que vinha jogando água fria na fervura, agora estaria jogando água morna. A preocupação de Lula é não “vitimizar” seu ex-ministro, amigo e governador de Pernambuco.

O espólio do PSB no governo é considerável: além do Ministério da Integração Nacional e da Secretaria dos Portos, o partido também apresenta órgãos de grande repercussão regional e eleitoral como a Chesf, Departamento Nacional Contra as Secas (Dnocs), além da Sudene. Se o PSB não vai participar da coligação de Dilma na eleição, os demais parceiros da presidente na eleição reivindicam a redistribuição dos cargos entre os integrantes da nova aliança.

O PT quer uma definição imediata de Campos, que diz que só pretende decidir sobre sua eventual candidatura no próximo ano. A rigor, Campos poderia esperar até junho para dizer se é candidato a presidente. O prazo de 5 de outubro nada significa para ele já que não está em seus planos deixar o PSB. Para Campos, o prazo que conta é 5 de abril de 2014, quando os candidatos com cargos no Executivo devem deixar seus postos.

Ainda assim, pode sair do governo de Pernambuco e só em maio ou junho definir se será candidato a deputado, senador ou presidente da República. Esses são os prazos legais, mas nem no PSB se acredita que o governador deixe para 2014 uma decisão que o PT tem como praticamente certa: candidatar-se a presidente da República.

O silêncio de Campos sobre declarações feitas por auxiliares, além de outras atribuídas a ele, têm causado irritação no PT e entre os estrategistas da campanha de Dilma. O governador, por exemplo, não desmentiu nem desautorizou auxiliares que fizeram declarações segundo as quais, na hipótese de ser candidato, a lógica o colocaria na oposição a Dilma. Na realidade, o governador apenas se limitou a reafirmar que só decidirá sua candidatura em 2014, depois que o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), disse, após um encontro reservado, que Eduardo Campos estava decidido a disputar.

Lula, no entanto, acha importante manter Campos  no campo governista, mesmo sendo ele candidato. Se a disputa contra dois candidatos de oposição (Marina Silva e Aécio Neves) será difícil, pior ainda contra três adversários. Na eventualidade de um segundo turno – o PT foi ao segundo turno em todas as eleições presidenciais que disputou, desde 1989 -, o apoio de Eduardo pode ser importante. Se por acaso o governador romper, o cuidado é para que não saia da aliança como “vítima”.

Acelerar e escalonar a reforma é uma decisão que Dilma deve tomar diante do novo mapa eleitoral que se configurar depois de 5 de outubro. Campos, por exemplo, não vai deixar o PSB, partido que preside, mas seus aliados em outros partidos, além dos adversários internos, podem fazer movimentos reveladores.

Os irmãos Gomes, por exemplo, devem abrir uma dissidência a Campos dentro do PSB, preservando seu espaço no governo federal, ou trocam de legenda. O Solidariedade ofereceu a sigla; o PSD, neste momento, está com Dilma

Há mais de um desenho sobre a mesa da presidente. O do PT seria desencadeado de imediato: a presidente liberaria os ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Fernando Pimentel (Indústria e Comércio), candidatos aos governos do Paraná e de Minas, respectivamente, e, de quebra, já aproveitaria para substituir Fernando Bezerra. Mas Gleisi, aparentemente, se prepara para sair apenas em janeiro.

O PT não queria janeiro para evitar que a saída de uma dezena de ministros parecesse um banho de sangue. Já o ministro Alexandre Padilha (Saúde), virtual candidato do PT ao governo de São Paulo, quer sair só em abril para aproveitar ao máximo a exposição que teve com o programa Mais Médicos.

Fonte: Valor Econômico

Desde 1984 estamos em palanques diferentes do PSDB, diz Campos

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O governador de Pernambuco, Eduardo campos (PSB), sinalizou nesta terça-feira que uma eventual aproximação com o PSDB não está nos seus planos. Questionado sobre as declarações do ex-presidente nacional tucano, Sérgio Guerra, que em entrevista ao Valor disse que Campos deveria decidir se apoia ou não o governo federal, o pernambucano disse que Guerra conhece bem sua posição.

“Ele sabe muito bem. O Sergio Guerra é um dirigente político de um partido da oposição. Ele é meu amigo, foi secretário do meu avô, foi do meu partido, tenho com ele uma relação pessoal preservada. Mas ele sabe muito bem qual a nossa posição. Desde 1984 que nós não estamos no mesmo palanque, das forças que tem hoje a hegemonia do PSDB”, registrou Campos.

Setores do PSDB ainda alimentam a expectativa de uma aliança com Campos com o senador Aécio Neves no primeiro turno. A migração do ex-governador José Serra para um outro partido também deixaria uma porta aberta para uma eventual composição como vice de Campos, avaliam colaboradores próximos do tucano.

Antes de entrar na casa do governador de Pernambuco, onde jantou há duas semanas, o senador e presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG) disse que gostaria de construir, em breve, alguma coisa ao lado de Campos, sugerindo uma eventual aliança entre os dois. O pernambucano, entretanto, não tem demonstrado o mesmo entusiasmo com a possibilidade.

Nos bastidores, o que se fala é que Eduardo Campos pretende, com o aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, construir uma candidatura presidencial alternativa à da presidente Dilma Rousseff, sem se desgarrar totalmente da base aliada do governo federal. Essa mesma proposta foi defendida em 2010 pelo ex-ministro Ciro Gomes, mas acabou enterrada pela Executiva Nacional do PSB, sob a batuta de Campos.

Questionado sobre as cobranças de lideranças políticas para que assuma publicamente a candidatura presidencial, o governador demonstrou irritação. “Não sei por que essas pessoas estão preocupadas. Eles que conduzam as políticas de seus partidos no ritmo que entenderem. Eles têm total liberdade para isso, como o PSB, que tem uma dinâmica própria e vai decidir as coisas em um tempo que é próprio”, disse o pernambucano. “Ninguém precisa esperar o PSB”, completou.

Fonte: Valor Econômico

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