Posts Tagged ‘porto alegre’

Chega de hipocrisia na segurança pública

Todos estamos preocupados com a violência batendo na nossa porta. As notícias – sejam dos jornais ou das conversas com amigos e vizinhos – apontam novas vítimas a cada dia. Estupro, latrocínio, roubo, assalto, assassinato, acerto de contas… Tem de tudo. E vejo apenas indignação nas redes sociais e nas conversas. É justo.

Quero, aqui, que façamos um exercício. O que cada um de nós tem a ver com isso tudo? 

Você que fuma maconha, que defende sua legalização, acha que nada tem a ver com isso tudo? Você, aliás, que usa qualquer tipo de entorpecente EVENTUALMENTE tem, sim, responsabilidade. Ainda é crime. E, enquanto for, você é culpado, também pelos estupros e mortes e toda forma de violência.

Você que tem gato da TV a cabo, de luz, também é responsável. Por quê? Porque gera renda na ilegalidade e deixa de pagar imposto. E não é pelo imposto! É pelo certo, pelo justo, pela lei. Enquanto houver quem financie o mundo paralelo, haverá crime.

Você que empresta carro para o filho que sabe dirigir mais ainda não tem carteira de motorista; você que bebe e dirige; você também é culpado. A sensação de impunidade que você tem é a mesma dos “bandidos” profissionais.

Você que compra peças de carro no desmanche, que compra celular roubado, que usa um perfil fake para acusar é disseminar boatos na internet… Todos são responsáveis por esse drama que vivemos.

Você, que há poucos dias comemorava a violência enquanto era “bandido matando bandido” também tem responsabilidade. Não se celebra a morte de ninguém. Violência nunca foi e nunca será solução.

Governantes têm culpa é muita. Não geram emprego, não geram renda, não garante o que manda a Constituição. Mas colocar a culpa apenas nele é repetir um modelo padrão de distanciamento: o medo me atinge, mas a responsabilidade não.

O tráfico de drogas movimenta milhões e milhões de reais. É um mundo imenso e organizado. Ou damos um fim no consumidor, no cara que financia esse sistema, ou não teremos chance. Não terceirize a culpa. Uma mudança na sociedade não depende do governo A ou B, da política ou de qualquer setor isolado. Depende de todos, absolutamente todos.

Governo autoriza envio da Força Nacional para reforçar segurança no RS

Força-Nacional-de-Segurança-em-Rio-Verde

No Brasil, parece que primeiro deixamos ocorrer uma tragédia para, depois, agir. Perdemos muitas vidas nos últimos anos. Vimos o presídio central ter o seu “melhor” pavilhão ser implodido pelo governador Tarso Genro. A violência cresceu. A crise econômica e o desemprego pioraram esse cenário. Nenhum governo, nos últimos tempos, chamou para si a responsabilidade da segurança pública.

Quero, portanto, reconhecer a medida do governador Sartori. Pode ser ter demorado – e acredito que demorou – mas tomou uma medida. Não podemos culpar um só homem. Não é uma situação que acontece desde 1º de janeiro de 2015. Vamos seguir pressionando e cobrando medidas. Esse é nosso papel.

Ao  presidente Michel Temer, à Força Nacional de Segurança, ao governo do Estado e à prefeitura cabe garantir nossa segurança. Que venha a Força Nacional e que sejam planejadas ações de longo e médio prazo.

Atuais vereadores de POA adiam votação de relatório sobre projeto do Uber

19845694

Mais uma vez a Câmara de Vereadores de Porto Alegre não cumpre seu papel. E, mais uma vez, protela uma decisão importante. O projeto que regulamenta o UBER foi, novamente, adiado. Desta vez por pedido de um vereador: “Não dá pra aceitar o Uber do jeito que está aí. Quero analisar o parecer sobre o projeto e sobre as emendas que nós protocolamos”, disse o vereador Clàudio Janta.

O que fazem nossos vereadores? Há quanto tempo a discussão já existe e está sendo feita? Quando virá a próxima manobra?

Chega de política de manobras! Queremos solução! Queremos uma política que responda às demandas da sociedade no tempo em que a vida acontece. Fico indignado com esse tipo de jogo político. O único prejudicado é o povo.

Fique atento. Temos a chance de mudar isso nestas eleições!

 

Até onde vamos? Motoristas podem “furar” sinaleiras depois das 22h

Somos cada dia mais reféns da violência, da falta de ação e de planejamento. A cada dia vemos nos jornais notícias e relatos de assaltos, latrocínios, mortes. Até quando? Será que a violência em Porto Alegre pode aumentar? Será que vivermos sob o regime do medo?

Desde o início do ano, 24 pessoas morreram vítimas de assaltantes em Porto Alegre. Por conta disso, há uma série de medidas que estão sendo “liberadas”. Por exemplo, passar no sinal vermelho após às 22h. Mais, há uma lista de “cuidados” que a população deve tomar:

– Procure guiar, sempre que possível, na pista central porque as laterais ficam mais propícias ao ataque.

– Mantenha os vidros fechados.

– Durante o trajeto, procure seguir por ruas movimentadas.

– Procure locais iluminados para estacionar.

– Ao chegar à garagem, verifique se não há pessoas suspeitas no entorno. Se for necessário, dê uma volta.

– Evite ficar aguardando alguém no interior do veículo. É preferível circular até seu passageiro chegar ou estacionar em local seguro.

– Evite ostentar joias, dinheiro e aparelhos celulares.

– Procure estar atento a tudo que está acontecendo ao seu redor, se não há alguém lhe seguindo.

– Estabeleça um roteiro iluminado e movimentado. De preferência, ande acompanhado.

– Evite passar junto ou atrás de terrenos baldios e matas.

– Evite manter o estabelecimento aberto em horários de menor movimento.

– Tenha um tipo de apoio, como câmeras de segurança.

– Mantenha a porta da garagem sempre fechada.

– Atenda à porta somente depois de prévia identificação.

– Não deixe a luz acesa durante o dia.

– Revise as fechaduras, principalmente à noite.

– Evite ostentar joias, dinheiro e aparelhos celulares.

– Mantenha-se sempre atento ao que está ocorrendo dentro do transporte coletivo.

 

Eu me pergunto: quais os cuidados que o poder público está tomando? Se é para evitarmos vias escuras, por que os governos não iluminam as ruas? Por que é sempre o cidadão que tem pagar a conta, mudar os hábitos?

Sigo acreditando que o melhor enfrentamento para a crise é a geração de emprego e renda. A violência diminui quando as pessoas têm oportunidade e escolha. Ou Porto Alegre e o RS mudam de caminho e de postura, ou os índices de violência aumentarão muito e cada vez mais. Chega de divulgar listas de cuidados que nós devemos ter. É hora de vermos uma lista de medidas efetivas para mudarmos a situação.

Desenvolvimento econômico, social e sustentável para Porto Alegre

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

O modelo de desenvolvimento econômico, social e sustentável que Porto Alegre deve adotar é o desenvolvimento “integrado”: um modelo de desenvolvimento que leva em conta a necessidade de articulação entre todos os atores que interagem no âmbito local, como também a necessidade de articulação entre os diversos fatores que interferem no desenvolvimento (fatores econômicos, sociais, culturais, político – institucionais, físico – territoriais , científico – tecnológicos). A questão de participação dos agentes sócio-econômicos (comunidade local, poder público, organizações da sociedade civil pertinentes e empresas) é fundamental.

O eixo industrial de Porto Alegre, ao longo de algumas décadas, migrou para região metropolitana. Com isso a capital tornou-se altamente concentrada no setor de  serviços. Ao longo do tempo, os municípios vizinhos como Canoas, Gravataí e Cachoeirinha e outros, com o avanço do processo industrial, passaram a criar suas próprias alternativas de serviços, o que levou a diminuição da dependência de alguns serviços providos por Porto Alegre. Esse é um movimento tão forte no país que municípios/capitais, ao notarem a perda deste potencial, buscaram alternativas em outras área complementares, tais como pequenos arranjos produtivos, maior interação dos pequenos empreendedores com as iniciativas locais de desenvolvimento, criação de centros de pesquisa e desenvolvimento de empresas de tecnologia dos mais variados setores.

Para isso, buscaram identificar suas potencialidades, trabalhando o conjunto de instrumentos que propiciam uma melhor compreensão do que fazer e como fazer. Começaram a apresentar-se, no cenário nacional e internacional, não mais como coadjuvante do Estado indutor do desenvolvimento local, mas como os protagonistas  do desenvolvimento, demonstrando seus planos coerentes e concisos para atração dos investimentos. O mais importante foi definir o plano estratégico e executar o plano estratégico, seja na forma de um agente publico ou de um agente misto, mas sempre com a certeza de concretizar o planejado.

Utilizam como objetivos básicos:
Promoção Comercial

Criar / manter o portal do investidor na web como ferramenta de captação e informação para investidores

Identificar as oportunidades de investimentos

Executar campanhas comerciais e promocionais setoriais

Facilitação

Acompanhar as etapas de concretização e implementação dos negócios

Auxiliar o relacionamento institucional com autoridades e administração pública Identificar assessorias às empresas: financeira, jurídica, imobiliária, etc.

Inteligência de Negócios

Consolidar informações relevantes nos setores estratégicos Desenvolver diagnósticos setoriais customizados

Ambiente de Negócios

Indicar aprimoramentos sugeridos pelos investidores

Engajar empresas locais para apoiar as atividades de atração de negócios

 

Mais propostas para POA seguir avançando

Porto Alegre - Rio Grande do Sul - 2002

Porto Alegre – Rio Grande do Sul – 2002

Porto Alegre está colocada diante de uma nova matriz econômica, não mais como protagonista na prestação de serviços, tão pouco com um projeto de industrialização e atração de investimento definido.

Como fatores característicos das transformações sociais, notamos no cenário nacional a difusão de novos padrões tecnológicos e processos de reestruturação produtiva e de trabalho. A urgência das questões de desenvolvimento local, econômico e político vêm ocorrendo no mundo contemporâneo, demonstrando que há necessidade de um novo quadro referencial nas definições para criar processos de formulação e operacionalização de políticas públicas de investimentos de forma mais conjunta.

Desta forma, a proposta da uma nova Agência de Desenvolvimento deve ser  idealizada como uma alternativa institucional de organizar processos inovadores para formulação e operacionalização de políticas públicas voltada ao desenvolvimento, que objetive a geração de emprego e renda e também auxilie nas diversas politicas públicas.

Não há mais espaço para ser uma simples agência focada no desenvolvimento local, terá também como objetivo auxiliar a prefeitura como escritório de projetos para captação de recursos junto a governos estaduais, federais, Ministérios e instituições internacionais, bem como, aproveitar as emendas parlamentares que chegam aos municípios e muitas vezes não tem um projeto definido para utilizá-la, o que leva em muitos casos a perda destes recursos.

Este arcabouço multidisciplinar servirá como barreira a criação exagerada de cargos e instituições que cuidem de assuntos com similaridades e que visam o mesmo objetivo.

A maximização das utilidades da agência, como órgão técnico de projetos, leva a uma melhor compreensão das politicas públicas conjuntas em diversas áreas como saúde, educação e segurança, entre outras, que necessitam de auxilio técnico na busca de alternativas para melhorar suas gestões, que em muitos casos possui bons projetos, mas sua implantação não acontece pela escassez de recursos.

Este modelo de agência não é uma linguagem figurativa ou um sonho utópico, existe  de fato e esta sendo testado com ótimos resultados em municípios pequenos e  grandes pelo Brasil, principalmente em municípios dos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde o gestor público conscientizou-se da necessidade de criar órgão multidisciplinar para melhorar a performance de sua gestão.

Propostas para POA seguir avançando

 

Todos sabem do carinho que tenho por Porto Alegre. Cidade em que nasci, em que criei minha família, me formei e vivo até hoje. Todos sabem, também, que divido meu dia a dia entre POA e o Rio de Janeiro. Lá na capital carioca fiz minha empresa crescer e se expandir para o Brasil. E, quanto mais trabalho pelo Brasil, por diversas cidades, mais vontade tenho de contribuir com a minha Porto Alegre.

Entendi, com o passar dos anos, que é preciso mais que vontade. É preciso ir além. Ingressei na política para pode ajudar mais e de forma concreta na geração de emprego e renda, no desenvolvimento econômico e social de Porto Alegre. Hoje, estou muito orgulhoso de fazer parte do PSB e poder sugerir ideias para o vice-prefeito e pré-candidato a prefeito Sebastião Melo. Esta semana, vou dividir com vocês algumas dessas ideias.

DESENVOLVIMENTO E CRESCIMENTO: DIGNIDADE PARA POPULAÇÃO

Um dos objetivos a ser alcançado por um gestor público, entre outros, é construir a capacidade econômica de uma determinada área para melhorar a qualidade de vida da população. Este deve ser tratado como um projeto contínuo, pelo qual os agentes públicos, o setor empresarial e os não governamentais trabalham coletivamente para gerar condições de crescimento econômico, geração de emprego e renda.

Em um olhar mais profundo, verifica-se que em suas bases econômicas, as comunidades adquiriram uma compreensão das oportunidades para aumentar o crescimento e atrair mais investimentos. Também, conseguiram compreender melhor  os obstáculos que impedem o crescimento e os novos investimentos.

Com esta visão é evidente a necessidade de criar um órgão multidisciplinar e técnico, que vise efetivamente atuar no dia a dia do empresariado local, bem como, dar suporte adequado aos novos investimentos. A constituição de uma Agência de Desenvolvimento deve ser condição única para uma melhor gestão deste ambiente e buscar maximizar as potencialidades e conhecimentos local.

Esta agência será essencialmente baseada no conhecimento técnico das características da economia local, pois o conhecimento é ponto crítico para que o planejamento seja exequível. Contemplará em seu planejamento a quebra de velhos paradigmas que pairam nos processos políticos da Prefeitura, desenvolvendo formas  de trabalhar com outros níveis governamentais e principalmente revisando os procedimentos atuais que afetem os negócios no município.

A agência receberá avaliações periódicas quanto a sua relevância, desempenho, eficiência em relação aos seus objetivos, para que seja possível realizar os ajustes que tornem a agência atualizada perante as mudanças na economia e que possam traçar novos planos visando atingir seus objetivos.

A gestão pública não pode mais fechar os olhos para questões importantes como o desenvolvimento econômico local, deve ter em sua plataforma estratégias sólidas,  com forte conteúdo técnico, que visem de fato inserir o município no cenário econômico  atual e futuro.

Estudo diz que taxistas não perderam clientes após chegada do Uber

An illustration picture shows the logo of car-sharing service app Uber on a smartphone next to the picture of an official German taxi sign in Frankfurt, September 15, 2014. A Frankfurt high court will hold a hearing on a recent lawsuit brought against Uberpop by Taxi Deutschland on Tuesday.  San Francisco-based Uber, which allows users to summon taxi-like services on their smartphones, offers two main services, Uber, its classic low-cost, limousine pick-up service, and Uberpop, a newer ride-sharing service, which connects private drivers to passengers - an established practice in Germany that nonetheless operates in a legal grey area of rules governing commercial transportation. The company has faced regulatory scrutiny and court injunctions from its early days, even as it has expanded rapidly into roughly 150 cities around the world.   REUTERS/Kai Pfaffenbach (GERMANY - Tags: BUSINESS EMPLOYMENT CRIME LAW TRANSPORT)

REUTERS/Kai Pfaffenbach 

Análise, feita pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), diz que aplicativo criou um novo mercado. Mas não tirou freguesia dos taxistas. Pergunto: por que toda a agressividade e violência por parte de alguns taxistas? Baseado em que dados?

De acordo com o Cade, ao invés de “absorver uma parcela relevante das corridas feitas por táxis”, o Uber “conquistou majoritariamente novos clientes, que não utilizavam serviços de táxi.” Na prática, significa que, “em suma, que até o momento o Uber não ‘usurpou’ parte considerável dos clientes dos táxis nem comprometeu significativamente o negócio dos taxistas, mas sim gerou uma nova demanda”, detalha o documento.

Novamente: por que então vimos aquela agressão ao motorista de Uber aqui em Porto Alegre? Uma emboscada, uma cilada, uma armação contra uma vítima indefesa e que em nada infringia a lei? O que explica isso?

Eu tenho dito, desde o início, que sou a favor do Uber e da sua regulamentação. Porto Alegre e seus dirigentes precisam entender isso e agir de acordo com o momento, não com brigas infundadas. Dados falam mais do que interesses escusos.

O Cade divulgou um estudo que apontou que não existem razões econômicas para a proibição de serviços como o oferecido pelo Uber. O documento diz ainda que a atuação de novos agentes no mercado de transporte individual é positiva para o consumidor e para que haja concorrência.

E agora?

 

Levantamento realizado pelo Instituto Methodus revela que 9 em cada 10 moradores da capital mudaram hábitos por medo da insegurança

Pesquisa do Instituto Methodus foi divulgada nesta quarta-feira (11)

Pesquisa do Instituto Methodus foi divulgada nesta quarta-feira (11)

A sensação de aumento da violência e o medo fazem parte das preocupações dos moradores de Porto Alegre. Agora, tudo isso foi comprovado em um levantamento realizado pelo Instituto Methodus.

Dos 431 entrevistados que responderam às perguntas, 45 % do total foi vítima de algum tipo de crime neste ano. Mais de 90% conhece alguém que sofreu violência em 2015. Sobre os tipos de violência, o roubo a mão armada é o mais citado, onde um em cada cinco entrevistados afirma ter sido roubado deste o início do ano. Para evitar passar por alguma situação de perigo, mais de 88% dos porto-alegrenses afirmam ter mudado hábitos, como evitar andar a pé pela cidade, reduzir as saídas à noite, festas e restaurantes. A preferência por compras em shoppings, em detrimento das lojas de rua, também foi registrada por 68% dos participantes.

Para o diretor do Instituto Methodus, Jefferson Jaques, os números encontrados revelam não só o difícil cotidiano dos porto-alegrenses, mas também as consequências ecnômicas da falta de segurança. 

“A mudança de hábitos é algo que eu acredito que esteja afetando, inclusive a atividade econômica, porque 89% das pessoas está evitando sair à noite. As pessoas saíam para jantar, para dançar, para fazer atividades sociais. Se as pessoas não estão mais fazendo isso, ou se estão fazendo em bem menor número, isso afeta a atividade econômica”, explicou Jaques.

A sensação de insegurança na cidade é outro fator predominante. 82% dos porto-alegrenses afirmam que se sentem nada ou pouco seguros. Quando perguntados pelo mesmo sentimento no bairro onde moram os índices caem um pouco, chegando a 62% dos entrevistados. Ainda, 54% acreditam que a violência em Porto Alegre é maior do que em outras capitais brasileiras. Um levantamento recente do Grupo Bandeirantes mostra que Porto Alegre tem 9 assaltos para cada mil habitantes, enquanto Rio de Janeiro e São Paulo registram 6 assaltos para cada mil habitantes.

Jefferson Jaques, afirma que esses resultados explicam uma mudança no modo em que os moradores observam a cidade. “Historicamente, por outras pesquisas de outros anos, a gente tinha que Porto Alegre era um pouco resguardada daquela violência toda que se via no Rio de Janeiro ou em São Paulo, e hoje as pessoas estão achando que a gente já passou do ponto dessas cidades”, observou o diretor do Instituto Methodus.

Sobre questões polêmicas, os porto-alegrenses estão divididos: cerca de 30% são totalmente contra a pena de morte, enquanto outros 30% são a favor. O panorama equilibrado se repete quanto à opinião sobre a maior facilidade no porte de armas aos cidadãos. Os entrevistados, porém, se mostraram a favor da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, com mais de 60% a favor da mudança.

Quanto a esses resultados, o diretor do Instituto Methodus ressalta que os assuntos pedem maior discussão na sociedade. “Quando a gente olha os números intermediários, existe 25% que é parcialmente a favor, enquanto apenas 10% é parcialmente contra. Então existe um balanço muito maior pelo favorecimento da pena de morte, mas é um assunto muito turbulento, muito questionado, e se entrasse numa votação ou num plebiscito, eu não sei se passaria, porque eu acho que haveria um grande debate nacional em relação a isso”, ponderou Jefferson Jacques.

Apesar do sentimento de falta de segurança, a maioria dos entrevistados, entre 64% e 70%, afirmou confiar na Brigada Militar e na Polícia Civil. A maioria também acredita que a Guarda Municipal poderia auxiliar no combate à criminalidade em Porto Alegre. Os entrevistados apoiam ainda a vinda do Exército na tentativa de solução do problema, com 71% sendo pelo menos parcialmente a favor da intervenção. Consequentemente, para 42% dos entrevistados, a medida mais eficiente para reduzir a violência na Capital é o aumento do efetivo policial.

O levantamento foi exposto na internet e 431 porto-alegrenses responderam aos questionamentos, sendo 83% com idade entre 25 a 59 anos.

Fonte: http://goo.gl/TPS7uf

Laura Becker – Rádio Bandeirantes

Uber em Porto Alegre: o velho dilema do avanço contra o retrocesso

1443205788_uber

Nem chegou a ser realidade, mas a polêmica entre o analógico e o digital já toma conta de Porto Alegre. A questão agora é o UBER, que deve chegar em nossa capital em dezembro. Por trás dessa simples discussão, há outras muito m ais profundas! Sobre isso quero falar!

Aqui no Rio de Janeiro, o UBER tem funcionado. Em São Paulo e Brasília também. Acho justo o movimento. Acho adequado que as inovações surjam. Gosto da concorrência de mercado para melhorar os serviços, diminuir os preços e gerar concorrência. Portanto, sou a favor do UBER. Mas, mais do que isso, sou a favor do debate que o UBER nos força a ter.

Pena que, mais uma vez, a prefeitura de Porto Alegre não quer debater! E já se posiciona contra! Como ser contra algo que sequer existe?! Como ser contra algo que pode nos fazer dar um primeiro passo rumo à melhoria do transporte público? Como ser contra o movimento natural do mundo?!

Apesar de otimista, às vezes acho mesmo que temos a síndrome do caranguejo, que anda para o lado e não para a frente. Não evoluímos! Vejam o exemplo de Brasília: o governador de lá bancou uma decisão inédita e disse que vão regulamentar o serviço. Por que a EPTC é contra sem sequer ouvir a população?

Tenho medo dessa política ranzinza, retrógrada, que não pensa no bem do cidadão e da cidade. Se a EPTC se preocupasse em garantir a qualidade dos táxis, a postura adequada dos motoristas e coibisse os crimes que alguns cometem no exercício de sua profissão de taxista, não haveria a necessidade do UBER. Se ele existe, é porque o serviço prestado atualmente é ruim! Mas a EPTC não pensa nisso!

Transporte público e mobilidade urbana exigem pensamentos modernos, avançados. Quantos táxis adaptados para cadeirantes existem em POA? Não enchem uma mão! Quantos táxis velhos, centenas e centenas! Quantos taxisats fumam dentro dos carros? Centenas! Por que a EPTC, ao invés de vetar o UBER (uma ideia ainda) não cria um selo de BOM TAXISTA? Por que os taxistas não se aperfeiçoam? Conheço muitos que jamais serão trocados pelo UBER porque prestam serviço de ótima qualidade, responsável, ético, justo.

A concorrência não é desleal. Mas nos instiga, nos força ao movimento, ao pensamento. Infelizmente parece que alguns preferem que POA seja a capital do passado, do atraso…

Agora, para terminar, pensem: se você, empregado, for relapso, não fizer seu serviço bem feito, desrespeitar o seu chefe ou seu colega e, ainda, assim, tiver a certeza de que nada o tirará do emprego, mudará? É isso que alguns taxistas pensam: que podem tudo, porque são intocáveis! Lembrem da polêmica da criação das “teles”. Ela se repete hoje…

Sugestão de leitura: http://zh.clicrbs.com.br/rs/porto-alegre/noticia/2015/11/conheca-as-principais-diferencas-entre-o-servico-da-uber-e-o-de-taxistas-de-porto-alegre-4898831.html

WP-Backgrounds Lite by InoPlugs Web Design and Juwelier Schönmann 1010 Wien