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Nelson Naibert faz avaliação positiva da Brasil Offshore 2013

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O empresário Nelson Naibert fez uma avaliação positiva da feira Brasil Offshore 2013, que aconteceu de 11 a 14 de junho, em Macaé, Rio de Janeiro. Considerada uma das maiores feiras do setor da América Latina, a Brasil Offshore reuniu 720 expositores e cerca de 51 mil visitantes. Naibert participou da feira com as empresas Rosa,Naibert (consultoria tributária) e Join Supply (suprimentos).

“Nossa participação na Brasil Offshore nos permitiu grandes e importantes encontros. A troca com empresários do mundo todo é um estímulo não apenas para os negócios, mas para reconhecermos o imenso potencial do setor. Havíamos participado da OTC, em Houston, em maio, também. As expectativas são as melhores possíveis”, disse Nelson Naibert.

O empresário destacou a presença do vice-governador do Rio Grande do Sul, Beto Grill no evento. “Ver o Rio Grande do Sul representado na feira pelo vice-governador mostra a valorização do setor para a economia e o desenvolvimento do Estado. Fiquei muito feliz por encontrar Grill e conversar sobre temas estratégicos para o nosso RS”, destacou.

Balanço – A organização a 7ª edição da Brasil Offshore 2013 divulgou um balanço oficial do evento na sexta-feira (14/06). Foram 51 mil visitantes, mil marcas expostas e mais de R$ 300 milhões em negócios fechados durante o evento. De acordo com os dados apresentados pela Rodadas de Negócios, realizadas pela ONIP (Organização Nacional da Indústria do Petróleo), em 2013 foram realizados 550 encontros com a participação de 98 fornecedores (foram 320 em 2011). A ONIP credita a esses encontros geraram uma movimentação em torno de R$ 196 milhões, contra R$ 170 milhões realizados na edição passada. Somado o poder de compra do público visitante com o montante das Rodadas de Negócios, a Brasil Offshore 2013 gerou negócios na ordem de R$ 500 milhões.

A próxima edição da Brasil Offshore será em 2015, também no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, em Macaé.

Nelson Naibert participa da Brasil Offshore, em Macaé,RJ

Brasil Offshore 2013

O empresário Nelson Naibert participa, até o dia 14 de junho, da Brasil Offshore, Feira e Conferência da Indústria de Petróleo e Gás, considerada a terceira maior feira de petróleo e gás do mundo. As empresas Join Supply e Rosa,Naibert estão entre mso mais 700 expositores da Feira.

A Brasil Offshore é realizada a cada dois anos em Macaé, litoral do estado do Rio de Janeiro, base das operações e responsável por mais de 80% da exploração Offshore do Brasil. O evento atraiu em 2011, mais de 52.000 visitantes e 700 expositores, sendo 155 internacionais. A expectativa dos organizadores é superar os R$ 170 milhões em negócios da última edição, realizada em 2011.

A expectativa é maior ainda devido ao recente leilão de poços exploratórios realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). De acordo com a organização do evento, espera-se um crescimento de 20% no volume de negócios gerados. Um levantamento inédito com os credenciados da Brasil Offshore mostra que o poder de compra das empresas interessadas em adquirir produtos e serviços chega a R$ 210 milhões.

Com informações do G1

Entrevista: O&G, com Julio Bueno, Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços

1- Como o Rio se beneficia dos leilões para exploração do petróleo que aconteceram este mês, já que os blocos licitados não estão no estado?
O Estado do Rio de Janeiro é sem sombra de dúvida aquele que concentra a maior parte das atividades da área de petróleo no Brasil, além de ser a sede da Petrobras e de quase todas as petroleiras internacionais e nacionais que atuam no País. A retomada dos leilões da ANP coloca em funcionamento essa máquina que move fornecedores e que movimenta bilhões de dólares, com novas encomendas. Independente dos blocos dessa rodada não estarem localizados no estado, os benefícios são indiretos, e acabam gerando mais empregos e renda.

2- A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços anunciou, em abril, um projeto de estabelecer um cluster de equipamentos submarinos da cadeia de petróleo no Rio. O que é determinante para a aderência deste segmento da cadeia ao estado?
O Estado hoje já possui um bom número de empresas ligadas à área de subsea, mas acreditamos que podemos ampliar muito mais esse número, abraçando outros elos da cadeia do petróleo pela sua vocação natural e proximidade com os maiores campos produtores. Aqui estão concentrados pelo menos 70% das reservas do pré-sal já anunciadas e é aqui que o setor vai crescer. Estar no Rio é importante para a empresa, por estar no maior centro de excelência da energia do País, além da proximidade física com a demanda dos maiores players. Quanto maior o número de empresas do mesmo setor, maior a concentração da atividade em uma determinada área e, certamente, maiores são os ganhos em custos, prazos, mão-de-obra qualificada e em qualidade dos serviços prestados.

3- Quais as maiores oportunidades no setor de O&G para investidores estrangeiros no Rio?
Há um mar de oportunidades que se anuncia com as encomendas que virão do pré-sal num futuro próximo, mas também em outras frentes. Teremos em breve a instalação da refinaria do Comperj em Itaboraí, novas encomendas na indústria naval, navios petroleiros, e mais recentemente na área de inovação. O Parque Tecnológico da Ilha do Fundão concentra o maior número de centros de tecnologia de empresas ligadas à indústria do petróleo, num mesmo espaço, no mundo. A troca de conhecimento naquela área é fundamental para o desenvolvimento da energia do século XXI. Acredito que a partir do que será feito no Parque Tecnológico nos próximos anos o Rio de Janeiro será uma referência mundial na inovação na área de energia.

Brasil faz leilão da maior reserva da história

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Governo antecipa para outubro oferta da área de Libra, com petróleo estimado para suprir consumo atual do país por 12 anos

Animado com o interesse estrangeiro em áreas tradicionais, que rendeu um recorde de arrecadação na semana passada, e pressionado por novas fontes de energia que poderiam reduzir a cobiça pelo pré-sal, o governo anunciou ontem a antecipação do primeiro leilão exclusivo na nova fronteira de petróleo do Brasil.

Em outubro, será oferecida a área de Libra, com reservas estimadas entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris, que a transformariam na maior descoberta da história – pouco abaixo de todo o volume de reservas provadas do país, de 16,440 bilhões de barris de óleo equivalente.

Prevista anteriormente para novembro, a estreia dos leilões exclusivos do pré-sal também marca a primeira vez em que serão aplicadas as novas regras aprovadas em 2010. O modelo é a principal mudança em relação à 11ª rodada, retomada na semana passada depois de cinco anos de interrupção.

As áreas oferecidas até agora tinham como regra o contrato de concessão, em que a vencedora pode dispor sobre óleo ou gás extraído, enquanto o pré-sal será explorado no sistema de partilha – a União mantém a propriedade sobre a produção.

Conforme a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, o volume de petróleo estimado na área é “absolutamente incrível” e provocou “deslumbramento” entre especialistas em petróleo brasileiro. Magda comparou a estimativa de Libra ao campo de Marlim, atualmente o maior em produção no Brasil, com 600 mil barris diários de petróleo, que tem volume recuperável de 2 bilhões de barris, e o de Roncador, de 2,5 bilhões.

– Libra é uma área muito grande, muito diferente do que tínhamos até agora. Algo desse porte chamará a atenção de todo o mundo – disse.

Magda explicou que a estimativa de reservas recuperáveis é feita com base “em um número razoável de 30%” de recuperação de todo o petróleo existente no local.

Segundo Florival Carvalho, integrante da diretoria da ANP, apenas na reserva de Libra, haveria petróleo para abastecer o consumo atual do país durante 12 anos.

AS NOVAS REGRAS
Sistema de partilha será aplicado pela primeira vez
– Partilha de produção: as empresas escolhidas dividirão com o governo federal o petróleo extraído e serão remuneradas com parte dessa produção.
– Decisões: a Petrobras vai ser a única operadora e terá 30% de participação obrigatória em todas as concessões do pré-sal.
– Licitação: a ANP licitará os 70% restantes, em que a Petrobras também pode ter uma participação se ganhar a licitação sozinha ou em consórcio com outras empresas.
– Produção atual no pré-sal: cerca de 300 mil barris por dia.
– Como será: essas áreas foram licitadas antes da identificação da província do pré-sal, em 2007, pelas regras antigas, regidas pelo chamado contrato de concessão.
– A rodada anterior: depois de cinco anos sem licitar áreas de exploração de petróleo, a ANP ofereceu, na semana passada, 142 blocos fora da área do pré-sal e arrecadou valor recorde de R$ 2,8 bilhões.

Fonte: Zero Hora

Governo obtém recorde de R$2,8 bi com leilão de petróleo

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O governo realizou nesta terça-feira o primeiro leilão de áreas de exploração de petróleo e gás no Brasil em quase cinco anos, atraindo forte interesse e levantando o valor recorde de 2,8 bilhões de reais.

A estimativa inicial da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para todo o leilão, que incluiu 11 bacias sedimentares e terminou um dia antes do previsto, era de uma arrecadação com bônus de assinatura de 2 bilhões de reais.

Na avaliação do governo e de representantes do setor privado, o intervalo de perto de cinco anos desde a última licitação de áreas de exploração fez com que houvesse uma valorização das áreas ofertadas.

Executivos, investidores e especialistas do setor de petróleo ouvidos pela Reuters durante o leilão também destacaram disputas acirradas principalmente por blocos das bacias da Foz do Amazonas, Parnaíba e Espírito Santo.

O resultado geral da rodada demonstrou forte apetite tanto de empresas nacionais como estrangeiras, incluindo algumas novatas como a Ouro Preto, bem como a força da OGX, do empresário Eike Batista, apesar da sua difícil situação de caixa.

“Esta volta dos leilões está sendo excelente, com muito interesse dos investidores, tanto nacionais como estrangeiros”, disse o consultor e ex-diretor da ANP Vitor Martins.

O investidor Flávio Barreto, que participa do leilão por meio de empresas como a Cisco Oil & Gas, disse que ficou surpreso com lances na bacia do Parnaíba, que saíram com o preço três vezes acima do esperado.

Segundo ele, as ofertas refletem o apetite do setor por novas áreas de petróleo no Brasil, após um prolongado período sem licitações.

O governo não promovia uma rodada desde 2008, ano em que suspendeu os leilões devido à descoberta do pré-sal e enquanto elaborava um novo marco regulatório para elevar o controle sobre essa riqueza.

“A espera deu às áreas a devida valorização”, disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a jornalistas, mais cedo.

Fonte: Revista Exame

 

Governo faz nesta terça leilão de 289 blocos para exploração de petróleo

Quatro anos e meio depois do último leilão, o governo volta a oferecer, a partir desta terça-feira (14), novos blocos para exploração de petróleo e gás no país. A chamada 11ª rodada de licitações acontece no Rio de Janeiro e termina na quarta (15).

Serão leiloados 289 blocos, que equivalem a 155,8 mil quilômetros quadrados de área distribuídos por 11 bacias. Do total de blocos, 166 estão no mar, sendo 94 em águas profundas e 72 em águas rasas. Os outros 123 estão em terra.

Em entrevista no final de janeiro, o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antonio Martins Almeida, disse que o governo espera arrecadar até R$ 10 bilhões com a 11ª rodada de leilão de blocos para exploração de petróleo e gás.

A realização da 11ª rodada foi aprovada em 2011 pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e aguardava, desde então, autorização da presidente Dilma Rousseff, o que ocorreu apenas em janeiro de 2013. O governo vinha adiando o leilão porque aguardava a aprovação da nova lei de rateio dos royalties entre União, estados e municípios.

Fonte: G1

Petrobras dobrará de tamanho em sete anos, diz Graça Foster

A presidenta da Petrobras, Graça Foster, disse hoje (7), que a estatal vai dobrar de tamanho até 2020. A previsão foi anunciada em palestra durante a conferência internacional de tecnologia offshore (Offshore Technology Conference – OTC) em Houston, nos Estados Unidos.

As projeções apresentadas por Graça Foster indicam que a produção brasileira de petróleo saltará dos 2,2 milhões de barris equivalentes (petróleo e gás natural) por dia em 2012 para 5,7 milhões em 2020, considerando-se a produção da Petrobras e das empresas a ela consorciadas.

Graça Foster apontou a região do pré-sal da Bacia de Santos como a grande responsável por esse aumento. “Fizemos [Petrobras] 53 descobertas no Brasil nos últimos 14 meses. Só no pré-sal, foram 15″, disse. “As reservas da Petrobras têm potencial para dobrar de tamanho e atingir 31,5 bilhões de barris de óleo equivalente nos próximos anos (…) Não há dúvida de que os resultados são fruto dos investimentos da companhia, que cresceram 21,5% ao ano desde 2000 e atingiram US$ 42,9 bilhões em 2012”.

A presidenta da estatal ressaltou o volume de investimentos em pesquisa e desenvolvimento que “foram expressivos” no período e importantes para o alcance das metas. “Nos últimos doze anos, os investimentos na área cresceram 18,3% ao ano; em 2012 atingiram US$ 1,1 bilhão. O plano de investimentos da Petrobras para o período de 2013 a 2017 é US$ 236,7 bilhões”, disse.

Segundo a assessoria de imprensa da Petrobras, a presidenta destacou o crescimento da demanda do mercado brasileiro, bem acima da média mundial. Entre 2000 e 2012, a demanda por gasolina no Brasil cresceu 73% contra 17% no mundo. No mesmo período, a demanda por diesel no país subiu 52%, enquanto o crescimento mundial foi 31%. “E a comparação quando falamos em querosene de aviação é ainda mais impressionante: enquanto no Brasil cresceu 58%, no mundo, caiu 3%”, comparou a presidenta.

Também participaram do painel o ministro do petróleo da Angola, José de Vasconcelos, o ministro da Indústria, Turismo e Investimentos do Canadá, David Ramsey e o diretor de exploração e produção da Pemex, Carlos Morales-Gil. O painel foi mediado pelo responsável pela programação da OTC, Gamal Hassan.

Segundo divulgou no Rio a assessoria de imprensa da estatal, a executiva apresentou a palestra O Futuro da Energia no Brasil: o Papel da Petrobras durante o painel Perspectivas no Mercado Global de Energia – Moldando o Futuro!, que reuniu cerca de 250 pessoas.

Fonte: Agência Brasil

Pré-sal: 1ª sonda pode ser feita no exterior

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Símbolo da política de conteúdo local do Brasil — de estímulo ao desenvolvimento da indústria nacional —, a primeira sonda de exploração do pré-sal, prevista para ser entregue à Petrobras em meados de 2015, corre o risco de ser construída no exterior. O motivo são as obras em ritmo lento do estaleiro Jurong, no Espírito Santo. Como até o mês passado só 15% do empreendimento haviam sido concluídos, a plataforma poderá ter todo o seu casco feito em Cingapura, sede da SembCorp e dona do Jurong. E mais: o casco da segunda unidade, para julho de 2016, também está sendo fabricado em Cingapura. Isso significa, de acordo com fontes, a geração de 800 empregos na Ásia, considerando que cerca de 26% das obras da estrutura naval já foram realizadas.

Apesar de o conteúdo local desses equipamentos variar de 55% a 65%, a primeira sonda, batizada de Arpoador, teve seu projeto alterado, pois inicialmente só se previa o corte de chapas em Cingapura. O projeto da Petrobras envolve o afretamento de 28 sondas encomendadas à Sete Brasil que, por sua vez, contratou cinco estaleiros nacionais — sendo dois virtuais, ou seja, ainda não têm instalações físicas (como Jurong e Paraguaçu, na Bahia). A Sete Brasil, formada por Petrobras, bancos privados e fundos de pensão das estatais, foi criada para viabilizar a entrega das sondas até 2020 por cerca de US$ 25 bilhões.

A entrega das sondas nos prazos é vital para a Petrobras atingir a produção de 4,2 milhões de barris diários em 2020, quando a estatal espera atingir a autossuficiência na produção de petróleo e derivados.

Um documento da Sete Brasil, ao qual O GLOBO teve acesso, revela que, no caso do Jurong, a estrutura naval da primeira sonda está prevista para chegar ao Brasil em dezembro deste ano. Mas para isso, diz o relatório do fim de fevereiro, “será necessária a construção do cais do acabamento no Brasil”. A Sete Brasil, porém, disse na sexta-feira que essas obras já foram iniciadas. Já o Jurong não se pronunciou.

— Há o risco de se fazer a primeira sonda toda no exterior. Esse risco é tão concreto que pode se tornar realidade. Por isso, os diferentes órgãos do governo vêm monitorando o andamento do cronograma. E as empresas serão chamadas para conversar — disse uma fonte do governo que não quis se identificar.

A Petrobras disse, em nota, que as sondas que venham a ser construídas integralmente no exterior não atendem ao requisito contratual de conteúdo local. “A Petrobras não cogita alterar esta exigência”, disse. Já a Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que vai fiscalizar o cumprimento do conteúdo local assumido pelas empresas. “Em caso de descumprimento, aplicará as penalidades cabíveis”. A política de conteúdo local foi criada no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva a partir de 2003, quando a Petrobras passou a encomendar no país plataformas e navios.

Sem obras, setor demite 2 mil no Brasil
Enquanto as obras avançam no exterior, estaleiros brasileiros já demitiram cerca de dois mil trabalhadores nos últimos três meses, em um movimento considerado como “de acomodação do setor”, pelo presidente do Sindicato Nacional da Indústria Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha. Contudo, ele disse não estar preocupado com a construção das sondas no exterior.

— Ele (Jurong) vai cumprir o conteúdo local brasileiro — afirmou Rocha.

Uma outra fonte envolvida no projeto confirmou que a primeira sonda teve mais partes de sua construção incluídas no exterior, como o seu casco.
— Nas reuniões, já se fala da logística de se transportar toda a sonda para cá. E o que será feito no Brasil? A integração dos equipamentos e a pintura dos cascos? Isso em termos de emprego não é muita coisa — disse essa fonte.

A Sete Brasil afirmou que “o conteúdo local será cumprido e não há a menor chance de essa primeira sonda ser totalmente construída no exterior”. A empresa disse que alguns processos foram feitos no exterior para acelerar a construção da sonda, enquanto as obras do Jurong não são concluídas. Afirmou que o estaleiro não está atrasado e que sua implantação será em fases.

Além do Jurong, o Estaleiro Enseada de Paraguaçu, na Bahia, terá a sua terraplanagem finalizada no fim deste mês e ficará em condições de construir as sondas só no fim de 2014, sendo a primeira para julho de 2016. Os equipamentos atualmente estão em projeto de engenharia no Brasil, além de Japão, Romênia e Estados Unidos. Mas dentro dos prazos, informa a empresa.
Julio Bueno critica estaleiros virtuais

O secretário de Desenvolvimento do Estado do Rio, Julio Bueno, é um dos críticos das encomendas dadas aos estaleiros virtuais em detrimento dos estaleiros existentes.

— Temos estaleiros vazios no Rio. O estaleiro real deveria ser prioridade e não o virtual. Por que não fazer aqui esses cascos e levar para esses estaleiros virtuais? — pergunta Julio Bueno.

O presidente do Consórcio Rio de Janeiro (associação dos estaleiros MacLaren e Rio Nave), Mauro Orofino, afirma que o mercado sabe sobre os riscos de a primeira sonda ser totalmente construída lá fora. Segundo Orofino, o próprio consórcio poderia ser subcontratado para construir a sonda. O casco poderia ser feito no estaleiro da Rio Nave, no Caju, e a sua integração e montagem no MacLaren, em Niterói.

— Podemos ser um agente nesse processo, que permita minimizar os atrasos, usando mão de obra local — destacou Orofino.

Para evitar atrasos, a Sete já havia feito um rearranjo no portfólio. Transferiu a entrega da primeira sonda, que era do Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, justamente para o Jurong.

— Como o EAS vai construir as sondas se está com seu espaço ocupado com petroleiros? Jurong e Paraguaçu vão atrasar, segundo o nosso monitoramento — disse a fonte do governo.
Para o EAS, a informação não procede. Em relação ao Brasfels — da Keppel FELS, de Cingapura — a Sete, segundo esse relatório, diz que “a fim de reduzir os riscos de atraso”, a estrutura das primeiras sondas podem ser feitas no exterior. Já o estaleiro Rio Grande criou um programa de aceleração de obras da construção de oficinas (espaços de montagem das sondas), gerando mais empregos e reprogramando a montagem das sondas. Procurada, a empresa disse que a mudança de cronograma é comum.

 
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/pre-sal-1-sonda-pode-ser-feita-no-exterior-8178657#ixzz2RBr92LgO
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‘O Brasil tem um pré-sal de urânio a explorar’, diz novo presidente da INB

O Brasil possui atualmente, segundo dados da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a sétima maior reserva de concentrado de urânio do mundo, de 309 mil toneladas. Considerando as reservas ainda não exploradas, o país tem potencial para alcançar a primeira posição deste ranking nos próximos anos, de acordo com o novo presidente das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Aquilino Senra, nomeado na semana passada.

Formado em Física na Uerj, Senra fez mestrado e doutorado em Engenharia Nuclear na UFRJ, onde estava lotado como vice-diretor da Coordenação de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) e é considerado uma das principais autoridades do país no assunto. Para que o Brasil avance, no entanto, ele diz que é necessário não só ampliar a extração do minério, atualmente restrita à mina de Caetité, na Bahia, mas também as outras etapas do processo de beneficiamento até chegar ao combustível atômico de fato.

— O Brasil tem um “pré-sal de urânio” por explorar, em termos de potencial energético. Mas, assim como no pré-sal de petróleo, existe uma diferença entre ter as reservas e elas serem de fato exploradas. Isso exige recursos e tempo — pondera.

Segundo dados das INB, os investimentos necessários até 2020 são de R$ 2,42 bilhões, sendo 64% (R$ 1,55 bilhões) destinados à fase do enriquecimento do material, ou seja, a separação dos átomos de maior potencial energético (U235) dos átomos comuns da substância (U238) por meio de centrífugas.

Por que a mudança na diretoria das Indústrias Nucleares do Brasil?
A INB é uma empresa mista, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e a mudança é normal. Em toda e qualquer empresa se busca o aperfeiçoamento. Se houve outros motivos, não sei. A diretoria é toda de técnicos especializados, “da casa”. O forasteiro sou eu, mas tenho muito contato com o setor nuclear devido à minha formação.

Como vê o quadro atual do setor no país?

Minério nós temos. O que precisamos é alocar recursos para atender à demanda. Nós temos um pré-sal em termos de riqueza energética com as reservas de urânio. Nesse quesito, o Brasil hoje está atrás de Austrália, Cazaquistão, Rússia, África do Sul, Canadá e Estados Unidos. Isso é o que tem prospectado. Mas, no caso do Brasil, apenas cerca de 25% do território nacional foi prospectado. A tendência é o Brasil ir para o primeiro lugar dessa lista.

O que precisa ser feito para isso?

Uma coisa é ter as reservas, outra coisa é ser capaz de explorá-las. Com o petróleo é assim, e com o urânio não será diferente. Tem o custo das obras em si, fora o licenciamento ambiental.

O objetivo é abastecer apenas o mercado interno?

Os planos da China são de aumentar sua capacidade de produção de energia nuclear de 7 giga-watts para 80 giga-watts em dez anos. Isso vai demandar minério e serviços de beneficiamento de todo o mundo. Só que o primeiro reator da Coreia do Sul, por exemplo, é “irmão gêmeo” do reator de Angra 1. Hoje, eles lá tem 21 e nós ainda não terminamos o terceiro.

O Brasil ficou para trás?

O Brasil tinha uma política de geração de energia com forte base nas hidrelétricas, que acabou sendo impactada pela falta de reservatórios, com a construção das usinas de fio d’água. Houve uma indefinição sobre qual seria o tamanho do programa nuclear brasileiro nas décadas passadas, e não se fez os investimentos necessários. Hoje, a INB importa os materiais para a construção de Angra 3.

Quais serão as prioridades na INB?
É preciso definir, e isso é uma discussão que tem que ser retomada com todo o setor e todos os níveis do governo, o quanto de energia nuclear vai compor a matriz energética brasileira (atualmente, a parcela é de 2,7%). Um ponto fundamental no programa nuclear brasileiro é aumentar a produção do minério de urânio. A extração não está sendo feita na dimensão que precisa. O Brasil tem reservas de 309 mil toneladas de pasta de urânio (chamada de yellow cake, “bolo amarelo”, é um processado do minério que precisa ser transformado em gás para a separação dos isótopos mais “valiosos” energeticamente, depois reconvertida em pastilhas, usadas então como combustível nas usinas nucleares).

E o nível de consumo atual?

Angra 1 e Angra 2 consomem hoje o equivalente a cerca de 400 toneladas por ano, que é a capacidade máxima da Mina de Caetité, que tem reservas de 94 mil toneladas. É preciso ampliar Caetité para 800 toneladas por ano e, ainda, começar a exploração da nova mina (de Santa Quitéria, no Ceará), que tem mais 91 mil toneladas estimadas em reservas, e adicionaria 400 toneladas por ano.

O país precisa evoluir mais no processamento do urânio?
O acordo com a Alemanha, na década de 1970, previa uma transferência de tecnologia que nunca se efetivou. A tecnologia de enriquecimento só nove países dominam. É coisa que não se vende nem se transfere. E dos nove que detêm a técnica de beneficiamento, apenas três possuem reservas do minério e usam efetivamente a energia nuclear: Brasil, Estados Unidos e Rússia. O Brasil precisa ainda ampliar as instalações para as etapas intermediárias do processamento, da transformação da pasta de urânio nas pastilhas de combustível. Mesmo assim, o país conseguiu construir seu programa nuclear, sem alarde, diferentemente do Irã, por exemplo.

Mas isso porque sinalizou o uso pacífico desde o início.

Exato. Esse uso pacífico virou até artigo na Constituição de 1988. E o Brasil também foi rápido em assinar o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares.

Além da eletricidade, que aplicações práticas da energia nuclear têm se destacado?
Uma das principais é a produção dos chamados radioisótopos, que hoje em dia são fundamentais para cerca de 750 mil exames e procedimentos médicos por ano. Antes, para identificar um problema coronariano, por exemplo, a pessoa era submetida de imediato a um cateterismo, que é invasivo. Hoje, com os radioisótopos, é possível verificar se há ou não necessidade do cateterismo. Também são usados no tratamento de câncer. Antes, era uma fonte de cobalto, que afetava outras áreas do corpo além da que se localizava o tumor. Os radiosótopos minimizam os danos aos tecidos saudáveis dos pacientes.

Ainda assim, o público continua a associar energia nuclear a bombas atômicas e acidentes em usinas.

O lançamento das bombas de Nagasaki e Hiroshima, na Segunda Guerra Mundial, se “colou” à imagem da energia nuclear. Mas, atualmente, cerca de 16% de toda a eletricidade gerada no planeta tem fonte nuclear. É a eletricidade usada por mais ou menos um bilhão de pessoas. É a única forma de geração de energia que não emite gases estufa. Houve três acidentes em usinas em toda história da energia nuclear: Three Mile Island (EUA, 1979), Chernobyl (Rússia, 1986) e Fukushima (Japão, 2011). Os benefícios, a meu ver, são claramente superiores aos riscos. Mas o acidente de Fukushima, em 2011, decretou uma espécie de moratória na discussão dos projetos. Nomes importantes do movimento ambiental, como Patrick Moore (fundador do Greenpeace) e James Lovelock (do Gaia Theory) vinham revisando seus conceitos sobre a energia nuclear, mas aquelas imagens chocantes reapareceram.

E quanto ao lixo radioativo?

O depósito desses rejeitos requer uma preocupação especial, sem dúvida. Os ambientalistas têm se posicionado sobre o significado de um legado desses para gerações futuras. E têm que se posicionar mesmo. Não só quanto a essas mas quanto a outras questões. Mas existem soluções técnicas. O físico Carlo Rubia, vencedor do prêmio Nobel, propôs um processo que reduz o tempo de atividade deste material de milhares de anos para 200 anos. Nomes importantes do movimento

Mesmo assim, são 200 anos…

Ainda parece muito, e é, mas trata-se de um prazo mais manejável, em uma perspectiva de longo prazo.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/o-brasil-tem-um-pre-sal-de-uranio-explorar-diz-novo-presidente-da-inb-8054541#ixzz2Py5UfG4d
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STF defere liminar e suspende lei dos royalties

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A ministra Cármen Lúcia deferiu uma liminar a favor do Rio de Janeiro suspendendo a eficácia da lei que muda a distribuição dos royalties do petróleo até o julgamento de mérito pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido de suspensão foi feito na sexta-feira passada pelo Estado, maior produtor de petróleo do país. O argumento dos fluminenses é que só neste ano o governo estadual e seus municípios perderiam R$ 4 bilhões em arrecadação.

A decisão suspende integralmente a lei, tanto para os campos já em fase de produção quanto para os que ainda não foram licitados. “Pelo exposto, na esteira dos precedentes, em face da urgência qualificada comprovada no caso, dos riscos objetivamente demonstrados da eficácia dos dispositivos e dos seus efeitos, de difícil desfazimento, defiro a medida cautelar”, diz Cármen Lúcia.

A mudança na distribuição dos royalties do petróleo foi aprovada pela Câmara no ano passado. A presidente Dilma Rousseff vetou as mudanças que afetavam campos já licitados, mas o Congresso derrubou esse veto no início deste mês. A decisão final do Legislativo foi promulgada na sexta-feira passada e no mesmo dia os produtores de petróleo pediram ao STF a suspensão dos efeitos da nova lei por meio de liminar e a declaração de inconstitucionalidade da nova divisão.

Além de proteger as receitas dos produtores até que o plenário da Corte adote um posicionamento sobre o tema, a decisão da ministra pode ter impacto no calendário de leilões de petróleo que o governo federal pretendia fazer neste ano, com licitações em maio e novembro. Como foram suspensos também os artigos que tratam dos campos a serem licitados, poderá haver problema jurídico em se fazer a concorrência sem a definição de mérito do Supremo.

Para sensibilizar a Corte, os produtores de petróleo destacaram o rombo que a mudança na distribuição pode causar em seus caixas. Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo estimaram em R$ 89 bilhões a frustração de receitas dos Estados e municípios até 2020 com a implementação da medida. Eles argumentam que o pagamento de royalties é uma compensação pela produção e que uma mudança das regras interferindo nos campos que já estão em produção fere o direito adquirido, o equilíbrio orçamentário, o pacto federativo, entre outros princípios constitucionais.

Na ação que serviu de base para a decisão de Cármen Lúcia, o Rio de Janeiro diz sofrer perseguição de outros entes da Federação. “Sob impulso aflito da necessidade pecuniária, a Lei 12.734/2012 consumou uma deslealdade federativa, constituindo um exemplo acadêmico de tirania da maioria, de derrota da razão pública pela paixão política”, diz trecho.

Fonte: Estadão

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