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Petronas rescinde com OGX envolvendo Bacia de Campos

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A OGX, empresa de petróleo e gás do grupo EBX, informou nesta segunda-feira ter recebido da malaia Petronas notificação sobre rescisão de contrato relativo à venda de participação de 40 por cento nas concessões dos blocos BM-C-39 e BM-C-40, localizados na Bacia de Campos.

Segundo fato relevante, a OGX disse que submeteu o assunto à análise de seus advogados e que está avaliando a “adoção das medidas legais cabíveis”.

A empresa de Eike Batista anunciou meses atrás acordo com a Petronas para vender participação nos blocos, incluindo o campo de Tubarão Martelo, além de acumulações Peró e Ingá, na Bacia de Campos, por 850 milhões de dólares — a maior parte do valor só seria desembolsado quando o campo começasse a produzir.

O campo é uma das alternativas da petroleira, que no final de outubro entrou com o maior pedido de recuperação judicial da história corporativa da América Latina, para gerar receita, num momento em que enfrenta sérias dificuldades de caixa.

Na semana passada, a Petronas havia dito que esperaria uma decisão da Justiça sobre o pedido de recuperação judicial antes de decidir sobre o acordo.

Fonte: Exame

Petrobras está preparada para os desafios tecnológicos do pré-sal

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A Petrobras tem como maior desafio para os próximos anos aumentar a curva de produção de petróleo e gás. Para isso, a empresa conta hoje com o maior portfólio exploratório e uma carteira de projetos “robusta e diversificada”, o que a destaca entre as grandes companhias globais, informou a estatal à Agência Brasil por meio de sua assessoria.

Os planos até 2020 incluem a instalação de, no mínimo, 38 unidades estacionárias de Produção (UEPs), que ajudarão a elevar a produção atual de 2 milhões de barris/dia para 4,2 milhões de barris diários de petróleo. Somando a esse volume a produção de gás natural, o total a ser alcançado será 5,2 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d).

Outro desafio consiste em ampliar a oferta de combustíveis, informou a empresa. Ela prevê que o objetivo será atingido com a implantação de quatro novas refinarias, das quais duas já estão em construção.

Ao contrário do que pensam alguns especialistas, a exploração de petróleo na camada do pré-sal não apresenta grandes desafios tecnológicos para a Petrobras, em função do domínio da tecnologia que detém em águas profundas, asseguraram os assessores. “Prova disso é que, em junho de 2013, a companhia atingiu no pré-sal o recorde de produção de 326 mil barris de petróleo por dia (bpd) nas bacias de Santos e Campos”.

Segundo a Petrobras, o pré-sal tem características técnicas especiais que não representam obstáculos, entre elas, a profundidade dos reservatórios e a existência de camadas espessas de sal acima dos reservatórios. “Na qualidade de maior operadora em águas profundas, a Petrobras acumulou enorme experiência nesse tipo de atividade, e esta tem sido a base da contínua evolução tecnológica, agora também com foco no pré-sal”, assegurou a empresa.

A companhia informou ainda que, mesmo com as mudanças na legislação, que definiram as licitações para exploração de petróleo pelo regime de partilha em detrimento de concessões, a Petrobras não será afetada em seus planos de negócios daqui para a frente. “A companhia tem todas as condições tecnológicas para atender aos desafios colocados com o regime de partilha, que define a Petrobras como operadora única, com participação mínima de 30% nos consórcios que vierem a ser formados”.

Os assessores acrescentaram que, “do ponto de vista da financiabilidade, além de fluxo de caixa operacional próprio, a empresa dispõe de fontes de financiamento para as captações necessárias ao desenvolvimento de suas operações, nas atuais e nas futuras áreas exploratórias, tanto em regime de concessão quanto na partilha”.

As metas da Petrobras para o futuro, em consonância com o Plano de Negócios e Gestão 2013/2017, projetam a produção no pré-sal de 1 milhão de barris de petróleo por dia  em 2017. A empresa estima que, em 2020, a produção do pré-sal corresponderá a 50% da produção total de petróleo no Brasil. Isso significa mais de 2 milhões de barris de petróleo por dia.

A construção das plataformas P-61 e P-63, destinadas ao Campo de Papa Terra, na Bacia de Campos, estão entre os principais projetos de exploração e produção da Petrobras no momento. Segundo informou a estatal, as obras da P-63 já foram concluídas. A unidade já está na locação, com previsão de início de produção para setembro de 2013. A P-61, de acordo com o cronograma da empresa, chegará à locação no fim deste mês, com o início de produção previsto para dezembro deste ano.

A assessoria informou que outras unidades que contribuirão para o crescimento próximo e sustentável da Petrobras somam oito plataformas flutuantes de produção, armazenamento e transferência, além de quatro unidades de produção para as áreas da cessão onerosa. Por esse regime, a União cedeu à estatal o direito de explorar 5 bilhões de barris de petróleo que estão na camada do pré-sal, o que significa uma receita de cerca de R$ 75 bilhões. Todas essas unidades atuarão na região do pré-sal  na Bacia de Santos.

No segmento de abastecimento, a Petrobras considera como principais projetos em implantação a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e a primeira fase do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A entrada em operação dos dois empreendimentos está programada para novembro de 2014 e agosto de 2016, respectivamente.

Fonte: Agência Brasil

Plataformas garantem 3 mil empregos

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Um ano depois da última visita a Rio Grande, a presidente Dilma Rousseff assinará contratos para a montagem da P-75 e P-77.

A construção das duas imensas estruturas, que serão utilizadas na exploração do pré-sal na Bacia de Santos, proporciona a manutenção de empregos na região. Cada uma representa um investimento de US$ 800 milhões.

Do tipo FPSO (sigla em inglês para plataforma que produz, armazena e transfere petróleo) — como a P-53 e a P-63, que já deixaram as águas gaúchas, e a P-58, ainda atracada no sul do Rio Grande do Sul —, os dois novos navios deverão gerar cerca de 3 mil empregos diretos durante os trabalhos de montagem. O tempo de obra da nova estrutura é estimado de 35 a 37 meses.

Por isso, a Quip, responsável pela montagem, deverá recomeçar a contratar em pouco tempo. Assim, o alarme de dispensa de um grande número de trabalhadores com o término das obras perde força. Contudo, o Sine de Rio Grande cadastra trabalhadores para atuar em outras obras navais do país.

Nesta semana, 400 vagas para Pernambuco foram abertas na unidade. A situação deverá acalmar também o sindicato dos metalúrgicos. A chamada “quarterização” (quando uma empresa já é subcontratada contrata outra para prestar determinado serviço) gerou problemas, como o não pagamento de funcionários e alojamentos.

A realocação em outras cidades do polo naval gaúcho também não está descartada. A expectativa é que antes do fim do ano o consórcio EBR, em São José do Norte, comece a contratar trabalhadores para a construção do estaleiro e também dos módulos da P-74.

No polo de Jacuí, em Charqueadas, segundo a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), do governo do RS, as licenças de operação deverão ser concedidas antes do fim do ano. Atualmente, cerca de cem pessoas atuam na preparação das obras da Iesa e da Metasa.

Além dessas cidades, Porto Alegre também terá um projeto. Na semana passada, a Ecovix-Engevix recebeu licença para ter um estaleiro no cais Mauá e construir módulos destinados ao polo naval.

Cerca de R$ 8 bi em obras entregues à Petrobras

Terceira plataforma concluída em águas gaúchas, a P-55 é a maior estrutura semissubmersível brasileira, e a primeira construída dentro do dique seco do Estaleiro Rio Grande. Com a P-55 se chega à soma de investimentos de R$ 8 bilhões na indústria naval no RS já entregues para a Petrobras.

Projeto integrante do Módulo 3 do Campo de Roncador, localizado na Bacia de Campos, a P-55 será ligada a 17 poços. A entrada em operação está prevista para dezembro.

— Fico muito feliz e aliviado por termos conseguido concluir a obra. Foi um desafio muito grande. E admito que é bom saber que os próximos projetos são do tipo FPSOs (cascos de navios convertidos em plataformas). Não quero dizer que não dão trabalho, mas é bem menos — afirma Michelangelo Thomé, diretor-geral da Quip, empresa responsável pela montagem.

O ineditismo do projeto, a pouca experiência com obras desse porte e o pioneirismo pesaram para o estouro do prazo de dois meses e meio. Para concluir a obra, a Quip lançou programas de incentivo à produção e chegou a ter quase 10 mil funcionários empenhados só na plataforma.

A elevada contratação de pessoal foi citada pelo presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, como um fator que não deverá ser repetido nas próximas vezes, quando o Brasil estiver mais acostumado com esse tipo de construção.

Fonte: Zero Hora

ANP confirma primeiro leilão do pré-sal para o dia 21 de outubro

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A Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou a 1ª Rodada do Pré-sal para o dia 21 de outubro. Em nota a ANP esclareceu que todas as informações sobre o procedimento licitatório podem ser encontradas no endereço eletrônico http://www.brasil-rounds.gov.br . Hoje (9) também o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o leilão não terá a data alterada, apesar das denúncias de espionagem de dados da Petrobras por parte da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA), divulgadas ontem (8) pelo programa Fantástico, da TV Globo.

Também por meio de nota, a Petrobras informou hoje que dispõe de sistemas altamente qualificados e permanentemente atualizados para a proteção de sua Rede Interna de Computadores (RIC). A companhia acrescentou que ataques, inclusive os concorrenciais, se tornam cada vez mais complexos. Isso, para a empresa, continuará a exigir investimentos permanentes e significativos em tecnologia de proteção a dados e informações.

Segundo a ANP, as empresas interessadas em participar do leilão de licitação do Bloco de Libra, na |Bacia de Santos, poderão manifestar interesse e adquirir o pacote de dados até o próximo dia 18 de setembro.

De acordo com a agência, os processos de licitação de áreas, promovidos pelo órgão regulador, são transparentes e apoiados em dados públicos e/ou não exclusivos. “Portanto todos os participantes têm o mesmo acesso às informações existentes”, informa.

A nota da ANP, informou que qualquer pessoa física, residente no Brasil, ou qualquer pessoa jurídica, constituída sob as leis brasileiras, pode adquirir os dados e informações sobre a(s) área(s) no Banco de Dados de Exploração e Produção (BDEP) da agência.

Segundo a ANP, o road show internacional para divulgar a primeira rodada do pré-sal foi concluído nesse fim de semana. A equipe da ANP fez as apresentações das informações sobre o bloco de Libra em Cingapura, Londres, Houston, Tóquio e Pequim.

Fonte: Agência Brasil

Distribuição dos royalties terá sanção na segunda-feira

A nova distribuição dos recursos gerados pelos royalties do petróleo será sancionada na segunda-feira (9) em cerimônia no Palácio do Planalto, segundo o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Em pronunciamento no plenário, nesta quinta (5) Renan disse que a presidente Dilma Rousseff fez um convite para a solenidade, que será realizada às 15 horas. “Trata-se de uma ótima notícia, tanto para a educação quanto para a saúde, que, sabemos todos, demandam mais investimentos, cobram uma solução definitiva para o financiamento”, destacou.

A proposta que vincula recursos da exploração do petróleo no País foi aprovada na Câmara dos Deputados no dia 14 de agosto. Apesar do Executivo não ter conseguido aprovar o texto como desejava, a presidente Dilma Rousseff agradeceu ao Congresso pela aprovação da proposta. “O Congresso Nacional aprovou nossa proposta para investir as riquezas do petróleo em educação. Agradeço aos parlamentares por essa vitória da educação brasileira. Nossa proposta foi aperfeiçoada pelos parlamentares e a nova lei destinará 75% dos royalties do petróleo para a educação e os 25% restantes, para a saúde.”, destacou na coluna “Conversa com a Presidenta”, dias depois da aprovação do projeto na Câmara.

Fonte: Estadão

Governo publica edital e contrato para primeiro leilão do pré-sal

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O edital e o modelo de contrato para o primeiro leilão do pré-sal foram publicados nesta terça-feira (3) em edição extra do Diário Oficial da União. A informação foi divulgada pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural de Biocombustíveis).

A data do leilão foi confirmada para 21 de outubro, de acordo com a ANP, mas a data é “preliminar” e “apenas indicativa”.

Os documentos podem ser consultados pela internet ou pessoalmente, na Superintendência de Promoção de Licitações da ANP (Av. Rio Branco, 65, 18º andar, Centro, Rio de Janeiro, RJ), mediante o recolhimento de GRU nos valores de R$ 9,64 para o edital e R$ 8,12 para o modelo do Contrato de Partilha de Produção.

O edital não traz mudanças significativas em relação ao que foi discutido anteriormente, segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

A primeira rodada de licitações de áreas na camada de pré-sal, em outubro, será da área de Libra, a maior reserva de petróleo já descoberta no Brasil.

Agência libera edital mesmo sem sinal verde do TCU

A ANP liberou o edital de licitação mesmo sem ter obtido aval do Tribunal de Contas da União (TCU), decisão pouco comum em concessões federais.

O governo esperava que o tribunal de contas aprovasse o edital em sua sessão plenária desta quarta (4), mas a análise do pré-sal não entrou na pauta. Na melhor das hipóteses, o aval seria dado em sessão que ocorrerá na quarta da semana que vem, dia 11.

Para não atrasar o cronograma previsto, a ANP resolveu publicar o edital e o modelo de contrato, o que é permitido. Assume os riscos, no entanto, de enfrentar determinações do TCU sobre eventuais mudanças.

Se isso ocorrer, seria necessário republicar os documentos, abrindo-se uma nova contagem de 45 dias entre o edital definitivo e a realização do leilão.

Como deve ser o leilão

A licitação do pré-sal terá regras diferentes dos tradicionais leilões da ANP, realizados sob o regime de concessão.

Para o país ficar com uma maior parte da riqueza, o leilão do pré-sal será feito sob o regime de partilha, segundo o qual a União é a proprietária do óleo e remunera as empresas com parte da produção. Vence a licitação o grupo que conferir a maior participação no volume de petróleo produzido em favor do Estado.

O regime diz, ainda, que cabe ao contratante explorar e extrair o petróleo, às suas custas. As reservas não extraídas permanecem propriedade do Estado.

Além disso, pelas regras aprovadas, a Petrobras será a operadora única e sócia de todos os campos, com no mínimo 30% de participação.

(Com Reuters e Valor)

Em dia de mobilização nacional, entidades pedem recursos do petróleo para educação e saúde

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No Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Educação – promovido por diversas entidades ligadas ao setor – movimentos sociais, estudantes, professores e trabalhadores da área vão às ruas, em todo o país, pedir a destinação dos recursos do petróleo para educação e saúde. Eles defendem a aprovação do substitutivo apresentando pelo deputado André Figueiredo (PDT-CE) e já aprovado na primeira votação na Câmara.

O texto foi aprovado pela Câmara e encaminhado ao Senado, onde sofreu modificações e agora retornou à Casa. O texto de Figueiredo propõe que 75% dos royalties do petróleo sejam destinados à educação e 25%, à saúde. No Senado, essa parte da proposta foi mantida. A principal diferença entre os textos da Câmara e do Senado está no uso dos recursos do Fundo Social.

O texto do Senado determina a aplicação obrigatória de 50% dos rendimentos do fundo em saúde e educação, já o da Câmara prevê que metade das verbas totais do fundo seja investida nos setores.

A conclusão da votação do projeto de lei que destina os recursos dos royalties do petróleo para a educação e saúde é uma das prioridades da Câmara esta semana. Concluída a votação, o projeto será encaminhado à sanção presidencial, uma vez que já foi aprovado pelo Senado.

A presidenta Dilma Rousseff defendeu na semana passada a destinação de 100% dos royalties do petróleo para investimentos em educação.

Para apoiar as passeatas, a União Nacional dos Estudantes (UNE) promove um tuitaço às 16h. A proposta é que os usuários do Twitter postem nas próprias páginas e nas páginas dos deputados frases que peçam a aprovação do projeto de lei com os dizeres (ragtags): #royaltiespraeducação, #presalpraeducação e #mobilizaune.

Fonte: Agência Brasil

Eike pode ter de devolver blocos

Ministro da Energia fala em exigir desistência de áreas de concessão se não houver pagamento

Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão disse ontem que os blocos para exploração de petróleo arrematados pela OGX, do empresário Eike Batista em maio deste ano, podem ter de ser devolvidos ao governo. Isso pode ocorrer caso não seja feito o pagamento dos lances no prazo – fim de agosto.

– As empresas vencedoras do leilão anterior tem prazo para cumprir o seu papel, ou seja, pagar os lances que foram dados – disse. – Todas as empresas que eventualmente não cumprirem a determinação terão de devolver os blocos e uma determinada punição.

De acordo com o ministro, o governo não tem o que fazer neste momento para ajudar o grupo do empresário, que enfrenta problemas de credibilidade, alto endividamento e escassez de recursos para novos investimentos.

Apesar da data marcada para a assinatura dos contratos dos blocos da 11ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) ser 6 de agosto, os concessionários terão até o fim do mesmo mês para pagar por eles.

– Esse grupo está tentando encontrar caminhos ou soluções vendendo participações. O governo tem de aguardar. Confiamos que o mercado vai dar uma solução para isso – afirmou Lobão.

A empresa de petróleo do empresário Eike Batista comprou 13 blocos no último leilão, por cerca de R$ 370 milhões. Na semana passada, a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, disse não se preocupar em uma eventual falta de recursos de Eike para honrar o compromisso, lembrando que no caso da vencedora no leilão não pagar, os blocos são automaticamente oferecidos ao segundo colocado pelo preço pago pelo vencedor.

Nesta semana, a agência de classificação de risco Moody’s piorou pela segunda vez neste mês a avaliação sobre a capacidade da OGX, petroleira do grupo do bilionário Eike Batista, de honrar dívidas. A nota da empresa foi rebaixada em dois degraus – de Caa2 para Ca, penúltimo nível na escala da agência.

A Moody’s justifica a mudança citando a “baixa probabilidade” de que a empresa contar com a injeção de R$ 1 bilhão que Eike deveria fazer devido a um mecanismo financeiro acordado no passado. Diante de uma “perspectiva muito negativa” e da má governança, a agência deixa aberta a possibilidade para novo rebaixamento.

Fonte: Zero Hora

Bolha da OGX foi inflada por 55 anúncios de descobertas de petróleo

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Em uma campanha exploratória impressionante a OGX protagonizou, em dois anos e meio – de outubro de 2009 a maio de 2012 -, 55 anúncios de descoberta de petróleo ou declarações de comercialidade (jargão que indica, no setor de petróleo, que uma área pesquisada vai virar um campo produtor). A cada comunicado promissor, o mercado reagia imediatamente e a empresa acompanhava os saltos no gráfico de suas ações.

Um levantamento de todas as divulgações feitas pela petroleira de Eike Batista desde sua criação, em 2007, revela que foram mais de 105 comunicados oficiais. Metade deles apontava indícios de petróleo em suas áreas. Grande parte das descobertas referia-se ao mesmo poço perfurado, apenas em estágios diferentes.

A despeito disso, as ações subiam sempre que um desses “fatos relevantes”, como são conhecidos os relatórios oficiais, era enviado à Bolsa de Valores e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM, responsável pela fiscalização de mercado).

Agora, o mercado financeiro parece dividido entre alternativas ruins: houve incompetência, ingenuidade ou má gestão? “Não é plausível que uma empresa com tantas promessas de sucesso tenha se tornado um fracasso da noite para o dia”, diz Ricardo Lacerda, sócio do banco BR Partners.

Alguns comunicados tinham tom eufórico. “A OGX é a prova de que vale a pena apostar na competência dos brasileiros e na riqueza e abundância dos nossos recursos naturais. Esses recentes sucessos vão pavimentar o caminho do nosso robusto crescimento e igualdade social. Viva o Brasil!”, escreveu Eike em outubro de 2009, no fato relevante enviado à CVM sobre a descoberta no bloco marítimo da Bacia de Campos BM-C-43.

Até junho de 2012, quando teve de revelar o real volume do petróleo que jorrava de sua principal aposta, o campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos – um décimo do que apregoou -, o tom das informações que vinham da OGX era exatamente esse. Em janeiro de 2010, poucos meses depois de começar a furar os poços, Eike fez uma previsão mais do que otimista num documento ao mercado: “Com os resultados de nossas perfurações até o presente, fomos capazes de revelar uma nova província no sul da Bacia de Campos e quebrar paradigmas (…). Agora nos preparamos para uma nova fase na história da OGX, que buscará atingir a produção de 1,4 milhão de barris por dia em 2019″. Ou seja, previa, em dez anos, alcançar o resultado que a Petrobrás obteve somente depois de cinco décadas.

Há uma semana, jogou a toalha: a produção em Tubarão Azul deve cessar em 2014, dois anos após retirado o primeiro óleo. Outros três campos foram suspensos três meses após a declaração de comercialidade. A OGX invalidou as projeções divulgadas anteriormente.

Segundo fontes, a CVM agora vai olhar para trás e investigar o “conjunto da obra” da OGX. Vai analisar com lupa todos os fatos relevantes, em especial os que continham projeções, para averiguar se foram elaboradas sem diligência ou de forma a confundir o investidor. A avaliação poderá respingar não só nos atuais executivos, mas em todo o grupo de estrelas do setor contratado a peso de ouro.

Em abril de 2010, por exemplo, a CVM exigiu da OGX esclarecimentos sobre um volume atípico de movimentação das ações. Nessa época, apenas quatro meses depois de passar a integrar o índice Bovespa, a empresa fizera seis comunicados de “presença de hidrocarbonetos” (indícios de petróleo) nos mesmos dois blocos (BMC-41 e BMC-42) da Bacia de Campos. O BMC-41 deu origem ao prospecto de Waimea, que virou o campo de Tubarão Azul.

A OGX respondeu que a elevação das negociações poderia ter sido por uma avaliação positiva do banco Credit Suisse ou pelos rumores de que estaria em curso a venda de 20% da empresa.

Luiz Felipe Carvalho, analista de petróleo do HSBC, diz que a credibilidade da OGX foi corroída por uma série de eventos. Em fevereiro de 2011, a OGX informava que Waimea continha óleo pesado, de 20º API, que não está nos melhores padrões de comercialização. Mas a vazão seria extraordinária: 40 mil barris por dia. Hoje sabe-se que essa vazão, decrescente, não ultrapassa 5 mil barris diários.

A divulgação de previsões é facultativa, mas segundo as regras da CVM, deve trazer “informações verdadeiras, completas e que não induzam o investidor a erro”. “O mais surpreendente é que após ter levantado tanto capital sobraram tão poucos ativos do império X”, diz Lacerda, do BR Partners.

A partir de outubro de 2009, quando anunciou sua primeira descoberta, a OGX passou a adotar nos comunicados o aposto: “maior companhia privada brasileira do setor de petróleo e gás natural em termos de área marítima de exploração”.

Perplexidade. A queda da OGX provocou perplexidade e dividiu opiniões. No BNDES, um dos principais financiadores de Eike, há quem acredite que o empresário pode ter sido ludibriado, como a maior parte do mercado. “Atuar alavancado cobra seu preço: o preço é que os ‘planos de negócio’ sejam consistentes, caso contrário…”, disse a fonte.

Para alguns, o fato de Eike ter mantido as ações das companhias X pode dificultar uma punição. “Ele está morrendo com o mico-preto na mão”, disse um executivo do alto escalão de uma multinacional.

Fonte: Estadão

Petróleo e gás

O colunista Danilo Ucha, do Jornal do Comércio, publicou nota sobre os empreendimentos de NelsonNaibert.

Petróleo e gás

Depois de haver participado das principais feiras mundiais sobre petróleo e gás, o empresário gaúcho Nelson Naibert está identificando empresas para fabricação de peças com metais especiais a serem transformados na Inglaterra. Sua empresa Join Supply está fechando parceria com a inglesa IFS.

Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=128735

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