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Quem paga a conta da corrupção na Petrobras?

O Brasil está parando nas estradas. E isso não é uma metáfora. Com o protesto dos caminhoneiros, começa a haver reflexos em diversos estados brasileiros. Hoje, BA, RS, PR, SC, MT, MS, GO, PA, CE, MG e SP enfrentam os protestos. E eles têm razão de parar, de protestar, de cobrar seus direitos. O Brasil depende deles, a economia depende deles. Podemos dizer, sem exagero, que nossa economia  anda nas boleias dos caminhões de norte a sul do país. Mas o que o governo tem feito por eles?

Rodovias federais que oferecem grandes riscos de acidentes, segurança mínima nos postos de parada para descanso e mesmo nas estradas, óleo diesel aumentando e o preço do frete congelado. Como resistir a essa soma de fatores e calar? Impossível! Hoje, ouvi um dos caminhoneiros dizer em uma entrevista à rádio gaúcha: “não temos culpa da roubalheira da Petrobras. Não temos culpa e não podemos pagar pelos milhões desviados lá”. É por aí.

Para que a inflação não cresça oficialmente mais que a meta, o governo federal segura o valor do frete. Mas o valor já causa prejuízos a quem o faz. Enquanto isso, não se investe em hidrovias, em ferrovias, em nenhuma outra forma de escoamento de produção. Seguimos dependendo de estradas. E ficamos devendo infraestrutura. A conta não fecha. E jamais fechará enquanto formos governados por quem mente, omite e marcara a realidade.

Ah, mais uma vez o governo Dilma terá de correr atrás do prejuízo. Eles subestimaram o protesto, não acreditavam que vingaria, não acreditavam que tomaria conta do país. Por conta disso, não dialogaram. Precisou o Brasil parar para Dilma pensar em dialogar. E assim vamos caminhando por um caminho escuro…

Avaliação positiva de Dilma despenca de 42% para 23%, diz Datafolha

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Vocês lembram de cerca de 4 meses atrás? Dilma reeleita, com margem apertada, mas democraticamente escolhida pela maioria dos brasileiros? Quanta diferença, não? O jornal O Globo destacou neste fim de semana uma pesquisa do Instituto Datafolha que mostra a avaliação da mesma pessoa: Dilma.  Sem marqueteiro por trás, sem maquiagem de televisão, sem discurso pronto, sem cenas de cinema na TV, sem ter como atacar seus adversários com mentiras sórdidas, Dilma caiu na realidade. E, junto com ela, milhões de brasileiros.

Fico imaginando o tamanho da decepção de milhões de pessoas que a escolheram… Eles acreditaram em mentiras, foram traídos. Fazem o que agora com a escolha do passado?

Espero que o Brasil saia dessa fase logo, que enfrente a crise… Mas, acima de  tudo, que os brasileiros aprendam uma grande lição: não acreditar em tudo o que dizem em uma eleição. Dilma abusou das mentiras, dos ataques. Disse que Marina era aliada dos banqueiros; mas no governo Dilma o banco Itaú teve crescimento de quase 30% no lucro. Quem, afinal, é amiga de banqueiro???

Agora, deixo com vocês os dados da pesquisa. Tenhamos todos uma boa semana.

Com o escândalo da Petrobras à tona e a piora na expectativa em relação à economia, a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) despencou e atingiu a pior marca de seu governo; foi de 42% (avaliação boa/ótima) em dezembro passado para 23% em fevereiro, segundo o Datafolha. Em contrapartida, os entrevistados que avaliam o governo como ruim/péssimo subiram de 24% para 44%. O número dos que acham a administração petista regular permaneceu em 33%. Na ocasião dos protestos de junho de 2013, a popularidade de Dilma era de 30%, de acordo com o instituto.

Diz ainda o Datafolha que para 77% dos entrevistados a presidente tinha conhecimento da corrupção na Petrobras. Para 52% deles, ela sabia do escândalo e não agiu. Outros 25% disseram que ela nada pôde fazer, mesmo sabendo dos casos de corrupção.

Segundo o instituto, é a pior avaliação de um presidente desde dezembro de 1999, quando Fernando Henrique Cardoso tinha 46% de rejeição (avaliação ruim/péssima). Para o jornal Folha de S.Paulo, “o país assiste à mais rápida e profunda deterioração política desde o governo Fernando Collor de Mello.”

Após quatro anos de governo, Dilma obteve, de acordo com o Datafolha, a primeira “nota vermelha” de sua gestão; uma média de 4,8.

Para 47% dos entrevistados, a presidente é “desonesta”. Outros 54% falam que ela é “falsa” e 50%, “indecisa”.

A pesquisa Datafolha mostra ainda que 60% dos eleitores disseram que Dilma mentiu na campanha – 46% acreditam que ela mais mentiu que disse verdades e 14%, que ela só mentiu.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/avaliacao-positiva-de-dilma-despenca-de-42-para-23-diz-datafolha-15276882#ixzz3REuMVt2p
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Preço do litro da gasolina em Porto Alegre varia entre R$ 3,15 e R$ 3,39

Com aumentos que chegam ao dobro do reajuste oficial, R$ 0,22, o preço da gasolina tem assustado o consumidor desde a sua alteração, no final de semana. Em busca do menor preço em Porto Alegre, o Diário Gaúcho percorreu nesta quarta-feira, entre as 9h e as 13h, 80 postos nas Zonas Norte, Sul, Leste e Central para verificar os preços do litro da gasolina comum.

No dia 26 de janeiro, o preço médio da gasolina praticado na Capital, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), era de R$ 2,96. Hoje, o Diário Gaúcho encontrou 12 postos praticando o preço de R$ 3,39, um aumento de R$ 0,43, equivalente a 14,5%. O preço mais comum foi de R$ 3,29, encontrado em 43 postos verificados pelo DG. Neste caso, levando em conta a média da ANP, o aumento foi de R$ 0,33, equivalentes a 11,1%.

O preço mais baixo foi identificado em dois postos, o primeiro na Avenida Assis Brasil, 8620, e o outro na Avenida Farrapos, 1122. Ambos vendem a R$ 3,15, variação de R$ 0,19 (6,4%). O gerente do posto da Farrapos, que preferiu não se identificar, disse que está vendendo de acordo com o preço de mercado, baseado no seu custo operacional, e que pretende deixar o preço nesta faixa, a não ser que haja novas políticas de governo.

Para o gerente de um posto com gasolina comum a R$ 3,19 nesta quarta-feira na Avenida Assis Brasil, 7631, Felipe Sales, o “segredo” de manter o preço abaixo da média encontrada pelo DG é simples:

– É diminuir a margem de lucro. A gente acaba ganhando menos, mas os consumidores gostam.

“Me nego a abastecer em postos mais caros”

De mãos atadas frente a mais este aumento, o consumidor faz o que pode para defender seu bolso. O taxista Valdemir Ilha, 36 anos, também passou a quarta-feira de olho nos preços praticados pelos postos. Ficou assustado com os novos valores.

– Estou trabalhando e rodando desde as 5h e esse foi o que achei mais barato. Me nego a abastecer em postos mais caros, cada vez volto com menos dinheiro para casa – disse ele, enquanto abastecia no posto da Farrapos.

Ele conta que gasta, diariamente, R$ 40 para abastecer o táxi. Ontem, desembolsou R$ 65. Com o aumento, ele calcula que terá de fazer de dez a 12 corridas a mais por dia para compensar o reajuste.

Sem alternativas, o empresário Jorge Barbosa, 74 anos, também prevê que terá que trabalhar mais para neutralizar o rombo no orçamento.

– Há duas semanas, gastei R$ 180 para encher o tanque, hoje (quarta-feira) foram R$ 215. Isso é abusivo, está subindo tudo de uma vez – diz ele, que usa o carro para entregar material de decoração.

Ele usa, em média, dois tanques por mês e conta que não tem como diminuir o ritmo de viagens diárias.

Contra o aumento da gasolina, o promotor de vendas de Canoas, Fabricio Estigarribia, 22 anos, planeja um protesto para sexta-feira, às 18 horas, em frente à prefeitura de Canoas.

– O protesto será pacifico, apenas pelo preço absurdo dos impostos. Já temos mil pessoas confirmadas no evento do Facebook.

Os valores

O governo federal estabeleceu aumento de R$ 0,22 a partir do começo de fevereiro. A pesquisa feita nesta quarta-feira pelo DG em 80 postos de gasolina aponta que muitos comercializam o litro a R$ 3,39, o que representa um aumento de R$ 0,43. O menor preço encontrado foi de R$ 3,15.

Procon notificou SulPetro

Na tentativa de evitar a prática abusiva do preço da gasolina, o Procon-RS notificou o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis e Lubrificantes (Sulpetro) orientando a entidade a conversar com o dono dos postos.

– Queremos que haja uma conscientização deles, uma adequação para não prejudicar o consumidor – informa a diretora do Procon-RS, Flávia do Canto.
Segundo ela, o preço considerado abusivo é aquele que é praticamente mais que o dobro do que foi previsto pelo governo.

Na quarta, o Procon Municipal de Porto Alegre fez um levantamento nos postos para verificar casos de abuso no preço. O consumidor, segundo Flávia, deve fazer o mesmo.

– O consumidor deve fazer pesquisa e evitar abastecer onde está mais caro. Há uma discrepância e diferença grande entre os postos. É preciso ficar monitorando.

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) informou, em nota oficial, que o mercado da revenda é completamente livre e que a entidade não opina nem interfere em questões relacionadas a preços de combustíveis. Da mesma forma, a SulPetro também salientou que não se manifestará a respeito do reajuste.

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Fonte: Diário Gaúcho

Governo foi o causador da crise na Petrobras

Hoje divido com vocês um pouco mais sobre o caso Petrobras. Para o cidadão de bem, trabalhador, inflação e serviços públicos ruins. Enquanto isso, nossa maior empresa é explorada ao máximo e a corrupção faz nosso dinheiro ir pelo ralo. Vale a pena ler o editorial do jornal O Globo.

A diretoria da Petrobras já anunciou que este ano não recorrerá a financiamentos externos para levar adiante seus negócios. Na verdade, o mercado não está aberto, no momento, para a companhia. A estatal acumulou elevado endividamento, foi vítima de aparelhamento político e teve de se submeter a um demagógico represamento de preços dos seus principais produtos, por decisão do acionista controlador, representado pelos governantes de ocasião do país.

Será um ano de muitos desafios para a Petrobras porque a companhia tem pela frente um ambicioso programa de investimentos e precisará, ao mesmo tempo, conciliar tais compromissos com a necessidade de reduzir o endividamento como proporção do patrimônio. Enquanto enfrenta um ambiente esgarçado pela revelação de uma série de escândalos de corrupção e de outros casos sob suspeição, com impacto no comportamento de suas ações nas bolsas de valores. É quase que um apagar de incêndios diários. Os acionistas minoritários desconhecem os resultados da companhia no terceiro trimestre de 2014, que somente serão divulgados no fim deste mês, e sem passar pelo crivo dos auditores externos. Na ausência desses resultados, a empresa teve de negociar com os grandes credores um acordo para que o total da dívida não fosse declarada como vencida.

Ao tomar posse para o novo mandato, a presidente Dilma Rousseff dedicou parte de seu discurso à defesa da estatal eximindo o governo de responsabilidade nessa crise. Chegou a mencionar “inimigos externos”, como se a Petrobras estivesse sendo alvo de uma campanha de desmoralização sem vínculo com a dura realidade administrativa, econômica e financeira da companhia. Para usar uma imagem cinematográfica, a Petrobras conviveu com o inimigo dentro da própria casa.

A companhia é muito importante para o Brasil. É líder em uma indústria com forte efeito multiplicador sobre o conjunto da economia, contribuindo para redução da dependência energética no presente e com um potencial de receitas futuras que serve de anteparo contra crises crônicas no balanço de pagamentos. Por isso, precisa ser preservada como empresa, e não como instrumento político-partidário, executando tarefas de conveniência dos governantes de turno.

A Petrobras se fortaleceu com a abertura do mercado brasileiro de petróleo, ao buscar mais eficiência, e poderia ter prosseguido nesse ritmo não fosse a visão obtusa e contaminada por um ideologismo ultrapassado que fez o país retroceder nas regras e objetivos traçados para o setor. Se, na época da descoberta do pré-sal, o governo não tivesse paralisado as rodadas de licitações anuais, a Petrobras estaria hoje contando com mais parceiros que poderiam ter colaborado para evitar o quadro de dilapidação que a companhia sofreu. O país não estaria agora sob o risco de ver a paralisação de investimentos tão relevantes.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/governo-foi-causador-da-crise-na-petrobras-15015736#ixzz3OQrF98wm
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Petrobras é a menos rentável das petroleiras

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Você já pensou ir ao supermercado e pagar, por qualquer produto, muito mais do que ele vale? Pense se fazer isso em uma proporção grande não afetaria a sua renda mensal. Por que pagar muito mais caro por algo que não vale? Se no nosso cotidiano isso é impossível de entender, imaginem em um negócio de milhões, bilhões de reais. Pensem isso com nosso dinheiro, com dinheiro público.

Por um erro de comunicação, de relatório, de resumo de contrato, o governo brasileiro autorizou um negócio impossível de explicar. Talvez isso ajude a petroleira brasileira valer o mesmo na bolsa que em 2005, antes da descoberta do pré-sal. É quase três vezes menos do que o pico de valor, R$ 510 bilhões, em 2008. A Petrobrás tem um potencial incrível. Um dos maiores do mundo. Não pode ser alvo de erros absurdos como esse que está sendo apurado. Não pode, jamais, ser usada como manobra política ou como esquema de arrecadação ilegal.

Nada ainda foi provado e todas as informações que temos através da imprensa são suspeitas, suposições. É preciso ir até o fim, saber o real motivo da autorização de um negócio que deixa o Brasil exposto no mundo todo e com um prejuízo de milhões de reais.

Não temos dinheiro para gastar à toa. Temos muitos problemas sociais e econômicos para serem resolvidos. Não dá para aceitar. É preciso ter capacidade de gestão – e não apenas tarefas políticas – para fazer crescer uma empresa como a Petrobrás.

Concordo com a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar como se deu a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobrás, e que gerou esse caos. Mas que seja uma CPI séria, que busque respostas e responsáveis. Está na hora de darmos um basta na velha prática política que trata o que é público com descaso, com descuido. Nosso patrimônio público precisa ser bem cuidado, pois dele depende nossos futuro.

Consórcio com Petrobras, Shell, francesa Total e chinesas leva Libra

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Em um leilão marcado pela falta de competição, um consórcio composto pela Petrobras, a francesa Total, a anglo-holandesa Shell, e as chinesas CNPC e CNOOC ganhou os direitos para explorar a bacia de Libra, maior reserva petrolífera brasileira.

O leilão desta segunda-feira, envolvendo a maior licitação da história do país, foi o primeiro grande teste para o novo marco regulatório de exploração de petróleo no país, aprovado em 2010.

De acordo com as regras do novo modelo, ganharia a licitação o consórcio que se dispusesse a dar uma parcela maior para a União do chamado lucro-óleo (ou lucro-petróleo) – o petróleo extraído da reserva em questão, descontados os custos de produção e pagamento de royalties.

Sem concorrentes, o consórcio vencedor ofereceu o lance mínimo estabelecido no edital, de 41,65%.

Também de acordo com as normas do novo marco regulatório, a Petrobras já teria pelo menos 30% de participação em projetos de exploração do pré-sal. Ao se incluir na proposta vencedora com 10%, a empresa brasileira passará a ter 40% de participação total em Libra.

Além disso, de acordo com o resultado do leilão, a Total e a Shell ficarão com 20% cada uma e cada chinesa terá 10%.

‘Privatização?’

Em pronunciamento à nação, a presidente Dilma Rousseff comemorou o leilão e ressaltou que a concessão “é bem diferente de privatização”.

“Pelos resultados do leilão, 85% de toda a renda a ser produzida no Campo de Libra vão pertencer ao Estado brasileiro e à Petrobras”, disse Dilma.

“As empresas petroleiras são parceiras que buscam investir no país, gerar empregos e renda e, naturalmente, obter lucros com esses investimentos”, disse.

Dilma disse ainda que “começamos a transformar uma riqueza finita, que é o petróleo, em um tesouro indestrutível que é a educação de alta qualidade”. A presidente afirmou que o leilão representa um marco na história do Brasil, com um ganho para o país que supera R$ 1 trilhão.

Críticas

O fato de só um consórcio ter participado do leilão deve dar fôlego as críticas de alguns analistas de que o novo modelo foi incapaz de atrair o interesse de um grande número de empresas estrangeiras para o pré-sal e de fomentar a concorrência entre elas – e por isso, precisa ser mudado.

Por outro lado, a participação de duas grandes empresas privadas do setor surpreendeu muitos analistas – segundo os mais críticos, o novo modelo só conseguiria atrair estatais.

Libra, uma das bacias do pré-sal, é considerada a mais importante reserva petrolífera já descoberta no Brasil. A estimativa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) é que possa produzir em dez anos até 1,4 milhão de barris de petróleo por dia – mais de metade de toda a produção atual brasileira.

Ela foi a primeira reserva brasileira a ser licitada sob a vigência das novas regras, que substituem o sistema de concessões pelo chamado “regime de produção compartilhada”.

O novo regime vêm sendo criticado por analistas de orientação liberal por, supostamente, abrir espaço para um excesso de intervenção estatal que inibiria investimentos privados no setor.

Sindicatos, movimentos sociais e alguns acadêmicos também têm protestado contra o leilão por ver no novo modelo o problema oposto.

Para eles, a Petrobras deveria explorar o pré-sal sozinha e, ao fazer parcerias com estrangeiras, estaria “privatizando” uma das maiores riquezas brasileiras.

Novas regras

Pelas novas regras, além de ter um mínimo de 30% de participação, a Petrobrás será a operadora de todos os projetos do pré-sal – decidindo desde o ritmo até a tecnologia usada na exploração dos poços. O Estado terá amplos retornos financeiros e uma agência estatal será criada para supervisionar a exploração do pré-sal, a PPSA.

Antes de anunciado o resultado da disputa, estava claro que sua avaliação dependeria de basicamente de três fatores, segundo analistas consultados pela BBC Brasil.

Primeiro, quantos consórcios participariam do leilão. A interpretação do mercado era que quanto maior o número de consórcio, maior o sucesso do modelo em atrair as empresas estrangeiras e mais competitivo o leilão.

Entre a noite de sexta-feira e a manhã de sábado, porém, já começaram a surgir na imprensa rumores de que apenas um consórcio participaria da disputa – o grupo do qual faria parte a Petrobras.

Agora, a confirmação desses rumores deve alimentar as críticas ao modelo.

O segundo fator que serviria de base para as avaliações sobre o leilão diz respeito à “agressividade” das propostas.

Quanto mais competitivo o leilão, mais essa porcentagem tendia a aumentar. Como a proposta do consórcio vencedor ficou no lance mínimo de 41,65%, novamente, devem ganhar força as visões críticas do novo marco regulatório.

Perfil das empresas

Por fim, o último fator que deveria servir de parâmetro para uma análise dos resultados do leilão era o perfil das empresas do consórcio vencedor.

Segundo analistas, a presença dominante de estatais nesse consórcio poderia ser um indicativo de que o novo modelo de exploração petrolífera é ineficiente para atrair grandes empresas privadas.

Ao contrário do que muitos esperavam, porém, as empresas privadas Shell e Total, também tiveram uma parcticipação considerável – de 40% – o que deve ser apontado pelo governo como uma evidência de que o regime de produção partilhada pode ser interessante para gigantes do setor.

O número de interessadas, porém, ainda foi pequeno – inicialmente o governo esperava a inscrição de até 40 empresas no leilão.

“Não me surpreende que as gigantes do setor ficaram de fora do leilão”, diz Walter de Vitto, da consultoria Tendências, referindo-se ao fato de empresas como a britânicas BP e a americana ExxonMobil não terem se interessado.

“Entre as empresas privadas, há muitas incertezas sobre esse novo modelo. Por exemplo, não se sabe ao certo como atuará a nova estatal para o pré-sal”, diz de Vitto.

“A exigência de um ‘bônus de assinatura’ (valor pago logo na assinatura do contrato) de R$15 bilhões também ajudou a afastar as privadas, que estão mais preocupadas em obter retorno em um horizonte mais curto”, opina Caltos Assis, da consultoria EY.

Defesa

O governo defende a recente mudança regulatória, argumentando que o novo modelo é altamente atrativo para o setor privado tendo em vista as grandes possibilidades de lucro do pré-sal.

Também diz que as novas regras atendem ao interesse público de maximizar os recursos provenientes da exploração dessas reservas para investimentos em educação e saúde.

“Essa riqueza imensa que está abaixo do mar e da terra de nada nos servirá se continuar ali deitada em berço esplêndido”, disse o ministro Lobão no sábado.

O novo marco regulatório têm regras sobre o conteúdo nacional mínimo de cada projeto – ou seja, o percentual mínimo de bens e serviços nacionais que devem ser usados na operação – o que também foi apontado por analistas do setor como causa de suspeitas entre as empresas privadas estrangeiras.

A promessa ligada a tais exigências, segundo a diretora da ANP Magda Chambriad, é que a exploração de Libra, e do pré-sal em geral, ajudará a ativar alguns segmentos da indústria e do setor de serviços de alto valor agregado, contribuindo para uma “mudança estrutural na economia brasileira”.

“Em média 50% dos bens e serviços que vamos usar (nesses projetos) terão de ser adquiridos na indústria local. E vamos precisar de plataformas de águas profundas, equipamentos sofisticados. Isso significa uma (oportunidade de) inserção tecnológica importante para o Brasil”, disse Chambriard, em entrevista recente a BBC.

Alguns analistas, porém, são céticos em relação a tais promessas.

“É muito difícil calcular qual será o efeito total desses projetos sobre a economia”, opina de Vitto.

“Se, por um lado, essas indústrias de ponta receberão um estímulo extra, por outro elas podem acabar desviando mão de obra altamente qualificada e capital de outros setores”, completa.

Fonte: BBC

Petrobras está preparada para os desafios tecnológicos do pré-sal

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A Petrobras tem como maior desafio para os próximos anos aumentar a curva de produção de petróleo e gás. Para isso, a empresa conta hoje com o maior portfólio exploratório e uma carteira de projetos “robusta e diversificada”, o que a destaca entre as grandes companhias globais, informou a estatal à Agência Brasil por meio de sua assessoria.

Os planos até 2020 incluem a instalação de, no mínimo, 38 unidades estacionárias de Produção (UEPs), que ajudarão a elevar a produção atual de 2 milhões de barris/dia para 4,2 milhões de barris diários de petróleo. Somando a esse volume a produção de gás natural, o total a ser alcançado será 5,2 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d).

Outro desafio consiste em ampliar a oferta de combustíveis, informou a empresa. Ela prevê que o objetivo será atingido com a implantação de quatro novas refinarias, das quais duas já estão em construção.

Ao contrário do que pensam alguns especialistas, a exploração de petróleo na camada do pré-sal não apresenta grandes desafios tecnológicos para a Petrobras, em função do domínio da tecnologia que detém em águas profundas, asseguraram os assessores. “Prova disso é que, em junho de 2013, a companhia atingiu no pré-sal o recorde de produção de 326 mil barris de petróleo por dia (bpd) nas bacias de Santos e Campos”.

Segundo a Petrobras, o pré-sal tem características técnicas especiais que não representam obstáculos, entre elas, a profundidade dos reservatórios e a existência de camadas espessas de sal acima dos reservatórios. “Na qualidade de maior operadora em águas profundas, a Petrobras acumulou enorme experiência nesse tipo de atividade, e esta tem sido a base da contínua evolução tecnológica, agora também com foco no pré-sal”, assegurou a empresa.

A companhia informou ainda que, mesmo com as mudanças na legislação, que definiram as licitações para exploração de petróleo pelo regime de partilha em detrimento de concessões, a Petrobras não será afetada em seus planos de negócios daqui para a frente. “A companhia tem todas as condições tecnológicas para atender aos desafios colocados com o regime de partilha, que define a Petrobras como operadora única, com participação mínima de 30% nos consórcios que vierem a ser formados”.

Os assessores acrescentaram que, “do ponto de vista da financiabilidade, além de fluxo de caixa operacional próprio, a empresa dispõe de fontes de financiamento para as captações necessárias ao desenvolvimento de suas operações, nas atuais e nas futuras áreas exploratórias, tanto em regime de concessão quanto na partilha”.

As metas da Petrobras para o futuro, em consonância com o Plano de Negócios e Gestão 2013/2017, projetam a produção no pré-sal de 1 milhão de barris de petróleo por dia  em 2017. A empresa estima que, em 2020, a produção do pré-sal corresponderá a 50% da produção total de petróleo no Brasil. Isso significa mais de 2 milhões de barris de petróleo por dia.

A construção das plataformas P-61 e P-63, destinadas ao Campo de Papa Terra, na Bacia de Campos, estão entre os principais projetos de exploração e produção da Petrobras no momento. Segundo informou a estatal, as obras da P-63 já foram concluídas. A unidade já está na locação, com previsão de início de produção para setembro de 2013. A P-61, de acordo com o cronograma da empresa, chegará à locação no fim deste mês, com o início de produção previsto para dezembro deste ano.

A assessoria informou que outras unidades que contribuirão para o crescimento próximo e sustentável da Petrobras somam oito plataformas flutuantes de produção, armazenamento e transferência, além de quatro unidades de produção para as áreas da cessão onerosa. Por esse regime, a União cedeu à estatal o direito de explorar 5 bilhões de barris de petróleo que estão na camada do pré-sal, o que significa uma receita de cerca de R$ 75 bilhões. Todas essas unidades atuarão na região do pré-sal  na Bacia de Santos.

No segmento de abastecimento, a Petrobras considera como principais projetos em implantação a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e a primeira fase do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A entrada em operação dos dois empreendimentos está programada para novembro de 2014 e agosto de 2016, respectivamente.

Fonte: Agência Brasil

Plataformas garantem 3 mil empregos

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Um ano depois da última visita a Rio Grande, a presidente Dilma Rousseff assinará contratos para a montagem da P-75 e P-77.

A construção das duas imensas estruturas, que serão utilizadas na exploração do pré-sal na Bacia de Santos, proporciona a manutenção de empregos na região. Cada uma representa um investimento de US$ 800 milhões.

Do tipo FPSO (sigla em inglês para plataforma que produz, armazena e transfere petróleo) — como a P-53 e a P-63, que já deixaram as águas gaúchas, e a P-58, ainda atracada no sul do Rio Grande do Sul —, os dois novos navios deverão gerar cerca de 3 mil empregos diretos durante os trabalhos de montagem. O tempo de obra da nova estrutura é estimado de 35 a 37 meses.

Por isso, a Quip, responsável pela montagem, deverá recomeçar a contratar em pouco tempo. Assim, o alarme de dispensa de um grande número de trabalhadores com o término das obras perde força. Contudo, o Sine de Rio Grande cadastra trabalhadores para atuar em outras obras navais do país.

Nesta semana, 400 vagas para Pernambuco foram abertas na unidade. A situação deverá acalmar também o sindicato dos metalúrgicos. A chamada “quarterização” (quando uma empresa já é subcontratada contrata outra para prestar determinado serviço) gerou problemas, como o não pagamento de funcionários e alojamentos.

A realocação em outras cidades do polo naval gaúcho também não está descartada. A expectativa é que antes do fim do ano o consórcio EBR, em São José do Norte, comece a contratar trabalhadores para a construção do estaleiro e também dos módulos da P-74.

No polo de Jacuí, em Charqueadas, segundo a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), do governo do RS, as licenças de operação deverão ser concedidas antes do fim do ano. Atualmente, cerca de cem pessoas atuam na preparação das obras da Iesa e da Metasa.

Além dessas cidades, Porto Alegre também terá um projeto. Na semana passada, a Ecovix-Engevix recebeu licença para ter um estaleiro no cais Mauá e construir módulos destinados ao polo naval.

Cerca de R$ 8 bi em obras entregues à Petrobras

Terceira plataforma concluída em águas gaúchas, a P-55 é a maior estrutura semissubmersível brasileira, e a primeira construída dentro do dique seco do Estaleiro Rio Grande. Com a P-55 se chega à soma de investimentos de R$ 8 bilhões na indústria naval no RS já entregues para a Petrobras.

Projeto integrante do Módulo 3 do Campo de Roncador, localizado na Bacia de Campos, a P-55 será ligada a 17 poços. A entrada em operação está prevista para dezembro.

— Fico muito feliz e aliviado por termos conseguido concluir a obra. Foi um desafio muito grande. E admito que é bom saber que os próximos projetos são do tipo FPSOs (cascos de navios convertidos em plataformas). Não quero dizer que não dão trabalho, mas é bem menos — afirma Michelangelo Thomé, diretor-geral da Quip, empresa responsável pela montagem.

O ineditismo do projeto, a pouca experiência com obras desse porte e o pioneirismo pesaram para o estouro do prazo de dois meses e meio. Para concluir a obra, a Quip lançou programas de incentivo à produção e chegou a ter quase 10 mil funcionários empenhados só na plataforma.

A elevada contratação de pessoal foi citada pelo presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, como um fator que não deverá ser repetido nas próximas vezes, quando o Brasil estiver mais acostumado com esse tipo de construção.

Fonte: Zero Hora

Petrobras abre inscrições para patrocínio a projetos sociais

Projetos sociais desenvolvidos em mais de 200 municípios poderão se inscrever, até 13 de setembro, para a seleção pública Integração Petrobras Comunidades 2013, que destinará R$ 48 milhões para ser aplicados por um período de dois anos. Poderão receber o patrocínio projetos na área de influência da estatal nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, de Minas Gerais, da Bahia, do Ceará, Rio Grande do Norte, de Sergipe, Alagoas, do Maranhão, de Mato Grosso do Sul, do Amazonas, de Goiás, do Pará, de Roraima e do Acre, além do Distrito Federal.

As inscrições podem ser feitas no site http://www.petrobras.com.br/ipc , onde também está disponível o regulamento da seleção pública. De acordo com a Petrobras, depois de encerradas as inscrições, a empresa fará caravanas presenciais e gratuitas, para capacitar e esclarecer dúvidas sobre a elaboração dos projetos sociais.

Serão selecionados projetos até R$ 300 mil, que promovam a garantia dos direitos da criança e do adolescente, a geração de renda, a oportunidade de trabalho e a educação para qualificação profissional. Segundo a Petrobras, do total de recursos R$ 21 milhões serão destinados à Região Nordeste, R$ 12 milhões às regiões Norte, Centro-Oeste e ao estado de Minas Gerais, e R$ 15 milhões ao Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Na primeira edição do projeto, em 2008, foram liberados R$ 6 milhões para 126 projetos até R$ 50 mil desenvolvidos nos estados de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Em 2011, foi lançada a segunda edição, que ao longo de dois anos destinou R$ 14 milhões para 74 projetos sociais nesses quatro estados, contemplando ao todo 50 municípios.

Fonte: Agência Brasil

Venda de plataforma infla as exportações do Estado

p-63

Embarques gaúchos cresceram 30,9% no primeiro semestre ao registrar operação feita só no papel

Mesmo que tenha ocorrido apenas no papel, a exportação de uma plataforma inchou as vendas externas do Estado nos seis primeiros meses do ano. O semestre, que fechou em alta de 30,9% em comparação com o mesmo período de 2012, teria encerrado com um acréscimo de 11,8% caso a transação da P-63 para a Petrobras no Panamá não fosse contabilizada.

A conta da plataforma – no valor de US$ 1,6 bilhão – foi para a subsidiária da estatal, um artifício legal para pagar menos impostos, mas a P-63 jamais saiu do Brasil: foi de Rio Grande para Macaé, no Rio de Janeiro.

A retomada dos embarques de soja e a inclusão do milho na pauta levaram o Estado a recuperar a terceira posição no ranking nacional. O aumento dos embarques de soja, de US$ 1,1 bilhão no primeiro semestre de 2012 para US$ 2,048 bilhões no mesmo período de 2013, é explicado pelo clima que possibilitou colher uma supersafra. A novidade na elevação da exportação de commodities é o milho.

Segundo o economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE) Bruno Breyer Caldas, o Rio Grande do Sul aproveitou a quebra de safra de milho nos Estados Unidos, e assim passou de vendas de US$ 27,4 milhões, entre janeiro e junho de 2012, para US$ 243,8 milhões no mesmo período deste ano.

A queda na exportação de máquinas e equipamentos agrícolas e o aumento dos embarques de milho e soja reforçam a dependência do Rio Grande do Sul das commodities. Caldas diz que a principal razão para essa concentração está nas barreiras criadas pelo governo argentino.

– A Argentina era grande parceira comercial de calçados, tratores e peças de automóveis e todos esses setores perderam participação ao longo dos anos com as barreiras impostas. Isso evita que a indústria de transformação ganhe importância nas exportações – afirma Caldas.

Presidente do Sindicato de Indústria, Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul, Claudio Bier, lembra que 25% das exportações gaúchas costumavam ser destinadas aos vizinhos:

– Para não perder mercado, temos indústrias brasileiras abrindo empresas na Argentina.

SÓ NA CONTABILIDADE
Como a entrega da plataforma para a Petrobras afeta a balança comercial
– As plataformas adquiridas pela Petrobras contam com regime aduaneiro especial – o Repetro –, que permite a importação de equipamentos sem a incidência dos tributos federais e do adicional de frete para renovação da marinha mercante.
– No caso das plataformas construídas no Brasil, como a P-63, que deixou Rio Grande no mês de junho, ocorre uma exportação “ficta” – quando o equipamento não sai efetivamente do país, mas há só o registro contábil da operação – para uma subsidiária da Petrobras fora do país – neste caso, no Panamá.
– Posteriormente, as plataformas retornam ao país como se estivessem sendo “alugadas” por uma empresa da Petrobras localizada no Brasil.
– O impacto aparece na balança comercial do Estado porque a plataforma é registrada como exportação, mas retorna ao país como “admissão temporária de bens” e por isso não entra nas estatísticas de importação.
– Esse tipo de operação é legal e obedece às regras de uma instrução normativa da Receita Federal.

Fonte: Zero Hora

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