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Eleições e Copa freiam obras de infraestrutura

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O prazo para que o governo Dilma Rousseff tire do papel o Programa de Investimentos em Logística (PIL) e destrave os investimentos em infraestrutura de transportes planejados para os próximos anos está cada vez mais apertado. Na prática, considerando-se que, durante a Copa do Mundo e o período de campanha eleitoral que se sucederá, não haverá ambiente para a realização dos leilões, restam cerca de oito meses para a licitação de oito lotes de rodovias, dois aeroportos, 10 mil quilômetros de ferrovias e 159 terminais portuários. Com isso, observadores consideram que muitos dos projetos poderão ficar para 2015, ou até mesmo nem sair do papel.

“Adiar para o ano que vem é o primeiro sinal de não fazer. O governo já escorregou no timing e, com as situações de risco que se apresentam, adia (os leilões) para próximo do abismo, que é o ano eleitoral”, diz o coordenador do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende. O professor Luiz Afonso dos Santos Senna, da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), também considera que não haverá “ambiente” para realizar leilões durante o segundo semestre de 2014 e lembra que, embora juridicamente não haja impedimentos para a realização de uma licitação durante a corrida presidencial, não há histórico de procedimentos concluídos nesse período. “Não acredito que esse governo vá quebrar essa escrita.”

“É preciso ser muito corajoso para falar de privatização em ano de eleição, acho que até agora ninguém teve a coragem”, reforça Resende. De acordo com ele, embora o governo negue que realize privatizações e argumente que se tratam de concessões, o termo técnico é “privatização” e é assim que a população avalia o programa.

O sócio da área de infraestrutura do escritório Trigueiro Fontes Advogados e professor de Direito Administrativo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) Rodrigo da Fonseca Chauvet também avalia que o cronograma da administração federal parece cada vez menos exequível. Chauvet indicou, porém, que, mais do que a influência negativa de Copa ou eleições, a dificuldade na execução das licitações nos prazos previstos se dá na pressa do poder Executivo. “Há falhas na modelagem que estão gerando sucessivos atrasos.”

O programa de investimentos foi anunciado há quase 14 meses, e o primeiro cronograma indicava que, até o fim de setembro, seriam leiloados 7,5 mil quilômetros de rodovias incluídos no programa, 10 mil quilômetros de ferrovias, além do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre Campinas e Rio e dois aeroportos. Mas, até agora, foi realizado apenas um leilão, que foi apenas parcialmente bem-sucedido, pois somente um dos dois projetos foi concedido. Ainda há risco de a concessão ser “judicializada”, uma vez que o segundo na licitação questionou administrativamente a habilitação do consórcio vencedor. Outros dois leilões que foram lançados entre janeiro e agosto foram cancelados por falta de atratividade dos projetos: o das BRs 040 e 116 e o do TAV. No caso das rodovias, investidores questionaram os estudos de viabilidade, exigências relacionadas ao prazo para a realização das obras e a baixa taxa de
retorno.

Já no caso do TAV, a falta de competidores foi indicada como principal motivo para o adiamento, “por pelo menos um ano”, da licitação. Como o leilão estava marcado para entre agosto e setembro, a sinalização é de que o projeto não deve voltar à pauta até a próxima gestão.

Essas duas primeiras tentativas frustradas, além do parcial fracasso do primeiro leilão, levaram o Executivo a reestudar as concessões e alterar as condições, especialmente no que diz respeito a prazo e oferta de financiamento, na tentativa de atrair os investidores. Além disso, passou a admitir rever a modelagem de algumas concessões menos atrativas, incluindo a possibilidade de subvenção ou uma parceria público-privada (PPP). Todas as fichas são postas nos próximos leilões, previstos para ocorrer até o fim de 2013.

Fonte: Jornal do Comércio

Prefeitura retoma obras do BRT que estavam paradas em Porto Alegre

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Depois de quase um mês paralisadas, foram retomadas nesta quinta-feira (10) as obras de implantação do sistema Bus Rapid Transit (BRT) nos corredores de ônibus das avenidas Protásio Alves e Bento Gonçalves, em Porto Alegre. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) liberou a continuidade da construção, que estava parada por suspeita de sobrepreço em trabalhos como pavimentação e sinalização.

De acordo com a Prefeitura, 70% da primeira fase do BRT já está concluída. A previsão é de que a pavimentação fique pronta no primeiro trimestre de 2014. Porém, a estrutura completa só deve ser entregue em 2015, após a realização da Copa do Mundo em Porto Alegre. A intenção era que pelo menos a linha do BRT na Zona Sul ficasse pronta até o evento. No entanto, a Fifa vai usar a Avenida Padre Cacique, no sentido centro-bairro, para a colocação de estruturas provisórias.

Em setembro, a Prefeitura de Porto Alegre divulgou um balanço sobre o andamento das obras de três corredores de ônibus na capital. O levantamento apontou que o corredor da Avenida Bento Gonçalves é o que está mais adiantado, com 85% das obras concluídas. O da Avenida João Pessoa, por outro lado, atingiu apenas 35% de conclusão, mas também não foi paralisado.

As obras do BRT da Bento Gonçalves, que engloba o trecho de 5,9 km entre as avenidas Antônio de Carvalho e Princesa Isabel, se iniciaram no dia 14 de março de 2012 e estão dentro do prazo previsto de 18 meses. O investimento no corredor de ônibus foi de R$ 13,9 milhões.

Com os trabalhos iniciados em 12 de março de 2012, o BRT da Avenida Protásio Alves tem 65% das obras concluídas. Orçado em 15,2 milhões, é o corredor de ônibus mais extenso, com 6,8 km. Último BRT a ter construção iniciada, em 28 de setembro de 2012, o corredor da Avenida João Pessoa tem 35% de execução da obra. Com 3,3 km de extensão, custou R$ 5,3 milhões.

Do G1 RS

Aldo diz que estádios para a Copa estão 90% prontos e serão entregues em dezembro

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Os seis estádios que ainda não foram entregues para a Copa de 2014 estão com 90% das obras concluídas, em média, e ficarão prontos até dezembro deste ano, incluindo a Arena da Baixada, em Curitiba, cujas obras foram paralisadas terça-feira (1º), por irregularidades relacionadas à segurança do trabalho. A avaliação é do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que hoje (3) vistoriou as obras do Parque Olímpico de Deodoro, na zona oeste do Rio, e lançou a nova fase do projeto PentaJovem, dirigido a atletas de pentatlo.

“Não creio que a interrupção das obras tenha capacidade de atrasar o calendário de entrega do estádio do Atlético Paranaense [Arena da Baixada]. Talvez faça merecer medidas emergenciais, dependendo do tempo de interrupção da obra. A informação que eu recebi, do presidente do Atlético Paranaense, é que todas as medidas foram adotadas para corrigir o que há de irregular, para que as obras sejam rapidamente retomadas”, disse Aldo.

O ministro também falou sobre o atraso na entrega das 44 mil cadeiras para a Arena Pantanal, em Cuiabá, por causa da necessidade de uma nova licitação, a pedido do Ministério Público (MP), que apontou valor excessivo no primeiro pregão. “Houve também o cancelamento de compra de cadeiras em Mato Grosso, mas tenho informações de que foram adotadas medidas para que isso não prejudique o cumprimento do cronograma de entrega dos seis estádios restantes, que têm prazo até o fim de dezembro”, disse Aldo.

Ele acrescentou que a evolução das obras é acompanhada semana a semana, mês a mês. “Os estádios estão 90%, em média, com as obras concluídas. Isto nos dá a segurança de que teremos os estádios entregues em dezembro. Salvo, naturalmente, algum imprevisto”, ressaltou.

Quanto às Olimpíadas de 2016, o ministro destacou as obras no Parque Olímpico de Deodoro estão dentro do cronograma. No local serão disputadas provas de seis modalidades olímpicas e quatro paralímpicas. Em um terreno contíguo, ficará o Parque Radical, para disputad de provas de canoagem slalom, ciclismo BMX e ciclismo mountain bike.

Segundo Aldo Rebelo, já foram vencidas importantes etapas burocráticas de licenciamento legal e ambiental. “Tudo isso já foi feito ou está em estágio de conclusão. Temos convicção de que as obras para as Olimpíadas, tanto a infra-estrutura quanto a Vila Olímpica e as obras de mobilidade urbana, serão entregues dentro do prazo”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

Em quatro meses, poucos avanços nas obras da Copa

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Iniciada em abril, a série de ZH Obras no Caminho acompanha moradores de Porto Alegre que tiveram a rotina afetada pelas obras para a Copa.

Passados quatro meses, eles dizem haver poucos motivos para comemoração. E ainda lamentam o tempo perdido no trânsito.

– Em uma semana, entre maio e junho, trancaram a Salvador França entre a Ipiranga e a Protásio Alves, deixando como única opção subir a Cristiano Fischer pela Ipiranga – afirma o bancário Renan Borba Moreau, lembrando que o acesso à Cristiano Fischer era feito por uma via com estacionamento nos dois lados.

– Todo o fluxo de carros tinha que entrar em um brete para acessar a Cristiano – completa.

Já a aposentada Rosaura Monteiro Pinheiro, de 53 anos, reclama da situação na Avenida Protásio Alves, próximo à Saturnino de Brito.

– É um horror. Os ônibus e automóveis não respeitam a velocidade mínima. Os semáforos não são para pedestres. As calçadas são esburacadas. Para sobreviver nesse horror, só se não for pedestre.

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Fonte: Zero Hora

Arquiteto culpa burocracia por demora em projeto na Capital

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Revitalização do Cais Mauá e da orla do Guaíba e conceito dos BRTs (Bus Rapid Transit), cujas obras de corredores estão parcialmente paralisadas enquanto o sistema não tem data para ser contatado em Porto Alegre. Além de terem em comum a inspiração e mão do arquiteto e ex-prefeito de Curitiba, Jaime Lerner, o trio ainda não saiu do projeto para o cotidiano de Porto Alegre. Lerner culpou ontem, antes do evento que lançou o bairro planejado para Pelotas, a burocracia pela demora na execução das três iniciativas. “É o exagero da burocracia, que instaura a cultura do medo e retarda a execução”, resumiu o arquiteto.

Segundo o ex-prefeito da capital paranaense, que estreou o modelo de BRTs no País, as exigências de tramitação e fiscalização não deixam que as melhorias ocorram de forma acelerada. “Demora em todo o País”, lembrou Lerner, que aproveitou para fazer duras críticas aos investimentos acionados pelo País para atender a preparação para a Copa do Mundo de 2014. “O País está submisso ante a Fifa e desperdiça R$ 28 bilhões”, lamentou Lerner, citando a cifra prevista para projetos nas cidades e arenas. Mas o ex-prefeito lembra que pouca coisa avançou nas soluções em aeroportos e mobilidade.

A Capital gaúcha anunciou que não completará todas as 14 obras para o Mundial, pois esbarra em projetos técnicos deficitários, falta de areia e demora em licitações, caso do sistema BRT. O dono do escritório Jaime Lerner Arquitetos Associados disse que o modelo de transporte de ônibus é “complexo” e pode levar três anos para implantação, mas é mais rápido que metrô, citou. Sobre as obras no cais, concessão da Porto Cais Mauá do Brasil, e na orla, o arquiteto aguarda licenças e liberação por órgãos.

O secretário de Desenvolvimento Econômico da Capital, Edemar Tutikian, informa que a proposta da orla, conhecida em fim de 2012, está sendo examinada pelo Ministério Público e Tribunal de Contas. A reforma dos armazéns do cais, primeira fase do projeto e prometida para a Copa, não começou em julho, promessa dos empreendedores. Tutikian garante que o projeto sai do papel.

Fonte: Jornal do Comércio

Obra de arquibancadas do Sambódromo da Capital está longe de começar

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Num paralelo com desfiles de escolas de samba, só com alguma “correria” na reta final será possível que os carnavalescos de Porto Alegre contem, já a partir do próximo ano, com pelo menos um módulo definitivo de arquibancadas (para cerca de 2,5 mil pessoas) no Porto Seco, sem que o tempo seja extrapolado. Detalhe: o valor previsto já caiu pela metade, ficando em cerca de R$ 26 milhões.

Apresentado pela prefeitura aos presidentes das escolas de samba e das entidades que as representam no dia 28 de junho, o mais recente projeto de arquibancadas, camarotes e infraestrutura ainda não foi concluído. De acordo com o secretário de Desenvolvimento e Assuntos Especiais, Edemar Tutikian, para isso, ainda será necessário um prazo entre 45 e 60 dias.

– O importante é adequarmos o projeto às condições de Porto Alegre, buscando um equilíbrio entre o valor da obra e o interesse da comunidade carnavalesca. Por isso, ouvimos todos os carnavalescos (presidentes de escolas), buscamos baratear os custos. Ainda falta concluirmos a parte do paisagismo e de infraestrutura do entorno – explica o secretário.

Até meados de agosto

Porém, o tempo estimado pelo secretário extrapola a expectativa da União do Grupo Especial de (Ungespa), que representa as principais escolas.

– Teremos a convicção de que sairá o primeiro módulo de arquibancada definitivo se, até meados de agosto, tudo estiver encaminhado para a licitação. Caso contrário, será impraticável uma construção antes do próximo Carnaval – diz o presidente da Ungespa, Juarez de Souza.

Concorrência no percurso

Depois da conclusão do projeto, será iniciado o processo burocrático (jurídico e administrativo), que inclui a publicação de edital e licitação. Sem nenhum contratempo, como recursos de empresas derrotadas na concorrência pública, essa etapa levaria, no mínimo, mais dois meses, empurrando para o final do ano a possibilidade de início das obras.

– Com os prazos apertados, não podemos correr o risco de chegarmos no Carnaval com obras no local. Neste caso, nós solicitaremos o adiamento do
início das obras – argumentou o presidente da Ungespa, Juarez de Souza.

Primeiro dia após o Carnaval

Mesmo sem descartar a possibilidade de que o primeiro módulo de arquibancadas de concreto esteja concluído até o próximo Carnaval, o secretário admite outra hipótese:

– A coisa pública tem que ser feita com certos cuidados. Realmente é um tempo muito apertado. Se tiver tempo hábil, construiremos antes do Carnaval. Caso contrário, manteremos o compromisso de aprontarmos tudo (processo burocrático) este ano e, no primeiro dia após o Carnaval, iniciaremos as obras.

Os capítulos recentes de uma novela que já dura dez anos:

– 22/2/2012: passado o Carnaval, o prefeito José Fortunati determinou a retomada do projeto para construção do Complexo Cultural do Porto Seco e anunciou o início das obras para aquele ano. Um módulo estaria pronto antes dos desfiles de 2013. Não ficou.
– 5/2/2013: poucos dias antes do Carnaval, Fortunati apresentou novo projeto do Sambódromo e anunciou que os dois primeiros módulos das arquibancadas, de um total de nove, deveriam estar prontos em 2014. As obras seriam iniciadas no segundo semestre. Até agora, nada.

– 28/6/2013: juntamente com os secretários do Desenvolvimento e Assuntos Especiais, Edemar Tutikian, e da Cultura, Roque Jacoby, o prefeito apresentou aos presidentes das escolas de samba mais um projeto de cerca de R$ 26 milhões, a metade do valor previsto.

Fonte: Diário Gaúcho

Obras da Copa, só depois da Copa em Porto Alegre

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Prefeitura de Porto Alegre retira do cronograma oficial algumas melhorias para não perder verba

A prefeitura de Porto Alegre adverte: algumas obras da Copa de 2014 não ficarão prontas a tempo para o Mundial.

Ao anunciar que negocia a alteração da linha de financiamento para a construção dos empreendimentos de mobilidade urbana da Capital, a administração municipal assinou o atestado de que nem todas as 11 frentes de trabalho serão concluídas até o primeiro jogo na cidade.

Ainda em negociação com o Ministério das Cidades, a retirada das obras da Matriz de Responsabilidades da Copa para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi anunciada pelo prefeito José Fortunati como solução para evitar “pressões” sobre os cronogramas das construções e garantir os recursos. Segundo o prefeito, não haverá alteração no modelo de financiamento ou no valor contratado.

– A única obra que paralisou em Porto Alegre por causa da areia foi a dos corredores de ônibus. Será que o corredor de ônibus é a única obra que usa areia? Não. Mas o que os empresários estavam dizendo: essa é uma obra para a Copa do Mundo, então vamos causar impacto – argumentou.

Na raiz da iniciativa, entretanto, está o receio de que a prefeitura perca a verba obtida para obras – a Matriz da Copa exige conclusão antes do início do Mundial. Até então, a administração não admitia o risco de atraso. O secretário de Gestão, Urbano Schmitt, revelou que frentes como a duplicação das avenidas Tronco e Voluntários da Pátria, o viaduto da Plínio e a ampliação da Severo Dullius devem mesmo ser concluídas depois da competição:

– Não tenho como definir quais vão estar prontas e quais não. Estamos tocando as obras trabalhando com a vida real. Temos várias situações que interferem. Mas todo o empenho é para que fique pronto o quanto antes. A grande preocupação da prefeitura era ter os recursos e fazer as obras. E isso se conseguiu. Agora vamos ajustar dentro dos cronogramas viáveis.

As manifestações de Fortunati responsabilizando empresários por pressões desagradou às construtoras envolvidas nas obras da Copa.

A RELAÇÃO

Confira quais são as obras de mobilidade para a Copa na Capital

– Sistema de Ônibus Rápidos (BRT)

– Duplicação da Voluntários da Pátria

– Avenidas Beira-Rio e Padre Cacique

– Duplicação da Avenida Tronco

– Prolongamento da Avenida Severo Dullius

– Viaduto e Complexo da Rodoviária

Obras da Terceira Perimetral:

– Viaduto sobre a Bento Gonçalves

– Trincheira da Anita Garibaldi

– Trincheira da Cristóvão Colombo

– Viaduto sobre a Plínio Brasil Milano

– Trincheira da Ceará

Fonte: Zero Hora

Copa do Mundo irá movimentar R$ 30 bilhões

A Copa do Mundo de 2014 promete movimentar até R$ 30 bilhões nas 12 sedes do evento, além de acelerar os investimentos em infraestrutura. A previsão é do coordenador da Unidade de Entregas de Projetos Prioritários da Secretaria de Planejamento do estado de São Paulo, Rodrigo Gouvêa. Segundo ele, estudos feitos pelo governo federal e por consultorias apontam investimentos de R$ 3 bilhões apenas em São Paulo. Os números foram divulgados ontem, durante o seminário Efeitos da Copa e Olimpíada na Economia Nacional, realizado pelo FGV/Ibre, na capital paulista.

De acordo com Gouvêa, o estado está trabalhando para recepcionar as delegações internacionais e mapeou 26 locais, em 22 cidades, para abrigá-las. “Já recebemos 17 visitas de representantes das seleções. Vamos oferecer uma linha de investimento esportivo, com taxa de juro de 2%, para que essas cidades se preparem para receber as seleções”, afirmou, lembrando que São Paulo também tem uma linha de financiamento para hotéis com a mesma taxa de juro.

Joel Benin, da Secretaria de Grandes Eventos do Ministério dos Esportes, afirmou que o País terá como oportunidade – com a Copa e a Olimpíada – mostrar a diversidade cultural e ampliar a relação comercial com outros países. “São os dois maiores eventos do planeta. Teremos um legado material visível com investimentos do governo, estados e prefeituras e um legado imaterial, que vai consolidar a imagem do Brasil.” De acordo com Benin, estimativas apontam que o País deve receber mais de 600 mil turistas estrangeiros e até 3 milhões de turistas brasileiros durante os eventos.

A vice-prefeita de São Paulo e coordenadora da SPCopa, Nadia Campeão, destaca que a atração de investimentos e a consolidação da cidade como referência no turismo de eventos e negócios podem se transformar em legado para a capital. “Na esteira desses eventos, vamos ter outros importantes, como o 64º Congresso da Fifa, em junho de 2014, e a festa da Fifa (Fan Fest), que vai levar cerca de 50 mil pessoas ao Anhangabaú, por exemplo.”

Uma das principais melhorias que o governo pretende deixar para a capital paulista é o desenvolvimento da zona Leste. Além da construção do estádio da Copa, o Itaquerão, Nadia ressaltou que o evento ajudará no processo de desenvolvimento, com a criação do complexo viário de Itaquera, orçado em R$ 478,2 milhões, e do Polo Institucional de Itaquera, que pretende incentivar empreendimentos na região.

Fonte: Jornal do Comércio

Falta de areia ameaça as obras para a Copa

Se a proibição de minerar areia no rio Jacuí permanecer, conforme determinação da Vara Federal Ambiental de Porto Alegre, as obras dos corredores de ônibus BRTs da Capital devem ser paralisadas ainda nesta semana. O alerta foi feito na manhã de ontem pelo presidente do Sinduscon-RS, Paulo Vanzetto Garcia, e pelo diretor administrativo-financeiro do Sicepot-RS, Nilto Scapin. Os corredores fazem parte do conjunto de obras de Porto Alegre para a Copa do Mundo de 2014.

Apesar de recurso apresentado na semana passada por duas das três empresas mineradoras (Smarja, Somar e Aro), rés em uma Ação Civil Pública ajuizada em 2006, cerca de 95% da extração na principal jazida de fornecimento de matéria-prima para a Capital e Região Metropolitana permanece interrompida. A Justiça sustenta falta de laudos capazes de assegurar condições ambientais mínimas para a retomada das atividades.

Mesmo com a garantia dos representantes das duas principais entidades ligadas à construção civil gaúcha de que obras para o Mundial do ano que vem terão o fornecimento comprometido nos próximos dias, o munícipio afirma que não recebeu nenhum tipo de comunicado oficial. De acordo com o coordenador técnico das obras da Copa pela Secretaria Municipal de Gestão, engenheiro Rogério Baú, o procedimento inicial seria o encaminhamento de um documento que oficializasse o risco.

“Mesmo assim, o que precisa ficar claro é que a situação é complexa. Temos contratos assinados, e as empresas precisam fornecer material de qualidade. É preciso considerar que, se há falta, estamos sensíveis, mas existem alternativas no mercado e em hipótese alguma os custos poderão ser repassados para o contratante, pois existem cláusulas bastante claras em cada um dos contratos”, considerou.

Na avaliação das entidades, no entanto, projetos ligados ao programa federal Minha Casa Minha Vida bem como as obras da BR-448 e da BR-386, também estariam ameaçados de cortes no fornecimento. Segundo Nilto Scapin, do Sicepot-RS, os riscos maiores recaem sobre todas as obras que demandam placas de concreto. “A areia hoje é um produto de uso social, que representa muitas empresas, arrecadação e empregos. Entendemos que essa escassez, além de tirar a arrecadação, fará com que muitas outras obras sejam paralisadas”, complementou.

Por isso, atualmente, boa parte das entregas realizadas contam com areia oriunda das microrregiões de Cacequi, Santa Maria, Cachoeira do Sul e Rio Pardo. Porém, conforme Scapin, fornecedores de concreto já estão recebendo menor quantidade do que os compromissos firmados com as mineradoras. Em alguns casos, de 200 metros cúbicos ao dia, as entregas não ultrapassam 100 metros cúbicos e, como consequência, as empreiteiras também fornecem de maneira espaçada às construções.

“Estamos minimizando o fato, mas o custo desse material duplicou. Isso tem um impacto enorme. E isso faz com que os reflexos sejam ampliados também nessas regiões que, teoricamente, não seriam afetadas”, afirma, ao identificar aumentos de 70% nos valores praticados pelo metro cúbico nas últimas três semanas.

Por isso, o presidente do Sinduscon-RS, Paulo Vanzetto Garcia, defende que uma saída de curto e longo prazo passaria por atuação mais incisiva do governo do Estado. Para ele, a realização de estudos ambientais para atividade de mineração na Lagoa dos Patos e no lago Guaíba integrariam um planejamento estratégico para o setor.

No entanto, o fato não anularia a necessidade “imediata” de retomar a atividade nas jazidas do Jacuí, pois as opções existentes levariam, no mínimo, dois anos para a obtenção de laudos conclusivos sobre a atividade. “São perícias, zoneamentos e uma infinidade de estudos. Em curto prazo, a solução é o rio Jacuí. Do contrário, vai parar tudo. A solução para amanhã e para a semana que vem é o Jacuí”, enfatizou Garcia.

O dirigente ainda cobrou ações do governo gaúcho para a produção de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para garantir o abastecimento de areia. “Somente o Estado tem condições de garantir ao Judiciário e à sociedade gaúcha que essa extração será feita de forma oficial, com fiscalização adequada que minimize de todas as formas qualquer dano ambiental. Até porque apenas as partes podem se manifestar dentro deste processo. O Estado é uma das partes, por meio da Fepam, e esse é o caminho para se tentar alterar a atual situação. Hoje, o governo está lavando as mãos para um problema que é dele”, defendeu, ao lembrar que o setor da construção civil é responsável pela composição de cerca de 7% do PIB gaúcho.

Fonte: Jornal do Comércio

Defasagem do Salgado Filho causa prejuízo bilionário, diz Fiergs

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Menos de 4% das exportações gaúchas partem do aeroporto da capital. 
Área para novo terminal no RS deve ser definida na semana que vem.

A defasagem do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, está causando um prejuízo bilionário às exportações gaúchas. Segundo a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), o estado perde R$ 3,3 bilhões por ano em negócios em função da falta de estrutura do terminal.

Entre os principais problemas do Salgado Filho está o tamanho reduzido da pista. Prometida há vários anos, a ampliação dos atuais 2,2 mil metros para 3,2 mil metros ainda não saiu do papel. O lançamento do edital sofreu novo adiamento e agora é esperado para setembro, segundo a Infraero.

Com comprimento atual, a pista do Salgado Filho não permite a decolagem de aviões com carga máxima. Essa limitação acaba causando aumento dos custos da indústria, que paga mais caro para transportar e armazenar os produtos levados pelas rodovias até aeroportos de São Paulo, de onde eles seguem para o exterior.

Em 2012, o Rio Grande do Sul exportou apenas US$ 72 milhões por via aérea, contra US$ 450 milhões exportados por São Paulo. O número equivale a menos de 4% das mercadorias produzidas no estado com destino ao mercado externo, conforme a Fiergs.

“Pela própria Infraero, o prejuízo para o Rio Grande do Sul é de R$ 3,3 bilhões por ano. Nós não podemos exportar toda nossa produção exportável por via aérea, via Aeroporto Salgado Filho”, ressalta o presidente da Fiergs, Heitor José Müller.

Além das obras de ampliação do Salgado Filho, a construção de um novo aeroporto, na Região Metropolitana de Porto Alegre, é vista como uma das soluções para o problema. O governo do Estado espera que a Aeronáutica defina na próxima semana a área para construção do aeroporto 20 de Setembro.

Em abril, o governo federal afirmou que realizaria estudos técnicos e financeiros para viabilizar a construção do novo terminal. O anúncio foi pelo ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, em visita ao Rio Grande do Sul. Ele sobrevoou a área de 2,5 mil hectares que deve receber o empreendimento, entre os municípios Nova Santa Rita e Portão.

De acordo com especialistas e entidades envolvidas no projeto do Aeroporto 20 de Setembro, no entanto, a construção do novo terminal não diminui a urgência de ampliação do Salgado Filho. Até porque as obras devem durar pelo menos 10 anos. A ideia é que os dois aeroportos coexistam, como o modelo de Guarulhos e Congonhas, da capital paulista.

Fonte: G1

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