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Eduardo assume compromisso com Economia, Educação e Segurança

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Uma campanha limpa, sem agressões, e uma gestão comprometida com a solução dos problemas do Brasil. Foi com esse espírito que o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a ex-senadora Marina Silva tiveram confirmada sua candidatura à Presidência da República pelos partidos da aliança liderada pelo PSB e pela Rede Sustentabilidade em um ato prestigiado por mais de mil pessoas, em Brasília. “Nós vamos devolver o Brasil para os brasileiros. O Brasil tem jeito e quem vai dar jeito no Brasil é o povo”, disse Eduardo.”Nossa aliança caminhará orientada pela carta dos brasileiros, que querem a mudança”, disse Marina.

Em um discurso contundente, Eduardo assumiu um conjunto de compromissos e pediu para ser cobrado ao final de sua gestão, daqui a quatro anos: em seu governo, afirmou, todas as crianças e jovens terão vaga em escolas de tempo integral; serão reduzidos os índices de criminalidade e a violência; será retomado o crescimento econômico; e a reforma tributária será encaminhada ainda no primeiro ano de mandato. “As conquistas do passado serão garantidas em nosso governo. Nós vamos acabar com a corrupção, com o patrimonialismo e o fisiologismo”, aviso, descartando o desmonte de programas sociais como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida e o Prouni. “Eu assumo o compromisso e quero ser cobrado”, frisou. O candidato também prometeu declarar guerra à burocracia para simplificar o país e avançar no cumprimento das metas de redução de emissões até 2020, tornando efetivo o compromisso do Brasil com a sustentabilidade.

Em um evento marcado pela alegria e unidade, PSB, Rede, PPS, PPL, PHS e PRP marcaram o início oficial da campanha e mobilizaram sua militância de todo o país. Dirigentes, delegados, militantes e simpatizantes vieram das mais diversas regiões do país. “Eu e Eduardo temos a alegria de fazer esse encontro na mesma data em que completamos nove meses de aliança”, disse Marina. “É exatamente como uma gestação e hoje podemos dizer: nossa criança nasceu”, completou. Candidata a vice, ela lembrou que o DNA da candidatura é o programa de governo da aliança, em fase final de montagem, e ironizou as críticas e ataques que a candidatura têm recebido. “Eu aprendi muito com a floresta. Os desabusados correm quando a serpente sacode o rabo, mas quem conhece sabe que está no caminho certo”, comentou.

A ex-senadora pediu à militância uma campanha limpa e rechaçou os rumores em torno de divergências que colocariam em risco sua união com Eduardo Campos. “A gente trabalha, sonha e luta pelo Brasil que queremos”, afirmou. “O que nos uniu foi a esperança de quebrar esse ciclo vicioso de divisão do Brasil”.

Por Doca de Oliveira, assessoria de comunicação social do PSB

Gasolina a R$ 1,50? Reforma tributária já!

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O Brasil é um dos líderes mundiais em cobrança de impostos. A cada compra que fazemos – leite, livros, gasolina, educação, saúde, segurança, energia elétrica… – pagamos uma alta carga tributária. O retorno desses impostos tem sido satisfatório? Não. Nosso governo ainda deixa muito a desejar, já que temos que pagar por planos de saúde, seguro de carro, seguro de casa, escolas e creches particulares…

O assunto é pauta de hoje em diversas cidades brasileiras, porque hoje acontece a 10ª edição do Dia da Liberdade de Impostos. Em função disso, a gasolina é vendida sem tributação em sete estabelecimentos no Rio Grande do Sul e os consumidores podem comprar até 20 litros por R$ 1,50. O Dia da Liberdade de Impostos é realizado em parceria entre o Instituto Liberdade (ILRS), o Instituto de Estudos Empresariais (IEE) e a Associação da Classe Média (Aclame), com apoio de outras entidades. Ao entrar na fila para abastecer apenas 20 litros, cada consumidor está, na verdade, protestando contra a carga tributária que pagamos em tudo. Na gasolina, estão inclusos impostos como PIS, Cofins e ICMS.

Deixo, para leitura, um artigo que publiquei no jornal O Dia, em 2013:

Pauta das últimas eleições gerais, mas que deve continuar na agenda eleitoral de 2014, a Reforma Tributária segue tendo um viés utópico. Pena, já que ela é essencial para fazer o país voltar a crescer, assim como os estados. Sua implantação simplificaria o sistema tributário, diminuiria a carga de impostos e contribuições e uniformizaria o sistema através de uma taxa única.

A discussão se arrasta desde 2001. Só que o foco principal passou a ser o ICMS e o fim da guerra fiscal entre estados, restringindo, assim, o efeito de uma reforma mais ampla. A proposta consiste em simplificar a fiscalização e a cobrança das federações; e o ônus, mais uma vez, recairá sobre a iniciativa privada, que já tem custos de mais com o sistema vigente.

Um exemplo claro disso foi a Resolução 13/2012. Ela reduziu a alíquota interestadual de importados a 4%, mas causou prejuízo às empresas. Motivo: seus procedimentos não condizem com as boas práticas de mercado. Não por acaso, a resolução levou alguns setores a ajuizar ações na Justiça e a modificar suas informações contábeis na tentativa de evitar danos maiores. 

É lamentável que decisões estratégicas para o crescimento do Brasil deem mais peso a questões políticas do que econômicas. Hoje, União e estados exercem seu poder para alterar aquilo que lhes convém, alijando empresas e contribuintes do debate. Porém, tal discussão deve contar com a participação de toda a sociedade. Abrir esse espaço será bom para a política nacional de desenvolvimento e prova de amadurecimento democrático.

 

Mais um exemplo negativo de preconceito. Até quando?

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O prefeito de Carlos Barbosa, Fernando Xavier da Silva (PDT), causou uma nova polêmica. Uma velha polêmica, na verdade, já que o preconceito é parte do nosso cotidiano há séculos. Em evento do Festiqueijo, o prefeito teria dito que “se vier uma infestação de goianos e baianos, vai começar a ter fome”. A repercussão foi imediata, na imprensa e nas redes sociais. Tenho certeza de que goianos e baianos recebem muito bem os gaúchos. Já estive nos dois estados e posso afirmar isso.

A declaração preconceituosa do prefeito tem como pano de fundo o pedido de cautela na divulgação do evento e do município. Segundo o prefeito, as qualidades da cidade, o fato de o município estar em primeiro lugar no Estado no ranking do Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese), poderia atrair pobreza para a região. O prefeito afirmou temer que a propaganda atraísse pobreza para o município.

Se o gestor de Carlos Barbosa teme a pobreza, que trabalhe pela atração de investimentos, por geração de emprego e renda, por educação, segurança pública e saúde de qualidade. Que preocupe-se com políticas públicas de longo prazo. Temer a pobreza não pode ser desculpa para temer uma “invasão” de brasileiros. Porque, ao fim de tudo, somos – gaúchos, baianos, goianos, cariocas, paulistas… – brasileiros, somos iguais. Temos os mesmos desafios e os mesmos direitos. Cada um de nós tem o direito de escolher onde construir sua vida. E cada gestor eleito precisa aprender a respeitar as leis e o bom senso.

Revista Voto: A ousadia que garante o sucesso

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Existem alternativas para os gestores municipais enfrentarem a burocracia e as limitações financeiras e atraírem investimentos. O economista e consultor Nelson Naibert mostra que as prefeituras, mesmo as de menor porte, podem virar o jogo, como fez o pequeno município de Saquarema, na Região dos Lagos, no Rio. Há sete anos, após mudança de posicionamento e na lei de concessão de incentivos fiscais, atraiu investimentos consideráveis – 10 fábricas de diversos segmentos – e cerca de 5 mil empregos diretos, transformando-a em referência na área de desenvolvimento no estado carioca.

Sócio da empresa Rosa,Naibert com sedes no Rio de Janeiro e Porto Alegre, ele presta consultorias a várias cidades brasileiras. Em investimentos foram quase R$ 900 milhões. Com experiência de uma década na área de desenvolvimento sustentável, o economista avalia os principais erros cometidos pelos gestores e a falta de diagnóstico dos municípios e diz que os prefeitos precisam adotar uma postura arrojada em relação a temas um tanto controversos, como incentivos fiscais e diversificação econômica.

O que os municípios podem fazer para promover a economia?

É preciso ter clara a noção de polo de desenvolvimento econômico. É um termo amplo porque envolve ao mesmo tempo indústria, distribuidora e prestadora de serviço. Aquela herança dos polos industriais ficou de lado, porque não deram certo no Brasil. O conceito agora é ir além do que já existe. Os municípios precisam diversificar as suas economias. Ao mesmo tempo, é preciso que os governos sejam empreendedores. Cito o exemplo de Bom Jardim, no Rio. Era um município com 25 mil habitantes e totalmente rural. A Prefeitura estava quebrada financeiramente. Os problemas eram grandes, com atraso no pagamento dos servidores e falta de condições para realizar obras. Agora, com a presença de oito indústrias ligadas à química, gerou 2 mil empregos e se tornou um importador de mão de obra. Hoje é um município industrializado e que leva a sério a questão do meio ambiente. Porque, diferente do que se diz, é possível unir sustentabilidade e desenvolvimento. Para isso é preciso definir que tipo de perfil de negócios você quer atrair. Neste caso, as empresas não podiam ser de um porte grande, mas existe uma região de mata muito grande. Além disso, foram identificadas as potencialidades do município. A cidade tinha boa localização porque está perto ao Complexo Gás-Químico Rio Polímeros. Junto com isso, o governo do estado colaborou com um programa de incentivos fiscais arrojados e o Poder Executivo local estava disposto a negociar. O último e talvez mais importante fator foi a Prefeitura não prometer aquilo que não poderia cumprir. Em busca de vantagem política, muitos gestores prometem e caem em armadilhas, que é o de não cumprir. Isso quebra confiança e afasta as empresas.

E a questão do incentivo fiscal?

O incentivo fiscal é um item de decisão do empresário no momento em que ele vai escolher onde investir. É um instrumento que compensa o fato de os estados não fazerem o seu dever de casa, que são as melhorias, por exemplo, em infraestrutura e logística. Quer dizer, se o empresário recebe incentivo, não se preocupa tanto com as outras dificuldades que terá. É uma relação compensatória. Essa é a verdade. Tanto que há um projeto tramitando na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados que prevê maiores incentivos ao segmento industrial. Isso quer dizer que os próprios secretários de Fazenda dos estados sabem que, se acabarem os incentivos, os estados vão quebrar. Ao mesmo tempo, é preciso atenção sobre o impacto desses benefícios para que não ocorra uma concorrência desleal. Isso significa dar incentivo e criar uma concorrência para a empresa que já está instalada. Se você fizer isso, vai falir com o negócio existente. Então, o governo estadual precisa fazer uma legislação que atraia, mas também proteja. Uma maneira de evitar isso é oferecer o mesmo incentivo para a empresa que já está instalada. Existem formas de equilibrar, mas os governos não querem discuti-las.

O que mais as administrações precisam?

É preciso um diagnóstico adequado para identificar potenciais áreas para a instalação das empresas, sem esquecer de levar em consideração a questão logística. O perfil dos trabalhadores é importante porque deve estar de acordo com polo de desenvolvimento, assim como promover a qualificação para atender às futuras necessidades do mercado. Agora, há dificuldades que são internas. O processo de desenvolvimento econômico é endógeno, mas eles não são geridos. Um exemplo é o município de Viamão, Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Ali, 80% dos investimentos que foram anunciados recentemente estavam na cidade. Eram empresas que buscavam expandir. Só que as administrações anteriores não conseguiam dar vazão para os pedidos. E isso existe muito no País. Indústrias que querem crescer, mas não são escutadas pela Prefeitura. E daí chega outro município mais disposto e puxa para si o empreendimento.

Mas neste ponto entra a atuação dos municípios.

Na minha avaliação, os municípios não são coadjuvantes, como ocorre hoje. Ao contrário, acho que o ator principal na atração do investimento é o município. Só que há fatores externos. Primeiro é a questão política. O governo do estado não vai querer incentivar uma empresa para se instalar num município que é adversário político. Então, as Prefeituras precisam ser mais independentes dos estados. Ao mesmo tempo, a Prefeitura não se organiza para se vender no mercado. Quando o empresário está pensando em construir uma fábrica, busca o governo local. Se ele encontra um campo amistoso, está ganhando. Só que muitas vezes os governos mantêm uma posição burocrática e inviabilizam as negociações. Imagina o empresário chegar numa cidade e não conseguir falar com alguém da Prefeitura para apresentar o seu projeto. Ele não volta.

Por que os políticos não são mais empreendedores, mais receptivos e menos burocráticos nessas negociações?

Os políticos ainda não compreendem o ganho dessa postura mais empreendedora. Quando isso ocorrer, a visão deles vai mudar. Quer dizer, as reivindicações da população são as mesmas. As pessoas querem mais saúde, educação e segurança. Mas isso só é possível com recursos. E para isso é preciso atrair investimentos. Com um município mais forte, também se garante a manutenção da população, que não terá a necessidade de buscar serviço em outras cidades. Os benefícios com a atração de investimento industrial são grandes. Os impostos gerados são locais. Outro ponto importante é a geração de empregos. Com mais renda, esse trabalhador vai consumir serviços na cidade, como escola e saúde. Isso resulta em um impacto econômico e social positivo.

Fonte: Revista Voto

Exportações do Estado caem 5,8% em fevereiro

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Há algumas semanas escrevi por aqui que o Rio Grande do Sul não ter uma capacidade de atração de investimentos. Mais que isso, que no nosso Estado não tem pensado em como melhorar as condições para aqueles que já estão instalados no RS. Se não agirmos para que os empresários que se mantêm no RS permaneçam e tenham competitividade com o mercado nacional e internacional, eles certamente sairão daqui. Isso representaria uma queda de emprego, renda, arrecadação… Uma cadeia de notícias ruins que ninguém quer receber e viver.

Mas, pelas notícias que vejo, as exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,02 bilhão em fevereiro. Isso representa uma queda de 5,8% comparado com fevereiro de 2013. Falta de competitividade dos produtos gaúchos é um risco grande e que está posto. Se o governo não souber olhar com cuidado para isso, o trabalhador pagará por mais essa conta. Para termos uma ideia de valores, o saldo da balança comercial ficou negativo em US$ 530 milhões!

Deixo com vocês mais dados, que o Jornal do Comércio traz em sua edição de hoje:

No que se refere aos destinos das exportações totais do Rio Grande do Sul, a China ficou na primeira colocação ao elevar em 177,8% os seus pedidos, basicamente soja. A Argentina garantiu a segunda posição e ampliou suas importações em 0,9%, em especial de partes e acessórios para tratores e veículos automotores. Na sequência veio os Estados Unidos, que incrementou em 3,5% as compras, principalmente de blocos de cilindros e cabeçotes para motores de explosão.

As importações totais tiveram queda de 6,5% em fevereiro, em comparação com o mesmo mês de 2013, somando US$ 1,55 bilhão. A maior queda ocorreu em bens de consumo (-6,8%), devido à retração de veículos automotores. Por outro lado ocorreram elevações em bens de capital (7,5%), veículos de carga; e bens intermediários (1,2%), naftas para petroquímica.

Produção industrial prioriza vendas internas

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou ontem que a produção da indústria de transformação brasileira está cada vez mais destinada ao mercado interno, em detrimento das exportações. De acordo com a entidade, o coeficiente de exportações líquidas, a diferença entre o valor das exportações e o valor dos insumos importados para a produção industrial, ficou negativo em 0,1% no setor em 2013. Os dados estão publicados no Coeficientes de Abertura Comercial, divulgada CNI, em parceria com a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex).

Na avaliação dos técnicos, os números indicam que a indústria de transformação passou a gerar receitas com exportação inferiores ao dispêndio com insumos importados. A CNI informa também que o coeficiente de penetração das importações, que mede a participação dos produtos importados no consumo doméstico, atingiu a marca recorde de 22,3%, o maior valor desde o início da série histórica da pesquisa, em 1996.

Outro fator que influenciou, indica o estudo, foi a desvalorização do real: em dólares, as importações de produtos industriais cresceram 7% e, em reais, 18%. A CNI divulgou ainda que foi recorde o coeficiente de insumos importados, que representa a participação dos insumos importados no valor total dos insumos adquiridos pela indústria, atingindo 24,13% em 2013.

Contratação de mão de obra começa ano menor do que em janeiro de 2013

Pessoal ocupado pela indústria se manteve estável no mês de janeiro de 2014, em relação a janeiro de 2013, divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, no entanto, houve queda de 2%, sobre uma base de comparação que já havia caído 1,2% em relação a janeiro

de 2012. A variação mês a mês do pessoal assalariado na indústria vem se mantendo estável ou negativa desde janeiro do ano passado. Em 2013, em todos os meses houve queda em relação a 2012.

Nos últimos 12 meses, a queda acumulada do pessoal ocupado assalariado é de 1,2%. Os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul tiveram os maiores impactos na taxa nacional na comparação com o mesmo mês de 2013. O pessoal ocupado na indústria paulista caiu 3,1%, e o da gaúcha, 3,3%, o pior resultado nacional. Bahia (-3,2%), Paraná (-2,3%), Espírito Santo (-2,2%), Rio de Janeiro (-1,8%), Minas Gerais (-1,4%), Ceará (-1%) e Pernambuco (-0,5%) acompanharam as reduções no pessoal ocupado. Santa Catarina teve alta de 0,4%. A taxa atribuída pelo IBGE às regiões Norte e Centro-Oeste subiu 1,3%.

Apenas quatro setores pesquisados expandiram o pessoal ocupado em janeiro de 2014, em relação a janeiro de 2013, 14 caíram. A maior alta foi no setor de produtos químicos, de 1,9%, seguido pelo de fumo, com 1,4%, e pelo de alimentos e bebidas, com 1,2%. O ramo de calçados e couro teve a maior queda no pessoal ocupado, 6,6% ante janeiro de 2013. Produtos de metal (-6%), refino de petróleo e álcool (-5,8%), têxtil (-5,8%) e máquinas e equipamentos (-5,6%) são os outros que mais caíram. Outro dado da pesquisa, o número de horas pagas pela indústria ao pessoal ocupado subiu 0,1% em janeiro, ante dezembro, mas caiu 2,1% na comparação com janeiro de 2013. A queda manteve o número em patamares semelhantes aos de 2009, ano afetado pela crise internacional.

Os setores em que houve maior queda entre os 14 que recuaram foram os de fumo (-7,8%) e têxtil (-6,5%), e, entre os que subiram, se destacaram minerais não-metálicos (1,8%) e alimentos e bebidas (0,8%). Já em categorias regionais, a retração foi maior no Rio Grande do Sul e na Bahia, onde chegou a 4,1%. As regiões Norte e Centro-Oeste elevaram as horas pagas em 3,1% ante janeiro de 2013, e Santa Catarina e Rio de Janeiro também subiram, 1,1% e 0,9%. A indústria paulista reduziu as horas em 3%, resultado parecido com a mineira (-2,9%) e com a média da nordestina (-3,5%). A folha de pagamento real, que soma os gastos com pessoal, teve queda de 0,5% de dezembro para janeiro, mas subiu 3,7% de janeiro do ano passado para o deste ano.

RS perde mais um investimento

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Tenho acompanhado nos últimos dias inúmeras manifestações sobre a transferência da Stemac para Goiás. Nas opiniões, vi dois lados contraditórios: o primeiro dos que defendem que a empresa poderia ficar aqui com o mesmo tratamento tributário que recebeu em Goiás; o segundo, daqueles que acreditam que a logística não era de fato um problema.

Vamos aos fatos. Em primeiro lugar, este não é um caso isolado. O RS tem perdido empresas para outros Estado há muito tempo como a Grendene, Azaleia, Ford e os investimentos mais pesados da Gerdau. Nada disso é de agora.Essa saída permanente tem pelo menos 15 anos. E, apesar disso, ainda não tivemos tempo de descobrir o por quê? Não tivemos capacidade de nos planejar e agir para conter essa evasão?

Soma-se a isso uma outra visão, que considero bastante equivocada. Os movimentos do atual governo do RS sinalizam eles acreditam que a guerra fiscal é uma anomalia. Anomalia para quem? Para os Estados que a utilizam para levar nossas empresas e atrair investimentos, ou para um governo que não pensa no longo prazo? Para os cidadãos que recebem a chance de novos empregos ou dos gaúchos que perdem seus empregos?

O RS não é previlegiado do ponto de vista logístico. Mas isso sempre soubemos. E, num curto prazo, essa stiuação não vai mudar, principalmente se continuarmos com as políticas populistas que incham o Estado e afastam as empresas e o desenvolvimento sustentável dos gaúchos. Para um Estado sem dinheiro, com endividamento monstruoso, acho difícil mudar isso buscando novas despesas e não vendo novas receitas.

Há muitos anos o ambiente de negócios estabelecido no RS vem se deteriorando. Se não há atração de investimentos, não há recursos a serem investidos em políticas sociais. Sem atração de investimentos e com o agravante de não sermos capazes de matermos as empresas e indústrias que aqui estão, perdemos duas vezes. Enquanto não foi feita a reforma tributária, temos que trabalhar com as regras que valem hoje. Nossa inércia está nos colocando cada vez mais distantes do cenário ideal. Quem pagará essa conta? Novamente a população.

Ganância, poder e corrupção: o seriado político e a realidade brasileira

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Hoje, sexta-feira (14) a segunda temporada do seriado “House of Cards” será liberada no Netflix e, após assistir todos os episódios da primeira temporada, fiquei pensando o que a política norte-americana tem a ver com a política brasileira. Dizer que corrupção só existe no Brasil é mentira. Estamos entre os países mais corruptos do mundo, mas não somos os únicos. Corrupção existe desde sempre, está ao lado do poder, são quase inseparáveis. Aliás, há alguns dias falei aqui sobre corruptores e corruptos… Um depende do outro.

Nos EUA, há algo bastante diferente do Brasil, além do volume de corrupção: lá o lobby é profissão. Alguém dizer nos EUA que é lobista é dizer sua profissão. No Brasil, lobistas são ilegais e talvez isso acentue ainda mais o poder devastador que têm quando decidem trabalhar e usar sua influência para pautas e ações negativas.

Mas vamos à serie. Ganância, poder, corrupção, troca de favores, jogo sujo, armadilhas… tudo faz parte da rotina do cenário político exibido na série. Parece não haver ingenuidade, parece não haver ideais. Todos têm um preço. Um preço que custa caro ao outro, seja aliado ou adversário. O individualismo fala mais alto, a vontade de ter mais poderoso e influente prevalece.

Não precisamos de um seriado para nos mostrar como isso acontece… Basta vermos de perto o que está havendo no Brasil… Uma guerra de informações, de dados distorcidos, de realidades inventadas. Talvez aqui o jogo não seja tão inteligente e sofisticado quanto nos mostram os personagens de “House of Cards“.  Mas existe e sabemos. A política não pode servir a interesses individuais, não pode ser pessoalizada. A política precisa ser vista como um meio de transformação da sociedade.

De toda forma, a série é ótima e vale a pena acompanharem!

A violência gratuita que atinge inocentes

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(Foto: Agência O Globo)

Recebi estarrecido a notícia da morte cerebral do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, da TV Bandeirantes. Andrade foi mais uma vítima da intolerância e da violência gratuita que toma conta das ruas do Brasil. Enquanto trabalhava, foi atingido na cabeça por um rojão, semana passada, durante um confronto entre manifestantes e policiais no centro do Rio de Janeiro. Os manifestantes gritavam contra o aumento da passagem de ônibus. Os policiais acompanhavam. Andrade trabalhada. E marginais extrapolavam limites. Sim, porque só posso acreditar que são marginais irresponsáveis os autores desse homicídio. Quem protesta com paus, pedras, rojões? Qual cidadão de bem, ao lutar por direitos sociais, mata alguém que está sozinho, com uma câmera na mão, indefeso, de costas?

Que tristeza saber que centenas de pessoas se escondem atrás de máscaras e tapam seus rostos com panos para, anônimos, extrapolarem na violência.

Como pai, penso na filha e enteados de Andrade. Como marido, penso na dor de sua esposa. Como filho, penso na dor de seus pais. Como amigo, penso no tamanho da ausência de sua presença. Como brasileiro tenho vergonha. Até quando teremos que conviver com isso? Andrade teve sua morte anunciada e narrada em rede nacional. Quantos Andrades morrem a cada dia? Até quando a segurança será empurra-empurra? Até quando permitiremos que marginais estejam impunemente lado a lado com manifestantes?

Hoje é um dia de luto, mais um dia de luto. Hoje é um dia de vergonha e de tristeza.

Porto Alegre em estado de greve

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Foto: Ricardo Giusti/PMPA

Quando o ano de 2013 começou, tivemos uma prévia do que teríamos ao longo do ano. Foi, sem dúvida, um ano tumultuado, de problemas e enfrentamentos difíceis. Incêndios, manifestações, depredações, acidentes com vítimas fatais e outras notícias negativas foi permanentes em 2013. Acredito que todos esperávamos um início de 2014 menos turbulento.

Mas por que vivemos um janeiro e início de fevereiro tão tumultuado? Nenhuma das pautas que vemos é antiga. Greve dos rodoviários: todo janeiro é a mesma situação há anos e anos; apagão: todo ano é a mesma coisa no verão; congestionamentos: toda volta à rotina da cidade enfrentamos; greve na saúde: há anos e anos eles lutam pelas 30 horas semanais… Será que Porto Alegre e seus governantes não percebem que estamos ficando para trás?

Com calor de mais de 40 graus não temos transporte, corremos o risco de ficar sem saúde, não temos água e nem energia elétrica. Mas esperem: não estamos em 2014? Qual a dificuldade de os governos resolverem essas coisas?

Quanto à greve: sigo achando as reivindicações justas, os trabalhadores merecem condições dignas de trabalho. Porém, impedir que as pessoas vão aos seus trabalhos, impedir o acesso à saúde, entre outros, é ultrapassar o limite. O poder público precisa deixar de ser omisso. E tem isso omisso há décadas, não é coisa dessa gestão apenas. Os problemas vem crescendo desde as administrações petistas da capital gaúcha.

Ou governo assume seu papel e resolve os problemas, coloca a casa em ordem, ou Porto Alegre vai acabar afastando seus moradores e investidores. Pensem comigo: uma cidade que permite que milhões de reais sejam perdidos a cada dia por causa de uma greve atrairá investidores como? Quem gostaria de investir em uma cidade onde tudo está parado e os governantes não resolvem as coisas, apenas jogam para a frente a responsabilidade?

Novamente quem está pagando essa conta somos nós, cidadãos, que pagamos nossos impostos em dia. A nossa parte está sendo feita todos os dias. Se não fizermos, o poder público é ágil para nos cobrar. Chegou a hora de cobrarmos dele uma solução para que a nossa cidade volte ao rumo e seus trabalhadores sejam respeitados, sem ficar no meio de um jogo de empurra-empurra.

Trânsito: até quando a imprudência seguirá vencendo?

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Quantas notícias sobre mortes em acidentes de trânsito já ouvimos e vimos apenas nesse primeiro mês de janeiro? Há quantos anos convivemos com notícias de acidentes fatais causados por imprudência? Até quando vamos conviver com isso e com a impunidade?

Já vi dezenas de pessoas falando que o Brasil é o país da impunidade, que aqui tudo se faz e o velho “jeitinho brasileiro” garante que nada aconteça a quem descumpre as leis. Temos que mudar isso! E precisamos de todos envolvidos e comprometidos nesse sentido.

E por que resolvi escrever sobre isso? Porque hoje li há pouco sobre mais um acidente fatal, na região de Porto Xavier. A esposa de um dos motoristas envolvidos no acidente ligou para a irmã para falar que estava com medo, pois o marido havia consumido bebida alcoólica e estava dirigindo. Engana-se aquele que pensa que apenas uma cerveja ou uma taça de vinho não alteram o sentido e os reflexos. É um risco dirigir embriagado. É um risco não apenas para quem dirige, mas quem está na carona e para quem está na rua. O risco para os inocentes é muito maior. Esse acidente é mais um exemplo dessa realidade.

Uma das famílias que acabou vitimada nesse mesmo acidente, voltava de um culto religioso. Penso que jamais eles esperavam por algo assim. E que direito têm alguém de colocar em risco pessoas que escolhem seguir as regras do jogo, que escolhem cumprir a legislação?

Não está provado e dificilmente ficará provado que um ou outro foi responsável pelo acidente. Com os carros destruídos, a perícia fica limitada. Haverá, sim, exame toxicológico em função da ligação da esposa de um dos motoristas. Fico imaginando o tamanho do desespero ou da angústia de alguém para ligar e pedir socorro. Infelizmente não houve tempo de evitar a tragédia. E a tragédia seguirá sendo vivida por duas famílias para o resto da vida.

Para alguns, claro, este acidente é apenas mais um dado, mais uma estatística, mais um exemplo que ajuda a confirmar o dado de que 90% dos acidentes acontecem por imprudência. Para os familiares e amigos é uma lembrança triste e que jamais se apagará.

Agora eu pergunto a cada um de vocês: fazemos nossa parte? Quando o celular toca e estamos dirigindo, atendemos ou deixamos tocar? Após uma ou duas cervejas, dirigimos ou pedimos a quem não bebeu nada para dirigir? Com muito sono, seguimos na direção ou paramos para descansar? Paramos na faixa de pedestre, cumprimos a velocidade estabelecida em cada via? Se cada um fizer a sua parte, as estatísticas serão melhores, sem dúvida. Também será menor o número de famílias que sofrerá com a perda de pessoas queridas em acidentes.

Vamos pensar e refletir sobre nossas ações e posturas. Vamos, cada um de nós, fazer nossa parte. Respeito ao outro, às leis e a nós mesmos. Isso é fundamental para preservarmos a vida.

Minha dica desse post é a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga. VIDA URGENTE é um exemplo!

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