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5 de outubro de 2014

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Era 5 de outubro de 2014. Embora a perda de Eduardo Campos tivesse abalado o sonho de um novo Brasil, naquele domingo, 5 de outubro, ainda havia esperança. Mesmo que as pesquisas mostrassem o contrário eu ainda acreditava que Marina e Beto poderiam ir para o segundo turno e levar adiante tudo o que Eduardo despertou nas pessoas. Foi um dia difícil, ainda mais pra mim, que estreava em disputas eleitorais como candidato.
 
Não foi o domingo com que sonhei. Foi um domingo triste. Não por mim. Mas pelo que eu sabia que viria a acontecer com o Brasil. Fosse pelas mãos de Aécio, fosse pelas mãos de Dilma, haveria crise econômica e crise política. Haveria recessão e haveria caos. Tudo o que estamos vivendo hoje, naquele domingo eu temi. Por quê? Porque seria a política do revanchismo, uma guerra que o Brasil vive há décadas e que não nos leva a lugar algum. Ao contrário, nos faz caminhar para trás.

Como vocês devem saber, de tanto que falo, trabalho com geração de emprego e renda. Mas, na campanha, Dilma dizia que havia pleno emprego. Que não havia recessão. Que tudo ia bem.  Hoje, são mais de 8 milhões de desempregados. E esse número deve aumentar até o fim do ano. De concreto, nada tem sido feito. A disputa de poder ainda faz o Brasil estagnar. Quem manda no Planalto? Dilma? Temer? Lula? PMDB? Não sei e nem eles devem saber.
 
Sei apenas que há exatamente um ano, adiei o sonho de um Brasil melhor. Parabenizo Marina e Beto Albuquerque pela postura e coragem de enfrentarem aquele momento. Poucos conseguiriam superar tamanha dor e perda para levar adiante o sonho de milhões de pessoas. Parabéns a todos. Nossa luta ainda não terminou. Falo por mim: ela está mais forte a cada dia. Porque podemos mais e seremos mais.
 
Obrigado, Eduardo, por tudo. Pelos ensinamentos. Nós não vamos desistir. Nós vamos persistir. E outros 5 de outubro virão. Mas o resultado, tenho fé, será diferente!

Ato suprapartidário emociona na data em que Eduardo Campos completaria 50 anos

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Para homenagear Eduardo Campos, na data em que estaria completando 50 anos, o PSB realizou grande ato suprapartidário, em Recife, Pernambuco. Cerca de mil e quinhentas pessoas, entre familiares, líderes políticos, artistas, militantes e admiradores do socialista se reuniram na manhã desta segunda-feira (10) em evento marcado por músicas e discursos emocionados.

Ao iniciar as homenagens, o presidente do PSB Nacional, Carlos Siqueira, lembrou a capacidade de diálogo, articulação, aglutinação que Eduardo Campos possuía, ressaltando que o ex-governador segue inspirando o PSB: “Eduardo provou que é possível fazer a política de frente para o povo. É possível fazer a gestão pública e melhorar a vida das pessoas”, disse. Siqueira falou ainda sobre a falta que o líder socialista faz a todos os brasileiros no momento difícil que atravessa o país, tanto política, quanto administrativamente. “Sei que ele teria papel relevante agora”, completou. “O sonho coletivo de Eduardo, o sonho de um país sem desigualdade social, com educação de qualidade segue vivo. Esse sonho segue vivo e não é só nosso. Esse sonho perpassa e está acima do PSB e das diferenças partidárias” finalizou.

Renata Campos fez um discurso emocionado lembrando a trajetória política de seu marido, que tinha o sonho de “revolucionar” o Brasil. “Ontem passamos o primeiro Dia dos Pais… ele que foi um grande pai”, declarou ao lado dos cinco filhos. “Hoje, celebrar seus 50 anos sem a sua presença física é muito doído. A saudade é enorme. Mas saber que sua vida, suas ideias, suas bandeiras, sua história nos trazem até aqui, nos mantêm unidos e vivos, é muito importante”, disse.

O vice-presidente do PSB Nacional e presidente do PSB gaúcho, Beto Albuquerque, lembrou que a perda do líder e amigo foi uma dor que o desanimou inicialmente, entretanto, a história de luta do socialista serve de inspiração a todos os brasileiros. “Quem conheceu Eduardo e conviveu com ele não está perdido. Sabemos para onde ir. Todos estamos chamados a seguir o legado de Eduardo”, disse. Relembrando os anos de convivência com Eduardo, Beto citou os mais de 20 anos do trabalho conjunto que desempenharam, desde a época em que compunham a Juventude Socialista Brasileira (JSB).  “Agradeço pelo discernimento e cuidado. Agradeço ainda pela coragem, pela ousadia, pelas realizações, pela alegria, pelo sorriso largo. É difícil falar sem ver Eduardo. Mas é fácil falar quando sentimos Eduardo”, disse.

O irmão de Eduardo, Antônio Campos, destacou que uma grande homenagem ao socialista ocorreu há poucos dias quando foi divulgada informação de que as escolas públicas de Pernambuco figuram entre as melhores do país.

Prefeito de Recife, Geraldo Júlio afirmou que Eduardo tinha entre suas principais qualidades a sensibilidade de entender as pessoas, bem como a capacidade de ser leal a população e aos seus eleitores. “Eduardo tinha uma capacidade de sonhar. Tinha uma ampla capacidade de transformar sonhos em realidade”, disse, ressaltando também que o líder socialista provou que é possível fazer a política de frente para o povo. “É possível fazer a gestão pública e melhorar a vida das pessoas. O que mais me alegra é inaugurar vida nas vidas das pessoas”, completou, fazendo referência ao seu trabalho à frente da prefeitura da capital pernambucana e citando frase de Eduardo.

Presidente da Fundação João Mangabeira (FJM), o ex-senador e ex-governador do Espírito Santos, Renato Casagrande, igualmente prestou homenagem à memória do socialista que neste 10 de agosto estaria celebrando 50 anos de vida. “Se não temos Eduardo com a presença, temos com o exemplo”, afirmou.

Candidata à vice-presidência da República na chapa encabeçada por Eduardo Campos, em 2014, a ex-Senadora Marina Silva defendeu que o momento é da política se reconectar com os princípios e valores da população brasileira. “Todos nós somos falhos, por isso precisamos de instituições virtuosas, precisamos ser maiores e melhores, olhando de baixo para cima. Acima de nós estão 200 milhões de brasileiros”, disse.

O governador de Pernambuco Paulo Câmara destacou que o legado de Eduardo será sempre presente. “Vamos continuar trabalhando por um Brasil melhor, pelo país que Eduardo queria construir. O Brasil depende de nós”. O socialista falou sobre os desafios políticos e econômicos do país no atual momento. “O futuro é um desafio e vai exigir de nós muita perseverança. Mas seguindo os passos que o Eduardo nos sinalizou será melhor”, conclui.

Governador do DF, Rodrigo Rollemberg, salientou que Eduardo tinha vocação para a política e sempre tinha uma atitude proativa diante dos desafios e perspectivas da vida política. “Eduardo dizia que não podemos dar intimidade aos problemas. Como ele faz falta nesse momento que vivemos”, relatou.

O evento suprapartidário em homenagem a Eduardo Campos reuniu, entre outros, o presidente do PSDB e Senador, Aécio Neves. “Eu amava, eu temia Eduardo. Em sua homenagem, não vamos desistir do Brasil”, disse, em referência à disputa pelo Palácio do Planalto em 2014. “Os governos são circunstanciais, mas o Brasil não é”. O governador de São Paulo, Geraldo Alckimin (PSDB), falou da importância do PSB, que Eduardo Campos tão bem representava, para a democracia brasileira, além de lembrar que o socialista tinha como um das principais virtudes ser ‘esperançoso’. “Vamos fazer ecoar ainda mais as palavras de Eduardo”, disse.

Ministro da Defesa e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse que foi um privilégio ter convivido com Eduardo Campos, citando que ambos foram governadores no mesmo período. Vagner ressaltou também a capacidade de diálogo, que sempre marcou a vida pública do ex-governador de Pernambuco. “Ele sempre foi um construtor de pontes”.

Na ocasião também foi lançado o livro “Eduardo Campos ― Os discursos do governador de Pernambuco: de 2007 a 2014”. Organizado pela Fundação João Mangabeira, a obra reúne praticamente todos os discursos de Eduardo Campos no exercício do seu mandato de governador, do dia da posse, em 1º de janeiro de 2007, à fala de despedida do governo, em 4 de abril de 2014.

O evento ocorreu no Arcádia Paço Alfândega, bairro do Recife.

Assessoria de Comunicação PSB/RS
Com informações do PSB Nacional

Eduardo assume compromisso com Economia, Educação e Segurança

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Uma campanha limpa, sem agressões, e uma gestão comprometida com a solução dos problemas do Brasil. Foi com esse espírito que o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a ex-senadora Marina Silva tiveram confirmada sua candidatura à Presidência da República pelos partidos da aliança liderada pelo PSB e pela Rede Sustentabilidade em um ato prestigiado por mais de mil pessoas, em Brasília. “Nós vamos devolver o Brasil para os brasileiros. O Brasil tem jeito e quem vai dar jeito no Brasil é o povo”, disse Eduardo.”Nossa aliança caminhará orientada pela carta dos brasileiros, que querem a mudança”, disse Marina.

Em um discurso contundente, Eduardo assumiu um conjunto de compromissos e pediu para ser cobrado ao final de sua gestão, daqui a quatro anos: em seu governo, afirmou, todas as crianças e jovens terão vaga em escolas de tempo integral; serão reduzidos os índices de criminalidade e a violência; será retomado o crescimento econômico; e a reforma tributária será encaminhada ainda no primeiro ano de mandato. “As conquistas do passado serão garantidas em nosso governo. Nós vamos acabar com a corrupção, com o patrimonialismo e o fisiologismo”, aviso, descartando o desmonte de programas sociais como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida e o Prouni. “Eu assumo o compromisso e quero ser cobrado”, frisou. O candidato também prometeu declarar guerra à burocracia para simplificar o país e avançar no cumprimento das metas de redução de emissões até 2020, tornando efetivo o compromisso do Brasil com a sustentabilidade.

Em um evento marcado pela alegria e unidade, PSB, Rede, PPS, PPL, PHS e PRP marcaram o início oficial da campanha e mobilizaram sua militância de todo o país. Dirigentes, delegados, militantes e simpatizantes vieram das mais diversas regiões do país. “Eu e Eduardo temos a alegria de fazer esse encontro na mesma data em que completamos nove meses de aliança”, disse Marina. “É exatamente como uma gestação e hoje podemos dizer: nossa criança nasceu”, completou. Candidata a vice, ela lembrou que o DNA da candidatura é o programa de governo da aliança, em fase final de montagem, e ironizou as críticas e ataques que a candidatura têm recebido. “Eu aprendi muito com a floresta. Os desabusados correm quando a serpente sacode o rabo, mas quem conhece sabe que está no caminho certo”, comentou.

A ex-senadora pediu à militância uma campanha limpa e rechaçou os rumores em torno de divergências que colocariam em risco sua união com Eduardo Campos. “A gente trabalha, sonha e luta pelo Brasil que queremos”, afirmou. “O que nos uniu foi a esperança de quebrar esse ciclo vicioso de divisão do Brasil”.

Por Doca de Oliveira, assessoria de comunicação social do PSB

Sociedade brasileira tem desejo de mudança, diz Eduardo

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O presidente do PSB Nacional e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, declarou nesta terça-feira (4), em Brasília, durante o lançamento das Diretrizes para elaboração do Programa de Governo do PSB-REDE, que o documento apresentado e toda a mobilização em torno dessa aliança, respondem ao “desejo de mudança”, da sociedade brasileira.

O governador concedeu entrevista coletiva, ainda na Câmara dos Deputados, para falar dos eixos centrais programáticos da aliança PSB-REDE e expôs suas preocupações quanto ao jeito de fazer política, quando questionado por jornalistas sobre espaço menor nas propagandas partidárias gratuitas: “Às vezes, vemos gente com muito tempo de televisão sem ter o que dizer; nós temos muito que dizer e pouco tempo de TV, mas vamos usar da sabedoria para enfrentar esse pretenso gargalo e vencê-lo com a força da militância e, sobretudo, com o desejo extraordinário que está no seio da sociedade brasileira, que é o desejo de mudança”.

Eduardo explicou que as diretrizes para elaboração do Programa de Governo seguem esse anseio, “mostrando porque o Brasil precisa ser governado de outra forma”. “Nós precisamos proteger as conquistas que o Brasil teve nos últimos anos. Embalar novas conquistas. E só conseguiremos, se tivermos a coragem de mudar a política”, destacou o socialista. “Esse conjunto político que hoje comanda o País – a despeito de que nele há pessoas que respeitamos muito – não consegue mais nada de inovador, de colocar na pauta algo que a sociedade brasileira reclama”, emendou o governador.

Para Eduardo Campos e para a líder da REDE Sustentabilidade, ex-senadora Marina Silva, a aliança entre as duas siglas, agora também encampada pelo Partido Popular Socialista (PPS), reflete esse desejo de mudança, com a abertura democrática, que são características históricas de suas principais lideranças partidárias. “Para fazer algo de novo, que se aproxime da sociedade, que defenda as conquistas de ontem e que afirmem outras, é preciso um novo pacto político e é isso que estamos nos propondo a fazer”, defendeu o governador. “De aliança programática, estamos chegando à aliança eleitoral”, refletiu Marina.

O governador Eduardo Campos defende essa mescla de novas fórmulas e passado coerente, para provar seriedade e retomar a dignidade da classe política, que ele entende ter se “degradado”, por conta de maus governantes. “Tem aqueles que carregam na consciência o dever de lutar e lutar sempre pelas grandes causas. De se rebelar, quando é hora de se rebelar: contra as injustiças que ainda marcam a cena brasileira; contra o paternalismo que ainda afronta a consciência brasileira; contra a política que degrada a atividade mais nobre de uma sociedade que é a atividade política; e contra esse estado de letargia que nos incomodava”, declarou Eduardo, assinalando para a virada histórica promovida pela sociedade, com os movimentos populares ocorridos em junho do ano passado.

Renato Pena – Assessoria de Imprensa do PSB 40 Nacional

Ex-corregedora do CNJ se filia ao PSB e é lançada ao Senado por Campos e Marina

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O governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos , pré-candidato à Presidência, e a ex-senadora Marina Silva lançaram ontem a candidatura ao Senado, pela Bahia, da ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Eliana Calmon, com críticas à “velha política” e ao governo federal Durante a solenidade de filiação de Eliana ao PSB, numa casa de eventos em Salvador, Campos foi saudado aos gritos de “guerreiro do Brasil” e “futuro presidente” por cerca de mil pessoas. A chapa terá a a senadora Lídice da Mata como candidata ao governo.

Campos disse que o país parou por culpa da “aliança conservadora” que governa o país:

— Não podemos continuar administrando o combate a inflação, como se diz no Nordeste, da “mão para a boca” com ações pontuais imediatistas que, efetivamente, nos remete a um tempo em que o Brasil pôs duas décadas a perder. Nós sabemos que é preciso preservar as conquistas, e só vamos preservá-la se conseguirmos enxergar o futuro do Brasil acima dos interesses de partidos e grupos políticos — afirmou.

Marina foi mais explícita: frisou que a aliança PSB/Rede prega uma política que “não esteja baseada na distribuição de cargos, como vem sendo feita”.

— Já estamos com 39 ministérios e só não se chega aos 40 por constrangimento numérico — disse, numa alusão a “Ali-Babá e os 40 ladrões”

Eliana afirmou que optou por concorrer na Bahia, apesar de morar há 24 anos em Brasília, pelas suas “raízes”. Foi graças a essa ligação, afirmou, que enfrentou as pressões que sofreu quando combateu o corporativismo no Judiciário.

—Eu sempre dizia: não se meta comigo porque sou baiana!

Fonte: O Globo

Dilma venceria Campos e Aécio no 1º turno, diz Ibope

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Pesquisa Ibope em parceria com o Estado mostra que, se as eleições fossem hoje, a presidente Dilma Rousseff (PT) venceria no 1° turno seus prováveis adversários: Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Com Marina Silva no lugar de Campos, a oposição reforçaria as suas chances. A possibilidade técnica de 2º turno, porém, só ocorre hoje quando o cenário inclui a ex-ministra do Meio Ambiente no lugar do governador de Pernambuco e o ex-governador tucano José Serra no lugar do senador mineiro.

Em uma eventual segunda rodada da disputa, Dilma venceria com folga Marina, Campos, Aécio e Serra, aponta o Ibope.

Nas simulações de 1° turno, Dilma aparece com 39% a 41% das intenções de voto nos quatro cenários avaliados. Em três deles, ela teria hoje mais do que a soma das preferências pelos adversários – condição necessária para vencer no 1° turno.

A vantagem da presidente (41%) é folgada quando seus adversários são Aécio (14%) e Campos (10%). Nesse quadro -o mais provável, dada a composição de forças existente hoje no PSDB e no PSB Dilma tem 17 pontos porcentuais a mais do que a soma dos concorrentes.

No cenário com Serra, o tucano teria 18%, quatro pontos a mais que Aécio. Campos continuaria com seus 10% e Dilma oscilaria para 40%. A vantagem da presidente sobre a soma dos adversários seria menor, mas ainda confortável: 12 pontos.

A situação muda com a inclusão de Marina nas simulações -não porque ela consiga tirar votos de Dilma, mas por causa da queda acentuada no número de indecisos. No cenário com Dilma e Aécio, Marina aparece com 21%, mais do que o dobro do índice de Campos – embora a petista e o tucano tenham apenas oscilado para baixo, respectivamente, dois pontos e um ponto porcentual. A vantagem da presidente sobre a soma dos rivais, nesse caso, encolhe para cinco pontos.

Na alternativa com Dilma e Serra, Marina volta a aparecer com 21%, atrás da petista (39%) e na frente do tucano (16%). A vantagem da presidente sobre os adversários somados, porém, praticamente desaparece: 39% a 37%, dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

Segundo Márcia Cavallari, diretora executiva do Ibope Inteligência, o que explica a vantagem menor de Dilma nos cenários testados com Serra e Marina é o fato de esses candidatos serem mais conhecidos pelo eleitorado do que Campos e Aécio.

Marina pretendia se candidatar à Presidência pela Rede Sustentabilidade, partido que vinha organizando desde o ano passado. Mas a legenda não coletou o número mínimo de assinaturas de eleitores para obter registro na Justiça Eleitoral.

Plano B. O plano B de Marina foi se filiar às pressas no PSB de Eduardo Campos, a quem declarou apoio. Seu nome foi incluído nos cenários pesquisados pelo Ibope porque há especulações no mundo político sobre a viabilidade da candidatura de Campos, bem menos conhecido e com menos base social do que sua potencial companheira de chapa.

O mesmo ocorre em relação a Serra: Aécio domina hoje o PSDB, mas o ex-governador de São Paulo diz ter mais chances de vitória nas urnas e diz que o partido ainda não definiu seu candidato para 2014.

Em um eventual segundo turno, Dilma venceria todos os adversários avaliados pela pesquisa Ibope Estadão. Contra Marina – o cenário mais apertado -, a presidente teria 42% contra 29%. Com Eduardo Campos na disputa, a presidente teria vantagem de 27 pontos porcentuais, vencendo por 45% a 18%.

Fonte: Estadão

Em entrevista na TV, Marina volta a negar projeto eleitoral: “Não tenho objetivo de ser presidente”

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Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, a ex-senadora Marina Silva(PSB) voltou a negar que seu objetivo ao formar aliança com o governador Eduardo Campos (PSB-PE) seja disputar a Presidência da República em 2014:

— Não tenho objetivo de ser presidente da República. Meu objetivo é que o Brasil seja melhor, que o mundo seja melhor. Se tiver um presidente que se comprometa com essas ideias, para mim está tudo bem.

Marina disse que só fechou a parceria com Campos porque entendeu que o PSB era a sigla que mais se identificava com os princípios da Rede Sustentabilidade, movimento que a ex-senadora liderou, mas não conseguiu registrar como partido a tempo de concorrer às eleições do ano que vem.

Sobre a futura definição de quem será o cabeça da chapa, a líder da Rede frisou que é o governador de Pernambuco quem disse que em 2014 a decisão será tomada. Questionada sobre a possibilidade de ser vice, Marina despistou:

— Nós não discutimos isso. Nós discutimos programa.

Marina fez críticas à tentativa de barrar a Rede e disse que o atual governo da presidente Dilma Rousseff tem a “marca do retrocesso”, no que diz respeito à questão florestal. Ela ainda comentou sobre o leilão de Libra, realizado nesta segunda-feira. Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina disse que sobraram muitas dúvidas do processo:

— Um leilão que só tem uma proposta, a gente fica na dúvida se de fato foi um leilão.

Ela também voltou a criticar o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), um dos líderes da bancad aruralista na Câmara, com o qual teve um atrito recente. Diante do impasse, Campos decidiu romper aliança com Caiado em Goiás. No Roda Viva, Marina frisou, porém, que suas palavras não se estendem ao agronegócio:

— Há agronegócio e agronegócio. Mas é claro que existem aqueles que fazem questão de manter o olho no retrovisor para o século 19.

Fonte: Zero Hora

De olho em 2014: Rumo da economia opõe Dilma e Marina

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A presidente Dilma Rousseff e a ex-senadora Marina Silva subiram o tom das críticas ontem Em Minas, Dilma aconselhou adversários a estudar para conhecer os problemas do Brasil. Em Recife, terra do aliado Eduardo Campos, Marina reagiu: “Deu conselho de professora.” Marina poupou FH e Lula, voltou a criticar a economia e disse que a marca do governo Dilma é o retrocesso. A presidente rebateu defendendo a política econômica de seu governo.

Ao falar ontem para uma plateia de cerca de 400 pessoas, a maioria empresários e industriais, na inauguração de uma fábrica de transformadores de corrente na cidade mineira de Itajubá, Dilma fez um discurso que parecia voltado às críticas que a ex-senadora Marina Silva fizera na sexta-feira, em encontro fechado promovido pelo banco Credit Suisse, de que estaria abandonando o tripé macroeconômico de metas de inflação, superávit primário e câmbio flutuante. Dilma enfatizou que, apesar da crise econômica internacional, o país seguirá cumprindo as metas de inflação.

— Pelo décimo ano consecutivo, a inflação vai fechar na meta. Nosso compromisso com o rigor fiscal não se alterou, como mostra o fato de termos transitado pela mais grave crise da História desde 1929 com as nossas metas de endividamento sob rígido controle. Hoje, a nossa dívida líquida do setor público sobre o PIB é uma das menores do mundo —- destacou a presidente.

Dilma definiu a oscilação do câmbio como positiva:

— Defendemos e praticamos uma política de flexibilidade cambial, o que tem nos permitido também fazer face a este novo momento em que o mundo transita para uma modificação das políticas monetárias, notadamente da política monetária americana. Isso nos permite procurar sempre dar, dentro da variabilidade cambial, maior estabilidade ao país.

A presidente elencou os investimentos federais em Minas e salientou que o governo tem atuado para reduzir o custo das indústrias:

— Nós temos esse compromisso com a robustez econômica, mas também desenvolvemos, paralelamente a esse cuidado, toda uma política de redução de custos para a indústria. Reduzimos o custo da energia e desoneramos a folha de pagamentos.

Líder nas pesquisas de intenção de voto, Dilma afirmou que não está de “salto alto” com os resultados e nem preocupada com a reeleição, porque se dedica a governar, enquanto os outros candidatos têm de estudar os problemas do país.

Em entrevista às rádios mineiras Itatiaia e Panorama, a presidente evitou comentar a recente pesquisa do Datafo-Iha, que a coloca como vitoriosa em primeiro turno em uma disputa com o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador Eduardo Campos (PSB).

— Acredito que, para as pessoas que querem concorrer ao cargo, elas têm de se preparar, estudar muito, ver quais são os problemas do Brasil. Eu passo o dia inteiro fazendo o quê? Governando. Veja que (a eleição) não é uma questão para qual eu possa destinar toda a minha atenção. Eu respeito todos os contendores, todas as pessoas que pleiteiam, acho todos os pleitos extremamente legítimos. Agora, o meu problema é governar, não é ficar preocupada com quem vai ser candidato. Até porque há indefinições — disse Dilma.

A presidente, cujo marque-teiro, João Santana, chegou a afirmar que os adversários de 2014 seriam anões antropo-fágicos, disse que não está se colocando em posição superior em relação a seus possíveis adversários em 2014:

— Apesar de respeitar, de achar que ninguém pode subir no salto alto, o meu problema não é salto alto. É o seguinte: não dá para fazer as duas coisas simultaneamente — disse Dilma, que reforçou: — Eu sou presidenta, fui eleita presidenta de todos os brasileiros e eu tenho nas 24 horas do dia de exercer a Presidência da República. E a Presidência da República é algo bastante complexo. Portanto, eu tenho de trabalhar muito e dar o melhor de mim.

Para a presidente, a eleição não deve ser tratada agora pelo governo. Isso seria feito apenas em momento “oportuno”:

— Tudo o que as pessoas que estão pleiteando a Presidência da República querem é ser presidente. Eu sou presidente, para mim não é problema a eleição agora. A eleição vai ser uma questão que eu vou tratar oportunamente. Para mim, a minha atividade principal é exercer até o último momento em que eu puder a Presidência.

Embora não queira falar de eleições, a presidente Dilma tem cumprido nos últimos dois meses uma extensa “agenda positiva” em Minas, berço eleitoral do pré-candi-dato do PSDB, Aécio Neves. Foram seis atividades em pouco mais de 60 dias.

‘A marca do governo é a do retrocesso, o modelo esgotou’

– A ex-senadora Marina Silva (PSB) assumiu ontem um discurso mais agressivo em relação à presidente Dilma Rousseff ao afirmar que a marca do governo da petista é a do “retrocesso” e que a gestão atual trata a economia com negligência “em função da ansiedade política”. Marina defendeu a permanência das conquistas econômicas e sociais instituídas nos governos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

Segunda colocada na pesquisa Datafolha de intenção de voto à Presidência, mesmo sem candidatura definida, Marina voltou a defender — como fizera em São Paulo na semana passada — a manutenção do tripé geração de superávit primário, câmbio flutuante e metas de inflação, que estaria ameaçado.

— No que diz respeito à política econômica, temos que reconhecer que as dificuldades mundiais têm a ver com a crise. Mas têm a ver com alguma coisa que vem sendo praticada em função da ansiedade política, a partir do segundo governo de Lula e, sobretudo, no atual governo que, no meu entendimento, está fragilizando a política econômica. Tudo que conquistamos foi em função de termos compromisso com a meta da inflação, mas o seu teto está sendo extrapolado — disse a ex-senadora, em entrevista coletiva.

Marina também saiu em defesa da autonomia do Banco Central, mas sem institucionalização, por temer que o Congresso Nacional desvirtue as suas funções:

—Na realidade, no Brasil, a autonomia do Banco Central já pertence a leis que se estabelecem a partir de um consenso político, social e cultural. Imagine se com esse Congresso que nós temos, colocarmos em discussão uma questão como essa, e um grupo decidir que não teremos autonomia? Estaremos diante da fragilização de um dos instrumentos da nossa política macroeconômica, o que não é desejado. A sociedade brasileira não permite que a autonomia, mesmo informal, seja perdida.

Marina criticou ainda a atuação do BNDES, que considera estar voltada ao benefício de meia dúzia de empresários:

— A gente vê o BNDES sendo utilizado de maneira inadequada, para eleger alguns ungidos, que são os que recebem dinheiro. Só para o empresário Eike Batista, foram mais de R$ 9 bilhões, praticamente jogados na lata do lixo. Imagine esse dinheiro sendo dado a jovens empreendedores, a quantidade de oportunidade que poderíamos ter em termos de geração de novos empregos e novos negócios!

Para Marina, a gestão de Dilma retrocede na área de sustentabilidade, não só no meio ambiental, mas na política.

— A marca do governo Dilma tem sido a do retrocesso. Não gostaria que a presidente tivesse essa marca. Ela cumpriu o seu papel, mas o modelo se esgotou, não tem mais para onde ir — disse Marina, repetindo o discurso de Eduardo

Campos no programa de rádio e televisão do PSB.

A ex-senadora afirmou que o governo Dilma, mesmo com 39 ministérios, não hesita em criar novas pastas para manter fiel sua base política:

— E isso é insustentável.

Questionada sobre a ampla aliança de Eduardo Campos em Pernambuco, que tem 14 partidos em sua base, inclusive forças conservadoras, Marina disse não se sentir constrangida. Ela definiu a aliança com o socialista como “um trabalho pioneiro” que vinha sendo minado “por todos os lados”. Ela afirmou que o PSB e a Rede estão em busca de uma nova governabilidade, baseada na sustentabilidade e não “na distribuição de pedaços do Estado”

Marina acha que o salto nas intenções de voto em Eduardo Campos na última pesquisa do Datafolha já é consequência do impacto provocado pela união da Rede e do PSB:

— A sociedade está mudando. Tenho esperança que o movimento esteja à altura desse novo sujeito político. Chega de política de curto prazo para alongar o prazo dos políticos.

Dirigentes da Rede começam a defender que o novo partido só volte a pedir sua formalização junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a eleição do ano que vem. A medida, levantada na reunião da Executiva Nacional, no domingo, objetiva garantir que eventuais mandatos conquistados por simpatizantes da Rede por outras legendas, em 2014, possam ser transferidos para o novo partido sem o risco de processo por infidelidade partidária.

Fonte: O Globo

Rede decide que não vai ocupar cargos na direção do PSB

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O coordenador-executivo da Rede Sustentabilidade, Bazileu Margarido, disse neste domingo (13) que nenhum membro do partido vai ocupar cargo na direção do PSB. De acordo com ele, o diálogo entre a Rede, da ex-senadora Marina Silva, e o PSB, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, se dará por meio de comitês.

“A decisão da Comissão Nacional Provisória é que nenhum membro da Rede, mesmo aqueles que se filiaram ao PSB, irá participar das instâncias nacional ou estaduais [do PSB]”, disse Margarido a jornalista em Brasília. Marina participou da reunião, mas se retirou no início da entrevista coletiva sem falar com a imprensa.

De acordo com ele, a oferta do PSB para que membros da Rede ocupassem cargos de direção no partido foi “um gesto generoso.” Entretanto, a comissão avaliou que seria importante que a separação fosse mantida para “caracterização da coligação” e para que “cada partido mantenha a sua identidade.”

No último dia 5, a ex-senadora Marina Silva assinou sua ficha de filiação ao PSB, partido presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar o registro do partido que ela fundou, o Rede Sustentabilidade, por falta de comprovação do número de assinaturas de apoio previsto em lei.

Marina havia sido convidada por outras legendas, como PPS e PEN. O dia 5 de outubro era o último dia para que qualquer pessoa com intenção de disputar as eleições de 2014 se filiasse a um partido – pela legislação eleitoral, quem quer concorrer nas eleições deve estar filiado ao partido um ano antes da eleição.

Coleta de assinaturas
Margarido disse ainda que a comissão decidiu retomar o processo para revalidar as assinaturas de apoio à criação do partido recusadas pelo TSE, além da realização de campanhas para coleta de novas assinaturas.

Além disso, segundo ele, será aberto processo para “filiações políticas” à Rede Sustentabilidade, e para criação dos diretórios estaduais do partido.

O coordenador informou ainda que a coligação com o PSB foi respaldada e aclamada pela Comissão Nacional Provisória da Rede. E que a direção vai buscar o diálogo com os militantes que ficaram insatisfeitos com a aliança.

“Esse momento [de descontentamento dos militantes] não está superado. Nós vamos dialogar com a militância da Rede, mas houve aqui uma expressão forte de apoio e respaldo dessa decisão [coligação com o PSB]”, disse.

Pesquisa
Margarido também comentou o resultado da pesquisa Datafolha, publicada neste domingo pelo jornal “Folha de S. Paulo”, e que mostra que a presidente Dilma Rousseff ficaria com a maior parte dos votos dos eleitores de Marina Silva, caso a ex-senadora realmente não concorra nas eleições de 2014.

Segundo o levantamento, Dilma receberia 42% dos votos de Marina. O senador Aécio Neves (PSDB) ganharia 21%, e Campos, 15%.

Para Margarido, o intervalo entre a decisão de Marina de se filiar ao PSB e a realização da pesquisa foi muito pequeno para avaliar a transferência dos votos e, por isso, ela “reflete apenas parcialmente os desdobramentos” do apoio de Marina a Eduardo Campos.

“As consequências dessa coligação ainda estão em curso e ainda vão ser percebidas mais claramente pela sociedade nos próximos dias, nas próximas semanas, nos próximos meses”, disse ele.

Fonte: G1

Marina diz que ela e Campos são ‘possibilidades’ para 2014

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Três dias depois de anunciar a adesão ao projeto eleitoral de Eduardo Campos (PSB), a ex-senadora Marina Silva reafirmou à Folha que a candidatura “posta” ao Palácio do Planalto é a do governador de Pernambuco, mas disse que ambos são “possibilidades” e sabem disso.

“Para nós não interessa agora ficar discutindo as posições. Nós dois somos possibilidades e sabemos disso. Que possibilidade seremos o processo irá dizer e estamos abertos a esse processo.”

Marina concedeu entrevista de mais de uma hora no apartamento em que disse ter tido a ideia de formar a aliança com o pernambucano, na madrugada de sexta-feira.

Folha – Como a sra. define sua decisão de aliar-se a Campos? Marina Silva – Duas questões estavam colocadas: me recolher no conforto da minha militância, e a maioria começava naquele momento a achar que o melhor era não termos a candidatura, nos dedicarmos ao registro da Rede, ou à possibilidade de uma anticandidatura. Isso para mim seria confortável.

A outra coisa era procurar outro partido, e o PPS era o que mais se aproximava dessa possibilidade, porque não seria um partido com fragilidade em termos de representação social, ninguém poderia dizer ‘olha, é uma pura e simples sigla de aluguel’. Então isso [aliança com o PSB] é coerente com tudo isso.

Essa opção não dificulta a quebra da polarização, já que há menos candidatos de oposição? Quem vai definir a eleição de 2014 não é o tempo de TV, não é estrutura de campanha. É a postura. Esse Brasil que se colocou em junho [manifestações de rua], ele está querendo uma postura.

Para os militantes que estão decepcionados com essa saída, o sonho acabou? Para eles e para os que estão acreditando na potência, no gesto, só a história dirá. Mas não é incoerente com a lógica da Rede.

A sra. não teme perder votos? Aqueles que divergirem têm o direito de não votar, têm o direito de não concordar, isso é democracia. Eu não sou Deus, e nem [com] Deus todo mundo concorda.

Muita gente me pergunta: ‘Senadora, isso foi uma vingança?’ Eu digo: foi um ato em legítima defesa da esperança, da esperança de ver que é possível uma aliança programática, de ir para uma disputa com uma agenda em que a sociedade se comprometa com ela, dando um termo de referência não só para o atual governo, mas para aqueles que virão.

Como vai lidar com as diferenças com o PSB? A ferramenta de manejar a diferença é o programa. A Rede não está se fundindo com o PSB, não sou uma militante do PSB. É uma filiação democrática transitória. Sou a porta-voz da Rede, militante da Rede. Meu partido é a Rede.

A sra. descarta a sua candidatura à Presidência? Tanto eu como o Eduardo discutimos que não íamos colocar isso a priori, senão vamos contaminar o nosso debate. Não estamos discutindo, para além do que está posto, que é candidatura dele, quem vai ficar aqui e ali.

Estou partindo do princípio que a candidatura dele está posta. Se a aliança prospera com ele, e a candidatura dele posta, a Rede terá ali o caminho da sua viabilização.

Para nós não interessa agora ficar discutindo as posições. Nós dois somos possibilidades e sabemos disso. Que possibilidade seremos o processo irá dizer, e estamos abertos a esse processo. Mas se você me pergunta qual é a minha prioridade, é a de que prospere o programa, a aliança, e que a gente possa, a partir do que foi sinalizado, ter a candidatura que já estava posta.

É possível a sra. ser candidata pelo PSB? Se a gente ficar discutindo candidatura, a gente vai fazer exatamente o contrário daquilo que eu queria: discutir o programa. É um outro momento político. A candidatura que já está posta, está posta. Nós estamos discutindo um programa.

Na Rede esse assunto é dominante. Se a sra. olhar na sua página do Facebook… Mas, se olhar na página do Eduardo, verá que o assunto que domina é o desejo de que ele seja candidato. É a vontade das pessoas. Eu e o Eduardo [Campos] estamos em um gesto maduro de tentar dar uma contribuição para a política no Brasil.

A sra. aceitaria ser vice do Eduardo Campos? A minha possibilidade é de trabalhar para que o programa e a candidatura que o Eduardo Campos hoje representa assuma compromissos com a sustentabilidade política, social, ambiental, cultural, esse é o meu compromisso, essa é a minha cobrança.

Em nenhum momento falei de lugar na chapa, a única coisa que fiz foi dizer: ‘reconheço a sua candidatura, e gostaria de saber se há disposição para aprofundarmos uma coligação programática, aonde faço uma filiação ao PSB para registrar formalmente essa aliança programática’.

A sra. se sente confortável com o apoio do Ronaldo Caiado [deputado identificado com os ruralistas] a Campos? O Caiado e eu somos tão coerentes que, se a aliança prosperar comigo, ele mesmo vai pedir para sair, se é que não está pedindo.

Fonte: Folha Online

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