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Jovens estão estudando mais e atrasando entrada no mercado de trabalho

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Reportagem do jornal Zero Hora dessa terça-feira traz um cenário sobre o qual precisamos refletir: nossos jovens estão se dedicando com exclusividade aos estudos e entram para o mercado de trabalho cada vez mais tarde. Isso tem o lado bom e uma parte complicada. De toda forma, o que temos que comemorar, sem dúvida, é que os jovens estão estudando. Meu trabalho me dá muito orgulho porque já ouvi de muitos pais que a melhor recompensa por terem um emprego e uma renda fixa é poder proporcionar aos seus filhos os estudos que não tiveram. Tem sido assim por todas as cidades que passo, ajudando na política de desenvolvimento econômico, ajudando na geração de renda e emprego.

Se nossos jovens estudam mais e com dedicação exclusiva, temos profissionais mais capacitados para o mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego diminui a cada ano. Porém, esse cenário acaba gerando falta de mão de obra no mercado e isso traz muitas dificuldades para aqueles que precisam contratar.

Vamos a alguns números: a geração de vagas tem crescido pouco (os dados são de outubro de cada ano):

2008 6,9% | 2009 -1,2% | 2010 3,4% | 2011 1,5% | 2012 -1,1% | 2013 1,1%

A quantidade de pessoas disputando vagas é menor

2008 4,7% | 2009 -1,4% | 2010 1% | 2011 0,3% | 2012 -1,2% | 2013 0,2%

O que precisamos entender é que o mercado precisa de pessoas qualificadas, sem dúvida. Mas não se pode projetar o futuro de grandes oportunidades se as que existem hoje não forem bem aproveitadas. Em outras palavras, precisamos de pessoas capazes atuando hoje para que o mercado siga em alta e proporcione a esses jovens boas oportunidades quando deixarem de estudar.

O Brasil precisa aprender a valorizar o ensino técnico, fundamental na trajetória de sucesso de países desenvolvidos. A economia de qualquer país precisa de técnicos. É tempo de olharmos para isso e corrigirmos o curso da nossa história. Estudar é fundamental, afinal, a educação é a melhor arma de transformação social. Precisamos saber usá-la a favor de nosso país, de nossa economia, de nosso desenvolvimento.

 

Extermínio de jovens negros preocupa autoridades brasileiras

A violência contra a juventude negra foi debatida nesta quinta-feira (10) pela Comissão de Direitos Humanos do Senado. De acordo com o estudo A Cor dos Homicídios no Brasil, feito pelo coordenador da área de estudos da violência da Faculdade Latino-Americana (RJ), Júlio Jacobo Waiselfisz, de 2001 a 2010, enquanto a morte de jovens brancos no país caía 27,1%, a de negros crescia 35,9%.

Com base em dados do Sistema de Informações de Mortalidade, do Ministério da Saúde, a pesquisa revela que no Brasil as maiores vítimas de violência são jovens negros, com baixa escolaridade. Alagoas, Espírito Santo, Paraíba, Pará, Distrito Federal e Pernambuco são as unidades da federação que mais registram casos de homicídios contra negros.

Outro dado da pesquisa mostra que em 2010 quase 35 mil negros foram assassinados no país. “Os números deveriam ser preocupantes para um país que aparenta não ter enfrentamentos étnicos, religiosos, de fronteiras, raciais ou políticos. Representam um volume de mortes violentas bem superior ao de muitas regiões do mundo, que atravessaram conflitos armados internos ou externos” avalia o pesquisador.

“É uma situação alarmante que coloca o Brasil entre piores lugares do mundo em relação a homicídio – sétimo lugar – mas em relação a morte de jovens negros, nós somos um dos primeiros países. O governo reconhece que é um problema histórico que afeta especificamente a juventude negra”, disse Fernanda Papa, da Secretaria Nacional da Juventude da Presidência da República.

Segundo Fernanda, a criação do Plano Juventude Viva, no ano passado, foi uma primeira resposta do governo federal ao problema. Em diferentes programas, a estratégia tem cerca de 40 ações em conjunto com estados e municípios com objetivo de colocar a juventude negra na pauta das políticas públicas.

Representes de vários movimentos sociais cobraram uma ação mais forte nas áreas de educação e segurança para frear a violência contra jovens negros. “O racismo é um problema que vai além dos livros. Falta um grande pacto social para que as políticas públicas toquem as pessoas de uma maneira geral. Não adianta só chegar a verba, tem que chegar o verbo para que haja uma transformação”, disse o rapper e escritor Gog.

Da Agência Brasil

Violência contra crianças e adolescentes cresce 25% no Rio Grande do Sul

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morte de um menino de um ano e o estupro de uma garota de sete anos, ambos na Capital, alertam para um fenômeno: cresce a violência contra crianças e adolescentes no Estado.

Números do Centro de Referência no Atendimento Infanto-juvenil (Crai), que funciona noHospital Presidente Vargas, indicam um aumento de 25% no casos de agressão contra menores de 18 anos.

Parceria da prefeitura com o governo do Estado, o Crai registrou 1,5 mil atendimentos em 2012 — quatro por dia, em média. Este ano, até setembro, foram 1.399 ocorrências — cinco a cada 24 horas. A psicóloga Eliane Soares, coordenadora do Crai, credita o fenômeno ao aumento dos registros e à maior conscientização.

— A partir do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e dos conselhos tutelares, as pessoas passaram a enxergar as crianças como cidadão de direito — analisa Eliane.

Para o coordenador-geral do Conselho Tutelar da Capital, Leandro Barbosa da Silva, o aumento da agressividade tem relação com a expansão das drogas, em especial ao crack, que atinge toda a família.

— Antes, eram jovens que usavam a pedra, mas agora é mãe, pai. Perde-se o amor e aflora a agressividade — observa o conselheiro.

Metade dos casos que chegam ao conhecimento do Crai ocorre na Capital, onde, no domingo, Diogo da Silva Santos, de um ano e dois meses morreu com sinais de espancamento.

— Há uma elevação nos maus-tratos contra crianças — lamenta o delegado Leandro Lisardo, da Delegacia de Polícia para Crianças e Adolescentes Vítimas de Delitos (DPCAV)..

Em junho, Lisardo investigou a morte de outro menino com o mesmo nome, Diogo Flores Nascente, de três anos. A mãe da criança, Karen de Arruda Flores, 25 anos, saiu para trabalhar, deixando o filho com o padrasto, Luiz Otávio Baptista Silva, 32 anos. Horas depois, Silva levou o menino em estado grave para o Hospital de Pronto Socorro (HPS) onde Diogo morreu.

Silva alegou que a criança tinha escorregado e batido a cabeça. Laudos apontam que Diogo sofreu “choque hemorrágico em consequência de laceração de fígado e vasos hepáticos” por causa de traumatismo.

Silva e a mulher foram denunciados à Justiça — Silva é apontado como autor e a mãe seria conivente com a agressão. O comerciante esteve preso preventivamente por dois meses, e Karen por dois dias. Eles respondem a processo em liberdade.

Zero Hora tentou falar com a mãe e o padrasto da criança. Por telefone, um familiar disse que o contato deveria ser à noite. Mais tarde, porém, o telefone não atendeu mais aos chamados.

Menina foi violentada por vingança

A garota de sete anos, violentada e espancada no entardecer de segunda-feira, em um matagal no bairro Vila Nova, na zona sul de Porto Alegre, foi vítima de uma vingança.

O autor das agressões — um rapaz de 18 anos cujo nome é mantido em sigilo pela polícia — foi preso horas depois do crime. Ele confessou que espancou a menina com um toco de madeira e abusou sexualmente da vítima para causar sofrimento a uma tia da garota. A mulher era namorada do rapaz e tinha rompido a relação.

A garota passou mais de cinco horas agonizando em um matagal, até ser encontrada por policiais militares. Até a noite de quarta-feira, a menina seguia internada em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Pediátrica do Hospital de Pronto Socorro.

COMO DENUNCIAR

— Informações sobre violência e maus-tratos contra crianças podem ser repassadas para a Polícia Civil pelo telefone 0800-6426400, do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente, ou para o 181, da Secretaria de Segurança Pública. Não é necessário se identificar

Família quer criar ONG em defesa de crianças

— Familiares do pai de Diogo Flores Nascente (imagem acima), de três anos, pretendem transformar a dor e a revolta pela morte do menino em ativismo. A ideia é criar uma ONG, articulando ações e medidas protetivas que possam reduzir a violência protagonizada por adultos.

— A primeira parte deste projeto já está em execução. Foi criada uma página no Facebook para o Movimento Contra a Violência Doméstica Infantil Diogo Nascente. O espaço contém mensagens de parentes, amigos, textos, fotos, videos e reportagens que discutem a violência contra crianças.

— Queremos divulgar esse tema para que o que aconteceu com o meu sobrinho não se repita — afirma Diego Stasiak Nascente, tio do menino.

Fonte: Zero Hora

Empresas criadas por estudantes de Porto Alegre rendem R$ 91 mil

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Inovar, ter noções de como abrir e administrar uma empresa e engajar os jovens estão entre os objetivos do Programa Miniempresa, realizado pela Junior Achievement Rio Grande do Sul. Os projetos criados por 21 escolas públicas e privadas de Porto Alegre fecharam o balanço do primeiro semestre de 2013 com um faturamento de cerca de R$ 91 mil.

O valor é decorrente da comercialização dos produtos criados, desenvolvidos e confeccionados por alunos dos colégios que participaram do programa. Ao todo, cerca de 500 estudantes e 100 instrutores voluntários estavam envolvidos. Somente em impostos foram recolhidos mais de R$ 25 mil.

Entre os empreendimentos destacados na edição do primeiro semestre do programa está a Bamboom S.A/E., que ganhou prêmio de melhor miniempresa e destaque em relações. Formado por estudantes do Colégio Farroupilha, o grupo criou e desenvolveu um amplificador de som para iPhone totalmente feito com bambu.

Os alunos do Colégio Anchieta também foram premiados. A miniempresa LP160 levou os prêmios de maior rentabilidade e produto destaque com o amplificador feito totalmente de vinil, o Écone. A rentabilidade do produto foi de 3900%, o que gerou faturamento de mais de R$ 15 mil. Das 21 miniempresas criadas para o programa, 16 registraram lucro.

O programa, que tem duração de 15 semanas, começou no mês de março e terminou em junho deste ano. Na primeira etapa os alunos fizeram um brainstorm para encontrar algum produto que pudesse ser fabricado dentro da própria escola. Na sequência foi realizada uma pesquisa de mercado para apurar dados de viabilidade em produção e comercialização.

Como funciona a criação da miniempresa
O Junior Achievement dá noções práticas que são muito semelhantes a abrir um negócio de verdade. Depois da escolha do produto os alunos precisam capitalizar a empresa através da venda de ações. “Cada um deles comprou uma ação e vendeu pelo menos uma para um terceiro”, explica o gestor do programa no Rio Grande do Sul, Rogério Lopes Corbacho.  De acordo com ele o projeto desenvolve noções iniciais de como montar e administrar uma empresa.

“Eles precisam eleger um presidente, diretores de recursos humanos, quem vai trabalhar na produção, quem vai trabalhar no marketing e a parte de finanças. Tudo com o auxílio de monitores voluntários com experiência em cada uma das áreas”, diz.

A partir daí vem a parte de produção e comercialização do produto. Passado esse período, os “achievers”, como são chamados os participantes, precisam elaborar um relatório final que contém o plano de toda a trajetória da miniempresa. Ao final das 15 semanas é feita uma assembléia geral com a liquidação do empreendimento onde são pagos os salários, que são simbólicos e recebidos em espécie e o aluguel da sala utilizada. Se houver lucro, ele é distribuído entre todos os acionistas e o valor retido de impostos é doado para uma instituição sem fins lucrativos.

Fonte: G1

Cresce o risco de conflito de gerações nas empresas

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Diferentes gerações precisam conviver mais no mercado de trabalho, apontam consultores de RH. O motivo disso é um fenômeno demográfico: as carreiras dos brasileiros duram mais.

Projeções divulgadas na última semana pelo IBGE apontam que, nas próximas cinco décadas, a expectativa de vida dos brasileiros deve aumentar de 73,9 para 81,2 anos.

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O último relatório do Ministério do Trabalho sobre a distribuição etária dos trabalhadores indica o envelhecimento: a faixa de idade cuja participação no mercado mais aumentou foi a de quem tem entre 50 e 64 anos (veja gráfico ao lado).

Uma pesquisa da consultoria KPMG aponta alguns dos motivos que podem gerar conflitos entre diferentes gerações nas companhias.

Conduzida com 1.500 respondentes no Reino Unido, os dados revelam diferenças nas atitudes das gerações mais velhas e mais jovens.

Por exemplo: 24% dos profissionais que nasceram depois de 1980 dizem que as organizações serão cada vez mais desafiadas pelos seus funcionários. Entre os mais velhos, o índice é de 12%.

QUESTÃO DE TEMPO

Eline Kullock, 58, presidente da empresa de recrutamento Grupo Foco, diz que “quem é da geração Y acha que reunião de quatro horas é longa. E não é. Para quem é ‘baby boomer’ isso é tranquilo.”

No mercado de RH, chama-se de “baby boomer” quem nasceu entre 1945 e 1964, de geração X os que vieram ao mundo entre 1965 e 1980 e de geração Y os rebentos que vieram depois disso.

Mariana Maluf, 25, analista de marketing da Electrolux, costuma lidar com profissionais já próximos dos 50 anos. “Nós não nos prolongamos muito em um assunto, optamos por uma decisão e pronto, ao contrário dos profissionais mais velhos, que precisam de mais tempo para analisar e decidir”, conta.

Para Kullock, as empresas precisam ter políticas internas para acomodar esses diferentes modos de agir em relação ao trabalho.

Na construtora Tecnisa, os funcionários fazem avaliações deles mesmos, dos colegas e superiores. O RH tabula os resultados e monta as equipes com base nisso -a capacidade de trabalhar com pessoas de diferentes idades é um dos itens levados em conta, relata Marcello Zappia, diretor de RH.

A gerente de projetos Margareth Koch, 56, afirma que essa heterogeneidade é boa porque gera “um ambiente de trabalho mais descontraído”. Um companheiro de equipe dela, o gerente Felipe Dias, 28, ressalta um ponto positivo de trabalhar com pessoas mais velhas: “A rede de relacionamentos que trazem esses colegas”.

“No ambiente corporativo, é preciso preparar as pessoas para falar com interlocutores de outras gerações”, diz Flávio Reis, sócio da consultoria de apresentações La Gracia.

Ele exemplifica: um executivo mais velho precisa ser treinado para saber responder ao ser contestado por colegas mais jovem.

Outro ponto de atrito que a KPMG aponta são as oportunidades do mercado.

Entre os entrevistados do Reino Unido, 46% afirmam que os mais jovens só irão ascender à medida que os outros saem do mercado -o que demora cada vez mais para acontecer, já que as pessoas trabalham até idades cada vez mais avançadas.

“No Brasil, o mercado de trabalho está longe de ser maduro como o europeu, então, isso não ocorre tanto aqui”, diz Alexandre Santille, diretor-executivo da empresa de treinamentos Lab SSJ.

Fonte: Folha Online

O desemprego piora entre os mais jovens :: Rodrigo Leandro de Moura

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Os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME/IBGE) mostram que a taxa média de desemprego entre maio e julho deste ano foi de 5,8%, contra 5,7% no mesmo período do ano passado. No entanto, essa piora é muito mais aprofundada entre os jovens de 15 a 24 anos.

A taxa média de desemprego para esse grupo foi de praticamente 15% entre maio e julho de 2013, contra 13,7% para o mesmo período de 2012, com um aumento de 1,3 ponto percentual. Os adultos (25-49 anos) apresentaram a mesma taxa média de 4,7% e aqueles acima de 50 anos tiveram um leve aumento de 0,3 ponto percentual (2,4% em 2013 contra 2,1% em 2012). Assim, é possível afirmar que a piora do mercado de trabalho nos últimos meses ocorreu entre os jovens.

Os jovens apresentam uma taxa de rotatividade mais elevada do que os adultos. Isto significa que, em geral, são admitidos e desligados das empresas com maior frequência. Há algumas explicações para esse fenômeno.

Por um lado, os jovens estão no início de suas carreiras e, por isso, buscam novas oportunidades e desafios com maior frequência. Por outro, por serem menos experientes e com menor nível educacional – por estarem ainda se educando – são em geral os primeiros a serem desligados no caso de redução da atividade econômica.

Além disso, com os custos trabalhistas elevados devido à rigidez dos encargos e à alta da renda real do trabalho, as empresas ajustam em cima dos jovens porque são o grupo menos custoso em termos de multa contratual e no qual as relações trabalhistas podem ser mais flexíveis – devido à possibilidade do contrato de menor aprendiz.

Caso a economia não apresente sinais de melhora, dois cenários podem decorrer do aumento já registrado do desemprego entre os jovens. No primeiro, a atual deterioração fica restrita a essa faixa etária, com mais demissões de jovens, ou postergação de contratações. Caso este quadro se confirme, é preciso pensar em políticas de mercado de trabalho que sejam mais eficazes para elevar a estabilidade do jovem no emprego, sem onerar as empresas.

O segundo cenário, ainda mais preocupante, é aquele em que a piora do emprego para os jovens é um indicador antecedente de uma deterioração mais generalizada entre as diversas faixas etárias. Nem sempre o desemprego dos jovens significa um primeiro passo para uma piora mais geral, mas aquela faixa etária sempre sofre um impacto maior no desaquecimento no mercado de trabalho. Os próximos meses devem indicar qual dos dois cenários acima vai prevalecer.

Fonte: O Globo

Onze cidades do RS têm vagas abertas para programa ProJovem

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Onze cidades gaúchas ainda estão com vagas abertas para o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem), ação social desenvolvida pelo governo federal e que oferece qualificações gratuitas para jovens entre 18 e 29 anos que ainda não concluíram o ensino fundamental. O programa está concentrado em Porto Alegre e na Região Metropolitana, além de cidades como Montenegro e Santa Cruz do Sul. As inscrições vão até o dia 20 de setembro.

Para participar é preciso estar desempregado, ser de uma família com renda per capita de até um salário mínimo e não estar cursando nem ter concluído curso superior. Os jovens aprovados no ProJovem Urbano participam de um curso com duração de 18 meses ininterruptos, com carga horária de 2 mil horas. Há diversas áreas de capacitação, como administração, alimentação, vestuário, serviços de beleza e até arte e cultura nas cidades de Alvorada, Canoas, Gravataí, Porto Alegre, Novo Hamburgo, Viamão, Guaíba, Montenegro, Santa Cruz do Sul, São Leopoldo e Sapucaia do Sul.

Os participantes vão receber uma bolsa auxílio de até R$ 600, em seis parcelas de R$ 100, desde que seja comprovada a frequência mínima de 75% nas aulas. As inscrições podem ser feitas nas agências do Sine das cidades ou no Tudo Fácil de Porto Alegre.

Executado no Rio Grande do Sul através da Associação de Desenvolvimento Econômico, Social e Cultural (Adesc), organização que desenvolve atividades ligadas à geração de emprego e renda, as inscrições para as vagas em aberto do projeto podem ser feitas até o dia 20 de setembro. Para efetivar a inscrição é preciso apresentar o PIS/NIS, CPF, RG, comprovante de residência, título de eleitor e, no caso de homens, o comprovante de quitação das obrigações militares.

Fonte: G1

Projeto do governo do Estado para passe livre prevê limite de renda

As respostas políticas aos protestos das ruas continuam. Ao meio-dia desta terça-feira, o governador Tarso Genro deve entregar à presidência da Assembleia Legislativa um novo projeto de lei que cria gratuidades no transporte escolar.

Após orientações da base aliada e de emendas da oposição, o governador deverá protocolar proposta que inclui dois novos pontos: a gratuidade condicionada à renda (até 1,5 salário mínio por pessoa na família ou R$ 1.017) e a extensão a todos os municípios do Estado com subsídio para o fretamento de transporte privado, como vans e ônibus especiais.

O projeto original beneficiava apenas os estudantes de linhas intermunicipais da Região Metropolitana, do Litoral Norte e dos aglomerados urbanos de Caxias do Sul e de Pelotas. O transporte dentro do próprio município não será alterado pela norma. A proposta, que tramita em regime de urgência, deverá ser votada em até 30 dias.

Serão R$ 8 milhões de subsídio para o sistema público de transporte e a mesma quantia em subsídio para o sistema privado. Um edital será aberto e a verba, destinada considerando o número de alunos e a distância percorrida. De acordo com o secretário da Casa Civil, Carlos Pestana, caberá ao município fazer o controle dos estudantes e dos recursos. Para isso, será instituído um Conselho Gestor que vai fiscalizar o uso da verba e se o valor do ônibus fretado é adequado.

— Todos devem ser atendidos. O aluno só não será beneficiado se o município não entrar no edital — afirma Pestana.

Entre os petistas, a expectativa é de que a proposta seja aprovada. Na avaliação do deputado Valdeci Oliveira, líder da bancada do PT na Casa, a nova proposta é universal e atende à maioria das emendas apresentadas:

— Creio que será tranquilamente aprovada. O governador foi sensível e garante dar atenção ao ponto de vista dos deputados.

Ativistas querem o benefício para todos os estudantes

Já entre a oposição e representantes dos municípios e de movimentos sociais, a proposta não repercutiu bem. Líder da bancada do PMDB, o deputado Giovani Feltes entende que o novo projeto é mais uma tentativa do governador de responder ao movimento das ruas. Feltes estima que o montante destinado ao transporte gratuito poderá ser insuficiente:

— Mesmo com o corte limite do ProUni (uma referência à renda per capita da família), os R$ 8 milhões vão acabar sendo insuficientes se todas as prefeituras aderirem. Se o Estado não paga em dia o transporte escolar, como vai pagar em dia este custo? É temerário para os municípios confiarem neste repasse.

Outra crítica do parlamentar é referente à exclusão dos municípios de São Sebastião do Caí e Igrejinha da lista oficial de cidades da Região Metropolitana.

Para a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), melhor seria a uniformização dos procedimentos e um tratamento igual para todas as regiões. Para o coordenador-geral da entidade, Mário Nascimento, o ideal seria que o tratamento dado aos estudantes das demais localidades fosse o mesmo da Região Metropolitana, do Litoral Norte, da Serra e da Região Sul:

— Acredito que há discriminação com as outras regiões. Estudantes que não fazem parte dos locais escolhidos dependerão de veículos fretados, privado, e não do transporte público. O que nós defendemos é igualdade de condições.

Integrante do Bloco de Luta pelo Transporte Público, Lucas Fogaça entende que a proposta do governador não representa avanço algum.

O que o movimento quer, segundo ele, é que as próprias empresas sejam oneradas pelo custo do transporte público.

— O passe livre apenas para estudantes vinculados ao ProUni não nos serve. O que nós defendemos é mais amplo. Queremos a gratuidade para todos os estudantes, indígenas, quilombolas e trabalhadores desempregados.

Fonte: Zero Hora

Com um poder de compra estimado em R$ 506 bilhões, os jovens entre 18 e 30 anos estão obrigando as empresas a rever suas estratégias

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Um dos momentos de lazer da paulistana Renata Bertolucci, 27 anos, é quando ela dirige seu HB20, estalando de novo, pelas ruas do bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, onde vive com a família. As prestações do veículo que ela divide com os pais são pagas com o resultado de seu trabalho. O salário ganho por Renata na função de auxiliar de escritório na sede do banco Safra, na avenida Paulista, um dos centros financeiros da capital, tem uma importância ainda maior para sua família. Além de ajudar nas compras de alimentos, é ela quem paga a mensalidade do serviço de internet banda larga instalado em casa.

Renata faz parte de um grupo de jovens na faixa etária entre 18 e 30 anos que está sob o escrutínio de agências de publicidade, fabricantes de produtos de consumo e prestadores de serviços. Afinal, trata-se de uma massa composta por 42,1 milhões de pessoas, com renda anual estimada em R$ 506,6 bilhões, de acordo com estudo do Data Popular, instituto paulistano especializado em pesquisas. A cesta de compras dessa turma vai muito além do telefone celular e do notebook. O estudo do Data Popular mostra que suas prioridades de compras para os próximos 12 meses recaem sobre itens como móveis, tevês e geladeiras (veja quadro ao final da reportagem).
Com uma renda maior que a de seus pais, mais escolaridade e domínio dos meios digitais, essa moçada sub 30 vem mexendo com as estratégias de marketing das empresas e com a criatividade das agências de publicidade. “Eles não são fiéis às marcas”, afirma Renato Meirelles, sócio-fundador do Data Popular. “Na hora de decidir o que comprar, esses jovens levam em conta componentes emocionais e racionais, mas, acima de tudo, querem ser ouvidos.” Para Meirelles, esses componentes são típicos de uma cultura do gosto-não gosto-troco, fomentada com a popularização das redes sociais. A operadora de telefonia TIM é uma das empresas que estão se esforçando para entender esse consumidor.

Para isso, incorporou ferramentas do mundo virtual à sua política de desenvolvimento de serviços. Um bom exemplo dessa preocupação é o TIM Beta, um plano dedicado ao público jovem que está sendo construído por meio de plataforma colaborativa, o crowdsourcing. Com isso, cada integrante da rede pode opinar sobre os itens que deveriam ser incluídos no pacote. A seleção dos clientes também segue uma lógica diferente. “Esse chip não está sendo comercializado e são os usuários do Beta que escolhem quem vai participar”, diz Roger Solé, diretor de marketing da TIM. “Quanto mais ativo for o perfil nas redes sociais, mais ele pontua, tendo acesso ao melhor que o plano pode oferecer.”
Outro exemplo de mudanças na estratégia de produtos e de comunicação pode ser visto na PepsiCo. Lá, o trabalho vem sendo feito com mais força na linha de salgadinhos Doritos, direcionada ao público entre 18 e 24 anos. Desde o começo do mês, o slogan “Para os Fortes” passou a ser grafado nas embalagens do produto. “Antes, o Doritos tinha como mote a sua divisão com os amigos”, afirma a vice-presidente de marketing da PepsiCo no Brasil, Patrícia Kastrup. “Agora, apostamos na afirmação da personalidade do consumidor.” O novo posicionamento foi uma decisão global. Mas é preciso cuidado. Afinal, apenas um slogan pode não ser o suficiente para fisgar esse consumidor.

“A marca tem de fazer parte da vida e da cultura do jovem, não apenas fingir que faz,” afirma Guga Ketzer, vice-presidente de criação da agência de publicidade Loducca. Qualidade também é fundamental. “Prefiro pagar um pouco mais caro e levar para casa um produto no qual confio”, diz o paulistano Willy Provedelli dos Santos, 27 anos, também morador da zona leste de São Paulo e graduado em psicologia. Opiniões como a de Santos têm sido cada vez mais decisivas na hora de as famílias adquirirem produtos de consumo. “Esses jovens estão influenciando nas compras mais importantes”, diz Samuel Matsuyama Rodegheri, diretor de produtos da paranaense Positivo Informática, líder do mercado nacional de computadores.

“São eles que fazem pesquisa de preço e checam os melhores modelos. Tudo pela internet”, afirma Meirelles, do Data Popular. Além de manejar essas ferramentas virtuais, esse contingente, especialmente o das classes C, D e E, tornou-se referência porque boa parte tem uma educação formal melhor que a dos parentes mais velhos. “Meus pais sempre pedem a minha opinião”, diz Ignes Barcelar dos Santos, de 27 anos. “Mesmo se não conheço determinado produto, eles sabem que tenho mais acesso à informação e vou pesquisar a respeito.” Formada em administração e logística, ela cursa pós-graduação em gestão de qualidade. Ignes é filha de uma cuidadora de idosos e de um metalúrgico e mora com os pais em Guarapiranga, bairro da zona sul de São Paulo.

A infidelidade desses consumidores em relação a marcas funciona como combustível para quem desembarcou há pouco tempo por aqui, como a montadora japonesa Nissan. “Com 12 anos de atuação no Brasil, podemos dizer que somos uma marca adolescente”, afirma Murilo Moreno, diretor de marketing da Nissan. “Os jovens têm mais liberdade para escolher uma marca nova do que os seus pais.” Isso tem dado resultados principalmente com o seu compacto March. Atualmente, 24% das vendas desse modelo são para motoristas entre 18 e 30 anos. Nesse contexto, não se pode atribuir a uma mera coincidência o fato de o primeiro carro da bancária Renata também exibir o logotipo da Hyundai, que começou a produzir localmente há menos de seis anos.

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Fonte: IstoÉ

Meia-entrada para jovem valerá em todo o país

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Sem restrição de datas ou horários, Estatuto da Juventude garante 50% de desconto em espetáculos culturais e esportivos em todo o Brasil aos jovens com idade entre 15 e 29 anos, limitado a 40% da capacidade do local. Outras regras detalhadas na lei, sancionada ontem, estabelecem a criação de uma carteira estudantil única no país e a abordagem de temas como álcool, drogas e educação sexual nos currículos escolares.

As vozes das ruas comemoraram nova vitória, ontem, ao destravarem um projeto trancado havia nove anos nos escaninhos de Brasília.

Em cerimônia no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff sancionou o Estatuto da Juventude, que oferece mais oportunidades a cerca de 51 milhões de pessoas com idades entre 15 e 29 anos.

Prevista para entrar em vigor em 180 dias – apenas no ano que vem, portanto –, a nova lei trará mudanças como a reserva de meia-entrada para 40% dos ingressos de eventos culturais e esportivos para estudantes e jovens de baixa renda. Com isso, os 50% de desconto assegurados a estudantes hoje em muitas cidades por meio de leis municipais – como em Porto Alegre –, se estendem aos 365 dias por ano.

Na capital gaúcha, pelo modelo atual, a meia-entrada representa 50% de desconto em espetáculos teatrais e esportivos – shows, cinema, teatro, jogos etc. –, mas somente em dias úteis. Já aos sábados e domingos, o desconto hoje é de 10%, assim como acontece, nas sextas-feiras, nos espetáculos de teatro, música e dança.

De acordo com o Estatuto, a meia-entrada também valerá para jovens de famílias com renda mensal de até dois salários mínimos.

Uma das questões que ainda precisam ser definidas diz respeito à fiscalização do cumprimento da reserva de 40% à meia-entrada em todo o Brasil. As regras ainda não foram estabelecidas, o que deverá ocorrer nos próximos seis meses, período em que a lei será regulamentada. A decisão ficará com o governo, e uma hipótese é a de que a fiscalização caiba aos serviços estaduais de proteção ao consumidor.

– Se seguir a lógica de outros estatutos, provavelmente vai recair sobre os Procons. Trata-se de uma relação de consumo – explica o diretor do Procon estadual, Cristiano Aquino.

Segundo ele, a meia-entrada não representa atualmente um foco persistente de queixas dos consumidores.

Outro ponto relevante refere-se aos efeitos da meia-entrada em determinadas atividades. Entre os empresários, a ideia é que a garantia do desconto poderá provocar aumentos nos preços para quem paga o ingresso inteiro. O presidente do Sindicato das Empresas Exibidoras Cinematográficas do Estado, Ricardo Difini Leite, prevê cerca de dois meses de prazo – a partir da implantação – para que se possa medir o impacto da lei.

Segundo ele, não deverá haver problemas para o cumprimento da reserva de 40% dos tíquetes. No caso do cinema, afirma Leite, borderôs de bilheteria, vendas por internet e a própria fiscalização do Procon devem reforçar a lisura do processo.

Quem já tem carteirinha não perde os benefícios

A nova carteira estudantil também trará vantagens aos usuários. Destinado a coibir fraudes, o documento será unificado e também passará por regulamentação nos próximos 180 dias. Batizado de Carteira de Identificação Estudantil (CIE), terá expedição por entidades como a Associação Nacional de Pós-Graduandos, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

Com a criação do novo documento, explica a deputada federal Manuela D’Ávila (PC do B), relatora do Estatuto na Câmara, os estudantes com carteirinha e mais de 29 anos não perdem o direito à meia-entrada.

– Todas as leis que já existem não deixam de valer – garante Manuela, que cita como exemplo a meia-entrada prevista no Estatuto do Idoso.

O que pode acontecer, portanto, é uma espécie de vácuo até o Estatuto da Juventude vigorar – quem hoje tem meia-entrada não perde o benefício. Uma regulamentação mais precisa viria com a Lei Geral da Meia-entrada, projeto ainda em discussão no Congresso. Aos estudantes, vale esperar até 2014 para curtir a reserva de 40%.

Fonte: Zero Hora

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