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Desemprego atinge maior nível desde 2012 e inflação é a maior em 19 anos

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Será que é golpe de alguém? Ou será pura incompetência do atual governo?

A taxa de desemprego nos últimos três meses até maio foi estimada em 8,1% no País, ficando acima da taxa do mesmo trimestre do ano anterior (7,0%) e superando, também, a do trimestre encerrado em fevereiro de 2015 (7,4%). Trata-se do maior patamar para o desemprego desde março de 2012, quando o instituto começou a fazer a pesquisa. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Cerca de 8,2 milhões de pessoas estavam desocupadas no trimestre encerrado em maio. Esta estimativa era 7,4 milhões no trimestre de dezembro a fevereiro de 2015, apontando alta de 10,2% (756 mil pessoas a mais). No confronto com o mesmo trimestre do ano passado, esta estimativa subiu 18,4% (1,3 milhão de pessoas a mais).

O número de pessoas ocupadas foi estimado em 92,1 milhões, não apresentando variação estatisticamente significativa quando comparada com o trimestre de dezembro a fevereiro de 2015 e também frente ao mesmo trimestre de 2014.

Rendimento

O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos (R$ 1.863) ficou estável frente ao trimestre de dezembro a fevereiro de 2015 (R$ 1.877) e em relação ao mesmo trimestre do ano passado (R$ 1.870). A massa de rendimento real habitualmente recebida em todos os trabalhos para o trimestre encerrado em maio (R$ 166,1 bilhões) também não apresentou variação estatisticamente significativa em ambos os períodos de comparação.

Inflação

Está todo mundo sentido os efeitos da inflação no bolso. A alta em junho foi a maior para o mês em 19 anos. No primeiro semestre, o IPCA já passou de 6% por cento. E, em um ano, beira os 9%. O principal vilão foi a energia elétrica. A conta de luz foi nas alturas com alta acumulada de 42,03%. Em segundo lugar ficou a alimentação com alta acumulada de 7,13%. Os preços nas feiras livres, hortifrútis, supermercados foram lá para cima. Depois veio o aluguel e taxas com alta acumulada de 5,58%. De janeiro a junho, a inflação acumulada no Brasil é de 6,17%. O maior valor para o período desde 2003.

Fonte: Correio do Povo e Bom Dia Brasil

Prévia da inflação chega a 8,8% em junho

Dragão

Vocês que, como eu, vão regularmente ao supermercado, que pagam a conta de luz, o colégio, o plano de saúde, a padaria e tudo o mais que faz parte do nosso dia a dia, vão concordar com a notícia e a prévia da inflação em alta. O acumulado de 12 meses do IPCA-15 em junho é o maior para mês desde 1996. A crise é real e a vivenciamos todos os dias. Há quem diga que isso tudo era apenas uma marolinha… Há quem já admita que temos uma crise séria sendo enfrentada. A minha pergunta é: como chegamos nesse ponto? Como vamos fazer para vencer a crise? Estamos tomando as medidas certas ou, mais uma vez, estamos sendo enganados?

Temos que ficar de olho, estar atentos. O Brasil depende de cada um de nós, de nossa fiscalização. Alertamos sobre a inflação há algum tempo, já. Mas diziam que ela não existia e que o dragão estava dormindo profundamente. Quem paga contas todo mês sabe que o dragão está acordado e se levantando.

Abaixo, texto da Zero Hora sobre o tema.

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA–15), ficou em 0,99% em junho deste ano. A taxa é superior ao 0,6% de maio deste ano e ao 0,47% de junho do ano passado.

Inflação acumula alta de 8,47% em 12 meses até maio, aponta o IBGE
Mercado eleva projeção da inflação, retração do PIB e juros em 2015

Com a prévia, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula taxa de 8,8% em 12 meses, superior ao teto da meta do governo de 6,5%. A inflação acumulada no ano é 6,28%.

O índice também foi o maior para o mês desde 1996, quando a alta foi de 1,11%, A inflação atinge uma alta de 6,28% no ano até junho, a mais intensa para o período desde 2003 (7,75%).

Fonte: Zero Hora

Em cada três itens do supermercado, dois superam a inflação

A inflação dos últimos 12 meses, apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e divulgada na quarta-feira pelo IBGE, atingiu o maior patamar desde 2003: 8,47%. Porém, ao ir ao supermercado, o consumidor sente que, na prática, este índice é ainda maior.

Para mostrar que a percepção no bolso supera os números oficiais, o Diário Gaúcho comparou preços de produtos das mesmas marcas de três supermercados de Porto Alegre, levando em conta os valores praticados nos primeiros dez dias de junho de 2014 e de 2015. A base foram os encartes publicados no jornal.

Não deu outra: em cada três itens, dois aumentaram acima da inflação. Foram comparados preços de 20 itens. Destes, 14 tiveram acréscimo, sendo 13 acima dos 8,47%. Três se mantiveram iguais e três baixaram de valor. Para comprar os 20 itens em 2014, era preciso desembolsar R$ 84,92. Um ano depois, o valor subiu para R$ 93,33, um aumento de 10,3%.

Nesta avaliação, a bergamota poncã (51,2%) e a cenoura (36,5%) foram os produtos mais valorizados. Nos itens em alta, somente o café subiu abaixo do índice da inflação. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese), neste ano a cesta básica está 10,33% mais cara do que em 2014.


Bergamota foi o produto com maior alta | Foto: Germano Rorato

Como defender-se dos aumentos

Substituir virou palavra de ordem para a auxiliar de cozinha Rosangela Barbosa, 42 anos, na hora de ir ao supermercado. Com o aumento do preço do tomate, por exemplo, ela o deixou de lado para comprar couve, repolho e alface. A carne bovina está perdendo espaço para o frango e a salsicha. A regra é não levar para casa o que subiu demais.

— Eu nem compro quando está muito caro — conta a moradora de Alvorada.

Rosangela admite que não abre mão da marca do sabão em pó, mas investe na troca de outros itens. Para driblar os aumentos, trocou o rancho do mês por pequenas compras. Como vai praticamente todos os dias ao supermercado, monitora os preços:

— Eu cuido o que está mais barato e, se vale a pena, faço estoque.

Para o economista da FEE Rodrigo de Sá, é fundamental que o consumidor esteja aberto a substituir produtos que tiveram um aumento maior:

— O consumidor deve pesquisar. Neste cenário de alta, a diferença entre os preços em locais diferentes tende a ser maior.

Cascata que corrói o bolso

O aumento de preços que chegou aos supermercados com tanta força faz parte de um efeito cascata, que começou com os reajustes da energia elétrica e dos combustíveis no começo do ano, avalia o economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE) Rodrigo de Sá. Quanto maior a importância da energia elétrica e do transporte rodoviário na produção de um determinado item, maior é a pressão para que o seu preço aumente.

Rodrigo ainda pontua que, nos setores onde os sindicatos dos trabalhadores têm maior poder, há um aumento maior de salários, o que reflete no preço final do produto.

A professora do curso de Ciências Econômicas da Unisinos Simone Magalhães lembra que a falta de chuvas prejudicou a qualidade das pastagens, fazendo com que o boi engorde menos, um dos motivos para o aumento do preço da carne. Com os preços em elevação, o poder de compra das famílias despenca. Isso reduz vendas e produção e pode acarretar desemprego.

As previsões não são otimistas. Para Rodrigo, o cenário não indica que os aumentos irão desacelerar:

— Para um curto prazo, não há expectativa de que os preços vão parar de subir. A inflação deve encerrar o ano próxima a 8,5%.

*Diário Gaúcho

Gasolina: quem conseguirá pagar essa conta?

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O fim de semana era para ter sido marcado pela linda festa em homenagem à Padroeira de Porto Alegre, Nossa Senhora dos Navegantes. Mas os donos dos postos de combustível de Porto Alegre e de todo o estado, praticamente, aprontaram uma grande armadilha para os gaúchos; o preço da gasolina chegou a subir R$ 0,50 o litro. Uma alta muito maior do que estava prevista. 

O preço da gasolina impacta quase tudo em nossa sociedade. Frete, transporte, comércio, serviço… É uma bola de neve que só cresce. Sem controle, pior ainda. Fico imaginando o pai de família que tem as contas do mês apertadas e se depara com um aumento absurdo desses. Não, o governo federal não está nem um pouco preocupado com isso. Foram eles que autorizaram.

E ainda diziam que não havia inflação, que a conta de luz não subiria, que a gasolina não subiria… Também dizem que não há corrupção no governo e que não sabiam de nada sobre o maior escândalo de corrupção de nosso país: o Petrolão. Acredita só quem quer!

Mais impostos e quem paga é você!

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Há tempos venho dizendo que precisamos alterar nossa política econômica. O trabalhador brasileiro está pagando cada dia mais e mais imposto. Em contrapartida, não recebe o mínimo em suas cidades e estados. Vivemos presos em casa, porque não temos segurança; mesmo com planos de saúde privados, enfrentamos horas nas filas de emergências; pagamos IPVA e pedágios e as estradas deixam a desejar… A inflação está aí, para quem quiser ver. Basta ir ao supermercado, à farmácia, ver a mensalidade escolar, tudo… Entre o ano de 2000 e 2013, os impostos cresceram 277%. Já parou para pensar quem está pagando essa conta?

Divido com vocês minha leitura de hoje, do Estadão.

A carga tributária per capita anual cresceu 277,3% entre 2000 (quando era de R$ 2.086,21) e 2013, quando chegou a R$ 7.872,14, de acordo com uma pesquisa do Instituto Assaf, que analisa a carga tributária brasileira, com base nos dados do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Segundo o levantamento, nos últimos 14 anos, a carga tributária brasileira saltou de R$ 350 milhões em 2000 para R$ 1,53 trilhão até 13 de dezembro de 2013. Um aumento de 334%.

Segundo o estudo, o Produto Interno Bruto (PIB) no período de 2000 a 2012 cresceu 273,3%. Na mesma base de comparação, o aumento na carga tributária per capita foi de 284,3%. “Se analisarmos a carga tributária como porcentual do PIB, esses impostos representam cerca de 35,3%. Em 2000 este porcentual era de 30,4%”, diz o levantamento.

De acordo com o Instituto Assaf, o arrocho promovido pela Receita Federal “no controle, checagem e confronto de informações cadastrais está contribuindo para que esses valores se mostrem cada vez mais altos tanto para os brasileiros quanto para as empresas”.

Em relação ao salário mínimo e levando em consideração de 2000 até o ano passado, o valor passou de R$ 151 para R$ 678, um aumento de 349%. No início deste ano, o mínimo subiu para R$ 724. O levantamento destaca que a inflação no mesmo período (2000 a 2013) medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 137,9%, “o que deixa o aumento real do salário mínimo em 88,8%”, diz.

Inflação ficará na meta pelo 10º ano consecutivo, diz Dilma

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A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (14), em Itajubá (MG), que o compromisso do governo com o rigor fiscal não se alterou e que, pelo décimo ano consecutivo, a inflação ficará dentro da meta. Dilma viajou para o município do sul de Minas com o objetivo de inaugurar a primeira fábrica de transformadores de instrumentos de alta-tensão com capital 100% brasileiro, construída pela Balteau Produtos Elétricos em parceria com a Agência Brasileira da Inovação (Finep).

“Quero lembrar mais uma vez que pelo décimo ano consecutivo a inflação vai fechar o ano dentro da meta. Nosso compromisso com o rigor fiscal não se alterou como mostra o fato de termos transitado pela mais grave crise da história, desde 1920, com as nossas metas de endividamento sob rígido controle”, disse Dilma.

A presidenta afirmou que o país tem hoje uma das menores dívidas públicas líquidas do mundo em relação ao Produto interno Bruto (PIB) e uma reserva internacional considerável, com US$ 376 bilhões. Dilma também ressaltou a importância da política de câmbio flutuante.

“Defendemos e praticamos uma política de flexibilidade cambial, o que tem nos permitido também fazer face a ese novo momento em que o mundo transita, para uma modificação das políticas monetárias, notadamente da política monetária americana”, disse a presidenta, acrescentando que essa política permite dar maior estabilidade ao país.

Durante a inauguração da fábrica de transformadores de corrente e de potencial – que recebeu investimentos de R$ 50 milhões e tem capacidade para produzir anualmente 50 mil peças de baixa e média tensão e 2,3 mil de alta-tensão – Dilma disse que um dos grandes objetivos de governo é ser parceiro da indústria nacional em seu desenvolvimento e expansão.

“Temos cuidado da solidez macroeconômica e mobilizado instrumentos para estimular a produção industrial e fomentar o desenvolvimento tecnológico e a inovação, tudo com o objetivo de elevar a competitividade da nossa indústria, para que ela prossiga crescendo, gerando emprego e gerando renda”, disse Dilma, observando que, paralelamente ao compromisso com a “robustez econômica”, o governo vem desenvolvendo uma política de redução de custos para a indústria, como a desoneração da folha de pagamentos e a redução das tarifas de energia elétrica.

Fonte: Agência Brasil

Mantega nega definição sobre aumento de combustíveis

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ressaltou nesta segunda que o governo não tem nenhuma definição sobre um eventual aumento de combustíveis em 2013. “O que eu disse é que não haveria aumento em função da variação cambial”, afirmou, referindo-se a uma entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo. “Se vai ter algum outro tipo de aumento, eu não sei, não tem definição nenhuma”, apontou. Mantega participou de um almoço, em São Paulo, realizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

Mantega afirmou também que o governo tem grande “munição” para lidar com os movimentos de desvalorização do câmbio e admitiu que, caso seja oportuno, poderá vender dólares à vista. “Podemos dar liquidez para o spot, se for necessário”, afirmou. De acordo com ele, o Banco Central (BC) pode “colocar até mais de US$ 60 bilhões” em swaps cambiais e leilões de linha, medida anunciada pela instituição financeira na semana passada. “Não há limite para isso”, destacou, ressaltando que tais ações não representam perda de reservas cambiais.

“O Brasil tem muita munição para enfrentar situação cambial”, apontou. “O Banco Central está entusiasmado em não deixar que haja oscilação excessiva do câmbio”, disse. Segundo Mantega, a administração federal conta com um montante de US$ 370 bilhões de reservas, que é robusto para lidar com eventuais volatilidades adicionais do mercado.

Ainda conforme o ministro da Fazenda, “nenhum ministro sabe” quando o patamar do câmbio se estabilizará, pois é uma questão que está muito mais vinculada com a definição sobre a trajetória do fim da política de afrouxamento quantitativo do Federal Reserve (Fed, o BC dos Estados Unidos). Na análise de Mantega, não é uma questão trivial, pois “nem os diretores” do Fed “estão se entendendo” sobre a trajetória da política monetária nos EUA para o curto prazo.

Expectativas

Mantega disse que as expectativas em relação à economia do Brasil são inferiores à realidade. O ministro da Fazenda reconheceu que houve uma piora nas expectativas, bem como no nível de confiança de consumidores e empresários, mas refutou a tese de que a volatilidade do câmbio esteja ligada a esses fatores.

“Não acredito que o movimento do câmbio esteja ligado às expectativas porque os investidores são muito objetivos”, disse. O investidor, na avaliação de Mantega, não diz: “Olha, hoje o mercado acordou com mau humor”. Na opinião do ministro, o investidor olha para dados objetivos. Prova disso, para Mantega, é que nos últimos meses as aplicações em renda fixa e o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no País foram recordes. “Nos últimos meses, o investimento em renda fixa e na Bolsa foram recordes e em Investimento Estrangeiro Direto, também”, reforçou. Isso, de acordo com ele, é confiança, o que levará a uma melhora das expectativas.

Inflação

Mantega ressaltou também que a “inflação está sob controle” e que “a dona de casa pode ficar tranquila”, pois o Poder Executivo não deixará que os preços subam. “Estamos vigiando a inflação e ela não será obstáculo para a nossa trajetória de crescimento”, afirmou. “O impacto do câmbio na inflação ainda é pequeno. Mas vamos seguir observando”, destacou.

“Não sei se o câmbio terá ou não impacto na Selic. Só o Banco Central pode responder”, disse, depois de ter sido perguntado se a desvalorização do real ante o dólar influenciará os passos das decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), que terá a reunião de agosto concluída nesta quarta-feira, 28.

Para combater a inflação, o ministro destacou que o Executivo tem um amplo leque de medidas que podem ser adotadas. Por hipótese, Mantega citou redução de tarifas de importação e desonerações de setores produtivos a fim anular eventuais aumentos de custos com o fortalecimento do dólar ante o real.ante o real.

Fonte: Correio do Povo

Governo deve reajustar preços de combustíveis ainda este ano

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O governo deve reajustar os combustíveis ainda este ano, atendendo, em parte, ao pedido da Petrobras, que está com as contas cada vez mais pressionadas pela defasagem nos preços internos desses produtos. A presidente Dilma Rousseff reuniu-se ontem com a presidente da Petrobras, Graça Foster, para discutir o assunto, horas antes de Graça embarcar para a China. Segundo fontes, uma das propostas colocadas na mesa é autorizar o reajuste em duas parcelas, deixando a segunda parte para 2014.

A principal preocupação da equipe econômica é com o impacto do reajuste na inflação, que vem sendo pressionada por outros aumentos e pode fechar o ano acima do teto da meta, de 6,5% ao ano. Por outro lado, o governo está sensível à situação da Petrobras, que tem sido fortemente afetada pelo descasamento entre os preços internos e internacionais dos combustíveis.
A defasagem, segundo técnicos, já estaria em 30%, mas no governo não se cogita por ora autoriza rum reajuste de dois dígitos. O câmbio valorizado tornou a situação da Petrobras mais delicada, já que encarece as importações da estatal, que pressionam as contas da empresa e também a balança comercial.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/governo-deve-reajustar-precos-de-combustiveis-ainda-este-ano-9652976#ixzz2cgzHodr1
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Conquistas da nova classe média devem sobreviver à desaceleração

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A recente desaceleração da economia brasileira e de outros países emergentes pode frear o processo de redução da pobreza e expansão da chamada “nova classe média” ou “classe C” nesses países, mas não deve significar uma reversão das conquistas da classe na última década.

Essa é a avaliação de especialistas no tema de redução da pobreza ouvidos pela BBC Brasil, como o brasileiro Francisco Ferreira, economista-chefe do Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento do Banco Mundial.

“Se o critério para a classificação de indivíduos como pobre ou classe média é puramente a renda, evidentemente é possível que uma família específica que esteja no que chamamos de faixa de vulnerabilidade volte para a pobreza ─ por exemplo, se algum de seus membros ficar desempregado”, diz Ferreira.

“Mas estamos falando de casos individuais. Não acredito que uma desaceleração possa reverter os ganhos sociais dos últimos anos de forma generalizada ─ o que podemos ter é uma freada no ritmo dos avanços.”

Jens Arnold, economista sênior da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) especializado em Brasil, e Homi Kharas, do programa em Economia Global e Desenvolvimento do Brookings Institution, nos EUA, concordam que a expansão da classe média brasileira e de outros emergentes seria um fenômeno “sustentável”.

“No Brasil em especial, temos um processo de redução das desigualdades amparado em tendências bem estabelecidas como o avanço no acesso a educação e a redução das diferenças salariais entre trabalhadores qualificados e não qualificados, além de políticas de transferência de renda que dificilmente serão revertidas”, afirma Arnold.

Classificação
Segundo dados da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), ligada ao governo brasileiro, de 2001 a 2011 cerca de 35 milhões de brasileiros deixaram a pobreza para serem incluídos nas fileiras da nova classe média, segmento que hoje incluiria 53% da população.

Os critérios para classificação de uma família nesse grupo, porém, são tema de amplo debate. Pelos parâmetros da SAE, fazem parte da classe média indivíduos com renda entre R$ 291 e R$ 1.019 mensais, ainda que vivam em moradias precárias, sem saneamento básico, por exemplo.

No caso do Banco Mundial, são considerados de classe média indivíduos que recebem entre US$ 10 e US$ 50 por dia, ou entre US$ 300 (R$ 680) e US$ 1500 (R$ 3.400) por mês.

Segundo explica Ferreira, os que vivem com uma renda diária de US$ 4 a US$ 10 ─ o que equivale a um salário mensal de US$ 120 a US$ 300 (R$ 272 a R$ 680) ─ seriam parte de uma espécie de classe média baixa considerada “vulnerável”, que incluiria 37,5% da população latino-americana.

“Nossa estimativa é que, com essa renda, os indivíduos tem um risco de mais de 10% de voltar para a pobreza em 5 anos. Por isso eles são considerados vulneráveis”, diz.

Durante os protestos que tomaram as principais cidades do país no mês passado, uma das hipóteses levantadas por observadores e analistas era que algumas pessoas teriam saído às ruas motivadas pelo “medo” de ter seus ganhos da última década revertidos em um cenário de maior inflação e menor crescimento econômico ─ apesar de os níveis de desemprego brasileiros ainda estarem historicamente baixos.

Protestos

“Não acho que esse medo seja tão significativo, mas o que concluo desses movimentos é que a expansão da classe média deve ter um efeito importante sobre o equilíbrio político do país, embora a essa altura seja difícil estimar qual será tal efeito”, opina Ferreira.

“No longo prazo poderíamos ter uma pressão mais consistente por melhorias nos serviços públicos, por exemplo.”

Kharas, do Brookings Institution, vê na expansão da classe média o elemento de ligação entre os protestos brasileiros e os ocorridos recentemente em outros países em desenvolvimento, como os protestos por mais segurança na Índia, organizadas após uma estudante ser estuprada em Déli; a onda de manifestações iniciada na Turquia por um projeto de urbanização que destruiria um parque na praça Taskim e os protestos ocorridos na Indonésia em junho por causa do aumento dos combustíveis.

“Em todos esses países temos uma classe média em expansão, em um contexto em que é cada vez mais fácil se organizar por internet e a repressão política é menos aceitável”, diz Kharas.

“As classes médias dependem muito dos serviços públicos e boas regulamentações governamentais para manter seu padrão de vida, então é natural que a pressão pela melhoria da eficiência desses serviços cresça com a expansão de tal classe em diversas partes do globo.”

O economista admite que há “evidências contraditórias” sobre a agenda política das classes médias de países emergentes, o que faz com que seja difícil prever os resultados no médio e longo prazo de ondas de protestos como essas.

Alguns grupos tendem a ser mais conservadores e até apoiam regimes autoritários, enquanto outros são mais liberais.

“Mas, apesar dos riscos, tais movimentos representam oportunidades importantes para se criar mecanismos que garantam políticas públicas mais eficientes e um maior engajamento do governo e das classes políticas com os cidadãos.”

Fonte: BBC

Preços ao consumidor recuam na terceira semana do mês

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), na terceira semana deste mês, teve variação de -0,11%, ainda influenciado pela redução da tarifa de ônibus urbano. A taxa ficou 0,18 ponto percentual abaixo da taxa registrada na semana passada.

O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou que sete das oito classes de despesa que compõem o índice tiveram decréscimo. O principal foi no grupo de transportes (de -0,44% para -0,8%). Somente a passagem de ônibus passou de -1,59% para -3,07%.

Também registraram decréscimo os grupos de alimentação (de -0,23% para -0,42%), habitação (de 0,49% para 0,36%), vestuário (de -0,03% para -0,54%), saúde e cuidados pessoais (de 0,38% para 0,35%), educação, leitura e recreação (de 0,31% para 0,23%) e comunicação (de 0,19% para 0,12%).

O único grupo a registrar acréscimo foi o de despesas diversas (de 0,27% para 0,29%).

Fonte: Agência Brasil

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