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A hora de mudar é agora!

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A época do ano em que mais promessas de mudanças são feitas é agora! Quem de nós nunca prometeu uma mudança radical na virada do ano? Talvez a esperança de podermos recomeçar seja o maior propulsor dos sonhos e desejos para os 365 dias que temos pela frente. O problema é que acabamos esbarrando, desde o início do ano, naquele famoso “amanhã eu começo”. Depois, muitos pensam: fica para o próximo mês, para o próximo…. E aquela mudança necessária acaba ficando para o ano que vem.

Mas 2014 é, sem dúvida, um ano para mudarmos o que precisamos e queremos mudar. Todos – ou boa parte das pessoas – dizem que 2013 foi um ano difícil. Então, devemos ser protagonistas das mudanças desde hoje e promovê-las a cada dia. Há sete anos eu vivi um período muito difícil. Foi a partir daquele momento que decidi tomar as rédeas da minha vida e ser persistente, jamais desistir. Revendo o filme “À procura da felicidade” relembrei muito aquele início de ano. Vejo hoje a diferença que fez a perseverança. Se eu pude fazer tudo diferente, é sinal de que todos podemos.

2014 é um caderno em branco em nossas mãos. Está em nós escrevermos a história de cada de dia. Depois de um ano difícil, cheio de tragédias do início ao fim, temos a chance de mudar, de renovar, de superar o que está ultrapassado e arriscar. 2014 é o ano para termos coragem de olhar para o futuro com esperança, sem apego ao passado. É ano de Copa do Mundo! Sonho ver o Brasil hexacampeão mundial em casa! É ano de eleição! Sonho ver o Brasil retomar o crescimento econômico e social, numa nova perspectiva, com um novo olhar. Sonho ver meu Rio Grande do Sul voltar a ser grande, porque estamos ficando para trás.

Se a virada do ano é tempo de promessas, então agora é a hora de mudar! Eu já comecei. E você?

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Dica da leitura: Ano eleitoral começa com várias restrições a autoridades públicas

 

Findamos um ciclo para começarmos outro

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Chegamos à ultima segunda-feira de 2013. Um ano que marcou o Brasil, sem dúvida. Um ano em que paramos para ver e ouvir os brasileiros, que vimos tragédias inesquecíveis, que vimos imprudência e suas consequências… Um ano que vimos a força que temos diante do nos que é adverso. É sobre esse espírito que quero escrever aqui.

Durante todo o ano, usei o site para divulgar notícias importantes, para dividir informação e compartilhar dados. Nossa voz, para ser ouvida, precisa de conteúdo, de argumento. Isolados, não temos voz! Mas essa etapa se encerra para passarmos a uma nova. Quero dividir com vocês, diariamente, uma opinião crítica sobre o que lemos e vivemos.

Por quê? Porque 2014 pede isso, pede opinião, pede que sejamos atentos e críticos. 2014 é o ano que correrá mais que qualquer outro. É o ano da Copa do Mundo no Brasil, de eleições. Deve ser o ano que em as manifestações voltarão às ruas… A economia dá sinais de que precisa de rumo, é um ano decisivo para isso.

Então, ao invés de publicar as notícias, seguirei lendo (e as indicando com links) aqui. Mas dividirei com vocês minha impressão sobre o que acontece. Porque de nada adianta apenas lermos e estarmos informados. Temos que formar nossa opinião. E esse é um espaço para que todos possam fazer isso.

A todos, um feliz 2014. Que seja um ano de mudanças profundas, de reencontro com o que o Brasil tem de melhor, com mais desenvolvimento econômico e social, com menos violência e impunidade, com mais exemplos positivos, com mais manifestantes nass ruas, com menos vândalos nas ruas, com esperança renovada, com segurança e verdade em nossas palavras e ações.

 

Ex-corregedora do CNJ se filia ao PSB e é lançada ao Senado por Campos e Marina

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O governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos , pré-candidato à Presidência, e a ex-senadora Marina Silva lançaram ontem a candidatura ao Senado, pela Bahia, da ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Eliana Calmon, com críticas à “velha política” e ao governo federal Durante a solenidade de filiação de Eliana ao PSB, numa casa de eventos em Salvador, Campos foi saudado aos gritos de “guerreiro do Brasil” e “futuro presidente” por cerca de mil pessoas. A chapa terá a a senadora Lídice da Mata como candidata ao governo.

Campos disse que o país parou por culpa da “aliança conservadora” que governa o país:

— Não podemos continuar administrando o combate a inflação, como se diz no Nordeste, da “mão para a boca” com ações pontuais imediatistas que, efetivamente, nos remete a um tempo em que o Brasil pôs duas décadas a perder. Nós sabemos que é preciso preservar as conquistas, e só vamos preservá-la se conseguirmos enxergar o futuro do Brasil acima dos interesses de partidos e grupos políticos — afirmou.

Marina foi mais explícita: frisou que a aliança PSB/Rede prega uma política que “não esteja baseada na distribuição de cargos, como vem sendo feita”.

— Já estamos com 39 ministérios e só não se chega aos 40 por constrangimento numérico — disse, numa alusão a “Ali-Babá e os 40 ladrões”

Eliana afirmou que optou por concorrer na Bahia, apesar de morar há 24 anos em Brasília, pelas suas “raízes”. Foi graças a essa ligação, afirmou, que enfrentou as pressões que sofreu quando combateu o corporativismo no Judiciário.

—Eu sempre dizia: não se meta comigo porque sou baiana!

Fonte: O Globo

Dilma venceria Campos e Aécio no 1º turno, diz Ibope

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Pesquisa Ibope em parceria com o Estado mostra que, se as eleições fossem hoje, a presidente Dilma Rousseff (PT) venceria no 1° turno seus prováveis adversários: Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Com Marina Silva no lugar de Campos, a oposição reforçaria as suas chances. A possibilidade técnica de 2º turno, porém, só ocorre hoje quando o cenário inclui a ex-ministra do Meio Ambiente no lugar do governador de Pernambuco e o ex-governador tucano José Serra no lugar do senador mineiro.

Em uma eventual segunda rodada da disputa, Dilma venceria com folga Marina, Campos, Aécio e Serra, aponta o Ibope.

Nas simulações de 1° turno, Dilma aparece com 39% a 41% das intenções de voto nos quatro cenários avaliados. Em três deles, ela teria hoje mais do que a soma das preferências pelos adversários – condição necessária para vencer no 1° turno.

A vantagem da presidente (41%) é folgada quando seus adversários são Aécio (14%) e Campos (10%). Nesse quadro -o mais provável, dada a composição de forças existente hoje no PSDB e no PSB Dilma tem 17 pontos porcentuais a mais do que a soma dos concorrentes.

No cenário com Serra, o tucano teria 18%, quatro pontos a mais que Aécio. Campos continuaria com seus 10% e Dilma oscilaria para 40%. A vantagem da presidente sobre a soma dos adversários seria menor, mas ainda confortável: 12 pontos.

A situação muda com a inclusão de Marina nas simulações -não porque ela consiga tirar votos de Dilma, mas por causa da queda acentuada no número de indecisos. No cenário com Dilma e Aécio, Marina aparece com 21%, mais do que o dobro do índice de Campos – embora a petista e o tucano tenham apenas oscilado para baixo, respectivamente, dois pontos e um ponto porcentual. A vantagem da presidente sobre a soma dos rivais, nesse caso, encolhe para cinco pontos.

Na alternativa com Dilma e Serra, Marina volta a aparecer com 21%, atrás da petista (39%) e na frente do tucano (16%). A vantagem da presidente sobre os adversários somados, porém, praticamente desaparece: 39% a 37%, dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

Segundo Márcia Cavallari, diretora executiva do Ibope Inteligência, o que explica a vantagem menor de Dilma nos cenários testados com Serra e Marina é o fato de esses candidatos serem mais conhecidos pelo eleitorado do que Campos e Aécio.

Marina pretendia se candidatar à Presidência pela Rede Sustentabilidade, partido que vinha organizando desde o ano passado. Mas a legenda não coletou o número mínimo de assinaturas de eleitores para obter registro na Justiça Eleitoral.

Plano B. O plano B de Marina foi se filiar às pressas no PSB de Eduardo Campos, a quem declarou apoio. Seu nome foi incluído nos cenários pesquisados pelo Ibope porque há especulações no mundo político sobre a viabilidade da candidatura de Campos, bem menos conhecido e com menos base social do que sua potencial companheira de chapa.

O mesmo ocorre em relação a Serra: Aécio domina hoje o PSDB, mas o ex-governador de São Paulo diz ter mais chances de vitória nas urnas e diz que o partido ainda não definiu seu candidato para 2014.

Em um eventual segundo turno, Dilma venceria todos os adversários avaliados pela pesquisa Ibope Estadão. Contra Marina – o cenário mais apertado -, a presidente teria 42% contra 29%. Com Eduardo Campos na disputa, a presidente teria vantagem de 27 pontos porcentuais, vencendo por 45% a 18%.

Fonte: Estadão

Em entrevista na TV, Marina volta a negar projeto eleitoral: “Não tenho objetivo de ser presidente”

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Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, a ex-senadora Marina Silva(PSB) voltou a negar que seu objetivo ao formar aliança com o governador Eduardo Campos (PSB-PE) seja disputar a Presidência da República em 2014:

— Não tenho objetivo de ser presidente da República. Meu objetivo é que o Brasil seja melhor, que o mundo seja melhor. Se tiver um presidente que se comprometa com essas ideias, para mim está tudo bem.

Marina disse que só fechou a parceria com Campos porque entendeu que o PSB era a sigla que mais se identificava com os princípios da Rede Sustentabilidade, movimento que a ex-senadora liderou, mas não conseguiu registrar como partido a tempo de concorrer às eleições do ano que vem.

Sobre a futura definição de quem será o cabeça da chapa, a líder da Rede frisou que é o governador de Pernambuco quem disse que em 2014 a decisão será tomada. Questionada sobre a possibilidade de ser vice, Marina despistou:

— Nós não discutimos isso. Nós discutimos programa.

Marina fez críticas à tentativa de barrar a Rede e disse que o atual governo da presidente Dilma Rousseff tem a “marca do retrocesso”, no que diz respeito à questão florestal. Ela ainda comentou sobre o leilão de Libra, realizado nesta segunda-feira. Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina disse que sobraram muitas dúvidas do processo:

— Um leilão que só tem uma proposta, a gente fica na dúvida se de fato foi um leilão.

Ela também voltou a criticar o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), um dos líderes da bancad aruralista na Câmara, com o qual teve um atrito recente. Diante do impasse, Campos decidiu romper aliança com Caiado em Goiás. No Roda Viva, Marina frisou, porém, que suas palavras não se estendem ao agronegócio:

— Há agronegócio e agronegócio. Mas é claro que existem aqueles que fazem questão de manter o olho no retrovisor para o século 19.

Fonte: Zero Hora

PDT articula coligação para disputar o Piratini

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O PDT está em busca de aliados para a disputa pelo Palácio Piratini em 2014. Ontem, dirigentes do partido se reuniram em um almoço, em um restaurante no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, com lideranças do DEM, PPS, PRB, PSB e PSD para debater a formação de uma futura coligação. Ainda que o processo interno de escolha pela candidatura própria não tenha sido concluído, os pedetistas já trabalham com os nomes do deputado federal Vieira da Cunha e do jornalista Lasier Martins, para as disputas para o governo do Estado e o Senado, respectivamente. Aos aliados, caberiam as indicações para o vice-governador e suplente de senador.

Além do apoio político, a formação de uma coligação ampla garante um tempo maior na propaganda eleitoral gratuita de rádio e televisão e amplia os recursos financeiros da campanha. Hoje, o PDT tem o equivalente a 42 segundos de propaganda. Se o partido conseguisse aglutinar todos os possíveis aliados que compareceram à reunião ontem, o tempo de televisão e rádio superaria os quatro minutos.

Vieira da Cunha avaliou o encontro como uma conversa que “superou as expectativas”. “Foi uma reunião com lideranças altamente representativas, na qual iniciamos um longo caminho para o Rio Grande. Todos se manifestaram abertos a esta futura união, e todos têm a visão de que a situação em que o Estado se encontra é preocupante e que as mudanças necessárias não podem ser feitas por um único partido.”

O presidente estadual do Democratas, deputado federal Onyx Lorenzoni, afirmou que o partido vê com “muita simpatia a candidatura de Vieira da Cunha”. “É o primeiro passo na discussão de uma coligação que busca construir e superar os impasses que têm marcado a vida política do Estado. Ainda não temos uma definição sobre o futuro do partido, mas temos muita proximidade com o PDT, principalmente em Porto Alegre”, afirmou.

O discurso é semelhante ao apresentado pelo presidente do PSD, o deputado federal Danrlei de Deus. “Foi uma ótima conversa e um primeiro encontro para discutir um projeto amplo.” O deputado afirmou ainda que o partido vai se credenciar para ocupar uma vaga de vice-governador com a indicação do empresário José Paulo Cairoli, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (Cacb), que ingressou no partido recentemente.

Já as tratativas com o PSB passam pelo apoio do PDT à candidatura à presidência da República do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). O partido saiu do governo estadual em busca de palanque para Campos.

“A nossa condição para integrar um projeto estadual é nosso projeto federal. Mas as candidaturas ainda estão se alinhando. Na medida em que Eduardo Campos vai demonstrando a força que tem, os partidos começam a rediscutir seus antigos apoios. Ainda tem muito jogo”, disse o deputado estadual socialista Catarina Paladini.

Fonte: Jornal do Comércio

PP busca aliados no bloco de oposição a Tarso Genro

Faltando menos de um ano para o pleito de 2014, os partidos começam a intensificar as articulações em busca de alianças. O PP, que provavelmente terá a senadora Ana Amélia Lemos como candidata ao governo do Estado – decisão que só será oficializada em abril do ano que vem -, também tem feito conversações com algumas siglas.

De acordo com o presidente estadual da legenda, Celso Bernardi, o critério inicial para a discussão de uma aliança é estar na oposição ao governo Tarso Genro (PT), motivo pelo qual o PP tem conversado com dirigentes do PPS, DEM, PSDB e PMDB. Como o PMDB já tem definido que concorrerá ao Executivo estadual, possivelmente com o ex-prefeito de Caxias do Sul José Ivo Sartori, Bernardi adianta que estas siglas poderão ter mais de uma candidatura no primeiro turno, mas que deverão estar alinhadas no segundo turno.

“Estamos conversando muito, para fazermos um grande acordo que envolva o primeiro e o segundo turno. Não há nenhuma dificuldade em nós termos dois ou três candidatos no primeiro turno. O que nós queremos é ter uma certeza de que existe um pacto para o segundo turno”, observa Bernardi. Além destas siglas, os progressistas também acenam com a possibilidade de coligação com o PSB, que no mês passado desembarcou do governo Tarso, depois que os socialistas deixaram a gestão de Dilma Rousseff (PT), com o objetivo de construir a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), ao Palácio do Planalto.

Perguntado se espera reciprocidade do PCdoB, que no ano passado teve a candidatura de Manuela d’Ávila à prefeitura de Porto Alegre apoiada por Ana Amélia, Bernardi diz que não existe a possibilidade de conversação entre as siglas enquanto os comunistas estiverem no governo Tarso. “Se o PCdoB deixar o governo é evidente que vamos dialogar”, pondera.

Bernardi salienta, no entanto, que a prioridade do partido é encerrar um ciclo de discussões que vem fazendo para formatar um programa de governo, que deve ser apresentado aos filiados até o final do próximo mês. Com 135 prefeitos no Estado, 1.216 vereadores, sete deputados estaduais e seis deputados federais, o PP é uma das principais forças políticas do Rio Grande do Sul e tem como meta ampliar o número de cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. A intenção é a de ter 50 candidatos a deputado estadual e 20 a deputado federal, nominatas que estão em processo de discussão interna.

Fonte: Jornal do Comércio

PDT está mais perto de deixar Tarso

Ao anunciar ontem que estava deixando o jornalismo para ser pré-candidato do PDT ao Senado, Lasier Martins deu nova configuração ao tabuleiro da sucessão estadual de 2014, não só pela vantagem da exposição pública garantida por sua trajetória como comunicador, mas porque teria condicionado sua entrada na sigla ao lançamento da candidatura própria do PDT ao governo do Estado.

Lasier diz que não chegou a impor esta condição, mas que argumentou com a direção que a legenda não poderia continuar “a reboque” de outras siglas. “O único pedido que eu fiz ao PDT é se era possível cultivar os princípios da independência, da altivez do partido, deixar de ser satélite de outros partidos, de andar sempre a reboque, porque isso estava desvirtuando a história do partido”, relata.

Essa postura praticamente enterra a possibilidade de o governador Tarso Genro (PT) manter os pedetistas em sua base. Com o desembarque do PSB do governo estadual, Tarso havia convidado o PDT a ampliar os espaços no governo, oferecendo a Secretaria de Infraestrutura e Logística. O objetivo era o de selar a aliança para 2014 já no primeiro turno, com os pedetistas podendo indicar o vice na chapa de Tarso à reeleição. De acordo com o presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan Júnior, o compromisso com o governador é o de responder ao convite assim que for tomada a decisão na pré-convenção, em 7 de dezembro. Porém, lembra que nos encontros regionais a ideia de candidatura própria é “amplamente majoritária”, e que Lasier entra no partido defendendo essa tese. A ficha de Lasier foi abonada pelo presidente da sigla na Capital e pré-candidato ao governo do Estado, deputado federal Vieira da Cunha.

O dirigente ressalta que a decisão sobre a candidatura própria deve se submeter à instância partidária da pré-convenção, mas reconhece importância de o novo filiado já ter se manifestado nesse sentido. “É um reforço de peso em um tema que já temos defendido e tem amplo apoio da base”, observa, recordando que o prefeito José Fortunati (PDT) também já havia se posicionado contra a manutenção da aliança com o PT. “A pré-convenção será a formalização de uma decisão política que já está tomada”, prevê Vieira.

Fonte: Jornal do Comércio

Dilma mostra preocupação com aliança de Marina e Campos

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A presidente Dilma Rousseff mostrou preocupação com a decisão de Marina Silva de se unir a Eduardo Campos durante reuniões com líderes da base aliada do Congresso realizada ontem no Palácio do Planalto. “Marina não é qualquer pessoa”, disse nos encontros com deputados e senadores.

De acordo com relato de dois deputados presentes na primeira reunião, após ouvir a avaliação da maioria dos líderes de que a ida de Marina para o PSB enfraqueceria o peso eleitoral da ex-ministra em relação aos 20 milhões de votos obtidos na eleição passada, Dilma fez questão de ressalvar que “não se pode desconsiderar a importância de Marina”, para emendar: “Marina não é qualquer pessoa”.

O discurso dos aliados, porém, está afinado nas críticas à situação dos tucanos e de seu candidato à Presidência, senador Aécio Neves, que segundo eles foram os que mais perderam com a parceria entre Marina e Campos. Na avaliação do líder do PT na Câmara, José Guimarães, por exemplo, quanto menos candidaturas houver no ano que vem, maiores as chances de a presidente faturar a eleição.

“Havia uma discussão de José Serra, Marina, Eduardo, Aécio, todo mundo candidato, quanto menos candidaturas, as chances da presidenta se ampliam. Ela não falou, mas muitos de nós falamos no bate-papo preliminar, antes da presidenta chegar ao local da reunião”, disse Guimarães. O líder petista observou ainda que não é o momento de “bater boca” com o governador de Pernambuco, porque “houve esta separação e serei o primeiro a defender, em 2014, que o Eduardo volte para o palanque da Dilma”.

Na conversa com os líderes governistas, a presidente foi muito cuidadosa ao tratar do tema Marina e preferiu aproveitar o assunto para questionar a forma como ocorre hoje a criação dos partidos políticos, querendo informações de como são feitas as certificações e a aferição de assinaturas.

Repetição. O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes, lembrou que dois partidos foram criados agora e que há outros 25 na fila esperando sua vez. O líder do PDT, deputado Marcos Rogério, criticou o que chamou de “precariedade do processo de certificação dos partidos”.

Em seguida, houve a reunião com os senadores. Na saída, o líder do governo na Casa, Eduardo Braga (PMDB), repetiu a frase dita aos deputados federais por Dilma a portas fechadas sobre Marina. “Marina não é uma pessoa qualquer”, disse. Braga negou, no entanto, que estivesse reproduzindo uma fala da presidente da República.

Fonte: Estadão

Ministério Público se manifesta contra criação da Rede

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– O Ministério Público Eleitoral deu no início desta tarde de terça-feira parecer contrário à criação da Rede Sustentabilidade, idealizado pela ex-ministra Marina Silva e pelo qual ela pretende disputar as eleições do próximo ano. Segundo o vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio de Aragão, o partido comprovou o apoiamento de 442.524, eleitores quase 50 mil a menos que o número mínimo necessário. Ele afirma, no entanto, que o grupo de Marina pode continuar coletando assinaturas para viabilizar o partido em breve. Só que para disputar as eleições do próximo ano, a Rede precisa ser legalizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até sexta-feira.

“O não deferimento, por ora, do registro do partido requerente não deve ser óbice para que seus fundadores continuem perseguindo o atingimento dos requisitos necessários a seu reconhecimento perante a Justiça Eleitoral e, então, darem sua valiosa contribuição ao processo democrático no Brasil”, afirmou Aragão em seu parecer, após ressaltar que o partido não pode vislumbrar apenas uma eleição específica:

“A criação de um partido não se destina à disputa de determinado pleito eleitoral. Na verdade, um partido é uma instituição permanente na vida política da Nação, vocacionada a representar corrente expressiva de cosmovisão e opinião na sociedade e, como tal, deve participar da história de um país, do engrandecimento de sua democracia, entre nós tão arduamente conquistada. Criar o partido com vistas, apenas, a determinado escrutínio é atitude que o amesquinha, o diminui aos olhos dos eleitores”, ressalta o vice-procurador-geral.

Autor de um dos mais veementes votos favoráveis à criação de novos partidos, o ministro do TSE João Octávio Noronha, se posicionou hoje contra a principal tese da Rede para virar o voto do MP. Ele disse que o julgamento é técnico.

– Ou se atende aos requisitos ou não. Cabe aos juízes aplicar a lei. O cartório não profere decisão judicial para ter que se justificar. Isso teria que ter sido impugnado no cartório – manifestou-se Noronha, um dos ministros que decidirão o destino da Rede.

Em seu relatório, Aragão também rebateu o argumento apresentado pela área jurídica da Rede de que o TSE deveria validar as cerca de 95.000 assinaturas de apoio consideradas irregulares pelos cartórios sem qualquer justificativa. Segundo Aragão, os cartórios não são obrigados a justificar o não reconhecimento de cada apoio:

“Ocorre que na praxe cartorária, o não reconhecimento de firma não demanda motivação para tanto. Uma firma deixa de ser reconhecida pelo simples fato de não haver correspondência entre as assinaturas confrontadas. Não seria razoável cobrar dos cartórios eleitorais discriminação individualizada sobre o porquê de cada uma dessas 98.000 assinaturas não terem sido reconhecidas e contabilizadas. Provar a autenticidade das assinaturas é ônus do partido e não dos cartórios”, destaca Aragão.

A posição de Aragão, que representa o Ministério Público na ação, é apenas uma opinião que pode ser levada em conta ou não pelos juízes. Recém-nomeado para o cargo, ele fez questão de destacar a lisura da Rede na coleta de assinaturas.

“Há que ser registrado certo pesar pela não obtenção dos apoiamentos necessários à criação da agremiação em questão. O presente registro de partido político, ao contrário de outros recentemente apresentados a essa Corte, não contém qualquer indício de fraude, tendo sido um procedimento, pelo que se constata dos autos, marcado pela lisura”, afirmou.

‘Nós teremos o registro da Rede’, afirma Marina

A senadora Marina Silva concluiu hoje o périplo que começou na semana passada pelos gabinetes de todos os ministros do Tribunal Superior Eleitoral que participarão do julgamento da criação da Rede Sustentabilidade na próxima quinta-feira. Hoje, ela visitou os gabinetes da presidente da corte, Cármen Lúcia, e do ministro Gilmar Mendes. Acompanhada de vários colaboradores, Marina se diz confiante na aprovação da legenda no julgamento desta semana. Para poder disputar as eleições presidenciais do próximo ano, a nova legenda precisa ser aprovada até sexta-feira.

– O tempo corre a favor da democracia, e o importante é que tenhamos o registro da Rede. Porque fizemos um trabalho no país inteiro e já temos presença nas 27 unidades da federação e em mais de 300 municípios. Nós teremos o registro da Rede – afirmou, negando-se a comentar se concorreria por outro partido caso a Rede não seja aprovada:

– Sinalizar para um outro partido seria a denúncia da própria desconfiança. A minha confiança me faz neste momento olhar apenas para o plano A, porque o plano A é o plano viável. É ele que sairá da decisão da Justiça Brasileira.

Nas conversas com os ministros, Marina e seus colaboradores têm mostrado que realizaram a coleta de um número de assinaturas bem maior que as 492.000 exigidas e culpam os cartórios pelo alto índice de assinaturas não validadas e pelo atraso na entrega dessas certidões. Indagada se sua eventual ausência na corrida presidencial poderia facilitar a reeleição da presidente Dilma Rousseff, Marina rechaçou:

– Uma eleição para presidente da República pode ser tudo, menos fácil. Em nenhuma circunstância. Sobretudo quando se tem um país que tem o grande desafio que o nosso tem de entrar para o século XXI com uma agenda estratégica que faça jus à potência que somos. Há uma agenda para ser discutida nesse país no que concerne à saúde, à educação, à segurança, à tecnologia e à inovação. Se isso for levado à sério como a sociedade está exigindo, nenhuma eleição será fácil – pontuou.

– Todos ouviram com muita atenção. Agora já visitamos todos os senhores ministros que podem participar. Influenciar não, porque são pessoas que estão aqui para criar suas próprias convicções. O que nós podemos fazer é subsidiar com informações e foi isso que fizemos.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/ministerio-publico-se-manifesta-contra-criacao-da-rede-10216744#ixzz2gYgomJ47 
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