Posts Tagged ‘educação’

Na pátria educadora, banda larga é privilégio de aluno de escola particular

size_810_16_9_alunos-internet-sala-de-aula

Para estudantes do Acre, ter (ou não) acesso à banda larga depende de uma questão: estudar numa escola pública ou pagar por educação. Por lá, quase 97% dos colégios particulares contam com conexão. Nos públicos, porém, apenas 17% têm acesso à internet rápida.

Um estudo feito pelo Instituto Ayrton Senna mostra que em todos os estados brasileiros a rede particular apresenta maiores níveis de acesso à banda larga. Em alguns deles, no entanto, a discrepância é absurda.

“As escolas privadas perceberam mais cedo a importância de levar a internet para dentro da sala de aula”, diz Mozart Neves Ramos, diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna. “Nas públicas, o movimento foi muito mais devagar. Nas regiões mais afastadas que, não coincidentemente, enfrentam os maiores desafios de aprendizagem, ainda é comum encontrar linhas discadas”.

O impacto na vida dos alunos, segundo Ramos, varia desde a perda do interesse pelas aulas — que ficam descoladas do ritmo dos estudantes — até o aumento do abismo entre quem estuda em colégios públicos e particulares.

“Se esse cenário não mudar, as chances de acesso ao mundo universitário e ao mercado de trabalho será claramente maior para quem tiver condições de pagar pela educação”, diz Ramos. “Acesso à internet não deve mais ser visto como luxo, mas como uma estratégia para o desenvolvimento do país”.

Veja no link abaixo os estados com as maiores diferenças entre o nível de acesso à banda larga em escolas públicas e privadas. Os dados foram retirados do levantamento do Instituto Ayrton Senna, feito a partir de números do Censo Escolar da Educação Básica de 2014.

http://infogr.am/banda_larga_nas_escolas_publicas_e_particulares


Fonte: Exame

 

Gari banca estudos e realiza sonho da filha de se tornar médica, em GO

gari

Trabalhando na limpeza das ruas de Goiânia, o gari Tales Pereira sempre se esforçou ao máximo para garantir a melhor educação possível para a filha, Aline de Castro Pereira, de 26 anos. Hoje, os dois colhem juntos o fruto de tanta dedicação. A jovem está prestes de se formar médica e credita ao pai a maior parte do mérito da realização desse sonho.

Tales teve de criar a filha sozinho, pois a mãe de Aline morreu quando ela ainda era criança, vítima de câncer no estômago. A doença motivou o desejo da jovem pela carreira médica, que pretende se especializar em gastroenteorologia.

Durante todo o ensino médio, a jovem estudou em colégio particular, bancado pelo pai. O resultado veio com aprovação em três vestibulares: Escola Superior de Ciências da Saúde, no DF, Universidade Federal do Tocantins (UFT) e Universidade Federal de Goiás (UFG), onde fez o curso.

Ela se recorda do momento em que soube da aprovação. “Ele [pai] ficou na expectativa com um radinho de pilha, à moda antiga, esperando sair a lista. Quando eu vi na internet, foi muita emoção”, lembra.

No convite para a formatura, a foto com o pai tem destaque especial. Uma dedicatória também foi feita. “Ao meu pai, agradeço profundamente por ter vivido cada dia comigo se desdobrando para ajudar a cumprir minhas obrigações e se preocupando com meu bem estar e me amparando com as mais diversas formas de amor. Você é meu maior exemplo de luta e determinação para vencer na vida”, diz o texto.

O carinho deixa o gari emocionado. “É muito emocionante. A gente fica todo derrubado. Fiz minha parte e ajudei. Agora ela vai colher os frutos. Ela é uma joia. Para chegar onde chegou, é uma guerreira”, elogia.

Fonte: G1

Aos 76 anos, idosa faz Enem pela sétima vez: ‘nunca vou desistir’

Otimismo e persistência não faltam para a aposentada de 76 anos Osmarina Duarte de Sousa, que mora na Zona Sul de Teresina. Mesmo depois de participar de seis edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a idosa não desanimou e pela sétima vez vai enfrentar a maratona de provas do exame que será realizada neste fim de semana.

A aposentada que mora no bairro Deus Quer, Zona Sudeste da capital piauiense, esbanja descontração. Ela contou ao G1 que tem feito o que pode para se preparar para o exame. Além das aulas no turno da noite, ela divide os afazeres de casa e aproveita o tempo livre para revisar os conteúdos. É comum, segundo ela, ficar até tarde da noite estudando.

“Nunca vou desistir de estudar. Faço preparatório todos os anos, estudo muito e os professores me ajudam. As pessoas perguntam o que eu ainda estou fazendo na escola, mas a vida é assim não se pode parar de estudar. Acordo de manhã cedo e cuido dos afazeres de casa, depois volto aos estudos. Estudar muito é só o que eu tenho feito”, contou.

Osmarina Duarte foi alfabetizada ainda nos seus 60 anos e vê no Enem uma porta para um futuro melhor. Ela conta que seu sonho sempre foi entrar na faculdade e que não tira da cabeça o desejo e a vontade de ser professora de geografia.

“Eu era analfabeta. Trabalhei por muito tempo na roça com meus pais e não tive tempo para estudar como hoje os jovens têm. Vim morar no Piauí, terminei os estudos e aqui continuo me preparando para o vestibular. Meu sonho é esse, entrar na faculdade, e estou muito confiante de que vou conseguir esse ano, e se conseguir ficarei muito feliz”, disse.

Osmarina Duarte fez cursos preparatórios e estuda em casa sozinha (Foto: Fernando Brito/G1)

Questionada se sua história de determinação, por estar focada nos estudos, serve de exemplo para outros estudantes, ela foi modesta. Preocupada com candidatos que não tenham dado a importância necessária ao exame, ela aconselha e pede que os estudantes mais jovens aproveitem ao máximo o tempo que tiverem livre.

“Existem muitas pessoas que têm maior facilidade em aprender, tirar boas pontuações no Enem, e passar. Já outras, como eu (risos), têm dificuldade. O tempo e a idade não voltam mais. Quanto mais você puder aproveitar para estudar, melhor. Quando vai passando o tempo você vai perdendo o pique e tudo fica perdido. É preciso que os jovens se preocupem com os estudos”, contou dando conta que não para porque precisa exercitar a mente.

Realização das provas
As provas do Enem acontecem neste fim de semana, no sábado (24) e domingo (25). No primeiro dia, as provas com questões de ciências humanas e ciências da natureza terã duração máxima de 4 horas e 30 minutos. Já no segundo dia, o tempo de duração é de 5 horas e 30 minutos para serem respondidas questões de  linguagens, matemática e redação.

O candidato só pode sair do local das provas após duas horas do início do exame. Os candidatos que quiserem levar o caderno de questões para casa tem que esperar até 30 minutos antes do término da prova.

Abertura dos portões
Por conta do horário de verão, no Piauí, os portões dos locais de aplicação das provas serão abertos uma hora mais cedo porque a realização do exame segue o horário de Brasília. Enquanto nos estados que aderiram ao horário de verão os portões se abrem ao meio dia e fecham às 13h, no Piauí os portões serão abertos às 11h e fechados ao meio dia.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) orienta que os candidatos cheguem com pelo menos uma hora de antedecência e que visitem o local de realização da prova dias antes para que o candidato não perca o caminho.

Cartão de inscrição do candidato
Neste ano o Inep não enviou pelos Correios o cartão de confirmação da inscrição. O acesso ao cartão do candidato está sendo feito através da internet. É através dele que o candidato fica sabendo em qual escola vai fazer o exame.

O cartão deve ser baixado ou consultado diretamente no site do Inep. Segundo o órgão, o cartão não é obrigatório ou requisito para fazer a prova, mas é preciso que o candidato leve anotado dados como o endereço, andar, número da sala e o número do candidato, além dos documentos de identificação.

Documentos obrigatórios
Segundo o edital do Enem, os documentos de identidade previstos são: documento de cédula de identidade (RG) expedida pelas Secretarias de Segurança Pública, pelas Forças Armadas, pela Polícia Militar, e pela Polícia Federal; identidade expedida pelo Ministério da Justiça para estrangeiros; identificação fornecida por ordens ou conselhos de classes que por lei tenham validade como documento de identidade; Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), emitida após 27 de janeiro de 1997; Certificado de Dispensa de Incorporação; Certificado de Reservista; passaporte; Carteira Nacional de Habilitação com fotografia, na forma da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997; e identidade funcional em consonância com o Decreto nº 5.703, de 15 de fevereiro de 2006.

Alimentação
Água e comida não são proibidas. O candidato deve se preocupar com sua própria alimentação durante a prova.

Punição para faltas no Enem
Quem for liberado da taxa e faltar nos dois dias do exame em 2015 terá obrigatoriamente que pagar a inscrição em 2016.

Funções do Enem
O Enem é usado como critério de entrada em diversos programas federais. A prova substitui vestibulares no acesso a instituições federais de ensino superior. Também são exigidas as notas do Enem para o candidato que pretende uma bolsa de estudos pelo ProUni, para quem quer uma vaga gratuita no ensino técnico pelo Sisutec ou para quem vai tentar financiamento estudantil pelo Fies.

Quem tem mais de 18 anos pode usar o exame nacional para obter o diploma do ensino médio. E quem já está na faculdade precisa de boas notas no Enem para concorrer a bolsas de estudos no exterior pelo Ciência sem Fronteiras.

Fonte: G1

Assassinamos nossa juventude e agora?

Em reportagem especial, Zero Hora traz dados impressionantes quanto à nossa juventude: 50 crianças e adolescentes foram mortos na Capital e na Região Metropolitana nos cinco primeiros meses de 2015. A cada três dias, um jovem é executado antes de chegar à maioridade. Houve um aumento de 61,2% em relação às 31 vítimas contabilizadas pela reportagem n o mesmo período de 2014. Os dados são divulgados justamente no dia em que celebramos os 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Me assusta essa realidade, porque a vi de perto em minha infância e adolescência. Sempre falo sobre isso e seguirei falando, porque muitos tomam a exceção como regra. E não é. Eu tive a felicidade de ser exceção. Mas tive a infelicidade de ver muitos amigos serem a regra. E qual a regra de quem vive na periferia? Violência, discriminação, drogas, falta de escola, alijamento… A maioria dos jovens não têm escolha. E não se trata de saber o que é certo ou errado. Se trata de sobrevivência. O que cada um de vocês faria para sobreviver? Essa é a pergunta que deveria ser feita a todos que julgam os jovens brasileiros.

A ausência do Estado, a sua ineficiência, o abandono a que submetem milhões de pessoas tem efeito gigante e duradouro. Onde o Estado não garante energia elétrica, o tráfico garante. Onde o Estado não garante segurança, o tráfico garante. Onde o Estado não garante nem o sabonete – presídios -, o tráfico garante. Ou seja, o tráfico ocupa o espaço vazio deixado pelo Estado (não confundam com governo!). A hora é agora: ou mudamos isso, ou desistimos de vez!

Ontem, vendo um programa especial da GloboNews sobre adoção, vi que estamos longe da mudança. Mas também vi bons exemplos. Duas famílias adotaram 5 irmãos e aceitaram conviver juntas. As crianças, negras e com problemas de desenvolvimento físico e emocional não seriam aceitas pelos padrões dos candidatos a pais e mães. Mas foram aceitas e acolhidas com amor. Mas são exceção. Assim como eu fui exceção ao escolher permanecer na escola e fugir da violência. A regra, nestes casos, é de bebês brancos e recém nascidos a serem adotados. Os demais, que fiquem nos abrigos até os 18 anos e depois, que se virem…

Nossa sociedade é cada vez mais egoísta. E isso agrava nossos problemas. O genocídio de jovens negros no Brasil mostram o tamanho do preconceito vigente. A agressão à jornalista Maju mostra que milhões de brasileiros ainda acreditam que os negros não podem ter sucesso. Há muito por mudarmos… Mas me assusta saber que aqueles que poderiam mudar o Brasil estão morrendo, sendo assassinados…

Escola de Viamão tem prédio interditado e obriga alunos a se revezarem nas aulas

Captura de Tela 2014-04-04 às 11.21.58

Não há desenvolvimento econômico e social sem educação! Enquanto nossos governantes não entenderem isso e não valorizarem a educação como precisa ser valorizada, seremos um país cheio de problemas, de falhas, de potenciais desperdiçados. A reportagem abaixo fala por si só.  Nossos professores não ganham o piso salarial, há suspeitas nas reformas de escolas… Nós, no entanto, não temos nenhuma resposta que justifique situações como estas…

Um problema com solução adiada pelo poder público há 14 anos resultou em uma situação inusitada na Escola Estadual Rui Barbosa, em Morro Grande, no município de Viamão. Construído para ser provisório, um anexo com quatro salas de aula, cozinha e refeitório se transformou na instalação permanente dos mais de 300 jovens que estudam no local. Na semana passada, o prédio foi interditado pela Secretaria de Obras sob ameaça de desabamento. O resultado: com apenas três salas disponíveis para os mais de 300 alunos, os estudantes estão indo às aulas dia sim, dia não.

Os alunos estavam divididos originalmente em 15 turmas. Para dar conta do grupo, a direção da escola enturmou os estudantes em grupos maiores e espalhou as aulas em turnos diferentes e dias alternados. As salas, que recebiam de 15 a 25 crianças, agora ficam apinhadas com mais de 40 crianças.

O refeitório foi substituído por mesas posicionadas na varanda da escola. Sem cozinha, a merenda ficou restrita a bolachas e frutas. Nos fundos da escola, um depósito com apenas uma lâmpada virou sala de aula, abrigando 14 alunos do 2º ano e a professora. Com o espaço das oficinas de teatro e música interditados, as aulas são ministradas embaixo de árvores. Nesta quinta-feira, o único banheiro masculino não tinha papel higiênico nem toalha. Nos dois vasos sanitários disponíveis (o terceiro estava interditado) faltava o assento.

— Há 14 anos, esses prédios foram feitos de maneira provisória pelo Estado e pela própria comunidade escolar, que levantou fundos para fazer o anexo (hoje interditado). Recebemos a informação da coordenadoria regional de educação de que as obras já estão sendo licitadas e devem começar até o fim do mês, sendo concluídas rapidamente. Estamos aguardando os contêineres para suportar esse período — conta a vice-diretora, Marli Zimmermann.

A informação de que os contêineres serão enviados para amenizar o problema é negada pela Secretaria Estadual da Educação. A diretora administrativa da pasta, Sônia da Costa, garante que as obras serão feitas nos próximos meses.

— Estamos estudando uma forma de atender melhor os alunos durante a obra, mas isso ainda não está definido. A reforma deve começar em até 50 dias e vai custar R$ 2,5 milhões. Não dissemos a eles que as aulas serão em contêineres.

A vice-diretora teme que a situação piore nos próximos dias:

— Enquanto não está chovendo, ainda dá para ir levando. Se chover, vamos ter de dispensar as crianças.

Fonte: Zero Hora

Cpers orienta alunos a não comparecer às escolas, enquanto Secretaria da Educação do RS afirma o contrário

Captura de Tela 2014-03-17 às 07.46.32

A tradicional oposição entre governo do Estado e Cpers/Sindicato fica, mais uma vez, evidente. Na paralisação que ocorre de segunda a quarta-feira, a Secretaria da Educação orienta estudantes a comparecer às aulas, enquanto o representante da categoria diz o contrário.

Em assembleia-geral em Porto Alegre, na sexta-feira passada, foi aprovada a adesão dos docentes estaduais na greve nacional, liderada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT). O carro-chefe das reivindicações é o cumprimento da lei do piso do magistério como vencimento básico.

O Cpers, que espera grande participação, também discute outras pautas, como criação do piso para funcionários de escola, defesa dos planos de carreira e manutenção do índice de reajuste do piso de acordo com o custo-aluno.

— É muito importante que os pais ouçam os professores, porque a defesa da escola pública passa por uma parceria com os professores e a comunidade escolar. Agora, a única política que o governo expressa para a educação são as ameaças de corte de ponto, as ameaças aos trabalhadores, é orientar a comunidade de forma equivocada, não respeitando o direito de greve — critica a presidente o sindicato, Rejane de Oliveira.

O titular da Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul, Jose Clovis de Azevedo, diz não haver motivos para os professores pararem as atividades. Ele justifica citando investimentos em pessoas e estrutura física — em obras, seriam R$ 300 milhões durante o governo Tarso, mais do que nos oito anos anteriores.

— Há todo um esforço nosso no sentido de valorizar o professor, e isso tem sido entendido, embora não possamos atender a tudo que eles merecem e precisam, mas iniciamos um processo de recuperação, tanto salarial, quanto das condições funcionais dos nossos educadores — salienta.

Doutor em Psicologia Escolar e professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Fernando Becker sustenta que paralisações prejudicam a continuidade do trabalho na escola, processo que exige continuidade. Ele lamenta que questões político-partidárias interfiram na relação da categoria com o governo, deixando de lado o que realmente interessa aos trabalhadores e estudantes:

— Isso não significa que os professores não têm direito de fazer as suas reivindicações. O problema é saber o que está atravessando as reivindicações. A gente vê que não é um movimento que só visa a melhoria da educação.

Para Becker, a saída é cada escola se organizar com base nas próprias necessidades e pedir melhorias:

— A escola tem um poder bastante grande, que ela não se dá conta que tem.

No ano passado, após três semanas, a greve foi encerrada sem avanços concretos. A baixa adesão ao movimento foi colocada como um dos principais motivos para o retorno às aulas.

Fonte: Zero Hora

Abertas inscrições para escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental

thumb
A partir desta segunda-feira, as escolas municipais de Educação Infantil e as de Ensino Fundamental que possuem turmas de Jardim de Infância em Porto Alegre recebem inscrições para o ano letivo de 2014. Crianças de 0 a 5 anos e 11 meses de idade – completados até 31 de março de 2014 – podem participar do processo, que será encerrado no dia 31 de outubro.

Os responsáveis pelas crianças devem realizar a inscrição em uma única escola municipal de sua preferência, diretamente na secretaria, apresentando certidão de nascimento do aluno, carteira de vacinação, além de comprovantes de endereço e renda do responsável. Beneficiários do Bolsa Família deverão apresentar o respectivo cartão do programa, no momento da inscrição. Caso a criança não possua documentos, seus representantes serão orientados a procurar o Conselho Tutelar ou o Módulo de Assistência Social da Fundação de Assistência Social e Cidadania, para providenciar a documentação necessária à inscrição.

O término do processo de inscrição – com divulgação dos contemplados, fase de matrículas e lista de espera – ocorrerá até 13 de dezembro. A inscrição não é garantia de vaga, portanto, os responsáveis devem, obrigatoriamente, ficar atentos aos prazos. Todo o processo de matrículas será coordenado pelas equipes diretivas e conselhos escolares, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Smed).

Fonte: Correio do Povo

Presidente sanciona lei dos royalties do petróleo

images
Na cerimônia de sanção da lei que destina os royalties do petróleo para a educação e para a saúde, aprovado pelo Congresso no mês passado, a presidente Dilma Rousseff disse que, apesar dos avanços na área educacional, ainda há muito por fazer.

Lançando mão mais uma vez do discurso adotado após as manifestações de junho, afirmou que a lei contempla dois pactos, o pela educação e pela saúde, que “são fundamentais”.

– Apesar do grande avanço, sabemos que é fundamental melhorar a qualidade do serviço que prestamos nessas duas áreas – afirmou.

Para Dilma, a decisão “uniu as forças do país, as forças políticas, sociais e econômicas”. A presidente também disse que o parlamento “inovou” ao propor a vinculação de 25% dos recursos do petróleo para a saúde. A proposta original do governo previa 100% dos recursos para a educação, mas o Congresso modificou o texto e estipulou uma fatia para a saúde.

– É indiscutível a relevância dessa questão, que vai ao encontro a uma das principais questões da nossa sociedade. Meu governo tem feito um grande esforço para ampliar investimentos a saúde. Esses 25% são muito bem-vindos, sem recursos não há como prestar serviços de qualidade.

O primeiro repasse via nova lei, de R$ 770 milhões, deverá ser feito ainda em 2013, chegando a R$ 19,96 bilhões em 2022, e a um total de R$ 112,25 bilhões em 10 anos. Os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Saúde, Alexandre Padilha, falaram como vão usar o dinheiro. Padilha disse que a parte destinada à saúde deverá ser aplicada no SUS. Mercadante disse que, além de investir em melhorias na qualidade e na universalização da educação, o dinheiro deve o garantir salário dos professores.

Verba vai preparar país do “pós-petróleo”, diz ministro

Segundo Padilha, desde o fim da CPMF, nenhuma nova fonte de renda foi destinada à área:

– Não é fácil oferecer saúde em um país da nossa dimensão. Há uma longa caminhada para mudança na saúde pública para oferecê-la com qualidade. O dia de hoje (ontem) é um passo decisivo.

Já Mercadante disse que “os royalties são para preparar o Brasil para o pós-petróleo”:

– Preparar o país para viver sem essa riqueza, que é uma riqueza não renovável. Por isso, precisamos de uma base sólida, e essa base é a educação.

Fonte: Zero Hora

Piso do magistério não será negociado, diz governo do RS

13836731
A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) anunciou nesta segunda-feira (9), em Porto Alegre, o fim das negociações com os professores sobre a suspensão da reforma do Ensino Médio e o pagamento do piso nacional do magistério, dois itens que fazem parte da pauta de reivindicações do movimento grevista.

Em entrevista coletiva, o secretário Jose Clovis de Azevedo classificou a postura do Centro dos Professores do Rio Grande do Sul (Cpers-Sindicato) como “intransigente”. A paralisação da categoria já dura 15 dias e, segundo o balanço da Seduc, atinge totalmente 18 das cerca de 2,5 mil escolas estaduais, 0,65% do total. Dos 79,3 mil professores, 3,7 mil aderiram à greve (4,7%).

“A questão do piso é uma negociação nacional, que envolve governo federal, Congresso, os municípios, os estados e a própria CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), que é a representação nacional dos professores”, disse Azevedo.

O governo também informou que as aulas perdidas com a greve devem ser recuperadas em duas etapas: a primeira entre o Natal e o Ano Novo deste ano e a segunda em janeiro de 2013.

Os professores grevistas voltaram a fazer protestos nesta segunda-feira (9) no estado. No início da manhã, cerca de 100 pessoas ligadas ao Cpers se reuniram em frente à casa do governador Tarso Genro, na capital. Eles pediam diálogo com o governador. A manifestação terminou com caminhada até a sede do sindicato, no Centro.

Em Sananduva, na Região Norte, professores interromperam o trânsito na ERS-126 durante uma hora. A mobilização teve apoio de pais, alunos e de famílias de pequenos agricultores atingidos pelas demarcações de terras indígenas. Os docentes pediram o pagamento do piso nacional para a categoria e melhores condições de trabalho.

Fonte: G1

Distribuição dos royalties terá sanção na segunda-feira

A nova distribuição dos recursos gerados pelos royalties do petróleo será sancionada na segunda-feira (9) em cerimônia no Palácio do Planalto, segundo o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Em pronunciamento no plenário, nesta quinta (5) Renan disse que a presidente Dilma Rousseff fez um convite para a solenidade, que será realizada às 15 horas. “Trata-se de uma ótima notícia, tanto para a educação quanto para a saúde, que, sabemos todos, demandam mais investimentos, cobram uma solução definitiva para o financiamento”, destacou.

A proposta que vincula recursos da exploração do petróleo no País foi aprovada na Câmara dos Deputados no dia 14 de agosto. Apesar do Executivo não ter conseguido aprovar o texto como desejava, a presidente Dilma Rousseff agradeceu ao Congresso pela aprovação da proposta. “O Congresso Nacional aprovou nossa proposta para investir as riquezas do petróleo em educação. Agradeço aos parlamentares por essa vitória da educação brasileira. Nossa proposta foi aperfeiçoada pelos parlamentares e a nova lei destinará 75% dos royalties do petróleo para a educação e os 25% restantes, para a saúde.”, destacou na coluna “Conversa com a Presidenta”, dias depois da aprovação do projeto na Câmara.

Fonte: Estadão

WP-Backgrounds Lite by InoPlugs Web Design and Juwelier Schönmann 1010 Wien