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5 de outubro de 2014

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Era 5 de outubro de 2014. Embora a perda de Eduardo Campos tivesse abalado o sonho de um novo Brasil, naquele domingo, 5 de outubro, ainda havia esperança. Mesmo que as pesquisas mostrassem o contrário eu ainda acreditava que Marina e Beto poderiam ir para o segundo turno e levar adiante tudo o que Eduardo despertou nas pessoas. Foi um dia difícil, ainda mais pra mim, que estreava em disputas eleitorais como candidato.
 
Não foi o domingo com que sonhei. Foi um domingo triste. Não por mim. Mas pelo que eu sabia que viria a acontecer com o Brasil. Fosse pelas mãos de Aécio, fosse pelas mãos de Dilma, haveria crise econômica e crise política. Haveria recessão e haveria caos. Tudo o que estamos vivendo hoje, naquele domingo eu temi. Por quê? Porque seria a política do revanchismo, uma guerra que o Brasil vive há décadas e que não nos leva a lugar algum. Ao contrário, nos faz caminhar para trás.

Como vocês devem saber, de tanto que falo, trabalho com geração de emprego e renda. Mas, na campanha, Dilma dizia que havia pleno emprego. Que não havia recessão. Que tudo ia bem.  Hoje, são mais de 8 milhões de desempregados. E esse número deve aumentar até o fim do ano. De concreto, nada tem sido feito. A disputa de poder ainda faz o Brasil estagnar. Quem manda no Planalto? Dilma? Temer? Lula? PMDB? Não sei e nem eles devem saber.
 
Sei apenas que há exatamente um ano, adiei o sonho de um Brasil melhor. Parabenizo Marina e Beto Albuquerque pela postura e coragem de enfrentarem aquele momento. Poucos conseguiriam superar tamanha dor e perda para levar adiante o sonho de milhões de pessoas. Parabéns a todos. Nossa luta ainda não terminou. Falo por mim: ela está mais forte a cada dia. Porque podemos mais e seremos mais.
 
Obrigado, Eduardo, por tudo. Pelos ensinamentos. Nós não vamos desistir. Nós vamos persistir. E outros 5 de outubro virão. Mas o resultado, tenho fé, será diferente!

Segurança: o RS pede ação

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Tenho estudado alguns temas para poder opinar com mais propriedade. A política nos exige isso. A crítica pela crítica acaba não dando em nada. E, no momento que vivemos, a guerra virtual apequena o debate. Porém, não é hora de apequenarmos nada, ao contrário. É hora de virarmos a página e aprendermos com os bons exemplos.

Nesse sentido, daí dos estudos da economia e fui conhecer mais de perto o Pacto Pela Vida, programa de segurança pública implementado por Eduardo Campos em Pernambuco, quando era governador. Ele ousou, inovou. Mas, acima de tudo, teve coragem. E os resultados são impressionantes. Não apenas pelos números. Mas pelo alcance da política social.

Li o livro de Raimundo Rodrigues Pereira há poucos dias. Ele traz a visão em detalhes do PPV. Lembra, inclusive, do sonho de Campos de levar a todo o Brasil um programa como o Pacto Pela Vida. Quem puder ler, que o faça com atenção. Especialmente ao contraponto justo e detalhado sobre o PPV e as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras) do RJ.

As UPPs eram a ação cinematográfica. Falharam. Antes, os moradores temiam a violência entre os traficantes. Hoje, teme a polícia. Já o PPV tem como base a mudança das polícias Civil e Militar. Parece simples. Mas não é. Eu, que morei em vila, sei a sensação que é ter sua casa invadida a pontapés por policiais. Coisa que não ocorre nos bairros de classe média. Eduardo mudou isso. Os resultados vieram.

Então me pergunto: por que não levarmos adiante a ideia? Por que não fazermos em Porto Alegre um Pacto Pela Vida? Por que não fazermos no RS? As eleições de 2016 estão chegando. Ou começamos a discutir de forma profunda os planos para a cidade, ou seguiremos andando a passos lentos e cada dia mais reféns da violência.

Há exemplos bem sucedidos. Se não temos criatividade e vontade de criar soluções, que tenhamos a humildade de reconhecer o que já deu certo e aplicarmos aqui.

PSB debate gestão pública em Porto Alegre

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Uma das formas mais bonitas de homenagear alguém, é levar adiante o seu legado. Infelizmente perdemos cedo demais Eduardo Campos, um exemplo de gestor e de homem público. Felizmente ele nos deixou um legado muito importante. Campos viveu de forma muito intensa. Teve uma ascensão política como poucos. Aos 49 anos já concorria à Presidência da República e era, sem dúvidas, o candidato mais preparado. Poderia não ganhar, pois era uma coligação pequena brigando contra duas grandes máquinas. Máquinas estas que ajudaram o Brasil, mas que já esgotaram suas alternativas. Eduardo era a mudança. O novo. O novo com conteúdo, com propriedade, com trabalho consagrado, com capacidade, com empenho, com sonhos, com olhar no futuro.

Poder levar adiante esse legado é não desistir do Brasil. E, pra mim, é uma honra poder aprofundar as suas ações no governo de Pernambuco com os amigos socialistas!

#NãoVamosDesistirDoBrasil

Ato suprapartidário emociona na data em que Eduardo Campos completaria 50 anos

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Para homenagear Eduardo Campos, na data em que estaria completando 50 anos, o PSB realizou grande ato suprapartidário, em Recife, Pernambuco. Cerca de mil e quinhentas pessoas, entre familiares, líderes políticos, artistas, militantes e admiradores do socialista se reuniram na manhã desta segunda-feira (10) em evento marcado por músicas e discursos emocionados.

Ao iniciar as homenagens, o presidente do PSB Nacional, Carlos Siqueira, lembrou a capacidade de diálogo, articulação, aglutinação que Eduardo Campos possuía, ressaltando que o ex-governador segue inspirando o PSB: “Eduardo provou que é possível fazer a política de frente para o povo. É possível fazer a gestão pública e melhorar a vida das pessoas”, disse. Siqueira falou ainda sobre a falta que o líder socialista faz a todos os brasileiros no momento difícil que atravessa o país, tanto política, quanto administrativamente. “Sei que ele teria papel relevante agora”, completou. “O sonho coletivo de Eduardo, o sonho de um país sem desigualdade social, com educação de qualidade segue vivo. Esse sonho segue vivo e não é só nosso. Esse sonho perpassa e está acima do PSB e das diferenças partidárias” finalizou.

Renata Campos fez um discurso emocionado lembrando a trajetória política de seu marido, que tinha o sonho de “revolucionar” o Brasil. “Ontem passamos o primeiro Dia dos Pais… ele que foi um grande pai”, declarou ao lado dos cinco filhos. “Hoje, celebrar seus 50 anos sem a sua presença física é muito doído. A saudade é enorme. Mas saber que sua vida, suas ideias, suas bandeiras, sua história nos trazem até aqui, nos mantêm unidos e vivos, é muito importante”, disse.

O vice-presidente do PSB Nacional e presidente do PSB gaúcho, Beto Albuquerque, lembrou que a perda do líder e amigo foi uma dor que o desanimou inicialmente, entretanto, a história de luta do socialista serve de inspiração a todos os brasileiros. “Quem conheceu Eduardo e conviveu com ele não está perdido. Sabemos para onde ir. Todos estamos chamados a seguir o legado de Eduardo”, disse. Relembrando os anos de convivência com Eduardo, Beto citou os mais de 20 anos do trabalho conjunto que desempenharam, desde a época em que compunham a Juventude Socialista Brasileira (JSB).  “Agradeço pelo discernimento e cuidado. Agradeço ainda pela coragem, pela ousadia, pelas realizações, pela alegria, pelo sorriso largo. É difícil falar sem ver Eduardo. Mas é fácil falar quando sentimos Eduardo”, disse.

O irmão de Eduardo, Antônio Campos, destacou que uma grande homenagem ao socialista ocorreu há poucos dias quando foi divulgada informação de que as escolas públicas de Pernambuco figuram entre as melhores do país.

Prefeito de Recife, Geraldo Júlio afirmou que Eduardo tinha entre suas principais qualidades a sensibilidade de entender as pessoas, bem como a capacidade de ser leal a população e aos seus eleitores. “Eduardo tinha uma capacidade de sonhar. Tinha uma ampla capacidade de transformar sonhos em realidade”, disse, ressaltando também que o líder socialista provou que é possível fazer a política de frente para o povo. “É possível fazer a gestão pública e melhorar a vida das pessoas. O que mais me alegra é inaugurar vida nas vidas das pessoas”, completou, fazendo referência ao seu trabalho à frente da prefeitura da capital pernambucana e citando frase de Eduardo.

Presidente da Fundação João Mangabeira (FJM), o ex-senador e ex-governador do Espírito Santos, Renato Casagrande, igualmente prestou homenagem à memória do socialista que neste 10 de agosto estaria celebrando 50 anos de vida. “Se não temos Eduardo com a presença, temos com o exemplo”, afirmou.

Candidata à vice-presidência da República na chapa encabeçada por Eduardo Campos, em 2014, a ex-Senadora Marina Silva defendeu que o momento é da política se reconectar com os princípios e valores da população brasileira. “Todos nós somos falhos, por isso precisamos de instituições virtuosas, precisamos ser maiores e melhores, olhando de baixo para cima. Acima de nós estão 200 milhões de brasileiros”, disse.

O governador de Pernambuco Paulo Câmara destacou que o legado de Eduardo será sempre presente. “Vamos continuar trabalhando por um Brasil melhor, pelo país que Eduardo queria construir. O Brasil depende de nós”. O socialista falou sobre os desafios políticos e econômicos do país no atual momento. “O futuro é um desafio e vai exigir de nós muita perseverança. Mas seguindo os passos que o Eduardo nos sinalizou será melhor”, conclui.

Governador do DF, Rodrigo Rollemberg, salientou que Eduardo tinha vocação para a política e sempre tinha uma atitude proativa diante dos desafios e perspectivas da vida política. “Eduardo dizia que não podemos dar intimidade aos problemas. Como ele faz falta nesse momento que vivemos”, relatou.

O evento suprapartidário em homenagem a Eduardo Campos reuniu, entre outros, o presidente do PSDB e Senador, Aécio Neves. “Eu amava, eu temia Eduardo. Em sua homenagem, não vamos desistir do Brasil”, disse, em referência à disputa pelo Palácio do Planalto em 2014. “Os governos são circunstanciais, mas o Brasil não é”. O governador de São Paulo, Geraldo Alckimin (PSDB), falou da importância do PSB, que Eduardo Campos tão bem representava, para a democracia brasileira, além de lembrar que o socialista tinha como um das principais virtudes ser ‘esperançoso’. “Vamos fazer ecoar ainda mais as palavras de Eduardo”, disse.

Ministro da Defesa e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse que foi um privilégio ter convivido com Eduardo Campos, citando que ambos foram governadores no mesmo período. Vagner ressaltou também a capacidade de diálogo, que sempre marcou a vida pública do ex-governador de Pernambuco. “Ele sempre foi um construtor de pontes”.

Na ocasião também foi lançado o livro “Eduardo Campos ― Os discursos do governador de Pernambuco: de 2007 a 2014”. Organizado pela Fundação João Mangabeira, a obra reúne praticamente todos os discursos de Eduardo Campos no exercício do seu mandato de governador, do dia da posse, em 1º de janeiro de 2007, à fala de despedida do governo, em 4 de abril de 2014.

O evento ocorreu no Arcádia Paço Alfândega, bairro do Recife.

Assessoria de Comunicação PSB/RS
Com informações do PSB Nacional

Eduardo assume compromisso com Economia, Educação e Segurança

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Uma campanha limpa, sem agressões, e uma gestão comprometida com a solução dos problemas do Brasil. Foi com esse espírito que o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a ex-senadora Marina Silva tiveram confirmada sua candidatura à Presidência da República pelos partidos da aliança liderada pelo PSB e pela Rede Sustentabilidade em um ato prestigiado por mais de mil pessoas, em Brasília. “Nós vamos devolver o Brasil para os brasileiros. O Brasil tem jeito e quem vai dar jeito no Brasil é o povo”, disse Eduardo.”Nossa aliança caminhará orientada pela carta dos brasileiros, que querem a mudança”, disse Marina.

Em um discurso contundente, Eduardo assumiu um conjunto de compromissos e pediu para ser cobrado ao final de sua gestão, daqui a quatro anos: em seu governo, afirmou, todas as crianças e jovens terão vaga em escolas de tempo integral; serão reduzidos os índices de criminalidade e a violência; será retomado o crescimento econômico; e a reforma tributária será encaminhada ainda no primeiro ano de mandato. “As conquistas do passado serão garantidas em nosso governo. Nós vamos acabar com a corrupção, com o patrimonialismo e o fisiologismo”, aviso, descartando o desmonte de programas sociais como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida e o Prouni. “Eu assumo o compromisso e quero ser cobrado”, frisou. O candidato também prometeu declarar guerra à burocracia para simplificar o país e avançar no cumprimento das metas de redução de emissões até 2020, tornando efetivo o compromisso do Brasil com a sustentabilidade.

Em um evento marcado pela alegria e unidade, PSB, Rede, PPS, PPL, PHS e PRP marcaram o início oficial da campanha e mobilizaram sua militância de todo o país. Dirigentes, delegados, militantes e simpatizantes vieram das mais diversas regiões do país. “Eu e Eduardo temos a alegria de fazer esse encontro na mesma data em que completamos nove meses de aliança”, disse Marina. “É exatamente como uma gestação e hoje podemos dizer: nossa criança nasceu”, completou. Candidata a vice, ela lembrou que o DNA da candidatura é o programa de governo da aliança, em fase final de montagem, e ironizou as críticas e ataques que a candidatura têm recebido. “Eu aprendi muito com a floresta. Os desabusados correm quando a serpente sacode o rabo, mas quem conhece sabe que está no caminho certo”, comentou.

A ex-senadora pediu à militância uma campanha limpa e rechaçou os rumores em torno de divergências que colocariam em risco sua união com Eduardo Campos. “A gente trabalha, sonha e luta pelo Brasil que queremos”, afirmou. “O que nos uniu foi a esperança de quebrar esse ciclo vicioso de divisão do Brasil”.

Por Doca de Oliveira, assessoria de comunicação social do PSB

Sociedade brasileira tem desejo de mudança, diz Eduardo

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O presidente do PSB Nacional e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, declarou nesta terça-feira (4), em Brasília, durante o lançamento das Diretrizes para elaboração do Programa de Governo do PSB-REDE, que o documento apresentado e toda a mobilização em torno dessa aliança, respondem ao “desejo de mudança”, da sociedade brasileira.

O governador concedeu entrevista coletiva, ainda na Câmara dos Deputados, para falar dos eixos centrais programáticos da aliança PSB-REDE e expôs suas preocupações quanto ao jeito de fazer política, quando questionado por jornalistas sobre espaço menor nas propagandas partidárias gratuitas: “Às vezes, vemos gente com muito tempo de televisão sem ter o que dizer; nós temos muito que dizer e pouco tempo de TV, mas vamos usar da sabedoria para enfrentar esse pretenso gargalo e vencê-lo com a força da militância e, sobretudo, com o desejo extraordinário que está no seio da sociedade brasileira, que é o desejo de mudança”.

Eduardo explicou que as diretrizes para elaboração do Programa de Governo seguem esse anseio, “mostrando porque o Brasil precisa ser governado de outra forma”. “Nós precisamos proteger as conquistas que o Brasil teve nos últimos anos. Embalar novas conquistas. E só conseguiremos, se tivermos a coragem de mudar a política”, destacou o socialista. “Esse conjunto político que hoje comanda o País – a despeito de que nele há pessoas que respeitamos muito – não consegue mais nada de inovador, de colocar na pauta algo que a sociedade brasileira reclama”, emendou o governador.

Para Eduardo Campos e para a líder da REDE Sustentabilidade, ex-senadora Marina Silva, a aliança entre as duas siglas, agora também encampada pelo Partido Popular Socialista (PPS), reflete esse desejo de mudança, com a abertura democrática, que são características históricas de suas principais lideranças partidárias. “Para fazer algo de novo, que se aproxime da sociedade, que defenda as conquistas de ontem e que afirmem outras, é preciso um novo pacto político e é isso que estamos nos propondo a fazer”, defendeu o governador. “De aliança programática, estamos chegando à aliança eleitoral”, refletiu Marina.

O governador Eduardo Campos defende essa mescla de novas fórmulas e passado coerente, para provar seriedade e retomar a dignidade da classe política, que ele entende ter se “degradado”, por conta de maus governantes. “Tem aqueles que carregam na consciência o dever de lutar e lutar sempre pelas grandes causas. De se rebelar, quando é hora de se rebelar: contra as injustiças que ainda marcam a cena brasileira; contra o paternalismo que ainda afronta a consciência brasileira; contra a política que degrada a atividade mais nobre de uma sociedade que é a atividade política; e contra esse estado de letargia que nos incomodava”, declarou Eduardo, assinalando para a virada histórica promovida pela sociedade, com os movimentos populares ocorridos em junho do ano passado.

Renato Pena – Assessoria de Imprensa do PSB 40 Nacional

A hora de mudar é agora!

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A época do ano em que mais promessas de mudanças são feitas é agora! Quem de nós nunca prometeu uma mudança radical na virada do ano? Talvez a esperança de podermos recomeçar seja o maior propulsor dos sonhos e desejos para os 365 dias que temos pela frente. O problema é que acabamos esbarrando, desde o início do ano, naquele famoso “amanhã eu começo”. Depois, muitos pensam: fica para o próximo mês, para o próximo…. E aquela mudança necessária acaba ficando para o ano que vem.

Mas 2014 é, sem dúvida, um ano para mudarmos o que precisamos e queremos mudar. Todos – ou boa parte das pessoas – dizem que 2013 foi um ano difícil. Então, devemos ser protagonistas das mudanças desde hoje e promovê-las a cada dia. Há sete anos eu vivi um período muito difícil. Foi a partir daquele momento que decidi tomar as rédeas da minha vida e ser persistente, jamais desistir. Revendo o filme “À procura da felicidade” relembrei muito aquele início de ano. Vejo hoje a diferença que fez a perseverança. Se eu pude fazer tudo diferente, é sinal de que todos podemos.

2014 é um caderno em branco em nossas mãos. Está em nós escrevermos a história de cada de dia. Depois de um ano difícil, cheio de tragédias do início ao fim, temos a chance de mudar, de renovar, de superar o que está ultrapassado e arriscar. 2014 é o ano para termos coragem de olhar para o futuro com esperança, sem apego ao passado. É ano de Copa do Mundo! Sonho ver o Brasil hexacampeão mundial em casa! É ano de eleição! Sonho ver o Brasil retomar o crescimento econômico e social, numa nova perspectiva, com um novo olhar. Sonho ver meu Rio Grande do Sul voltar a ser grande, porque estamos ficando para trás.

Se a virada do ano é tempo de promessas, então agora é a hora de mudar! Eu já comecei. E você?

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Dica da leitura: Ano eleitoral começa com várias restrições a autoridades públicas

 

Entrevista: Eduardo Campos ao The Economist

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Confira, abaixo, a entrevista do presidente do PSB Nacional e governador de Pernambuco Eduardo Campos concedida ao jornalista Jan Piotrowski do The Economist. A entrevista foi realizada em Londres, no dia 7 de novembro e publicada nesta quinta-feira (14). O conteúdo na íntegra também pode ser acessado pelo link:  http://www.economist.com/blogs/americasview/2013/11/interview-eduardo-campos 

EDUARDO CAMPOS is both modern manager and old-fashioned political boss. As governor of the poor, north-eastern state of Pernambuco, he has attracted private investment, brought private managers into state hospitals, introduced elements of performance-based pay for teachers and made some schools operate a full eight-hour day, rather than the four-hour shifts common in Brazil.

He is also the leader of the Brazilian Socialist Party (PSB) and had long been its presumptive candidate to challenge President Dilma Rousseff of the ruling Workers’ Party (PT) in a presidential poll next year. One thing he lacked was national name-recognition. That started to change on October 5th, when the PSB announced an alliance with Marina Silva, a popular environmental activist and, like Mr Campos, former minister in the cabinet of President Luiz Inácio Lula da Silva. Two days earlier the country’s highest electoral court had refused to register the Sustainability Network, a party being set up by Ms Silva, on the grounds that it had failed to submit the 492,000 supporting signatures that new parties must collect.

Rather than join one of a shoal of tiddler parties or withdraw from the fray, she unexpectedly plumped for the PSB, splashing her and Mr Campos’s faces on the front pages of newspapers and covers of magazines. The decision about which of them will challenge Ms Rousseff will be made early next year. Polls put Ms Silva ahead of Mr Campos in a head-to-head contest with Ms Rousseff (who beats both of them). Would Mr Campos settle for the vice-presidency?

That was one of the questions The Economist asked Mr Campos in an interview during his brief visit to London, part of a European tour, which also took in Germany, to plug Pernambuco’s business opportunities and drum up investment in the state. Besides next year’s election we discussed this year’s protests and Brazil’s perpetual political gridlock. Here is an edited version of that conversation.

Let’s start with the news. The surprise announcement about your alliance with Marina [Silva] was a huge publicity coup. How are the negotiations with the [Sustainability] Network going?

Our meeting, of PSB and the Network, my meeting with Marina, is a natural one. We share similar origins. We come from the same political camp. We were in parliament together and took a similar stance on many issues. We served in the government of President Lula [Ms Rousseff’s PT predecessor]. And both PSB and the Network have, in their own ways, been seeking a new politics.

Our encounter was provoked by the judicial decision not to register the Network as a political party for the elections in 2014. Marina decided not to remain outside the political process but also not to look for a party merely in order to be its candidate. She was looking for a programme-based alliance. She examined the political scene and found that she had most in common with the PSB.

In our first joint document issued on October 5th we set out three main points. First, our commitment to preserve Brazil’s recent achievements: democracy, economic and fiscal stability and social inclusion. Second, our wish to improve Brazilian politics in order to perfect our institutions. Third, our desire to begin a new cycle of sustainable development. These are the central points of our understanding.

Then, on October 28th, we brought together 120 politicians, scientists, researchers, activists and entrepreneurs. We began to flesh out each of the three central points with five fundamental ideas. At the beginning of next year we plan to present the outlines of our platform. We have committed ourselves to finalising the programme for government before June, in order to present to society not just a list of names to contest the election, but a way of thinking about what needs to be done in order for Brazil to make progress over the next two decades. These offer a demographic window of opportunity and thus enable an economic and social leap forward. So that Brazil succeeds in the 21st century. It is a long-term vision, with short- and medium-term objectives. It does not just take the macroeconomic perspective, but focuses on various facets of Brazilian life.

There is one potential sticking point that immediately comes to mind with respect to the coalition negotiations. One of your successes as governor of Pernambuco has been to spur agribusiness and the petrochemical industry. Marina made her name as an environmental activist who has not always been at ease with these. How would you reconcile those tensions?

Agribusiness is very important for Brazil: 25% of jobs in Brazil are linked to agriculture, from agribusiness to small family farms. Last year agribusiness’s trade surplus was twice as big as the overall trade surplus. Brazilian agribusiness has close links to science and technology. We have a splendid research base in Brazil, at our universities and Embrapa [a national agricultural-research institute]. Clearly, then, Marina and I need to talk about agribusiness. And we can help it modernise, forge more links with science, recognise the value of sustainability, compete in global markets, which nowadays demand environmentally responsible production.

Both Marina and I are also familiar with the reality of hunger. She comes from the north of Brazil and I come from the north-east, two of the poorest regions. We know from studies that in the coming decades Brazil has to ramp up food production by 40% in order to prevent food shortages around the world. Brazil features in the UN’s and FAO’s strategic planning as an important food producer. We also have a responsibility towards the roughly 200m Brazilians, many of whom still go hungry.

Brazilian agriculture, then, faces a task that is not only domestic, but global. We know very well that it is fundamental to have the support of Brazilian agribusiness. And agribusiness knows that it is fundamental that we integrate these concepts and values which are represented by Senator Marina Silva, and which we also represent.

So there is no conflict. We know that we must search for a path that is good for Brazilian agribusiness. When I served in Lula’s government as minster of science and technology, I worked together with Marina to monitor deforestation, where Brazil had a great responsibility with regard to climate change. We began monitoring the Amazon with the help of satellites and other technologies. And we managed to reverse the devastation of forest areas. We know

that Brazilian science has already developed technologies so that pastures can be reforested or converted to growing cereals. It is an important, respectful debate, and above all beneficial both for the economy and for nature.

Have you already decided which one of you will run for president and which will run for vice-president? Your presidential ambitions have been pretty clear for a while. Would you really be willing to take a back seat?

First we will take care of the programme. And we will make the decision as to the list already at the beginning of 2014. We do not see any problems with making this decision. The discussion today, for me and for Marina, is not about candidates. It is about the project for our country and our people.

What do you make of the latest polls? Dilma seems to have recovered from the summer slump and the polls suggest that she wins in the second round. The Network is not a registered political party, and will not have the television-campaign time that parties are afforded. How do you think you can beat Dilma?

I believe we will win with ideas. We will win with our story. We will win by showing that there is a new, sure way forward. And that this new way will inspire enthusiasm in Brazil, among Brazil’s young, artists, intellectuals, workers, entrepreneurs. They will see that there is more to Brazil than the polarisation [between Ms Rousseff’s PT, which has ruled since 2003, and the centrist Party of Brazilian Social Democracy, or PSDB, which governed from 1994 to 2002], which has already given Brazil all it had to give. A rigorously performed opinion poll offers a snapshot of a moment. But I have seen plenty of people win polls and lose elections. And I have seen plenty of people lose polls and win elections. Marina and I would rather win elections than polls.

Let’s assume for a moment that you are president right now. What would you be doing differently to Dilma? Where specifically is Dilma going wrong?

Some government actions are short-termist. The government has also become part of a political alliance which no longer represents the Brazilian society. These political forces would not permit anything that comes close to a solution to Brazil’s structural problems and poor public services, which need more financial and human resources. The current politics would at best leave plenty of things as they are. But at the moment we run a serious risk of regress from the end of Lula’s presidency.

You said that education, health and public services need more resources. Where will the resources come from? Do you think taxes need to rise further to meet those societal needs? Taxes in Brazil are already high by the standards of an upper-middle-income country—36% of GDP.

Under no circumstances does Brazil need to raise taxes. We need a new, more intelligent tax system, which does not multiply charges, does not hamper job creation, and does not make life difficult for small and large companies. This reform can only be done if it is passed quickly but implemented incrementally.

It is fundamental, too, that this economic environment allows us to forge foreign partnerships so that Brazilian exports add to Brazilian growth. Brazil must not confine itself to multilateral and regional trade deals. It needs to intensify bilateral commercial relationships.

So we require a macroeconomic policy with a clear vision of the market, to provide a stable business environment. If this is combined with good management—and we can only have good management if we have good managers—and with clear goals, then we can indentify waste and transform bad spending into good spending. This would open the fiscal space for investment in the important areas.

Good management depends heavily on new politics. Distributing bits of wealth in complicity with political forces that are behind the times will never lead to good management of public resources. It will always lead to a lack of money that will be plugged by dipping into taxpayers’ pockets or company coffers. We need to look for money by making the economy more efficient, employing good management standards and sound macroeconomic policy.

One of the ways to make the economy more efficient is to get the state out of business. Would you be in favour of more concessions to the private sector, public-private partnerships, auctions of state assets, privatisation?

Look at what I have done as state governor. There is your answer. We are one of the three states which do most public-private partnerships. We have no prejudice against collaboration with the private sector. We understand that there need to be clear rules so that Brazilian and foreign businessmen can do business in Brazil. We must search for resources, wherever they come from in the world, to finance good projects to improve the productivity of our economy and the quality of life, for example in the area of urban transport. Private initiative can help us deliver them.

How would you encourage Brazilian firms to invest more? One of the big problems that many people are pointing to for Brazil at the moment, for instance the OECD in its latest “Economic Outlook”, is poor productivity. So growth has for a long time mainly relied on getting more people into the labour force, and very little of the growth, about a quarter, came from increased productivity. What could be done to improve Brazilians’ productivity?

Big investments in innovation, training, focused on the most important supply chains, improved telecoms and logistical infrastructure.

There was some hope that investments from abroad might help to finance infrastructure. The Chinese seemed particularly keen on transport infrastructure. In 2010 Chinese FDI amounted to over $13 billion. This year that has so far been less than $1 billion. The government is doing something to discourage foreign investment. What could be done to encourage it again?

Clear rules and clear long-term planning would raise prospects for Brazil once again. This can be done quickly to make investments happen, with a contribution from domestic as well as foreign capital, which we welcome—especially when it supports long-term investment that will have an impact across the whole of our economy, as investments in infrastructure do.

Do you agree with the government’s decision to earmark 10% of GDP for education?

Spending on education, done well, has to be applauded. But all spending has to be carefully managed to improve quality. Brazil faces a challenge to put all its primary-school-age children in schools. And Brazil has to overcome the identity crisis of secondary-school teaching. All children who wish to partake in a full day of school should be able to. We need to look at the curriculum so that it does not only shape citizens who will seek more knowledge but also makes them understand the world of work. Today our children have access to sources of knowledge other than school: mobile phones, computers. They no longer fancy boring lessons which are disconnected from their day-to-day lives and from what they perceive in the world of work. We need to create schools which our young people want to attend, because there will be interesting lessons on interesting topics which shape not just citizens but also tomorrow’s professionals.

How have you gone about doing that in Pernambuco?

With difficulties. All change encounters incomprehension and reactionary forces. You have to be open to suggestions in order to win support from the public at large and from the educational community: officials, teachers, pupils, pupils’ families. To make them see that these changes are making schools better, that when children leave school they are able to proceed to university, others join the workforce, others still start a business. It stops being a lose-lose and becomes a win-win.

Next year, wherever you are in Pernambuco you will have access to a full school day. Schools will be integrated with technical colleges that prepare pupils for the workplace. They will be integrated with universities, too, with tertiary institutions coming to each one of the state’s microregions. Such a structure to encourage knowledge-creation will affect social and economic standards; a state with universities, technical colleges and full school days is very different from a state where pupils learn part-time, professional training is entirely absent, and where universities are the privilege only of those who live in the state capital.

Speaking of states, do you think that the balance of power between states, like the one you run, and the federal government needs to change?

The Brazilian federal pact has changed markedly since 1988. The constitution of 1988 marked the re-democratisation of Brazil. [Brazil was governed by a military dictatorship between 1964 and 1985, with full democracy only restored in 1989.] At that time those who wrote it imagined a federation, which brought power closer to local communities. Municipalities and states gained clout. The central government, which had been an expression of vanquished authoritarian rule, would lose some. After the constitution of 1988 the economy hit a decade-long rough patch. Changes to the text of the constitution and in legislation actually went in the opposite direction, concentrating power in the central government again. Today there is a strong feeling that a decentralised federation needs to reassert itself.

Brazil has peculiarities which make it different to other federal countries. We have a third federal entity: the municipalities. These do not exist in such a form in other federal realities. At this moment, both municipalities and states are fiscally squeezed by a series of decisions made by the central government which decreased revenues while forcing them to increase spending. We ought to revisit the federal pact.

Brazilian bosses complain that interstate commerce is burdened with heavy taxes. For example, if one company ships some of its goods from a warehouse in one state to a warehouse in another state, that might trigger a VAT transaction. That seems to be a huge impediment to internal trade. Brazil is a big country, so it has a lot of potential for internal trade. How can this be dealt with?

This is something that is awfully wrong with the Brazilian tax system. In principle, tax on goods should be paid at their destination, where revenue is generated. Today Brazil does this in its external trade, where until the 1990s we had export taxes. In interstate commerce we still do. And why did this happen? It happened because when ICMS [a state sales tax] was grafted onto the 1988 constitution, the relevant rule was meant to be applied the following year. But if the revenue/destination principle were introduced right away, states like São Paulo would take a hit. So instead of writing a rule for the transition period, for two decades we have had the only value-added-tax system in the world where the tax burden is shared by the state which dispatches the goods and the state which receives them. This causes terrible confusion. Take logistics: some lorries carrying goods for customers who lack the right paperwork are held at tax offices, which is insane in the world of e-commerce. We are working on a transition rule which would affirm the destination principle, even before broader tax reform we could have a transition rule which reduces precisely this negative aspect of our system.

Pernambuco is a fast-growing state and Recife [the state capital] is booming. But it still has several hundred favelas [slums]. Some of your critics have said that you should do more to tackle poverty. How would you answer them?

I would like to do more. I believe that we must always strive to do more. Above all we must focus on doing more for the poorest, because poverty cannot wait. We have inherited a Brazil which has not looked after its poor throughout history. In Pernambuco, some of these critics are the heirs of those who during five centuries looked after the powerful and neglected those who lived in the favelas. And it makes me very happy to see their current preoccupation with the poor, which they did not display while governing Pernambuco.

What can be done in order to bring more people out of poverty in Brazil? It has had tremendous success in becoming an upper-middle-income country, but there are still lots of poor people.

More not only could be done, but must be done. If Brazil fails to achieve sustainable development we could see many of those who climbed out of it fall all the way back down. Because to reach their new level many took on debt, to buy a motorcycle, appliances, a television or a car. Only development will help meet these commitments. And although the social safety net has improved markedly, it would help us stitch together a better one. Ultimately, though, education is the key. It liberates people, families and communities from misery and poverty once and for all.

What do you think motivated the protest in June? Why did the protests erupt and why did they erupt at that time?

Because people wanted a better Brazil. If I weren’t governor I would have taken to the streets too. I had marched in 1984 in order to demand direct elections and to put an end to authoritarian rule. Eight years later I marched together with students calling for impeachment [of the then president Fernando Collor de Mello, who resigned but whom the Senate proceeded to impeach anyway, and bar from elected office for eight years] that would enable a coalition government which was succeeded by that of President Fernando Henrique [Cardoso, of the PSDB, who ruled in 1995-2002 and is credited with bringing Brazil out of economic chaos]. We returned to the streets in 2002 to see Lula win the presidency on his fourth attempt. That marked an important turning point for social inclusion [Lula was a union leader and not part of Brazil’s ruling elite].

In contrast to other parts of the world where protests have taken place in the past months Brazilians did not take to the streets seeking to overthrow authoritarian regimes, since Brazil no longer had one. Or to demand rights of which they had been deprived, because they hadn’t been. They took to the streets seeking new rights, new political standards. The institutions of the increasingly digital, real Brazil demanded change from the analogue Brazilian state. The agenda was clear: good schools, good health care, not having to spend five hours a day on the bus commuting to and from work. It has two aspects: more abstract values and the right to a utopian vision of a better society; and, concretely, a demand for better public services. When you examine this agenda and then look at the Brazilian politics charged with enacting it, you rapidly conclude there is a disconnect. Marina and I, PSB and the Network, joined up in order make that link.

One of the reasons that Brazilian politics is in such an impasse is that it is terribly fragmented. That is in part a consequence of the way in which the system is set up. How do you ensure that the political system works more efficiently?

First, we must understand that Brazilian democracy is very young. It is for less than 30 years that we have had the right to elect the president or state governors.  Second, we have to begin to set in motion a political reform in stages, as with tax reform. It is impossible to reform for the next election. To make such a reform in a democracy the legislature has to approve it. And if you are going to get a reform passed through both houses of Congress, it is only natural that people who would vote on this reform should ask themselves—not publicly, perhaps, but certainly when the time comes to cast the vote: “Is this better or worse for my party? Is it better or worse for me, in terms of retaining my mandate?” So already at its birth the reform is hampered by the interests of those who are representing us through a system that we think is imperfect, and who therefore are not the best representatives that we believe the society can have.

We must design the reform so that that it enters into force incrementally: a part in four years, a part in eight years, a part in 12 years. That way you depersonalise the process. We have yet to broach this subject in detail in our discussions with the Network but the PSB has already advocated some ideas about what to do first: make executive elections [for president, governors and mayors] coincide with legislative polls; impose five-year terms without re-election for executive offices; introduce a threshold so that only parties with at least 5% of the vote get seats in the legislative [which would leave Brazil with just seven or eight political parties]; and end proportional coalitions [the rule whereby politicians can get elected on the excess votes of others in their coalition, displacing candidates the electorate preferred]. These four proposals would already generate a political framework that is much more favourable to political reform.

This is a long-term process. It won’t be achieved within the next year. Do you think people will take to the streets again in the run-up to the World Cup and the presidential election?

At that moment, institutions responded to some of the most burning items on the agenda. Congress voted, government slashed transport fees, the president proposed a variety of pacts. Visible but marginal groups began to provoke scenes of violence in parts of Brazil. All this caused the original movement to retreat, not least because the people who took to the streets in June did not want to be associated with acts of violence and civil insubordination. But this year or next people will continue, on the internet, when casting votes, during political campaigns, to express this feeling of wanting more. I share it. The Brazilian street is teaching us a lesson: the dream has not ended. We start talking again of utopian ideals, set goals which may seem impossible but which, if achieved, will improve life in Brazilian cities and the countryside.

Fonte: PSB

Dilma venceria Campos e Aécio no 1º turno, diz Ibope

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Pesquisa Ibope em parceria com o Estado mostra que, se as eleições fossem hoje, a presidente Dilma Rousseff (PT) venceria no 1° turno seus prováveis adversários: Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Com Marina Silva no lugar de Campos, a oposição reforçaria as suas chances. A possibilidade técnica de 2º turno, porém, só ocorre hoje quando o cenário inclui a ex-ministra do Meio Ambiente no lugar do governador de Pernambuco e o ex-governador tucano José Serra no lugar do senador mineiro.

Em uma eventual segunda rodada da disputa, Dilma venceria com folga Marina, Campos, Aécio e Serra, aponta o Ibope.

Nas simulações de 1° turno, Dilma aparece com 39% a 41% das intenções de voto nos quatro cenários avaliados. Em três deles, ela teria hoje mais do que a soma das preferências pelos adversários – condição necessária para vencer no 1° turno.

A vantagem da presidente (41%) é folgada quando seus adversários são Aécio (14%) e Campos (10%). Nesse quadro -o mais provável, dada a composição de forças existente hoje no PSDB e no PSB Dilma tem 17 pontos porcentuais a mais do que a soma dos concorrentes.

No cenário com Serra, o tucano teria 18%, quatro pontos a mais que Aécio. Campos continuaria com seus 10% e Dilma oscilaria para 40%. A vantagem da presidente sobre a soma dos adversários seria menor, mas ainda confortável: 12 pontos.

A situação muda com a inclusão de Marina nas simulações -não porque ela consiga tirar votos de Dilma, mas por causa da queda acentuada no número de indecisos. No cenário com Dilma e Aécio, Marina aparece com 21%, mais do que o dobro do índice de Campos – embora a petista e o tucano tenham apenas oscilado para baixo, respectivamente, dois pontos e um ponto porcentual. A vantagem da presidente sobre a soma dos rivais, nesse caso, encolhe para cinco pontos.

Na alternativa com Dilma e Serra, Marina volta a aparecer com 21%, atrás da petista (39%) e na frente do tucano (16%). A vantagem da presidente sobre os adversários somados, porém, praticamente desaparece: 39% a 37%, dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

Segundo Márcia Cavallari, diretora executiva do Ibope Inteligência, o que explica a vantagem menor de Dilma nos cenários testados com Serra e Marina é o fato de esses candidatos serem mais conhecidos pelo eleitorado do que Campos e Aécio.

Marina pretendia se candidatar à Presidência pela Rede Sustentabilidade, partido que vinha organizando desde o ano passado. Mas a legenda não coletou o número mínimo de assinaturas de eleitores para obter registro na Justiça Eleitoral.

Plano B. O plano B de Marina foi se filiar às pressas no PSB de Eduardo Campos, a quem declarou apoio. Seu nome foi incluído nos cenários pesquisados pelo Ibope porque há especulações no mundo político sobre a viabilidade da candidatura de Campos, bem menos conhecido e com menos base social do que sua potencial companheira de chapa.

O mesmo ocorre em relação a Serra: Aécio domina hoje o PSDB, mas o ex-governador de São Paulo diz ter mais chances de vitória nas urnas e diz que o partido ainda não definiu seu candidato para 2014.

Em um eventual segundo turno, Dilma venceria todos os adversários avaliados pela pesquisa Ibope Estadão. Contra Marina – o cenário mais apertado -, a presidente teria 42% contra 29%. Com Eduardo Campos na disputa, a presidente teria vantagem de 27 pontos porcentuais, vencendo por 45% a 18%.

Fonte: Estadão

Em entrevista na TV, Marina volta a negar projeto eleitoral: “Não tenho objetivo de ser presidente”

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Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, a ex-senadora Marina Silva(PSB) voltou a negar que seu objetivo ao formar aliança com o governador Eduardo Campos (PSB-PE) seja disputar a Presidência da República em 2014:

— Não tenho objetivo de ser presidente da República. Meu objetivo é que o Brasil seja melhor, que o mundo seja melhor. Se tiver um presidente que se comprometa com essas ideias, para mim está tudo bem.

Marina disse que só fechou a parceria com Campos porque entendeu que o PSB era a sigla que mais se identificava com os princípios da Rede Sustentabilidade, movimento que a ex-senadora liderou, mas não conseguiu registrar como partido a tempo de concorrer às eleições do ano que vem.

Sobre a futura definição de quem será o cabeça da chapa, a líder da Rede frisou que é o governador de Pernambuco quem disse que em 2014 a decisão será tomada. Questionada sobre a possibilidade de ser vice, Marina despistou:

— Nós não discutimos isso. Nós discutimos programa.

Marina fez críticas à tentativa de barrar a Rede e disse que o atual governo da presidente Dilma Rousseff tem a “marca do retrocesso”, no que diz respeito à questão florestal. Ela ainda comentou sobre o leilão de Libra, realizado nesta segunda-feira. Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina disse que sobraram muitas dúvidas do processo:

— Um leilão que só tem uma proposta, a gente fica na dúvida se de fato foi um leilão.

Ela também voltou a criticar o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), um dos líderes da bancad aruralista na Câmara, com o qual teve um atrito recente. Diante do impasse, Campos decidiu romper aliança com Caiado em Goiás. No Roda Viva, Marina frisou, porém, que suas palavras não se estendem ao agronegócio:

— Há agronegócio e agronegócio. Mas é claro que existem aqueles que fazem questão de manter o olho no retrovisor para o século 19.

Fonte: Zero Hora

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