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Salário formal tem primeira queda em 11 anos e taxa de desemprego em junho é a maior dos últimos cinco anos

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A piora do mercado de trabalho provocou uma queda real (descontada a inflação) nos salários médios de admissão dos profissionais com carteira de trabalho. No primeiro semestre, a remuneração dos trabalhadores foi de R$ 1.250,39, abaixo do salário de R$ 1.2711,10 pago pelas empresas entre janeiro e junho de 2014, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A queda é a primeira da série histórica para esse indicador, iniciada em 2003.

O recuo no salário dos brasileiros com carteira de trabalho está diretamente associado à piora da atividade econômica e do emprego. O mercado já estima uma recessão para 2015 de 1,7% e, no primeiro semestre, o País fechou 345 mil postos o pior resultado desde 2002. “A deterioração do mercado de trabalho se mostrou mais rápida do que o esperado”, afirma Fabio Romão, economista da consultoria LCA.

Em alguns Estados a redução no salário de admissão chega a 5% de janeiro a junho.

A Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, também apontou essa piora no rendimento dos profissionais com carteira de trabalho do setor privado. O recuo no salário desse grupo explicou 40% da queda real de 2,7% no rendimento total apurado na economia entre janeiro e abril, segundo um levantamento da consultoria Tendências. “Essa dado reforça o diagnóstico do Caged de que o salário de entrada no mercado formal tem diminuído”, afirma Rafael Bacciotti, economista da Tendências.

A perda do poder de barganha do brasileiro na negociação salarial ocorre por causa da inflação elevada e também pela piora da economia, que leva mais trabalhadores a procurar emprego ao mesmo tempo em que as empresas ofertam menos vagas.

Desemprego

A taxa de desemprego no Brasil em junho é a maior dos últimos cinco anos. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, a desocupação no país chegou a 6,9%, 2,1% a mais que no mesmo período do ano passado. É a mais alta taxa desde 2010, quando atingiu os 7%.

Os desempregados, segundo o IBGE, somam 1,7 milhões de pessoas. O número é considerado estável em relação a maio desse ano, quando a taxa de desocupação era de 6,7%.

 

Mercado de trabalho formal fecha 97 mil vagas em abril, mostra Caged

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Tenho dito, e não é de hoje, que o emprego no Brasil está em risco. Muitos desacreditavam, afinal, minha empresa vive de gerar empregos. Essa é minha especialidade e criamos mais de 20 mil empregos diretos nos últimos anos. Mas, justamente por viver essa realidade, por conhecer a economia e seus sinais, o alerta era claro e preciso. Números não mentem. A forma como são interpretados podem mentir, depende da intenção e do objetivo de quem os lê. O governo Dilma queria mentir, precisava mentir para se reeleger. Disseram que não havia crise, que havia pleno emprego, que não haveria recessão, que a inflação estava controlada, que a Petrobras daria lucro… Quem conhece um pouco mais essas áreas, sabia que eles mentiam. O resultado é esse que o jornal Estadão nos mostra: 97 mil vagas fechadas apenas em abril.
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A geração de empregos em abril veio negativa, em um resultado raro para este período do ano. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta sexta-feira, 22, foram fechados 97.828 postos de trabalho no mês passado. O número informado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é o pior da série histórica, iniciada em 1992.

No mesmo mês do ano passado, o saldo foi positivo em 105.384 pela série sem ajuste. O resultado de abril ficou muito abaixo das expectativas do mercado, coletadas pelo AE Projeções. O levantamento com 13 participantes apontava para um número que iria de 5 mil negativos a um total positivo de 95 mil, com mediana indicando a geração de 66 mil vagas de emprego, sem ajuste sazonal.

A série sem ajuste considera apenas o envio de dados pelas empresas dentro do prazo determinado pelo MTE. Após esse período, há um ajuste da série histórica, quando os empregadores enviam as informações atualizadas para o governo.

Emprego na indústria
Refletindo o cenário de deterioração da economia, a indústria de transformação foi a responsável pelo maior número de fechamento de vagas formais de trabalho em abril, segundo dados do Caged. No total, foram fechados 53.850 postos no setor, resultado de 267.759 admissões e 321.609 desligamentos no período.

Em segundo lugar como destaque negativo, a construção civil reduziu 23.048 postos, com 163.471 admissões e 186.519 demissões. O comércio fechou 20.882 vagas e o setor de serviços encerrou 7.530 empregos no mês.

O único setor com saldo positivo em abril foi a agricultura, com 8.470 novas vagas.

Ajustes
Segundo o economista-sênior do Besi Brasil, Flávio Serrano, o resultado do Caged de abril é “bastante negativo”. “(O resultado) Mostra que há uma intensificação do ajuste no mercado trabalho, o movimento em si era esperado, mas surpreende pela intensidade”, afirmou.

Serrano acredita que o processo de alta no desemprego vai ajudar no processo “de correção do desequilíbrio da inflação”. “Uma parcela é inflação de serviços que era resultado de mercado de trabalho em patamares elevados. Ou seja, está havendo um ajuste”, disse.

Para Serrano, o processo de queda no rendimento real também reforça esse cenário de correção de inflação. “É a parte dolorosa, infelizmente.” Além disse, ele destaca que a queda no emprego terá como reflexo a desaceleração do consumo.

Nas estimativas do economista, o desemprego deve caminhar para a faixa dos 7%. “Esperávamos esse patamar no ano que vem, mas pode ser até neste ano, caso continue essa intensidade”, afirmou.

Para o economista da Gradual Investimentos, André Perfeito, o resultado vem em linha com o objetivo implícito do governo de mexer nos salários. “É claro que o governo não vai admitir isso explicitamente, mas ao reduzir o mercado de trabalho, ele consegue mexer nos salários. Essa é a forma de se ajudar no processo de arrefecimento da inflação para levá-la ao centro da meta em 2016″, disse o economista.

Perfeito lembra que o Caged está reproduzindo o que a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE já havia mostrado no mesmo mês do ano passado, quando a taxa de desemprego subiu de 6,20%, em março, a 6,40%. Para o economista, dependendo do quanto o mercado de trabalho ajudar na redução da inflação, talvez, o ajuste da economia possa ser um pouco menos rigoroso.
(Colaborou Carla Araújo e Francisco Carlos de Assis)

Fonte: Estadão (http://goo.gl/ERzWVm)

Levy manda ‘fechar torneiras’ a Estados

Sob pressão para cumprir a meta fiscal deste ano, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já determinou à sua equipe fechar as “torneiras” da liberação de novos empréstimos e da autorização para aumentar o endividamento de Estados e municípios.

A diretriz foi classificada pelo novo ministro como uma das prioridades na estratégia de recuperação da credibilidade da política fiscal, que conta também com a elevação do superávit primário das contas do governo federal, a redução das despesas com subsídios e o corte dos empréstimos do Tesouro Nacional aos bancos públicos.

Há poucos dias no cargo, Levy está tomando pé do quadro fiscal dos governos regionais e advertiu os técnicos do Ministério da Fazenda que, ao longo de 2015, a União precisa ampliar os controles sobre as finanças dos governos regionais.

O desafio da equipe de Joaquim Levy ficou maior este ano porque, caso Estados e municípios não atinjam a meta estimada de poupar R$ 11 bilhões para cumprir o superávit primário, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) determina a compensação da diferença pelo governo federal. Ou seja, Levy teria de fazer um superávit ainda maior do que os R$ 55,3 bilhões previstos.

Em 2014, quando as contas públicas entraram em acelerada deterioração, o governo foi liberado dessa exigência. “O CMN vai ser mais restritivo”, disse uma fonte da área econômica, em referência ao Conselho Monetário Nacional. É esse colegiado, formado pelos ministros da Fazenda, Planejamento e Banco Central, o responsável pela liberação de novos espaços para endividamento. A Fazenda também vai apertar a liberação de garantias para os empréstimos tomados dos bancos por Estados e municípios. Avalia-se que o volume dessas garantias aumentou perigosamente nos últimos anos.

O maior rigor com as contas dos governos regionais é um tema delicado, principalmente por causa das implicações políticas no Congresso e da necessidade de apoio dos governadores às medidas a serem votadas nos próximos meses. Mas, segundo interlocutores do governo, Levy tem experiência na área. Ele já comandou o Tesouro e foi secretário de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro. No período, garantiu ao Rio o grau de investimento. “Ele já esteve dos dois lados”, disse a fonte.

Dívidas. O Ministério da Fazenda também espera corrigir, via regulamentação, aspectos que ficaram mal escritos na lei complementar, aprovada no ano passado, que permite o abatimento do estoque das dívidas com a União e a troca do indexador e dos encargos de juros que incidem sobre o endividamento de Estados e municípios.

Embora não haja espaço para mudar a lei, a avaliação da nova equipe da Fazenda, segundo apurou o Estado, é de que é possível tapar “buracos” deixados na lei, aprovada pelo Congresso com aval da equipe do ex-ministro Guido Mantega e já sancionada pela presidente Dilma Rousseff. A orientação mostra mais uma reversão da política anterior – capitaneada por Mantega e o ex-secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin -, que promoveu um desmonte dos mecanismos de controle.

Esse controle é feito por meio dos programas de reestruturação e ajuste fiscal (PAFs) que Estados e municípios em dívida com a União são obrigados a seguir. O PAF funciona para os governos regionais como os programas de ajuste do Fundo Monetário Internacional (FMI) imposto aos países que pedem empréstimos ao organismo multilateral.

Nos últimos três anos, o governo elevou o limite de endividamento de Estados e municípios para estimular o investimento e puxar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Uma linha especial do BNDES (ProInvest), com taxas mais baratas, foi aberta para financiar projetos dos Estados. O resultado foi a deterioração do esforço fiscal dos governos regionais, que despencou de um superávit de R$ 21,51 bilhões em 2012 para um déficit de R$ 305 milhões nos 12 meses encerrados em novembro de 2014.

Infográficos/Estadão

Fonte: Estadão

Impostos: remédio pode não ser tão ruim

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Mal o governador José Ivo Sartori assumiu seu mandato e o fantasma do aumento da carga tributária bate a sua porta. Difícil imaginar uma saída para o Rio Grande do Sul que fuja desse caminho. O governo petista entregou um Estado muito deteriorado financeiramente. Não há como fugir da crise, tampouco postergá-la. Se alguns governadores tentaram negá-la, já não há mais tempo para isso. É tempo de agir.

Agir, no caso de Sartori, começou com anúncio nada populares. Pagamentos adiados por seis meses e nomeações por tempo indeterminado, fim das horas extra da PM… Essas são medidas de curtíssimo prazo. Sem o aumento da arrecadação – superestimada pelo governo anterior – as medidas não serão suficientes para sanar a crise gaúcha. E não há outra forma de aumentar a arrecadação, num curto prazo, senão a elevação da carga tributária.

Que escolha, então, um caminho menos tortuoso. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, a taxa de ICMS foi elevada em 1% através de um Fundo de Combate à Pobreza e às Desigualdades. Na prática, o aumento – pago pelo contribuinte e não pelo empresário – garante o investimento em áreas sociais e prioritárias, como educação, saúde e segurança. Por que não fazer algo semelhante no RS, adequando a iniciativa às necessidades mais urgentes?

A sociedade, quase unanimemente, é contra o aumento de impostos. Porém, se não há como fugir disso e se convivemos num Estado em uma profunda crise e sem recursos, o que fazer?

Como cidadão, prefiro ajudar a pagar a conta desse aumento temporário de 1% do ICMS. Com base nos dados de 2013, quando foram arrecadados R$ 24 bilhões, o RS passaria a ter mais R$ 1,4 bilhão para investir em áreas sociais. E o governo teria de prestar conta desses investimentos e não jogar em um caixa único, como já vimos ser feito.

Que nosso governador – eleito para fazer o simples e para colocar a casa em ordem – possa refletir sobre isso e chamar os gaúchos para essa batalha.

Exportações do Estado caem 5,8% em fevereiro

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Há algumas semanas escrevi por aqui que o Rio Grande do Sul não ter uma capacidade de atração de investimentos. Mais que isso, que no nosso Estado não tem pensado em como melhorar as condições para aqueles que já estão instalados no RS. Se não agirmos para que os empresários que se mantêm no RS permaneçam e tenham competitividade com o mercado nacional e internacional, eles certamente sairão daqui. Isso representaria uma queda de emprego, renda, arrecadação… Uma cadeia de notícias ruins que ninguém quer receber e viver.

Mas, pelas notícias que vejo, as exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,02 bilhão em fevereiro. Isso representa uma queda de 5,8% comparado com fevereiro de 2013. Falta de competitividade dos produtos gaúchos é um risco grande e que está posto. Se o governo não souber olhar com cuidado para isso, o trabalhador pagará por mais essa conta. Para termos uma ideia de valores, o saldo da balança comercial ficou negativo em US$ 530 milhões!

Deixo com vocês mais dados, que o Jornal do Comércio traz em sua edição de hoje:

No que se refere aos destinos das exportações totais do Rio Grande do Sul, a China ficou na primeira colocação ao elevar em 177,8% os seus pedidos, basicamente soja. A Argentina garantiu a segunda posição e ampliou suas importações em 0,9%, em especial de partes e acessórios para tratores e veículos automotores. Na sequência veio os Estados Unidos, que incrementou em 3,5% as compras, principalmente de blocos de cilindros e cabeçotes para motores de explosão.

As importações totais tiveram queda de 6,5% em fevereiro, em comparação com o mesmo mês de 2013, somando US$ 1,55 bilhão. A maior queda ocorreu em bens de consumo (-6,8%), devido à retração de veículos automotores. Por outro lado ocorreram elevações em bens de capital (7,5%), veículos de carga; e bens intermediários (1,2%), naftas para petroquímica.

Produção industrial prioriza vendas internas

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou ontem que a produção da indústria de transformação brasileira está cada vez mais destinada ao mercado interno, em detrimento das exportações. De acordo com a entidade, o coeficiente de exportações líquidas, a diferença entre o valor das exportações e o valor dos insumos importados para a produção industrial, ficou negativo em 0,1% no setor em 2013. Os dados estão publicados no Coeficientes de Abertura Comercial, divulgada CNI, em parceria com a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex).

Na avaliação dos técnicos, os números indicam que a indústria de transformação passou a gerar receitas com exportação inferiores ao dispêndio com insumos importados. A CNI informa também que o coeficiente de penetração das importações, que mede a participação dos produtos importados no consumo doméstico, atingiu a marca recorde de 22,3%, o maior valor desde o início da série histórica da pesquisa, em 1996.

Outro fator que influenciou, indica o estudo, foi a desvalorização do real: em dólares, as importações de produtos industriais cresceram 7% e, em reais, 18%. A CNI divulgou ainda que foi recorde o coeficiente de insumos importados, que representa a participação dos insumos importados no valor total dos insumos adquiridos pela indústria, atingindo 24,13% em 2013.

Contratação de mão de obra começa ano menor do que em janeiro de 2013

Pessoal ocupado pela indústria se manteve estável no mês de janeiro de 2014, em relação a janeiro de 2013, divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, no entanto, houve queda de 2%, sobre uma base de comparação que já havia caído 1,2% em relação a janeiro

de 2012. A variação mês a mês do pessoal assalariado na indústria vem se mantendo estável ou negativa desde janeiro do ano passado. Em 2013, em todos os meses houve queda em relação a 2012.

Nos últimos 12 meses, a queda acumulada do pessoal ocupado assalariado é de 1,2%. Os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul tiveram os maiores impactos na taxa nacional na comparação com o mesmo mês de 2013. O pessoal ocupado na indústria paulista caiu 3,1%, e o da gaúcha, 3,3%, o pior resultado nacional. Bahia (-3,2%), Paraná (-2,3%), Espírito Santo (-2,2%), Rio de Janeiro (-1,8%), Minas Gerais (-1,4%), Ceará (-1%) e Pernambuco (-0,5%) acompanharam as reduções no pessoal ocupado. Santa Catarina teve alta de 0,4%. A taxa atribuída pelo IBGE às regiões Norte e Centro-Oeste subiu 1,3%.

Apenas quatro setores pesquisados expandiram o pessoal ocupado em janeiro de 2014, em relação a janeiro de 2013, 14 caíram. A maior alta foi no setor de produtos químicos, de 1,9%, seguido pelo de fumo, com 1,4%, e pelo de alimentos e bebidas, com 1,2%. O ramo de calçados e couro teve a maior queda no pessoal ocupado, 6,6% ante janeiro de 2013. Produtos de metal (-6%), refino de petróleo e álcool (-5,8%), têxtil (-5,8%) e máquinas e equipamentos (-5,6%) são os outros que mais caíram. Outro dado da pesquisa, o número de horas pagas pela indústria ao pessoal ocupado subiu 0,1% em janeiro, ante dezembro, mas caiu 2,1% na comparação com janeiro de 2013. A queda manteve o número em patamares semelhantes aos de 2009, ano afetado pela crise internacional.

Os setores em que houve maior queda entre os 14 que recuaram foram os de fumo (-7,8%) e têxtil (-6,5%), e, entre os que subiram, se destacaram minerais não-metálicos (1,8%) e alimentos e bebidas (0,8%). Já em categorias regionais, a retração foi maior no Rio Grande do Sul e na Bahia, onde chegou a 4,1%. As regiões Norte e Centro-Oeste elevaram as horas pagas em 3,1% ante janeiro de 2013, e Santa Catarina e Rio de Janeiro também subiram, 1,1% e 0,9%. A indústria paulista reduziu as horas em 3%, resultado parecido com a mineira (-2,9%) e com a média da nordestina (-3,5%). A folha de pagamento real, que soma os gastos com pessoal, teve queda de 0,5% de dezembro para janeiro, mas subiu 3,7% de janeiro do ano passado para o deste ano.

Economia gaúcha cresceu menos do que o País e o mundo na última década

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Foto: Agência RBS

A economia do Rio Grande do Sul cresceu, em média, 3% nos últimos dez anos. Enquanto isso, o PIB do Brasil avançou 3,7% e o do mundo, 3,8%. O levantamento foi feito pela Fecomércio-RS.

O que o se destaca no Rio Grande do Sul frente ao Brasil é a agropecuária que, na maior parte do tempo, consegue registrar percentuais muito mais altos. Como o Estado tem maior participação do campo no cálculo do PIB do que o Brasil, o impacto é maior aqui. O problema é que a agropecuária tem um comportamento muito volátil, o que faz com que o PIB gaúcho fique oscilando em resultados muito negativos em tempos de estiagem e resultados “matematicamente muito positivos” nos anos de safra subsequentes.

Os demais setores tiveram comportamento diferente. Tanto a indústria quando o setor de serviços tiveram crescimentos superiores no Brasil do que no Rio Grande do Sul.

Média dos 10 anos:

Agropecuária:
RS +4,6%
Brasil +3%

Indústria:
RS +1,3%
Brasil +2,8%

Serviços:
RS +3,4%
Brasil +3,8%

Na última semana, foi divulgado o desempenho do ano passado, quando a economia gaúcha cresceu 5,8%. O número deveu-se principalmente ao bom desempenho da agropecuária e também à base fraca do ano anterior, quando havia recuado 1,4%.

Exatamente por depender muito do campo, o PIB do Rio Grande do Sul mostra variações muito extremas ao longo dos anos, ao sabor do clima e da boa vonade de São Pedro. Por isso, o Destaque Econômico optou por analisar um período mais longo, no caso, uma década.

Fonte: Blog Acerto de Contas

Desenvolvimento econômico de Caxias do Sul

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Na semana passada, estive em Caxias do Sul, um dos principais pólos econômicos do Rio Grande do Sul, para me reunir com o prefeito da cidade, Alceu Barbosa Velho. Participou do encontro, o secretário Francisco de Assis Spiandorello, responsável pela pasta de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Emprego. Apresentei o trabalho da Rosa,Naibert e os excelentes resultados que obtivemos em cidades como Saquarema e Viamão, mais recentemente. Fico feliz de poder voltar meu trabalho ao meu Estado e ajudar as prefeituras a buscar o desenvolvimento sustentável, já que isso tem reflexo direto na melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e suas famílias.

Os desafios da economia municipal seguem os mesmos

No fim de 2012, escrevi um artigo alertando para os desafios dos prefeitos. Fazer dos municípios protagonistas na tarefa de atrair investimentos é necessário para a saúde financeira e social das cidades. Naquele artigo, fiz uma provocação afirmando que era necessário mais vontade, mais protagonismo e mais visão empreendedora por parte dos gestores públicos. Disse que eles deveriam acompanhar o ritmo da economia para serem menos dependentes dos recursos federais e estaduais. Passados 12 meses, vejo os municípios vivendo um período de economia instável e dependente das politicas de estímulo econômico do governo federal. Além de não haver atração de investimentos adequada, no Rio Grande do Sul, alguns municípios tiveram uma queda de até 22% na arrecadação. Pesquisa divulgada nesse domingo mostra que esse cenário é nacional: só 8% dos municípios brasileiros arrecadam mais do que gastam. Ou seja, 92% gastam mais do que arrecadam. É cada vez mais necessária a atração de investimentos adequada com a realidade de cada município, além da descoberta e da potencialização de vocações locais.

Mas, como na vida, há quem reclame e espere pelas soluções paliativas e há aqueles que agem. No início de 2013, conversei com representantes de quatro municípios no Estado. Ouvi suas colocações sobre desenvolvimento, mas não ouvi nada sobre a implementação e medidas concretas. A economia, para eles, fica no campo das ideias, apenas. Viamão, porém, mostrou-se diferente, pois a visão do desenvolvimento econômico local é semelhante a que se vê em cidades que se colocaram como indutoras do desenvolvimento.

Entendemos, durante as conversas, que Viamão precisava criar o ambiente para atrair investimentos consistentes, com visão de sustentabilidade e geradores de emprego e renda (dado que pelo menos 60% das pessoas que vivem em Viamão trabalham e geram renda em municípios vizinhos, mas usam os serviços públicos locais). Viamão quis criar esse novo ambiente e tornou esse desafio o principal de 2013. O Poder Executivo agiu de forma rápida, elaborou a proposta legislativa necessária. A Câmara Municipal respondeu também com rapidez e a aprovou.

Em seis meses, foram analisados todas as propostas, cada processo recebeu uma resposta, as empresas foram visitadas e todos receberam as informações necessárias para a tomada de decisão precisa. Ao final de 2013, foram aprovados R$ 51 milhões em investimentos, com geração de 1200 empregos diretos e pelo menos 3 mil indiretos. Outros R$ 20 milhões serão investidos em uma segunda etapa. É possível, é viável, basta assumir o papel de protagonista.

Nelson Naibert
Economista

Taxa de juros sobe mais uma vez. O que isso representa para o cidadão comum?

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Ontem o Brasil se deparou com uma notícia que já está virando rotina. Uma rotina péssima, por sinal. Pela sétima vez o Banco Central decidiu aumentar a taxa de juros 9SELIC). A taxa, agora, é de 10,5%. Alta demais para os desafios que o Brasil enfrentar e não fugir. Com a nova taxa SELIC, estamos no topo do ranking mundial dos juros reais!

Aumentar a SELIC não é a melhor solução para enfrentarmos os problemas da política econômica do Brasil, nem tampouco a inflação. Uma das soluções necessárias e que seriam muito eficientes, com certeza, o governo federal não pensa em fazer: desinchar a máquina pública. Quantos milhões em recursos públicos são gastos anualmente? Quanto poderíamos economizar se o dinheiro público fosse usado com mais inteligência e responsabilidade? Não estou falando de diminuir os investimentos em infraestrutura, saúde, educação… Jamais! Estou falando em gastos supérfluos e desnecessários.

Consequências – Milhões de pessoas souberam dessa notícia pela TV ontem, mas não fazem ideia do que isso significa de mudança em suas vidas. De uma forma direta e objetiva, o aumento da SELIC segura a expansão do crédito, reduz o consumo e dificulta a criação de novos postos de trabalho. O comércio vem dando sinais de queda no consumo, o crescimento não tem sido o esperado. A mudança promovida pode significar uma maior dificuldade pro setor. Sem vendas, o número de vagas cai. Com mais pessoas fora do mercado de trabalho, o consumo cai ainda mais… E assim sucessivamente.

Além disso, o crédito para o brasileiro também está mais caro. Temos visto grandes volumes de recursos sendo liberados por empréstimos e isso vem ajudando a economia de consumo. Com a sétima alta, isso tende a mudar. Sem dinheiro circulando, o risco é grande.

Ou o governo federal faz a sua parte, ou essas altas serão medidas ineficazes. De nada adianta jogar o problema no colo do trabalhador e não fazer a sua parte. Não haverá redução da inflação sem redução de gastos públicos. Mas, claro, é preciso vontade política. E, em ano eleitoral, falta vontade política de trabalhar pelo país e sobra para trabalhar pela simples manutenção do poder. É hora de mudar, de avançar, de romper com essa velha forma de fazer política. Porque no fim das contas, o preço quem paga somos nós, cidadãos.

 

Senado dos EUA aprova Janet Yellen para presidência do Fed

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O Senado americano aprovou ontem, segunda-feira, a nomeação de Janet Yellen para presidir o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Yellen tem 67 anos e será a primeira mulher a dirigir o banco central mais poderoso do mundo. Sua indicação foi aprovada por 56 votos, enquanto 26 escolheram outro nome. Sem entrar no mérito das discussões e convicções republicanas e democratas, acho um sinal importante que os EUA dão ao mundo. Acredito muito no papel da mulher na política, nos espaços de poder. Na economia ainda predomina a participação de homens, mas vejo isso começando a mudar. Espero que o mundo, de uma forma geral, abra espaços para que as mulheres superem o preconceito e deem seu melhor sempre. Elas estão preparadas para qualquer desafio!

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