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Dilma, PT, Temer e PMDB: eles são o maior dos golpes

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Não estou acreditando em tudo o que vejo acontecer no Brasil. Primeiro porque é uma crise econômica gerada, em quase sua totalidade, por erros de principiantes. A economia não permite erro. Dilma vem errando e persistindo no erro há anos. Além de errar na política econômica, ela acentua a crise ética ao aliar-se ao PMDB de Cunha, Renan, Temer. Depois, erra ao tentar salvar Lula e dar-lhe foro privilegiado. É um erro atrás do outro.

Agora, para tentar justificar seus erros, Dilma diz que toda crítica a ela é GOLPE. Ora! Golpe é o que ela fez no Brasil, gerando 10 milhões de desempregados, trocando ministério por apoio, destruindo a Petrobras.

Golpe é o que faz o PMDB, tentando ser líder de um processo de impeachment tendo sido co-responsável por essa tragédia que o país vive. Divido com vocês o que Marina Silva disse ontem.

Disse Marina Silva, ontem:

“Em três minutos, apenas três minutos, e por unanimidade dos diretórios presentes, o PMDB abandonou o governo do qual foi o maior sócio e beneficiário nos últimos 13 anos. Nenhuma satisfação à sociedade, nenhum pedido de desculpas por ter sido igualmente responsável por tudo o que levou à situação atual, nenhuma autocrítica, nenhuma proposta. Apenas a jogada política supostamente magistral para tentar se descolar da crise política e reinventar-se como solução. Continua o mesmo e velho PMDB tentando renascer das cinzas da fogueira que ele ajudou a atear.”

Por que as pedaladas de Dilma são diferente da sua pedalada?

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Há alguns meses que os jornais de todo o país falam nas “pedaladas fiscais” de Dilma. As pedaladas nada mais são do que um jogo de cena, o famoso “empurrar as dívidas com a barriga”. Aquele jogo de cintura que o cidadão brasileiro faz todo mês, em especial nos últimos meses, já que a inflação voltou com tudo.

Acontece, porém, que há sérias (e injustas) diferenças entre as pedaladas de Dilma e as minhas, as suas. Dilma segue impune! A gente não! Dilma não paga os juros das suas pedaladas com o dinheiro dela, mas com o nosso dinheiro. A gente paga paga os juros com o nosso dinheiro. Ou seja, pagamos duas vezes!

Se atrasamos a conta de luz, celular, telefone, colégio, plano de saúde… eles cortam o serviço, certo? O que ocorre se Dilma pedala? Nada! Ela segue impune! Isso é injusto!

Nós fazemos ginástica todo mês, porque o salário acaba cada vez mais cedo. Falta grana todo mês! Mas a gente não pode pedalar livremente. Já Dilma…

Pensem sobre isso! Dilma pedalou, mentiu, forjou dados para ganhar uma eleição. Cometeu um crime de responsabilidade fiscal. Se fosse um cidadão comum, pagaria por isso. Por que com ela é diferente?

 

Levy manda ‘fechar torneiras’ a Estados

Sob pressão para cumprir a meta fiscal deste ano, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já determinou à sua equipe fechar as “torneiras” da liberação de novos empréstimos e da autorização para aumentar o endividamento de Estados e municípios.

A diretriz foi classificada pelo novo ministro como uma das prioridades na estratégia de recuperação da credibilidade da política fiscal, que conta também com a elevação do superávit primário das contas do governo federal, a redução das despesas com subsídios e o corte dos empréstimos do Tesouro Nacional aos bancos públicos.

Há poucos dias no cargo, Levy está tomando pé do quadro fiscal dos governos regionais e advertiu os técnicos do Ministério da Fazenda que, ao longo de 2015, a União precisa ampliar os controles sobre as finanças dos governos regionais.

O desafio da equipe de Joaquim Levy ficou maior este ano porque, caso Estados e municípios não atinjam a meta estimada de poupar R$ 11 bilhões para cumprir o superávit primário, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) determina a compensação da diferença pelo governo federal. Ou seja, Levy teria de fazer um superávit ainda maior do que os R$ 55,3 bilhões previstos.

Em 2014, quando as contas públicas entraram em acelerada deterioração, o governo foi liberado dessa exigência. “O CMN vai ser mais restritivo”, disse uma fonte da área econômica, em referência ao Conselho Monetário Nacional. É esse colegiado, formado pelos ministros da Fazenda, Planejamento e Banco Central, o responsável pela liberação de novos espaços para endividamento. A Fazenda também vai apertar a liberação de garantias para os empréstimos tomados dos bancos por Estados e municípios. Avalia-se que o volume dessas garantias aumentou perigosamente nos últimos anos.

O maior rigor com as contas dos governos regionais é um tema delicado, principalmente por causa das implicações políticas no Congresso e da necessidade de apoio dos governadores às medidas a serem votadas nos próximos meses. Mas, segundo interlocutores do governo, Levy tem experiência na área. Ele já comandou o Tesouro e foi secretário de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro. No período, garantiu ao Rio o grau de investimento. “Ele já esteve dos dois lados”, disse a fonte.

Dívidas. O Ministério da Fazenda também espera corrigir, via regulamentação, aspectos que ficaram mal escritos na lei complementar, aprovada no ano passado, que permite o abatimento do estoque das dívidas com a União e a troca do indexador e dos encargos de juros que incidem sobre o endividamento de Estados e municípios.

Embora não haja espaço para mudar a lei, a avaliação da nova equipe da Fazenda, segundo apurou o Estado, é de que é possível tapar “buracos” deixados na lei, aprovada pelo Congresso com aval da equipe do ex-ministro Guido Mantega e já sancionada pela presidente Dilma Rousseff. A orientação mostra mais uma reversão da política anterior – capitaneada por Mantega e o ex-secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin -, que promoveu um desmonte dos mecanismos de controle.

Esse controle é feito por meio dos programas de reestruturação e ajuste fiscal (PAFs) que Estados e municípios em dívida com a União são obrigados a seguir. O PAF funciona para os governos regionais como os programas de ajuste do Fundo Monetário Internacional (FMI) imposto aos países que pedem empréstimos ao organismo multilateral.

Nos últimos três anos, o governo elevou o limite de endividamento de Estados e municípios para estimular o investimento e puxar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Uma linha especial do BNDES (ProInvest), com taxas mais baratas, foi aberta para financiar projetos dos Estados. O resultado foi a deterioração do esforço fiscal dos governos regionais, que despencou de um superávit de R$ 21,51 bilhões em 2012 para um déficit de R$ 305 milhões nos 12 meses encerrados em novembro de 2014.

Infográficos/Estadão

Fonte: Estadão

Brasil, pátria educadora?

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Quando assumiu seu primeiro mandato, Dilma Rousseff usou o slogan “País Rico, é País sem Pobreza”. Neste segundo mandato, usa “Brasil, Pátria Educadora”. Para que serve um novo slogan, um novo  lema se o primeiro não foi cumprido e se o segundo já nasce morto?

A pobreza em nosso país não diminuiu. Somos, portanto, um país pobre, presidente Dilma? Apesar de a senhora ter dito na campanha que o Brasil reduziu os índices de pobreza e de pobreza extrema, isso não verdade. Para que mentir? Ah, talvez porque mentir seja parte do jogo.

E o “Pátria Educadora”? Será mesmo que podemos levar isso a sério? Os bolsistas do CAPES estão sem receber desde novembro. E MEC e CAPES não falam sobre o tema. O governo federal, além de ignorar esse problema grave, ainda anunciou um corte de despesas significativo. Qual o ministério mais atingido? O ministério da educação.

Pelo visto, a medir pelo primeiro slogan, o segundo já nos indica que a educação será prioridade apenas nos discursos, nas propagandas e nas análises distorcidas de estatísticas feitas de números inventados.

Petrobras é a menos rentável das petroleiras

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Você já pensou ir ao supermercado e pagar, por qualquer produto, muito mais do que ele vale? Pense se fazer isso em uma proporção grande não afetaria a sua renda mensal. Por que pagar muito mais caro por algo que não vale? Se no nosso cotidiano isso é impossível de entender, imaginem em um negócio de milhões, bilhões de reais. Pensem isso com nosso dinheiro, com dinheiro público.

Por um erro de comunicação, de relatório, de resumo de contrato, o governo brasileiro autorizou um negócio impossível de explicar. Talvez isso ajude a petroleira brasileira valer o mesmo na bolsa que em 2005, antes da descoberta do pré-sal. É quase três vezes menos do que o pico de valor, R$ 510 bilhões, em 2008. A Petrobrás tem um potencial incrível. Um dos maiores do mundo. Não pode ser alvo de erros absurdos como esse que está sendo apurado. Não pode, jamais, ser usada como manobra política ou como esquema de arrecadação ilegal.

Nada ainda foi provado e todas as informações que temos através da imprensa são suspeitas, suposições. É preciso ir até o fim, saber o real motivo da autorização de um negócio que deixa o Brasil exposto no mundo todo e com um prejuízo de milhões de reais.

Não temos dinheiro para gastar à toa. Temos muitos problemas sociais e econômicos para serem resolvidos. Não dá para aceitar. É preciso ter capacidade de gestão – e não apenas tarefas políticas – para fazer crescer uma empresa como a Petrobrás.

Concordo com a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar como se deu a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobrás, e que gerou esse caos. Mas que seja uma CPI séria, que busque respostas e responsáveis. Está na hora de darmos um basta na velha prática política que trata o que é público com descaso, com descuido. Nosso patrimônio público precisa ser bem cuidado, pois dele depende nossos futuro.

Dilma confirma salário mínimo entre R$ 722 e R$ 724 em 2014

A presidente Dilma Rousseff confirmou, na manhã desta quarta-feira, que o novo salário mínimo, vigente a partir de 1º de janeiro de 2014, ficará entre R$ 722 e R$ 724, o que representaria uma alta de 6,5% a 6,78% sobre os R$ 678 atuais.

– A regra da correção do salário mínimo depende do fechamento do PIB (Produto Interno Bruto) e da inflação, mas dá para sabermos que ficará entre R$ 722 e R$ 724. Se tivermos perto de R$ 724 arredondamos para cima, damos uma força – disse.

– O pessoal pode ficar satisfeito antecipadamente – completou a presidente, em entrevista para emissoras de rádio de Pernambuco.

Fonte: Zero Hora

Brasileiros poderão abrir empresa em até 5 dias

Morto pela burocracia

O governo brasileiro anunciou nesta terça-feira a criação de um portal na internet que permitirá reduzir a cinco dias o prazo de abertura ou fechamento de um negócio, trâmite que atualmente é de mais de 100 dias.

O portal “Empresa Simples”, que entrará em funcionamento no próximo ano, “terá como objetivo reduzir o tempo de abertura e fechamento de empresas a um prazo máximo de cinco dias”, anunciou a presidência em seu blog oficial.

“Sabemos que esse processo pode ser reduzido a cinco dias”, afirmou a presidente Dilma Rousseff em um evento com comerciantes e empresários em Campinas, em São Paulo.

No Brasil, o tempo mínimo de abertura de uma empresa é de praticamente dois meses, e facilmente supera os cem dias, segundo dados do governo.

A presidente se referiu a um “manicômio burocrático” em seu discurso.

O portal será dirigido a 8,5 milhões de micro e pequenos empresários, que reduzirão a um o documento necessário para abrir um negócio, afirmou o ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos.

Ao se referir a todos os entraves burocráticos que existem no país, o ministro admitiu que, assim como é difícil abrir, “hoje não se consegue fechar nenhuma empresa” no Brasil.

Nesses cinco dias, o empresário deverá receber autorização da prefeitura, registro da junta comercial e autorização de funcionamento, informou a presidência em uma nota.

Fonte: Exame

De olho em 2014: Rumo da economia opõe Dilma e Marina

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A presidente Dilma Rousseff e a ex-senadora Marina Silva subiram o tom das críticas ontem Em Minas, Dilma aconselhou adversários a estudar para conhecer os problemas do Brasil. Em Recife, terra do aliado Eduardo Campos, Marina reagiu: “Deu conselho de professora.” Marina poupou FH e Lula, voltou a criticar a economia e disse que a marca do governo Dilma é o retrocesso. A presidente rebateu defendendo a política econômica de seu governo.

Ao falar ontem para uma plateia de cerca de 400 pessoas, a maioria empresários e industriais, na inauguração de uma fábrica de transformadores de corrente na cidade mineira de Itajubá, Dilma fez um discurso que parecia voltado às críticas que a ex-senadora Marina Silva fizera na sexta-feira, em encontro fechado promovido pelo banco Credit Suisse, de que estaria abandonando o tripé macroeconômico de metas de inflação, superávit primário e câmbio flutuante. Dilma enfatizou que, apesar da crise econômica internacional, o país seguirá cumprindo as metas de inflação.

— Pelo décimo ano consecutivo, a inflação vai fechar na meta. Nosso compromisso com o rigor fiscal não se alterou, como mostra o fato de termos transitado pela mais grave crise da História desde 1929 com as nossas metas de endividamento sob rígido controle. Hoje, a nossa dívida líquida do setor público sobre o PIB é uma das menores do mundo —- destacou a presidente.

Dilma definiu a oscilação do câmbio como positiva:

— Defendemos e praticamos uma política de flexibilidade cambial, o que tem nos permitido também fazer face a este novo momento em que o mundo transita para uma modificação das políticas monetárias, notadamente da política monetária americana. Isso nos permite procurar sempre dar, dentro da variabilidade cambial, maior estabilidade ao país.

A presidente elencou os investimentos federais em Minas e salientou que o governo tem atuado para reduzir o custo das indústrias:

— Nós temos esse compromisso com a robustez econômica, mas também desenvolvemos, paralelamente a esse cuidado, toda uma política de redução de custos para a indústria. Reduzimos o custo da energia e desoneramos a folha de pagamentos.

Líder nas pesquisas de intenção de voto, Dilma afirmou que não está de “salto alto” com os resultados e nem preocupada com a reeleição, porque se dedica a governar, enquanto os outros candidatos têm de estudar os problemas do país.

Em entrevista às rádios mineiras Itatiaia e Panorama, a presidente evitou comentar a recente pesquisa do Datafo-Iha, que a coloca como vitoriosa em primeiro turno em uma disputa com o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador Eduardo Campos (PSB).

— Acredito que, para as pessoas que querem concorrer ao cargo, elas têm de se preparar, estudar muito, ver quais são os problemas do Brasil. Eu passo o dia inteiro fazendo o quê? Governando. Veja que (a eleição) não é uma questão para qual eu possa destinar toda a minha atenção. Eu respeito todos os contendores, todas as pessoas que pleiteiam, acho todos os pleitos extremamente legítimos. Agora, o meu problema é governar, não é ficar preocupada com quem vai ser candidato. Até porque há indefinições — disse Dilma.

A presidente, cujo marque-teiro, João Santana, chegou a afirmar que os adversários de 2014 seriam anões antropo-fágicos, disse que não está se colocando em posição superior em relação a seus possíveis adversários em 2014:

— Apesar de respeitar, de achar que ninguém pode subir no salto alto, o meu problema não é salto alto. É o seguinte: não dá para fazer as duas coisas simultaneamente — disse Dilma, que reforçou: — Eu sou presidenta, fui eleita presidenta de todos os brasileiros e eu tenho nas 24 horas do dia de exercer a Presidência da República. E a Presidência da República é algo bastante complexo. Portanto, eu tenho de trabalhar muito e dar o melhor de mim.

Para a presidente, a eleição não deve ser tratada agora pelo governo. Isso seria feito apenas em momento “oportuno”:

— Tudo o que as pessoas que estão pleiteando a Presidência da República querem é ser presidente. Eu sou presidente, para mim não é problema a eleição agora. A eleição vai ser uma questão que eu vou tratar oportunamente. Para mim, a minha atividade principal é exercer até o último momento em que eu puder a Presidência.

Embora não queira falar de eleições, a presidente Dilma tem cumprido nos últimos dois meses uma extensa “agenda positiva” em Minas, berço eleitoral do pré-candi-dato do PSDB, Aécio Neves. Foram seis atividades em pouco mais de 60 dias.

‘A marca do governo é a do retrocesso, o modelo esgotou’

– A ex-senadora Marina Silva (PSB) assumiu ontem um discurso mais agressivo em relação à presidente Dilma Rousseff ao afirmar que a marca do governo da petista é a do “retrocesso” e que a gestão atual trata a economia com negligência “em função da ansiedade política”. Marina defendeu a permanência das conquistas econômicas e sociais instituídas nos governos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

Segunda colocada na pesquisa Datafolha de intenção de voto à Presidência, mesmo sem candidatura definida, Marina voltou a defender — como fizera em São Paulo na semana passada — a manutenção do tripé geração de superávit primário, câmbio flutuante e metas de inflação, que estaria ameaçado.

— No que diz respeito à política econômica, temos que reconhecer que as dificuldades mundiais têm a ver com a crise. Mas têm a ver com alguma coisa que vem sendo praticada em função da ansiedade política, a partir do segundo governo de Lula e, sobretudo, no atual governo que, no meu entendimento, está fragilizando a política econômica. Tudo que conquistamos foi em função de termos compromisso com a meta da inflação, mas o seu teto está sendo extrapolado — disse a ex-senadora, em entrevista coletiva.

Marina também saiu em defesa da autonomia do Banco Central, mas sem institucionalização, por temer que o Congresso Nacional desvirtue as suas funções:

—Na realidade, no Brasil, a autonomia do Banco Central já pertence a leis que se estabelecem a partir de um consenso político, social e cultural. Imagine se com esse Congresso que nós temos, colocarmos em discussão uma questão como essa, e um grupo decidir que não teremos autonomia? Estaremos diante da fragilização de um dos instrumentos da nossa política macroeconômica, o que não é desejado. A sociedade brasileira não permite que a autonomia, mesmo informal, seja perdida.

Marina criticou ainda a atuação do BNDES, que considera estar voltada ao benefício de meia dúzia de empresários:

— A gente vê o BNDES sendo utilizado de maneira inadequada, para eleger alguns ungidos, que são os que recebem dinheiro. Só para o empresário Eike Batista, foram mais de R$ 9 bilhões, praticamente jogados na lata do lixo. Imagine esse dinheiro sendo dado a jovens empreendedores, a quantidade de oportunidade que poderíamos ter em termos de geração de novos empregos e novos negócios!

Para Marina, a gestão de Dilma retrocede na área de sustentabilidade, não só no meio ambiental, mas na política.

— A marca do governo Dilma tem sido a do retrocesso. Não gostaria que a presidente tivesse essa marca. Ela cumpriu o seu papel, mas o modelo se esgotou, não tem mais para onde ir — disse Marina, repetindo o discurso de Eduardo

Campos no programa de rádio e televisão do PSB.

A ex-senadora afirmou que o governo Dilma, mesmo com 39 ministérios, não hesita em criar novas pastas para manter fiel sua base política:

— E isso é insustentável.

Questionada sobre a ampla aliança de Eduardo Campos em Pernambuco, que tem 14 partidos em sua base, inclusive forças conservadoras, Marina disse não se sentir constrangida. Ela definiu a aliança com o socialista como “um trabalho pioneiro” que vinha sendo minado “por todos os lados”. Ela afirmou que o PSB e a Rede estão em busca de uma nova governabilidade, baseada na sustentabilidade e não “na distribuição de pedaços do Estado”

Marina acha que o salto nas intenções de voto em Eduardo Campos na última pesquisa do Datafolha já é consequência do impacto provocado pela união da Rede e do PSB:

— A sociedade está mudando. Tenho esperança que o movimento esteja à altura desse novo sujeito político. Chega de política de curto prazo para alongar o prazo dos políticos.

Dirigentes da Rede começam a defender que o novo partido só volte a pedir sua formalização junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a eleição do ano que vem. A medida, levantada na reunião da Executiva Nacional, no domingo, objetiva garantir que eventuais mandatos conquistados por simpatizantes da Rede por outras legendas, em 2014, possam ser transferidos para o novo partido sem o risco de processo por infidelidade partidária.

Fonte: O Globo

Dilma mostra preocupação com aliança de Marina e Campos

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A presidente Dilma Rousseff mostrou preocupação com a decisão de Marina Silva de se unir a Eduardo Campos durante reuniões com líderes da base aliada do Congresso realizada ontem no Palácio do Planalto. “Marina não é qualquer pessoa”, disse nos encontros com deputados e senadores.

De acordo com relato de dois deputados presentes na primeira reunião, após ouvir a avaliação da maioria dos líderes de que a ida de Marina para o PSB enfraqueceria o peso eleitoral da ex-ministra em relação aos 20 milhões de votos obtidos na eleição passada, Dilma fez questão de ressalvar que “não se pode desconsiderar a importância de Marina”, para emendar: “Marina não é qualquer pessoa”.

O discurso dos aliados, porém, está afinado nas críticas à situação dos tucanos e de seu candidato à Presidência, senador Aécio Neves, que segundo eles foram os que mais perderam com a parceria entre Marina e Campos. Na avaliação do líder do PT na Câmara, José Guimarães, por exemplo, quanto menos candidaturas houver no ano que vem, maiores as chances de a presidente faturar a eleição.

“Havia uma discussão de José Serra, Marina, Eduardo, Aécio, todo mundo candidato, quanto menos candidaturas, as chances da presidenta se ampliam. Ela não falou, mas muitos de nós falamos no bate-papo preliminar, antes da presidenta chegar ao local da reunião”, disse Guimarães. O líder petista observou ainda que não é o momento de “bater boca” com o governador de Pernambuco, porque “houve esta separação e serei o primeiro a defender, em 2014, que o Eduardo volte para o palanque da Dilma”.

Na conversa com os líderes governistas, a presidente foi muito cuidadosa ao tratar do tema Marina e preferiu aproveitar o assunto para questionar a forma como ocorre hoje a criação dos partidos políticos, querendo informações de como são feitas as certificações e a aferição de assinaturas.

Repetição. O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes, lembrou que dois partidos foram criados agora e que há outros 25 na fila esperando sua vez. O líder do PDT, deputado Marcos Rogério, criticou o que chamou de “precariedade do processo de certificação dos partidos”.

Em seguida, houve a reunião com os senadores. Na saída, o líder do governo na Casa, Eduardo Braga (PMDB), repetiu a frase dita aos deputados federais por Dilma a portas fechadas sobre Marina. “Marina não é uma pessoa qualquer”, disse. Braga negou, no entanto, que estivesse reproduzindo uma fala da presidente da República.

Fonte: Estadão

Dilma diz defender ‘segurança’ e não ‘controle’ da internet

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Esclarecendo um ponto polêmico na discussão internacional sobre o futuro da internet, a presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira que o Brasil não está pedindo “interferência” da ONU na rede, e sim ações para “preservar a (sua) segurança”, protegendo o mundo de uma “nova guerra” no plano virtual.

Bandeira central no discurso que a presidente fez na terça-feira na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, Dilma disse que seu governo não concorda com “esse tipo de controle”, mas quer propor legislação internacional evitar que “a nova guerra se dê dentro do mundo cibernético”.

Desde que o Planalto reagiu às denúncias de espionagem atribuídas à Agência Nacional de Segurança americana (NSA), analistas e jornalistas têm criticado o que dizem ser um desejo do Brasil de se separar da internet americana ou promover o controle da rede por meio de uma entidade como a ONU.

O governo alega que os projetos em discussão dizem respeito à instalação de cabos submarinos entre o Brasil e outros países, o que evitaria o roteamento dos dados brasileiros pelos EUA, e legislação que obrigaria empresas estrangeiras a manter os dados de cidadãos brasileiros no Brasil, e não no exterior.

“Nós não estamos pedindo interferência da ONU, não estamos dizendo ‘ONU, controle a internet'”, disse Dilma. “Nós não concordamos com esse tipo de controle. Nós estamos dizendo ‘ONU, preserve a segurança, não deixe que a nova guerra se dê dentro do mundo cibernético, com hackers e tudo'”.

No discurso na Assembleia Geral, Dilma havia afirmado que o Brasil apresentará propostas para criar um “marco civil” multilateral para garantir a liberdade de expressão na internet, estabelecer uma governança democrática e multilateral da rede e preservar o seu caráter de universidade, diversidade e neutralidade.

A presidente acredita que as discussões sobre o marco civil de gerenciamento no Brasil, das quais participam governo, empresas e entidades da sociedade civil e outras partes interessadas, será uma boa “base para apresentarmos propostas internacionais”.

Relação com os EUA

Dilma Rousseff encerrou sua visita a Nova York menos de dez dias após anunciar o adiamento de uma visita de Estado a Washington marcada para outubro. Em seu discurso na ONU, fez duras críticas aos EUA.

Mas a presidente disse que “nada do que foi dito era desconhecido pelas autoridades americanas” e afirmou que o Brasil não tem “a menor responsabilidade (no) processo que desencadeou (a tensão)”.

Questionada sobre as relações do Brasil com os EUA após o incidente, Dilma afirmou que “essa resposta tem de ser construída a partir de medidas que devem ser tomadas”.

“A relação do Brasil com os EUA é uma relação estratégica para os dois países e não é possível deixar isso que está acontecendo sem controle”, disse Dilma.

“Ademais, esse senhor que tem os dados (Snowden) é de uma empresa privada onde ficou quatro meses. Como é que ele tem dados sobre o Brasil, sobre a minha pessoa, as empresas brasileiras e os cidadãos? Essa é uma pergunta que vai ter de ser esclarecida, não apenas par ao Brasil, mas também para outros países. E nós aguardaremos.”

Entretanto, a presidente expressou que espera que venham esclarecimentos, pois a relação EUA-Brasil “ultrapassa (o indicente) e tem sua dinâmica”.

“Era possível elevar esse patamar, e é isso que eu acho que tanto o presidente Obama quanto eu queremos. Agora, há que se construir as condições.”

O presidente Barack Obama disse que o processo de revisão dos procedimentos da NSA levaria “meses” – sem precisar exatamente que procedimentos serão feitos e quantos meses serão necessários.

Tranquilizando investidores

O último compromisso de Dilma em Nova York foi o encerramento de um seminário promovido pelo banco de investimentos Goldman Sachs para tratar das oportunidades existentes no setor de infraestrutura brasileiro.

Em sua participação, a presidente procurou tranquilizar investidores ao afirmar que o Brasil respeita contratos e que honrar compromissos é uma política “de Estado”, não de governo.

Ela enfatizou que o crescimento brasileiro, ancorado no incremento e na distribuição da renda, elevou a demanda por serviços e infraestrutura.

“Vocês aqui nos EUA têm 400 mil ônibus escolares. No Brasil, não é assim. Nós estamos criando o ônibus escolar padronizado no início do século 21″, exemplificou Dilma. “Vocês fizeram as ferrovias. Meu país, que tem dimensões continentais e é um dos principais exportadores de minérios, não tem uma malha ferroviária.”

A presidente reforçou que o Brasil tem bases fiscais e macroeconômicas boas para se aproveitar a retomada econômica mundial, e arrancou aplausos da plateia quando disse que está investindo na formação de mão-de-obra necessária para suprir a demanda.

Fonte: BBC

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