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Desemprego atinge mais de meio milhão de gaúchos

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Reportagem do jornal Zero Hora traz dados muito ruins para o RS. Com avanço do desemprego em todo o país, atingimos, aqui, 8,7% de desempregados. É a maior da região sul. São 530 mil pessoas em busca de trabalho. Segundo o jornal, é como se toda a população de Santa Maria e de Novo Hamburgo estivessem sem emprego. Outro dado que assusta, é a comparação com o primeiro trimestre deste ano. De lá pra cá, mais 75 mil pessoas perderam o emprego no Rio Grande do Sul. Já com relação ao período de abril a junho de 2015, o aumento foi de 180 mil desempregados.

Volto, então, à campanha de 2014, quando falávamos nisso: no desemprego. Negavam. Me chamavam de pessimista. Minha experiência, porém, me mostrava que estava certo. E que o alerta era urgente. Mas não é tempo de olharmos para o passado. É tempo de mudarmos o futuro. Entre as propostas de nossa campanha está a geração de emprego e renda de forma planejada. Porto Alegre precisa voltar a crescer e gerar emprego. Um País forte depende de municípios fortes.

A crise vai passar? Vai. Os empregos serão gerados? Sim. Mas não num curto prazo de tempo. Acredito que a partir de 2017 as coisas devem começar – devagar – a melhorar. Desde que haja, claro, planejamento.

Endividamento das famílias gaúchas atinge 63,2% em fevereiro, diz Fecomércio-RS

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Mais do mesmo: famílias endividando-se, salários parcelados, inflação em alta, professores paralisados… E o governo segue sem agir! Federal e estadual. Ninguém parece querer enfrentar a crise como deveria: com ousadia, gerando emprego e renda, garantindo estabilidade, atraindo investimentos, fomentando o desenvolvimento local. Nada de ideia, nada de rumo… E, sem rumo, onde vamos parar?

O nível de endividamento das famílias gaúchas chegou a 63,2% em fevereiro, contra 50,9% registrados no mesmo período do ano passado. O índice integra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada nesta segunda-feira pela Fecomércio-RS.

“A expansão do percentual de gaúchos endividados verificada nos últimos meses foi a esperada diante do atual quadro da economia brasileira, permanecendo, no entanto, em patamar inferior ao de 2010 e 2011, quando o índice superou 70%”, avaliou, em nota, o presidente da entidade, Luiz Carlos Bohn.

Conforme a Fecomércio-RS, a queda do emprego, a redução da renda e a inflação elevada são os elementos que determinaram o crescimento das dívidas.

“A desaceleração recente do consumo e do crédito, associada à inflação elevada, ao aumento de juros, à diminuição da confiança das famílias e ao aumento da precaução do lado da oferta, tem impactado na busca por crédito”, ponderou Bohn.

A pesquisa divulgada nesta segunda-feira também mostra que a parcela da renda comprometida com dívidas cresceu na média de 12 meses, passando de 31,5%, em janeiro de 2016, para 31,8%, em fevereiro deste ano. O tempo de comprometimento, ainda na média de 12 meses, permaneceu em 7,7 meses.

De acordo com o levantamento, o cartão de crédito segue como o principal meio de dívida dos gaúchos, apontado por 80,7% dos endividados, seguido por carnês (26,8%), crédito pessoal (13,4%) e cheque especial (11,8%).

Na comparação com fevereiro do ano passado, o percentual de famílias com contas em atraso avançou de 17,6% para 28,7%. Além disso, conforme a Fecomércio-RS, a média de famílias que não terão condições de regularizar nenhuma parte de suas dívidas em atraso no prazo de 30 dias avançou para 10,1% neste mês, contra 8,5% do segundo mês de 2015.

Fonte: Zero Hora

Desemprego chega a 7,6% e bate recorde para o mês nos últimos sete anos

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A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 7,60% em janeiro de 2016. É o pior para o mês desde 2009. Em dezembro de 2015, a taxa de desocupação foi de 6,9%.

A renda do trabalhador caiu 1,3%. Na comparação com janeiro de 2015, houve recuo de 7,4%.

E o que nossos governantes, em todas as esferas, têm feito para mudar isso? Qual a proposta para gerar emprego e renda?

O preço de cada desempregado

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Tenho me perguntado muito qual foi o momento que, no Brasil, colocaram em lados opostos trabalhadores e empresários. Não entendo essa guerra criada, pois ela é fictícia. O sucesso de um é o sucesso de outro. O crescimento de um é o crescimento de outro. E o sucesso e crescimento de ambos é o sucesso e crescimento do Brasil. Somente através disso podemos superar a fome, a miséria. Somente através da união e do fortalecimento da relação entre trabalhadores e empresários o Brasil conseguirá ser um país igual, de verdade, em oportunidades e direitos. Somente com essa união o Brasil será uma potência econômica capaz de garantir ao seu povo os direitos que a Constituição traz: educação, saúde, segurança e tantos outros.

Sem resposta para a dúvida que citei no início do texto, faço questão de escrever um pouco sobre a crise que vivemos. Ela ainda vai piorar muito para começarmos a vencê-la. Isso significa que milhares de pessoas perderão o emprego. Isso significa que empresas vão quebrar. Isso significa que os empresários que geralmente geram emprego e renda no Brasil estão em risco. A crise é real. Ela vem de tempos. E o povo foi enganado pela falácia política. Poderíamos ter evitado? Sim! Mas a vida não se faz de “se”, mas de ações reais.

A economia do Brasil é baseada na atuação de pequenos, médios e micro empresários. Eles são responsáveis por milhões de empregos. Eles não são inimigos do trabalhador! Ao contrário! Para eles, demitir é o pior dos cenários. Aliás, para qualquer empresário, de qualquer ramo, o pior cenário é o da demissão. Primeiro por uma questão social. Segundo, pela lógica econômica: um desempregado deixa de consumir, pois não tem renda; ao deixar de consumir faz com que o seu entorno deixe de vender; com queda no consumo e nas vedas, outros empregados precisam ser demitidos. A economia é matemática pura.

Por isso, não acreditem na falsa guerra entre empregados e empregadores. Ninguém gosta de demitir. E só venceremos essa crise com a união de todos e, claro, com o governo federal fazendo sua parte. Os erros da economia são grandes e causaram estragos enormes. Mas não podemos desistir nem perder tempo culpando os responsáveis. É hora de acreditarmos e seguirmos em frente, afinal, o preço de cada desempregado é enorme, é grande demais, não só para a economia, mas para os avanços sociais que já conquistamos e não podemos por em risco.

 

Taxa de desemprego no Brasil sobe para 8% entre fevereiro e abril

Protesto contra proibição dos bingos
Um sinal claro de que a crise está forte e vem aumentando, é o crescimento da taxa desemprego e a diminuição de consumo no supermercado. Infelizmente, é isso que vem ocorrendo no Brasil. Oficialmente, a taxa de desemprego medida no trimestre entre fevereiro e abril deste ano, segundo o IBGE,  foi de 8% da população ativa. A porcentagem é um 1,2% maior que a registrada entre novembro de 2014 e janeiro de 2015 e 0,9% superior à do mesmo período do ano anterior. Mas esse dado esconde outra realidade: os que vivem na informalidade, os que não declaram estar buscando emprego, entre outros.  O desemprego é bem maior que 8%. E quem não está desempregado, diminuiu o ritmo de compras, de consumo. O efeito cascata logo será sentido com mais força.

Vejam o que os números dizem!: segundo a PNAD Contínua, no trimestre de fevereiro a abril o número de desempregados foi de 8 milhões, o que representa um aumento do 18,7% em relação ao período entre novembro e janeiro, enquanto a população trabalhadora foi de 92,2 milhões de pessoas. 

Outro dado importante, é o aumento do desemprego dos brasileiros com 18 a 24 anos. Jovens com maior nível de escolaridade, que há até pouco tempo eram os menos afetados pela escassez de trabalho, já sentem os efeitos da marola. Em dez anos, saltou de 528 mil para 830 mil o número de jovens que se formam anualmente nas universidades brasileiras. O governo, que acertou e merece reconhecimento ao garantir o acesso à universidade, esqueceu de ampliar o mercado para receber esses novos profissionais. Isso exige planejamento, metas, gestão eficiente.

Dados da última Pesquisa Mensal de Empregos (PME), do IBGE, mostram que a taxa geral de desemprego em seis regiões metropolitanas do País (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre) foi de 6,4% em abril. Entre os jovens, essa taxa foi duas vezes e meia maior, e ultrapassou os 16%.

Entre os jovens com 11 anos ou mais de formação (faixa que contempla o pessoal que tem ensino médio completo, ensino superior, mestrado e doutorado), a taxa de desemprego saltou de 11,1% em 2014 para 14,6% em abril deste ano. O número de desocupados com 11 anos ou mais de estudos aumentou de 265,9 mil pessoas em 2014 para 340,4 mil neste ano. Já o de ocupados caiu de 2,12 milhões para 1,98 milhão. Para o economista Raone Botteon Costa, da Fipe, “o País não está conseguindo gerar vagas qualificadas no mesmo ritmo em que está melhorando a qualificação”.

E o que vemos o governo fazer? Nada. Apatia total! O tal ajuste fiscal não resolverá em curto prazo nada. E a crise precisa ser estancada. O Brasil exige medidas urgentes. Quem criou essa crise que a resolva! Nós temos feito nossa parte.

Mercado de trabalho formal fecha 97 mil vagas em abril, mostra Caged

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Tenho dito, e não é de hoje, que o emprego no Brasil está em risco. Muitos desacreditavam, afinal, minha empresa vive de gerar empregos. Essa é minha especialidade e criamos mais de 20 mil empregos diretos nos últimos anos. Mas, justamente por viver essa realidade, por conhecer a economia e seus sinais, o alerta era claro e preciso. Números não mentem. A forma como são interpretados podem mentir, depende da intenção e do objetivo de quem os lê. O governo Dilma queria mentir, precisava mentir para se reeleger. Disseram que não havia crise, que havia pleno emprego, que não haveria recessão, que a inflação estava controlada, que a Petrobras daria lucro… Quem conhece um pouco mais essas áreas, sabia que eles mentiam. O resultado é esse que o jornal Estadão nos mostra: 97 mil vagas fechadas apenas em abril.
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A geração de empregos em abril veio negativa, em um resultado raro para este período do ano. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta sexta-feira, 22, foram fechados 97.828 postos de trabalho no mês passado. O número informado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é o pior da série histórica, iniciada em 1992.

No mesmo mês do ano passado, o saldo foi positivo em 105.384 pela série sem ajuste. O resultado de abril ficou muito abaixo das expectativas do mercado, coletadas pelo AE Projeções. O levantamento com 13 participantes apontava para um número que iria de 5 mil negativos a um total positivo de 95 mil, com mediana indicando a geração de 66 mil vagas de emprego, sem ajuste sazonal.

A série sem ajuste considera apenas o envio de dados pelas empresas dentro do prazo determinado pelo MTE. Após esse período, há um ajuste da série histórica, quando os empregadores enviam as informações atualizadas para o governo.

Emprego na indústria
Refletindo o cenário de deterioração da economia, a indústria de transformação foi a responsável pelo maior número de fechamento de vagas formais de trabalho em abril, segundo dados do Caged. No total, foram fechados 53.850 postos no setor, resultado de 267.759 admissões e 321.609 desligamentos no período.

Em segundo lugar como destaque negativo, a construção civil reduziu 23.048 postos, com 163.471 admissões e 186.519 demissões. O comércio fechou 20.882 vagas e o setor de serviços encerrou 7.530 empregos no mês.

O único setor com saldo positivo em abril foi a agricultura, com 8.470 novas vagas.

Ajustes
Segundo o economista-sênior do Besi Brasil, Flávio Serrano, o resultado do Caged de abril é “bastante negativo”. “(O resultado) Mostra que há uma intensificação do ajuste no mercado trabalho, o movimento em si era esperado, mas surpreende pela intensidade”, afirmou.

Serrano acredita que o processo de alta no desemprego vai ajudar no processo “de correção do desequilíbrio da inflação”. “Uma parcela é inflação de serviços que era resultado de mercado de trabalho em patamares elevados. Ou seja, está havendo um ajuste”, disse.

Para Serrano, o processo de queda no rendimento real também reforça esse cenário de correção de inflação. “É a parte dolorosa, infelizmente.” Além disse, ele destaca que a queda no emprego terá como reflexo a desaceleração do consumo.

Nas estimativas do economista, o desemprego deve caminhar para a faixa dos 7%. “Esperávamos esse patamar no ano que vem, mas pode ser até neste ano, caso continue essa intensidade”, afirmou.

Para o economista da Gradual Investimentos, André Perfeito, o resultado vem em linha com o objetivo implícito do governo de mexer nos salários. “É claro que o governo não vai admitir isso explicitamente, mas ao reduzir o mercado de trabalho, ele consegue mexer nos salários. Essa é a forma de se ajudar no processo de arrefecimento da inflação para levá-la ao centro da meta em 2016″, disse o economista.

Perfeito lembra que o Caged está reproduzindo o que a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE já havia mostrado no mesmo mês do ano passado, quando a taxa de desemprego subiu de 6,20%, em março, a 6,40%. Para o economista, dependendo do quanto o mercado de trabalho ajudar na redução da inflação, talvez, o ajuste da economia possa ser um pouco menos rigoroso.
(Colaborou Carla Araújo e Francisco Carlos de Assis)

Fonte: Estadão (http://goo.gl/ERzWVm)

Jovens estão estudando mais e atrasando entrada no mercado de trabalho

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Reportagem do jornal Zero Hora dessa terça-feira traz um cenário sobre o qual precisamos refletir: nossos jovens estão se dedicando com exclusividade aos estudos e entram para o mercado de trabalho cada vez mais tarde. Isso tem o lado bom e uma parte complicada. De toda forma, o que temos que comemorar, sem dúvida, é que os jovens estão estudando. Meu trabalho me dá muito orgulho porque já ouvi de muitos pais que a melhor recompensa por terem um emprego e uma renda fixa é poder proporcionar aos seus filhos os estudos que não tiveram. Tem sido assim por todas as cidades que passo, ajudando na política de desenvolvimento econômico, ajudando na geração de renda e emprego.

Se nossos jovens estudam mais e com dedicação exclusiva, temos profissionais mais capacitados para o mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego diminui a cada ano. Porém, esse cenário acaba gerando falta de mão de obra no mercado e isso traz muitas dificuldades para aqueles que precisam contratar.

Vamos a alguns números: a geração de vagas tem crescido pouco (os dados são de outubro de cada ano):

2008 6,9% | 2009 -1,2% | 2010 3,4% | 2011 1,5% | 2012 -1,1% | 2013 1,1%

A quantidade de pessoas disputando vagas é menor

2008 4,7% | 2009 -1,4% | 2010 1% | 2011 0,3% | 2012 -1,2% | 2013 0,2%

O que precisamos entender é que o mercado precisa de pessoas qualificadas, sem dúvida. Mas não se pode projetar o futuro de grandes oportunidades se as que existem hoje não forem bem aproveitadas. Em outras palavras, precisamos de pessoas capazes atuando hoje para que o mercado siga em alta e proporcione a esses jovens boas oportunidades quando deixarem de estudar.

O Brasil precisa aprender a valorizar o ensino técnico, fundamental na trajetória de sucesso de países desenvolvidos. A economia de qualquer país precisa de técnicos. É tempo de olharmos para isso e corrigirmos o curso da nossa história. Estudar é fundamental, afinal, a educação é a melhor arma de transformação social. Precisamos saber usá-la a favor de nosso país, de nossa economia, de nosso desenvolvimento.

 

Renda sobe, desemprego recua

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Se Porto Alegre fosse um país teria uma das menores taxas de desemprego do mundo. Um mercado com mais vagas com carteira de trabalho assinada e pequena quantidade de trabalhadores que vem de outros Estados disputar postos levaram a cidade a registrar desocupação de 2,6% em novembro, a menor desde o início da série histórica e entre as capitais pesquisadas.

A tendência de queda no número de desempregados na Capital aparece também na pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) – 6,2% no mês passado. A diferença nos resultados se dá por conta da metodologia usada pelas entidades. A renda dos trabalhadores também cresceu. O salário médio em Porto Alegre é de R$ 1.951,40, valor 8,9% maior em relação há um ano.

Porém, a redução de desemprego aconteceu por conta da saída de trabalhadores do mercado, e não por criação de vagas. Em Porto Alegre, foram 50 mil pessoas nessa situação nos últimos 12 meses. Entre as explicações para o aumento do desinteresse pela busca de emprego estão possíveis ajustes já feitos para trabalhos temporários a partir de dezembro, ou a própria alta do rendimento, que proporciona a jovens, mulheres e idosos não precisar mais trabalhar para complementar a renda familiar, avaliou o IBGE.

– Há dúvidas até onde o índice pode cair, mas há sinais de que há espaço para patamares ainda mais baixos. O número de domésticos, por exemplo, nunca foi tão baixo, e isso mostra que o mercado está tão aquecido que as empregadas estão migrando para vagas mais atraentes. Apesar de pequena queda no setor de construção civil, o segmento vai bem – explica Ana Paula Sperotto, estatística do Dieese.

O pesquisador Giácomo Balbinotto Neto, professor de Economia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), avalia que esse cenário tende a se manter no próximo ano com a conclusão de grandes obras viárias, mas ressalta que para manter o desemprego em níveis baixos será preciso atrair investimentos no futuro:

– É complicado ter uma taxa de ocupação apoiada na construção civil. É um setor sensível em que grande parte dos trabalhadores atua por empreitada. Se o mercado desaquece rapidamente, o emprego desaparece. É diferente da indústria, onde o empregado tem carteira assinada e o patrão pensa duas vezes antes de demitir.

Um conjunto de fatores, entre os quais nível de escolaridade acima da média nacional e mercado de trabalho com mais vagas com carteira de trabalho assinada. O fato de Porto Alegre receber menos trabalhadores vindos de outras regiões do país, em comparação com outras metrópoles, como São Paulo, Salvador, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, também contribui.

Sim. IBGE e Dieese usam metodologias diferentes para calcular o desemprego. Enquanto o IBGE conta pessoas que procuraram trabalho de maneira efetiva nos últimos 30 dias, o Dieese inclui quem realizou trabalhos ocasionais ou em ajuda a parentes e procurou vagas nos 30 dias anteriores. A existência do fenômeno conhecido como desalento (quem desistiu de procurar emprego devido a dificuldade ou demora de encontrar) é identificada pelo Dieese, mas esse contingente, segundo a pesquisa atual, está perto de zero.

Sim. Como os casais gaúchos são os que menos têm filhos no país, a população do Rio Grande do Sul cresce menos. Com a oferta de emprego estável e menos pessoas entrando no mercado de trabalho, a taxa de desemprego cai.

Não. A oferta de emprego ocorre principalmente em setores que não exigem alta qualificação, como a construção civil. Como a demanda por trabalho está alta, as empresas contratam profissionais sem experiência e fazem treinamentos para prepará-los.

Como é um cenário inédito no Brasil, especialistas encontram dificuldades para explicar o fenômeno. Uma das hipóteses está relacionada com o perfil etário da população, que está ficando mais velha. Assim, a oferta de trabalhadores cresce a taxas cada vez menores. Outra parte da explicação vem do aumento da demanda de mão de obra no setor de serviços, que tem crescido a taxas superiores à da indústria no país nos últimos anos.

A maioria na Região Metropolitana de Porto Alegre é formada por mulheres e jovens entre 16 e 24 anos.

Fonte: Zero Hora

Mulheres no mercado de trabalho chegam a 50% na América Latina

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Os países da América Latina e do Caribe registraram em 2013, pela primeira vez, taxa média de 50% de participação feminina no mercado de trabalho. Ainda assim, as mulheres continuam sendo o grupo mais afetado pelo desemprego e pela informalidade. Os dados são do Panorama Laboral da América Latina e do Caribe 2013, relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta terça-feira (17).

“Uma análise sobre a evolução da taxa de participação por sexo no mercado de trabalho demonstra que se mantém a tendência positiva sobre a redução da brecha de gênero”, aponta trecho do documento.

De acordo com o relatório, a taxa média de participação das mulheres no mercado está relacionada ao comportamento da demanda por mão de obra. Essa taxa é um indicador que expressa a proporção de pessoas de cada gênero incorporadas ao mercado de trabalho como ocupadas. No caso dos homens, a participação total na região chegou a 71,1% em 2013.

No Brasil, foi registrada uma taxa de participação de mulheres um pouco inferior à média regional – 49,3%, apesar de ter sido superior ao resultado alcançado em 2012, de 49%. Entre os países, os que tiveram participação feminina mais baixa no mercado de trabalho em 2013 foram a República Dominicana (37,9%), o Equador (44,2%) e Honduras (44,7%). As mais altas, por outro lado, foram no Peru (64,7%), no Panamá (61,1%) e na Colômbia (60%).

Apesar da melhora em termos de participação, o estudo indica que o desemprego de mulheres é 35% maior do que o dos homens. Dos cerca de 14,8 milhões de pessoas sem trabalho na região, 7,7 milhões são do sexo feminino (52%). As taxas de desemprego feminino chegaram a 20,2% na Jamaica e 13% na Colômbia.

Quando se cruzam dados sobre mulheres e jovens, contata-se que jovens do sexo feminino são 70% dos desempregados na faixa etária dos 15 aos 24 anos de idade. As estimativas da OIT são a de que haja cerca de 6,6 milhões de jovens sem emprego em áreas urbanas da região – dos quais aproximadamente 4,6 milhões seriam do sexo feminino.

Entre 2012 e 2013, o desemprego de trabalhadores do sexo feminino na América Latina e no Caribe teve redução de três pontos percentuais – de 7,9% para 7,6%. A taxa de desemprego entre os homens, em contraponto, teve redução menor, passando de 5,7% para 5,6%. Para a OIT, isso demonstra que houve a intensificação da demanda pelo trabalho feminino no período.

Fonte: Agência Brasil

Desemprego recua na Região Metropolitana

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A taxa de desemprego da Região Metropolitana de Porto Alegre apresentou uma pequena queda e fechou agosto em 6,5% – ante 6,7% registrados na Pesquisa de Emprego e Desemprego de julho. O número de desempregados em agosto foi estimado em 122 mil pessoas, 6 mil a menos que no mês anterior. O índice está abaixo também do registrado em agosto de 2012, que teve uma taxa de 6,9% de desempregados.

“Tudo indica que teremos um recorde com o menor desemprego este ano”, afirmou ontem Ana Paula Queiroz Sperotto, do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), durante a apresentação da pesquisa. A tendência, na avaliação dos técnicos que realizaram a pesquisa, é a manutenção da baixa taxa de desemprego, a menor do País. De acordo com Lúcia dos Santos Garcia, também do Dieese, a Região Metropolitana de Porto Alegre tem bom desempenho no emprego graças à industrialização. “Regiões industriais têm taxas menores porque têm mais diversificação de serviço”, explica. Além disso, como apontou André Luiz Chaves, da FEE (Fundação de Economia e Estatística do Estado do Rio Grande do Sul), há um aumento nas contratações nos últimos meses do ano.

O baixo número de desempregados decorre da saída de 23 mil pessoas do mercado de trabalho, número que superou a redução de 17 mil no total de ocupados em agosto, uma diminuição de 1% no nível ocupacional. Em 12 meses, o contingente de desempregados registra 10 mil pessoas a menos, decorrente da saída de 35 mil pessoas do mercado de trabalho ante a redução de 25 mil ocupados no mesmo período. Ao todo, foram registrados 1,758 milhão de ocupados em agosto.

O setor de serviços é o principal responsável pela queda no nível ocupacional, com menos 18 mil ocupados em agosto ante julho e menos 32 mil ante agosto de 2012, seguido pela indústria de transformação, que registrou menos 3 mil ocupados na comparação mensal e 5 mil a menos em um ano. Dos 17 mil ocupados a menos em agosto ante julho, 11 mil eram assalariados (6 mil só no setor público), 2 mil autônomos, 2 mil empregados domésticos e 2 mil ocupavam outras posições.

A pesquisa também registrou alta de 0,4% no rendimento médio dos ocupados de junho para julho deste ano, passando de R$ 1.707,00 para R$ 1.714,00. Entre os assalariados, a variação média foi 0,5% positiva, passando de R$ 1.664,00 em junho para R$ 1.672,00 em julho. O maior ganho ocorreu no setor público, com aumento médio de 3,4% no período (R$ 1.547,00 para R$ 1,6 mil). Já entre julho de 2012 e julho de 2013, o aumento dos rendimentos para a totalidade dos ocupados foi de 2,3%, puxado pela indústria da transformação (7,7%). Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas tiveram ganho considerável (5,8%), seguido pelo setor público (3,8%).

Fonte: Jornal do Comércio

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