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Por que Eduardo Cunha não cai?

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Muitos de vocês devem se perguntar o mesmo que eu: diante de tantas provas, de tantas manifestações pedindo seu afastamento, por que Eduardo Cunha segue na presidência da Câmara dos Deputados? Por muito menos, Severino Cavalti deixou a Presidência da Câmara e Renan Calheiros renunciou ao cargo de presidente do Senado. Ora vejam! Renan está de volta! E Severino debocha da política brasileira. Diz ele que “piorou muito”.

Me digam se há algum outro motivo se não o medo dos deputados federais de denunciar Cunha e ele, por vingança, revanche ou crise de lucidez, denunciar todos os seus colegas. Há algum outro motivo que justifique essa vergonha?

Para mim, que sou do povo, é simples: Eduardo Cunha não tem condições de permanecer no cargo. Aliás, sequer tem condições de ser um representante do povo! Mas foi eleito democraticamente. Então, que seus eleitores reflitam, porque são responsáveis por darem poder a um homem tão sem escrúpulos.

Como povo, também, não perco a fé a esperança de ver deflagrado o processo de cassação de Cunha. E que ele, seja por qual motivo for, denuncie todos aqueles que têm o rabo preso e que tiram os recursos da saúde do povo brasileiro, da educação e da segurança, para encherem seus bolsos e cuecas de dinheiro, suas garagens de carros importados…

Governo vai cortar Programa Farmácia Popular e tirar dinheiro de UPAs e Samu

Segundo o Jornal Extra, a saúde do brasileiro será colocada em risco. Sim! O governo Dilma, esse verdadeiro estelionato eleitoral, destinou orçamento ZERO para as Farmácias Populares em 2016. Você que tem rinite, mal de Oarkinson, glaucoma, colesterol ou osteoporose pode se preparar para botar a mão no bolso. A fonte secou, mas Dilma segue querendo solucionar a crise com compra de apoio, distribuindo ministérios.

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A fonte secou e, em 2016, não haverá dinheiro suficiente para manter importantes serviços gratuitos de saúde no país: o programa Farmácia Popular e os procedimentos de alta e média complexidades. O Ministério da Saúde vai acabar, já no início de 2016, com o “Aqui tem Farmácia Popular” — uma parceria com grandes redes de drogarias, que oferece descontos de até 90% em remédios. Além disso, avisou que, no último trimestre do ano que vem, não terá mais dinheiro para fazer repasses a estados e municípios.

Na prática, a União terá verbas para repassar às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e ao Serviço Móvel de Urgência (Samu) somente até setembro. O corte de R$ 3,8 bilhões afetará ainda cirurgias eletivas, internações, hemodiálises — em centros médicos conveniados ao Serviço Único de Saúde (SUS), hospitais universitários e unidades da Santa Casa.

No caso do Farmácia Popular, apenas as 460 unidades próprias do governo, que distribuem remédios de graça, serão mantidas. Neste caso, o corte será de R$578 milhões. O programa foi criado em 2006 para a compra de remédios contra colesterol, Parkinson, diabetes, glaucoma e osteoporose, além de anticoncepcional.

O corte do governo federal se materializou na proposta de Orçamento enviada ao Congresso Nacional. Mas o Executivo aposta em emendas parlamentares para tentar recompor, em parte, o rombo na Saúde. A ideia é pretende pressionar os parlamentares a aprovar a medida que destinaria ao setor recursos oriundos do DPVAT (reservados para pagar indenizações em casos de acidentes de trânsito).

Por enquanto, foram preservados os gastos com a compra de vacinas e medicamentos. Até 2015, o total destinado à Saúde era equivalente ao que foi desembolsado no ano anterior, mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB), isto é, R$ 103,7 bilhões. Agora, o governo terá de reservar 13,5% das receitas correntes líquidas, ou seja, R$ 100,2 bilhões.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/economia/governo-vai-cortar-programa-farmacia-popular-tirar-dinheiro-de-upas-samu-17634372.html#ixzz3nAAKWh2S

Concursos públicos têm recorde de vagas

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Pelo menos três concursos federais com boa oferta de vagas devem ter editais publicados até o fim do ano. Um deles, do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS), foi autorizado pelo Ministério do Planejamento na semana passada. A seleção é voltada a preencher 800 vagas de técnico do seguro social e150 postos de analista do seguro social. O edital deve sair até dezembro.

Confira mais vagas

Outra seleção é para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que deve oferecer cerca de 1,5 mil vagas tão logo o pedido de abertura de concurso seja aprovado no Ministério do Planejamento. As oportunidades exigem curso superior em qualquer área e carteira de habilitação B. A remuneração ultrapassa os R$ 7 mil. A corporação também pretende nomear aprovados na última seleção, de 2013.

O Banco do Brasil também gera expectativa, segundo a Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac). A instituição financeira deve publicar edital a partir de 26 de setembro. As vagas, segundo decisão judicial do Ministério do Trabalho, deverão ser preenchidas no prazo de validade do processo seletivo, e não ser voltadas a cadastro reserva.

A expectativa da Anpac é que 2015 registre recorde de vagas abertas em concursos públicos, algo em torno de 215 mil nos níveis municipal, estadual e federal.

Fonte: Zero Hora

Governo foi o causador da crise na Petrobras

Hoje divido com vocês um pouco mais sobre o caso Petrobras. Para o cidadão de bem, trabalhador, inflação e serviços públicos ruins. Enquanto isso, nossa maior empresa é explorada ao máximo e a corrupção faz nosso dinheiro ir pelo ralo. Vale a pena ler o editorial do jornal O Globo.

A diretoria da Petrobras já anunciou que este ano não recorrerá a financiamentos externos para levar adiante seus negócios. Na verdade, o mercado não está aberto, no momento, para a companhia. A estatal acumulou elevado endividamento, foi vítima de aparelhamento político e teve de se submeter a um demagógico represamento de preços dos seus principais produtos, por decisão do acionista controlador, representado pelos governantes de ocasião do país.

Será um ano de muitos desafios para a Petrobras porque a companhia tem pela frente um ambicioso programa de investimentos e precisará, ao mesmo tempo, conciliar tais compromissos com a necessidade de reduzir o endividamento como proporção do patrimônio. Enquanto enfrenta um ambiente esgarçado pela revelação de uma série de escândalos de corrupção e de outros casos sob suspeição, com impacto no comportamento de suas ações nas bolsas de valores. É quase que um apagar de incêndios diários. Os acionistas minoritários desconhecem os resultados da companhia no terceiro trimestre de 2014, que somente serão divulgados no fim deste mês, e sem passar pelo crivo dos auditores externos. Na ausência desses resultados, a empresa teve de negociar com os grandes credores um acordo para que o total da dívida não fosse declarada como vencida.

Ao tomar posse para o novo mandato, a presidente Dilma Rousseff dedicou parte de seu discurso à defesa da estatal eximindo o governo de responsabilidade nessa crise. Chegou a mencionar “inimigos externos”, como se a Petrobras estivesse sendo alvo de uma campanha de desmoralização sem vínculo com a dura realidade administrativa, econômica e financeira da companhia. Para usar uma imagem cinematográfica, a Petrobras conviveu com o inimigo dentro da própria casa.

A companhia é muito importante para o Brasil. É líder em uma indústria com forte efeito multiplicador sobre o conjunto da economia, contribuindo para redução da dependência energética no presente e com um potencial de receitas futuras que serve de anteparo contra crises crônicas no balanço de pagamentos. Por isso, precisa ser preservada como empresa, e não como instrumento político-partidário, executando tarefas de conveniência dos governantes de turno.

A Petrobras se fortaleceu com a abertura do mercado brasileiro de petróleo, ao buscar mais eficiência, e poderia ter prosseguido nesse ritmo não fosse a visão obtusa e contaminada por um ideologismo ultrapassado que fez o país retroceder nas regras e objetivos traçados para o setor. Se, na época da descoberta do pré-sal, o governo não tivesse paralisado as rodadas de licitações anuais, a Petrobras estaria hoje contando com mais parceiros que poderiam ter colaborado para evitar o quadro de dilapidação que a companhia sofreu. O país não estaria agora sob o risco de ver a paralisação de investimentos tão relevantes.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/governo-foi-causador-da-crise-na-petrobras-15015736#ixzz3OQrF98wm
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2015 promete ser muito difícil

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Passado o período eleitoral, passado o período de nomeações de ministros e secretários, passado o período das posses, é hora de trabalhar. Será um ano duro. Cortes bilionários de recursos são o tom do governo federal e de muitos governos estaduais. O Rio Grande do Sul não foge à regra. E nós, o que podemos fazer? Como isso vai impactar nossa vida??

O corte de gastos significa, na prática, menos dinheiro investido em infraestrutura, em educação, em saúde, em segurança… Significa que nós teremos de fazer mais por nós mesmos, pois o poder público, como um carro que apresenta problemas, já falha e não anda mais como antes. Os governos, se não acharem soluções, correm o risco de, assim como carros sem manutenção, parar na estrada e gerar grandes problemas.

Se é preciso ajustar as contas, é preciso, antes de tudo, combater a corrupção, os desvios de recursos e a falta de transparência. Não pode um governo, como o que deixou o Palácio Piratini, pintar uma realidade que não existe. O RS vive uma tragédia nas contas públicas, mas para eles – a turma que deixou o poder há pouco – está tudo bem, entregaram o melhor de todos os governos. Eu me pergunto: onde estão os dados? Onde está a transparência? Como eu, cidadão comum, posso ter acesso aos dados reais da nossa economia? Lei da transparência! Mas ainda estamos longe do ideal.

Já no governo federal… as promessas de campanha já ruíram mesmo antes do segundo mandato de Dilma começar. Cortes, mudanças econômicas, direitos retirados, arrocho… vem aí uma turma da pesada. Ou melhor, vem aí a continuidade de um governo que há anos mente e esconde a situação do país, que finge estar bem diante do cenário mundial, que adota medidas ineficazes na economia. Com economia em crise, não há saúde, educação, segurança, aeroportos, estradas, portos… não há nada!

Mas há corrupção! A Petrobrás está aí e não nos deixa mentir… É, 2015 promete ser de muito trabalho. Teremos que fazer o nosso trabalho e trabalhar mais um pouco para garantir o que o Estado deveria nos garantir e simplesmente ignora. Teremos de dar as mãos com os cidadãos e construir nossa própria unidade.

 

Conquistas da nova classe média devem sobreviver à desaceleração

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A recente desaceleração da economia brasileira e de outros países emergentes pode frear o processo de redução da pobreza e expansão da chamada “nova classe média” ou “classe C” nesses países, mas não deve significar uma reversão das conquistas da classe na última década.

Essa é a avaliação de especialistas no tema de redução da pobreza ouvidos pela BBC Brasil, como o brasileiro Francisco Ferreira, economista-chefe do Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento do Banco Mundial.

“Se o critério para a classificação de indivíduos como pobre ou classe média é puramente a renda, evidentemente é possível que uma família específica que esteja no que chamamos de faixa de vulnerabilidade volte para a pobreza ─ por exemplo, se algum de seus membros ficar desempregado”, diz Ferreira.

“Mas estamos falando de casos individuais. Não acredito que uma desaceleração possa reverter os ganhos sociais dos últimos anos de forma generalizada ─ o que podemos ter é uma freada no ritmo dos avanços.”

Jens Arnold, economista sênior da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) especializado em Brasil, e Homi Kharas, do programa em Economia Global e Desenvolvimento do Brookings Institution, nos EUA, concordam que a expansão da classe média brasileira e de outros emergentes seria um fenômeno “sustentável”.

“No Brasil em especial, temos um processo de redução das desigualdades amparado em tendências bem estabelecidas como o avanço no acesso a educação e a redução das diferenças salariais entre trabalhadores qualificados e não qualificados, além de políticas de transferência de renda que dificilmente serão revertidas”, afirma Arnold.

Classificação
Segundo dados da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), ligada ao governo brasileiro, de 2001 a 2011 cerca de 35 milhões de brasileiros deixaram a pobreza para serem incluídos nas fileiras da nova classe média, segmento que hoje incluiria 53% da população.

Os critérios para classificação de uma família nesse grupo, porém, são tema de amplo debate. Pelos parâmetros da SAE, fazem parte da classe média indivíduos com renda entre R$ 291 e R$ 1.019 mensais, ainda que vivam em moradias precárias, sem saneamento básico, por exemplo.

No caso do Banco Mundial, são considerados de classe média indivíduos que recebem entre US$ 10 e US$ 50 por dia, ou entre US$ 300 (R$ 680) e US$ 1500 (R$ 3.400) por mês.

Segundo explica Ferreira, os que vivem com uma renda diária de US$ 4 a US$ 10 ─ o que equivale a um salário mensal de US$ 120 a US$ 300 (R$ 272 a R$ 680) ─ seriam parte de uma espécie de classe média baixa considerada “vulnerável”, que incluiria 37,5% da população latino-americana.

“Nossa estimativa é que, com essa renda, os indivíduos tem um risco de mais de 10% de voltar para a pobreza em 5 anos. Por isso eles são considerados vulneráveis”, diz.

Durante os protestos que tomaram as principais cidades do país no mês passado, uma das hipóteses levantadas por observadores e analistas era que algumas pessoas teriam saído às ruas motivadas pelo “medo” de ter seus ganhos da última década revertidos em um cenário de maior inflação e menor crescimento econômico ─ apesar de os níveis de desemprego brasileiros ainda estarem historicamente baixos.

Protestos

“Não acho que esse medo seja tão significativo, mas o que concluo desses movimentos é que a expansão da classe média deve ter um efeito importante sobre o equilíbrio político do país, embora a essa altura seja difícil estimar qual será tal efeito”, opina Ferreira.

“No longo prazo poderíamos ter uma pressão mais consistente por melhorias nos serviços públicos, por exemplo.”

Kharas, do Brookings Institution, vê na expansão da classe média o elemento de ligação entre os protestos brasileiros e os ocorridos recentemente em outros países em desenvolvimento, como os protestos por mais segurança na Índia, organizadas após uma estudante ser estuprada em Déli; a onda de manifestações iniciada na Turquia por um projeto de urbanização que destruiria um parque na praça Taskim e os protestos ocorridos na Indonésia em junho por causa do aumento dos combustíveis.

“Em todos esses países temos uma classe média em expansão, em um contexto em que é cada vez mais fácil se organizar por internet e a repressão política é menos aceitável”, diz Kharas.

“As classes médias dependem muito dos serviços públicos e boas regulamentações governamentais para manter seu padrão de vida, então é natural que a pressão pela melhoria da eficiência desses serviços cresça com a expansão de tal classe em diversas partes do globo.”

O economista admite que há “evidências contraditórias” sobre a agenda política das classes médias de países emergentes, o que faz com que seja difícil prever os resultados no médio e longo prazo de ondas de protestos como essas.

Alguns grupos tendem a ser mais conservadores e até apoiam regimes autoritários, enquanto outros são mais liberais.

“Mas, apesar dos riscos, tais movimentos representam oportunidades importantes para se criar mecanismos que garantam políticas públicas mais eficientes e um maior engajamento do governo e das classes políticas com os cidadãos.”

Fonte: BBC

PESQUISA IBOPE: Um alerta para os governadores

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Pesquisa Ibope indica que os protestos de junho não abalaram apenas a popularidade da presidente Dilma Rousseff. Governadores de diferentes partidos também foram afetados. A administração de Tarso Genro tem o terceiro mais baixo índice de ótimo e bom (25%) entre as 11 gestões avaliadas. Governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência, Eduardo Campos (PSB) lidera o ranking, com 58%.

O socialista também apresenta altos índices em outros quesitos avaliados pelo Ibope: 76% dos entrevistados aprovam a sua maneira de governar e 68% confiam nele. Ao apresentar a pesquisa, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Ibope não divulgou parte dos dados, como os percentuais regular e ruim/péssimo dos governadores.

Abaixo de Campos, aparecem Beto Richa (PSDB-PR) e Cid Gomes (PSB-CE), com índices de ótimo e bom em torno de 40%. A média nacional de avaliação positiva dos governos é de 28%. Na outra ponta da escala, estão Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e Marconi Perillo (PSDB-GO). Cabral ficou com o pior índice: só 12% dos eleitores fluminenses consideram sua administração ótima ou boa. O peemedebista tem sido alvo constante de protestos, inclusive nas proximidades de seu apartamento no Leblon.

Petista diz que vai seguir trabalhando

Tarso, que buscou dialogar com os manifestantes e enviou para a Assembleia Legislativa um projeto criando passe livre intermunicipal para estudantes, teve 46% de aprovação à sua maneira de governar e o mesmo índice em relação à confiança do eleitor. Entre os 11 governadores avaliados, o gaúcho é o dono do quarto melhor percentual de confiança.

Em caravana pelo Interior, Tarso recebeu as informações da sondagem em Tio Hugo. Ao ser questionado sobre a pesquisa, inicialmente disse:

– Vamos continuar trabalhando e nos esforçando para mostrar ao Rio Grande o que estamos fazendo.

Mais tarde, voltou a falar sobre o assunto ao ser questionado:

– O resultado da pesquisa está balizado pelos últimos movimentos (das ruas). Por um lado, é um orgulho (ter o quarto maior índice de confiança), mas as manifestações bateram em todos os governos, partidos e agentes políticos. Isso é natural. Agora, temos de pegar o resultado da pesquisa, avaliá-lo e corrigir o que tem de ser corrigido.

Confirmada queda na popularidade da presidente

A pesquisa Ibope indica que o percentual de pessoas que consideram o governo Dilma Rousseff ótimo ou bom se mantém na casa dos 30% desde a queda abrupta ocorrida após a série de manifestações realizadas em junho.

Pelo levantamento do Ibope, o índice caiu de 55% no período pré-manifestações, nas primeiras semanas de junho, para 31%, nas primeiras semanas de julho.

O abalo já havia sido detectado pelos institutos Datafolha e MDA em sondagens divulgadas recentemente. O levantamento do MDA, no qual a queda foi de 23 pontos (de 54% para 31%), foi realizado entre os dias 7 e 10 deste mês. Já o estudo do Ibope divulgado ontem (queda de 24 pontos) foi executado no mesmo período, entre os dias 9 e 12.

A perda de popularidade de Dilma coincidiu com o aumento de quem considera o governo ruim ou péssimo, categoria que subiu de 13% para 31%. Ao todo, 37% dos entrevistados avaliam o governo da presidente regular, segundo a pesquisa, cuja margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Saúde e segurança têm o pior desempenho no país

O desgaste de popularidade do governo Dilma também se refletiu na comparação com a gestão anterior, do ex-presidente Lula. Pela primeira vez no atual governo, o percentual de pessoas que considera a gestão Dilma pior do que a de Lula é maior. Entre os entrevistados, 46% consideram o governo atual pior do que o passado, ante o índice de 25% nas primeiras semanas de junho.

Na avaliação por áreas da administração, o levantamento do Ibope mostrou que a saúde tem o pior desempenho. A área foi assinalada por 71% dos entrevistados. Segurança aparece em segundo lugar, com 40%, seguida por educação, com 37%. O combate às drogas aparece na quarta colocação, seguido por combate à corrupção.

Habitação é a área em que o governo federal apresenta melhor desempenho, com 28%. A segunda área mais bem avaliada é a de combate à fome e à miséria, com 23%, seguida pela capacitação profissional, com 22% das respostas positivas.

Fonte: Zero Hora

Centrais sindicais testam Dilma com paralisação nacional

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A paralisação nacional dos trabalhadores marcada para esta quinta-feira deve funcionar como um “termômetro” para avaliar até que ponto o governo estaria disposto a negociar com os sindicatos.

Com um estilo de gestão diferente do de Lula, seu antecessor, a presidente vem sendo alvo frequente de reclamações de lideranças sindicais por não dar ouvidos às reivindicações da classe.

Os trabalhadores vão cruzar os braços munidos de uma pauta comum. Os temas variam desde a reforma agrária ao fim do fator previdenciário, passando pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.

O ato, convocado pelas centrais sindicais e batizado de “Dia Nacional de Lutas”, ocorre na esteira dos protestos que varreram o país no mês passado e levaram à construção de uma “agenda positiva” por parte do governo, preocupado com a reação vinda das ruas.

Ambiente favorável
Embora tenham negado agir por “oportunismo”, lideranças sindicais ouvidas pela BBC Brasil reconheceram que as manifestações criaram um ambiente favorável para a luta por seus pleitos.

Para Vagner Freitas, presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior entidade sindical do Brasil, o protesto, que promete paralisar mais de 50 cidades brasileiras, foi organizado porque o governo “não atende ao pleito da classe trabalhadora”.

“O trabalhador brasileiro melhorou de vida, mas da porta de sua casa para dentro. Da porta da casa dele para fora, continua pagando um preço proibitivo para o transporte coletivo, que é precário, e trabalhando longas jornadas. Queremos que o governo sente conosco e negocie”, afirma.

“De nada adianta ter ganhos salariais acima da inflação, como obtivemos nos últimos anos, se esse dinheiro é sugado pelo aumento do plano de saúde privado que o trabalhador precisa contratar porque não pode contar com a saúde pública”, acrescenta.

Ele, entretanto, evitou fazer críticas diretas à presidente Dilma Rousseff.

“A manifestação não é partidária. Não queremos derrubar a presidente, apenas queremos que esse governo realize as transformações sociais para as quais foi eleito”.
Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), concorda. Segundo ele, o protesto não é “contra Dilma”, mas contra a “forma como o governo vem administrando as reivindicações da classe”.

“O problema é que fazemos reuniões com o governo e nenhuma solução sai desses encontros. Estamos insatisfeitos”, diz.

Patah reconhece que os protestos do mês passado deram força ao movimento.

“Em uma oportunidade importante, o governo cedeu. Por essa razão, não há melhor momento do que esse para reivindicarmos nossa pauta”, diz.

Divergências internas
Embora tenham definido uma pauta única, as centrais sindicais divergem quanto à defesa de outros pontos, como o plebiscito e a reforma política, que terminaram não incluídos na agenda comum.

Freitas, da CUT, que é a favor da reforma política, encampada pelo PT e pelo governo, diz que levará a proposta isoladamente à manifestação.

“A discussão sobre a reforma política é fundamental para garantir eleições mais limpas”, afirma.

Ele critica o presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira, mais conhecido como “Paulinho da Força”, que “defende o Congresso conservador”.
“O Paulinho não tem interesse na reforma política porque teme não conseguir fundar seu partido”, diz.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, rebate a acusação. Segundo ele, a central foi contra “a apropriação do movimento pelo PT”.

“Somos contra um partido querer se aproveitar de uma manifestação legítima dos trabalhadores”, defende.

Cisão?
Na avaliação de cientistas políticos ouvidos pela BBC Brasil, o protesto, por outro lado, não significará um rompimento dos sindicatos com o governo que, segundo eles, fez concessões amplas aos trabalhadores na última década.

Nesse período, de acordo com dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o poder de barganha de entidades sindicais aumentou consideravelmente. Somente a proporção de acordos salariais acima da inflação quintuplicou de 2003 — ano em que o ex-presidente Lula foi eleito até 2012.
O cientista política Milton Lahuerta, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) considera remota a possibilidade de ruptura dos sindicatos com o governo pelo que chamou de “sindicalismo de resultados”.

“Atualmente, os sindicatos usam ao máximo sua capacidade de barganha e atuam no limite da chantagem para viabilizar seus interesses. Não há nenhuma perspectiva ideológica ou política para a construção de uma agenda propositiva”, diz.

“Além disso, os sindicatos só abandonariam a base aliada em dois casos: ou se fossem acolhidos pela oposição, o que é improvável, ou se a situação econômica do país se degradasse a tal ponto que as lideranças tivessem de se opor ao governo para manter sua legitimidade.”

Já o cientista político Ricardo Caldas, da Universidade de Brasília (UnB), acredita que a manifestação foi motivada pelo “oportunismo” da CUT, uma das principais lideranças sindicais por trás do movimento.

“A CUT é visivelmente controlada pelo PT, que perdeu credibilidade junto à sociedade. O protesto nada mais é do que uma reafirmação de importância do sindicato, que teme pela sua própria sobrevivência.”

 

Fonte: BBC

 

Bolha da OGX foi inflada por 55 anúncios de descobertas de petróleo

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Em uma campanha exploratória impressionante a OGX protagonizou, em dois anos e meio – de outubro de 2009 a maio de 2012 -, 55 anúncios de descoberta de petróleo ou declarações de comercialidade (jargão que indica, no setor de petróleo, que uma área pesquisada vai virar um campo produtor). A cada comunicado promissor, o mercado reagia imediatamente e a empresa acompanhava os saltos no gráfico de suas ações.

Um levantamento de todas as divulgações feitas pela petroleira de Eike Batista desde sua criação, em 2007, revela que foram mais de 105 comunicados oficiais. Metade deles apontava indícios de petróleo em suas áreas. Grande parte das descobertas referia-se ao mesmo poço perfurado, apenas em estágios diferentes.

A despeito disso, as ações subiam sempre que um desses “fatos relevantes”, como são conhecidos os relatórios oficiais, era enviado à Bolsa de Valores e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM, responsável pela fiscalização de mercado).

Agora, o mercado financeiro parece dividido entre alternativas ruins: houve incompetência, ingenuidade ou má gestão? “Não é plausível que uma empresa com tantas promessas de sucesso tenha se tornado um fracasso da noite para o dia”, diz Ricardo Lacerda, sócio do banco BR Partners.

Alguns comunicados tinham tom eufórico. “A OGX é a prova de que vale a pena apostar na competência dos brasileiros e na riqueza e abundância dos nossos recursos naturais. Esses recentes sucessos vão pavimentar o caminho do nosso robusto crescimento e igualdade social. Viva o Brasil!”, escreveu Eike em outubro de 2009, no fato relevante enviado à CVM sobre a descoberta no bloco marítimo da Bacia de Campos BM-C-43.

Até junho de 2012, quando teve de revelar o real volume do petróleo que jorrava de sua principal aposta, o campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos – um décimo do que apregoou -, o tom das informações que vinham da OGX era exatamente esse. Em janeiro de 2010, poucos meses depois de começar a furar os poços, Eike fez uma previsão mais do que otimista num documento ao mercado: “Com os resultados de nossas perfurações até o presente, fomos capazes de revelar uma nova província no sul da Bacia de Campos e quebrar paradigmas (…). Agora nos preparamos para uma nova fase na história da OGX, que buscará atingir a produção de 1,4 milhão de barris por dia em 2019″. Ou seja, previa, em dez anos, alcançar o resultado que a Petrobrás obteve somente depois de cinco décadas.

Há uma semana, jogou a toalha: a produção em Tubarão Azul deve cessar em 2014, dois anos após retirado o primeiro óleo. Outros três campos foram suspensos três meses após a declaração de comercialidade. A OGX invalidou as projeções divulgadas anteriormente.

Segundo fontes, a CVM agora vai olhar para trás e investigar o “conjunto da obra” da OGX. Vai analisar com lupa todos os fatos relevantes, em especial os que continham projeções, para averiguar se foram elaboradas sem diligência ou de forma a confundir o investidor. A avaliação poderá respingar não só nos atuais executivos, mas em todo o grupo de estrelas do setor contratado a peso de ouro.

Em abril de 2010, por exemplo, a CVM exigiu da OGX esclarecimentos sobre um volume atípico de movimentação das ações. Nessa época, apenas quatro meses depois de passar a integrar o índice Bovespa, a empresa fizera seis comunicados de “presença de hidrocarbonetos” (indícios de petróleo) nos mesmos dois blocos (BMC-41 e BMC-42) da Bacia de Campos. O BMC-41 deu origem ao prospecto de Waimea, que virou o campo de Tubarão Azul.

A OGX respondeu que a elevação das negociações poderia ter sido por uma avaliação positiva do banco Credit Suisse ou pelos rumores de que estaria em curso a venda de 20% da empresa.

Luiz Felipe Carvalho, analista de petróleo do HSBC, diz que a credibilidade da OGX foi corroída por uma série de eventos. Em fevereiro de 2011, a OGX informava que Waimea continha óleo pesado, de 20º API, que não está nos melhores padrões de comercialização. Mas a vazão seria extraordinária: 40 mil barris por dia. Hoje sabe-se que essa vazão, decrescente, não ultrapassa 5 mil barris diários.

A divulgação de previsões é facultativa, mas segundo as regras da CVM, deve trazer “informações verdadeiras, completas e que não induzam o investidor a erro”. “O mais surpreendente é que após ter levantado tanto capital sobraram tão poucos ativos do império X”, diz Lacerda, do BR Partners.

A partir de outubro de 2009, quando anunciou sua primeira descoberta, a OGX passou a adotar nos comunicados o aposto: “maior companhia privada brasileira do setor de petróleo e gás natural em termos de área marítima de exploração”.

Perplexidade. A queda da OGX provocou perplexidade e dividiu opiniões. No BNDES, um dos principais financiadores de Eike, há quem acredite que o empresário pode ter sido ludibriado, como a maior parte do mercado. “Atuar alavancado cobra seu preço: o preço é que os ‘planos de negócio’ sejam consistentes, caso contrário…”, disse a fonte.

Para alguns, o fato de Eike ter mantido as ações das companhias X pode dificultar uma punição. “Ele está morrendo com o mico-preto na mão”, disse um executivo do alto escalão de uma multinacional.

Fonte: Estadão

Transportes- Como destravar nossas cidades

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Mais do que dinheiro para fazer novas obras, o país precisa de competência para administrar o que já existe

Nos últimos dez anos, a frota de veículos no transporte público cresceu no Brasil em ritmo superior ao da população. Temos 15% a mais de ônibus e 30% a mais de vagões. Mas transporte público não se resolve apenas com quantidade. Faltou qualidade à administração do sistema. A velocidade média dos ônibus caiu para menos de 20 quilômetros por hora nas maiores cidades brasileiras – em São Paulo, ela se aproxima de 8 quilômetros por hora. Nesses mesmos dez anos, o custo de usar transporte público subiu tanto quanto o custo de usar carro -uma aberração, numa sociedade que deveria incentivar a primeira opção.

Esses são os sintomas de como o sistema atual é mal gerido. Pode-se perceber a mesma ineficiência na lentidão com que avançam as obras do metrô e na execução dos investimentos no setor. A extensão das linhas de metrô no Rio de Janeiro avança 1,2 quilômetro por ano. Em São Paulo, 1,9 quilômetro por ano. Em Londres, 2,7 quilômetros por ano. Em Seul, 8,4 quilômetros por ano. A menos de um ano da Copa do Mundo, o governo conseguiu investir apenas um quarto dos R$ 6,1 bilhões já disponíveis para as melhorias no transporte urbano que deveriam estar prontas até a Copa.

Assim como o trânsito, a administração pública está paralisada. Antes de qualquer compromisso com novos gastos, dívidas e obras, os governantes precisam aumentar a eficiência do sistema já existente e das obras já planejadas ou em andamento. Isso inclui medidas simples e de efeito rápido, como criar corredores de ônibus ou integrar os modos de transporte com uma única passagem ou bilhete eletrônico. “E preciso também adotar políticas de restrição ao uso de automóveis”, diz Antônio Nelson da Silva, da Escola de Engenharia da USP em São Carlos, São Paulo. “Isso não significa restringir a posse, mas definir regras, momentos e lugares para o uso do carro, de modo a dar prioridade ao transporte público.”

O passo seguinte — ainda anterior às grandes obras necessárias – é passar a planejar a mobilidade urbana com o desenvolvimento. Com isenções de impostos para carros e congelamento de preços de combustíveis, o governo federal abriu mão de pelo menos R$ 14 bilhões só nos últimos 12 meses, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Em 11 anos, investiu apenas um décimo desse valor (R$ 1,5 bilhão) em mobilidade urbana, de acordo com a Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Como resultado, desde 2004 o brasileiro faz mais viagens urbanas em veículos particulares do que em meios coletivos. Para que as cidades voltem a funcionar, incentivos à indústria automobilística terão de ser substituídos – ou, ao menos, acompanhados na mesma medida – por incentivos ao transporte coletivo. Isso envolve restrições de acesso e de estacionamento aos veículos particulares, a fim de facilitar o deslocamento do transporte público. Também exige ordenar melhor as construções, para ocupar o espaço urbano de forma mais inteligente. Por fim, mas não menos importante, estão os grandes investimentos e obras.

O governo federal se compromete, no momento, a investir R$ 50 bilhões em transporte urbano. Trata-se de um belo salto em relação ao investimento feito na última década. Mas ainda é pouco. Os Estados Unidos, o país do automóvel, com população apenas 50% maior que o Brasil e uma estrutura já construída, investiu o equivalente a R$ 36 bilhões no transporte urbano num único ano, 2009. A CNT estima que sejam necessários R$ 120 bilhões apenas para acabar com a lacuna já existente, de cerca de 500 quilômetros de transportes sobre trilhos, como metrô e trens urbanos. Precisamos de mais 120 quilômetros de trilhos em São Paulo, 100 quilômetros no Rio e 30 quilômetros em Belo Horizonte. Não para que essas cidades se tornem exemplares. Apenas para que alcancem um padrão razoável entre as metrópoles.

A execução do investimento é mais fácil em países desenvolvidos, porque as grandes cidades lá têm mais dinheiro e programas de obras próprios, independentes do governo nacional. “No Brasil, a capacidade de investimento está concentrada no governo federal”, diz o senador Clésio Andrade (PMDB-MG), presidente da CNT. Essa situação não mudará no curto prazo. Por isso, o planejamento dos investimentos precisará compensar essa centralização.

Fonte: Revista Época

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