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Em editorial, The New York Times aponta Brasil como campeão da corrupção

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Continuamos sendo notícia internacional. Ruim. Muito ruim, aliás. Um dos mais importantes jornais do mundo, o norte-americano The New York Times nos coloca como campeões mundiais da corrupção. Somos medalha de ouro em uma das piores práticas do mundo.

E, claro, todos nos sentimos ofendidos. Com razão. Mas será que todos podemos, mesmo, criticar a corrupção? Pense nas suas ações e cotidiano. Vamos refletir juntos. Veja se você costuma fazer algo da lista abaixo:

– furar fila

– ficar com o troco a mais que recebe

– colar nas provas

– falar ao celular enquanto dirige

– ultrapassar o limite de velocidade nas estradas

– beber e dirigir

– falsificar carteira de estudante para ter desconto em shows e eventos

– usar atestado médico falso

– roubas TV a cabo (aquela “net cat”)

– sonegar imposto

– comprar produtos piratas

Precisamos dar nosso exemplo pessoalmente.

O problema é um só: corrupção

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Pense e responda rápido: qual o maior problema do Brasil hoje? Fome, pobreza, desemprego, inflação, educação, saúde, segurança? Não. Nosso maior problema é a corrupção. Do menor ao maior nível.

Por que digo isso com tanta convicção? Porque sou de uma família humilde, fui criado pela minha mãe apenas. Sempre trabalhei e estudei. Passei fome. Passei necessidades. Dependi, durante a maior parte de minha vida, da saúde, educação e segurança públicas. E nada disso foi realmente um problema invencível. Eu, como milhares de outras pessoas, os superei.

Já a corrupção, meus amigos, essa eu não consigo vencer sozinho. Porque não depende só de mim. Eu posso combatê-la. Esse combate, porém, se dilui nas ações daqueles que dão um jeitinho em tudo. Exemplo: o gato na net, da água, da luz; o troco a mais que não devolve; o furo na fila; a cola na prova; a carteirinha de estudante para pagar meia-entrada; o suborno do policial que multa; o estacionamento em vaga de deficientes físicos… Quem rouba R$ 1 real, rouba R$ 1 milhão. E, para mim, são iguais.

O Brasil só mudará quando políticos pararem de nos roubar? Também! Mas depende que pessoas que não estejam à venda, que não vendam seus votos, que cobrem por favores. A corrupção leva do seu filho, do eu sobrinho, da sua mãe, do seu pai e de todo cidadão de bem a chance de uma vida digna. A cada real desviado, a esperança de um novo Brasil diminui.

Pensem nisso. Não interessa se é Lula, Temer, Renan, Cunha, Maluf, Roriz, Dilma, Odebrecht… Não interessa se é PT, PMDB, PP… Eles podem falar tudo o que quiserem para tentar nos iludir. Podem dizer que é golpe! Podem se fazer de vítima. Podem até querer dividir o país. Mas a verdade está aí para quem quiser (e puder) ver: eles são os responsáveis pelo maior golpe que o brasileiro sofre há séculos: a corrupção que nos desvia de um futuro promissor e brilhante.

Brasil está perdendo pro aedes e pra corrupção

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Tenho pensado muito sobre os desafios do Brasil, dos estados e das cidades. Desemprego aumenta, inflação aumenta. Economia em crise. E nada é feito.

Estamos engessados, sem reação. Estamos perdendo a batalha para a corrupção e para um mosquito que pode matar e gerar bebês como microcefalia.

Como pode um país como o Brasil perder esse tipo de batalha? Combater a dengue e o zica vírus depende de cada um de nós. Países da África venceram doenças como essa há décadas! Perdemos para nós mesmos. Colocamos milhares de vidas em risco por descuido, por descaso. Perdemos para um simples mosquito!

E perdemos para corrupção também por isso. Nos eximimos: odeio política e não quero discutir isso, não quero votar! Isso não resolve nada, apenas agrava. É como deixar água empoçada pro mosquito da corrupção ir se alimentar. O voto, meus amigos, é tão urgente como não deixar água parada.

Combater o aedes e os corruptos depende de cada um de nós. Pensem nisso!

Jardel e a política

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Tem uma frase de Monteiro Lobato, se não me engano, que diz: “a ocasião não faz o ladrão; o ladrão nasce pronto; a ocasião faz o roubo”. Triste essa frase. Mais triste ainda é que ela pode ser um bom resumo da política brasileira. Não de agora, de sempre!

Há, hoje, quem defenda os militares e uma nova intervenção. Se esquecem que a dívida externa foi multiplicada por eles.  Eles roubaram, torturaram, mataram, mas o povo, de memória os quer de volta. Hoje, pagamos caro pelas ações dos militares. Pensem isso!

Voltando ao hoje. Jardel é o reflexo de um sistema político falido. Carente de novas lideranças. Que aposta em famosos para ter votos.  Não tem ideologia, projeto de futuro, plano de governo, ideais. É o poder pelo poder!

Mas a culpa não é apenas dos partidos – que, aliás, se multiplicam a cada ano. A culpa é, também, dos eleitores. Quem votou no Jardel sabe alguma proposta dele? Ou votou porque ele foi um ídolo gremista? Futebol é futebol! política é política!

Enquanto o povo não aprender a votar, teremos diariamente escândalos como os de Jardel, Cunha, Delcídio, Renan, Collor… Eles estão onde estão pelo voto, foram conduzidos pelo povo aos seus cargos. Botem a mão na consciência!

Sabe que não fico tão espantado com casos como este, fico triste, pois perdemos mais uma chance de votar correto, moralizar a política e melhorar nosso futuro!

Espero de coração que nas eleições municipais 2016 façamos a coisa correta, votar por popularidade ou por protesto é jogar a chance de um município melhor para nossos filhos!

Delcídios, Cunhas, Baségios: pra onde caminha o Brasil?

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Que dia para a democracia brasileira. Que dia triste. Pela primeira vez na história da República, um senador, no exercício de seu mandato, foi preso. No RS, ontem, também pela primeira vez em 180 anos, um deputado no exercício de seu mandato foi cassado pelos seus colegas. Isso tudo no meio de um mar de escândalos. Como li há poucos dias, a lama que destruiu o Rio Doce, há tempos vem destruindo o Brasil.

Não há muito o que falar após vermos as imagens do deputado Baségio contando dinheiro. Não há o que falar após ver as manobras de Eduardo Cunha, que não tem nenhuma legitimidade para exercer um mandato de representação pública, menos ainda para presidir a Câmara dos Deputados. E também não há o que falar de Delcídio Amaral, líder do Governo Dilma no Senado, após ouvir suas conversas.

Quando pensaríamos que um Senador, alguém eleito pelo povo para nos representar, iria bolar uma rota de fuga para um homem que saqueou nossos recursos??? É a certeza da impunidade? É o fato de acharem que estão blindados pelo foro privilegiado? É deboche escrachado do povo brasileiro? Confesso que não encontro resposta que me faça entender.

Sinto vergonha e tristeza. Vergonha porque centenas, milhares de pessoas perderam a vida lutando para que tivéssemos nossa democracia. E é essa democracia que estão trucidando, dilapidando, desmanchando. Sempre às custas do povo, que paga a conta sempre.

Meus amigos, todos estes que estão protagonizando o noticiário político e policial do nossos país tem a legitimidade do voto. Foram eleitos. Ou, então, estão em cargos indicados por quem foi eleito pelo voto. Isso nos faz responsáveis por tudo isso. Somos nós os eleitores.

Se queremos mudar o Brasil – E QUEREMOS – temos que começar a mudar nosso voto. Não vender voto, denunciar a corrupção, não acreditar em mentiras, acompanhar a política. Depende de cada um de nós um Brasil livre de Cunhas, Baségios, Delcídios e todos que compactuam com eles.

O corporativismo político que atrasa o Brasil e o RS

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Ontem o RS deparou-se com duas notícias: a impressionante rejeição da CCJ da Assembleia gaúcha do parecer de cassação do deputado Basegio e a cassação do vereador Cássio Trogildo. Quais as diferenças? Quais as semelhanças? As diferenças não sei, sinceramente. A semelhança: o povo perde, a política perde, a credibilidade se esvai e a esperança no futuro balança.

Cássio tinha provas contundentes contra ele pelo uso da máquina pública na eleição municipal de 2012, em Porto Alegre. Durante a campanha, gravações de sua equipe oferecendo asfalto em troca de voto foram divulgadas. Estamos no final de 2015. Ele permaneceu no cargo por três anos! Protegido pelo corporativismo.  Pergunto: quem compra voto tem que compromisso com o povo? Qual o resultado do trabalho dele para os porto-alegrenses nesses 3 anos? O que ele ganhou mantendo seu mandato durante esse tempo?

Já o caso do deputado Basegio, aquele que vimos espantados em vídeo contando o dinheiro que cobrava como “pedágio”de seus funcionários, é repugnante! O deputados Ciro Simoni (PDT), Gilmar Sossella (PDT), Alexandre Postal (PMDB), Gabriel Souza (PMDB) e João Fischer (PP) votaram contra o parecer que pedia a cassação de Basegio. O deputado Jorge Pozzobom (PSDB) se absteve e Silvana Covatti (PP) ficou ausente durante a votação. Como seu ausentam ou se abstêm de uma votação dessas? Medo? Foram eleitos para quê? Como votam pela reprovação da cassação de alguém que debochou da democracia, das leis e da ética que deveria balizar a política? Guardem esses nomes meus caros! Eles apoiarão alguém em 2016!

Fico aqui pensando… Basegio ameaçou falar muito sobre as práticas da Assembleia caso fosse cassado. Será por isso que foi protegido, blindado? Sossela é o mesmo deputado que também teve seu mandato cassado (resiste com mandado de segurança) por forçar funcionários a comprarem convites para uma atividade de campanha sua, em 2014, por módicos R$ 2.500,00. Eles julgam a eles mesmos! E a medida que tomam são eles mesmos!

Mas, se Basegios, Sosselas, Simonis, Silvanas, Gabrieis, Alexandres, Jorges, Cassios e outros como eles insistirem nessa política baixa, vergonhosa, eu resistirei. Eu não desisto. Embora esmoreça! Mas não desistirei, porque quero um futuro melhor para minhas filhas!

Em tempo 1: Luiz Fernando Mainardi (PT) , Stela Farias (PT) , Juliano Roso (PCdoB) , Elton Weber (PSB) e Maurício Dziedricki (PTB) votaram a favor da cassação de Basegio. Um suspiro!em de dinheiro e organização criminosa.

Em tempo 2:Os danos aos cofres públicos podem chegar a R$ 2,4 milhões. O que, considerada a multa prevista na Lei de Improbidade Administrativa de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial, atingiria a cifra de R$ 7,4 milhões. Assim, conforme compreensão do Superior Tribunal de Justiça, o valor do dano e da multa civil, somaria a importância total de R$ 7,5 milhões a ser levada em conta para fins de decretação de indisponibilidade de bens.

Um escândalo que é apenas mais um escândalo

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Assistimos estarrecidos, no domingo, mais uma reportagem do jornalista Giovani Grizotti. Mais um caso de descaso com o dinheiro público, de corrupção, de deputados que, eleitos pelo voto popular, traem sua obrigação e agem em seu próprio benefício. O que dizer se o que pensamos é: mais um escândalo?!

Quero viver um país em que escândalos como esse nos choquem pelo ineditismo, não pelo “mais um”. Estamos nos acostumando a isso. Esperamos, a cada semana, qual será a denúncia da vez! Capas de revistas, capas de jornais, rádios, televisão… tudo nos conduz a isso, nos mostra que a corrupção está próxima da gente. Não há limites! E nós, que dependemos da esperança para seguir trabalhando diariamente , vemos aqueles que recebem a confiança do povo nos enfraquecerem. Sim, porque a cada centavo desviado, a cada fraude, a cada ilícito, nós, o povo, ficamos mais fracos, mais descrentes. Eu quero acreditar, mas há dias em que é difícil.

Aí, é claro, vem a guerra de versões. Quem mente? Quem está mais errado: o que fez parte durante anos do esquema e denunciou apenas agora (por que não o fez antes?)? O que iniciou o esquema?

Não pode, mais uma vez, o brasileiro pagar a conta. Não pode, mais uma vez, a denúncia acabar em si mesma. É preciso consequência. É preciso que haja responsabilização. É preciso um exemplo de punição para os corruptos! Se isso acontecer, então não perderemos de vez a esperança e seguiremos acreditando no Brasil, nos bons políticos, no sistema, na Justiça.

‘Estamos no mesmo saco, eu, o Lula, a Dilma’ , diz Dirceu

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No fim de semana, o jornal Estadão publicou uma reportagem em que José Dirceu, o herói petista que ao ser preso ergueu o punho como sinal de resistência e vitória, disse que “estamos todos no mesmo saco, eu, o Lula, a Dilma”. Fiquei me perguntado: que saco?

Certamente não é o mesmo saco que eu e o milhões de trabalhadores brasileiros que dão duro o ano todo, que trabalham cinco meses por ano apenas para pagar impostos. Impostos que viram mensalão, petrolão… Que país vivemos? Onde vamos parar? Que Dirceu seja claro ao dizer por que ele, que já esteve preso, está no mesmo saco que o ex-presidente e a atual presidente! Não nos deixe cegos, Dirceu! Seja um verdadeiro herói: o herói da verdade, da transparência, do comprometimento com o povo brasileiro!

Eu não estou e jamais estarei no mesmo saco da mentira, da corrupção, da enganação. Eu e a maioria absoluta do povo brasileiro somos reféns do povo que vive dentro deste saco! Chega! Queremos um país de verdade, com justiça social e transparência. Queremos um país de verdadeiros heróis! Não de gente que vive no mesmo saco, um saco que parece sem fundo!

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Passados 10 anos da eclosão do mensalão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado a 7 anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa, não esconde a mágoa em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à presidente Dilma Rousseff. Em conversa com amigos na semana passada, Dirceu usou a palavra “covardia” para se referir à postura que considera omissa de Lula e Dilma durante todo o processo do mensalão. Omissão que, segundo ele, se repete agora, em relação à Operação Lava Jato, na qual Dirceu é investigado, e faz com que todos os petistas condenados ou não, inclusive o ex-presidente e a atual, carreguem a pecha de corruptos. 

“De que serve toda covardia que o Lula e a Dilma fizeram na ação penal 470 e estão repetindo na Lava Jato? Agora estamos todos no mesmo saco, eu, o Lula, a Dilma”, disse Dirceu, segundo relatos colhidos pela reportagem.

Durante uma década Lula se esquivou de fazer publicamente a defesa dos correligionários envolvidos no esquema de corrupção que, segundo o Supremo Tribunal Federal, serviu para comprar apoio parlamentar ao governo do PT. Até o julgamento, em 2013, alegava que preferia esperar a decisão do Supremo. Depois colocou o assunto de lado, apesar de todos pedidos para que desse ao menos uma palavra de solidariedade aos companheiros presos.

Aos amigos com quem falou na semana passada, Dirceu disse desconhecer as razões de Lula e fez uma ressalva ao dizer que o ex-presidente não faz “nem a defesa dele mesmo”. 

Apesar da mágoa, o ex-ministro descarta qualquer possibilidade de o ex-presidente ter participado das negociações com partidos aliados que levaram ao escândalo do mensalão. 

Ele revelou a pessoas próximas ter voltado contra sua vontade à direção do PT em 2009, quando preferia se manter afastado do foco político. O ex-ministro disse ter sido procurado por Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula, em um hotel de Brasília onde ouviu a ordem para reassumir seu posto no diretório nacional do PT. “Lula queria me controlar”, afirmou a amigos.

Ao contrário de vários petistas, Dirceu não vê Lula se movimentando em direção a uma possível candidatura em 2018. Ele diz acreditar que o ex-presidente está mais ocupado no momento em mobilizar os setores próximos do partido e “colocar lógica” na relação turbulenta do governo com o PMDB. Mas não descarta a volta do companheiro. 

“Se chegar em maio de 2018 e o Lula disser que é candidato ninguém vai se opor”, disse ele aos amigos na semana passada. 

Cadeia. Às poucas pessoas de fora de seu círculo pessoal com quem tem conversado enquanto cumpre pena em regime aberto, em Brasília, ele também não esconde o temor de voltar à cadeia por causa da Lava Jato. “Querem me condenar ou me colocar outra vez na cadeia. Imagine o estardalhaço”, disse ele em uma dessas conversas. 

A força-tarefa da Lava Jato investiga um pagamento de R$ 1,15 milhão feito pelo lobista Milton Pascowitch à J. D. Assessoria e Consultoria em 2012, enquanto o Supremo julgava o mensalão e desconfia que o pagamento pode não estar relacionado com os serviços da empresa.

Dirceu passou 11 meses na Papuda, em Brasília e desde novembro do ano passado ganhou o direito a cumprir a pena em casa, de onde sai apenas para trabalhar no escritório do advogado José Geraldo Grossi, em Brasília. Ele segue à risca a proibição de dar entrevistas ou ter atividades políticas e mantém o foco em sua defesa na Lava Jato. A esses poucos interlocutores, nega com ênfase as denúncias e diz ter enviado à Justiça provas da prestação dos serviços.

Além disso, sempre aproveita para rechaçar o julgamento do mensalão reafirmando que a compra de apoio parlamentar não existiu. “Aquilo era dinheiro para campanha e dívidas de campanha”, repete. 

Os amigos que visitam Dirceu percebem no ex-ministro os efeitos dos meses na cadeia tanto no físico quanto no humor. Afirmam que ele tem reclamado com frequência da falta de dinheiro, garantindo que vive atualmente apenas com R$ 4 mil que recebe no escritório e o salário de aproximadamente R$ 12 mil da J.D. Assessoria e Consultoria – que deve encerrar as atividades em seis meses com dívidas de mais de R$ 1 milhão, segundo relatos.

Dirceu tem alegado também que os milhões recebidos desde que deixou o governo, em 2005, se foram na defesa política e jurídica do mensalão e nas atividades de consultoria. Foram mais de 300 viagens pelo Brasil e 128 a 23 países do exterior entre 2005 e 2013. O ex-ministro tem afirmado ainda que parte do seu patrimônio será colocada à venda para pagar as dívidas da empresa. “Não posso mais trabalhar no Brasil”, disse ele a uma pessoa próxima. 

SECUNDÁRIO

Embora esteja formalmente afastado da política, Dirceu acompanha de perto as movimentações no PT. Para ele, o partido hoje tem papel secundário na política nacional devido ao protagonismo do PMDB no Congresso, mas nem de longe está morto. O ex-ministro cita como exemplo o PSOE espanhol, que deixou o governo em 1996 sob denúncias de corrupção e colaboração com o terrorismo, chegou a ser descartado como opção de poder, mas voltou com força em 2003. 

Para Dirceu, o processo de reorganização do PT “é coisa para 4, 6 ou 8 anos”. Ele prevê que em 2016 o partido conquiste menos de 10% dos votos nas eleições municipais, uma redução em relação aos 13% alcançados em 2012. 

Fonte: Estadão

Dilma, Blatter e a corrupção que persiste

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Tenho pensado muito sobre os caminhos e os limites da corrupção. Parece que não há limite para os corruptos. A corrupção está em tudo. Basta abrirmos os jornais, olharmos televisão, conversarmos com o taxista, falarmos na fila da padaria, da escola, no elevador. Tudo o que nos cerca é corrupção!

Dilma está ilhada, não pode agir, é refém de um grande esquema. Está nas mãos dos aliados que mais parecem inimigos. Temos uma presidenta-refém! Pergunto: é possível governar um país assim?

No futebol, Blatter foi reeleito em meio a prisões cinematográficas. Os grandes figurões foram parar na cadeia! E dificilmente sairão livres, pois a justiça norte-americana é muito mais séria que a nossa. E me envergonho de dizer isso.

Mas o que Dilma e Blatter têm em comum? Ambos não sabiam de nada. Ambos comandavam um país e uma instituição poderosíssima sem saber de nenhum crime, nenhum sinal de corrupção. Ambos prometeram mudar o que já parece imutável. Não acredito que Dilma vença qualquer queda de braço com Renan ou Cunha ou mesmo com o PT. Não acredito que Blatter vá mudar o rumo da Fifa e seus bilionários contratos que tornaram o futebol um negócio promíscuo.

Eu sou daqueles que acredita na paixão do futebol e na política honesta. Pareço estar sozinho às vezes. Futebol virou negócio dos bons, ninguém mais veste a camisa de um clube por amor. Política virou poder e grana!

Dilma e Blatter terão de responder pela herança que eles mesmos criaram para si. Será que sobrevivem? Devem sobreviver sem um arranhão. E cada vez mais a política será grana e poder, e o futebol grana e poder. Nós seguiremos pagando impostos altíssimos e ingressos caríssimos sem ter nada em troca.

Estão nos tirando tudo: a paixão e a esperança. Já fomos a pátria de chuteiras; já fomos o país comandado por um metalúrgico. Tudo ruiu. Não temos mais futebol e o metalúrgico… bom esse vocês sabem melhor do que eu o que ele fez, comandou, liderou – mesmo sem saber de nada.

O que eu espero agora: fora Blatter, fora Dilma; me devolvam a esperança em meu país; me devolvam a paixão no meu futebol; me devolvam as peladas nas ruas com crianças jogando descalças; me devolvam a chance de acreditar que política ainda pode ser diferente.

 

Gasolina: quem conseguirá pagar essa conta?

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O fim de semana era para ter sido marcado pela linda festa em homenagem à Padroeira de Porto Alegre, Nossa Senhora dos Navegantes. Mas os donos dos postos de combustível de Porto Alegre e de todo o estado, praticamente, aprontaram uma grande armadilha para os gaúchos; o preço da gasolina chegou a subir R$ 0,50 o litro. Uma alta muito maior do que estava prevista. 

O preço da gasolina impacta quase tudo em nossa sociedade. Frete, transporte, comércio, serviço… É uma bola de neve que só cresce. Sem controle, pior ainda. Fico imaginando o pai de família que tem as contas do mês apertadas e se depara com um aumento absurdo desses. Não, o governo federal não está nem um pouco preocupado com isso. Foram eles que autorizaram.

E ainda diziam que não havia inflação, que a conta de luz não subiria, que a gasolina não subiria… Também dizem que não há corrupção no governo e que não sabiam de nada sobre o maior escândalo de corrupção de nosso país: o Petrolão. Acredita só quem quer!

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