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Copa do Mundo: Venda de ingressos começou hoje

Hoje, às 7h, o site da Fifa (www.fifa.com) começou a receber inscrições para a compra de 1 milhão de ingressos para a Copa.

Torcedores de qualquer lugar do mundo podem aderir, mas não é preciso correr: as inscrições vão até 10 de outubro, quando um sorteio definirá quem pode comprar.

Os candidatos à compra dos tíquetes vão fazê-lo no escuro: só em dezembro será definida a tabela do Mundial, com os enfrentamentos entre as seleções – cinco deles no Beira-Rio, em Porto Alegre.

Fonte: Zero Hora

Em quatro meses, poucos avanços nas obras da Copa

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Iniciada em abril, a série de ZH Obras no Caminho acompanha moradores de Porto Alegre que tiveram a rotina afetada pelas obras para a Copa.

Passados quatro meses, eles dizem haver poucos motivos para comemoração. E ainda lamentam o tempo perdido no trânsito.

– Em uma semana, entre maio e junho, trancaram a Salvador França entre a Ipiranga e a Protásio Alves, deixando como única opção subir a Cristiano Fischer pela Ipiranga – afirma o bancário Renan Borba Moreau, lembrando que o acesso à Cristiano Fischer era feito por uma via com estacionamento nos dois lados.

– Todo o fluxo de carros tinha que entrar em um brete para acessar a Cristiano – completa.

Já a aposentada Rosaura Monteiro Pinheiro, de 53 anos, reclama da situação na Avenida Protásio Alves, próximo à Saturnino de Brito.

– É um horror. Os ônibus e automóveis não respeitam a velocidade mínima. Os semáforos não são para pedestres. As calçadas são esburacadas. Para sobreviver nesse horror, só se não for pedestre.

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Fonte: Zero Hora

Obras da Copa, só depois da Copa em Porto Alegre

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Prefeitura de Porto Alegre retira do cronograma oficial algumas melhorias para não perder verba

A prefeitura de Porto Alegre adverte: algumas obras da Copa de 2014 não ficarão prontas a tempo para o Mundial.

Ao anunciar que negocia a alteração da linha de financiamento para a construção dos empreendimentos de mobilidade urbana da Capital, a administração municipal assinou o atestado de que nem todas as 11 frentes de trabalho serão concluídas até o primeiro jogo na cidade.

Ainda em negociação com o Ministério das Cidades, a retirada das obras da Matriz de Responsabilidades da Copa para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi anunciada pelo prefeito José Fortunati como solução para evitar “pressões” sobre os cronogramas das construções e garantir os recursos. Segundo o prefeito, não haverá alteração no modelo de financiamento ou no valor contratado.

– A única obra que paralisou em Porto Alegre por causa da areia foi a dos corredores de ônibus. Será que o corredor de ônibus é a única obra que usa areia? Não. Mas o que os empresários estavam dizendo: essa é uma obra para a Copa do Mundo, então vamos causar impacto – argumentou.

Na raiz da iniciativa, entretanto, está o receio de que a prefeitura perca a verba obtida para obras – a Matriz da Copa exige conclusão antes do início do Mundial. Até então, a administração não admitia o risco de atraso. O secretário de Gestão, Urbano Schmitt, revelou que frentes como a duplicação das avenidas Tronco e Voluntários da Pátria, o viaduto da Plínio e a ampliação da Severo Dullius devem mesmo ser concluídas depois da competição:

– Não tenho como definir quais vão estar prontas e quais não. Estamos tocando as obras trabalhando com a vida real. Temos várias situações que interferem. Mas todo o empenho é para que fique pronto o quanto antes. A grande preocupação da prefeitura era ter os recursos e fazer as obras. E isso se conseguiu. Agora vamos ajustar dentro dos cronogramas viáveis.

As manifestações de Fortunati responsabilizando empresários por pressões desagradou às construtoras envolvidas nas obras da Copa.

A RELAÇÃO

Confira quais são as obras de mobilidade para a Copa na Capital

– Sistema de Ônibus Rápidos (BRT)

– Duplicação da Voluntários da Pátria

– Avenidas Beira-Rio e Padre Cacique

– Duplicação da Avenida Tronco

– Prolongamento da Avenida Severo Dullius

– Viaduto e Complexo da Rodoviária

Obras da Terceira Perimetral:

– Viaduto sobre a Bento Gonçalves

– Trincheira da Anita Garibaldi

– Trincheira da Cristóvão Colombo

– Viaduto sobre a Plínio Brasil Milano

– Trincheira da Ceará

Fonte: Zero Hora

Movimento Passe Livre condena violência e fala em ‘revolta popular’

O MPL (Movimento Passe Livre) condenou os episódios de violência da noite de ontem durante as manifestações pela redução da tarifa do transporte público na capital e classificou o movimento como “revolta popular”.

“Se quiser manter a cidade em ordem e conter esse sentimento de revolta, vai ter de mudar”, disse à Folha um dos líderes do MPL, Marcelo Hotimsky

Segundo o MPL, os atos organizados pelo movimento nunca tem como alvo final sedes do poder executivo, como a prefeitura.

“A gente prefere passar pela frente para mostrar a força da população, mas encerrar em locais populares como terminais de ônibus.”

Para o secretário da Casa Civil do governador Geraldo Alckmin, Edson Aparecido (PSDB-SP), no entanto, as lideranças do MPL não podem ficar alheias aos atos de vandalismo nas manifestações.

“Eu sou responsável pelo que acontece de bom e pelo que acontece de ruim também.” Para ele, “estão romantizando muito as coisas.”

A Folha apurou que na prefeitura o sentimento também é o mesmo. Ou seja, como o movimento não tem comando nem controle, as tentativas de diálogo dificilmente conseguirão prosperar.

O MPL volta a realizar um protesto amanhã no centro de São Paulo. A manifestação está marcada para a praça do Ciclista, na Paulista, às 17h.

Hoje, o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e o Movimento Periferia Ativa planejam parar ruas da periferia da Grande São Paulo para um protesto a favor das demandas dos trabalhadores.

Fonte: Folha Online

Copa do Mundo irá movimentar R$ 30 bilhões

A Copa do Mundo de 2014 promete movimentar até R$ 30 bilhões nas 12 sedes do evento, além de acelerar os investimentos em infraestrutura. A previsão é do coordenador da Unidade de Entregas de Projetos Prioritários da Secretaria de Planejamento do estado de São Paulo, Rodrigo Gouvêa. Segundo ele, estudos feitos pelo governo federal e por consultorias apontam investimentos de R$ 3 bilhões apenas em São Paulo. Os números foram divulgados ontem, durante o seminário Efeitos da Copa e Olimpíada na Economia Nacional, realizado pelo FGV/Ibre, na capital paulista.

De acordo com Gouvêa, o estado está trabalhando para recepcionar as delegações internacionais e mapeou 26 locais, em 22 cidades, para abrigá-las. “Já recebemos 17 visitas de representantes das seleções. Vamos oferecer uma linha de investimento esportivo, com taxa de juro de 2%, para que essas cidades se preparem para receber as seleções”, afirmou, lembrando que São Paulo também tem uma linha de financiamento para hotéis com a mesma taxa de juro.

Joel Benin, da Secretaria de Grandes Eventos do Ministério dos Esportes, afirmou que o País terá como oportunidade – com a Copa e a Olimpíada – mostrar a diversidade cultural e ampliar a relação comercial com outros países. “São os dois maiores eventos do planeta. Teremos um legado material visível com investimentos do governo, estados e prefeituras e um legado imaterial, que vai consolidar a imagem do Brasil.” De acordo com Benin, estimativas apontam que o País deve receber mais de 600 mil turistas estrangeiros e até 3 milhões de turistas brasileiros durante os eventos.

A vice-prefeita de São Paulo e coordenadora da SPCopa, Nadia Campeão, destaca que a atração de investimentos e a consolidação da cidade como referência no turismo de eventos e negócios podem se transformar em legado para a capital. “Na esteira desses eventos, vamos ter outros importantes, como o 64º Congresso da Fifa, em junho de 2014, e a festa da Fifa (Fan Fest), que vai levar cerca de 50 mil pessoas ao Anhangabaú, por exemplo.”

Uma das principais melhorias que o governo pretende deixar para a capital paulista é o desenvolvimento da zona Leste. Além da construção do estádio da Copa, o Itaquerão, Nadia ressaltou que o evento ajudará no processo de desenvolvimento, com a criação do complexo viário de Itaquera, orçado em R$ 478,2 milhões, e do Polo Institucional de Itaquera, que pretende incentivar empreendimentos na região.

Fonte: Jornal do Comércio

O legado intangível da Copa do Mundo

Em 1997, em minha primeira viagem como judoca da seleção brasileira, conheci pessoalmente o campeão olímpico de judô Aurélio Miguel. Foi um dos dias mais marcantes da minha vida, porque estava iniciando minha trajetória na seleção e estava ao lado daquele em que me inspirava a cada treino. Era um sonho que começava com a realização de outro sonho. O impacto desse encontro se deu ao longo de toda minha atuação como judoca. Imagino, então, o impacto que os dois maiores eventos esportivos do mundo – Copa do Mundo e Olimpíadas – podem significar para milhares de brasileiros.

Quantos meninos e meninas, ao verem, em seu país e em sua cidade, os melhores atletas do mundo, não sentirão a mesma emoção que senti em 1997? Quantos jovens não passarão a olhar o mundo com outros olhos, vislumbrando no esporte uma alternativa de vida?

Grandes ídolos como Ayrton Senna e Gustavo Kuerten nos aproximaram de esportes que eram considerados de elite. Viramos, por esses dois grandes homens, a pátria do automobilismo e do tênis. Hoje, somos a pátria de chuteiras, mas também do vôlei, do iatismo, do judô, do basquete, da natação… Somos, cada vez mais, um país que valoriza o esporte. E é esse o principal ponto dos grandes eventos que sediaremos nos próximos anos: precisamos – e podemos – nos consolidar como potência esportiva. Mas, antes de tudo, precisamos nos tornar um país que tem sua cultura esportiva.

O esporte muda a vida das pessoas. Cria oportunidades onde, muitas vezes, quase não há expectativa. É hora, portanto, de acentuarmos essas possibilidades e incentivarmos a prática esportiva desde a escola.

Copa do Mundo e Olimpíadas são muito mais do que grandes obras de mobilidade urbana. São todas as grandes obras e, também, a chance de termos um legado inatingível, aquele que muda o rumo da vida das pessoas pelo exemplo positivo, aquele que atinge cada menino e cada menina após uma vitória ou a conquista de uma medalha. Precisamos enxergar em cada cidadão a chance de reproduzir o que seus ídolos fazem e isso o esporte pode proporcionar.

Ao assumir a presidência da Comissão Especial da Copa do Mundo (CECOPA) da Câmara Municipal, trabalharei com este objetivo: o esporte como uma cultura própria do município. Seremos uma cidade muito melhor se soubermos atingir e priorizar o legado intangível. Um legado nos transformará numa cidade com mais e melhores perspectivas.

João Derly
Vereador PCdoB/POA e presidente da CECOPA

Falta de areia ameaça as obras para a Copa

Se a proibição de minerar areia no rio Jacuí permanecer, conforme determinação da Vara Federal Ambiental de Porto Alegre, as obras dos corredores de ônibus BRTs da Capital devem ser paralisadas ainda nesta semana. O alerta foi feito na manhã de ontem pelo presidente do Sinduscon-RS, Paulo Vanzetto Garcia, e pelo diretor administrativo-financeiro do Sicepot-RS, Nilto Scapin. Os corredores fazem parte do conjunto de obras de Porto Alegre para a Copa do Mundo de 2014.

Apesar de recurso apresentado na semana passada por duas das três empresas mineradoras (Smarja, Somar e Aro), rés em uma Ação Civil Pública ajuizada em 2006, cerca de 95% da extração na principal jazida de fornecimento de matéria-prima para a Capital e Região Metropolitana permanece interrompida. A Justiça sustenta falta de laudos capazes de assegurar condições ambientais mínimas para a retomada das atividades.

Mesmo com a garantia dos representantes das duas principais entidades ligadas à construção civil gaúcha de que obras para o Mundial do ano que vem terão o fornecimento comprometido nos próximos dias, o munícipio afirma que não recebeu nenhum tipo de comunicado oficial. De acordo com o coordenador técnico das obras da Copa pela Secretaria Municipal de Gestão, engenheiro Rogério Baú, o procedimento inicial seria o encaminhamento de um documento que oficializasse o risco.

“Mesmo assim, o que precisa ficar claro é que a situação é complexa. Temos contratos assinados, e as empresas precisam fornecer material de qualidade. É preciso considerar que, se há falta, estamos sensíveis, mas existem alternativas no mercado e em hipótese alguma os custos poderão ser repassados para o contratante, pois existem cláusulas bastante claras em cada um dos contratos”, considerou.

Na avaliação das entidades, no entanto, projetos ligados ao programa federal Minha Casa Minha Vida bem como as obras da BR-448 e da BR-386, também estariam ameaçados de cortes no fornecimento. Segundo Nilto Scapin, do Sicepot-RS, os riscos maiores recaem sobre todas as obras que demandam placas de concreto. “A areia hoje é um produto de uso social, que representa muitas empresas, arrecadação e empregos. Entendemos que essa escassez, além de tirar a arrecadação, fará com que muitas outras obras sejam paralisadas”, complementou.

Por isso, atualmente, boa parte das entregas realizadas contam com areia oriunda das microrregiões de Cacequi, Santa Maria, Cachoeira do Sul e Rio Pardo. Porém, conforme Scapin, fornecedores de concreto já estão recebendo menor quantidade do que os compromissos firmados com as mineradoras. Em alguns casos, de 200 metros cúbicos ao dia, as entregas não ultrapassam 100 metros cúbicos e, como consequência, as empreiteiras também fornecem de maneira espaçada às construções.

“Estamos minimizando o fato, mas o custo desse material duplicou. Isso tem um impacto enorme. E isso faz com que os reflexos sejam ampliados também nessas regiões que, teoricamente, não seriam afetadas”, afirma, ao identificar aumentos de 70% nos valores praticados pelo metro cúbico nas últimas três semanas.

Por isso, o presidente do Sinduscon-RS, Paulo Vanzetto Garcia, defende que uma saída de curto e longo prazo passaria por atuação mais incisiva do governo do Estado. Para ele, a realização de estudos ambientais para atividade de mineração na Lagoa dos Patos e no lago Guaíba integrariam um planejamento estratégico para o setor.

No entanto, o fato não anularia a necessidade “imediata” de retomar a atividade nas jazidas do Jacuí, pois as opções existentes levariam, no mínimo, dois anos para a obtenção de laudos conclusivos sobre a atividade. “São perícias, zoneamentos e uma infinidade de estudos. Em curto prazo, a solução é o rio Jacuí. Do contrário, vai parar tudo. A solução para amanhã e para a semana que vem é o Jacuí”, enfatizou Garcia.

O dirigente ainda cobrou ações do governo gaúcho para a produção de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para garantir o abastecimento de areia. “Somente o Estado tem condições de garantir ao Judiciário e à sociedade gaúcha que essa extração será feita de forma oficial, com fiscalização adequada que minimize de todas as formas qualquer dano ambiental. Até porque apenas as partes podem se manifestar dentro deste processo. O Estado é uma das partes, por meio da Fepam, e esse é o caminho para se tentar alterar a atual situação. Hoje, o governo está lavando as mãos para um problema que é dele”, defendeu, ao lembrar que o setor da construção civil é responsável pela composição de cerca de 7% do PIB gaúcho.

Fonte: Jornal do Comércio

ONU e ativistas denunciam violações de direitos humanos na preparação da Copa no Brasil

Representantes da ONU, vítimas e ativistas vão denunciar hoje (terça-feira) nas Nações Unidas sérias violações aos direitos humanos que estão sendo cometidas no Brasil por conta das obras e preparação do País para a Copa do Mundo em 2014 e Jogos Olímpicos em 2016 e pedir que governos estrangeiros pressionem Brasília para frear obras que estejam criando consequências sociais negativas.

As acusações serão apresentadas em um evento dedicado exclusivamente à situação do Brasil e que será organizada em Genebra por entidades de pessoas afetadas pelas obras e por um grupo de defesa aos direitos humanos, a Conectas.

Segundo os organizadores da manifestação, o debate irá escancarar os “deslocamentos forçados de comunidades, destruição de patrimônio cultural, supressão de direitos de idosos e estudantes, abusos policiais cometidos em prol da segurança e uma longa lista de outras violações semelhantes em decorrência de megaeventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas”.

A reunião ocorre durante a 23ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, e tem como meta chamar a atenção internacional para o fato de que a Copa de 2014 não será apenas a festa que muitos estrangeiros esperam encontrar no Brasil.

Para a Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop), remoções forçadas têm sido “o grande drama das famílias brasileiras desde o início das obras para a Copa do Mundo e as Olimpíadas”. A entidade estima que “pelo menos 200 mil pessoas estejam passando por despejos relacionados aos eventos, o que corresponde a quase um em cada mil brasileiros”.

“O Brasil injeta recursos bilionários em infraestrutura para dois mega eventos esportivos: a Copa e a Olimpíada. As obras exigem mudanças urbanísticas, logísticas e humanas. Mas quem ganha e quem perde com esse rearranjo monumental?”, questiona Juana Kweitel, diretora de Programas da Conectas.

“No momento em que se abre espaço para fazer infraestrutura sobre espaços antes ocupados por estas comunidades, se despeja estas comunidades sem nenhuma forma de reassentamento e com valores muito pequenos de compensação financeira (…) Ou mesmo quando se propõe o reassentamento para estas pessoas, o fazem na periferia a 30 quilômetros do local aonde elas viviam”, afirma Raquel Rolnik, relatora Especial da ONU sobre o Direito a Moradia Adequada.

A Ancop espera ainda que a “comunidade internacional recomende ao governo brasileiro a paralização imediata das remoções forçadas e, em parceria com as comunidades afetadas, crie um plano nacional de reparações e um protocolo que garanta os direitos humanos em caso de despejos causadas por grandes eventos e projetos”.

http://blogs.estadao.com.br/jamil-chade/2013/05/28/onu-e-ativistas-denunciam-violacoes-de-direitos-humanos-na-preparacao-da-copa-no-brasil/

Estudo prevê nova crise aérea no Brasil em 7 anos

O Brasil passará por um segundo gargalo aéreo na década de 2020, após a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Hoje, os problemas se concentram nos terminais de embarque. Dez dos principais aeroportos brasileiros têm essa estrutura saturada.

Mas mesmo que esse nó seja desatado, o país terá de lidar em seguida com a saturação nas pistas e no tráfego de aviões sobre os aeroportos.

Hoje, já há uma pista sobrecarregada: a do aeroporto de Congonhas. Um novo estudo da FGV aponta que isso vai se alastrar. A pista de Viracopos deve chegar ao seu limite até 2020. A partir daí, a situação se complica: até 2030, mais uma dezena de aeroportos nas principais capitais vão precisar de investimentos em suas pistas.

Isso porque o atual “caos aéreo” brasileiro não é exatamente aéreo, mas terrestre, no embarque. Já o número médio de pousos e decolagens por hora em si é baixo: 38, ante uma média global de 88.

Com o tempo, a tendência é que o número brasileiro se aproxime do internacional.

Em 2002, o Brasil realizou apenas 36 milhões de embarques. Em 2012, já eram 101 milhões, mas para os especialistas esse número ainda é pequeno para um país de 200 milhões de habitantes.

Os EUA, com população de 300 milhões, realizam 650 milhões de embarques ao ano. A FGV estima que o Brasil terá 195 milhões de passageiros em 2020 e 312 milhões em 2030.

Nesse cenário, serão necessários investimentos de cerca de R$ 30 bilhões até 2030 para adequar os aeroportos.

A maior parte desse valor, entre R$ 10,7 bilhões e R$ 14,2 bilhões, terá de ser desembolsada entre 2020 e 2030.

Para Gesner Oliveira, coordenador do estudo, a solução para eliminar esses gargalos é expandir o investimento privado no setor. Nesse sentido, as primeiras concessões, realizadas pelo governo federal em fevereiro de 2012 (Guarulhos, Viracopos e Brasília), devem trazer investimentos de cerca de R$ 16 bilhões.

Para Oliveira, evitar um segundo apagão aéreo após os grandes eventos esportivos dependerá da agilidade nas novas concessões. “Além disso, se só um grupo controlar os principais aeroportos, não haverá concorrência nem melhor qualidade do serviço”.

Em evento na Fiesp no começo do mês, o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Marcelo Guaranys, disse que os estudos prévios para os editais dos aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG) estão em fase de conclusão.

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Fonte: UOL

Copa deve gerar criação de mais de 70 mil vagas de trabalho em Porto Alegre

Estimativa de secretaria municipal é que 77 mil pessoas sejam impactadas com ações para o Mundial

Mais de 70 mil vagas de trabalho e emprego deverão ser abertas em Porto Alegre durante a Copa do Mundo de 2014, de acordo com estimativa do secretário municipal do Trabalho e Emprego, Pompeo de Mattos. O balanço, que faz parte de um estudo apresentado pela secretaria, mostra as oportunidades de trabalho e qualificação profissional que estão sendo ofertadas na Capital para o evento.

A pesquisa revela, ainda, que cerca de 77 mil pessoas devem ser impactadas com as ações da Copa, em especial nas áreas de gastronomia e turismo. Porém, dos 20 cursos de qualificação profissional oferecidos pelo município, por meio de programas assistenciais, pelo menos dez não são ofertados pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

“Há alguns cursos que são prioritários na área de turismo e que não estão sendo oferecidos pelo Pronatec. Com base nessa pesquisa, vamos dialogar com o governo federal para incluí-los no programa”, afirmou. Entre as profissões desassistidas pelo programa estão cozinheiro geral, motorista de táxi, caminhão e ônibus urbano, cobrador e comerciante varejista.

Fonte: Correio do Povo

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