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Aeroporto de POA: nosso dinheiro rasgado

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Lembram quando Porto Alegre foi escolhida como cidade sede da Copa do Mundo?? Quanta felicidade! Quanta preocupação com as obras que precisaríamos entregar. Não entregamos as obras, mas fizemos a Copa. E foi bonita. O Brasil fez feio, mas a festa foi bonita. Porto Alegre não deixou a desejar. Não fez a Copa das Copas, não superamos outras grandes cidades, mas fizemos nossa parte direitinho.

Por que lembro a Copa do Mundo depois dela ter passado há tantos meses? Porque uma das obras “fundamentais” era a ampliação da pista do aeroporto Salgado Filho. Que agora, depois de investirmos mais de R$ 121 milhões de reais, pode não sair. Por quê? Porque não acham mais importante.

Quem é trabalhador sabe quanto vale esse recurso todo. Quem depende do SUS, da educação pública, quem anda nas ruas e sente-se inseguro sabe onde esse dinheiro poderia ter sido investido. Como um país pode mudar tanto de prioridades em tão pouco tempo?

Porto Alegre foi desrespeitada. O governo federal desdenha de nosso povo. É claro que precisamos de um aeroporto com pista que receba aviões de grande porte. Ou queremos estar sempre na dependência de Galeão e Guarulhos? Até quando seremos esquecidos pelo governo federal logo após as eleições? Que vergonha!

São 20 anos de projeto!!! E agora não serve mais? Milhares de famílias foram retiradas do entorno. Pense você viver uma vida toda num lugar e precisar sair. Você sai, vai para onde jamais esteve e quando olha para onde morava, ficará tudo igual. Sua história foi jogada no lixo.

Histórias jogadas no lixo, paciência jogada no lixo e dinheiro jogado no lixo. Parece que no Brasil de Dilma há dinheiro sobrando…

Vai ter Copa em Porto Alegre?

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(Foto: Zero Hora)

Grenalizaram a Copa do Mundo em Porto Alegre, assim com o grenalizam todas as coisas em nosso Rio Grande do Sul. Dessa vez, porém, o risco é grande e pode deixar nossa imagem arranhada diante do mundo. Não faz muito tempo, escrevi por aqui sobre isso. E hoje volto ao tema, porque se decide, na Assembleia Legislativa, a questão das Estruturas Temporárias. Exigência da Fifa, compromisso assumido pelo Internacional em contrato, as Estruturas Temporária são o problema que podem impedir a realização dos jogos da Copa em Porto Alegre. A menos de 80 dias da Copa, corremos o risco de não termos nenhum jogo na capital gaúcha…

O triste disso, além da falta de preparação, de planejamento, de compromisso, de respeitar contratos, é a grenalização barata. Não se trata de Arena ou Beira-Rio. Trata-se de Rio Grande do Sul, de Brasil. Muitos de nós apontou o dedo para Curitiba, que correu sério risco de perder a Copa há algumas semanas. Fizemos pior por aqui. Não quero culpar o Inter ou a Fifa. O contrato assinado basta para vermos quem está errado, quem rompeu o que havia assumido. Venho da gestão privada. Sei que um contrato precisa ser cumprido na íntegra. Sei que se assumo algo, preciso cumprir. Mas a questão não é apenas o Inter não cumprir seu papel, sua palavra empenhada. Aqui é tudo um pouco maior. A vergonha mundial de perdermos a Copa seria avassaladora para nossa imagem.

O projeto que será vota hoje à tarde – aliás em cima da hora de novo – prevê a concessão de incentivo fiscal de até R$ 25 milhões a empresas que bancarem as Estruturas Temporárias. Aposto na aprovação. Mas com muito debate. Afinal, quem não quer aparecer? O Ministério Público tem se mostrado favorável à aprovação do projeto, afinal (e talvez somente por isso), é o último recurso para que o Mundial ocorra na cidade.

Ainda espero que a política seja aquela pensada para as pessoas, não para as câmeras. Que seja aquela que pensa em soluções e não em apontar erros. O Rio Grande do Sul e o Brasil merecem grandes eventos sem risco, sem superfaturamento, sem prazos perdidos, sem obras inacabadas.

À beira da Copa, histórias de uma obra que ficou pelo caminho

Por Ramiro Furquim/Sul21

Li o texto abaixo através de um link do Facebook. Escolhi dividir com vocês para que vejam um pouco da realidade que falávamos em 2012  e que muitos desacreditaram. Não preciso falar muito mais, o texto explica uma situação difícil e que poderia ter sido evitada.

Há meses que as ruas da Vila Cruzeiro, bairro da Zona Sul de Porto Alegre, parecem incompletas. Ao lado de casas bem construídas estão terrenos baldios com acúmulo de lixo e restos do que um dia foram paredes, móveis, objetos pessoais e outros materiais. Ao longo da Avenida Tronco os sinais de destruição são visíveis desde o ano passado, quando a duplicação da rota exigiu a remoção de centenas de famílias.

A obra, que envolve recursos estimados em mais de R$ 150 milhões pela Prefeitura de Porto Alegre, já foi prioridade para a Copa do Mundo, mas hoje está suspensa e à espera de definições. A menos de três meses do Mundial, há muita polêmica em torno das estruturas temporárias no Beira-Rio e outros temais urgentes como o futebol. A situação dos moradores da avenida Tronco deixou de ser assunto. Mas eles estão lá, convivendo com escombros e com a realidade de não serem mais prioridade para a Copa.

Dados da Prefeitura de Porto Alegre apontam para mil e quinhentas famílias diretamente afetadas pela duplicação, que, mesmo antes de ficar pronta, já altera de maneira drástica o cenário da área. Próxima de bairros como Menino Deus e Santa Teresa, a Vila Cruzeiro fica a poucos minutos do Centro.

Mesmo ciente da dificuldade de mover milhares de pessoas, algumas vivendo há anos na Zona Sul, para outros pontos da cidade, a Prefeitura de Porto Alegre acreditava na finalização do processo até a Copa do Mundo. Importante rota da região, a Avenida Tronco também se relacionaria com o trânsito das imediações do Beira-Rio, o estádio que irá receber o Mundial. Para tanto, o Departamento Municipal de Habitação (DEMHAB) ofereceu às famílias possibilidades como o bônus moradia (pelo qual, ao serem removidas, receberiam o valor de R$ 52.340,00 para adquirir outra moradia) e o aluguel social (destinada aos moradores que preferiam permanecer no bairro, a modalidade pagaria R$ 500,00 mensais até a construção de residências do programa federal Minha Casa, Minha Vida).

No entanto, a iniciativa do Executivo municipal encontrou forte resistência e reclamações entre a população do bairro e das imediações. Nos meses de junho e julho de 2013, dezenas de pessoas se queixaram do atraso no pagamento das parcelas do bônus moradia e do aluguel social. Mais do que isso, exigiam garantias formais da Prefeitura para deixarem as suas casas. Formado por moradores da Vila Cruzeiro e militantes de movimentos sociais, o Comitê Popular da Copa incentivava a exigência do “chave-por-chave”, ideia que defendia a saída das atuais moradias apenas quando as chaves e os papeis das novas casas já estivessem nas mãos de cada família. Quase nove meses depois, ainda é possível ouvir reclamações semelhantes quando se conversa com alguém nas calçadas da larga Avenida Tronco.

Ainda não há prazo para a entrega das moradias populares do Minha Casa, Minha Vida, como admite Marcos Botelho, o diretor do DEMHAB responsável pelo escritório do departamento na Tronco. Ele afirma que os avanços dependem também da Caixa Econômica Federal e que, em abril, “os projetos das empresas que participaram da licitação podem ser aprovados”. Em fevereiro, representantes da secretaria de Gestão da Prefeitura de Porto Alegre afirmaram ao Jornal do Comércio que a duplicação da Avenida enfrenta atrasos por conta da remoção das pessoas que habitam o contorno da avenida e das árvores que crescem no local.

Por Ramiro Furquim/Sul21

A remoção estampada em vermelho

As casas que serão demolidas nos próximos meses mostram uma marca vermelha com um número nas suas fachadas. É o que acontece na casa de Dircéia, próxima ao ponto em que a reforma na pista foi interrompida. A dona de casa diz que não tem a situação definida e que espera por uma visita do poder municipal para avaliar o imóvel, que pode ser indenizado. “Eu já tinha intenção de sair, mas o pior de ver no bairro são as casas derrubadas, com as paredes no chão, juntando lixo, ratos”, conta. Dircéia afirma que “as condições e os prazos” da Prefeitura são confusos, e que não sabe exatamente quando precisará ir embora.

O temor de uma saída abrupta da Vila Cruzeiro existe até mesmo nos que puderam negociar de maneira clara a compra de outro imóvel. Ivan Cazarotto, proprietário de uma oficina mecânica na avenida, afirma que foi indenizado pelo seu negócio e que já tem à disposição um terreno para recomeçar os trabalhos em outro lugar. “O que me assusta é eles chegarem aqui e mandarem sair logo, mas espero que não aconteça comigo. Até aqui, não tenho do que reclamar, mas alguns vizinhos eu sei que tem”, relata. Para ele, o fato de boa parte das residências estarem em situação irregular deixa a população fragilizada nas negociações.

Vera Müller, que trabalha numa funilaria da avenida, vive há aproximadamente 20 anos na Cruzeiro. Para ela, a indenização oferecida pelo DEMHAB é insuficiente para que consiga arranjar uma nova área em outro bairro da Zona Sul de Porto Alegre. “O metro quadrado por aqui está caríssimo, principalmente com a proximidade do shopping (Barra Sul Shopping, situado nas cercanias do bairro Cristal), e com o valor que me ofereceram fica difícil conseguir qualquer coisa”, diz. Vera lembra que, ao contrário do que ouvia há meses atrás, agora a duplicação da avenida não parece ser prioridade para a Prefeitura. “Ouço na mídia que vai ficar tudo para o final de 2015, sendo que a previsão era para a Copa do Mundo”, recorda.

Para Vera, os moradores perderam força ao não se organizarem em conjunto para pleitear uma saída mais digna. “Não se fala nisso por aqui”, resume ela. No início de julho de 2013, o Bloco de Lutas pelo Transporte Público e o Comitê Popular da Copa realizaram uma manifestação em que mais de mil pessoas caminharam pelas ruas da Cruzeiro. A duplicação da Tronco também foi objeto de estudo para professores e alunos da Faculdade de Arquitetura da UFRGS. Em outubro, uma série de encontros discutiu com professores estrangeiros as alterações urbanas que o bairro tem enfrentado atualmente e irá enfrentar após a conclusão da obra. O previsível aumento nos preços dos imóveis e consequentemente do custo de vida da população também foi abordado nos debates.

Por Ramiro Furquim/Sul21

Hoje, com parte das casas já destruídas, a continuação do processo de duplicação e a saída dos moradores parecem inevitáveis. “A gente quer sair, mas tem que sair corretamente. As pessoas daqui, desde que isso começou, vivem angustiadas, irritadas, e não há um atendimento adequado para os moradores”, opina Paulo Pereira. É ele quem diz que tem a impressão de que “caiu um terremoto” na Vila Cruzeiro. Outros moradores das imediações do Postão da Cruzeiro, o posto de saúde do bairro, falam que o consumo de drogas e a insegurança aumentaram com as casas destruídas e o acúmulo de destroços.

Os números da Prefeitura

O DEMHAB informou, ao final da primeira quinzena de março de 2014, são 1.525 as famílias cadastradas no escritório da Avenida Tronco – todas elas precisarão deixar as suas casas. Até o momento, 428 optaram pelo bônus moradia, 112 foram indenizadas pela Prefeitura e 105 estão recebendo o aluguel social no valor de R$ 500,00. De modo que, da totalidade dos casos, 880 permanecem indefinidos e sem previsão para deixar o bairro.

Mais de uma vez, a Prefeitura e o DEMHAB afirmaram que a obra não avança depressa porque “o tempo da duplicação é o tempo das famílias”. Militantes e parte dos moradores opinam que a demolição de algumas casas foi feita para pressionar as demais famílias a deixar a Vila Cruzeiro de forma rápida e intimidar os que resistem na Zona Sul. “Quando se tira sem garantias, as pessoas saem daqui para formar outra vila. E no futuro a Prefeitura irá tirar essas mesmas pessoas de lá também. Aqui na Cruzeiro, tem gente que já passou por outra indenização e por remoções”, afirma Vera Müller, moradora da Avenida Tronco.

Fonte: http://impedimento.org/a-beira-da-copa-historias-de-uma-obra-que-ficou-pelo-caminho/

Menos de 100 dias para a Copa do Mundo do Brasil

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Quem não se arrepia ao ver a seleção brasileira entrar em campo? Quem não espera com ansiedade o início da Copa do Mundo? Quem não para na rua, nas vitrines das lojas, no restaurante ou em qualquer lugar que tenha uma televisão e a seleção esteja jogando? Num único momento somos uma nação. Nem de direita, nem de esquerda. Apartidários. Brasileiros. Torcedores.

Desde muitos anos o futebol funciona como um remédio para nós, brasileiros. Se estamos tristes e vemos nosso time ganhar, a tristeza passa. Se o time perde, a vida parece que para. Mas logo vem outro jogo e a esperança se renova. É assim a cada ano, a cada novo campeonato… Mas com a seleção é diferente. Desde os tempos de Mané Garrincha e Pelé, passando por Sócrates, Zico, Júnior, Romário, Bebeto, Ronaldinho Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Felipão…

Não podemos torcer para dar errado. Não podemos torcer contra o Brasil. Estamos a menos de 100 dias para a Copa. Bilhões de pessoas estão olhando nosso país. Podemos mostrar o que temos de melhor, sem esconder nossas dificuldades. Ou podemos mostrar o que temos de pior. Podemos dar uma lição aos maus políticos, que usaram nossa fé e nossa torcida para roubar e superfaturar obras. Mas na hora do voto, em outubro. De junho a julho precisamos ser uma só voz: Brasil!

Se não fosse pela Copa do Mundo e suas obras inacabadas, talvez a gente não tivesse saído às ruas ano passado. Talvez algum outro motivo nos tivesse elevado a voz. Não sei. Sei que não podemos parar, que não podemos calar. Nossa voz, de 200 milhões de pessoas é mais forte do que tudo. Por isso, a menos de 100 dias da Copa, vamos torcer, vamos cuidar de nossas cidades, vamos ter fé. Fé redobrada, especialidade brasileira. Vamos mostrar que o Brasil pode ser mais, pode ser melhor. Vamos mostrar a força do nosso povo. A nossa voz. É hora de torcermos, de apoiarmos. E sempre, todos os dias, sempre é tempo de cobrarmos transparência, ética, verdade. Chega de politicagem. Chega de roubalheira. Chega de poder pelo poder. Queremos a Copa! Queremos um país para os brasileiros se orgulharem.

A greve acabou, a Copa do Mundo empacou

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A situação de greve dos rodoviários de Porto Alegre foi encerrada ontem. Depois de semanas tensas, de prejuízos de milhões de reais para o comércio local, de desgaste para a categoria, de impasses na justiça, de prazos e acordos descumpridos, de mais de 1 milhão de porto-alegrenses sofrendo diariamente as consequências, a greve finalmente acabou. Todos os jornais de hoje falam sobre isso. Alguns falam que os patrões venceram. Outros falam que os rodoviários venceram. Outros, ainda, que os sindicato venceu. Venceu Porto Alegre. Venceram os porto-alegrenses. Espero que a Prefeitura tenha aprendido uma boa lição: é preciso disposição para administrar uma cidade e seus impasses. Talvez eles sigam dizendo que a responsabilidade era do TCE, dos trabalhadores, da ATP, dos empresários… Mas sigo acreditando que as cidades são as pessoas que as fazem no dia a dia. E a Prefeitura tem o dever de cuidar dessas pessoas, todos os dias, independente de com quem for a briga. Agora é esperar pela licitações do transporte público… deve vir encrenca por aí e precisamos estar de olho.

Foi-se a greve e veio o impasse da Copa do Mundo. E a visita do todo-poderoso da Fifa Jerome Valcke (foto acima) reforçou isso. Sou gremista, todos sabem.  Mas sou brasileiro e gaúcho acima disso. Quero, portanto, que a Copa do Mundo em Porto Alegre seja um sucesso. O que não dá para admitir é que nós, cidadãos, paguemos uma conta que é do Internacional. Assinar um contrato assumindo uma dívida e uma responsabilidade e depois, na véspera do maior evento esportivo mundial, dizer que não fará é motivo de vergonha. Não interessa a gestão que assinou o contrato. O que não dá para admitir é jogar uma conta de quase R$ 30 milhões no nosso colo… É o que está acontecendo. E as autoridades estão sendo complacentes. Nós, eu e vocês, vamos pagar pelas estrutura temporárias que a Fifa exige e que o Internacional comprometeu-se em contrato a pagar.

Pensem comigo: eu compro um carro, assumo as prestações, assino contrato ciente de tudo. Quando chega na hora de pegar o carro na loja eu digo: vou levar, mas não vou pagar. Quem paga são meus amigos ou minha família. Mas eu vou usar o carro. Dou carona para alguns. Mas ao carro é meu. É certo isso?

Se Porto Alegre estivesse com suas obras de mobilidade urbana prontas, se houvesse receita sobrando, se tivéssemos expertise em captação de recursos, se tivéssemos capacidade de atrairmos investimentos, ainda assim seria errado. Se falta organização, o problema não pode ser dos contribuintes… Av. Tronco parada, BRTs que sequer foram comprados e sem corredores terminados, obras paradas como a da Anita e da Cristóvão Colombo, Av. Beira-Rio inacabada… Uma cidade cheia de obras inacabadas mas com cerca de R$ 30 milhões para pagar uma conta que foi assumida pelo Internacional…

Não está fácil…

A hora de mudar é agora!

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A época do ano em que mais promessas de mudanças são feitas é agora! Quem de nós nunca prometeu uma mudança radical na virada do ano? Talvez a esperança de podermos recomeçar seja o maior propulsor dos sonhos e desejos para os 365 dias que temos pela frente. O problema é que acabamos esbarrando, desde o início do ano, naquele famoso “amanhã eu começo”. Depois, muitos pensam: fica para o próximo mês, para o próximo…. E aquela mudança necessária acaba ficando para o ano que vem.

Mas 2014 é, sem dúvida, um ano para mudarmos o que precisamos e queremos mudar. Todos – ou boa parte das pessoas – dizem que 2013 foi um ano difícil. Então, devemos ser protagonistas das mudanças desde hoje e promovê-las a cada dia. Há sete anos eu vivi um período muito difícil. Foi a partir daquele momento que decidi tomar as rédeas da minha vida e ser persistente, jamais desistir. Revendo o filme “À procura da felicidade” relembrei muito aquele início de ano. Vejo hoje a diferença que fez a perseverança. Se eu pude fazer tudo diferente, é sinal de que todos podemos.

2014 é um caderno em branco em nossas mãos. Está em nós escrevermos a história de cada de dia. Depois de um ano difícil, cheio de tragédias do início ao fim, temos a chance de mudar, de renovar, de superar o que está ultrapassado e arriscar. 2014 é o ano para termos coragem de olhar para o futuro com esperança, sem apego ao passado. É ano de Copa do Mundo! Sonho ver o Brasil hexacampeão mundial em casa! É ano de eleição! Sonho ver o Brasil retomar o crescimento econômico e social, numa nova perspectiva, com um novo olhar. Sonho ver meu Rio Grande do Sul voltar a ser grande, porque estamos ficando para trás.

Se a virada do ano é tempo de promessas, então agora é a hora de mudar! Eu já comecei. E você?

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Dica da leitura: Ano eleitoral começa com várias restrições a autoridades públicas

 

Findamos um ciclo para começarmos outro

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Chegamos à ultima segunda-feira de 2013. Um ano que marcou o Brasil, sem dúvida. Um ano em que paramos para ver e ouvir os brasileiros, que vimos tragédias inesquecíveis, que vimos imprudência e suas consequências… Um ano que vimos a força que temos diante do nos que é adverso. É sobre esse espírito que quero escrever aqui.

Durante todo o ano, usei o site para divulgar notícias importantes, para dividir informação e compartilhar dados. Nossa voz, para ser ouvida, precisa de conteúdo, de argumento. Isolados, não temos voz! Mas essa etapa se encerra para passarmos a uma nova. Quero dividir com vocês, diariamente, uma opinião crítica sobre o que lemos e vivemos.

Por quê? Porque 2014 pede isso, pede opinião, pede que sejamos atentos e críticos. 2014 é o ano que correrá mais que qualquer outro. É o ano da Copa do Mundo no Brasil, de eleições. Deve ser o ano que em as manifestações voltarão às ruas… A economia dá sinais de que precisa de rumo, é um ano decisivo para isso.

Então, ao invés de publicar as notícias, seguirei lendo (e as indicando com links) aqui. Mas dividirei com vocês minha impressão sobre o que acontece. Porque de nada adianta apenas lermos e estarmos informados. Temos que formar nossa opinião. E esse é um espaço para que todos possam fazer isso.

A todos, um feliz 2014. Que seja um ano de mudanças profundas, de reencontro com o que o Brasil tem de melhor, com mais desenvolvimento econômico e social, com menos violência e impunidade, com mais exemplos positivos, com mais manifestantes nass ruas, com menos vândalos nas ruas, com esperança renovada, com segurança e verdade em nossas palavras e ações.

 

Aldo diz que estádios para a Copa estão 90% prontos e serão entregues em dezembro

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Os seis estádios que ainda não foram entregues para a Copa de 2014 estão com 90% das obras concluídas, em média, e ficarão prontos até dezembro deste ano, incluindo a Arena da Baixada, em Curitiba, cujas obras foram paralisadas terça-feira (1º), por irregularidades relacionadas à segurança do trabalho. A avaliação é do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que hoje (3) vistoriou as obras do Parque Olímpico de Deodoro, na zona oeste do Rio, e lançou a nova fase do projeto PentaJovem, dirigido a atletas de pentatlo.

“Não creio que a interrupção das obras tenha capacidade de atrasar o calendário de entrega do estádio do Atlético Paranaense [Arena da Baixada]. Talvez faça merecer medidas emergenciais, dependendo do tempo de interrupção da obra. A informação que eu recebi, do presidente do Atlético Paranaense, é que todas as medidas foram adotadas para corrigir o que há de irregular, para que as obras sejam rapidamente retomadas”, disse Aldo.

O ministro também falou sobre o atraso na entrega das 44 mil cadeiras para a Arena Pantanal, em Cuiabá, por causa da necessidade de uma nova licitação, a pedido do Ministério Público (MP), que apontou valor excessivo no primeiro pregão. “Houve também o cancelamento de compra de cadeiras em Mato Grosso, mas tenho informações de que foram adotadas medidas para que isso não prejudique o cumprimento do cronograma de entrega dos seis estádios restantes, que têm prazo até o fim de dezembro”, disse Aldo.

Ele acrescentou que a evolução das obras é acompanhada semana a semana, mês a mês. “Os estádios estão 90%, em média, com as obras concluídas. Isto nos dá a segurança de que teremos os estádios entregues em dezembro. Salvo, naturalmente, algum imprevisto”, ressaltou.

Quanto às Olimpíadas de 2016, o ministro destacou as obras no Parque Olímpico de Deodoro estão dentro do cronograma. No local serão disputadas provas de seis modalidades olímpicas e quatro paralímpicas. Em um terreno contíguo, ficará o Parque Radical, para disputad de provas de canoagem slalom, ciclismo BMX e ciclismo mountain bike.

Segundo Aldo Rebelo, já foram vencidas importantes etapas burocráticas de licenciamento legal e ambiental. “Tudo isso já foi feito ou está em estágio de conclusão. Temos convicção de que as obras para as Olimpíadas, tanto a infra-estrutura quanto a Vila Olímpica e as obras de mobilidade urbana, serão entregues dentro do prazo”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

Cinco das obras de mobilidade previstas para a Copa de 2014 na Capital podem ficar para 2015

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Junte erros de planejamento e projetos com falhas na elaboração, apontados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), a desapropriações discutidas na Justiça e impasses ambientais e arqueológicos. O resultado? Uma cidade estrangulada por obras por bem mais tempo do que o previsto.

Uma soma de problemas pode fazer com que cinco dos 11 projetos de mobilidade urbana pensados para a Copa do Mundo de 2014 em Porto Alegre fiquem prontos apenas no ano seguinte. Serão ainda longos meses para quem tem de circular pelas ruas e avenidas entrincheiradas da Capital.

Em infográfico, confira o acompanhamento de Zero Hora às obras da Copa

A prefeitura já admite que a duplicação da Avenida Tronco, o prolongamento da Avenida Severo Dullius, o viaduto da Avenida Plínio Brasil Milano e a duplicação da Rua Voluntários da Pátria podem ficar para 2015. A redefinição das datas, entretanto, ainda depende de acerto com o governo federal. Como os projetos foram retirados da Matriz de Responsabilidades do Mundial, que previa a conclusão das obras antes da Copa sob risco de perda de financiamento, e inseridas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), caberá à União bater o martelo a respeito dos novos cronogramas.

— Precisamos ter a chancela de Brasília. Aí será o cronograma oficial — resume o engenheiro Rogério Baú, coordenador técnico da secretaria de Gestão, ressaltando que a União pode determinar prazos mais curtos ou mais longos de conclusão.

A má notícia se soma à confirmação, na semana passada, de que a implantação do sistema BRT (ônibus de trânsito rápido) também deve ficar para 2015 devido a suspeitas de sobrepreço na execução de corredores e atraso nas licitações. Até agora, foram muitos os entraves envolvendo as quatro obras que podem ficar para 2015.

Na Tronco, a dificuldade é em acertar a remoção das mais de 1,4 mil famílias. Na Plínio Brasil Milano, uma revenda de carros permanece funcionando no caminho do novo viaduto. A duplicação da Voluntários enfrenta atualmente problemas de desapropriação de imóveis no trecho entre as ruas da Conceição e Ramiro Barcelos. E, na Severo Dullius, o projeto foi desmembrado após dificuldade em resolver problemas ambientais (confira ao lado os entraves e a situação dos cinco projetos).

O secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt, entende não ser mais o momento de discutir a elaboração dos projetos. Ele acredita que atrasos sejam inerentes a uma “cidade viva”:

– Faz parte do processo natural. Toda obra tem um grau de dificuldade que nunca é previsível. Sempre está sujeita a ir além do prazo.

Documento do TCE aponta problemas de planejamento

Em documento que apresenta o acompanhamento das obras de mobilidade até julho, divulgado na semana passada, o TCE aponta que “o atraso generalizado dos projetos e das obras evidencia falhas de planejamento e organização” e registra que o descumprimento de cronogramas favorece o aumento de custos por meio de “reajustes de contratos que se perpetuam além dos prazos previstos e em razão do incremento de serviços”. O mesmo documento afirma que, à época, “todas as obras e etapas em execução estão em atraso com relação aos prazos estabelecidos nos cronogramas físico-financeiros de seus contratos” — situação que pouco ou nada mudou. A retirada do chamado “selo Copa” dos projetos, entretanto, tranquilizou o TCE, que tinha como maior preocupação a perda da verba dos financiamentos federais.

— Em relação a obras da Perimetral, a situação de paralisação era previsível, na medida em que os projetos básicos tiveram de ser alterados. Na Severo Dullius, é a mesma situação — diz a auditora do órgão Andrea Mallmann Couto.

A prefeitura refuta a crítica de que os projetos foram mal elaborados. Na próxima semana, técnicos do TCE farão nova rodada de acompanhamento das obras da Terceira Perimetral.

Fonte: Zero Hora

Metade dos hotéis que receberam financiamento público para a Copa ficará pronta depois do Mundial

Seis dos 14 hotéis que receberam financiamento para funcionar na Copa de 2014 vão ficar prontos somente depois do Mundial. No total, o BNDES liberou mais de R$ 900 milhões da linha de crédito especial para impulsionar os investimentos do setor, oferecendo mais leitos aos turistas, evitando aumentos abusivos nas diárias. Há poucos dias, a Embratur informou que o preço de uma diária subirá quase 600 por cento na Copa. Entre os projetos que não ficarão prontos até o Mundial, estão os maiores empreendimentos. Apenas na cidade do Rio de Janeiro, três deles obtiveram 70% do valor total liberado pelo BNDES e só serão concluídos no fim de 2014 ou no primeiro semestre de 2015. Os outros hotéis, que serão inaugurados após a Copa se localizam em Porto Alegre, Natal e no município fluminense de Itaguaí.

Fonte: Rádio Gaúcha

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