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5 de outubro de 2014

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Era 5 de outubro de 2014. Embora a perda de Eduardo Campos tivesse abalado o sonho de um novo Brasil, naquele domingo, 5 de outubro, ainda havia esperança. Mesmo que as pesquisas mostrassem o contrário eu ainda acreditava que Marina e Beto poderiam ir para o segundo turno e levar adiante tudo o que Eduardo despertou nas pessoas. Foi um dia difícil, ainda mais pra mim, que estreava em disputas eleitorais como candidato.
 
Não foi o domingo com que sonhei. Foi um domingo triste. Não por mim. Mas pelo que eu sabia que viria a acontecer com o Brasil. Fosse pelas mãos de Aécio, fosse pelas mãos de Dilma, haveria crise econômica e crise política. Haveria recessão e haveria caos. Tudo o que estamos vivendo hoje, naquele domingo eu temi. Por quê? Porque seria a política do revanchismo, uma guerra que o Brasil vive há décadas e que não nos leva a lugar algum. Ao contrário, nos faz caminhar para trás.

Como vocês devem saber, de tanto que falo, trabalho com geração de emprego e renda. Mas, na campanha, Dilma dizia que havia pleno emprego. Que não havia recessão. Que tudo ia bem.  Hoje, são mais de 8 milhões de desempregados. E esse número deve aumentar até o fim do ano. De concreto, nada tem sido feito. A disputa de poder ainda faz o Brasil estagnar. Quem manda no Planalto? Dilma? Temer? Lula? PMDB? Não sei e nem eles devem saber.
 
Sei apenas que há exatamente um ano, adiei o sonho de um Brasil melhor. Parabenizo Marina e Beto Albuquerque pela postura e coragem de enfrentarem aquele momento. Poucos conseguiriam superar tamanha dor e perda para levar adiante o sonho de milhões de pessoas. Parabéns a todos. Nossa luta ainda não terminou. Falo por mim: ela está mais forte a cada dia. Porque podemos mais e seremos mais.
 
Obrigado, Eduardo, por tudo. Pelos ensinamentos. Nós não vamos desistir. Nós vamos persistir. E outros 5 de outubro virão. Mas o resultado, tenho fé, será diferente!

Ato suprapartidário emociona na data em que Eduardo Campos completaria 50 anos

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Para homenagear Eduardo Campos, na data em que estaria completando 50 anos, o PSB realizou grande ato suprapartidário, em Recife, Pernambuco. Cerca de mil e quinhentas pessoas, entre familiares, líderes políticos, artistas, militantes e admiradores do socialista se reuniram na manhã desta segunda-feira (10) em evento marcado por músicas e discursos emocionados.

Ao iniciar as homenagens, o presidente do PSB Nacional, Carlos Siqueira, lembrou a capacidade de diálogo, articulação, aglutinação que Eduardo Campos possuía, ressaltando que o ex-governador segue inspirando o PSB: “Eduardo provou que é possível fazer a política de frente para o povo. É possível fazer a gestão pública e melhorar a vida das pessoas”, disse. Siqueira falou ainda sobre a falta que o líder socialista faz a todos os brasileiros no momento difícil que atravessa o país, tanto política, quanto administrativamente. “Sei que ele teria papel relevante agora”, completou. “O sonho coletivo de Eduardo, o sonho de um país sem desigualdade social, com educação de qualidade segue vivo. Esse sonho segue vivo e não é só nosso. Esse sonho perpassa e está acima do PSB e das diferenças partidárias” finalizou.

Renata Campos fez um discurso emocionado lembrando a trajetória política de seu marido, que tinha o sonho de “revolucionar” o Brasil. “Ontem passamos o primeiro Dia dos Pais… ele que foi um grande pai”, declarou ao lado dos cinco filhos. “Hoje, celebrar seus 50 anos sem a sua presença física é muito doído. A saudade é enorme. Mas saber que sua vida, suas ideias, suas bandeiras, sua história nos trazem até aqui, nos mantêm unidos e vivos, é muito importante”, disse.

O vice-presidente do PSB Nacional e presidente do PSB gaúcho, Beto Albuquerque, lembrou que a perda do líder e amigo foi uma dor que o desanimou inicialmente, entretanto, a história de luta do socialista serve de inspiração a todos os brasileiros. “Quem conheceu Eduardo e conviveu com ele não está perdido. Sabemos para onde ir. Todos estamos chamados a seguir o legado de Eduardo”, disse. Relembrando os anos de convivência com Eduardo, Beto citou os mais de 20 anos do trabalho conjunto que desempenharam, desde a época em que compunham a Juventude Socialista Brasileira (JSB).  “Agradeço pelo discernimento e cuidado. Agradeço ainda pela coragem, pela ousadia, pelas realizações, pela alegria, pelo sorriso largo. É difícil falar sem ver Eduardo. Mas é fácil falar quando sentimos Eduardo”, disse.

O irmão de Eduardo, Antônio Campos, destacou que uma grande homenagem ao socialista ocorreu há poucos dias quando foi divulgada informação de que as escolas públicas de Pernambuco figuram entre as melhores do país.

Prefeito de Recife, Geraldo Júlio afirmou que Eduardo tinha entre suas principais qualidades a sensibilidade de entender as pessoas, bem como a capacidade de ser leal a população e aos seus eleitores. “Eduardo tinha uma capacidade de sonhar. Tinha uma ampla capacidade de transformar sonhos em realidade”, disse, ressaltando também que o líder socialista provou que é possível fazer a política de frente para o povo. “É possível fazer a gestão pública e melhorar a vida das pessoas. O que mais me alegra é inaugurar vida nas vidas das pessoas”, completou, fazendo referência ao seu trabalho à frente da prefeitura da capital pernambucana e citando frase de Eduardo.

Presidente da Fundação João Mangabeira (FJM), o ex-senador e ex-governador do Espírito Santos, Renato Casagrande, igualmente prestou homenagem à memória do socialista que neste 10 de agosto estaria celebrando 50 anos de vida. “Se não temos Eduardo com a presença, temos com o exemplo”, afirmou.

Candidata à vice-presidência da República na chapa encabeçada por Eduardo Campos, em 2014, a ex-Senadora Marina Silva defendeu que o momento é da política se reconectar com os princípios e valores da população brasileira. “Todos nós somos falhos, por isso precisamos de instituições virtuosas, precisamos ser maiores e melhores, olhando de baixo para cima. Acima de nós estão 200 milhões de brasileiros”, disse.

O governador de Pernambuco Paulo Câmara destacou que o legado de Eduardo será sempre presente. “Vamos continuar trabalhando por um Brasil melhor, pelo país que Eduardo queria construir. O Brasil depende de nós”. O socialista falou sobre os desafios políticos e econômicos do país no atual momento. “O futuro é um desafio e vai exigir de nós muita perseverança. Mas seguindo os passos que o Eduardo nos sinalizou será melhor”, conclui.

Governador do DF, Rodrigo Rollemberg, salientou que Eduardo tinha vocação para a política e sempre tinha uma atitude proativa diante dos desafios e perspectivas da vida política. “Eduardo dizia que não podemos dar intimidade aos problemas. Como ele faz falta nesse momento que vivemos”, relatou.

O evento suprapartidário em homenagem a Eduardo Campos reuniu, entre outros, o presidente do PSDB e Senador, Aécio Neves. “Eu amava, eu temia Eduardo. Em sua homenagem, não vamos desistir do Brasil”, disse, em referência à disputa pelo Palácio do Planalto em 2014. “Os governos são circunstanciais, mas o Brasil não é”. O governador de São Paulo, Geraldo Alckimin (PSDB), falou da importância do PSB, que Eduardo Campos tão bem representava, para a democracia brasileira, além de lembrar que o socialista tinha como um das principais virtudes ser ‘esperançoso’. “Vamos fazer ecoar ainda mais as palavras de Eduardo”, disse.

Ministro da Defesa e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse que foi um privilégio ter convivido com Eduardo Campos, citando que ambos foram governadores no mesmo período. Vagner ressaltou também a capacidade de diálogo, que sempre marcou a vida pública do ex-governador de Pernambuco. “Ele sempre foi um construtor de pontes”.

Na ocasião também foi lançado o livro “Eduardo Campos ― Os discursos do governador de Pernambuco: de 2007 a 2014”. Organizado pela Fundação João Mangabeira, a obra reúne praticamente todos os discursos de Eduardo Campos no exercício do seu mandato de governador, do dia da posse, em 1º de janeiro de 2007, à fala de despedida do governo, em 4 de abril de 2014.

O evento ocorreu no Arcádia Paço Alfândega, bairro do Recife.

Assessoria de Comunicação PSB/RS
Com informações do PSB Nacional

As novas exigências da democracia

Recomendo a leitura do artigo do deputado Beto Albuquerque, publicado hoje em Zero Hora.

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Podemos e queremos mais das nossas instituições políticas, visando a uma maior conexão com a realidade concreta das populações. A efetiva implementação do mecanismo de iniciativa popular pode nos ajudar nesta tarefa. Por isso, buscamos no Congresso Nacional reduzir as barreiras à participação, facilitando os termos que autorizam a apresentação de propostas de leis e alterações constitucionais por parte da sociedade.

Mas ainda há muito a ser feito no sentido de fazer valerem os preceitos constitucionais do exercício direto do poder pelo povo, além da iniciativa popular. É chegada a hora de se realizarem plebiscitos e referendos para consulta direta à população nas decisões estratégicas e fundamentais para a melhoria da vida das pessoas. Como ensinou o saudoso Bernardo de Souza, que foi deputado estadual, nossa democracia representativa precisa se “alargar, qualificar, aprofundar e aperfeiçoar pelos caminhos da democracia direta”.

Portanto, nosso desafio é conectar o processo legislativo brasileiro aos avanços tecnológicos e da internet. Aliar a busca pela eficiência do Estado, com melhoria da qualidade na prestação de serviços dos governos para o aperfeiçoamento da democracia. Daí por que defendemos a inclusão da subscrição das propostas de emendas constitucionais e dos projetos de lei de iniciativa popular por meios eletrônicos.

Os governos também precisam abrir espaços de participação e de formulação coletiva de políticas públicas, com o objetivo de influenciar diretamente a decisão dos gestores. Com o envolvimento das pessoas e das redes sociais, mediante o aprimoramento das metodologias participativas, tudo fica mais fácil para o processo democrático e de fiscalização. É esta receita que pode contribuir para encaminhar soluções para os problemas do Rio Grande do Sul, cujo saneamento da máquina pública e obras estruturantes estão a dever para uma economia produtiva, protagonizada pelo dinamismo de sua gente.

Histórias de superação: como você pode fazer parte delas

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Essa semana, no Rio de Janeiro, acontece o 7º Encontro do Registro de Doadores e Bancos de Sangue de Cordão Umbilical – INCA. Organizado pelo REDOME (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea), o evento nos mostra a real importância de um gesto simples, mas que pode fazer toda a diferença: doação. Milhares de pessoas lutam, hoje, contra a leucemia. Na maioria dos casos, a cura depende de um transplante de medula óssea. Enquanto essas milhares de pessoas tentam, a cada dia, superar as dificuldade, vencer o tratamento e seguir acreditando que é possível, você pode ser a grande diferença nesse processo.

Como? Sendo um doador voluntário. Cadastrando-se no hemocentro mais próximo. Sendo generoso com o próximo. Sendo solidário. Milhares de histórias de superação podem estar nas mãos de cada um de nós.

Tenho acompanhado a luta liderada pelo deputado Beto Albuquerque nesse sentido e vejo que tem feito a diferença. Na minha casa, todos somos doadores. Estamos cadastrados. Esperamos, em algum momento, podermos fazer parte dessas histórias de superação.

A verdadeira lição de vida que temos que aprender no cotidiano é essa: valorizar o bem maio que temos. Sem vida, sem saúde, não podemos ir a lugar nenhum. E, portanto, se está em nossas mãos a chance de salvarmos alguém, é preciso estendermos a mão.

Parabéns ao Dr. Luis Fernando Bouzas, Coordenador do REDOME/INCA/MS, ao deputado Beto Albuquerque, e a todos que fazem parte dessa causa.

Um cassado pelo voto no Plenário, o outro pelo voto do eleitor

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Na vida, uma das piores formas de violência é o preconceito. De toda forma, contra qualquer ser humano ou situação. O preconceito não cabe mais em nosso tempo, onde todos lutamos pela liberdade de expressão e buscamos viver nossas vidas dividindo tudo o que temos.

Na política, uma das piores coisas que havia era falta de transparência.  Pelo menos nas votações no Plenário da Câmara. Escondidos por um painel que apenas divulgava  o resultado final das votações polêmicas, deputados já deixaram de cassar mandatos de forma inacreditável.

Por que falo sobre preconceito e transparência? Porque o dia de ontem foi movimentado. De uma forma triste, o preconceito mostrou sua face em dois momentos distintos. O caso do jogador Tinga serve como mais um alerta para o mundo entenda e respeite os negros. Chamaram Tinga de macaco dezenas de vezes no jogo da Libertadores da América. Como se sente alguém  que ofende o próximo dessa forma? Não há justificativa para tamanha estupidez. Tinga é um ídolo. Mas não é por isso. Há alguns dias, na Europa, Balotelli sofreu o mesmo preconceito. Chorou no banco de reservas ao sair do jogo. Que tipo de pessoa vai ao estádio – sua paixão – para ofender um jogador? Futebol é paz! Precisa haver punição a quem faz coisas assim.

Já no RS, um vídeo mostra dois deputados gaúchos usando uma Frente Parlamentar para tudo o que não deveriam fazer. Alceu Moreira e Luis Carlos Heinze incitaram a violência no caso das demarcações indígena. Ora, sempre pensei que parlamentares eram pessoas que apaziguam, que acalmam, que buscam pacificamente soluções para impasse. Apagar fogo com gasolina não é papel de deputado. Mas Heinze foi além e mostrou de um preconceito tão grande, que o chamaram de Bolsonaro Gaúcho. A ele, que reafirmou tudo o que havia dito no vídeo divulgado (era de novembro), eu digo: vossa excelência precisa entender que o Brasil é diverso, que sua riqueza maior está na diversidade, que nenhuma pessoa é uma “coisa”, que o ser humano tem liberdade para ser o que quiser e ninguém tem o direito de usar a estrutura pública e um mandato parlamentar para incitar a violência, o ódio e a intolerância.

O terceiro caso que me chamou à atenção ontem, na Câmara, felizmente, foi a cassação do mandato do deputado Natan Donadon.  Com voto aberto, apenas 1 abstenção. 468 deputados votaram a favor do painel! Digo, a favor da cassação. Não posso incorrer no erro e generalizar. Muitos deputados já haviam votado assim ano passado. Beto Albuquerque inclusive. E muito dessa cassação deve-se a ele.

Sinto vergonha por esse único deputado que se disse sem condições de votar (se foi eleito é para ter posição!). Sinto vergonha pelos deputados gaúchos envolvidos nesse caso. Sinto vergonha pelos torcedores preconceituosos. Há muito para mudar nesse país. Por isso eu digo: eduque seu filho ao levá-lo ao estádio e não deixe que repita nada que ofenda o outro torcedor; vote de forma consciente em outubro, escolha alguém que realmente o represente. Se o preconceito e a intolerância o representam, então escolha esses… Se não o representam, mude. Sempre é tempo de mudarmos para melhor.

 

“Precisamos resgatar a estabilidade econômica no Brasil”, defende o líder do PSB

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Dados recentes têm apontado a dificuldade do Governo Federal em lidar com os problemas econômicos que afetam o Brasil, como a alta da inflação e do dólar, o baixo crescimento da economia e a ameaça concreta de desemprego. “Estão fazendo de conta que não existe um risco real da precipitação de uma crise que poderá repercutir severamente sobre o País”, alerta o líder do PSB na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS).

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta semana, pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a criação de vagas de emprego formal teve o pior julho em 10 anos, com 41.463 oportunidades criadas. O resultado é 77% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, com 183.347 novas vagas. “A realidade da economia brasileira começa a ser cruel com os trabalhadores por ausência de decisões concretas”, avalia o socialista.

Outra preocupação do socialista é o aumento da inflação. Dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial subiu 0,16% em agosto. No mês anterior esse número era de 0,07%. No acumulado do ano, o indicador foi para 3,69. “A inflação é o veneno mais perigoso para a população mais pobre, ela ameaça os empregos e diminui o poder de compra”, lembra o parlamentar.

De acordo com o IBGE, o crescimento da taxa do IPCA 15 de agosto é explicada, em grande parte, pela menor queda dos grupos alimentação e bebidas (de -0,18% em julho para -0,09% em agosto) e transporte (de -0,55% para -0,30%), aliada à alta de saúde e cuidados pessoais (de 0,20% para 0,45%) e educação (de 0,11% para 0,68%).

Para Beto, é preciso buscar mecanismos para que a economia brasileira seja forte e confiável, caso contrário, as conquistas dos últimos anos podem ser perdidas. “Estamos alertando para a possibilidade de os riscos da crise colocar abaixo muitas dessas conquistas.Queremos ajudar a vencer este momento difícil!”

Fonte: PSB

PP e PSB intensificam o diálogo sobre eleição 2014

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A articulação para as eleições de 2014 está intensificando os encontros entre partidos que almejam o comando do Palácio Piratini e do Planalto. Na quinta-feira, líderes do PSB e PP se reuniram na sede do partido socialista e prospectaram uma possível aliança para o pleito do próximo ano.

O PP quer alianças para alavancar a provável candidatura da senadora Ana Amélia Lemos ao governo do Estado, já o PSB procura um palanque estadual para a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à presidência. Os anfitriões valorizaram o convite progressista e os seis deputados da legenda – três federais e três estaduais – participaram do encontro. “Estamos vivendo um momento político importante, de alinhar as ideias. Recebemos com bons olhos essas visitas”, afirmou o presidente estadual do partido, Beto Albuquerque.

O parlamentar reiterou a disposição da legenda em realizar coligações somente a partir da garantia de Campos como candidato à presidência. “O PP tem feito consultas nas suas reuniões com a base e a candidatura do Eduardo (Campos) tem sido bem recebida.”

A busca do PP é por parceiros que apoiem a candidatura de Ana Amélia, mas o presidente estadual do partido, Celso Bernardi, se mostrou mais cauteloso ao comentar o encontro com os socialistas. “É uma primeira conversa, não tem nada encaminhado, continuaremos conversando”, disse. Acompanhado de integrantes da diretoria do partido, Bernardi também evitou falar sobre o apoio à candidatura de Campos – atualmente, o partido integra a base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT).

Beto destacou que os partidos têm inquietações semelhantes sobre a gestão do Estado. “A saúde pública é uma grande preocupação, assim como a discussão do endividamento do Estado e da política que temos adotado”, afirmou o socialista. O parlamentar também afirmou que não vê como entrave as posições ideológicas distintas dos partidos. “Falamos bem à vontade sobre isso. Ideias contrárias podem aproximar a busca de soluções. O PP e o PSB hoje estão no governo federal, comandado pelo PT. Não vejo dificuldade e não posso achar estranho que, se estamos juntos no governo federal, não possamos integrar o mesmo projeto estadual”, disse.

Fonte: Jornal do Comércio

Beto Albuquerque, Ana Amélia e outros seis gaúchos estão entre os 100 parlamentares mais influentes do Congresso

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O Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) divulgou ontem, 3ª feira (6.ago.2013), sua lista dos 100 políticos mais influentes do Congresso, também conhecida como “Cabeças do Congresso”. São oito parlamentares gaúchos, entre eles o deputado federal Beto Albuquerque e a senadora Ana Amélia Lemos. Os dois são personagens decisivas nas eleições de 2014 e no Rio Grande do Sul e no Brasil.

O partido com mais representantes nessa “elite” é o PT, com 26 deputados e senadores. Em seguida está o PMDB, com 16 congressistas. Em terceiro vem o PSDB, com 12.

O ranking está diretamente relacionado ao tamanho da bancada de cada partido. O PT também é a legenda com a maior bancada na Câmara (89 deputados), seguido pelo PMDB (80) e o PSDB (49).

O Diap seleciona congressistas que conseguem se diferenciar dos demais pelo exercício dos seguintes atributos: negociar projetos, conduzir debates, articular interesses e formular políticas públicas.

Na definição da entidade, “são políticos capazes de, isoladamente ou em conjunto com outras forças, criar seu papel e o contexto para desempenhá-lo”.

Entre os 100 nomes escolhidos, 61 são deputados e 39, senadores. Apenas 1 é debutante na lista: o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), líder do bloco PR, PTB, PRP, PHS, PTC, PSL e PRTB. Os demais já haviam figurado anteriormente no “Cabeças do Congresso”, que está na 20ª edição.

O Estado com mais representantes é São Paulo (21), seguido por Pernambuco (9) e Rio Grande do Sul (8). Em quarto lugar, empatados com 7 congressistas cada um, estão Bahia, Paraná e Rio de Janeiro.

A presença feminina na lista dos 100 mais influentes é proporcionalmente menor que a participação da mulher no legislativo federal. As mulheres representam 15,31% do Congresso (83 deputadas e 8 senadoras), mas apenas 9% do “Cabeças do Congresso” (5 deputadas e 4 senadoras).

São elas: as senadoras Ana Amélia (PP-RS), Kátia Abreu (PSD-TO), Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), e as deputadas Alice Portugal (PC do B-BA), Jandira Feghali (PC do B-RJ), Luiza Erundina (PSB-SP), Manuela D´Ávila (PC do B-RS) e Rose de Freitas (PMDB-ES).

A lista completa por ser vista aqui.

Protagonismo do PSB não é briga com PT, sustenta Beto

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O deputado federal Beto Albuquerque (PSB) é um dos principais articuladores da candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), à presidência da República. Defensor da ideia de que o partido não fará um rompimento ao deixar o governo federal, e provavelmente a aliança estadual com Tarso Genro (PT), o parlamentar defende o protagonismo da sigla.

Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, o deputado contesta o financiamento público de campanha, defende a unificação das eleições e pede uma reforma de Estado que englobe mudanças no Executivo e Judiciário. Beto Albuquerque também afirma a necessidade de desonerar os impostos e tributos do setor de transporte coletivo e a aprovação do projeto de lei complementar que destina 10% dos recursos da União para a saúde.

Para o socialista, as manifestações de ruas que eclodiram pelo Brasil no mês de junho mostram um descompasso antigoentre as necessidades e demandas da população e a resposta dos políticos. E afirma que quem não adequar o discurso a este novo momento terá uma resposta indesejada no próximo ano, nas urnas.

Jornal do Comércio – Como está a articulação para a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para a presidência da República?

Beto Albuquerque – Hoje é um sentimento 100% dentro do PSB de termos uma candidatura presidencial. O Eduardo é um cara novo, mas não é um novo de aventuras, é um novo que já está num segundo mandato de governador. No governo de Pernambuco, áreas como segurança pública, saúde e educação têm pactos que foram estabelecidos – antes de começar o governo e discutidos com a sociedade – com objetivos e metas a serem alcançados, aferição de resultados regular e controle social das ações. Então é uma governança com controle social e apuração de resultados, algo que falta no Brasil. A aprovação do Eduardo, neste momento inclusive em que passou um “tsunami” todo das manifestações, continua em 83% e isso é uma demonstração de vigor. O Brasil vive o fim de um ciclo político-econômico, como vários que já aconteceram, por isso, inclusive, um certo estresse na economia e na política. Nesse cenário, a gente pensa na candidatura do Eduardo.

JC – E para a disputa pelo Palácio Piratini?

Beto – No Rio Grande do Sul, integramos o governo, ajudamos a eleger Tarso (Genro), temos o vice-governador (Beto Grill) e nem em nível nacional e estadual estamos tratando de rompimento com o PT ou brigando com o PT. O raciocínio do PSB não é de briga e rompimento, é de protagonismo. Estivemos em todas as eleições do (ex-presidente) Lula (PT) e da (presidente) Dilma (Rousseff, PT) e não fizemos isso a contragosto. Aqui ajudamos a eleger o Tarso e eu tinha 10% nas pesquisas a governador em 2010. Junto com a (deputada federal) Manuela d’Ávila (PCdoB), que nos apoiava, tivemos a humildade de reconhecer que não tínhamos reunido ainda forças para enfrentar uma candidatura própria. Aqui no Estado, temos o problema dos grandes partidos não apoiarem candidaturas de partidos pequenos. Então, retiramos a candidatura e tenho certeza que o gesto ajudou o Tarso a vencer no primeiro turno. Agora, não estamos fazendo um rompimento, queremos um palanque que apoie Eduardo.

JC – Há articulações com o PDT, que está analisando a possibilidade de deixar o governo?

Beto – O PDT é um partido com que temos um histórico de relacionamento, assim como o PCdoB. Hoje, o PDT tem uma pré-candidatura aqui no Rio Grande do Sul, do deputado federal Vieira da Cunha. No Rio de Janeiro, tem o Miro Teixeira e o senador Pedro Taques no Mato Grosso, que são candidaturas que o PSB vê com ótimos olhos e que não teria problema nenhum em apoiar, se a gente conseguir fazer o casamento nacional.

JC – E quais os outros partidos que podem entrar no leque de alianças?

Beto – O PCdoB é um partido com que a gente trabalha muito aqui no Rio Grande do Sul e temos mantido conversas importantes. Com o PV também temos conversado, e com o PSD, através do (deputado federal) Danrlei. O PR, do Cajá Nardes. Ou seja, estamos atrás de uma aliança leve, propositiva, contundente, para travar um bom debate nacional e estadual. Já recebi visitas do PT, do PMDB – recentemente do senador Pedro Simon e do ex-ministro Mendes Ribeiro Filho, que me tocaram pela representação -, e da senadora Ana Amélia (PP). Mas antes de qualquer diálogo, digo que o PSB não trabalha para ampliar seu número de deputados e não faz exigências de governador, mas precisa de um palanque capaz de ampliar e potencializar a candidatura presidencial de Eduardo.

JC – Com a definição da candidatura de Campos e apoio a outro candidato ao governo do Estado, que não seja Tarso Genro, o PSB sai do governo até o fim deste ano?

Beto – Sim. O PSB, se não trilhar o caminho de permanecer politicamente junto com a candidatura da Dilma e do Tarso, vai sair do governo, evidentemente. Embora tenhamos ajudado a elegê-los e não estejamos de favor em nenhum dos governos. Mas a coerência manda que o partido, para tomar uma decisão de apresentar candidatura própria ou não, tanto aqui no Estado quanto a nível nacional, deva colocar à disposição os cargos que ocupa.

JC – Como avalia a participação do PSB no governo estadual após sua saída? O partido perdeu visibilidade?

Beto – Saí do governo porque, de fato, tinha diferenças de condução de gestão sobre vários assuntos. Tinha uma opinião divergente e não concordei com muita gente falando sobre a mesma coisa. É muito difícil fazer obra quando você tem um colegiado dando palpites. E quando não se confia na pessoa da ponta principal, que é o Daer (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem), que está sob administração do PT, pior ainda a situação. Contribuiu também ter recebido o convite para retornar à Câmara e assumir a liderança da bancada do PSB. Foi honroso ser secretário do Tarso, não quero negar isso. Meu desejo é que as coisas prossigam dessa forma, mas, pessoalmente, não sei integrar equipe em que tenha que ser subjugado à opinião de colegiados.

JC – Mas a saída acabou enfraquecendo o papel do partido dentro do governo?

Beto – A Seinfra (Secretaria de Infraestrutra) perdeu muitas pautas que comandávamos. A questão da ferrovia Norte-Sul, a questão do carvão mineral, a questão da regaseificação do porto de Rio Grande e a questão da discussão da PPP da ERS-010 são assuntos que foram praticamente deslocados da secretaria. É uma escolha do governo e uma pactuação com o secretário. Desde que saí do governo, não tenho opinado e interferido nessas coisas, porque há um novo secretário e cada um tem seu estilo. O partido não reclama da sua participação no governo e é isso que importa. A minha opinião não é relevante.

JC – Que análise faz das manifestações de junho e as respostas dadas por Executivo e Legislativo às reivindicações?

Beto – O Brasil entrou para o leque dos países que sofreram a globalização dos protestos das manifestações, onde a linha direta do cidadão nas ruas – através das redes digitais – faz estremecer as velhas estruturas e comportamento das instituições, partidos, do movimento sindical, dos movimentos sociais e dos poderes. A rigor, as instituições brasileiras andavam no analógico e a sociedade no digital, ou seja, as reivindicações e os protestos eram instantâneos e as soluções e respostas muito demoradas.

JC – E a reforma política?

Beto – Acredito que o povo na rua pediu homens públicos mais decentes e as pessoas logo transformaram isso em reforma política. Mas homens decentes não teremos, necessariamente, por fazermos a reforma política. Decência, conduta, ética, são coisas inerentes ao homem, não valores coletivos, partidários ou ideológicos. Agora, alguns ajustes devem ser feitos e a defesa do PSB é de unificar as eleições, a partir de 2018, com mandato de cinco anos para os executivos e sem reeleição. Com a unificação das eleições, haverá a obrigatoriedade de os partidos terem identidade nacional. O fim das coligações proporcionais também não vemos problema em votar. Já o financiamento público precisa ser muito discutido e a sociedade não teve o tempo necessário para compreender o que está sendo proposto.

JC – Qual é a posição do PSB?

Beto – A posição é de que a responsabilidade seja dos partidos e candidatos. Hoje a contribuição é mista, os partidos podem arrecadar privadamente e também utilizar verbas do fundo partidário. O fato de ser um financiamento exclusivamente público não garante que partido ou os políticos vão deixar de buscar no caixa dois as soluções de suas campanhas. E a pergunta que tenho feito aos defensores do financiamento público: da onde que vão sair os R$ 3 bilhões ou R$ 4 bilhões para financiar as campanhas? Seria justo tirarmos de investimentos ou de custeio de importantes recursos para as campanhas? Acredito que tem que fixar limites de gastos no sistema atual e, talvez, priorizar mais a contribuição individual do que a empresarial.

JC – Qual o impacto nas urnas dessas mudanças?

Beto – Quem se apresentar nas urnas, no ano que vem, com pactos políticos velhos, tradicionais e que não dialoguem com o novo pacto social que está nas ruas, pode se azarar.

JC – Quais os desafios do Parlamento?

Beto – Ao Congresso Nacional está reservada uma tarefa, mas nos governos e no Judiciário há outras tarefas a serem cumpridas. O Parlamento brasileiro tem que votar, e já está votando, medidas importantes. Na retomada do recesso, precisa terminar de votar o fim do voto secreto e do foro privilegiado. Para melhorar a saúde, temos o Projeto de Lei Complementar 123 para destinar 10% do orçamento da União para a saúde. A saúde brasileira só vai melhorar se tiver gestão e recursos. Hoje, tem municípios investindo 20%, 25% em saúde, estados também socorrendo a saúde e, enquanto isso, o governo federal gasta só 4% ou 5% do seu orçamento na área. Isso precisa mudar. Temos uma discussão envolvendo o projeto dos royalties. O governo quer dar à saúde e à educação os rendimentos do fundo e nós queremos repartir o fundo, não só os rendimentos. Em termos de alocação de recursos, estamos falando em 10 vezes mais recursos se for repartido o fundo e não apenas os rendimentos do fundo nacional dos derivados do petróleo, especialmente do pré-sal. Do ponto de vista moral e ético, temos que concluir a votação da tipificação de crime hediondo para a corrupção, a emenda constitucional que tipifica o princípio da lei da ficha limpa para todos que ocupam cargo público, como concursados e cargos em comissão.

JC – E quanto ao Executivo?

Beto – Os governos precisam ter ferramentas de participação popular, se modernizar e, evidentemente, agir com um olhar de gestão sob as coisas principais. Não podem continuar onerando com tributos e impostos os sistemas de transportes, porque ele é pago 100% pela tarifa. Tem que desonerar o sistema para que o cidadão pague somente o custo do transporte e não o custo tributário do País e não bitributado. E há também o papel do Judiciário, que quando falamos de corrupção tem um papel importante. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelou que o Judiciário brasileiro só julga 34% dos processos de improbidade no País. E improbidade é a corrupção de servidor ou agente público. Gostaria de substituir a reforma política por reforma de Estado, pois há mazelas em todos os poderes.

Fonte: Jornal do Comércio

Beto Albuquerque é indicado ao Prêmio Congresso em Foco 2013

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O líder do PSB na Câmara, deputado federal Beto Albuquerque (RS), está mais uma vez entre os parlamentares eleitos pelos jornalistas que cobrem o Congresso Nacional, como um dos melhores de 2013. A votação, realizada pelo Congresso em Foco em conjunto com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, é a primeira etapa do Prêmio Congresso em Foco, criado em 2006 para incentivar a população a acompanhar com mais atenção o desempenho dos congressistas.

Todos os parlamentares pré-selecionados pelos jornalistas serão automaticamente homenageados, e receberão pelo menos um diploma na festa de premiação que será realizada em Brasília, no dia 26 de setembro, no centro de eventos Unique Palace.

A sociedade define a lista final dos premiados, podendo acrescentar nomes aos escolhidos pelos jornalistas, além de determinar a ordem de classificação dos congressistas. Sua voz se fará ouvir pela internet, no período de 9 de julho a 9 de setembro, em votação que contará com o monitoramento da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF).

Além de Beto, o PSB está representado na disputa pelo senador Rodrigo Rollemberg (DF) e pelos deputados federais Glauber Braga (RJ), Luiz Erundina (SP).

Fonte: Assessoria Dep. Beto

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