Decepção e tristeza

Cdsve6EW8AINtlt

 

Há poucos dias escrevi aqui sobre esperança, sobre não desistir. Hoje, porém, depois de conhecer a conhecer a delação de Delcídio do Amaral e de ver o anúncio de Dilma, que nomeará o ex-presidente Chefe da Casa Civil.

A que ponto chegamos? Um ministro tenta comprar o silêncio de um senador preso. Um ex-presidente vira ministro em busca de foro privilegiado. A presidente se anula ao chamar para o cargo mais importante de seu governo uma raposa. E o povo, onde fia o povo nessa crise moral?

Fica lá, onde ninguém vê! Onde essa corja só vai a cada 4 anos quando precisa de voto. Sinto uma imensa decepção do meu país no dia de hoje. Sei que outros dias virão, sei que  justiça será feita. Mas só descansarei quando todos eles, de todos os partidos, estiverem na cadeia.

 

 

Fora os corruptos; bem-vinda, esperança!

1935544_849305135202128_1246450858416068625_n

Milhões foram às ruas ontem em todo o Brasil. Outros milhões ficaram em frente à televisão e aos computadores tentando minimizar os milhões nas ruas. Quem está certo? Quem está errado? Não há certo e errado. Há esperança!

E por que digo isso? Porque a foto que escolhi par o post de hoje mostra que não é apenas contra o PT a manifestação. É contra a corrupção! Praticada por quem for, parece que o brasileiro redescobriu sua voz e voltou às ruas. Cansados de tanta roubalheira descarada, vestimos o verde e amarelo, nos cobrimos de esperança.

Alguns, claro, tentarão imputar aos que se manifestam, a pecha de golpistas, de elite… Têm isso? Tem! Mas tem gente pobre, gente humilde, da periferia; tem classe média; tem pai, mãe, jovem; tem aposentado; tem adolescente; tem de tudo.

E defendo a saída de Cunha, de Renan, de Maluf, de Collor, de Dilma, de Lula, de Aécio, de Alckmin e de todos que tiverem algum envolvimento com escândalos de corrupção. Seja na Petrobras, no metrô ou nas merendas escolares. Sou contra o conservadorismo. Sou contra a volta dos militares.

Sou a favor do país, do povo forte, da voz sendo ouvida! Sou a favor da esperança! A favor da mudança! A favor de uma nova política! Com caras novas, com novos líderes, com novas pautas!

Cansei do: rouba, mas faz; quem começou o petrolão não fomos nós; se o FHC podia, eu também posso. BASTA! Corruptos na cadeia já! Eleitores atentos e conscientes já!

 

O problema é um só: corrupção

financiamento-privado

Pense e responda rápido: qual o maior problema do Brasil hoje? Fome, pobreza, desemprego, inflação, educação, saúde, segurança? Não. Nosso maior problema é a corrupção. Do menor ao maior nível.

Por que digo isso com tanta convicção? Porque sou de uma família humilde, fui criado pela minha mãe apenas. Sempre trabalhei e estudei. Passei fome. Passei necessidades. Dependi, durante a maior parte de minha vida, da saúde, educação e segurança públicas. E nada disso foi realmente um problema invencível. Eu, como milhares de outras pessoas, os superei.

Já a corrupção, meus amigos, essa eu não consigo vencer sozinho. Porque não depende só de mim. Eu posso combatê-la. Esse combate, porém, se dilui nas ações daqueles que dão um jeitinho em tudo. Exemplo: o gato na net, da água, da luz; o troco a mais que não devolve; o furo na fila; a cola na prova; a carteirinha de estudante para pagar meia-entrada; o suborno do policial que multa; o estacionamento em vaga de deficientes físicos… Quem rouba R$ 1 real, rouba R$ 1 milhão. E, para mim, são iguais.

O Brasil só mudará quando políticos pararem de nos roubar? Também! Mas depende que pessoas que não estejam à venda, que não vendam seus votos, que cobrem por favores. A corrupção leva do seu filho, do eu sobrinho, da sua mãe, do seu pai e de todo cidadão de bem a chance de uma vida digna. A cada real desviado, a esperança de um novo Brasil diminui.

Pensem nisso. Não interessa se é Lula, Temer, Renan, Cunha, Maluf, Roriz, Dilma, Odebrecht… Não interessa se é PT, PMDB, PP… Eles podem falar tudo o que quiserem para tentar nos iludir. Podem dizer que é golpe! Podem se fazer de vítima. Podem até querer dividir o país. Mas a verdade está aí para quem quiser (e puder) ver: eles são os responsáveis pelo maior golpe que o brasileiro sofre há séculos: a corrupção que nos desvia de um futuro promissor e brilhante.

Divisão que não leva à nada

brasil rachado - domingo - 19

A quem interessa um Brasil rachado, dividido, sangrando? A quem interessa grenalizar a sociedade? A quem interessa a polarização? A quem interessa não buscar soluções, mas, ao contrário, nos afastar delas?

Não sei qual o interesse real, mas sei a quem cabe o estrago: ao brasileiro. Enquanto a disputa for PT ou PSDB, coxinhas ou petralhas, o Brasil vai seguir dividido. E quem divide não soma.

Está na hora de mudarmos o ponto de vista. Menos ódio, menos raiva, menos cegueira. Mais visão estratégica, mais amor pelo país, mais soluções.

 

 

Lula: a culpa de todos, menos minha

Former Brazilian President (2003-2011) Luiz Inacio Lula da Silva gestures during a meeting with the Workers' Party (PT) members in Sao Paulo, Brazil on March 30, 2015 AFP PHOTO / Nelson ALMEIDA        (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)

Former Brazilian President (2003-2011) Luiz Inacio Lula da Silva gestures during a meeting with the Workers’ Party (PT) members in Sao Paulo, Brazil on March 30, 2015 AFP PHOTO / Nelson ALMEIDA (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)

Acabei de assistir à entrevista ou pronunciamento do ex-presidente Lula. Aos olhos dos companheiros, ele foi bem. Ovacionado. Aplaudido. Segue endeusado. Não erra. É alvo. É vítima de tudo e de todos. Foi o melhor presidente da história desse país. Não tem complexo de vira-lata. É especial. É merecedor de diversos milagres.

Mas e a verdade, onde está? Lula, por ter feito grandes mudanças, está acima do bem e do mal? Está acima da justiça? Está acima de mim ou de vocês? Já foi pobre e já passou fome. Por isso pode tudo?

Eu digo ao Lula: eu já passei fome. Eu já fui pobre. E escolhi vencer por méritos próprios. Escolhi não mentir. Escolhi cumprir as leis. Escolhi vencer com coragem. Escolhi estar ao lado de quem me ensinou os valores da ética, moral e honradez.

Não, Lula, o povo não é burro. É grato ao que o senhor fez. Não significa que sejamos cegos diante do que o senhor ganhou para fazer tudo o que fez. Não se trata de iate ou pedalinho. Se trata de moral. De respeito. A culpa não é do judiciário, do Moro, da Globo, Época ou Veja. É de quem perpetuou esquemas de corrupção inimagináveis. É culpa de sua base aliada que cobra propina à luz do dia por votações. É culpa de quem não fez as reformas estruturantes que deveria ter feito. Então, a culpa é do senhor. Que permitiu mensalão e petrolão.

Terceirizar a culpa não cola mais. Que o Brasil acorde!

Autismo em pauta na Assembleia Legislativa

14569488101

Quero parabenizar o deputado Catarina Paladini e o governador José Ivo Sartori. Sempre faço críticas. E as considero justas. Mas ser justo é, também, reconhecer as boas ações. Muitas vezes elas são ignoradas pela imprensa. Então cabe a cada um de nós divulgarmos. O autismo é um transtorno sério. Que precisa de atenção. Ver que o poder público está atento a isso é manter a esperança viva no coração!

O presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, deputado Catarina Paladini, entregou ao governador José Ivo Sartori, na manhã de hoje (02/03), a cartilha “Autismo, direitos e cidadania”. O governador, que apoia a causa e ja menifestou-se através das redes sociais falando sobre o tema, recebeu o parlamentare dezenas de pessoas, jovens que possuem o transtorno do espectro autista, mães e apoiadores da causa. O lançamento da cartilha ocorreu na Assembleia Legislativa, também na manhã de hoje, e contou com a presença de do Dr. Alexandre José da Silva, servidor do Ministério Público, da promotora Maria Regina de Azembuja, de representates da Rede Gaúcha de Autismo e outras entdidades de diversas regiões do Rio Grande do Sul.

Autor do projeto de lei que cria a Política Estadual de Atendimento a Pessoas com Diagnóstico de Autismo, Catarina espera aprovar a proposta até fim de 2016. O passo seguinte é a regulamentação. O relator do projeto, deputado Jorge Pozzobon, garantiu, durante reunião na CCDH, que nos próximos dias, apresentará à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o parecer favorável ao PL. “Reapresentei o projeto em 2015 por entender que é preciso pautar a sociedade. Muitos direitos são negligenciados. E não podemos compactuar com isso. O governador Sartori é sensível à causa e tenho certeza que a Assembleia também será parceira na aprovação”, disse.

O parlamentar lembrou que dados do Ministério da Saúde dão conta que no RS a cada 176 crianças nascidas, uma é diagnosticada com o Transtorno do Espectro Autista, totalizando cerca de 100 mil pessoas com o problema. “Daí a importância da iniciativa do mandato. Nossa proposta é garantir atendimento através de centros especializados em todo o estado”, afirmou.

Durante o lançamento da cartilha, as autoridades descataram a relevância da ação proposta pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos. Entre os relatos dos presentes, emociou o parlamentar o fato de uma mãe dizer que ela não teme o presente, mas, sim, a situação e que seu filho permacerá quando ela não estiver mais ao seu lado. “A sociedade precisa de sensibilidade. O poder público precisa de sensibilidade. Sem isso, 2 milhões de pessoas ficam em situação de vulnerabilidade no Brasil. A causa me emociona e merece todo apoio, dedicação e empenho”, finalizou Paladini.

Fonte: Site deputado Catarina Paladini

 

Endividamento das famílias gaúchas atinge 63,2% em fevereiro, diz Fecomércio-RS

17976348

Mais do mesmo: famílias endividando-se, salários parcelados, inflação em alta, professores paralisados… E o governo segue sem agir! Federal e estadual. Ninguém parece querer enfrentar a crise como deveria: com ousadia, gerando emprego e renda, garantindo estabilidade, atraindo investimentos, fomentando o desenvolvimento local. Nada de ideia, nada de rumo… E, sem rumo, onde vamos parar?

O nível de endividamento das famílias gaúchas chegou a 63,2% em fevereiro, contra 50,9% registrados no mesmo período do ano passado. O índice integra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada nesta segunda-feira pela Fecomércio-RS.

“A expansão do percentual de gaúchos endividados verificada nos últimos meses foi a esperada diante do atual quadro da economia brasileira, permanecendo, no entanto, em patamar inferior ao de 2010 e 2011, quando o índice superou 70%”, avaliou, em nota, o presidente da entidade, Luiz Carlos Bohn.

Conforme a Fecomércio-RS, a queda do emprego, a redução da renda e a inflação elevada são os elementos que determinaram o crescimento das dívidas.

“A desaceleração recente do consumo e do crédito, associada à inflação elevada, ao aumento de juros, à diminuição da confiança das famílias e ao aumento da precaução do lado da oferta, tem impactado na busca por crédito”, ponderou Bohn.

A pesquisa divulgada nesta segunda-feira também mostra que a parcela da renda comprometida com dívidas cresceu na média de 12 meses, passando de 31,5%, em janeiro de 2016, para 31,8%, em fevereiro deste ano. O tempo de comprometimento, ainda na média de 12 meses, permaneceu em 7,7 meses.

De acordo com o levantamento, o cartão de crédito segue como o principal meio de dívida dos gaúchos, apontado por 80,7% dos endividados, seguido por carnês (26,8%), crédito pessoal (13,4%) e cheque especial (11,8%).

Na comparação com fevereiro do ano passado, o percentual de famílias com contas em atraso avançou de 17,6% para 28,7%. Além disso, conforme a Fecomércio-RS, a média de famílias que não terão condições de regularizar nenhuma parte de suas dívidas em atraso no prazo de 30 dias avançou para 10,1% neste mês, contra 8,5% do segundo mês de 2015.

Fonte: Zero Hora

Desemprego chega a 7,6% e bate recorde para o mês nos últimos sete anos

4ma2zdhvlkylhlxeufpae3ozn

 

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 7,60% em janeiro de 2016. É o pior para o mês desde 2009. Em dezembro de 2015, a taxa de desocupação foi de 6,9%.

A renda do trabalhador caiu 1,3%. Na comparação com janeiro de 2015, houve recuo de 7,4%.

E o que nossos governantes, em todas as esferas, têm feito para mudar isso? Qual a proposta para gerar emprego e renda?

Após 4 meses, redução dos salários de Dilma e do vice ainda é só promessa

1456120947869

Brasil em crise. Quase 10 milhões de desempregados. Indústria e comércio demitindo ainda mais. E Dilma, como sempre, prometendo e não cumprindo. A matéria abaixo é do jornal Estadão. Não se trata da economia que seria feita, mas do valor da palavra, do compromisso, do sinal, da liderança, da honradez. Tudo o que Dilma insiste em mostrar que não tem. Ela e a turma que governa com ela e desfruta de tudo isso, quanto o Brasil vai afundando.

A presidente Dilma Rousseff aproveitou a reforma ministerial, em outubro, para anunciar que reduziria o seu próprio salário e o de todos os ministros em 10%. Passados quatro meses, no entanto, a promessa ainda não foi cumprida e a presidente, o vice Michel Temer e os 31 ministros continuam recebendo um salário de R$ 30.934,70. Os motivos para o atraso vão desde a falta de empenho do governo em aprovar a medida até os longos trâmites que as propostas precisam atravessar no Legislativo.

Anunciada em 2 de outubro, a medida foi encaminhada ao Congresso sob a forma de uma mensagem presidencial três dias depois. Na primeira instância pela qual precisava passar, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, o parecer por sua aprovação só foi apresentado pela relatora Simone Morgado (PMDB-PA) em 16 de novembro e aprovado no colegiado apenas no dia 9 de dezembro.

A mensagem presidencial transformou-se, então, em um projeto de decreto legislativo, que precisaria ser apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde chegou em 15 de dezembro. Na semana seguinte o Congresso entrou em recesso e o relator da CCJ só foi designado no dia 29 de janeiro. O escolhido foi o deputado Décio Lima (PT-SC) que, procurado pelo Estado, não sabia da indicação. “Eu não estou sabendo que sou o relator. Se fui designado relator, ainda não fui informado”, afirmou.

Para o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), a culpa não é do governo. “Não é culpa do governo. É mais uma das matérias que ficam na gaveta da Câmara”, disse. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o rebateu. “Quando o governo quer votar, articula, pede urgência. Se não, é porque não é urgente”, afirmou o peemedebista.

Comissionados. Dos 3 mil cargos comissionados que o governo cortaria, apenas 528 foram extintos até agora. O Planejamento diz que a medida está em curso e sendo feita de maneira gradual. Dos cargos já extintos pelo governo,16 foram na Casa Militar; 24 na Embratur; cinco na Fundação Alexandre Gusmão; 74 no Ministério da Justiça; 34 no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; 216 no Ministério do Planejamento; 24 no Ministério do Turismo; 112 na Secretaria de Governo; e 23 na Suframa. Além disso, o ministério destaca que nesta semana há previsão de publicação de novos decretos, com redução de aproximadamente mais 140 cargos.

Além de não ter reduzido os salários e cortado os cargos comissionados, outras medidas prometidas pela presidente também não foram efetivadas. No mesmo evento, Dilma anunciou a criação de uma central de automóveis para unificar o atendimento aos ministérios, além de metas de gastos com água e energia, limites para uso de telefones, diárias e passagens aéreas. Segundo o Planejamento, a unificação dos carros oficiais está prevista para começar a operar em setembro de 2016. “É importante frisar que não se trata de uma central de transporte por ministério, e sim para a administração, pois atenderá as necessidades dos órgãos, de forma conjunta”, informou.

A presidente também prometeu que os gastos de custeio e contratações do Executivo seriam reduzidos em 20% e que haveria uma Comissão Permanente para a Reforma do Estado. A comissão foi instituída em outubro e a designação de sua composição foi definida em novembro. Segundo informou o Ministério do Planejamento, desde então, a pasta realiza “reuniões periódicas de diagnóstico e revisão das estruturas junto aos ministérios”.

Nem mesmo o relatório que o governo pretendia elaborar até 15 de janeiro para apresentar o resultado das medidas ficou pronto. Segundo o Planejamento, do total de 2.149 unidades administrativas de serviços gerais, apenas 676 enviaram os dados de redução de gastos. A redução informada até agora é da ordem de R$ 339 milhões.

Mais de 100 milhões não possuem rede de esgoto

ESGOTO

 

Quando saneamento básico for prioridade para os políticos brasileiros, tenho convicção de que muitos problemas serão superados. Não há como vencer a guerra contra o mosquito da dengue, por exemplo, se não temos rede de esgoto universal.

O Brasil é gigante em números: 100 milhões não possuem rede de esgoto e 13 milhões são analfabetos. Talvez esses dados mostrem o tamanho do nosso desafio! Nosso, sim, porque somos nós que elegemos quem governa, quem legisla, quem determina onde será gasto o NOSSO dinheiro!

_______________________

Um total de 156,4 milhões de brasileiros que vivem em áreas urbanas tinha acesso à rede pública de abastecimento de água em 2014. O número equivale a 93% dos moradores das áreas urbanas do País. No quesito saneamento, 57,6% eram atendidos por redes coletoras de esgoto, o que significa 96,8 milhões de habitantes. Considerando que o Brasil tem mais de 205 milhões de habitantes, isso significa que mais de 100 milhões de brasileiros não possuem acesso à rede de esgoto.

 
Os dados são da 20ª edição do Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos referentes ao ano de 2014. O levantamento do Ministério das Cidades buscou informações sobre o abastecimento de água em 5.114 municípios, que abrangem 168 milhões de pessoas (98% da população urbana do País). Sobre o esgoto sanitário, o estudo obteve dados de 4.030 cidades, nas quais vivem 158,5 milhões de brasileiros (92,5% da população urbana).
Segundo o diagnóstico, R$ 12,2 bilhões foram investidos efetivamente nos serviços de água e esgoto em 2014. O número representa um crescimento de 16,7% em relação a 2013. Os serviços de esgoto receberam 46% do total investido. No mesmo ano, mais de 2,4 milhões de pessoas foram incluídas no serviço de abastecimento e 3,5 milhões na área de saneamento.

O índice médio de dejetos coletados no Brasil chega a 70,9% do total gerado. Entretanto, quando se fala em esgoto tratado, esse percentual cai para 40,8%. O trabalho mostra que houve uma discreta evolução nesse ponto. O volume de esgotos tratados saltou de 3,624 bilhões de metros cúbicos em 2013 para 3,764 bilhões em 2014, um aumento de 3,9%.

O levantamento revelou que o consumo médio per capita de água no País foi de 162 litros por habitante ao dia, queda de 2,6% em relação a 2013. A população do Nordeste consumiu em média 118,9 litros (menor quantia do País), enquanto, no Sudeste, o consumo foi de 187,9 litros (maior do Brasil).

No Rio Grande do Sul, o consumo médio de água em 2014 foi de 162,9 litros por habitante. Nos últimos três anos, a média foi de 154,9 litros. O Estado, juntamente com Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rondônia, Acre, Distrito Federal e Amazonas, é um dos que consome mais que a média do País, de 162 litros por habitante ao dia.

Dos 497 municípios gaúchos, só 108 têm redes coletoras

A condição do atendimento de esgoto sanitário no Rio Grande do Sul ainda é precária. Das 497 cidades gaúchas, somente 108 possuem redes coletoras. Na prática, isso significa que 3,1 milhões dos mais de 11,2 milhões de gaúchos têm acesso a uma rede de esgoto. Apenas os moradores de 28% dos municípios gaúchos são atendidos por esgotamento sanitário.

Nas áreas urbanas, o índice sobe para 32%. Ainda assim, só 28,67% do esgoto gerado é coletado, e apenas 49,54% dos dejetos são devidamente tratados. É um dos piores índices do Brasil, ficando à frente dos estados do Pará (15,36%), do Maranhão (37,15%) e de Minas Gerais (49,34%).

Quanto ao abastecimento de água, a situação é melhor. No total, 450 municípios possuem acesso, o que corresponde a mais de 9,3 milhões de gaúchos. No total, 85% das cidades são atendidas. Quando o recorte se refere às áreas urbanas, o índice cresce para 94,96%.

O Estado apresentou queda no percentual de investimentos para a área de saneamento básico. Em 2013, foram R$ 428,3 milhões, o equivalente a 4,1% do total aplicado, contabilizando todas as áreas. Em 2014, embora o valor bruto tenha aumentado para R$ 431,3 milhões, o percentual caiu para 3,54%. Além disso, a tarifa cobrada por metro cúbico de água no Rio Grande do Sul em 2014, de R$ 4,52, foi a maior do País, fato que já tinha ocorrido em 2013.
Fonte: Jornal do Comércio
WP-Backgrounds Lite by InoPlugs Web Design and Juwelier Schönmann 1010 Wien