Crianças assistem à peça Chapeuzinho Vermelho

Em uma iniciativa do empresário Nelson Naibert, mais de 100 crianças assistiram, no dia 16 de fevereiro à tarde, à peça Chapeuzinho Vermelho, apresentada no teatro Zé Rodrigues, em Porto Alegre.

Crianças da Vila Cruzeiro, Mário Quintana e Partenon foram convidadas para irem ao teatro pelo empresário. “Poder proporcionar uma tarde feliz a essas crianças foi como voltar no tempo. Vivi um pouco do que elas vivem, sem acesso a muitas coisas e sei o quanto pode significar um gesto desses”, explicou Nelson.

Chapeuzinho Vermelho

A tarde foi marcada pelo encantamento e magia que o teatro proporciona. A maioria das crianças jamais havia estado em um teatro. “Vale a pena todo esforço quando vejo o sorriso sincero de uma criança. Aliás, é pensando em um futuro melhor para elas que trabalhamos e buscamos transformar a sociedade em pontos cruciais”, destacou.

 

Por que não política?

Gosto muito do nosso tempo, por diversos motivos. Um deles diz respeito à maior liberdade que temos. Comparada há alguns anos ou décadas, avançamos muito na busca dessa liberdade, seja ela política, pessoal, de credo, de expressão, entre tantas outras. Assim como é certo que avançamos, é certo, também, que há muito a ser conquistado para a liberdade plena e universal de todos.

Mesmo nosso país tendo evoluído bastante quando o assunto é liberdade – é preciso lembrar que há poucas décadas vivíamos a ditadura e os Atos Institucionais – ainda há grandes preocupações e um longo caminho a percorrermos. Percebo isso principalmente nos discursos que exaltam o desinteresse político. Como pode termos visto gerações darem a vida pela liberdade política e convivermos com essa escolha simplista de não-participação? Justo agora, que temos tido mais acesso à informação, que temos visto casos de corrupção serem punidos…

A impressão que tenho é que essas pessoas se sentem mal não com a política de um modo geral, mas, sim, com um determinado modo de fazer política. Preferem, por isso, manter certa distância. Não é de todo errado. Mas talvez não seja a melhor escolha, porque nossas vidas estão diretamente ligadas à política. Há um entrelaçamento de tudo, das coisas mais simples do nosso cotidiano às coisas mais complexas debatidas no Congresso Nacional. A política – certa ou errada – é refletida em nosso dia a dia. Podemos escolher perceber isso quando algo nos toca isolada e diretamente (pelo individualismo), ou pela consciência coletiva (muito mais forte e capaz de provocar mudanças).

Sermos mais politizados é, nesse entendimento, uma das maneiras de lançarmos luz sobre essas teias invisíveis que nos dominam. Afinal, a omissão e a abstenção também são formas de posicionamento político. Mais fracas, talvez, porque espaços em teoria vazios são rapidamente ocupados justamente por aqueles que fazem a má política.

Se nossa política chegou nesse estágio, de afastar os seus verdadeiros protagonistas – cidadãos – é hora de repensar, de agir, de mudar. Não podemos simplesmente nos afastar pelo cansaço. É tempo de sermos teimosos, de insistirmos, de superarmos o que está errado. É possível começarmos uma nova vida e fazermos com que a política seja entendível, animada e interessante. É preciso que façamos isso. A política não é apenas a dos acordos espúrios e da corrupção. Não! A política é a ação comunitária, a aça solidária, a mudança nos bairros, nas ruas, nas cidades. A política é o que queremos que ela seja, desde que sejamos fortes o suficiente para superar a vontade de abstermos e passarmos a um novo estágio: de ação. Afinal, queremos a liberdade plena e universal para todos! Queremos direitos iguais e para todos.

Acredito que para mudarmos o estágio de repulsa que milhões de pessoas enfrentam, devemos usar o sentido de utopia definido por Eduardo Galeano: “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”. O horizonte pode ser uma meta ou um impedimento ou as duas coisas. Quem define o que é somos nós e nossas ações.

O meu desafio deste 2013 está dado: quero seduzir o cidadão a fazer política sem pensarmos que os políticos são nossos adversários. Precisamos estar imbuídos de uma compreensão de que juntos podemos fazer mais, fazer diferente; devemos mostrar que, através da organização, podemos agir e complementar as boas propostas que existem, bem como ser contra o que não serve para o todo. Para isso, vamos manter a imagem de utopia no horizonte, vamos caminhar numa direção única da busca do bem comum, da igualdade, da justiça.

Por Nelson Naibert

Nelson reúne-se com prefeito de Eldorado do Sul

No dia 6 de fevereiro, Nelson Naibert esteve em Eldorado do Sul, onde reuniu-se com o prefeito Sergio Munhoz. O empresário e o prefeito conversaram sobre o perfil da cidade (hoje com aproximadamente 35 mil habitantes), os rumos do desenvolvimento local e a atração sustentável de investimentos.

Reunião com prefeito de Eldorado do Sul

Para Nelson, Eldorado do Sul tem um grande potencial por estar muito próximo da capital gaúcha (cerca de 10 quilômetros) e pelas características que vem desenvolvendo. “É um município novo, mas que já tem uma clareza no tipo de cidade que quer ser. Isso é fundamental para que sejam atraídos os investimentos afins. É preciso sempre que os investimentos sejam sustentáveis, respeitem o perfil das cidades e de seus moradores, incentive o crescimento, ao mesmo tempo em que permita o desenvolvimento da população”, disse Nelson.
O prefeito Sergio Munhoz defende que o crescimento econômico e social caminhem lado a lado. Nesse sentido, Nelson Naibert relatou as experiências de Bom Jardim e Saquarema, municípios do estado do Rio de Janeiro que sofreram grandes mudanças com a chegada de grandes investimentos. Segundo o empresário, a chave para o sucesso das mudanças nessas duas cidades deu-se na busca de investimentos adequados: eles dialogam com o perfil e as características de cada cidade. Nelson e Sergio Munhoz devem reunir mais vezes ao longo do ano para tratar de novos investimentos na cidade.

Deputado Beto Albuquerque recebe Nelson Naibert

Nelson Naibert reuniu-se com o deputado federal Beto Albuquerque (PSB) no início do mês de janeiro, em Porto Alegre. Na pauta do encontro estavam temas relacionados ao desenvolvimento do Rio Grande do Sul e as necessidades de atração de novos investimentos para o estado. Nelson relatou ao parlamentar o trabalho que vem desempenhando através da Rosa, Naibert em cidades do Rio de Janeiro. Segundo ele, há muito a ser feito pelo Rio Grande do Sul e há, da mesma forma, um grande potencial de crescimento no estado.

Beto Albuquerque e Nelson Naibert 

Para o deputado, a atração de investimentos é fundamental para o desenvolvimento econômico sustentável de cidades e regiões do RS. De acordo com Beto Albuquerque, é preciso agir com precisão e rapidez, citando o exemplo do estado de Pernambuco, que vive profundas mudanças há alguns anos e hoje se destaca no cenário nacional.

A ocupação de cargos públicos


Sandro Vicente

 

Alianças partidárias são formadas com o objetivo de eleger candidatos a determinados cargos, em determinadas eleições. Uma vez eleito, o candidato deve retribuir o apoio recebido através da concessão de cargos aos partidos que compõem sua base eleitoral. A situação preocupante que decorre, em muitos casos, é a forma como isso acontece. A distribuição de cargos e pastas na administração pública ocorre de sob viés político. Entretanto, se baseada ideia de responsabilidade social, deveria ser técnica.

Em meu ponto de vista, a interação partidária na busca de eleger um candidato em comum com vistas aos possíveis cargos que se disponibilizam não deve ser a única ou a maior preocupação dos envolvidos. Um planejamento de distribuição de cargos baseada na plataforma de governo deve ser elaborado de modo a contemplar os recursos disponíveis. Nesse caso, deve ser dada especial atenção aos recursos humanos. A ocupação de um cargo público deve exigir profissionalização, experiência de natureza técnica e empírica com a função a ser exercida. Na iniciativa privada, essa prática é utilizada e sua otimização é meta permanente. Tudo para que os objetivos sejam alcançados em êxito. A administração pública vem convergindo aos moldes da governança corporativa gradativamente.

Portanto, é importante a implementação de novos métodos de avaliação para a ocupação dos cargos públicos considerando a capacidade do indivíduo em cumprir as funções exigidas de maneira que atenda às expectativas das necessidades dos cidadãos. Entendo que os partidos recompensados com cargos devido ao comprometimento eleitoral devem apresentar candidatos habilitados para a composição das equipes de governo. Dessa forma, mesmo que um candidato não consiga montar uma equipe de sua confiança e através de sua escolha pessoal, ele terá um grupo de profissionais que atuará com base e respaldo técnico em cada uma das diversas áreas de atuação do governo, minimizando erros e desperdício de recursos públicos. Afinal, o objetivo da política, em sua essência, é a prestação de serviços administrativos e a promoção do desenvolvimento socioeconômico de uma unidade governamental. E, para que haja êxito na administração pública, a política é essencial, sim, mas aliada ao conhecimento técnico. Ou corre o risco de cair no vazio, no demagogo e ficar apenas no discurso, sem resultado.

Porto Alegre: a prioridade dos investimentos em infraestrutura

Cada cidade, região, estado possui suas prioridades. Quem mais as conhece é quem vive nos locais, enfrentando no cotidiano, os gargalos. Entre várias prioridades que possui, penso que Porto Alegre necessita urgentemente de uma reforma na infraestrutura. Sabemos que, devido ao movimento “Copa do Mundo”, cidades de todo o Brasil começaram suas obras, inclusive Porto Alegre. No entanto, questiono a demora na realização dessas obras, já que boa parte está apenas no papel ou é recém saída dos projetos.

Na primeira quinzena de janeiro de 2013, por exemplo, passamos por uma situação mais que estressante, onde o ponto culminante foi uma vitima fatal devido à forte chuva que, mais uma vez, alagou nossa cidade. O prejuízo é geral é incalculável, pois o que vemos nos noticiários são os fatos extremos que somados às demais ocorrências. Impossível inaceitável e continuar omisso. Claro que é preciso levar em consideração o alto volume de chuvas. Mas, se algumas partes de Porto Alegre suportaram, é sinal de que investimentos trazem resultados, sim. Sem investimentos vimos casas alagadas, carros destruídos e sonhos de muitos trabalhadores perdidos, além do foco comercial e industrial, ou seja, afetando todas as classes e categorias da população.

Sabemos que os orçamentos para a realização de obras públicas possuem custos elevados. Da mesma forma, sabemos os prejuízos causados por obras iniciadas com longos prazos para a concretização e, em alguns casos, inacabadas. Isso fere o bolso de todos os cidadãos.

Poderia enumerar muitos outros problemas. No entanto, queremos solução, queremos ter uma perspectiva positiva para o futuro, pois o caos originado pelas chuvas torrenciais ocorre de uma maneira devastadora e sem aviso. São fatos naturais. Agora, as chuvas de porte leve, que produzem alagamentos em vários pontos da cidade deveriam chamar a atenção das autoridades competentes há muito tempo, pois, como comentei anteriormente, este tema já é velho. Exemplos do descaso com o investimento em infraestrutura podem ser visto todos os anos pelos noticiários. As notícias se repetem. Como porto-alegrense tenho o sonho de não ver mais isso em minha cidade.

Por Rubens Santos

Os desafios dos novos prefeitos

O fim de 2012 é, para muitos políticos, a reta final da preparação antes de assumirem o cargo de prefeito(a). Com as novas legislações iniciando, 2013 começa com grandes expectativas para os prefeitos eleitos e para os reeleitos.

Este é, sem dúvida, um período importante. Tanto que o governo Federal já prepara suas ações para apresentar aos novos prefeitos os principais programas, especialmente aqueles que ainda não chegam à grande parte dos municípios gaúchos (como os que tratam da acessibilidade).

Mas, como cumprir todos os compromissos assumidos durante as campanhas e promover, ao mesmo tempo, o desenvolvimento e crescimento sustentáveis? Além das parcerias como os governos Federal e Estadual, os municípios precisam atrair investimentos e incentivar o empreendedorismo. É preciso – e possível – que os municípios tenham protagonismo. Na prática, isso significa reconhecer o potencial local (cidade e região), detectar o perfil dos trabalhadores e qualificá-los, ter claro a logística que cada investimento exige e, por fim, buscar investidores. Um bom prefeito precisa saber defender seu município como o melhor lugar para cada investidor.

Alguns podem se perguntar: é possível? Sim. A cidade de Saquarema (80 mil habitantes), no estado do Rio de Janeiro, por exemplo, conseguiu atrair mais de 33 investimentos nos últimos anos, gerando 4.862 empregos diretos. Bom Jardim (26 mil habitantes), com cinco investimentos, gerou 630 empregos diretos e 1500 indiretos. Isso permitiu uma verdadeira revolução nas cidades, com investimentos diretamente relacionados com a vocação dos municípios.

O que é preciso para que isso aconteça no Rio Grande do Sul? Mais vontade, mais protagonismo e mais visão empreendedora. Velhas soluções para velhos problemas têm sido colocadas em prática à exaustão sem resultados satisfatórios. Ao mesmo tempo, a economia segue evoluindo em ritmo intenso. Os prefeitos precisam acompanhar o ritmo da economia para poderem garantir os direitos e a dignidade dos cidadãos.

No RS, os 50 municípios com maior PIB têm perfil completamente diferente e estão espalhados por todo o Estado. Cabe, portanto, a cada um deles, atrair um tipo de investimento. Isso fortalecerá a administração local na medida em que gerará emprego, renda e arrecadação. Que, em 2013, os novos prefeitos (e os reeleitos) entendam a grande importância que novos investimentos significam e que façam a escolha de alavancar o desenvolvimento local, valorizando o melhor de cada cidade, permitindo aos cidadãos permanecerem em seus municípios, ao invés de saírem em busca de melhores oportunidades. Ganham os municípios, ganha o estado.

 

Nelson Naibert

Economista e Consultor

Artigo publicado no jornal Zero Hora (04/12/2012)

 

A democracia pela participação política

 

Por Sandro Vicente

Desde a proclamação da República, em 1889, o povo brasileiro clama por democracia. Mas uma democracia plena, com direitos e deveres do cidadão bem estabelecidos, através de uma legislação justa e de um modelo político que objetiva o bem-estar social. Entretanto, durante os 123 anos que se passaram até a presente data, o processo de democratização do Brasil sofreu uma série de rupturas devido aos golpes militares e ditaduras. Com isso, o estabelecimento de uma democracia contínua ficou prejudicado, tendo que ser renovado a cada mudança de regime governamental. Importante salientar que, durante os diferentes e longos períodos de opressão, a participação política do povo brasileiro era intensa, através dos movimentos de classe, fossem eles estudantis, sindicais ou de organizações regionais.

O clamor pela liberdade e pela democracia, através da participação popular na escolha de políticas que de fato representasse o povo era o ideal para o futuro da nação. Em 1985, após o fim de um ciclo ditatorial militar, o presidente da República foi escolhido de forma indireta, apesar do clamor do povo brasileiro por eleições diretas, através da Emenda Constitucional Dante de Oliveira, que representou o movimento “Diretas Já”, frustrada na sua votação. Foi somente através da Constituição de 1988 que foi legitimada a eleição direta para presidente, que veio a ocorrer em 1989.

A partir desse momento, o processo de redemocratização foi instaurado e é contínuo até os dias de hoje. Podemos perceber, portanto, que a solidificação de uma democracia real no país é um fator que necessita de amadurecimento, tanto em função de tempo – afinal, são duas décadas apenas – como de conhecimento por parte da sociedade. Nós, brasileiros, não estamos acostumados a lidar com o direito de exigir nossos direitos com legitimidade, bem como de cumprir com nossos deveres de cidadãos democráticos. Consideramos que votar já é parte necessária a ser cumprida. Muitas vezes, esquecemos que a nossa participação no direcionamento do rumo das questões políticas não se resume somente ao voto. Por outro lado, as engessadas leis brasileiras, muitas delas ainda sancionadas nos períodos de regimes militares, não permitem, muitas vezes, a relação do cidadão com aspectos que influenciem na tomada de decisão governamental.

Outro fator importante nessa discussão sobre participação da sociedade brasileira nos assuntos políticos é o ainda baixo nível de educação da população. Com o advento da globalização, aliada ao crescimento econômico do Brasil, o foco nos interesses sociais passou a ser direcionado para o consumo. O saber, valor intrínseco adquirido através da educação, deixou de ser, para muitos, o bem mais importante. O que é levado em consideração é o quanto se pode ganhar através do conhecimento adquirido, no mercado de trabalho. Com isso, perde-se o significado do bem comum, que pode ser gerado na sociedade.

Portanto, se desejamos construir um país democrático, devemos direcionar esforços individuais e coletivos na busca do alcance dos direitos e no cumprimento de nossas obrigações sociais. A participação deve ser mais efetiva na determinação das políticas governamentais. Precisamos acompanhar de perto as ações e decisões que dão o rumo democrático no Brasil, atuando de diversas formas, agregando valor nesse processo. Atuar, cobrar e se responsabilizar politicamente são premissas indispensáveis no exercício da cidadania. Abrir mão disso compromete a soberania de um povo, e reflete diretamente no indivíduo.

Novos prefeitos

 

Com as novas legislações iniciando, 2013 começa com grandes expectativas para prefeitos eleitos e reeleitos. Esse é um período importante; tanto que o governo federal já prepara suas ações para apresentar aos novos governantes. Mas como cumprir todos os compromissos assumidos durante a campanha e promover, ao mesmo tempo, o desenvolvimento e crescimento sustentáveis da cidade? Além das parcerias com os governos federal e estadual, os municípios precisam atrair investimentos e incentivar o empreendedorismo.

Na prática, isso significa reconhecer o potencial local, detectar o perfil dos trabalhadores e qualificá-los. É fundamental ter clara a logística que cada investimento exige e, por fim, buscar investidores para esses fins. Um bom prefeito precisa saber defender seu município como o melhor lugar para cada investidor.

Alguns podem se perguntar: é possível? Sim. Saquarema, por exemplo, conseguiu atrair mais de 33 investimentos nos últimos anos, gerando 4.862 empregos diretos. Bom Jardim, com cinco investimentos, gerou 630 empregos diretos e 1.500 indiretos. Isso permitiu uma revolução nas cidades, com investimentos diretamente relacionados com a vocação desses municípios.

Os futuros prefeitos devem entender a importância dos novos investimentos e fazer a escolha de alavancar o desenvolvimento local, valorizando o melhor de cada cidade, permitindo aos cidadãos permanecerem em seus municípios, ao invés de sair em busca de oportunidades. Ganham os municípios, ganha o estado.

 

Nelson Naibert

Economista e Consultor

Artigo publicado no jornal O Dia (08/01/2013)

A união entre empresas e estado

O Brasil passa por transformações e melhorias na política e em seu ambiente macroeconômico. Nesse cenário, surgem os setores naval e petrolífero com investimentos da ordem de US$ 350 bilhões para os próximos 10 anos, segundo estudo da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip).

As encomendas para ambos os setores já são um referencial na criação e na consolidação da cadeia de fornecimento interno, o chamado ‘Conteúdo Local’, cujo objetivo é ampliar o suprimento de produtos e serviços. De início, o desafio é adequar tecnologia e escalas de produção para atender à demanda emergente.

A estratégia para absorver esse crescimento é a união. Para isso, empresários devem se aliar, buscando parcerias na produção, na implantação de tecnologia e nas escalas de produção. O antigo modelo de terceirização de mão de obra deve ser substituído pela ‘parceirização’, que é a divisão do trabalho e do lucro proporcional à atividade realizada.

Alguns executivos já enxergam isso. O modelo vem sendo adotado com sucesso no Arranjo Produtivo Local do Vale do Aço, em Minas Gerais. Lá, a indústria metal-mecânica voltou-se para as oportunidades criadas nos setores naval e petrolífero. Além da produção regional, as empresas vêm expandindo suas atividades.

Recentemente, produtores mineiros de blocos de navio — sem logística marítima — foram à Região Sul do País buscar parcerias. Não há dúvidas de que esse novo formato de negócio terá um importante desdobramento no futuro. Ele atende à demanda local e impulsiona o crescimento de empresas ‘gêmeas’ em regiões diferentes, e sem a concorrência predatória e a nociva guerra entre estados.

Nelson Naibert

Economista e Consultor

Artigo publicado no jornal O Dia (17/05/2012)

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