Desemprego chega a 10,7% na Região Metropolitana, a maior taxa para março desde 2009

Tenho andado muito preocupado com os números da crise no Brasil e no RS. A situação está cada dia mais difícil e tende a piorar antes de começar a melhorar. O resultado disso será sentido por cada um de nós, por milhões de famílias. Tenho trabalhado muito para que evitar alguns desses impactos. Felizmente minha atuação profissional me permite isso. Mas confesso minha tristeza.

Aqui no RS, era 198 mil pessoas sem trabalho em março, segundo a Fundação de Economia e Estatística (FEE). Os dados mostram que a taxa de desocupação chegou a 10,7% em março — a maior para o período desde 2009 — na região metropolitana de Porto Alegre. Vejam: em março de 2015 o índice estava em 6,3%.

Agora pensem: quase 200 mil famílias vivem essa situação. Sempre me coloco no lugar de um pai de família, que não tem mais emprego e renda para sustentar sua família. Sempre penso nos jovens recém formados, cuja expectativa era de um futuro promissor. É muito triste ver essa realidade e ver a dificuldade por que passam tantas pessoas.

Enquanto isso, o poder público discute ainda o impeachment, possíveis ministros, artimanhas para safar Eduardo Cunha… E o povo: quem pensa no povo? Quem propõe soluções? Quem está disposto a ouvir sugestões? Está difícil viver essa política. É hora de mudar. Cada dia tenho mais certeza disso.

 

Poa aparece na imprensa internacional: mas pela violência

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Somos notícia fora do Brasil! Mas não há o que comemorar. O mundo está percebendo o que nós vivemos há anos, mais intensamente há meses. Cada dia pior. A insegurança.

Na última sexta-feira, aconteceu um tiroteio na frente do hospital Cristo Redentor. Jornais do país inteiro repercutiram. Tanto que chegou ao exterior, mais precisamente à Inglaterra. Diz o jornal britânico que “a polícia brasileira atirou em um suspeito, enquanto ele tenta levantar os braços em sinal de rendição”. O que pode ser visto nas imagens.

A política tem culpa? Agiu errado? Não sei! Sei que nossos policiais ganham pouco e recebem salário parcelado. Só isso já é motivo para que estejam desestabilizados. Sei que nossa polícia tem armas muito inferiores às armas dos bandidos.

Isso tem um responsável: o poder público. Enquanto não pensarmos a segurança pública de forma estratégica, seremos reféns da bandidagem. Ou investimos de forma séria em gestão, ou esqueçam, o RS será terra de ninguém.

Eu tenho medo. E sei que o medo é parte da vida de milhares e milhares de pessoas. Está mais do que hora de vermos o Estado agir, mudar de rumo. Pelo bem dos gaúchos, pelo bem dos agentes de segurança, pelo bem da vida.

 

Semana decisiva para mudança de rumo do Brasil

A semana começa com uma grande expectativa: a aprovação, pelo Congresso Nacional, do processo de impeachment. A votação será no domingo, com o país inteiro acompanhando. O que podemos esperar? Tensão.

E por quê? Porque há uma verdadeira guerra oculta (ou nem tão oculta) pelo poder. Os agentes políticos não querem apenas definir sua posição, querem marcar espaço. Jogam para todos os lados. Por isso digo que é hora da mudança. Mudar tudo! Escolher novos caminhos.

Na pesquisa Datafolha, divulgada no fim de semana, vi essa vontade. O povo, assim como eu e como você, cansou de mais do mesmo. Então, meus caros, pensem quem pode nos representar, quem pode representar essa verdadeira mudança. Chega de Collor, Renan, Dilma, Lula, Aécio, Serra… Chega desses que há anos se revezam no poder e só fazem aperfeiçoar os esquemas de corrupção. É hora de mudarmos! Depende de cada um de nós!

Vem aí: mais crise!

“A Secretaria da Fazenda confirmou, em nota, que o governador José Ivo Sartori editará um decreto nos próximos dias para determinar cortes em toda a máquina do Poder Executivo, conforme noticiado nesta segunda-feira por ZH.

Diante da repercussão negativa, a pasta afirmou que os valores do contingenciamento não atingirão os R$ 4 bilhões informados na reportagem.”

Governo estadual com déficit de R$ 4 bilhões. Governo federal com déficit de R$ 90 bilhões. E nenhuma solução, nenhum caminho apontado para mudança. Estamos sendo governados por quem? Lá e aqui? Não entendo como o governo pode parcelar os salários dos servidores em 9 vezes sem buscar um investimento!

Não vivemos apenas uma crise econômica, ética e moral. Vivemos uma crise de falta de lideranças. Pessoas que inspirem confiança, que nos emocionem, que nos façam acreditar que é possível virar a página.

Precisamos nos reinventar! Precisamos mudar de rumo! Fora Dilma, fora Lula, fora Cunha, fora Temer e fora todos aqueles que esqueceram o que é liderar um país, um estado e um município.

 

Dilma, PT, Temer e PMDB: eles são o maior dos golpes

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Não estou acreditando em tudo o que vejo acontecer no Brasil. Primeiro porque é uma crise econômica gerada, em quase sua totalidade, por erros de principiantes. A economia não permite erro. Dilma vem errando e persistindo no erro há anos. Além de errar na política econômica, ela acentua a crise ética ao aliar-se ao PMDB de Cunha, Renan, Temer. Depois, erra ao tentar salvar Lula e dar-lhe foro privilegiado. É um erro atrás do outro.

Agora, para tentar justificar seus erros, Dilma diz que toda crítica a ela é GOLPE. Ora! Golpe é o que ela fez no Brasil, gerando 10 milhões de desempregados, trocando ministério por apoio, destruindo a Petrobras.

Golpe é o que faz o PMDB, tentando ser líder de um processo de impeachment tendo sido co-responsável por essa tragédia que o país vive. Divido com vocês o que Marina Silva disse ontem.

Disse Marina Silva, ontem:

“Em três minutos, apenas três minutos, e por unanimidade dos diretórios presentes, o PMDB abandonou o governo do qual foi o maior sócio e beneficiário nos últimos 13 anos. Nenhuma satisfação à sociedade, nenhum pedido de desculpas por ter sido igualmente responsável por tudo o que levou à situação atual, nenhuma autocrítica, nenhuma proposta. Apenas a jogada política supostamente magistral para tentar se descolar da crise política e reinventar-se como solução. Continua o mesmo e velho PMDB tentando renascer das cinzas da fogueira que ele ajudou a atear.”

Decepção e tristeza

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Há poucos dias escrevi aqui sobre esperança, sobre não desistir. Hoje, porém, depois de conhecer a conhecer a delação de Delcídio do Amaral e de ver o anúncio de Dilma, que nomeará o ex-presidente Chefe da Casa Civil.

A que ponto chegamos? Um ministro tenta comprar o silêncio de um senador preso. Um ex-presidente vira ministro em busca de foro privilegiado. A presidente se anula ao chamar para o cargo mais importante de seu governo uma raposa. E o povo, onde fia o povo nessa crise moral?

Fica lá, onde ninguém vê! Onde essa corja só vai a cada 4 anos quando precisa de voto. Sinto uma imensa decepção do meu país no dia de hoje. Sei que outros dias virão, sei que  justiça será feita. Mas só descansarei quando todos eles, de todos os partidos, estiverem na cadeia.

 

 

Divisão que não leva à nada

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A quem interessa um Brasil rachado, dividido, sangrando? A quem interessa grenalizar a sociedade? A quem interessa a polarização? A quem interessa não buscar soluções, mas, ao contrário, nos afastar delas?

Não sei qual o interesse real, mas sei a quem cabe o estrago: ao brasileiro. Enquanto a disputa for PT ou PSDB, coxinhas ou petralhas, o Brasil vai seguir dividido. E quem divide não soma.

Está na hora de mudarmos o ponto de vista. Menos ódio, menos raiva, menos cegueira. Mais visão estratégica, mais amor pelo país, mais soluções.

 

 

Lula: a culpa de todos, menos minha

Former Brazilian President (2003-2011) Luiz Inacio Lula da Silva gestures during a meeting with the Workers' Party (PT) members in Sao Paulo, Brazil on March 30, 2015 AFP PHOTO / Nelson ALMEIDA        (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)

Former Brazilian President (2003-2011) Luiz Inacio Lula da Silva gestures during a meeting with the Workers’ Party (PT) members in Sao Paulo, Brazil on March 30, 2015 AFP PHOTO / Nelson ALMEIDA (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)

Acabei de assistir à entrevista ou pronunciamento do ex-presidente Lula. Aos olhos dos companheiros, ele foi bem. Ovacionado. Aplaudido. Segue endeusado. Não erra. É alvo. É vítima de tudo e de todos. Foi o melhor presidente da história desse país. Não tem complexo de vira-lata. É especial. É merecedor de diversos milagres.

Mas e a verdade, onde está? Lula, por ter feito grandes mudanças, está acima do bem e do mal? Está acima da justiça? Está acima de mim ou de vocês? Já foi pobre e já passou fome. Por isso pode tudo?

Eu digo ao Lula: eu já passei fome. Eu já fui pobre. E escolhi vencer por méritos próprios. Escolhi não mentir. Escolhi cumprir as leis. Escolhi vencer com coragem. Escolhi estar ao lado de quem me ensinou os valores da ética, moral e honradez.

Não, Lula, o povo não é burro. É grato ao que o senhor fez. Não significa que sejamos cegos diante do que o senhor ganhou para fazer tudo o que fez. Não se trata de iate ou pedalinho. Se trata de moral. De respeito. A culpa não é do judiciário, do Moro, da Globo, Época ou Veja. É de quem perpetuou esquemas de corrupção inimagináveis. É culpa de sua base aliada que cobra propina à luz do dia por votações. É culpa de quem não fez as reformas estruturantes que deveria ter feito. Então, a culpa é do senhor. Que permitiu mensalão e petrolão.

Terceirizar a culpa não cola mais. Que o Brasil acorde!

Autismo em pauta na Assembleia Legislativa

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Quero parabenizar o deputado Catarina Paladini e o governador José Ivo Sartori. Sempre faço críticas. E as considero justas. Mas ser justo é, também, reconhecer as boas ações. Muitas vezes elas são ignoradas pela imprensa. Então cabe a cada um de nós divulgarmos. O autismo é um transtorno sério. Que precisa de atenção. Ver que o poder público está atento a isso é manter a esperança viva no coração!

O presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, deputado Catarina Paladini, entregou ao governador José Ivo Sartori, na manhã de hoje (02/03), a cartilha “Autismo, direitos e cidadania”. O governador, que apoia a causa e ja menifestou-se através das redes sociais falando sobre o tema, recebeu o parlamentare dezenas de pessoas, jovens que possuem o transtorno do espectro autista, mães e apoiadores da causa. O lançamento da cartilha ocorreu na Assembleia Legislativa, também na manhã de hoje, e contou com a presença de do Dr. Alexandre José da Silva, servidor do Ministério Público, da promotora Maria Regina de Azembuja, de representates da Rede Gaúcha de Autismo e outras entdidades de diversas regiões do Rio Grande do Sul.

Autor do projeto de lei que cria a Política Estadual de Atendimento a Pessoas com Diagnóstico de Autismo, Catarina espera aprovar a proposta até fim de 2016. O passo seguinte é a regulamentação. O relator do projeto, deputado Jorge Pozzobon, garantiu, durante reunião na CCDH, que nos próximos dias, apresentará à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o parecer favorável ao PL. “Reapresentei o projeto em 2015 por entender que é preciso pautar a sociedade. Muitos direitos são negligenciados. E não podemos compactuar com isso. O governador Sartori é sensível à causa e tenho certeza que a Assembleia também será parceira na aprovação”, disse.

O parlamentar lembrou que dados do Ministério da Saúde dão conta que no RS a cada 176 crianças nascidas, uma é diagnosticada com o Transtorno do Espectro Autista, totalizando cerca de 100 mil pessoas com o problema. “Daí a importância da iniciativa do mandato. Nossa proposta é garantir atendimento através de centros especializados em todo o estado”, afirmou.

Durante o lançamento da cartilha, as autoridades descataram a relevância da ação proposta pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos. Entre os relatos dos presentes, emociou o parlamentar o fato de uma mãe dizer que ela não teme o presente, mas, sim, a situação e que seu filho permacerá quando ela não estiver mais ao seu lado. “A sociedade precisa de sensibilidade. O poder público precisa de sensibilidade. Sem isso, 2 milhões de pessoas ficam em situação de vulnerabilidade no Brasil. A causa me emociona e merece todo apoio, dedicação e empenho”, finalizou Paladini.

Fonte: Site deputado Catarina Paladini

 

Endividamento das famílias gaúchas atinge 63,2% em fevereiro, diz Fecomércio-RS

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Mais do mesmo: famílias endividando-se, salários parcelados, inflação em alta, professores paralisados… E o governo segue sem agir! Federal e estadual. Ninguém parece querer enfrentar a crise como deveria: com ousadia, gerando emprego e renda, garantindo estabilidade, atraindo investimentos, fomentando o desenvolvimento local. Nada de ideia, nada de rumo… E, sem rumo, onde vamos parar?

O nível de endividamento das famílias gaúchas chegou a 63,2% em fevereiro, contra 50,9% registrados no mesmo período do ano passado. O índice integra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada nesta segunda-feira pela Fecomércio-RS.

“A expansão do percentual de gaúchos endividados verificada nos últimos meses foi a esperada diante do atual quadro da economia brasileira, permanecendo, no entanto, em patamar inferior ao de 2010 e 2011, quando o índice superou 70%”, avaliou, em nota, o presidente da entidade, Luiz Carlos Bohn.

Conforme a Fecomércio-RS, a queda do emprego, a redução da renda e a inflação elevada são os elementos que determinaram o crescimento das dívidas.

“A desaceleração recente do consumo e do crédito, associada à inflação elevada, ao aumento de juros, à diminuição da confiança das famílias e ao aumento da precaução do lado da oferta, tem impactado na busca por crédito”, ponderou Bohn.

A pesquisa divulgada nesta segunda-feira também mostra que a parcela da renda comprometida com dívidas cresceu na média de 12 meses, passando de 31,5%, em janeiro de 2016, para 31,8%, em fevereiro deste ano. O tempo de comprometimento, ainda na média de 12 meses, permaneceu em 7,7 meses.

De acordo com o levantamento, o cartão de crédito segue como o principal meio de dívida dos gaúchos, apontado por 80,7% dos endividados, seguido por carnês (26,8%), crédito pessoal (13,4%) e cheque especial (11,8%).

Na comparação com fevereiro do ano passado, o percentual de famílias com contas em atraso avançou de 17,6% para 28,7%. Além disso, conforme a Fecomércio-RS, a média de famílias que não terão condições de regularizar nenhuma parte de suas dívidas em atraso no prazo de 30 dias avançou para 10,1% neste mês, contra 8,5% do segundo mês de 2015.

Fonte: Zero Hora

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