A corrupção passada de pai para filho

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A operação Lava Jato tem dado inúmeros, intermináveis exemplos do que jamais fazer. O maior sistema de corrupção e desvio de recursos públicos do mundo espanta pela criatividade, inteligência e capilaridade. Os desvios não tinham limite, fossem feitos de grandes estatais ou mesmo diretamente do bolso do servidor público e seus empréstimos consignados.

A novidade desta segunda, porém, é a suspeita de que parte da propina que teria sido repassada ao ex-deputado e ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, beneficiou diretamente seus filhos. Como pai, tentei me colocar no lugar dele. Impossível.

Como eu poderia encarar minhas filhas se fosse um corrupto? Que coragem é necessária para bancar uma família com dinheiro sujo? Que espécie de família é esta? Certamente não é o modelo de família que eu tenho e o que vocês têm.

Imaginem a cena: “filho, depositei um dinheiro em sua conta. É ilícito, mas te ajudará a crescer na vida. Afinal, dinheiro é muito importante. Essa lição você precisa aprender desde sempre”. Será que era assim?

É decepcionante, repugnante. Como pai de família, dou duro para poder, de forma honesta, dar o que há de melhor para minhas filhas. E, antes de qualquer coisa material, ensino a terem valores, responsabilidades, amor, coragem. Coisa que esses pais e filhos corruptos jamais saberão o que significa.

Será que podemos dizer “tal pai, tal filho”? Vamos esperar a justiça dizer. Mas confesso que me surpreendeu essa onda de dinheiro sujo passar de pai para filho…

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