julho 2016 archive

Sou pré-candidato a vereador de POA em 2016

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Não é à toa que hoje estou aqui com vocês. É o dia do AMIGO e estamos entre tantos amigos para dar a largada oficial a um sonho coletivo. Um desejo coletivo de mudança.Quando decidi entrar para a política em 2012, me somei à campanha da deputada Manuela, que concorria à prefeitura de Porto Alegre. De lá para cá já se passaram quatro anos. A vontade de ajudar a mudar a política, desde então, só fez aumentar.

Decidi enfrentar o desafio, porque é isso que faço desde que me conheço por gente. O meu melhor exemplo, minha mãe, me ensinou que se temos vontade, então podemos e devemos seguir em frente. Conversei, então, com diversos partidos. Recebi alguns convites. Um dos mais recentes me levaria para Brasilia, para contribuir com o País. Optei pelo PSB, partido que tem se mostrado bastante democrático e plural. Acredito ter feito a escolha certa.

Concorri pela primeira vez em 2014. Disputei uma vaga na Assembleia Legislativa. Foi um grande aprendizado. Com acertos erros. Aprendizados e algumas decepções. Tudo, porém, me deixou mais forte e mais disposto a seguir na luta.Aquela foi uma eleição especial. Tínhamos Eduardo Campos nos inspirando e falando da urgente coragem pra mudar. Perdemos aquele que seria o melhor presidente da nossa história. Tinha potencial para isso. Herdamos o legado e a ousadia de acreditar em uma política coletiva, diferente, feita com coragem de enfrentar os velhos nomes e os velhos feudos.

Aliás, vocês lembram em quem vocês votaram para vereador em 2012? Acompanharam o que os vereadores fizeram desde então? Somos tão responsáveis pela péssima qualidade política que vivemos hoje quanto os políticos. Ainda vemos gente vendendo voto, trocando por asfalto, cargos, remédios, favores… Ou mudamos nossa postura, ou seremos reféns dessa velha política. Ao nos permitirmos trocar nosso voto por um remédio, isentamos o Estado de sua responsabilidade.  Saúde é direito constitucional. Não pode ser moeda de troca. Assim como a educação, assim como a segurança, assim como o desenvolvimento econômico e social.

Lembro que na campanha de 2014 eu falava muito de geração de emprego e renda. É o que tenho feito há mais de 20 anos no mercado de trabalho. Direta e indiretamente, já ajudei a criar quase 50 mil empregos. Há dois anos isso parecia loucura. Uns diziam que a economia ia bem demais! Que não havia crise. Que vivíamos o pleno emprego. Deu no que deu!

Sigo coerente e lutando pelo desenvolvimento econômico e social de Porto Alegre, pelo desenvolvimento das vocações regionais, pela geração de emprego e renda para todos os níveis de qualificação. Quero porto-alegrenses independentes, com dignidade garantida. E dignidade só se garante com emprego e renda. Ao ter isso, o pai e a mãe de família podem manter seus filhos na escola, podem lhes dar segurança, educação, exemplo. Dignidade não se compra. Se conquista. Está na hora disso: de tornar o povo independente! Autônomo! Capaz de tomar suas próprias decisões. Quando formos assim, teremos a política  a serviço do povo que é o que ela deveria ser desde sempre e para sempre.

Obrigado a todos por terem vindo hoje aqui, por estarem comigo nessa caminhada. É duro o caminho. Mas quem acreditaria que o menino pobre, crescido no morro, criado apenas pela mãe iria se transformar em um empresário bem sucedido, professor, mestre? Pois sigo o mesmo menino daquela época: cheio de sonhos, de coragem e de verdade no coração.

E lembrem-se: 1 AMIGO VALE 10. Não teremos uma campanha com muitos recursos. Mas a minha verdade e a tua verdade podem fazer a diferença. Conquista o voto de mais 10 amigos e iremos de braços dados para o Plenário da Câmara de Vereadores. Não para ser mais um. Mas para ser, de verdade, a voz daqueles que são parte desse processo e desse sonho.

 

Choque de gestão para não virar estatística

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A labuta diária de pequenos empresários ficou mais árdua a partir de 2014, quando o desemprego deixou os consumidores sem dinheiro e a inflação esticou os gastos com mão- de-obra e matéria-prima. A cada cem empresas abertas no Brasil, 27 fecham nos primeiros dois anos, e quase metade não completa quatro anos.

Se a situação já é complicada para grandes companhias – C&A, Walmart e Marisa, por exemplo, tiveram de fechar lojas recentemente –, para os demais é pior. Com menor quantidade de clientes e opções restritas para tomar crédito, resta aos donos de pequenos negócios apostar na gestão para garantir fôlego à empresa.

– Na crise, é ainda mais importante ter planejamento. O empresário que não identificou desperdícios, resolveu as falhas na produção ou que ignora um plano de metas corre mais risco de quebrar – afirma o consultor de empresas Nelson Naibert, da Rosa Naibert Tributos & Finanças.

Para Naibert, os empreendedores precisam entender os próprios diferenciais, e, então, olhar para seus clientes e avaliar o que podem entregar. Quanto mais eficiente e inovadora for a solução, mais fácil será escapar da concorrência.

– Se a empresa vende quatro produtos, mas só um é realmente rentável, ela tem de investir no que dá lucro – exemplifica Naibert.

Leandro Vignochi, sócio da Exitus, empresa de Caxias do Sul que trabalha com gestão de projetos, acrescenta:

– O mais difícil para o ser humano é aderir a mudanças. Para as empresas, essa resistência pode ser fatal.

Vignochi pondera que as mudanças têm de ser cirúrgicas: um dos erros comuns dos empresários é cortar gastos sem critérios. Com isso, demitem bons profissionais – que podem ser importantes quando a economia voltar a crescer e a empresa se expandir no mercado – ou abrem mão de investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

A própria Exitus reforçou estratégias para atravessar a crise. Passou a chamar consultores renomados para oferecer cursos gratuitos aos seus parceiros. A capacitação ensina os fornecedores a avaliar riscos e melhorar produtividade.

– Se o fornecedor estiver capacitado, entregará um serviço melhor e por preço mais competitivo – ressalta Vignochi. – É uma relação ganha-ganha.

Fonte: Zero Hora

Os verdadeiros vilões da crise

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Hoje é debatido de forma errônea o problema das receitas dos estados e suas dívidas

Os estados vivem hoje uma das piores crises da história do país. A maioria acumula dívidas astronômicas em virtude de gestões políticas, que contrariam as normas da boa administração pública. Tomaram decisões míopes para satisfazer parceiros, ao invés de implementar uma gestão de qualidade. Usaram a visão financeira do imediatismo — e não a ponderada de médio e longo prazos —, torrando o dinheiro de receitas e empréstimos. Alguns estados (como o Rio) já se encontram em situação de calamidade.

Percebe-se que os estados mais endividados são os do Sul e do Sudeste. Hoje não proveem sequer os serviços básicos. Já os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste não têm grandes dívidas, pois começaram seu ciclo de desenvolvimento às custas de pacto federativo que serve somente à União. Por que essas questões ganham relevância?

Porque hoje é debatido de forma errônea o problema das receitas dos estados e suas dívidas. A culpa recai sobre a política de ‘incentivos fiscais’ e, consequentemente, sobre a indústria. Somente a indústria, nunca o Estado. Será mesmo este o problema?

A carga tributária no Brasil é uma das mais altas do mundo, chegando a absurdos 35% do PIB. Há uma legislação para cada ente da Federação (municípios, estados e União), na qual todos têm parcela de cobrança. Essa carga é imputada à indústria e aos cidadãos, pois existem diversas formas de apurar os valores. O custo final recai sobre o cidadão, que é o grande pagador destes tributos, mas para isso os preços são absurdamente altos.

Não é a inflação que encarece os produtos, mas, sim, os tributos. Mas, então, como a indústria faz para se tornar seus preços competitivos? Busca numa troca com o estado uma forma de melhorar os preços. Existem contrapartidas, como investimentos e geração de emprego, fatores que movimentam a economia, o que o estado sozinho não consegue.

Além disso, os estados recebem parte da tributação da indústria, o que aumenta as receitas, já que incentivo fiscal não recai sobre 100% do valor tributado. Como podem ser os ‘incentivos fiscais’ os vilões, se os estados são incapazes de gerir suas contas, não geram emprego, tampouco atendem às necessidades básicas do povo? É mais uma desculpa para não assumir responsabilidade.

Nelson Naibert é economista, consultor e professor
Artigo publicado no jornal O DIA

A corrupção passada de pai para filho

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A operação Lava Jato tem dado inúmeros, intermináveis exemplos do que jamais fazer. O maior sistema de corrupção e desvio de recursos públicos do mundo espanta pela criatividade, inteligência e capilaridade. Os desvios não tinham limite, fossem feitos de grandes estatais ou mesmo diretamente do bolso do servidor público e seus empréstimos consignados.

A novidade desta segunda, porém, é a suspeita de que parte da propina que teria sido repassada ao ex-deputado e ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, beneficiou diretamente seus filhos. Como pai, tentei me colocar no lugar dele. Impossível.

Como eu poderia encarar minhas filhas se fosse um corrupto? Que coragem é necessária para bancar uma família com dinheiro sujo? Que espécie de família é esta? Certamente não é o modelo de família que eu tenho e o que vocês têm.

Imaginem a cena: “filho, depositei um dinheiro em sua conta. É ilícito, mas te ajudará a crescer na vida. Afinal, dinheiro é muito importante. Essa lição você precisa aprender desde sempre”. Será que era assim?

É decepcionante, repugnante. Como pai de família, dou duro para poder, de forma honesta, dar o que há de melhor para minhas filhas. E, antes de qualquer coisa material, ensino a terem valores, responsabilidades, amor, coragem. Coisa que esses pais e filhos corruptos jamais saberão o que significa.

Será que podemos dizer “tal pai, tal filho”? Vamos esperar a justiça dizer. Mas confesso que me surpreendeu essa onda de dinheiro sujo passar de pai para filho…

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