Sobre votar em ídolos e não em compromissos

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Como todos sabem, sou gremista. Um gremista apaixonado. Pedi em casamento minha esposa Cláudia em frente ao Olímpico. Vou ao jogos. Acompanho pela televisão. Torço. Comento. Sou um pouco técnico, como todo torcedor brasileiro. Tudo isso justifica meu respeito pelo ídolo Jardel! Ele foi, sem dúvida, um dos maiores ídolos gremistas. Honrou a camisa como poucos. Nos fez orgulhosos. Ganhou e perdeu. Mas, sobretudo, consagrou-se como gremista de coração. E ganhou o coração dos gremistas.

O que isso tem a ver com política? Nada! A não ser o fato de uma irresponsabilidade ter sido cometida. Os gaúchos elegeram Jardel seu representante no parlamento gaúcho. Como deputado estadual, Jardel não atuou em nada relevante. Apenas protagonizou alguns escândalos deprimentes.

Quem elegeu Jardel ajudou a afundar nosso ídolo dos campos. Quem elegeu Jardel, ajudou a aprofundar ainda mais a crise política e de representação.

Onde quero chegar? Que não podemos votar em ídolos. É preciso votar em pessoas que têm capacidade de nos representar. O voto é algo muito sério. Nós empoderamos alguém ao lhes conceder nosso voto. Quem votou em Jardel votou por que motivo? Pensem, reflitam!

Se há uma crise política grave, ela também é responsabilidade nossa, eleitores. Nós empoderamos as pessoas erradas e não trocamos nossa escolha. Se são mais do mesmo, são porque nós, eleitores, votamos no mais do mesmo repetidas vezes.

Não vote em ídolos. Vote em causas, propostas, ideias. Somente assim mudaremos nossa realidade.

 

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