junho 2016 archive

Por que adolescentes estão matando e roubando cada vez mais

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Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS

O jornal Diário Gaúcho de hoje traz alguns dados impressionantes: em 10 anos, as internações de adolescentes por crimes violentos aumentaram 34% no RS. O número de internos por tentativa de homicídio subiu 70%, por homicídio, 55%, por roubo cresceu 27% e por latrocínio, 2%. Pela primeira vez em 10 anos, o número de internos por crimes violentos ultrapassou a marca dos mil. Historicamente, os roubos encabeçam as internações e, neste ano, também pela primeira vez, chegaram à marca dos 706. Cinco anos atrás, eram 310. Em relação a 2015, cresceram 31%.

Já o jornal Folha de S. Paulo, esta semana, afirma que 2 em cada 3 menores infratores em São Paulo não têm pai em casa.

O que podemos tirar de informação disso tudo? O que está escondido por trás desses números? O descaso, a falta de expectativa, a guerra perdida pelo Estado para a violência. Isso para citar alguns exemplos.

Eu sempre digo que sou exceção à regra. Cresci em uma casa sem pai. Minha mãe foi uma grande mulher, de fibra. Não cedemos. Não nos perdemos. Fomos firmes. Estudamos. Posso dizer o quanto é difícil isso tudo. E posso dizer, também, que é possível.

A maioria dos jovens, porém, não tem escolha. Alguns tornam-se violentos ao verem suas mães serem vítimas de violência doméstica. Como culpá-los por isso?

O que acredito ser preciso e urgente é garantir aos nossos jovens expectativa de vida. Isso se faz com educação, com trabalho, com dignidade, com segurança, com saúde. Ou seja, é papel do Estado. E quanto mais o Estado falhar, maiores serão os números da violência, mas, principalmente, das vidas perdidas para esse mal.

 

 

Tristeza: dono de empresa que demitiu 223 funcionários é encontrado morto

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A irresponsabilidade de um governo mata. A corrupção mata. A falta de diálogo mata. Não, nenhuma dessas frases é mentira ou retórica. Infelizmente, é verdade. A crise que o país vive, a ganância sem limites, a corrupção que nunca cessa (como temos visto na Lava Jato) fizeram mais uma vítima fatal: o empresário Luís Antônio Scussolino, de 66 anos. A Polícia Civil registrou o caso como suicídio.

Dono de uma empresa de sofás no interior de São Paulo, Luis Antônio teve que demitir 223 funcionários na semana passada. O motivo: a crise e a queda nas vendas.

Segundo a imprensa, a empresa apresentou uma proposta ao sindicato dos trabalhadores para evitar as demissões: uma redução de jornada e de 20% nos salários. A proposta foi rejeitada pela maioria dos empregados. Sem saída, houve demissões e uma vítima fatal.

Quando pedimos diálogo com sindicatos, não é à toa. Vivemos, infelizmente, um tempo em que ser empresário parece ser crime. Não, meus amigos! Ser empresário é gerar emprego, renda, dignidade, expectativas…

Não se pode mudar essa tragédia. Mas podemos mudar o futuro. Os responsáveis por essa crise serão punidos e julgados pelo povo, por nós, pela Justiça.

Como pai, filho, tio, amigo, entendo a dor e o desespero desse senhor. Como empresário, entendo a sua frustração e desespero ao não ter saída para a demissão de mais de 200 pessoas. Como cidadão, não entendo E NÃO ACEITO essa roubalheira sem fim, essa corrupção sem limite que o Brasil vive. É hora de mudarmos.

Sobre votar em ídolos e não em compromissos

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Como todos sabem, sou gremista. Um gremista apaixonado. Pedi em casamento minha esposa Cláudia em frente ao Olímpico. Vou ao jogos. Acompanho pela televisão. Torço. Comento. Sou um pouco técnico, como todo torcedor brasileiro. Tudo isso justifica meu respeito pelo ídolo Jardel! Ele foi, sem dúvida, um dos maiores ídolos gremistas. Honrou a camisa como poucos. Nos fez orgulhosos. Ganhou e perdeu. Mas, sobretudo, consagrou-se como gremista de coração. E ganhou o coração dos gremistas.

O que isso tem a ver com política? Nada! A não ser o fato de uma irresponsabilidade ter sido cometida. Os gaúchos elegeram Jardel seu representante no parlamento gaúcho. Como deputado estadual, Jardel não atuou em nada relevante. Apenas protagonizou alguns escândalos deprimentes.

Quem elegeu Jardel ajudou a afundar nosso ídolo dos campos. Quem elegeu Jardel, ajudou a aprofundar ainda mais a crise política e de representação.

Onde quero chegar? Que não podemos votar em ídolos. É preciso votar em pessoas que têm capacidade de nos representar. O voto é algo muito sério. Nós empoderamos alguém ao lhes conceder nosso voto. Quem votou em Jardel votou por que motivo? Pensem, reflitam!

Se há uma crise política grave, ela também é responsabilidade nossa, eleitores. Nós empoderamos as pessoas erradas e não trocamos nossa escolha. Se são mais do mesmo, são porque nós, eleitores, votamos no mais do mesmo repetidas vezes.

Não vote em ídolos. Vote em causas, propostas, ideias. Somente assim mudaremos nossa realidade.

 

Derrota de Cunha sinaliza vitória do Brasil

CONSELHO-ETICA

Em meio a tanta denúncia, corrupção, escândalo e crise, uma boa notícia: foi aprovado o relatório que pede a cassação de Eduardo Cunha. Foi apertado, mas não importa! Cunha será cassado! Essa é a esperança que une milhões e milhões de brasileiros.

Votaram a favor do relatório os deputados Paulo Azi (DEM-BA), Tia Eron (PRB-BA), Wladimir Costa (SD-PA), Léo de Brito (PT-AC), Valmir Prascidelli (PT-SP), Zé Geraldo (PT-PA), Betinho Gomes (PSDB-PE), Júlio Delgado (PSB-MG), Nelson Marcehzan Júnior (PSDB-RS), Sandro Alex (PSD-PR), Marcos Rogério (DEM-RO).

Votaram contra os deputados Alberto Filho (PMDB-MA), André Fufuca (PP-MA), Mauro Lopes (PMDB-MG), Nelson Meurer (PP-PR), Sérgio Moraes(PTB-RS), Washington Reis (PMDB-RJ), João Bacelar (PR-BA), Laerte Bessa (PR-DF), Wellington Roberto (PR-PB).

Guardem esses nomes! E fiquemos atentos aos próximos passos. Foi uma importante vitória! Mas inicial. Cunha vai seguir tentando manobrar. Por isso a sociedade precisa estar atenta!

FORA DILMA, FORA CUNHA E FORA TODOS OS POLÍTICOS CORRUPTOS! Viva o Brasil!

Agasalhos doados em campanha são furtados em Porto Alegre

Onde vamos parar? Notícias como as de furto de escolas e de agasalhos doados me fazem, por alguns momentos, perder a fé nas pessoas. Como alguém ousa roubar o que é essencial para a dignidade de quem precisa de ajuda? Roubar escolas públicas – já tão prejudicadas pela falta de recursos – e roubas agasalhos de pessoas que passam frio é demais. Me pergunto: onde vamos parar?

Pensem comigo: cerca de 10 mil peças de roupas foram roubadas da sede da Federação Israelita do Rio Grande do Sul. Quantas pessoas foram prejudicadas? Ainda mais nesses dias de frio intenso, como há muitos anos não vivíamos nesta época do ano.

Sou contra olho por olho e dente por dente. Mas em situações como essa, me pego com uma sensação de raiva muito grande. Já precisei da ajuda de muitas pessoas, já vivi em uma comunidade onde muitos ainda precisam desse tipo de ajuda. Talvez por isso seja ainda mais impactante tudo isso.

Não consigo conceber uma criança passando frio porque um delinquente resolveu roubar DOAÇÕES? Conseguimos fazer com o que povo seja solidário daí vem um ladrão e rouba tudo? Rouba o calor, a esperança, a dignidade de milhares de pessoas…

Quanto à segurança pública. Já não cabe mais nem reclamar. Está absurda a sensação de insegurança. Todos os dias vemos mais e mais violência ser noticiada. Mas resposta que é bom, nada…. Onde vamos parar?

Em editorial, The New York Times aponta Brasil como campeão da corrupção

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Continuamos sendo notícia internacional. Ruim. Muito ruim, aliás. Um dos mais importantes jornais do mundo, o norte-americano The New York Times nos coloca como campeões mundiais da corrupção. Somos medalha de ouro em uma das piores práticas do mundo.

E, claro, todos nos sentimos ofendidos. Com razão. Mas será que todos podemos, mesmo, criticar a corrupção? Pense nas suas ações e cotidiano. Vamos refletir juntos. Veja se você costuma fazer algo da lista abaixo:

– furar fila

– ficar com o troco a mais que recebe

– colar nas provas

– falar ao celular enquanto dirige

– ultrapassar o limite de velocidade nas estradas

– beber e dirigir

– falsificar carteira de estudante para ter desconto em shows e eventos

– usar atestado médico falso

– roubas TV a cabo (aquela “net cat”)

– sonegar imposto

– comprar produtos piratas

Precisamos dar nosso exemplo pessoalmente.

Desenvolvimento econômico, social e sustentável para Porto Alegre

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O modelo de desenvolvimento econômico, social e sustentável que Porto Alegre deve adotar é o desenvolvimento “integrado”: um modelo de desenvolvimento que leva em conta a necessidade de articulação entre todos os atores que interagem no âmbito local, como também a necessidade de articulação entre os diversos fatores que interferem no desenvolvimento (fatores econômicos, sociais, culturais, político – institucionais, físico – territoriais , científico – tecnológicos). A questão de participação dos agentes sócio-econômicos (comunidade local, poder público, organizações da sociedade civil pertinentes e empresas) é fundamental.

O eixo industrial de Porto Alegre, ao longo de algumas décadas, migrou para região metropolitana. Com isso a capital tornou-se altamente concentrada no setor de  serviços. Ao longo do tempo, os municípios vizinhos como Canoas, Gravataí e Cachoeirinha e outros, com o avanço do processo industrial, passaram a criar suas próprias alternativas de serviços, o que levou a diminuição da dependência de alguns serviços providos por Porto Alegre. Esse é um movimento tão forte no país que municípios/capitais, ao notarem a perda deste potencial, buscaram alternativas em outras área complementares, tais como pequenos arranjos produtivos, maior interação dos pequenos empreendedores com as iniciativas locais de desenvolvimento, criação de centros de pesquisa e desenvolvimento de empresas de tecnologia dos mais variados setores.

Para isso, buscaram identificar suas potencialidades, trabalhando o conjunto de instrumentos que propiciam uma melhor compreensão do que fazer e como fazer. Começaram a apresentar-se, no cenário nacional e internacional, não mais como coadjuvante do Estado indutor do desenvolvimento local, mas como os protagonistas  do desenvolvimento, demonstrando seus planos coerentes e concisos para atração dos investimentos. O mais importante foi definir o plano estratégico e executar o plano estratégico, seja na forma de um agente publico ou de um agente misto, mas sempre com a certeza de concretizar o planejado.

Utilizam como objetivos básicos:
Promoção Comercial

Criar / manter o portal do investidor na web como ferramenta de captação e informação para investidores

Identificar as oportunidades de investimentos

Executar campanhas comerciais e promocionais setoriais

Facilitação

Acompanhar as etapas de concretização e implementação dos negócios

Auxiliar o relacionamento institucional com autoridades e administração pública Identificar assessorias às empresas: financeira, jurídica, imobiliária, etc.

Inteligência de Negócios

Consolidar informações relevantes nos setores estratégicos Desenvolver diagnósticos setoriais customizados

Ambiente de Negócios

Indicar aprimoramentos sugeridos pelos investidores

Engajar empresas locais para apoiar as atividades de atração de negócios

 

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