abril 2016 archive

Desemprego chega a 10,7% na Região Metropolitana, a maior taxa para março desde 2009

Tenho andado muito preocupado com os números da crise no Brasil e no RS. A situação está cada dia mais difícil e tende a piorar antes de começar a melhorar. O resultado disso será sentido por cada um de nós, por milhões de famílias. Tenho trabalhado muito para que evitar alguns desses impactos. Felizmente minha atuação profissional me permite isso. Mas confesso minha tristeza.

Aqui no RS, era 198 mil pessoas sem trabalho em março, segundo a Fundação de Economia e Estatística (FEE). Os dados mostram que a taxa de desocupação chegou a 10,7% em março — a maior para o período desde 2009 — na região metropolitana de Porto Alegre. Vejam: em março de 2015 o índice estava em 6,3%.

Agora pensem: quase 200 mil famílias vivem essa situação. Sempre me coloco no lugar de um pai de família, que não tem mais emprego e renda para sustentar sua família. Sempre penso nos jovens recém formados, cuja expectativa era de um futuro promissor. É muito triste ver essa realidade e ver a dificuldade por que passam tantas pessoas.

Enquanto isso, o poder público discute ainda o impeachment, possíveis ministros, artimanhas para safar Eduardo Cunha… E o povo: quem pensa no povo? Quem propõe soluções? Quem está disposto a ouvir sugestões? Está difícil viver essa política. É hora de mudar. Cada dia tenho mais certeza disso.

 

Poa aparece na imprensa internacional: mas pela violência

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Somos notícia fora do Brasil! Mas não há o que comemorar. O mundo está percebendo o que nós vivemos há anos, mais intensamente há meses. Cada dia pior. A insegurança.

Na última sexta-feira, aconteceu um tiroteio na frente do hospital Cristo Redentor. Jornais do país inteiro repercutiram. Tanto que chegou ao exterior, mais precisamente à Inglaterra. Diz o jornal britânico que “a polícia brasileira atirou em um suspeito, enquanto ele tenta levantar os braços em sinal de rendição”. O que pode ser visto nas imagens.

A política tem culpa? Agiu errado? Não sei! Sei que nossos policiais ganham pouco e recebem salário parcelado. Só isso já é motivo para que estejam desestabilizados. Sei que nossa polícia tem armas muito inferiores às armas dos bandidos.

Isso tem um responsável: o poder público. Enquanto não pensarmos a segurança pública de forma estratégica, seremos reféns da bandidagem. Ou investimos de forma séria em gestão, ou esqueçam, o RS será terra de ninguém.

Eu tenho medo. E sei que o medo é parte da vida de milhares e milhares de pessoas. Está mais do que hora de vermos o Estado agir, mudar de rumo. Pelo bem dos gaúchos, pelo bem dos agentes de segurança, pelo bem da vida.

 

ARTIGO: Governo Dilma descumpre regras tributárias

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A crise política tem sido responsável por uma paralisia econômica gravíssima. Nos últimos meses, vimos medidas provisórias, instruções normativas, decretos e resoluções, sempre com foco no reajuste de impostos. É mais carga tributária para pagar a conta de anos de gastos contestáveis. O governo federal não dá a mesma celeridade para reconhecer os direitos dos contribuintes. A demora em disciplinar a retirada do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins na importação, alvo de determinação judicial em 2012 e que somente em outubro de 2013 saiu do papel, é um bom exemplo de como o governo age.

Podemos citar também o caso das sociedades corretoras de seguros, retiradas da lista de pessoas jurídicas sujeitas ao regime de apuração cumulativa para recolhimento de PIS/Pasep e Confins, enquanto a decisão judicial em benefício dos contribuintes foi proferida em novembro. Será que o governo agiria na mesma velocidade se a medida representasse aumento na arrecadação? Existem decisões proferidas pelo STF, STJ e Carf nas quais os contribuintes têm seus direitos reconhecidos em matéria tributária, mas sem o aval das autoridades. Pelo contrário, agentes do governo agem de forma coercitiva, impondo às empresas o pagamento de impostos, obrigando os contribuintes a sobrecarregar o Judiciário para fazer valer seus direitos.

Em um momento com inflação e desemprego em alta, o governo, ao invés de ajudar aqueles que produzem e empregam, insiste em pensar pequeno e segue criando um ambiente hostil entre setores que preferiam estar caminhando juntos para tirar o Brasil desta incômoda situação.

Economista e professor
Artigo publicado no Jornal do Comércio em 14.04 (http://goo.gl/Q8VD5Z)

Governo Dilma descumpre regras tributárias e impõe ao trabalhador a conta

A crise política tem sido responsável por uma paralisia econômica gravíssima. Nos últimos meses, vimos medidas provisórias, instruções normativas, decretos e resoluções, sempre com foco no reajuste de impostos e consequente aumento da arrecadação. É mais carga tributária para pagar a conta de anos de desmandos e de gastos contestáveis. No Rio Grande do Sul, a saída encontrada também foi o aumento do ICMS na esperança de ter dinheiro em caixa para honrar as dívidas do Estado.

O governo federal, no entanto, não dá a mesma celeridade para reconhecer os direitos dos contribuintes. A demora em disciplinar a retirada do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins na importação, alvo de determinação judicial em 2012 e que somente em outubro de 2013 saiu do papel, é um bom exemplo de como o governo age. Podemos citar também o caso das sociedades corretoras de seguros, retiradas da lista de pessoas jurídicas sujeitas ao regime de apuração cumulativa para recolhimento de PIS/Pasep e Confins, enquanto a decisão judicial em benefício dos contribuintes foi proferida em novembro. Será que o governo agiria na mesma velocidade se a medida representasse aumento na arrecadação?

Existem decisões proferidas pelo STF, STJ e Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) nas quais os contribuintes têm seus direitos reconhecidos em matéria tributária, mas sem o aval das autoridades. Pelo contrário, agentes do governo agem de forma coercitiva, impondo às empresas o pagamento de impostos, obrigando os contribuintes a sobrecarregar o Judiciário para fazer valer seus direitos.

Em um momento de graves problemas econômicos, com inflação e desemprego em alta, o governo, ao invés de ajudar aqueles que produzem, empregam e geram riquezas, insiste em pensar pequeno e segue criando um ambiente hostil entre setores que preferiam estar caminhando juntos para tirar o Brasil desta incômoda situação. A crise, para ser vencida, precisa de incentivos à geração de emprego e renda. Mas os governos optam por apenas aumentar os tributos, penalizando ainda mais o contribuinte.

Semana decisiva para mudança de rumo do Brasil

A semana começa com uma grande expectativa: a aprovação, pelo Congresso Nacional, do processo de impeachment. A votação será no domingo, com o país inteiro acompanhando. O que podemos esperar? Tensão.

E por quê? Porque há uma verdadeira guerra oculta (ou nem tão oculta) pelo poder. Os agentes políticos não querem apenas definir sua posição, querem marcar espaço. Jogam para todos os lados. Por isso digo que é hora da mudança. Mudar tudo! Escolher novos caminhos.

Na pesquisa Datafolha, divulgada no fim de semana, vi essa vontade. O povo, assim como eu e como você, cansou de mais do mesmo. Então, meus caros, pensem quem pode nos representar, quem pode representar essa verdadeira mudança. Chega de Collor, Renan, Dilma, Lula, Aécio, Serra… Chega desses que há anos se revezam no poder e só fazem aperfeiçoar os esquemas de corrupção. É hora de mudarmos! Depende de cada um de nós!

Vem aí: mais crise!

“A Secretaria da Fazenda confirmou, em nota, que o governador José Ivo Sartori editará um decreto nos próximos dias para determinar cortes em toda a máquina do Poder Executivo, conforme noticiado nesta segunda-feira por ZH.

Diante da repercussão negativa, a pasta afirmou que os valores do contingenciamento não atingirão os R$ 4 bilhões informados na reportagem.”

Governo estadual com déficit de R$ 4 bilhões. Governo federal com déficit de R$ 90 bilhões. E nenhuma solução, nenhum caminho apontado para mudança. Estamos sendo governados por quem? Lá e aqui? Não entendo como o governo pode parcelar os salários dos servidores em 9 vezes sem buscar um investimento!

Não vivemos apenas uma crise econômica, ética e moral. Vivemos uma crise de falta de lideranças. Pessoas que inspirem confiança, que nos emocionem, que nos façam acreditar que é possível virar a página.

Precisamos nos reinventar! Precisamos mudar de rumo! Fora Dilma, fora Lula, fora Cunha, fora Temer e fora todos aqueles que esqueceram o que é liderar um país, um estado e um município.

 

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