Jovem desaparecida é encontrada morta em São Francisco de Paula

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Falar sobre a insegurança é falar sobre o nosso cotidiano. Já escrevi muito aqui sobre isso. Seguirei escrevendo. Desta vez mais triste, porque me coloco no lugar dos pais de Dóris, mais uma jovem vítima da violência que assola nosso Estado. Ao darmos um rosto para os estragos que a violência causa, humanizamos as estatísticas. Não são dados, são vidas perdidas. Sigo perguntando: até quando?

Somos cada dia mais reféns dentro de nossas casas. Nem bares, restaurantes, ruas são seguras. Estamos cada vez mais dentro de casa por medo de irmos às ruas. Como chegamos a esse ponto? Tiroteios no meio da manhã, no meio da tarde são normais em Porto Alegre. Assim como já tem se mostrado como normal a ineficiência e a falta de ação e propostas para resolver esse problema.

Não aguento mais ser refém de tudo! Quero minha liberdade. Quero a liberdade de minhas filhas, minha esposa, meus amigos e família. Quero poder ir e vir sem ver assaltantes sendo detidos pelo cidadão, como vi no bairro Bom Fim no sábado à tarde. Quero liberdade para viver em paz. Quero liberdade para não ter medo a cada dia.

Que Deus dê força aos pais de Dóris e a todos que perderam alguém vítima da violência. Que todos, aliás, que foram vítimas dessa violência recebam nossa solidariedade. Nos coloquemos no lugar deles. Somente assim entenderemos o que sentem.

E que as autoridades façam o mesmo e ajam!

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