dezembro 2015 archive

Ônibus é assaltado por cerca de 12 pessoas na zona sul da Capital

Na Assembleia vemos um grande aparato de segurança… já nas ruas, o oposto! Vendo tanto esquema, tanta proteção no entorno da praça dos Poderes gaúchos, fico pensando: por que não temos todos esse aparato para o cidadão que é quem paga essa conta?

Notícia da rádio gaúcha de domingo:

Um ônibus da linha Ponta Grossa sofreu assalto cometido por cerca de 12 pessoas na manhã deste domingo (2). Homens, mulheres e adolescentes faziam parte do grupo. O caso aconteceu próximo à Rua Chuí, no bairro Cristal.

Uma equipe da Guarda Municipal realizava patrulhamento na região quando foi abordada pelo motorista do coletivo, que comunicou o assalto. Três integrantes do grupo foram detidos.

Um adolescente foi apreendido e encaminhado ao Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca). Os demais foram levados ao Presídio Central após serem apresentados à delegacia.

Jovem desaparecida é encontrada morta em São Francisco de Paula

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Falar sobre a insegurança é falar sobre o nosso cotidiano. Já escrevi muito aqui sobre isso. Seguirei escrevendo. Desta vez mais triste, porque me coloco no lugar dos pais de Dóris, mais uma jovem vítima da violência que assola nosso Estado. Ao darmos um rosto para os estragos que a violência causa, humanizamos as estatísticas. Não são dados, são vidas perdidas. Sigo perguntando: até quando?

Somos cada dia mais reféns dentro de nossas casas. Nem bares, restaurantes, ruas são seguras. Estamos cada vez mais dentro de casa por medo de irmos às ruas. Como chegamos a esse ponto? Tiroteios no meio da manhã, no meio da tarde são normais em Porto Alegre. Assim como já tem se mostrado como normal a ineficiência e a falta de ação e propostas para resolver esse problema.

Não aguento mais ser refém de tudo! Quero minha liberdade. Quero a liberdade de minhas filhas, minha esposa, meus amigos e família. Quero poder ir e vir sem ver assaltantes sendo detidos pelo cidadão, como vi no bairro Bom Fim no sábado à tarde. Quero liberdade para viver em paz. Quero liberdade para não ter medo a cada dia.

Que Deus dê força aos pais de Dóris e a todos que perderam alguém vítima da violência. Que todos, aliás, que foram vítimas dessa violência recebam nossa solidariedade. Nos coloquemos no lugar deles. Somente assim entenderemos o que sentem.

E que as autoridades façam o mesmo e ajam!

Estudo diz que taxistas não perderam clientes após chegada do Uber

An illustration picture shows the logo of car-sharing service app Uber on a smartphone next to the picture of an official German taxi sign in Frankfurt, September 15, 2014. A Frankfurt high court will hold a hearing on a recent lawsuit brought against Uberpop by Taxi Deutschland on Tuesday.  San Francisco-based Uber, which allows users to summon taxi-like services on their smartphones, offers two main services, Uber, its classic low-cost, limousine pick-up service, and Uberpop, a newer ride-sharing service, which connects private drivers to passengers - an established practice in Germany that nonetheless operates in a legal grey area of rules governing commercial transportation. The company has faced regulatory scrutiny and court injunctions from its early days, even as it has expanded rapidly into roughly 150 cities around the world.   REUTERS/Kai Pfaffenbach (GERMANY - Tags: BUSINESS EMPLOYMENT CRIME LAW TRANSPORT)

REUTERS/Kai Pfaffenbach 

Análise, feita pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), diz que aplicativo criou um novo mercado. Mas não tirou freguesia dos taxistas. Pergunto: por que toda a agressividade e violência por parte de alguns taxistas? Baseado em que dados?

De acordo com o Cade, ao invés de “absorver uma parcela relevante das corridas feitas por táxis”, o Uber “conquistou majoritariamente novos clientes, que não utilizavam serviços de táxi.” Na prática, significa que, “em suma, que até o momento o Uber não ‘usurpou’ parte considerável dos clientes dos táxis nem comprometeu significativamente o negócio dos taxistas, mas sim gerou uma nova demanda”, detalha o documento.

Novamente: por que então vimos aquela agressão ao motorista de Uber aqui em Porto Alegre? Uma emboscada, uma cilada, uma armação contra uma vítima indefesa e que em nada infringia a lei? O que explica isso?

Eu tenho dito, desde o início, que sou a favor do Uber e da sua regulamentação. Porto Alegre e seus dirigentes precisam entender isso e agir de acordo com o momento, não com brigas infundadas. Dados falam mais do que interesses escusos.

O Cade divulgou um estudo que apontou que não existem razões econômicas para a proibição de serviços como o oferecido pelo Uber. O documento diz ainda que a atuação de novos agentes no mercado de transporte individual é positiva para o consumidor e para que haja concorrência.

E agora?

 

Uma caminhada pela vida

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Há um ano, eu, minha família e amigos estávamos na Redenção participando de uma bela caminhada pela vida. Liderada pelo deputado Beto Albuquerque, dezenas de pessoas se mobilizaram. No Brasil, são centenas, milhares, milhões! E não é exagero. Desde a criação da Lei Pietro, que cria a semana nacional de mobilização para doação de medula óssea, o número de doadores cadastrados subiu de 100 mil para 4 milhões. Isso sim é uma vitória da vida!

De 2009 para cá, muitos transplantes foram feitos e bem sucedidos porque foram encontrados doadores! Esse e o verdadeiro espírito que desejo para o nosso mundo: de solidariedade, de ajuda mútua, de braço dado. De fazer o bem sem saber a quem, porque e essa escolha que fazemos ao nos cadastramos como doadores.

De uma hora para a outra, podemos ser heróis da vida real. Heróis sem superpoderes, sem máscara ou roupa especial. Super -heróis que usam apenas o que deveria mover o mundo: o coração.

Que essa atitude sirva de exemplo e que a generosidade desses 4 milhões de brasileiros se reverta em vida e em esperança para quem depende de um desconhecido para seguir vivendo!

As mudanças que precisamos promover

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Tenho pensado muito sobre as notícias que leio, sobre o que vejo nas ruas, sobre o que escuto das pessoas. A fé no futuro parece cada vez mais escassa. A certeza de que a vida vai piorar é grande. A crise, a corrupção, a roubalheira, o impeachment, Cunha, Dilma…. Tudo isso parece cada vez mais forte que a fé do povo brasileiro.

Aqui no sul, vídeos de pessoas sendo assaltadas e apanhando em plena luz do dia, sem nenhuma ajuda, sem nenhuma segurança, nos provam que vivemos na total insegurança. Nos mostra que o medo nos menos solidários. Eu confesso que ao ver uma injustiça, um assalto, uma agressão, me meto. É um risco? Sim. É como reagir a um assalto. Mas não reagir me faz menos humano. E fico pensando em todas as pessoas que passam por isso diariamente.

Meu pedido é simples, meus amigos, que a gente não perca a fé. A fé nos políticos ladrões podemos e DEVEMOS perder. A fé nas pessoas boas e nos políticos bons devemos promover. Nós temos o poder. Vejam os meninos de São Paulo. Ocuparam as escolas e venceram uma guerra que ninguém imaginava! União, espírito de coletividade, causas justas, isso nos fazem ter fé! É isso que precisamos.

Se perdermos a fé, esses que comandam a política – e nossas vidas – vencerão, triunfarão. A nossa fé é nossa arma. Nossa palavra, nossa voz, nossa crença, nossa força! Essas são armas contra as quais nenhum mal é capaz de vencer. Mas e preciso união! Então, que a gente não perca a fé e que estejamos unidos para promovermos a mudança que nossa cidade,  nosso estado e nosso país precisam.

Que venha o processo de impeachment. Que venha o processo contra Eduardo Cunha. Que venha a Lava Jato. Que venha tudo o que for para limpar esse nosso Brasil!

Porto Alegre, terra que tem dono, sim

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Há alguns dias, o prefeito de Porto Alegre, de forma bastante contundente, disse que Porto Alegre não é terra de ninguém, que essa terra tem dono, tem leis. Pelo que vejo, nobre prefeito, nossa cidade tem dono e tem leis. Mas não são oficiais. Quem manda na cidade são os bandidos. E eles fazem suas próprias leis. Nós, cidadãos, as cumprimos por medo e incompetência da administração pública.

Na noite passada, cinco ônibus e um lotação foram incendiados na zona Sul de Porto Alegre. A ordem para o ataque pode ter sido originada de dentro do Presídio Central. Já são 14 ônibus incendiados nos últimos 12 meses!

E nós, cada vez mais reféns. Cada vez mais rodeados por grades, muros, câmeras. Cada vez mais cedo em casa. Cada vez menos na rua. Cada vez mais enclausurados. Cada vez menos ocupando espaços públicos.

Até quando?

É preciso reconhecer que o prefeito pediu a presença da Força Nacional em Poa. Governo do Estado negou essa solução. Talvez agora passe a revê-la. Espero que sim.

Assim como espero que a União faça sua parte e invista em segurança pública! Basta de tantos bilhões desviados do povo para os bolsos de ladrões que se escondem atrás de colarinhos brancos. O povo, que paga esses bilhões todos, está farto. Farto de tantas desculpas! De tanta roubalheira! De tanto ser vítima da política incompetente e corrupta!

Governador, honre a confiança dos gaúchos e chame a Segurança Nacional! Prefeito, faça novos projetos, haja, porque terceirizar a responsabilidade não resolve. Lembre-se da campanha de 2012 e do que o senhor falava sobre isso. Aliás, use a estreita relação que o senhor tem com Dilma! Boas relações não podem ser apenas fotos em épocas de campanha: elas devem resolver problemas! E Dilma, faça sua parte. Assuma o país. Ser refém de Cunha não deve ser nada bom. Mas, enquanto a senhora não romper esse turbulento relacionamento de medo, tensão e chantagem, nós somos todos reféns da senhora.

Os porto-alegrenses precisam de respostas. Chega de dizer que a culpa é dos outros. A culpa é, sim, de quem foi eleito para resolver os problemas da cidade! Os políticos reivindicam legitimidade para muitas coisas, não? Que usem a legitimidade do voto para vencer a guerra contra os bandidos, vândalos, assassinos, ladrões e tudo o mais, que tomaram conta de nossa cidade.

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