setembro 2015 archive

Litro da gasolina fica de R$ 0,17 a R$ 0,20 mais caro em postos

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Prepare o seu bolso. Mais um grande aumento vem chegando. E não tem como fugir. Mesmo que você não ande de carro. O litro da gasolina subirá pelo menos R$ 0,17. Isso mesmo. Em muitos lugares, passará dos R$ 4,00 o litro da gasolina.

Pergunto a vocês: onde vamos parar? Em fevereiro, a gasolina já havia subido quase 10%. Em novembro, logo após a eleição, teve aumento também. O gás de cozinha aumentou nas últimas semanas 20%.

E o seu salário? Aumentou quanto? E a inflação oficial é quanto?

Enquanto isso, Dilma faz menos investimentos, corta recursos da saúde, da segurança, da educação. Propõe aumento de impostos. E troca ministros para comprar apoio. Esse é o retrato de um país que caminha a passos largos em marcha à ré.

Governo vai cortar Programa Farmácia Popular e tirar dinheiro de UPAs e Samu

Segundo o Jornal Extra, a saúde do brasileiro será colocada em risco. Sim! O governo Dilma, esse verdadeiro estelionato eleitoral, destinou orçamento ZERO para as Farmácias Populares em 2016. Você que tem rinite, mal de Oarkinson, glaucoma, colesterol ou osteoporose pode se preparar para botar a mão no bolso. A fonte secou, mas Dilma segue querendo solucionar a crise com compra de apoio, distribuindo ministérios.

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A fonte secou e, em 2016, não haverá dinheiro suficiente para manter importantes serviços gratuitos de saúde no país: o programa Farmácia Popular e os procedimentos de alta e média complexidades. O Ministério da Saúde vai acabar, já no início de 2016, com o “Aqui tem Farmácia Popular” — uma parceria com grandes redes de drogarias, que oferece descontos de até 90% em remédios. Além disso, avisou que, no último trimestre do ano que vem, não terá mais dinheiro para fazer repasses a estados e municípios.

Na prática, a União terá verbas para repassar às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e ao Serviço Móvel de Urgência (Samu) somente até setembro. O corte de R$ 3,8 bilhões afetará ainda cirurgias eletivas, internações, hemodiálises — em centros médicos conveniados ao Serviço Único de Saúde (SUS), hospitais universitários e unidades da Santa Casa.

No caso do Farmácia Popular, apenas as 460 unidades próprias do governo, que distribuem remédios de graça, serão mantidas. Neste caso, o corte será de R$578 milhões. O programa foi criado em 2006 para a compra de remédios contra colesterol, Parkinson, diabetes, glaucoma e osteoporose, além de anticoncepcional.

O corte do governo federal se materializou na proposta de Orçamento enviada ao Congresso Nacional. Mas o Executivo aposta em emendas parlamentares para tentar recompor, em parte, o rombo na Saúde. A ideia é pretende pressionar os parlamentares a aprovar a medida que destinaria ao setor recursos oriundos do DPVAT (reservados para pagar indenizações em casos de acidentes de trânsito).

Por enquanto, foram preservados os gastos com a compra de vacinas e medicamentos. Até 2015, o total destinado à Saúde era equivalente ao que foi desembolsado no ano anterior, mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB), isto é, R$ 103,7 bilhões. Agora, o governo terá de reservar 13,5% das receitas correntes líquidas, ou seja, R$ 100,2 bilhões.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/economia/governo-vai-cortar-programa-farmacia-popular-tirar-dinheiro-de-upas-samu-17634372.html#ixzz3nAAKWh2S

“Vai quebrar a cara quem apostar na alta do dólar”, disse Mantega em 19/10/2014

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Nada como recordar reportagens da imprensa, para rever o que foi provando o estrado. Mantega, ministro da fazenda, disse que quem apostasse na alta do dólar, quebraria a cara. Quem quebrou a cara foi o brasileiro. O dólar tem valorização de mais de 60% este ano.

De saída do governo no fim do ano e lamentando ter férias acumuladas desde 2003, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse à Folha que “vai quebrar a cara” quem apostar numa disparada do dólar e na queda da Bolsa como reação a uma vitória da presidente Dilma Rousseff na eleição do próximo domingo.

Boa parte dos analistas de mercado prevê um cenário turbulento caso Dilma seja reeleita, com apostas de que o valor do dólar possa superar R$ 3 —fechou na sexta-feira (17) valendo R$ 2,433.

Mantega, que ocupa o cargo há oito anos e meio, o ministro da Fazenda mais longevo, assumiu o papel de cabo eleitoral da chefe nesta reta final de mandato e não poupa de críticas Armínio Fraga, que pode ser seu substituto caso o tucano Aécio Neves vença a eleição.

Para ele, Armínio vem de um trabalho com banqueiros e vai seguir o “manual” neoliberal ortodoxo. “É só ver a prática que os ortodoxos fazem no mundo todo. Ajuste fiscal mais duro, mais rigoroso, mais rápido, significa você derrubar a economia, causar uma recessão. Isso está no manual deles. Se ele mudou, não sei.”

O ministro espera que, neste segundo semestre, o país esteja crescendo num ritmo de 2% ao ano, depois do primeiro semestre “fraco”.

Leia abaixo os trechos da entrevista.

Chegando ao final de seu período na Fazenda, o senhor não tem uma autocrítica de coisas feitas que poderiam ter sido conduzidas de forma diferente?
Aí a manchete é “ministro faz autocrítica”, “Os equívocos do ministro”. Eu já estou vendo a manchete, “Ministro reconhece que errou”.

Ou “Ministro não reconhece nenhum erro…”
Não, erros todo mundo comete, evidentemente. Mas o que interessa é o essencial. Erros de condução você pode ter. Digamos, reduzi um pouco mais o tributo do que eu devia, ou aumentei. Acho que a política monetária pode ter sido um pouco mais rigorosa do que deveria ser. Você nunca tem como ajustá-la completamente. Porque economia é um bicho complexo. Não é que você aperte um botão e tenha a resposta. Deve ter tido erros de calibragem. Mas no essencial nós acertamos, fizemos política anticíclica, desenvolvimentista. O que prova isso é que a economia brasileira gerou emprego, está com um dos menores níveis de desemprego. Portanto, a população brasileira não pagou o preço da crise.

O mercado fala que, se a presidente Dilma for reeleita, vai ter um rali no mercado, o dólar vai disparar, a Bolsa vai cair. Qual seu recado para quem faz essas previsões?
Existem opiniões divergentes. Pode ser uma previsão de uma parte do mercado. Não há motivo para isto. Agora, se alguém tentar fazer isso vai quebrar a cara. Rally contra o câmbio vai quebrar a cara porque nós temos US$ 380 bilhões de reservas. Somos poderosos nessa área. Não tem razão para fazer rali, mesmo porque a política que nós vamos praticar está clara, não tem mistério. E acredito que é uma política que interessa a todos, à maioria da população.

A credibilidade do governo na área fiscal foi colocada em xeque, com todos os expedientes de contabilidade criativa, com a postergação de despesas, por exemplo.
Olha, até agora não vi o Tribunal de Contas se manifestar sobre a chamada contabilidade criativa. Porque as contas são auditadas de forma muito rigorosa. A CGU (Controladoria Geral da União) audita nossas contas. Não foi apontada nenhuma irregularidade com as nossas contas. Então elas são aprovadas, estão corretas. Eu só pedalei quando andei de bicicleta, dei umas pedaladas [“pedalada fiscal” se refere à prática irregular de atrasar pagamentos, diminuindo artificialmente as despesas do governo e melhorando as contas do Tesouro Nacional]

Mas o secretário do Tesouro pedala bem.
O secretário do Tesouro [Arno Augustin], ele corre, ele não anda de bicicleta. Ele andava, falaram que ele pedalava, agora ele só corre, para manter a forma física.

O sr. tem dito que uma vitória dos tucanos levará a uma alta dos juros como no passado. Como pode garantir que o Armínio Fraga, se ele sentar nessa cadeira, vai subir os juros?
Só se mudou a ideologia dele, a vertente econômica. Ainda mais ele, que vem do meio financeiro. Ele vem de um trabalho com banqueiros. Ele compartilhava daquela ideia de que a economia brasileira precisa ter um juro mínimo real de 10%, lembra? Será que ele mudou? Então ele deixou de ser neoliberal, deixou de ser ortodoxo? Eu não ouvi ele dizendo isso em nenhum momento. Então sabemos qual é a prática, só ver a prática que os ortodoxos fazem no mundo todo. Ajuste fiscal mais duro, mais rigoroso, mais rápido. Significa derrubar a economia, causar uma recessão. Isso está no manual deles, se ele mudou, não sei. Não vi ele afirmando nada que levasse a entender isso.

Mas por que citam os tucanos como os demônios da economia?
Demônio? Para mim, o que estou falando deles é um elogio. Mas leia o que disse o Armínio, que desoneração é paliativo. Então eu quero saber qual é o tributo que ele vai subir, porque subindo o tributo ele recompõe o superavit primário rapidamente. Ele declarou explicitamente que vai recompor tributos que nós reduzimos. Acho importante reduzir tributos para aumentar a competitividade de vários setores. Nós reduzimos tributo da cesta básica, é bom para inflação e para população. Reduzimos tributo para desoneração da folha de pagamentos, reduzimos tributos para investimentos. Ele vai recompor. Ele vai diminuir investimento. Ele quer fazer um primário maior como os europeus querem fazer, um primário maior como os alemães.

Por outro lado, o senhor não acha que o nosso superavit primário está muito baixo?
O meu primário é um primário de quem quer fazer uma política anticíclica, essa é a diferença. Quando você pratica uma política anticíclica, ele fica circunstancialmente menor.

Mas o senhor falou que pro ano que vem tem que mudar a política fiscal.
Mudar não, tem que fazer ajustes fiscais. E nós temos que buscar um primário que é aquele que nós apresentamos, de 2% a 2,5%. É um primário mais alto do que este ano [de 1,9% do PIB, que o mercado avalia que não será atingido]. Acho que temos que voltar a um primário elevado. Temos diminuído os instrumentos de política anticíclica. Mas não os essenciais.

O governo costuma atribuir à crise mundial boa parte da responsabilidade pelo fraco crescimento brasileiro, mas o mundo está recuperando mais rápido do que nós, não?
Tem gente dizendo que a economia mundial saiu da crise. Eu fui a um debate com o Armínio onde ele falou que a crise terminou em 2009. A crise terminou em 2009 para quem, cara pálida? Não sei se terminou para ele, para meia dúzia de banqueiros, talvez.

Alguns países, como os Estados Unidos, estão reagindo.
A economia mundial não está reagindo de acordo com as projeções que o FMI fazia um tempo atrás. Ele agora caiu na realidade.

O FMI caiu na realidade?
É, caiu na realidade. A opinião deles é que havia uma recuperação dos avançados e uma não recuperação dos emergentes. Isso estava errado, estão ajustando. Mesmo eles achavam que a economia internacional ia crescer mais.

A última previsão do governo é de um crescimento de 0,9% no ano. Quando esse número, considerado otimista pela maior parcela do mercado, deve ser revisado?
Digamos que se o crescimento desse [terceiro] trimestre for de 0,5%, estaremos crescendo mais que 2% daqui para a frente. Esse é nosso ritmo: 2%. No segundo semestre estamos em recuperação, que foi fraca no primeiro. Isso significa que podemos manter o nível de emprego e que podemos entrar 2015 com essa trajetória de crescimento. Teremos uma inflação mais acomodada.

Quando sairemos da crise, na sua visão? No próximo ano?
Eu não tenho certeza. Depende, por exemplo, do dia em que o Banco Central europeu resolver fazer uma política de estímulo. Quem deveria reagir nesse momento? A economia europeia, que é um terço da economia mundial. A Alemanha se recusa a fazer uma política de estímulo. Todo mundo está dizendo que ela tem que fazer investimento em infraestrutura, que ela tem que puxar a economia europeia, ela é a economia mais forte. Ela vai esperar quem, que a Grécia puxe a economia europeia?

Essa é mesma crítica que o FMI faz ao Brasil, de que falta investimento para o país crescer mais.
A crise reduz investimento. A primeira coisa que cai na crise é investimento, e fizemos um baita esforço para que o investimento se mantivesse num determinado patamar. Precisamos investir em infraestrutura, educação, temos que contar com a expansão do mercado interno, porque sem mercado interno não dá para investir. Porque quando você tem uma crise lá fora, você recorre ao mercado doméstico. Nosso nível de investimento não está mau, está razoavelmente bom para um cenário de crise. No ano passado, o investimento cresceu 5%, não foi mal. Esse ano vai crescer menos. É um ano pelo outro. Todo mundo faz análise do Brasil em 2014. Tem que olhar um ano pelo outro.

A meta de vocês era ter uma taxa de investimento de 24% do PIB até o final do governo Dilma. Não foi atingida.
Exatamente, não foi possível. O investimento desacelerou no mundo inteiro, inclusive nos campeões, que são a China e a Índia.

O aumento da renda não veio acompanhado de aumento de produtividade no Brasil. O último relatório de inflação do Banco Central aponta essa, inclusive, como uma das razões para inflação alta. O que fazer para alinhar isso?
Tivemos um problema de produtividade porque absorvemos nesse tempo do governo do PT 21 milhões de trabalhadores. Absorvermos os trabalhadores mais produtivos e menos produtivos. Então, você contratou trabalhadores com menor qualificação, isso fez com que a produtividade não crescesse num ritmo desejável. O que estamos fazendo? Estamos qualificando os trabalhadores.

Com a cotação do petróleo em baixa, o preço da gasolina deve ser reajustado?
É política da Petrobras reajustar todo ano o preço do combustível. Acredito que não será diferente. Se for maior ou menor, é uma decisão a ser tomada pela Petrobras. É claro que se isso continuar despencando. Hoje a diferença está em 9,8%, se ficar 10% no ano…

Então vai deixar de reajustar, como sugerem técnicos do próprio governo? Ou haverá aumento, para compensar as perdas?
Falar esse termo de perdas é indevido, porque a Petrobras nunca teve perda, tem lucro há muito tempo, e dos mais elevados. Ela deixou de ganhar. É uma empresa que em vez de praticar um preço mais alto, praticou um preço mais baixo, mas ela está no lucro.

Folha de S. Paulo

Dois jovens são executados na Zona Norte de Porto Alegre

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Às vezes acho que estamos perdendo a batalha… Matéria do Diário Gaúcho abaixo. Que as votações de ontem da Assembleia sirvam para que possamos caminhar no rumo certo e devolver aos gaúchos a sensação de segurança que tanto nos faz falta. Que sirva para podermos dar expectativas aos nossos jovens, para que não morram vítimas da violência, do tráfico. Não podemos desistir. Não podemos perder as batalhas.

Enquanto moradores da Vila Nova Dique, Bairro Rubem Berta, Zona Norte da Capital, protestavam contra a falta de segurança na região pelo segundo dia consecutivo, dois adolescentes eram mortos a tiros a poucos metros do local da manifestação. O crime foi registrado por volta das 19h desta terça-feira.

O duplo homicídio ocorreu na rua Donário Braga, próximo à Avenida Bernardino Silveira Amorim onde os moradores se reuniam e queimavam pneus para chamar a atenção das autoridades. Os dois adolescentes, cujas identidades ainda não haviam sido confirmadas pela polícia, segundo moradores teriam 13 anos de idade.

O caso será investigado pela 3a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.

É o segundo dia consecutivo que moradores protestam e bloqueiam vias na Zona Norte de Porto Alegre. Na segunda-feira, um grupo de moradores protestou contra a falta de segurança na região. De acordo com uma moradora, que não quis se identificar, há toque de recolher imposto por traficantes e troca de tiros todos os dias. Além disso, eles questionam a morte de Dener Camargo, morto a tiros no último domingo.

Papa Francisco em Cuba: pedido de paz

Pedreiro se forma em Direito após pedalar 42 km por dia para estudar

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Mais de 40 anos e muitos desafios precisaram ser atravessados para que o pedreiro Joaquim Corsino realizasse seu sonho. Aos 63 anos de idade, vestido de beca e com chapéu de formando, ele recebeu, na noite desta quinta-feira (17), em Vitória, o seu diploma de graduação em Direito.

Para realiza o sonho, o pedreiro Joaquim Corsino dos Santos pedalava, diariamente, entre Cariacica, onde mora, até Vitória, onde fica a faculdade de Direito em que ele estuda. A distância, cerca de 21 quilômetros entre um município e outro, não desanimou o estudante. “Quero ser delegado de polícia” disse

Nascido em Itaumirim, Minas Gerais, Joaquim chegou ao Espírito Santo aos 18 anos. Com mais de 20 concluiu um curso técnico em Administração.

Mas após não ser aprovado no vestibular de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em 1980, precisou deixar os livros para trabalhar. A partir de então, Joaquim começou a atuar como ajudante de   pedreiro e, mais tarde, como pedreiro.

Ainda assim, a vontade de estudar sempre esteve presente. Por isso, a cada parede erguida por Joaquim, parte do dinheiro ganhado era guardado. Além de construir sua casa, em Bandeirantes, Cariacica, o pedreiro juntou ao longo dos anos R$ 55 mil para os estudos.

“Eu sou um camarada que gosta das coisas honestas. Sempre quis fazer um curso de Direito para ajudar outras pessoas”, conta Joaquim, que em 2008 iniciou a graduação em uma faculdade privada. Quatro períodos foram concluídos, mas o pedreiro  teve que adiar o sonho por mais um tempo.

“Um amigo pediu R$ 4.500 emprestados e não pagou. Aí eu tive que parar a faculdade para juntar mais dinheiro para poder pagar o curso todo”, lembrou.

De Bicicleta
Em 2012, Joaquim retornou à graduação e não parou mais. Todos os dias ele fazia o trajeto de sua casa até a faculdade, em Vitória, com sua bicicleta em um percurso de 42 km.

E engana-se quem pensa que com o diploma a saga de superação de Joaquim chega ao fim. Os olhos do bacharel em Direito estão voltados para o futuro. Seu próximo objetivo é ser aprovado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em seguida, pretende se tornar delegado. “Quando eu leio a Constituição no artigo quinto, que fala que todos têm direitos iguais, vejo que tem muita coisa boa nela e eu gostaria de contribuir para isso”.

Fonte: G1

A crise que só chega no povo

Não se fala em outra coisa a não ser impostos e crise. Seja no RS ou no país, as contas públicas não fecham. Também pudera! Máquina inchada, cabides de emprego, incompetência, mentira e ausência de gestão só pode dar em caos. Vale, claro, ressaltar que a Sartori tem uma herança deixada por todos os ex-governadores, de todos os partidos que já governaram o Estado. Dilma, diferentemente, tem sua herança e de Lula. São 12 anos que o PT comanda o país. Ou seja, é simples identificar as diferenças.

Mas, me parece que o governo federal debocha de nossa sociedade. As propostas em nada impactam no que o povo mais quer ver acabar: a corrupção e o desperdício de dinheiro público. Precisamos mesmo de 39 ministérios? Precisamos mesmo de uma máquina tão inchada? Para termos noção: o Palácio do Planalto emprega 18,2 mil pessoas. A Casa Branca tem 456 funcionários. Desde 2002, o custo da folha de pessoal triplicou e o custo de todos os funcionários do governo passou de R$ 75 bilhões por ano para R$ 240 bilhões. Fernando Henrique Cardoso contratou 19 mil servidores em 8 anos; Lula aumentou o quadro em 205 mil; Dilma, de 2011 a 2015, contratou 115 mil pessoas.

Outra pergunta: a crise chegou mesmo no Planalto? Porque semana passada anunciaram um gasto de mais de R$ 215 mil na compra de itens de prata como 22 “réchauds” (recipientes para manter a comida quente) orçados em mais de R$ 4.300 cada um, dez colheres de servir ao custo individual de R$ 303 e cinco espátulas para bolos com preço unitário calculado em R$ 1.166. Os utensílios serão usados no Palácio do Planalto e nas residências oficiais do Palácio da Alvorada e da Granja do Torto. Onde está a crise??????

Meus amigos, fica realmente difícil. O Planalto cancelou a compra da prataria, por pressão claro. Se não tivesse saído na imprensa, não teriam cancelado. Sinto vergonha desses administradores. Eles nos conduzem de forma equivocada, criam crises, mentem, e jogam a conta da sua incompetência no colo do trabalhador. E o ministro Levy ainda tem a pachorro de dizer que pagar impostos a mais é um investimento, que ninguém se importará de pagar mais para ter mais serviços. O problema, meu caro ministro-banqueiro, é que já pagamos muito e nada temos.

Atearam fogo no sonho de uma humanidade melhor

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Ao reler essa reportagem de 2014, do portal G1, e ao ler a notícia de que atearam fogo no colchão em que dormia – na rua – um imigrante senegalês em  Santa Maria, coração do Rio Grande, chego à conclusão de estas pessoas atearam fogo no sonho de uma sociedade mais humana, mais justa e livre da injustiça.

Em 20 de abril de 1997, cinco rapazes de classe média de Brasília atearam fogo no índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, de 44 anos, que dormia em uma para de ônibus na Asa Sul, bairro nobre da capital federal. Após o crime, eles fugiram.

Um homem que passava pelo local anotou o numero da placa do carro dos jovens e entregou à polícia. Horas depois, Galdino morreu. Ele teve 95% do corpo queimado – o fogo só não atingiu a parte de trás da cabeça e a sola dos pés.

Quatro anos após o crime, Max Rogério Alves, Eron Chaves de Oliveira, Tomás Oliveira de Almeida e Antônio Novély Cardoso de Vilanova foram condenados pelo júri popular a 14 anos de prisão, em regime integralmente fechado, pelo crime de homicídio triplamente qualificado – por motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou defesa à vítima. Por ser menor, G.N.A.J. foi condenado a um ano de medidas socioeducativas.

Galdino havia chegado a Brasília um dia antes de ser morto – no dia 19 de abril, Dia do Índio. Ele participou de várias manifestações pelos direitos dos indígenas.

Condenados por crime hediondo, Max, Antônio, Tomás e Eron não teriam, à época, direito à progressão de pena ou outros benefícios. A lei prevê a liberdade condicional após o cumprimento de dois terços da pena. Mas, em 2002, a 1ª Turma Criminal fez uma interpretação diferente. Como não há veto a benefícios específicos na lei, os desembargadores concederam autorização para que os quatro exercessem funções administrativas em órgãos públicos.

As autorizações da Justiça permitiam estritamente que os quatro saíssem do presídio da Papuda para trabalhar e retornassem ao final do expediente. A turma de juízes chegou a permitir que os quatro também estudassem, mas, como há proibição específica na Lei de Execuções Penais, o Ministério Público recorreu e conseguiu revogar a permissão de estudo para Eron Oliveira e Tomás Oliveira. Mesmo assim, eles continuaram estudando em universidades locais, contrariando a decisão.

Em outubro do mesmo ano, o jornal “Correio Braziliense” flagrou três dos cinco rapazes bebendo cerveja em um bar, namorando e dirigindo o próprio carro até o presídio, sem passar por qualquer tipo de revista na volta. Após a denúncia, os assassinos perderam, temporariamente, o direito ao regime semiaberto, que era o que permitia o trabalho e o estudo externos.

Em agosto de 2004, os quatro rapazes ganharam o direito ao livramento condicional, mas eles precisam seguir algumas regras de comportamento impostas pelo juiz no processo para manter a liberdade, como não sair do Distrito Federal sem autorização da Justiça e comunicar periodicamente ao juiz sua atividade profissional.

Rio vai criar 12,6 mil vagas em 24 grandes indústrias

Desempregado há dez meses, Marcelo Gonçalves passava quase todo dia em frente àquela obra. Até descobrir que ali seria criado um novo centro comercial, para abrigar 25 empresas do setor de vestuário e acessórios, ponto forte da economia de Itaperuna, Noroeste Fluminense, distante 360 quilômetros do Rio. “Quando vi no Facebook que estavam recebendo currículos, comemorei muito. Tenho esperança de ser chamado”, diz Marcelo. Com previsão de inaugurar em 19 de setembro, o Pátio Cidade Nova vai abrir 100 empregos diretos e indiretos. Parece pouco, mas para uma cidade de 99 mil habitantes, é fundamental para ajudar a reaquecer a economia em tempos de crise.

Em diversas cidades do estado, o fantasma do desemprego é atenuado pela esperança de novas oportunidades de trabalho em empresas de diferentes setores que mantiveram seus projetos de instalação ou expansão. Ao contrário do Comperj, em Itaboraí, onde os empregos parecem encolher a reboque das mudanças na estratégia de negócios da Petrobras e do escândalo da Operação Lavo Jato. Um levantamento da Companhia de Desenvolvimento Industrial (Codin) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedeis), mostra que a economia no Rio não está parada.

Até 2016, quase 12,6 mil vagas serão abertas em 24 grandes empreendimentos. Juntos, eles somam R$ 8,27 bilhões em investimentos nas cidades do Rio, Duque de Caxias, São Gonçalo, Queimados, São João da Barra, Itaboraí, Itatiaia, Silva Jardim e Areal. De acordo com a presidente da Codin, Conceição Ribeiro, o ritmo diminuiu com a crise, mas os investimentos não param de chegar e estão se diversificando.

“Muitas empresas que querem vir para o estado não trabalham em um horizonte de um ou dois anos. Elas precisam ter um projeto de crescimento para quando a atividade econômica voltar a crescer”, explica. Segundo ela, algumas pisam um pouco mais no freio. “Quanto mais rápido o país sair da crise, mais rápido virá o investimento. Mas o Rio continua no radar dos investidores”, acrescenta ela, que esta semana receberá representantes de uma empresa de alimentos e bebidas da Espanha, interessada em se instalar no estado.

Mais concentrado na Região Metropolitana, Médio Paraíba e Norte Fluminense, o que ela chama de “processo de reindustrialização” do Rio foge do tradicional setor de óleo e gás. Dos 24 grandes empreendimentos, todos acima de R$ 50 milhões, apenas quatro são deste segmento. Os demais se dividem pelos setores automotivo, logística, farmacêutico, químico, alimentos e bebidas, construção, cosméticos e higiene pessoal.

Empregos da Baixada à Região dos Lagos
Boa parte dos novos investimentos se dirige à Baixada Fluminense, especialmente no entorno do Arco Metropolitano. É o caso da Brasilit, fábrica de telhas e coberturas inaugurada sexta-feira em Seropédica, onde a P&G abriu há menos de um mês uma fábrica para produzir cremes dentais. Juntos, os empreendimentos somam R$ 335 milhões e geram 400 empregos diretos e indiretos.

A expansão chega também à Região dos Lagos. A gaúcha Cordoaria São Leopoldo, que fabrica cabos para amarração de plataformas de petróleo, está de malas prontas para Saquarema, onde investirá R$ 10 milhões, gerando 180 empregos diretos e 150 indiretos. A decisão de vir para o Rio é motivada pela proximidade do maior mercado consumidor, situado em Macaé, e os investimentos fiscais concedidos pelo estado, segundo Nelson Naibert, da consultoria Rosa,Naibert, responsável pela operação.

Também em Saquarema, a Indústria Sales investe mais de R$ 1 milhão na fábrica do azeite Quinta D’Aldeia e contratou recentemente mais 25 pessoas. Na contramão do cenário econômico, a estratégia, diz Artur Sales, diretor executivo da empresa, envolve modernização do maquinário, pesquisa de mercado, marketing e produto. Em São Pedro da Aldeia, o frigorífico Mayara Distribuidora, já em obras, vai gerar 600 empregos até o final de 2016.

Fonte: O Dia

Inflação pesa no bolso das famílias

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda até cinco salários mínimos, ficou em 0,25% em agosto. Já a inflação registrada pelo IPCA também em agosto, índice que mede a inflação oficial para todas as faixas de renda, ficou em 0,22%. No resultado mais amplo, o INPC acumula taxas de 7,69% no ano e 9,88% em 12 meses. Em ambos os casos, o INPC está acima do IPCA, que acumula 7,06% no ano e 9,53% em 12 meses. De forma resumida: a inflação acumula no ano a maior taxa desde 2003 e a inflação para famílias mais pobres já chega a 9,88% em 12 meses!

Precisa dizer o que mais? Quem está pagando a conta do desgoverno de Dilma? Não vejo banqueiros reclamando…

 

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