Segurança: o RS pede ação

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Tenho estudado alguns temas para poder opinar com mais propriedade. A política nos exige isso. A crítica pela crítica acaba não dando em nada. E, no momento que vivemos, a guerra virtual apequena o debate. Porém, não é hora de apequenarmos nada, ao contrário. É hora de virarmos a página e aprendermos com os bons exemplos.

Nesse sentido, daí dos estudos da economia e fui conhecer mais de perto o Pacto Pela Vida, programa de segurança pública implementado por Eduardo Campos em Pernambuco, quando era governador. Ele ousou, inovou. Mas, acima de tudo, teve coragem. E os resultados são impressionantes. Não apenas pelos números. Mas pelo alcance da política social.

Li o livro de Raimundo Rodrigues Pereira há poucos dias. Ele traz a visão em detalhes do PPV. Lembra, inclusive, do sonho de Campos de levar a todo o Brasil um programa como o Pacto Pela Vida. Quem puder ler, que o faça com atenção. Especialmente ao contraponto justo e detalhado sobre o PPV e as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras) do RJ.

As UPPs eram a ação cinematográfica. Falharam. Antes, os moradores temiam a violência entre os traficantes. Hoje, teme a polícia. Já o PPV tem como base a mudança das polícias Civil e Militar. Parece simples. Mas não é. Eu, que morei em vila, sei a sensação que é ter sua casa invadida a pontapés por policiais. Coisa que não ocorre nos bairros de classe média. Eduardo mudou isso. Os resultados vieram.

Então me pergunto: por que não levarmos adiante a ideia? Por que não fazermos em Porto Alegre um Pacto Pela Vida? Por que não fazermos no RS? As eleições de 2016 estão chegando. Ou começamos a discutir de forma profunda os planos para a cidade, ou seguiremos andando a passos lentos e cada dia mais reféns da violência.

Há exemplos bem sucedidos. Se não temos criatividade e vontade de criar soluções, que tenhamos a humildade de reconhecer o que já deu certo e aplicarmos aqui.

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