O futuro do Estado nas mãos da Assembleia

Hoje divido com vocês o grande tema do dia: a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias do RS. Polêmica que deveria ter sido superada já… Mas os governos anteriores, de todos os partidos, agiram com imprudência, para não usar termo mais adequado e justo. O resultado é a estagnação de nosso Rio Grande, contas no vermelho, arrocho salarial… Tudo previsível! Mas e o que foi feito até agora? Sigo esperando propostas que não apenas cobrem do cidadão comum a conta. Esforço todos nós estamos dispostos a fazer. Mas quero saber onde está o plano de tração de investimentos? Vão aumentar o ICMS? Vão usar esse aumento no Caixa Único? É hora de aprovar, sim, a LDO. Mas é hora de o governo mostrar a que veio e dar respostas à sociedade. Abaixo, o editorial de Zero Hora.

Num ambiente de crise financeira de proporções inéditas como a enfrentada hoje pelo setor público gaúcho, a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) pela Assembleia Legislativa assume papel relevante para o futuro imediato do Estado. Não são apenas os direitos de servidores e de corporações influentes que estão em jogo, mas principalmente as demandas concretas do conjunto da sociedade gaúcha, em áreas como educação, saúde e infraestrutura de maneira geral, para as quais o setor público não vem conseguindo dar respostas satisfatórias. Por isso, todos os gaúchos devem ficar atentos à questão e procurar entender por que o texto precisa ser aprovado como foi encaminhado aos parlamentares _ com propostas de medidas duras, mas necessárias.

Em qualquer circunstância, mas particularmente em momentos de dificuldades como o atual, a LDO está longe de se constituir apenas numa peça de caráter técnico e fiscalista. Base da definição do orçamento para o próximo ano, o documento em exame pelo Legislativo é decisivo para o alcance de metas num prazo específico, que não se restringem a atender demandas internas, como as de servidores, mas precisam contemplar também as externas, que incluem as de toda a sociedade.

Este é o momento de o Estado deixar transparente qual a sua estratégia, diante da insuficiência de recursos, para cumprir com suas obrigações. Por isso, precisa contar com a solidariedade dos três Poderes e dos representantes dos servidores quanto à necessidade de contenção dos gastos de custeio. Cabe aos parlamentares, como representantes da sociedade, demonstrar consciência sobre a importância desse momento para o Estado, ratificando as diretrizes orçamentárias como estão sendo propostas pelo Piratini.

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