julho 2015 archive

Desabafo: o que está havendo? Temos saída?

7915024_GBqPD

Todos os dias me pego lendo os jornais e pensando no que escrever aqui para dividir com os amigos. Há dois dias falei da chance que temos de ver a crise como uma oportunidade. Hoje… Bem, não deixo jamais de ser otimista, mas é difícil quando se tem que escolher um assunto para falar e surgem dezenas. Pior, são dezenas de motivos ruins e tristes… Então, vão algumas das minhas inquietações:

– Por que os servidores gaúchos não foram avisados oficialmente do parcelamento de seus salários? Ficaram sabendo hoje, ao verem seus contra-cheques? Que espécie de governo deixa isso acontecer?

– Que tipo de governo apenas reclama e não age, não atrai investimentos, não toma as rédeas do presente de seu povo?

– Que país permite que uma advogada abandone sua profissão e carreira por se sentir intimidada? Será que seremos reféns a vida toda desse tipo de gente que corrompe, rouba, ameaça (para não dizer o que vem depois disso)?

– Novos cortes no orçamento do governo federal geram corte de mais de R$ 1 bilhão na educação. Mas Dilma não diz que o Brasil é a Pátria Educadora?

– Taxa de juros subindo, lucros dos bancos crescendo, inflação em alta… mas quem segue pagando a conta é o trabalhador e nada é feito para mudar isso?

Meus amigos, ainda acredito que as soluções para isso tudo está na política. Aliás, tudo passa pela política. E passa por cada um de nós que damos poder a essas pessoas que fazem isso todos os dias com a gente. Ou nós, eleitores, mudamos, ou talvez seja hora de pensar noutra saída. Se os elegemos, somos cúmplices de certa forma.

Agora, pensem comigo e tentem ver se um cidadão comum pode fazer isso:

Um empresário e chefe de família gasta mais do que arrecada, não vai em busca de nova fonte de renda, reclama do cenário e da vida; para diminuir o prejuízo, corta a educação de seus filhos; paga apenas parte do salário de sua empregada doméstica (sem avisá-la antes, é claro!); ameaça e coage os funcionários de sua empresa a não dizerem nada sobre as irregularidades que comete… O que aconteceria com ele?

Espero que algo sério e honesto e legítimo aconteça a quem tem feito isso com o povo brasileiro a cada santo dia.

Não corrigir nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros

acorda-brasil_009

Hoje, assistindo ao comentário de Miriam Leitão, fiquei pensando sobre esse período que o Brasil vive. Crise econômica, crise financeira, crise ética, prisões, inflação em alta, dólar em alta, nosso país retratado como um filme de terror pela imprensa internacional, violência, educação e saúde indo mal… O que isso tudo pode significar?

A operação Lava-Jato pode ser vista como fim das nossas esperanças no Brasil, pode nos fazer acreditar que a corrupção jamais deixará de existir, que na política todos são ladrões, que são todos iguais e que não nos resta mais nada a fazer se não aceitar. Pode nos fazer acreditar que somos um país de terceiro mundo, que a Europa e os EUA são muito melhores e sempre serão. Pode nos fazer acreditar que não temos jeito mesmo e que, ok, vamos cometer nós também pequenos delitos. Afinal, o que é furar a fila, jogar no lixo no chão, provocar enchentes, sonegar imposto, maltratar idosos, ser um ogro no trânsito perto de desviar bilhões de reais do Brasil?!

Eu vejo a Lava-Jato como uma oportunidade! Para que a gente corrija nossos erros, é preciso conhecê-los. É preciso trazer à luz a corrupção, os esquemas, esmiuçar. Isso não é ser pessimista, como dizem alguns. Tampouco é golpe da mídia! Não corrigir nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros. Portanto, acredito mesmo que seja uma chance de nós, brasileiros, virarmos a página de nossa história e tomarmos as rédeas de nossa política. Temos que saber quem comanda os grandes esquemas que desviam bilhões, sim, porque são esses bilhões que faltam para termos saúde para todos, professores bem pagos, segurança, infraestrutura…

Eu quero um país melhor e quero que ele se dê em poucos anos. Que a Lava-Jato nos sirva para isso, para varremos os corruptos para os presídios (que poderiam ser dignos se não nos faltassem bilhões todo ano) e para fora da política. Nós podemos começar essa mudança dando exemplo, sendo teimosos na crença de nosso país!

Que esta mega operação seja um recomeço, uma esperança, uma força extra para cada um de nós! E que a gente não cometa esses pequenos delitos, porque erros, grandes ou pequenos, seguem sendo erros. Corrupção grande ou pequena, segue sendo corrupção.

Vamo que vamo que o Brasil tem jeito!

Solidariedade: escola abriga atingidos pela cheia na Ilha Grande dos Marinheiros

Escola abriga atingidos pela cheia na Ilha Grande dos Marinheiros | Foto: André Ávila
Foto: André Avila

Li a reportagem da jornalista Mauren Xavier no Correio do Povo de hoje. É duro perder tudo e ter que sair de casa. Conheço a realidade dos moradores das ilhas. Eles são lembrados a cada quatro anos, nas eleições municipais. Mas eles precisam de atenção 365 dias por ano. E, nesses dias atuais, precisam não apenas do poder público, mas da solidariedade de cada um de nós que puder ajudar com doações!

Durante o ano letivo, as salas de aula da Escola Estadual Alvarenga Peixoto, na Ilha Grande dos Marinheiros, em Porto Alegre, recebem estudantes nos três turnos. Porém, há mais de uma semana, não há aulas nestas salas. As cadeiras servem de divisórias entre os colchões. As classes são usadas para acomodar as roupas e os poucos itens pessoais que sobraram após a enchente que atingiu a região das ilhas. A sala de estudos de matemática e ciências foi adaptada para receber as doações. Em meio aos livros, estão roupas arrecadadas. Junto ao quadro negro ficam encostados os colchões e cobertores.

A única área que não sofreu alterações foi a cozinha, que continua servindo para a mesma finalidade. Porém, ao invés de merendeiras, os voluntários Nazaré da Silveira Nunes, Josiane Pereira e André da Rosa preparam o achocolatado e separavam os sanduíches.

Essa tem sido um pouco da rotina na escola, que se tornou o abrigo para mais de 180 pessoas desde que o nível do rio Guaíba subiu e a água invadiu casas sem piedade, obrigando as famílias a deixarem às pressas as suas casas, há mais de uma semana. Mas apesar do desconforto e da situação de improviso, o clima amistoso e de companheirismo prevalecem. Na prática, isso ameniza um pouco as dificuldades. “Estamos todos juntos. Somos vizinhos e aqui tentamos ajudar um ao outro”, comentou Nazaré da Silveira Nunes, que há 58 anos mora na região da Ilha dos Marinheiros.
Para manter a organização, as tarefas foram divididas. Além disso, as doações, como roupas e colchões, é ordenada, para garantir que todo mundo pegue o que realmente necessita.

Acostumados com as características das estações do ano, os desalojados contam os dias para voltar as suas casas. Ao mesmo tempo, predomina o receio com os próximos meses. Segundo a tradição popular, deve chover muito até o dia 30 de setembro, dia de São Miguel. “Até lá, será muita chuva”, comentou Liane Farias, uma das responsáveis por organizar o abrigo na escola. Ela teve que sair de casa, localizada na área norte da ilha dos Marinheiros, por causa da enchente. Ela e a família também estão abrigados na escola.

Se por um lado a assistência social tem sido ágil, Liane reclama de outras dificuldades, em especial o que se refere à saúde. Apesar de a escola estar localizada ao lado de um posto de saúde, o atendimento só vai até às 16h. “Seria bom ter alguém que ficasse até mais tarde, porque têm muitas pessoas adoecendo agora em função do frio”, comentou ela.

Fonte: Correio do Povo

Quem é a elite perversa de Lula

lula_mensalao

Belo texto de David Coimbra!!

Lula acha que os governos do PT são criticados e que a popularidade de Dilma é de apenas 7% porque graças a ele, Lula, os pobres agora viajam de avião e comem em restaurantes.

Sério, ele pensa isso.

Sua frase, durante um discurso para 200 pessoas no ABC paulista, no fim de semana, foi a seguinte:

“Eu ando de saco cheio. Tudo que é conquista social incomoda uma elite perversa neste país”.

É estranho. Jurava que a elite amava Lula. Afinal, vejamos:

1. Nunca na história deste país, os banqueiros obtiveram tantos lucros como nos governos do PT;

2. A elite política, representada por Maluf, Sarney, Calheiros, Temer, entre outros, sempre esteve fechada com Lula. Um de seus aliados, Fernando Collor, inclusive, pôde montar uma linda coleção de carros de playboy durante as administrações petistas;

3. Empresários emergentes, como Eike Batista, emergiram de vez graças a generosos empréstimos do BNDES, mesmo que depois tenham submergido;

4. Há vários amigos próximos de Lula morando atualmente no Paraná, todos com sobrenomes famosos, como Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. Um deles até o apelidou, carinhosamente, de “Brahma”.

Esses é que são a elite do Brasil. A elite do Brasil mora em tríplex, como Lula. Roda em Maseratis, como Collor. Tem contas na Suíça, como Odebrecht. Assalariados, como eu e a maioria dos meus amigos, não pertencemos à elite. Mas Lula quer dizer que sim. Quer dizer que eu, filho de professora primária e neto de sapateiro, que sustento minha família com meu salário, amigo de aposentados que ganham mil reais por mês, de funcionários públicos que pagam aluguel, de jornalistas que andam de ônibus, Lula quer dizer que eu e toda essa gente que sofre com o desconto do Imposto de Renda, com a falta de água e de luz a cada chuva, com as ruas esburacadas, com os assaltos, com a educação deficiente, com os hospitais lotados e com o preço do tomate, Lula quer dizer que nós somos da elite?

Não somos, Lula. E tampouco nos importamos, eu e todas, absolutamente todas as pessoas que conheço, com pobres que frequentem restaurantes ou aeroportos. Nos importamos é com um país em que os assalariados pagam imposto para ter segurança, saúde e educação públicas e, ao mesmo tempo, pagam por segurança, saúde e educação privadas. Nos importamos é com um país que coloca presos em masmorras medievais, um país em que 60 mil pessoas são assassinadas e outras 50 mil morrem em acidentes de trânsito a cada ano, um país em que são gastos bilhões para construção de estádios em lugares onde praticamente não existe futebol, um país que tem sua principal estatal sangrada em bilhões de dólares pela navalha da corrupção. É com isso que nos importamos, nós, que você chama de elite perversa. Nós, elite perversa? Não. Elite perversa são seus amigos magnatas que o levam para passear de jato fretado, são seus intelectuais apaniguados, seus jornalistas financiados, seus donos de blogs comprados, seus parlamentares cooptados. Você, Lula, e os parasitas dos trabalhadores do Brasil, vocês são a elite perversa.

O mercado não parou!

Maria Tereza Dischinger, publicitária, consultora de negócios do Instituto Methodus, com mais de 20 anos de experiência em pesquisa apresenta abaixo sua percepção sobre o mercado.
O mercado está recessivo, não há dúvida! Em conversa com diversos profissionais dos diferentes setores, o comentário é o mesmo. E se no seu segmento não há crise, você sabe que seu consumidor final, sim, está passando por uma fase difícil e de fazer escolhas.
O que fazer?
As empresas precisam seguir adiante. Decisões precisam ser tomadas. Não há chance para o erro! Uma decisão errada pode abalar profundamente seu negócio. As ações precisam ser certeiras, assertivas.
Vamos usar como exemplo o caso da Starbucks na crise de 2008 nos EUA (Em Frente! Como a Starbucks lutou por sua vida sem perder a alma). Crise que iniciou no ramo imobiliário e logo se alastrou pelos diversos setores da economia americana, empregos foram perdidos, empresas fechadas.
O café passou a ser supérfluo. As pessoas estavam apreensivas e seu consumo passou a ser absolutamente controlado. A Starbucks estava a ponto de ser uma destas empresas a cair com a crise, até mesmo quebrar. O que ela fez?
Uma grande convenção com a participação de 10.000 colaboradores e franqueados na cidade de Nova Orleans (lembram? Aquela que havia sido devastada pelo furacão Katrina em 2005). Geraram uma grande movimentação na cidade, geraram movimentação econômica. E uma das atividades da convenção foi de ajuda humanitária à cidade. 10.000 pessoas devem ter proporcionado alguma diferença, não é mesmo?
E usaram o exemplo de dificuldade e superação de Nova Orleans durante a convenção para motivar seus participantes. O efeito foi fantástico. Os colaboradores e franqueados saíram extremamente motivados do encontro. E decidiram lutar por sua empresa.
Mas só isso não seria suficiente. A empresa ainda precisaria passar por cortes de custos, sem prejudicar a qualidade do produto e a autoestima de sua equipe. E além disso, decidiu primar pela excelência. Excelência no produto, excelência no atendimento.
Essa é a lição que precisamos aprender com a Starbucks, num momento de “crise” a maioria das empresas tendem a cortar custos estratégicos, diminuir a qualidade do material, reduzir o quadro de funcionários e uma série de outros erros gerenciais que levam à baixa qualidade no atendimento e baixa qualidade do produto/serviço oferecido.

Mais do que nunca, você precisa entender profundamente seu cliente – externo e interno!
Vamos começar pelo externo: Pesquisa de Hábitos e Atitudes e Pesquisa de Satisfação.
Hábitos e Atitudes: Como o seu consumidor está tomando decisões em relação ao seu produto e sua marca? Quais as mudanças de comportamento nos seus hábitos de compra? Qual o caminho na decisão de compra? Seu produto é essencial ou foi substituído? Sua marca é essencial ou foi substituída?
Pesquisa de Satisfação: Quais os fatores mais importantes para seu consumidor continuar sendo seu consumidor? O que só você tem para oferecer? O que deveria melhorar?
Neste momento não podemos perder posições no mercado. O esforço necessário para mantermos posições é infinitamente menor do que o esforço necessário para recuperarmos posições.
Mas é só isso? Não!
Ainda mais importante: manter a satisfação de nosso público interno! Pesquisa de Satisfação do seu Público Interno?
Eu sei, é difícil! As empresas estão precisando escolher onde colocar seus recursos e decisões difíceis estão sendo tomadas, como demissões, cortes, ajustes. Mas seu público interno é sua cara. Se seu público interno não estiver do seu lado, ele estará contra você, sua marca, seu produto. E seu cliente não será atendido com a excelência necessária para que fique “encantado”.

O mercado não parou! Transações estão sendo feitas diariamente. Clientes continuam escolhendo entre um e outro produto, uma e outra marca. Na próxima decisão de seu cliente, será o seu estabelecimento o escolhido?
Caso você queira saber mais sobre os temas apresentados neste artigo entre em contato: maria.tereza@institutomethodus.com.br.

Fonte: http://institutomethodus.blogspot.com.br/2015/07/crise-o-mercado-nao-parou.html

Salário formal tem primeira queda em 11 anos e taxa de desemprego em junho é a maior dos últimos cinco anos

foto-blog25-e1418990310755

A piora do mercado de trabalho provocou uma queda real (descontada a inflação) nos salários médios de admissão dos profissionais com carteira de trabalho. No primeiro semestre, a remuneração dos trabalhadores foi de R$ 1.250,39, abaixo do salário de R$ 1.2711,10 pago pelas empresas entre janeiro e junho de 2014, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A queda é a primeira da série histórica para esse indicador, iniciada em 2003.

O recuo no salário dos brasileiros com carteira de trabalho está diretamente associado à piora da atividade econômica e do emprego. O mercado já estima uma recessão para 2015 de 1,7% e, no primeiro semestre, o País fechou 345 mil postos o pior resultado desde 2002. “A deterioração do mercado de trabalho se mostrou mais rápida do que o esperado”, afirma Fabio Romão, economista da consultoria LCA.

Em alguns Estados a redução no salário de admissão chega a 5% de janeiro a junho.

A Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, também apontou essa piora no rendimento dos profissionais com carteira de trabalho do setor privado. O recuo no salário desse grupo explicou 40% da queda real de 2,7% no rendimento total apurado na economia entre janeiro e abril, segundo um levantamento da consultoria Tendências. “Essa dado reforça o diagnóstico do Caged de que o salário de entrada no mercado formal tem diminuído”, afirma Rafael Bacciotti, economista da Tendências.

A perda do poder de barganha do brasileiro na negociação salarial ocorre por causa da inflação elevada e também pela piora da economia, que leva mais trabalhadores a procurar emprego ao mesmo tempo em que as empresas ofertam menos vagas.

Desemprego

A taxa de desemprego no Brasil em junho é a maior dos últimos cinco anos. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, a desocupação no país chegou a 6,9%, 2,1% a mais que no mesmo período do ano passado. É a mais alta taxa desde 2010, quando atingiu os 7%.

Os desempregados, segundo o IBGE, somam 1,7 milhões de pessoas. O número é considerado estável em relação a maio desse ano, quando a taxa de desocupação era de 6,7%.

 

Ajude os atingidos pelas chuvas na Região Metropolitana

17522527

Mais de 75 mil pessoas foram atingidas pelas fortes chuvas na Região Metropolitana de Porto Alegre. As prefeituras das cidades e a Defesa Civil concentram as doações.

O que os atingidos mais precisam é de alimentos, colchões, cobertores, meias, água, kits de higiene e de limpeza, roupas de cama, sapatos e fraldas adultas e infantis.

 

Veja como está a situação de cada cidade abaixo e como ajudar.

São Leopoldo
– Atingidos: 60 mil pessoas
– Desabrigados: 145 pessoas
– Desalojados: não tem estimativa
Onde levar doações: Ginásio Municipal Celso Morbach, Avenida Dom João Becker, 313, Centro, próximo à rodoviária, ou no Cras Nordeste, Avenida Mauá, 2.141, Bairro Santos Dumont

Gravataí
– Atingidos: 8,5 mil
– Desabrigados: 420
– Desalojados: 190
Onde levar doações: Ginásio Aldeião, na esquina das avenidas Aldolfo Inácio Barcelos e Centenário

Alvorada
Atingidos: 6 mil
Desabrigados: 96
Desalojados: 2,3 mil
Onde levar doações: Ginásio Municipal Tancredo Neves, Avenida Presidente Vargas, 3.290, Bairro Sumaré, e Centro de Educação Profissionalizante Anísio Teixeira, Rua Wenceslau Fontoura, 558, Nova Americana

Novo Hamburgo
Atingidos: 2.174 pessoas
– Desabrigados: 130 pessoas
– Desalojados: 2.044 pessoas
Onde levar doações: Onde levar doações: sede da Guarda Municipal, Rua Bento Gonçalves, esquina com a Rua Jahu

Sapucaia do Sul
– Atingidos: 989 pessoas
– Desabrigados: 104 pessoas
– Desalojados: 885 pessoas
Onde levar doações: Banco de Agasalhos, Rua Santa Catarina, 648, Bairro Silva

Esteio
Atingidos: pelo menos, 420
Desabrigados: 420
Desalojados: prefeitura ainda não divulgou estimativa
Onde levar doações: não está recebendo doações. Os voluntários estão arrumando as doações arrecadadas até agora

Cachoeirinha
Atingidos: 510
Desabrigados: 130
– Desalojados: 380
Onde levar doações: Secretaria Municipal de Cidadania e Assisteência Social, Avenida General Flores da Cunha, 2.209, Bairro São Vicente de Paulo

Viamão
Atingidos: cem
Desabrigados: cem
Desalojados: não divulgou
Onde levar doações: Secretaria de Assistência Social, Rua 2 de Novembro, 49, Centro

Canoas
– Atingidos: 36 pessoas atingidas
– Desabrigados: 36
– Desalojados: não tem
Onde levar doações: Abrigo Municipal Renascer, Rua Victor Barreto com Angustura, próximo à Estação Mathias Velho

Porto Alegre
Atingidos: nove pessoas
Desabrigados: não há
Desalojados: nove pessoas
Onde levar doações: Sede da Defesa Civil, Doutor Campos Velho, 426, Bairro Cristal, e Central de Doações, Centro Administrativo Fernando Ferrari, Avenida Borges de Medeiros, 1.501.

Guaíba
– Atingidos: 6 pessoas
Desabrigados: não tem
Desalojados: 6 pessoas
Onde levar doações: a cidade não precisa de doações

Fonte: Zero Hora

Artigo| O PROBLEMA NÃO SÃO OS POLÍTICOS

Divido com vocês um texto lúcido, certeiro e que precisa ser lido. Ele deve ser base para nossa reflexão.

Em períodos de escândalos de corrupção _ ou seja, o tempo todo, embora alguns escândalos rendam mais assunto do que outros _ repete-se com frequência o bordão de que o político brasileiro não presta. Há outros: o Congresso é um covil, os partidos são quadrilhas, e as eleições, tempo perdido.

Uma das consequências da retórica da desilusão é projetar todo o mau-caratismo nacional na classe política, o que é um dos grandes erros da tal opinião pública. A sociedade brasileira é ainda pior do que o seu Congresso. Não igual, nem seu reflexo, pior mesmo. Só uma sociedade profundamente espúria consegue eleger legislativos tão ruins quanto o atual e, além disso, se manter nas primeiras posições dos rankings internacionais de homicídio e de acidentes de trânsito, aplaudir linchamentos e masmorras desumanas, seguidamente ofender e agredir quem é ou pensa diferente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 64 mil pessoas sejam assassinadas por ano no país. No trânsito, são mais de 40 mil mortes anualmente. Cifras dessa magnitude não são deslizes, nem são obra do acaso ou de uma parcela minoritária de cidadãos. É preciso um esforço monumental e um ambiente favorável à selvageria _ por ação ou omissão _ para conseguir matar, aleijar e traumatizar tanta gente todo dia, toda semana, o tempo inteiro.

A sociedade brasileira pede paz, mas é violenta. Quer justiça, mas esbraveja se tomar multa. Quer cadeia para os filhos dos outros, mas não admite para os seus. Concentra toda sua indignação nos desmandos de vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores ou presidentes, enquanto mantém a ilusão de que é formada por uma grande maioria de “cidadãos de bem” acossada por levas de políticos interesseiros e bandidos de nascença.

As razões para a falta de civilidade são complexas. Para o professor de Ética Política da Unicamp Roberto Romano, por exemplo, migramos rápido demais do Brasil rural para o Brasil urbano e ainda não aprendemos a conviver sob as novas circunstâncias e regras. Além de exigir paz e justiça em geral e honestidade de seus representantes, o cidadão brasileiro tem um duro dever de casa a cumprir. Sem isso, continuaremos sendo um país inteiro de nobres excelências.

MARCELO GONZATTO
Repórter de Zero Hora
marcelo.gonzatto@zerohora.com.br

Qual a diferença entre a Elba e o Lamborghini de Collor??

Collor-e-Dilma-e1434491820751

Hoje, todos os jornais repercutem a apreensão dos veículos de Fernando Collor, nosso ex-presidente que sofreu impeachment e anos depois foi eleito senador da República! O que mudou de 1992 para 2015? Quase nada, apenas acentuou-se a falta de vergonha na cara, a falta de respeito pelo cidadão brasileiro. Collor segue cumprindo seu rito político, aumentando seu patrimônio… Pelo país o que faz? Nada! Mas segue no poder, justamente pelas mãos do povo! O que precisa mudar, afinal? Os políticos ou quem os elege e os concede poder?

Abaixo texto do jornal Folha de S. Paulo.

A Casa da Dinda, onde foram apreendidos nesta terça-feira (14) três carros de luxo, entrou para a memória da política nacional após a eleição de Fernando Collor de Mello para o Planalto, em 1989.

O ex-presidente fez da mansão particular, no Lago Norte, bairro nobre de Brasília, sua residência oficial, rejeitando os endereços tradicionais como o Palácio da Alvorada e a casa de campo da Granja do Torto. O nome do imóvel é uma homenagem à bisavó de Collor.

A mudança rapidamente incluiu a Casa da Dinda no roteiro turístico da capital federal. Dois anos depois, no entanto, o imóvel se tornou um símbolo do noticiário sobre os escândalos de corrupção que culminaram na queda de Collor. Descobriu-se que o tesoureiro de sua campanha, PC Farias, pagou a reforma dos jardins da mansão com dinheiro de contas fantasmas. A obra custou na época cerca de US$ 2,5 milhões.

MAGIA NEGRA

A imprensa narrou em detalhes os artigos de luxo do imóvel, como uma cascata e um lago artificial. Anos depois, a ex-mulher do hoje senador, Roseane Collor, acrescentou detalhes ao escândalo, afirmando em livro que os jardins da residência oficial foram usados para o sacrifício de animais em rituais de magia negra.

“Quando tudo acabava, ficava uma sujeira danada, sangue espalhado”, disse.

No livro, a ex-primeira-dama rebate as acusações de que o casal esbanjou dinheiro enquanto esteve no centro do poder. “Havia uma cascata na piscina? Havia uma biquinha, uma coisa simples que colocamos ali e onde gostávamos de molhar a cabeça.”

No auge da crise que dragou seu governo, Collor viu suas chances de se manter no Planalto se esvaírem após a revelação de que uma Fiat Elba, vista com frequência na Casa da Dinda e usada para seu transporte pessoal, havia sido comprada com dinheiro de PC Farias.

Na manhã desta terça (14), a Polícia Federal apreendeu uma Ferrari vermelha, um Porsche preto e um Lamborghini prata na Casa da Dinda. Os carros custam, respectivamente, R$ 1,95 milhão, R$ 999 mil e R$ 3,9 milhões.ando Collor de Mello para o Planalto, em 1989.

O ex-presidente fez da mansão particular, no Lago Norte, bairro nobre de Brasília, sua residência oficial, rejeitando os endereços tradicionais como o Palácio da Alvorada e a casa de campo da Granja do Torto. O nome do imóvel é uma homenagem à bisavó de Collor.

A mudança rapidamente incluiu a Casa da Dinda no roteiro turístico da capital federal. Dois anos depois, no entanto, o imóvel se tornou um símbolo do noticiário sobre os escândalos de corrupção que culminaram na queda de Collor. Descobriu-se que o tesoureiro de sua campanha, PC Farias, pagou a reforma dos jardins da mansão com dinheiro de contas fantasmas. A obra custou na época cerca de US$ 2,5 milhões.

O futuro do Estado nas mãos da Assembleia

Hoje divido com vocês o grande tema do dia: a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias do RS. Polêmica que deveria ter sido superada já… Mas os governos anteriores, de todos os partidos, agiram com imprudência, para não usar termo mais adequado e justo. O resultado é a estagnação de nosso Rio Grande, contas no vermelho, arrocho salarial… Tudo previsível! Mas e o que foi feito até agora? Sigo esperando propostas que não apenas cobrem do cidadão comum a conta. Esforço todos nós estamos dispostos a fazer. Mas quero saber onde está o plano de tração de investimentos? Vão aumentar o ICMS? Vão usar esse aumento no Caixa Único? É hora de aprovar, sim, a LDO. Mas é hora de o governo mostrar a que veio e dar respostas à sociedade. Abaixo, o editorial de Zero Hora.

Num ambiente de crise financeira de proporções inéditas como a enfrentada hoje pelo setor público gaúcho, a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) pela Assembleia Legislativa assume papel relevante para o futuro imediato do Estado. Não são apenas os direitos de servidores e de corporações influentes que estão em jogo, mas principalmente as demandas concretas do conjunto da sociedade gaúcha, em áreas como educação, saúde e infraestrutura de maneira geral, para as quais o setor público não vem conseguindo dar respostas satisfatórias. Por isso, todos os gaúchos devem ficar atentos à questão e procurar entender por que o texto precisa ser aprovado como foi encaminhado aos parlamentares _ com propostas de medidas duras, mas necessárias.

Em qualquer circunstância, mas particularmente em momentos de dificuldades como o atual, a LDO está longe de se constituir apenas numa peça de caráter técnico e fiscalista. Base da definição do orçamento para o próximo ano, o documento em exame pelo Legislativo é decisivo para o alcance de metas num prazo específico, que não se restringem a atender demandas internas, como as de servidores, mas precisam contemplar também as externas, que incluem as de toda a sociedade.

Este é o momento de o Estado deixar transparente qual a sua estratégia, diante da insuficiência de recursos, para cumprir com suas obrigações. Por isso, precisa contar com a solidariedade dos três Poderes e dos representantes dos servidores quanto à necessidade de contenção dos gastos de custeio. Cabe aos parlamentares, como representantes da sociedade, demonstrar consciência sobre a importância desse momento para o Estado, ratificando as diretrizes orçamentárias como estão sendo propostas pelo Piratini.

WP-Backgrounds Lite by InoPlugs Web Design and Juwelier Schönmann 1010 Wien