junho 2015 archive

‘Estamos no mesmo saco, eu, o Lula, a Dilma’ , diz Dirceu

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No fim de semana, o jornal Estadão publicou uma reportagem em que José Dirceu, o herói petista que ao ser preso ergueu o punho como sinal de resistência e vitória, disse que “estamos todos no mesmo saco, eu, o Lula, a Dilma”. Fiquei me perguntado: que saco?

Certamente não é o mesmo saco que eu e o milhões de trabalhadores brasileiros que dão duro o ano todo, que trabalham cinco meses por ano apenas para pagar impostos. Impostos que viram mensalão, petrolão… Que país vivemos? Onde vamos parar? Que Dirceu seja claro ao dizer por que ele, que já esteve preso, está no mesmo saco que o ex-presidente e a atual presidente! Não nos deixe cegos, Dirceu! Seja um verdadeiro herói: o herói da verdade, da transparência, do comprometimento com o povo brasileiro!

Eu não estou e jamais estarei no mesmo saco da mentira, da corrupção, da enganação. Eu e a maioria absoluta do povo brasileiro somos reféns do povo que vive dentro deste saco! Chega! Queremos um país de verdade, com justiça social e transparência. Queremos um país de verdadeiros heróis! Não de gente que vive no mesmo saco, um saco que parece sem fundo!

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Passados 10 anos da eclosão do mensalão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado a 7 anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa, não esconde a mágoa em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à presidente Dilma Rousseff. Em conversa com amigos na semana passada, Dirceu usou a palavra “covardia” para se referir à postura que considera omissa de Lula e Dilma durante todo o processo do mensalão. Omissão que, segundo ele, se repete agora, em relação à Operação Lava Jato, na qual Dirceu é investigado, e faz com que todos os petistas condenados ou não, inclusive o ex-presidente e a atual, carreguem a pecha de corruptos. 

“De que serve toda covardia que o Lula e a Dilma fizeram na ação penal 470 e estão repetindo na Lava Jato? Agora estamos todos no mesmo saco, eu, o Lula, a Dilma”, disse Dirceu, segundo relatos colhidos pela reportagem.

Durante uma década Lula se esquivou de fazer publicamente a defesa dos correligionários envolvidos no esquema de corrupção que, segundo o Supremo Tribunal Federal, serviu para comprar apoio parlamentar ao governo do PT. Até o julgamento, em 2013, alegava que preferia esperar a decisão do Supremo. Depois colocou o assunto de lado, apesar de todos pedidos para que desse ao menos uma palavra de solidariedade aos companheiros presos.

Aos amigos com quem falou na semana passada, Dirceu disse desconhecer as razões de Lula e fez uma ressalva ao dizer que o ex-presidente não faz “nem a defesa dele mesmo”. 

Apesar da mágoa, o ex-ministro descarta qualquer possibilidade de o ex-presidente ter participado das negociações com partidos aliados que levaram ao escândalo do mensalão. 

Ele revelou a pessoas próximas ter voltado contra sua vontade à direção do PT em 2009, quando preferia se manter afastado do foco político. O ex-ministro disse ter sido procurado por Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula, em um hotel de Brasília onde ouviu a ordem para reassumir seu posto no diretório nacional do PT. “Lula queria me controlar”, afirmou a amigos.

Ao contrário de vários petistas, Dirceu não vê Lula se movimentando em direção a uma possível candidatura em 2018. Ele diz acreditar que o ex-presidente está mais ocupado no momento em mobilizar os setores próximos do partido e “colocar lógica” na relação turbulenta do governo com o PMDB. Mas não descarta a volta do companheiro. 

“Se chegar em maio de 2018 e o Lula disser que é candidato ninguém vai se opor”, disse ele aos amigos na semana passada. 

Cadeia. Às poucas pessoas de fora de seu círculo pessoal com quem tem conversado enquanto cumpre pena em regime aberto, em Brasília, ele também não esconde o temor de voltar à cadeia por causa da Lava Jato. “Querem me condenar ou me colocar outra vez na cadeia. Imagine o estardalhaço”, disse ele em uma dessas conversas. 

A força-tarefa da Lava Jato investiga um pagamento de R$ 1,15 milhão feito pelo lobista Milton Pascowitch à J. D. Assessoria e Consultoria em 2012, enquanto o Supremo julgava o mensalão e desconfia que o pagamento pode não estar relacionado com os serviços da empresa.

Dirceu passou 11 meses na Papuda, em Brasília e desde novembro do ano passado ganhou o direito a cumprir a pena em casa, de onde sai apenas para trabalhar no escritório do advogado José Geraldo Grossi, em Brasília. Ele segue à risca a proibição de dar entrevistas ou ter atividades políticas e mantém o foco em sua defesa na Lava Jato. A esses poucos interlocutores, nega com ênfase as denúncias e diz ter enviado à Justiça provas da prestação dos serviços.

Além disso, sempre aproveita para rechaçar o julgamento do mensalão reafirmando que a compra de apoio parlamentar não existiu. “Aquilo era dinheiro para campanha e dívidas de campanha”, repete. 

Os amigos que visitam Dirceu percebem no ex-ministro os efeitos dos meses na cadeia tanto no físico quanto no humor. Afirmam que ele tem reclamado com frequência da falta de dinheiro, garantindo que vive atualmente apenas com R$ 4 mil que recebe no escritório e o salário de aproximadamente R$ 12 mil da J.D. Assessoria e Consultoria – que deve encerrar as atividades em seis meses com dívidas de mais de R$ 1 milhão, segundo relatos.

Dirceu tem alegado também que os milhões recebidos desde que deixou o governo, em 2005, se foram na defesa política e jurídica do mensalão e nas atividades de consultoria. Foram mais de 300 viagens pelo Brasil e 128 a 23 países do exterior entre 2005 e 2013. O ex-ministro tem afirmado ainda que parte do seu patrimônio será colocada à venda para pagar as dívidas da empresa. “Não posso mais trabalhar no Brasil”, disse ele a uma pessoa próxima. 

SECUNDÁRIO

Embora esteja formalmente afastado da política, Dirceu acompanha de perto as movimentações no PT. Para ele, o partido hoje tem papel secundário na política nacional devido ao protagonismo do PMDB no Congresso, mas nem de longe está morto. O ex-ministro cita como exemplo o PSOE espanhol, que deixou o governo em 1996 sob denúncias de corrupção e colaboração com o terrorismo, chegou a ser descartado como opção de poder, mas voltou com força em 2003. 

Para Dirceu, o processo de reorganização do PT “é coisa para 4, 6 ou 8 anos”. Ele prevê que em 2016 o partido conquiste menos de 10% dos votos nas eleições municipais, uma redução em relação aos 13% alcançados em 2012. 

Fonte: Estadão

Solidariedade: Depois de quimioterapia, menina de oito anos doa peruca para outros pacientes em tratamento contra o câncer

O mundo é cheio de problemas. Tem muita gente querendo nos passar a perna. Muita gente que mente, que passa os outros para trás. Mas o mundo também é cheio de histórias bonitas. Me emocionei com a história de Ananda, uma menina que dá lição a muita gente grande!

Dois anos depois de um vai e vem involuntário ao hospital, onde foi submetida a quimioterapia para tratar a leucemia, a jovem Ananda Liz Mattos, de 8 anos, colocou novamente os pés no local. Só que, dessa vez, por vontade própria.

Após o término do tratamento que levou suas madeixas embora — parte mais difícil da quimioterapia, segundo ela — Ananda, que foi uma das primeiras pacientes do Hospital da Criança Santo Antônio da Santa Casa a receber uma peruca pela ONG Cabelaço, se tornou a primeira a devolver as madeixas para outra paciente que esteja precisando dessa injeção de autoestima.

Durante a tarde de ontem, Ananda se reencontrou com a equipe que a acompanhou durante o tratamento para entregar a cabeleira. E junto ainda doou outra peruca que havia ganhado das amigas de sua avó:

— Meu tratamento terminou, e eu comecei a terceira série com o cabelo já um pouquinho crescido. Então, decidi parar de usar as perucas e vi que elas podiam deixar outra pessoa tão feliz quanto eu fiquei quando me deram.
O diagnóstico de Ananda veio em meados de 2013, quando tinha seis anos e morava, com a família, em Santa Catarina. Acostumada a ser uma criança ativa, a correr e dançar, notou que ficava mais cansada do que o normal quando saia para brincar. Depois de uma bateria de exames, veio o diagnóstico: ela estava com leucemia. Foi quando a mãe, Graziela, de 29 anos, e o padrasto Gabriel, de 27, decidiram se mudar para a capital gaúcha para acompanhar o tratamento.

— Ficamos dois anos por aqui, entre períodos de internação no hospital e outros em casa. Um dos momentos mais importantes foi quando a Ananda ganhou a peruca e, a partir daí, aceitou voltar para a escola. Os colegas da nova escola receberam ela com muito carinho, e um pouco de curiosidade também — relembra a mãe.

Ananda conta que, ao longo do ano letivo, tomou coragem em alguns momentos e tirou a peruca para mostrar sua careca aos professores e colegas. Em outros, o resultado da quimioterapia apareceu sem querer:

— Um dia eu estava brincando no pátio da escola, no gira-gira, e caí. Quando me levantei, vi que estava sem a peruca e comecei a chorar. Mas os colegas me ajudaram e deu tudo certo.

Com o término do tratamento e a tímida volta dos cabelos naturais, a jovem aos poucos foi deixando de usar a peruca. Ao início do ano letivo de 2015 — ela agora está na terceira série do Ensino Fundamental — decretou que passaria a assumir seus cachos naturais. Foi quando teve a ideia de devolver a peruca.

Aproveitando uma vinda a Porto Alegre, nesta semana, para fazer exames, pediu para a mãe deixar avisado que gostaria de levar a felicidade a outra paciente. Juliana Martini, administradora da ONG Cabelaço que recebeu o e-mail de Graziela há cerca de duas semanas, comentou que a iniciativa foi mais que uma boa surpresa. Ela despertou a ideia para uma nova iniciativa da organização:

— Achei um gesto muito bonito, e ficamos com vontade de fazer perpetuar essa corrente do bem. Inspirada na Ananda, uma outra paciente que recebeu alta também já devolveu a sua peruca. Todas elas são confeccionadas voluntariamente pela Marry Perucas e Cabelos, ou seja, temos parceiros que se empenham para fazer o bem. Queremos incentivar cada vez mais atitudes como essa.

A peruca, agora novamente sob os cuidados da ONG, será higienizada e a nova dona será escolhida. Então, Ananda fará questão de entregar pessoalmente a peruca para a nova amiga:

— Acho que estou inspirando as pessoas, e acho isso bem legal. Eu faço elas felizes e fico feliz por dentro. Já passei por tudo que elas estão passando, e sei como é difícil. Então, por que não deixar um pouco mais alegre?

Fonte: Diário Gaúcho

VÍDEO mostra tiroteio à luz do dia na Restinga

Um morador gravou em vídeo um tiroteio em plena luz do dia no bairro Restinga, um dos maiores de Porto Alegre e enviou ao Diário Gaúcho. Virou notícia. Mais uma notícia que comprova a sensação de insegurança que vivemos. Alguns insistem em dizer que é tudo mídia e tudo é culpa da imprensa. O medo que nós, cidadãos de bem sentimos é real. Não passa pelos jornais, pela televisão ou pela internet. É hora de encararmos de frente esse problema! Ou o Brasil vence a luta contra o tráfico e a reprime a violência, ou seremos reféns de uma forma irreversível.

Desde o último sábado circula pelas redes sociais um tiroteio em plena luz do dia no Bairro Restinga. Os disparos teriam sido registrados na esquina entre as ruas Doutor Arno Horn e João Dentice, na Restinga Velha, em um provável confronto entre gangues de tráfico atuantes na região.

De acordo com a Brigada Militar, o tiroteio registrado em vídeo não aconteceu no último final de semana, quando não aconteceu nenhum registro de disparos na região. A suspeita é de que o crime tenha acontecido durante o verão, provavelmente entre integrantes das gangues dos Carro Velho e dos Miltons, que atuam naquela área.

— Mesmo que não tenha acontecido agora, é uma situação que tem nos preocupado muito. Estamos reagindo como nos é possível, mas o fluxo de armas que tem entrado na Restinga é fora do normal — afirma o comandante do 21º BPM, tenente-coronel José Henrique Botelho.

Nos últimos meses, a cada semana é registrado pelo menos um tiroteio na região. Segundo o oficial, uma arma é apreendida na região e cada três dias. E desde o começo do ano, 600 pessoas já foram presas na área de atuação do batalhão.

Em 2013, o Diário Gaúcho fez um levantamento de 17 gangues atuando na Restinga. Grupos como os Alemão, que aparecem no Facebook com integrantes exibindo-se com armamento pesado. Neste ano, estima o comandante, já seriam mais de 20 quadrilhas agindo na Restinga.

— São alianças com grupos de fora do bairro, que tentam se estabelecer na área e entram em constante confronto com os rivais locais — explica.

A página Restinga Urgente, no Facebook, postou imagens que mostram os bandidos ostentando o armamento no bairro.

Fonte: Diário Gaúcho.

Catador de latinhas na infância, advogado está prestes a virar doutor em Direito


Pedreiro na década de 1990 | Foto: reprodução

Existem histórias que nos inspiram. Essa é mais uma daquelas que nos faz pensar na vida, nas escolhas que fazemos. Tenho convicção de que fiz escolhas corretas. Não foram as mais fáceis. Mas tenho orgulho de todas elas. Que grande exemplo nos dá o Lúcio!

Lúcio Antônio Machado Almeida driblou todas as previsões pessimistas que permeiam o destino de um menino pobre, negro e que deixou a escola aos 13 anos. Filho de pai pescador e de mãe doméstica analfabeta, foi criado em uma colônia de pescadores em Rio Grande, no Sul do Estado.

Primogênito de quatro irmãos, vendia latinhas, ferro e vidro para comprar brinquedos. Foi assim dos oito aos 12 anos. Hoje, aos 43 anos, está a 15 dias de defender a tese de doutorado em Direito na Ufrgs.

Aluno aplicado, Lúcio estudou até os 13 anos, quando o pai pediu que deixasse a escola para ajudar na renda de casa. Até os 18 anos, ele trabalhou como empacotador de supermercado.

— Isso me aborrecia muito. Foi uma época terrível, porque via os outros estudando e não podia — lembra.

Em busca de novas oportunidades, Lúcio mudou-se para Porto Alegre aos 18 anos. Fez bicos vendendo sorvete, sendo camelô e fazendo xis em uma lanchonete da Rodoviária. Só teve contato com a escola novamente ao ser servente de pedreiro na reforma de uma, na Vila Cruzeiro.

— Gostava de trabalhar naquela obra porque tinha contato com os livros da biblioteca. Ficava tri feliz! — conta.

A grande mudança começou a ocorrer quando foi trabalhar como vigia no Hospital da Puc. Com carteira assinada, passou a ganhar mais para, enfim, retornar às salas de aula. Aos 21 anos, concluiu a sétima e a oitava séries pelo ensino supletivo. No ano seguinte, completou o ensino médio, também no supletivo. Em 1994, passou no vestibular de Matemática na Ufrgs. Fez três anos do curso, também chegou a passar em Filosofia, mas não concluiu nenhuma das faculdades.

Enquanto isso, foi assistente administrativo em dois hospitais. Passou em concurso para fiscal de trânsito pela EPTC em 1998 e, em 2001, foi aprovado em um concurso para ser monitor da Fase. Lá, encontrou realidades com a qual se identificava:

— Amava trabalhar na Fase com os adolescentes, porque eu me via neles. Muitos não tiveram a mesma sorte que eu.

Apenas em 2003 Lúcio começou a investir no sonho de criança de se formar em Direito. Ingressou na Puc, trabalhando à noite e pela manhã para estudar à tarde.


Formatura em Direito na Puc, em 2007 | Foto: reprodução

O segredo do sucesso

Morador do Bairro Camaquã, na Zona Sul da Capital, Lúcio orgulha-se em possuir um acervo de 2 mil livros no escritório.

Além de três empregos — professor em duas universidades e assessor legislativo na Câmara de Vereadores da Capital — e do doutorado, está focado em um objetivo maior: passar no concurso para juiz federal.

Seguir perseverante em meio a tantas dificuldades não foi simples. Para ele, sair da posição de vítima e estar desarmado frente às diferenças raciais e de classe foi fundamental. Ele faz questão de passar estes princípios para os três filhos, de dois, 14 e 18 anos.

— Não se pode ter uma estratégia de ódio. Quem estudar e trabalhar, vai conseguir.

O professor que não cansa de estudar

Na faculdade, as dificuldades financeiras o faziam atrasar as mensalidades. O crédito educativo chegou apenas na metade do curso. Lúcio formou-se em 2007 e nunca mais largou os estudos. Fez mestrado na Ufrgs com a linha de pesquisa direcionada aos direitos humanos.

Mas a experiência profissional mais gratificante ocorreu a partir de 2013, quando começou a lecionar nos cursos de Direito da Faculdade Dom Bosco, da Capital, e na Ulbra de Torres:

— É muita gente dizendo que tu não vais conseguir, que tu não tens condições. Prometi que, comigo, seria diferente.

E foi. A tese do doutorado na Ufrgs, concluída em três anos, trata sobre as cotas raciais.

Fonte: Diário Gaúcho

A internet, a classe média e as informações

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Acesso à informação: essa é a chave para o mundo que vivemos. Quanto mais informações tivermos, mais poder temos. Que poder? O poder da verdade, de saber se nos contam uma mentira, uma verdade ou uma história fantasiosa. Há poucos anos, nós sabíamos o que acontecia nas cidades, estados e no mundo exclusivamente a partir da imprensa, dos grandes veículos. Rádio, TV e jornal eram nossas fontes de informação. A gente apenas lia e acreditava.

Hoje, tudo isso mudou. A mudança vem se construindo a cada dia. A grande responsável por essa mudança? A internet! São 20 anos de transformação!! E a mudança da mudança vivemos todos os dias. Cada vez mais brasileiros têm acesso à internet. A chamada classe média já domina os acessos. O reflexo disso se dá na sociedade.

Segundo Renato Meirelles, do Instituto Data Popular, “nos últimos anos, a estrutura de classes e a da internet tiveram movimentos inversos e o País ganhou mais ricos, enquanto a internet conquistou mais pobres. Desde 2000, o País notou um incremento de renda que contribuiu para aumentar significativamente a participação da classe C, que hoje representa 56% da população, entre os internautas”.

Segundo o Data Popular: a classe C é a maioria absoluta no acesso à internet: 54% da população internauta brasileira pertence à classe média, 36% são da classe alta e 10%, da classe baixa. O total de internautas da classe C é de 48,3 milhões de pessoas. Quase metade deles possui smartphone e a maioria o utiliza para atividades ligadas ao trabalho, entretenimento e conexão social.

O número pode crescer, pois o acesso à internet ainda é desigual e sabemos que as operadoras não gostam muito de investir. Mas deveriam, afinal, 45% da população brasileira ainda não tem acesso à internet. E 4 em cada 10 brasileiros da classe C não estão conectados. Quando houver a universalização do acesso, teremos um novo Brasil.

Mas o que isso muda, de verdade? No acesso à informação, na forma hierárquica de disseminação da informação. Hoje, não precisamos mais esperar o jornal das 19h para sabermos o que aconteceu no dia. Um fato acontece e logo está na rede, com diferentes olhares e diferentes versões. Mais: vemos uma propaganda do governo dizendo que o Brasil vai muito bem; desconfiamos e vamos para a internet atrás de mais informações; lá vemos a verdade, as dificuldades do país e desmascaramos as mentiras.

Se a internet ajuda a encontrarmos a verdade, também cria ciladas. É preciso cuidado, é preciso buscar fontes fieis. Não acredite em tudo o que lê, leia mais que o simples título ou resumo. Não use a rede para disseminar o ódio. Use a rede a seu favor! Empodere-se! Busque cada vez mais informações, mais conhecimento. Aqueles que possuem conhecimento dificilmente são passados para trás. E está na hora de o Brasil virar a mesa e tornar-se um país que não se deixa enganar.

 

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