Taxa de desemprego no Brasil sobe para 8% entre fevereiro e abril

Protesto contra proibição dos bingos
Um sinal claro de que a crise está forte e vem aumentando, é o crescimento da taxa desemprego e a diminuição de consumo no supermercado. Infelizmente, é isso que vem ocorrendo no Brasil. Oficialmente, a taxa de desemprego medida no trimestre entre fevereiro e abril deste ano, segundo o IBGE,  foi de 8% da população ativa. A porcentagem é um 1,2% maior que a registrada entre novembro de 2014 e janeiro de 2015 e 0,9% superior à do mesmo período do ano anterior. Mas esse dado esconde outra realidade: os que vivem na informalidade, os que não declaram estar buscando emprego, entre outros.  O desemprego é bem maior que 8%. E quem não está desempregado, diminuiu o ritmo de compras, de consumo. O efeito cascata logo será sentido com mais força.

Vejam o que os números dizem!: segundo a PNAD Contínua, no trimestre de fevereiro a abril o número de desempregados foi de 8 milhões, o que representa um aumento do 18,7% em relação ao período entre novembro e janeiro, enquanto a população trabalhadora foi de 92,2 milhões de pessoas. 

Outro dado importante, é o aumento do desemprego dos brasileiros com 18 a 24 anos. Jovens com maior nível de escolaridade, que há até pouco tempo eram os menos afetados pela escassez de trabalho, já sentem os efeitos da marola. Em dez anos, saltou de 528 mil para 830 mil o número de jovens que se formam anualmente nas universidades brasileiras. O governo, que acertou e merece reconhecimento ao garantir o acesso à universidade, esqueceu de ampliar o mercado para receber esses novos profissionais. Isso exige planejamento, metas, gestão eficiente.

Dados da última Pesquisa Mensal de Empregos (PME), do IBGE, mostram que a taxa geral de desemprego em seis regiões metropolitanas do País (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre) foi de 6,4% em abril. Entre os jovens, essa taxa foi duas vezes e meia maior, e ultrapassou os 16%.

Entre os jovens com 11 anos ou mais de formação (faixa que contempla o pessoal que tem ensino médio completo, ensino superior, mestrado e doutorado), a taxa de desemprego saltou de 11,1% em 2014 para 14,6% em abril deste ano. O número de desocupados com 11 anos ou mais de estudos aumentou de 265,9 mil pessoas em 2014 para 340,4 mil neste ano. Já o de ocupados caiu de 2,12 milhões para 1,98 milhão. Para o economista Raone Botteon Costa, da Fipe, “o País não está conseguindo gerar vagas qualificadas no mesmo ritmo em que está melhorando a qualificação”.

E o que vemos o governo fazer? Nada. Apatia total! O tal ajuste fiscal não resolverá em curto prazo nada. E a crise precisa ser estancada. O Brasil exige medidas urgentes. Quem criou essa crise que a resolva! Nós temos feito nossa parte.

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