junho 2015 archive

​Impostos: remédio pode não ser tão ruim

Mal o governador José Ivo Sartori assumiu seu mandato e o fantasma do aumento da carga tributária bateu à sua porta. E seguirá batendo até que alguma decisão concreta seja tomada. O tema é difícil e impopular. Mas é complicado imaginar uma saída para o Rio Grande do Sul que não essa, ainda mais no cenário de crise nacional e estadual que vive cortes bilionários em investimentos. Não há como fugir da crise, tampouco postergá-la com medidas paliativas. É tempo de agir.

Agir com planejamento e responsabilidade, com coragem. O modelo de gestão pública do governo do RS está ultrapassado. É preciso romper com esse paradigma e, ao mesmo tempo, aumentar a arrecadação. Atrair investimentos é uma forma de garantir esse aumento, mas os anúncios são todos de longo prazo. Já os problemas são do tempo presente.

Como economista que olha para as finanças com olhar técnico e não com a preocupação política (legítima, diga-se), digo: o RS não tem como fugir dessa decisão. Que escolha, então, um caminho menos tortuoso. No estado do RJ, por exemplo, a alíquota de ICMS foi elevada em 1% através de um Fundo de Combate à Pobreza e às Desigualdades. Na prática, o aumento – pago pelo contribuinte e não pelo empresário – garante o investimento em áreas sociais e prioritárias, como educação, saúde e segurança. Por que não fazer algo semelhante no RS, adequando a iniciativa às necessidades mais urgentes?

A sociedade, quase unanimemente, é contra o aumento de impostos. Porém, se não há como fugir disso, então que se garanta o investimento desses recursos em áreas prioritárias já determinadas pelos gaúchos.

Como cidadão, prefiro ajudar a pagar a conta desse aumento de imposto sabendo onde serão investidos os recursos. A elevação de 1% no ICMS representa cerca de R$ 600 milhões a mais por ano nas contas do RS. Não resolve a dívida de R$ 5,4 bilhões, mas garante serviços essenciais e um respiro aos municípios. Feito desta forma, o governo teria de prestar conta desses investimentos e não jogar em um caixa único, como há décadas fazem. 

Que nosso governador – eleito para fazer o simples e para colocar a casa em ordem – e o nossos deputados possam refletir sobre isso e chamar os gaúchos para essa batalha.

O preço de cada desempregado

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Tenho me perguntado muito qual foi o momento que, no Brasil, colocaram em lados opostos trabalhadores e empresários. Não entendo essa guerra criada, pois ela é fictícia. O sucesso de um é o sucesso de outro. O crescimento de um é o crescimento de outro. E o sucesso e crescimento de ambos é o sucesso e crescimento do Brasil. Somente através disso podemos superar a fome, a miséria. Somente através da união e do fortalecimento da relação entre trabalhadores e empresários o Brasil conseguirá ser um país igual, de verdade, em oportunidades e direitos. Somente com essa união o Brasil será uma potência econômica capaz de garantir ao seu povo os direitos que a Constituição traz: educação, saúde, segurança e tantos outros.

Sem resposta para a dúvida que citei no início do texto, faço questão de escrever um pouco sobre a crise que vivemos. Ela ainda vai piorar muito para começarmos a vencê-la. Isso significa que milhares de pessoas perderão o emprego. Isso significa que empresas vão quebrar. Isso significa que os empresários que geralmente geram emprego e renda no Brasil estão em risco. A crise é real. Ela vem de tempos. E o povo foi enganado pela falácia política. Poderíamos ter evitado? Sim! Mas a vida não se faz de “se”, mas de ações reais.

A economia do Brasil é baseada na atuação de pequenos, médios e micro empresários. Eles são responsáveis por milhões de empregos. Eles não são inimigos do trabalhador! Ao contrário! Para eles, demitir é o pior dos cenários. Aliás, para qualquer empresário, de qualquer ramo, o pior cenário é o da demissão. Primeiro por uma questão social. Segundo, pela lógica econômica: um desempregado deixa de consumir, pois não tem renda; ao deixar de consumir faz com que o seu entorno deixe de vender; com queda no consumo e nas vedas, outros empregados precisam ser demitidos. A economia é matemática pura.

Por isso, não acreditem na falsa guerra entre empregados e empregadores. Ninguém gosta de demitir. E só venceremos essa crise com a união de todos e, claro, com o governo federal fazendo sua parte. Os erros da economia são grandes e causaram estragos enormes. Mas não podemos desistir nem perder tempo culpando os responsáveis. É hora de acreditarmos e seguirmos em frente, afinal, o preço de cada desempregado é enorme, é grande demais, não só para a economia, mas para os avanços sociais que já conquistamos e não podemos por em risco.

 

Quando a sociedade cumpre o papel do Estado

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Tenho me perguntado muito onde erramos? E por que insistimos em determinados erros? Por que não ousamos e propomos as soluções de curto, médio e longo prazo? Ao ler o texto do Jornal do Comércio de hoje, vejo que nós, cidadãos, estamos cada vez mais cumprindo o dever do Estado. Já pagamos altos impostos, taxas e mais taxas. Não recebemos nada em troca. E, mesmo sem garantir o que nos é de direito, o Estado não cumpre seu papel e abre lacunas para que a sociedade realize o que é obrigação dos órgãos públicos…

“Em meio à crise orçamentária que atinge o Rio Grande do Sul, o Hospital da Criança Santo Antônio, unidade de pediatria do complexo hospitalar Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, dá motivos para sorrisos. O hospital inaugurou, ontem pela manhã, a nova Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) pediátrica, que oferecerá dez novos leitos. Somando-se aos 30 já existentes, proporcionará um aumento de 25% no número de procedimentos de alta complexidade em pacientes com até 18 anos incompletos .

A abertura dos leitos só foi possível graças ao trabalho realizado pelo grupo Voluntárias pela Vida que, em eventos beneficentes, arrecadou os R$ 3 milhões necessários para a construção da unidade. A UTI foi entregue antes do prazo, previsto para julho, e foi construída em apenas 90 dias. A representante do grupo, Nora Teixeira, comemorou o sucesso da empreitada. “Quando chegamos para conhecer o hospital, vimos um recém-nascido, trazido por um bombeiro, em situação muito grave. Todas ficamos muito tocadas, todas somos mães, poderia ser nosso filho. Decidimos nos mobilizar”, comentou Nora.”

Até quando isso?

Por que o respeito e a diversidade provocam tanta polêmica?

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O Plano Estadual de Educação foi aprovado ontem, na Assembleia Legislativa. Foram sete horas de debates e bate-bocas, no bom português. Ouvimos muitas brigas e xingamentos. E por quê? Por falsas polêmicas! Por brigas conservadoras que empurram o Brasil para trás, que não nos deixam avançar no que a política mais precisa. O debate deveria ser acerca da EDUCAÇÃO. Virou confronto político, virou Tarso X Sartori.

A falsa polêmica que deflagrou o confronto foi uma emenda que pede que o respeito à diversidade seja tratado na escola, que o combate ao preconceito seja tratado na escola. Como pode, meus amigos, isso ser polêmico?

Uns diziam que havia uma tal de ideologia de gênero no texto. Politizaram algo que não havia. Outros, para atiçar o confronto, rebatiam com ataques no mesmo nível. O conteúdo do plano, a qualidade da edução e o futuro da nossa edução não foi discutido…

O preconceito tem pautado nossa política. Eleições são decididas pelo conservadorismo. Regredimos cada dia mais. Enquanto o mundo evolui nas leis e na visão de mundo, seguimos debatendo o conceito de família. Ora, família é onde há amor! Família é onde há respeito! Família é onde há conforto, parceria, cumplicidade, apoio, incentivo, solidariedade. Não existe um modelo de família. E, enquanto o parlamento tiver de se debruçar sobre isso, os ânimos seguirão exaltados e os avanços serão nulos.

Me honra a postura do meu partido, o PSB, que seguiu o que diz seu estatuto: respeitamos o estado laico e a constituição. Respeitamos a fé e a crença de todos, a diversidade, o livre pensamento. Condenamos toda e qualquer forma de preconceito. Combatemos a intolerância. Priorizamos o diálogo. É esse o caminho da política de verdade. Falsas polêmicas apenas atrasam o Estado e o país. O dia que entenderem que política e religião são coisas completamente distintas, talvez a gente volte a debater o que realmente importa!

Taxa de desemprego no Brasil sobe para 8% entre fevereiro e abril

Protesto contra proibição dos bingos
Um sinal claro de que a crise está forte e vem aumentando, é o crescimento da taxa desemprego e a diminuição de consumo no supermercado. Infelizmente, é isso que vem ocorrendo no Brasil. Oficialmente, a taxa de desemprego medida no trimestre entre fevereiro e abril deste ano, segundo o IBGE,  foi de 8% da população ativa. A porcentagem é um 1,2% maior que a registrada entre novembro de 2014 e janeiro de 2015 e 0,9% superior à do mesmo período do ano anterior. Mas esse dado esconde outra realidade: os que vivem na informalidade, os que não declaram estar buscando emprego, entre outros.  O desemprego é bem maior que 8%. E quem não está desempregado, diminuiu o ritmo de compras, de consumo. O efeito cascata logo será sentido com mais força.

Vejam o que os números dizem!: segundo a PNAD Contínua, no trimestre de fevereiro a abril o número de desempregados foi de 8 milhões, o que representa um aumento do 18,7% em relação ao período entre novembro e janeiro, enquanto a população trabalhadora foi de 92,2 milhões de pessoas. 

Outro dado importante, é o aumento do desemprego dos brasileiros com 18 a 24 anos. Jovens com maior nível de escolaridade, que há até pouco tempo eram os menos afetados pela escassez de trabalho, já sentem os efeitos da marola. Em dez anos, saltou de 528 mil para 830 mil o número de jovens que se formam anualmente nas universidades brasileiras. O governo, que acertou e merece reconhecimento ao garantir o acesso à universidade, esqueceu de ampliar o mercado para receber esses novos profissionais. Isso exige planejamento, metas, gestão eficiente.

Dados da última Pesquisa Mensal de Empregos (PME), do IBGE, mostram que a taxa geral de desemprego em seis regiões metropolitanas do País (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre) foi de 6,4% em abril. Entre os jovens, essa taxa foi duas vezes e meia maior, e ultrapassou os 16%.

Entre os jovens com 11 anos ou mais de formação (faixa que contempla o pessoal que tem ensino médio completo, ensino superior, mestrado e doutorado), a taxa de desemprego saltou de 11,1% em 2014 para 14,6% em abril deste ano. O número de desocupados com 11 anos ou mais de estudos aumentou de 265,9 mil pessoas em 2014 para 340,4 mil neste ano. Já o de ocupados caiu de 2,12 milhões para 1,98 milhão. Para o economista Raone Botteon Costa, da Fipe, “o País não está conseguindo gerar vagas qualificadas no mesmo ritmo em que está melhorando a qualificação”.

E o que vemos o governo fazer? Nada. Apatia total! O tal ajuste fiscal não resolverá em curto prazo nada. E a crise precisa ser estancada. O Brasil exige medidas urgentes. Quem criou essa crise que a resolva! Nós temos feito nossa parte.

Prévia da inflação chega a 8,8% em junho

Dragão

Vocês que, como eu, vão regularmente ao supermercado, que pagam a conta de luz, o colégio, o plano de saúde, a padaria e tudo o mais que faz parte do nosso dia a dia, vão concordar com a notícia e a prévia da inflação em alta. O acumulado de 12 meses do IPCA-15 em junho é o maior para mês desde 1996. A crise é real e a vivenciamos todos os dias. Há quem diga que isso tudo era apenas uma marolinha… Há quem já admita que temos uma crise séria sendo enfrentada. A minha pergunta é: como chegamos nesse ponto? Como vamos fazer para vencer a crise? Estamos tomando as medidas certas ou, mais uma vez, estamos sendo enganados?

Temos que ficar de olho, estar atentos. O Brasil depende de cada um de nós, de nossa fiscalização. Alertamos sobre a inflação há algum tempo, já. Mas diziam que ela não existia e que o dragão estava dormindo profundamente. Quem paga contas todo mês sabe que o dragão está acordado e se levantando.

Abaixo, texto da Zero Hora sobre o tema.

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA–15), ficou em 0,99% em junho deste ano. A taxa é superior ao 0,6% de maio deste ano e ao 0,47% de junho do ano passado.

Inflação acumula alta de 8,47% em 12 meses até maio, aponta o IBGE
Mercado eleva projeção da inflação, retração do PIB e juros em 2015

Com a prévia, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula taxa de 8,8% em 12 meses, superior ao teto da meta do governo de 6,5%. A inflação acumulada no ano é 6,28%.

O índice também foi o maior para o mês desde 1996, quando a alta foi de 1,11%, A inflação atinge uma alta de 6,28% no ano até junho, a mais intensa para o período desde 2003 (7,75%).

Fonte: Zero Hora

Redução não é a solução

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A Câmara dos Deputados vota hoje, em Comissão Especial, a redução da maioridade penal. Todos têm opinião. Todos pensam algo sobre o tema. Ou acham que jovens são mesmo bandidos e devem ir para os presídios. Outros defendem os jovens e dizem que a redução condenará o futuro do Brasil. Ambos têm razão. Nenhum têm razão!

Como isso? Simples. Um jovem de 16 ou 17 anos sabe o que é certo e o que é errado. Sabe que matar alguém é errado, que não temos o direito de tirar a vida de ninguém, tampouco de roubar, violentar ou qualquer coisa nesse sentido. Parece óbvio saber que o que é certo e o que é errado. Alguns deles cometem crimes hediondos sabendo que não terão punição, que ficarão pouco tempo cumprindo as medidas sócio-educativas. Mas, sim, eles sabem o que fazem.

Pergunto, porém, se as condições em que eles vivem não define seu futuro. Será que um jovem de classe média, classe alta terá as mesmas condições de um jovem da periferia? Não! Sei disso porque vivi isso. E sei das escolhas difíceis que tive de fazer. Mas eu tive uma mãe que me aconselhou, que me manteve na linha, que educou verdadeiramente. Nem todos têm isso. Aliás, a maioria não tem isso. Não se pode, portanto, condenar parte enorme da nossa juventude por uma falha do Estado, que não acaba com a desigualdade social, que mantém ricos e pobres apartados, que permite que jovens negros sejam mortos e sejam apenas estatísticas.

A falha, meus amigos, é do Estado, que não garante segurança, que permite que traficantes, mesmo em presídios de segurança máxima, comandem os morros desse país. A falha é do Estado que permite o aliciamento de crianças e adolescentes, que não lhes garante escola nem escolha.

Se reduzirmos a maioridade penal para 16 anos, em pouco tempo teremos de reduzir para 14, depois para 12, depois para 10… Enquanto isso, o Estado seguirá sem resolver os problemas e teremos um mundo de pessoas encarceradas em nosso Brasil. Se hoje já faltam prisões, imaginem reduzindo a idade penal. Se adultos já saem dos presídios pós-graduados no crime, imagine como sairão os jovens…

Jovens que cometem crimes de morte, estupro, latrocínio e outros desse tipo merecem ser punidos de forma mais severa. Mas precisam de orientação no sentido da ressocialização. Para quem comete crimes como estes, estar próximos dos grandes criminosos é um prêmio! Estar ao lado das gangues e facções é tudo o que eles querem e buscam. Portanto, ao reduzir a idade penal, estaremos brindando a impunidade e aumentando a criminalidade.

Jovens sabem o que é certo e o que é errado. Cabe ao Estado ressocializá-los e garantir uma sociedade segura. E segurança não se faz com presídios, mas com trabalho, educação, saúde. moradia, dignidade. Para todos, em todos os lugares.

Torço para que o Brasil não retroceda e não cometa esse grave erro.

Artigo| USE A INTERNET SEM CORRER RISCOS

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Esta semana quero compartilhar com vocês o artigo do Doutor em Ciências da Computação, gaúcho, residente no Silicon Valley, Califórnia, Nelson Mattos. Ele explica como usar a internet de forma segura, sem riscos. Cada dia mais e mais pessoas usam a rede mundial de computadores e não estão atentos aos riscos que se expõe. Alguns cuidados podem fazer toda a diferença. E assim, podemos usar de forma realmente democrática a internet, esse espaço tão importante para o debate de ideias, de pensamentos, para os relacionamentos, etc.

Recentemente recebi inúmeros e-mails de leitores da minha coluna procupados com os riscos que corremos quando postamos informações a nosso respeito. Assustada, a grande maioria concluiu erroneamente que o melhor é não ter uma conta no Facebook, LinkedIn, Google+, ou Twitter. Boicotar as redes sociais não é a solução. Se você não tem uma identidade digital, você está permitindo que outros criem uma pra você e a usem para atividades criminosas como no caso do secretário-geral da Interpol, Ron Noble. Notando que ele não tinha contas em redes sociais, criminosos criaram uma conta no nome dele no Facebook e começaram a se conectar com outros membros da Interpol obtendo informações sobre ações da polícia, operações secretas, etc.

A melhor solução é usar a internet controlando sua identidade e tomando as devidas precauções para minimizar seus riscos: cuidados básicos, bom senso e disciplina.
Os cuidados básicos são relevantes para qualquer uso da internet.
1 – Use uma senha robusta em vez de senhas óbvias como o seu aniversário ou o nome da sua mãe. Tenha pelo menos uma letra maiúscula, dois números e um símbolo. Quanto mais longa e complicada a senha, melhor.
2 – Mude sua senha regularmente. Isso diminui o tempo que alguém teria para usá-la caso esta seja descoberta.
3 – Nunca compartilhe sua senha com outras pessoas. Lembre-se que quanto mais gente souber sua senha, maior a chance dela ser descoberta.
4 – Certifique-se sempre que você está no site certo antes de digitar suas informações de login, verificando o URL (endereço do website) na barra de endereços do seu navegador: por exemplo http://www.bradesco.com.br ao invés de http://www.bradesko.com.br, que pode ser um site de phishing (para roubar credenciais e senha).
5 – Não responda a e-mails ou qualquer outro pedido que solicitem enviar sua senha ou confirmá-la. Ignore a mensagem. Com certeza é um golpe.
6 – Use reverificação de login se disponível (oferecido por bancos, Google e Twitter) como a verificação em duas etapas. Ela exige que você insira um código enviado para o seu celular quando você tentar acessar sua conta de outro computador ou telefone. Assim, mesmo que alguém descubra sua senha, não sera capaz de acessar sua conta.
7 – Não clique em links para sites que você não conhece e não baixe nada no seu computador ou celular se você não souber a origem. Esses sites ou downloads podem ser de ataque. Se você não tem certeza, não clique.
8 – Sempre saia da sua conta após usar um serviço da internet, seja seu banco, Facebook, etc., especialmente se estiver compartilhando o seu computador ou celular.
9 – Use opções de segurança que lhe estão disponíveis como HTTPS no seu browser (uma forma de comunicação mais segura onde os dados transmitidos são codificados protegendo ainda mais suas informações) ou o alerta de senha do Google.
As recomendações de bom senso são específicas para redes sociais:
10 – Mantenha dados pessoais como número de telefone, endereço, e-mail, ou qualquer coisa que possa ser usada para validar seus credenciais fora do seu perfil. Isso ajuda a melhorar a sua segurança e a prevenir o roubo da sua identidade
11 – Sua mãe não lhe ensinou a não falar com estranhos? Portanto ignore mensagens de pessoas que você não conhece. Antes de aceitar um pedido de comunicaçao, verifique as informações disponíveis sobre o solicitante analisando seu perfil, fotos, e amigos. Se não forem familiar, não aceite o pedido. Também bloqueie todos os que lhe ameacem, assediem, ofendam, ou simplesmente o incomodem.
12 – Evite aceitar pedidos de amizade de pessoas que no fundo não são realmente seus amigos. Não vejo como o acesso a sua vida pessoal por colegas de trabalho, professores, ou chefes possa ajudá-lo.
13 – Filtre quem pode ver suas mensagens. Todas as redes sociais têm configurações que lhe permitem definir quem pode ver suas postagens. Limite a visibilidade ao mínimo interagindo, não com o mundo inteiro, mas somente com quem você conhece.
14 – Controle quem pode lhe marcar para evitar problemas. Vá nas configurações de privacidade e escolha se você quer ser marcado por qualquer um, somente aqueles que você segue ou ninguém.
15 – Evite expor sua localização. Anunciar que você está viajando é um convite para sua casa ser roubada. Se você quiser postar detalhes da viagem, faça-o depois de voltar para casa. Além disso, certifique-se que a inserção automática da sua geolocalização pelas redes sociais que oferecem tal opção está desativada para evitar que tais redes exponham de onde você fez a postagem. E, finalmente, retire o geotag das fotos. Muitos telefones com câmera adicionam automaticamente o geotag nas fotos permitindo que aqueles com acesso a foto descubram a sua localização. Gente famosa revelou acidentalmente a localização de sua casa por não eliminar o geotags das fotos.
16 – Não poste fotos que possam envergonhá-lo no futuro.
As últimas precauções são aquelas que exigem uma disciplina mais rigorosa:
17 – Remova tudo que você ache inadequado. O que você pode ter achado engraçado ontem à noite pode não ser tão engraçado na manhã seguinte. Isto refere-se a fotos tiradas sob a influência de qualquer substância, em lugares duvidosos, fazendo coisas embaraçosas, etc.
18 – Remova todos os aplicativos que você não usa ou reconhece ou, no mínimo, revogue o acesso de tais aplicativos a sua conta. Há vários apps de spam por aí e ter apps desnecessários pode ser perigoso.
19 – Crie periodicamente uma cópia de suas postagens fora das redes sociais. Imagine se alguém conseguir acessar a sua conta e a delete. Todas suas fotos perdidas em um segundo!
20 – Regularmente remova suas postagens antigas ou, no mínimo, restrinja o compartilhamento dessas significativamente (e.g., só você pode vê-las). Ninguém precisa ter acesso eterno as suas fotos e postagens.
21 – Se seu filho (menor) esta ativo nas redes sociais, monitore-o para ver o que está acontecendo. Você pode respeitar a individualidade dele usando serviços de monitoramento online, como http://www.zoemob.com/pt/, que lhe mantém informado e o ajudam na proteção contra predadores, cyber-bullies, criminosos, etc. sem que você tenha que checar cada postagem.
Siga essas precauções e continue aproveitando as maravilhas da internet sem grandes riscos!

Fonte: Zero Hora

Em cada três itens do supermercado, dois superam a inflação

A inflação dos últimos 12 meses, apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e divulgada na quarta-feira pelo IBGE, atingiu o maior patamar desde 2003: 8,47%. Porém, ao ir ao supermercado, o consumidor sente que, na prática, este índice é ainda maior.

Para mostrar que a percepção no bolso supera os números oficiais, o Diário Gaúcho comparou preços de produtos das mesmas marcas de três supermercados de Porto Alegre, levando em conta os valores praticados nos primeiros dez dias de junho de 2014 e de 2015. A base foram os encartes publicados no jornal.

Não deu outra: em cada três itens, dois aumentaram acima da inflação. Foram comparados preços de 20 itens. Destes, 14 tiveram acréscimo, sendo 13 acima dos 8,47%. Três se mantiveram iguais e três baixaram de valor. Para comprar os 20 itens em 2014, era preciso desembolsar R$ 84,92. Um ano depois, o valor subiu para R$ 93,33, um aumento de 10,3%.

Nesta avaliação, a bergamota poncã (51,2%) e a cenoura (36,5%) foram os produtos mais valorizados. Nos itens em alta, somente o café subiu abaixo do índice da inflação. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese), neste ano a cesta básica está 10,33% mais cara do que em 2014.


Bergamota foi o produto com maior alta | Foto: Germano Rorato

Como defender-se dos aumentos

Substituir virou palavra de ordem para a auxiliar de cozinha Rosangela Barbosa, 42 anos, na hora de ir ao supermercado. Com o aumento do preço do tomate, por exemplo, ela o deixou de lado para comprar couve, repolho e alface. A carne bovina está perdendo espaço para o frango e a salsicha. A regra é não levar para casa o que subiu demais.

— Eu nem compro quando está muito caro — conta a moradora de Alvorada.

Rosangela admite que não abre mão da marca do sabão em pó, mas investe na troca de outros itens. Para driblar os aumentos, trocou o rancho do mês por pequenas compras. Como vai praticamente todos os dias ao supermercado, monitora os preços:

— Eu cuido o que está mais barato e, se vale a pena, faço estoque.

Para o economista da FEE Rodrigo de Sá, é fundamental que o consumidor esteja aberto a substituir produtos que tiveram um aumento maior:

— O consumidor deve pesquisar. Neste cenário de alta, a diferença entre os preços em locais diferentes tende a ser maior.

Cascata que corrói o bolso

O aumento de preços que chegou aos supermercados com tanta força faz parte de um efeito cascata, que começou com os reajustes da energia elétrica e dos combustíveis no começo do ano, avalia o economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE) Rodrigo de Sá. Quanto maior a importância da energia elétrica e do transporte rodoviário na produção de um determinado item, maior é a pressão para que o seu preço aumente.

Rodrigo ainda pontua que, nos setores onde os sindicatos dos trabalhadores têm maior poder, há um aumento maior de salários, o que reflete no preço final do produto.

A professora do curso de Ciências Econômicas da Unisinos Simone Magalhães lembra que a falta de chuvas prejudicou a qualidade das pastagens, fazendo com que o boi engorde menos, um dos motivos para o aumento do preço da carne. Com os preços em elevação, o poder de compra das famílias despenca. Isso reduz vendas e produção e pode acarretar desemprego.

As previsões não são otimistas. Para Rodrigo, o cenário não indica que os aumentos irão desacelerar:

— Para um curto prazo, não há expectativa de que os preços vão parar de subir. A inflação deve encerrar o ano próxima a 8,5%.

*Diário Gaúcho

Um escândalo que é apenas mais um escândalo

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Assistimos estarrecidos, no domingo, mais uma reportagem do jornalista Giovani Grizotti. Mais um caso de descaso com o dinheiro público, de corrupção, de deputados que, eleitos pelo voto popular, traem sua obrigação e agem em seu próprio benefício. O que dizer se o que pensamos é: mais um escândalo?!

Quero viver um país em que escândalos como esse nos choquem pelo ineditismo, não pelo “mais um”. Estamos nos acostumando a isso. Esperamos, a cada semana, qual será a denúncia da vez! Capas de revistas, capas de jornais, rádios, televisão… tudo nos conduz a isso, nos mostra que a corrupção está próxima da gente. Não há limites! E nós, que dependemos da esperança para seguir trabalhando diariamente , vemos aqueles que recebem a confiança do povo nos enfraquecerem. Sim, porque a cada centavo desviado, a cada fraude, a cada ilícito, nós, o povo, ficamos mais fracos, mais descrentes. Eu quero acreditar, mas há dias em que é difícil.

Aí, é claro, vem a guerra de versões. Quem mente? Quem está mais errado: o que fez parte durante anos do esquema e denunciou apenas agora (por que não o fez antes?)? O que iniciou o esquema?

Não pode, mais uma vez, o brasileiro pagar a conta. Não pode, mais uma vez, a denúncia acabar em si mesma. É preciso consequência. É preciso que haja responsabilização. É preciso um exemplo de punição para os corruptos! Se isso acontecer, então não perderemos de vez a esperança e seguiremos acreditando no Brasil, nos bons políticos, no sistema, na Justiça.

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