Dilma, Blatter e a corrupção que persiste

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Tenho pensado muito sobre os caminhos e os limites da corrupção. Parece que não há limite para os corruptos. A corrupção está em tudo. Basta abrirmos os jornais, olharmos televisão, conversarmos com o taxista, falarmos na fila da padaria, da escola, no elevador. Tudo o que nos cerca é corrupção!

Dilma está ilhada, não pode agir, é refém de um grande esquema. Está nas mãos dos aliados que mais parecem inimigos. Temos uma presidenta-refém! Pergunto: é possível governar um país assim?

No futebol, Blatter foi reeleito em meio a prisões cinematográficas. Os grandes figurões foram parar na cadeia! E dificilmente sairão livres, pois a justiça norte-americana é muito mais séria que a nossa. E me envergonho de dizer isso.

Mas o que Dilma e Blatter têm em comum? Ambos não sabiam de nada. Ambos comandavam um país e uma instituição poderosíssima sem saber de nenhum crime, nenhum sinal de corrupção. Ambos prometeram mudar o que já parece imutável. Não acredito que Dilma vença qualquer queda de braço com Renan ou Cunha ou mesmo com o PT. Não acredito que Blatter vá mudar o rumo da Fifa e seus bilionários contratos que tornaram o futebol um negócio promíscuo.

Eu sou daqueles que acredita na paixão do futebol e na política honesta. Pareço estar sozinho às vezes. Futebol virou negócio dos bons, ninguém mais veste a camisa de um clube por amor. Política virou poder e grana!

Dilma e Blatter terão de responder pela herança que eles mesmos criaram para si. Será que sobrevivem? Devem sobreviver sem um arranhão. E cada vez mais a política será grana e poder, e o futebol grana e poder. Nós seguiremos pagando impostos altíssimos e ingressos caríssimos sem ter nada em troca.

Estão nos tirando tudo: a paixão e a esperança. Já fomos a pátria de chuteiras; já fomos o país comandado por um metalúrgico. Tudo ruiu. Não temos mais futebol e o metalúrgico… bom esse vocês sabem melhor do que eu o que ele fez, comandou, liderou – mesmo sem saber de nada.

O que eu espero agora: fora Blatter, fora Dilma; me devolvam a esperança em meu país; me devolvam a paixão no meu futebol; me devolvam as peladas nas ruas com crianças jogando descalças; me devolvam a chance de acreditar que política ainda pode ser diferente.

 

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