junho 2014 archive

Chuvas seguem atingindo o RS: é hora de recomeço e solidariedade

Na sexta-feira falei sobre as chuvas que castigam o RS há uma semana. Começamos mais uma semana com chuvas insistentes. São mais de 11 mil pessoas desalojadas e desabrigadas em todo RS. Em Santa Catarina, a situação é ainda pior: são mais de 40 mil desabrigados e desalojados. As regiões mais atingidas são: Norte, Noroeste e Fronteira Oeste. Ao todo, 62 municípios foram afetados pela enxurrada. Deixo aqui minha solidariedade a todos. Que as autoridades cumpram seu papel no tempo que as pessoas precisam e não no tempo do poder público, que tem na burocracia uma marca. Força a todos, que haja solidariedade nessa faze de recomeço.

Fortes chuvas e a velha falta de prevenção atingem o RS

É preocupante a situação de pelo menos 30 cidades gaúchas prejudicadas pelas chuvas que ocorreram durante toda a semana no RS. São mais de 1.500 pessoas atingidas e que tiveram de deixar suas casas. Duas regiões são as mais afetadas: Norte e Noroeste. Segundo a Defesa Civil, são 245 desabrigados e 1.348 desalojados. 

Os municípios atingidos são: Cruzaltense, Barão do Cotegipe, Getúlio Vargas, Erechim, Erval Grande, Marcelino Ramos, Barra do Rio Azul, Maximiliano de Almeida, Ponte Preta, Nonoai, Viadutos, Caiçara, Campo Novo, Tenente Portela, Jaboticaba, Palmitinho, Pinheirinho do Vale, Cristal do Sul, Cerro Grande, Iraí, Novo Tiradentes, Alpestre, Barra do Guarita, Vicente Dutra, Nova Candelária, Três de Maio, Novo Machado, Porto Vera Cruz, Porto Mauá e Unistalda.

Preocupa saber que a previsão é mais chuva para hoje em toda essa região. Assim como preocupa saber que pouco ou quase nada é feito para prevenir tragédias. O poder público sempre espera uma catástrofe para então agir. Parece que preferem ser “salvadores”, solidários nas perdas. Eu defendo o contrário: o Estado não pode ficar nas mãos da meteorologia. Tá certo, não mandamos no clima. Mas com todo conhecimento que temos, deveríamos investir muito mais em prevenção. Evitaríamos que pessoas perdessem suas vidas e suas histórias.

Precisamos de coragem para mudar!

 

Em Fortaleza, a história invisível do menino que sonha em ser turista

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Li essa história hoje de manhã. Me emocionei. Quando criança e adolescente, era engraxate na frente da Assembleia Legislativa. Me senti na pele desse menino. É possível vencer. Leiam que vale a pena. Eu venci e tenho realizado sonhos. Espero que esse menino não se torne apenas um turista. Espero que ele seja um vencedor, um realizador de sonhos. Que seja feliz.


Era noite do último domingo quando eu vi pela primeira vez o menino Neymar (chamemos ele assim porque é esse o nome de seu jogador de futebol predileto). De férias na escola, o garoto, de 8 anos, tem passado boa parte de seus dias durante a Copa do Mundo vendendo balas com a mãe — ainda jovem, mas que parece ter mais do que os 24 anos que tem —, e com a irmã, de 11 anos. A calçada onde costumam estar fica em frente a um hotel na Avenida Beira Mar, a mais famosa da orla de Fortaleza, onde já se hospedaram seleções como o México e Costa do Marfim. É a realidade da cidade passando bem perto de turistas, jogadores, mas que parece ser invisível a olhos desatentos.

De frente para o hotel das seleções, funciona uma lanchonete movimentada, de uma famosa rede. Neymar se aproxima e entra com sua caixinha de balas. O segurança o levanta pelo pescoço, quase como se o tivesse estrangulando. E diz:

— Já é a terceira vez que você entra aqui e eu falei que não é mais para entrar!

A cena do brutamontes levantando a criança pelo pescoço me chama a atenção. Neymar não chora, mas fica com os olhos vermelhos, cheios de lágrimas, e, como um menino de 8 anos que é, corre para a mãe. Revoltada, ela mostra a marca no pescoço do garoto, primeiro para o próprio segurança, depois para três policiais militares parados, na escolta de um ônibus de uma delegação. Um deles diz:

— Dê parte na delegacia.

Já são quase 22h e, depois do episódio, a mãe vai com as duas crianças para o ponto de ônibus. Eu me aproximo, digo que sou repórter, inicio uma conversa. Em questão de segundos, a mãe começa a chorar:

— Dói muito quando alguém bate num filho meu. Eu não tolero que encostem a mão num filho meu.

Os três entram no ônibus, mas digo que voltarei ali naquele local de novo para tentar revê-los. De dentro do ônibus, Neymar me dá tchau com um aceno e com um largo sorriso. Desta vez, sou eu que choro.

Na segunda-feira, dia de vitória do Brasil com dois gols do Neymar da Seleção, volto para o mesmo local, mais ou menos na mesma hora. Ando, ando, mas não os encontro. Na terça então, eis que numa ronda despreocupada pela Beira Mar, avisto a menina de 11 anos. Grito para ela. E ela avisa para a mãe, que desta vez está com outra menina no colo.

— Essa tem 11 meses. Hoje não tive como pagar os 10 reais que pago onde eu moro para ficarem com ela. Então, está aqui comigo.

Mas e o menino Neymar, onde está? São alguns minutos gritando por ele, sem sucesso, até que a irmã o acha e ele aparece. Ganho um aperto de mão e uma cara feliz. E como você está, menino?

— Ah, ontem eu fiquei doente, mas hoje estou bem já.

Ao reencontrar aquela família, as perguntas que ficaram na minha cabeça poderiam ser milhões. Mas na hora a primeira que me veio foi para o menino. E uma pergunta óbvia:

— Ei, mas me fala, cara, o que você quer ser quando crescer?

Ele me responde de forma genial:

— Moço, quando eu crescer, eu quero ser turista. É, turista. Gringo. Quem é turista vive muito bem, não vive? E sabe falar inglês também, não sabe?

Se, no dia em que nos conhecemos, ele tinha me feito chorar, ali me fez rir. Apesar de estar na escola (peço a ele que me diga o nome para que eu tenha certeza), Neymar admite que sabe ler, assim mais ou menos, diz ele gesticulando com as mãos. Ele queria saber falar inglês, porque assim conseguiria vender melhor.

— Os gringos só dizem para mim “no entendo”. Não vendo nada para eles quase — diz o menino que exibe num dos pulsos uma pulseira laranja que ganhou de um holandês: — É da Colômbia — completa ele, com toda a sua ingenuidade.

A mãe do menino tem uma história que parece se repetir não só por Fortaleza, mas por todo o país. Cria só com a ajuda da mãe as três crianças. Conta que já morou na rua por dois anos, mas teve que sair “porque estava muito perigoso”. Agora, aluga um cômodo numa periferia da cidade por 250 reais por mês, mas já admite que não poderá ficar por mais tempo.

— Cortaram a luz porque não tive como pagar mais de dois meses. Acho que a minha saída vai ser um abrigo da prefeitura, mas é ruim porque fica longe da escola das crianças — diz ela.

Faço outra pergunta óbvia, mas que é a que pode povoar a cabeça do leitor: você traz as suas crianças para orla e seu filho vende balas. Você não está explorando ele?

— Eu sei que as pessoas podem pensar assim. Podem pensar que eu sou uma vagabunda, como já me disseram um dia. Mas é muito difícil arrumar um emprego. Meu filho não se importa de vender não, ele diz que eu sou uma guerreira e que um dia vai comprar uma casa para mim. Mas minha filha não vende não. Tem vergonha. Ainda mais quando amiguinhos dela da escola me veem na rua vendendo balas. Ela tem vergonha de mim — diz a mãe, já com os olhos marejados.

Já são quase 22h de novo e está na hora de eles tomarem os dois ônibus para voltarem para casa. Ao ouvir a mãe falar sobre vergonha dela, a menina balança a cabeça negativamente, mas não fala nada. O menino não titubeia.

— Vergonha nada. A gente vai morar um dia ali, naquele lugar lá no alto! Bem bonito!

A frase ele diz olhando para o hotel onde minutos atrás a seleção da Costa do Marfim, mesmo eliminada, havia sido bastante assediada por turistas e moradores locais, enquanto chegava após o jogo perdido para a Grécia, na Arena Castelão. Vou embora no próximo dia 6 de julho de Fortaleza. Tentarei reencontrar com aquele menino que, em tão pouco tempo, vi sorrir e vi chorar, que me fez sorrir, e me fez chorar. Por enquanto, sua última frase pra mim foi:

— Vou ser turista! — garantiu ele, ainda olhando para o alto do prédio do hotel.

Fonte: O Globo

Vem aí mais um aumento na conta de luz dos gaúchos

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Quem não comemorou, há pouco mais de um ano, a redução da conta de luz anunciada como grande ajuda do governo federal ao povo brasileiro? Eu, como economista, fiquei reticente. Sabia que a conta seria paga logo adiante. Mas, de uma forma geral, o povo acreditou que era um bom sinal da economia. Vibramos com a notícia.

O que sobrou disso tudo? Belos tarifaços nas nossas contas de luz. Os clientes da AES Sul tiveram reajuste de 29%; os da RGE terão aumento de 22%; para os clientes da CEEE, a conta vem depois das eleições, claro: projeções indicam aumento de 26,41%.

O pior é que, por falta de investimento dos governos federal e estadual, que não diversificam a matriz enérgica, que agem com populismo, é que os aumentos devem seguir acontecendo pelo menos até 2018.

Minha pergunta para o governador e a presidente: até quando acreditam que irão enganar o povo? Inflação subindo, salários estagnados, contas de luz subindo 4 vezes mais que a inflação…

Menos jovens envolvidos com as eleições

NOVOS ELEIT
Foto: http://goo.gl/y57pcx
Qual a expressão máxima da democracia? O voto? Talvez seja essa a resposta correta. Porém, existem centenas de formas de exercermos nossa democracia, nossa cidadania. Em época de eleição, o voto é apontado como o mais importante. Mas no cotidiano, temos o direito e o dever de sermos cidadãos. Isso fortalece a democracia.

Algo, porém, me preocupa. Nossa democracia é recente. Votamos a cada dois anos. Convivemos diariamente com a política. Com escândalos. Com notícias de corrupção. Pouco vemos notícias sobre a boa política. E ela existe, acreditem. Tem muita gente lutando insistentemente por um Brasil e um RS melhores. Tenho 40 anos e sempre fiz questão de votar. Ensino minhas filhas a seguirem o mesmo caminho. Mas a notícia da manhã desta segunda é que temos cada vez menos jovens participando da política. Em todo o Brasil, os jovens de 16 e 17 anos têm renunciado do direito de votar. Isso reflete algo simples: eles não se veem nesse mundo político. Preferem se abster.

Temos que mudar a política para fazer com que esses jovens voltem a acreditar, voltem a querer fazer parte da nossa luta diária. Sem eles, não há futuro, não há renovação de ideias, de planos, de ações.

 

Dez anos sem Brizola

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“Ele tinha o autoritarismo de Júlio de Castilhos, a preocupação com o social de Getúlio Vargas, a ânsia de poder de Borges de Medeiros, a simpatia e o frasismo de Flores da Cunha, o discurso de João Neves da Fontoura, o carisma e o poder de articulação de Osvaldo Aranha e a determinação de Raul Pilla.” Esse é Itagiba de Moura Brizola, ou Leonel Brizola, na definição do jornalista Carlos Bastos, que atuava na imprensa do Palácio Piratini, quando o ex-governador gaúcho, na época do PTB, liderou a Campanha da Legalidade – movimento de resistência que exigia a posse legítima do vice-presidente da República, João Goulart, em 1961, após a renúncia do presidente Jânio Quadros.

A definição sobre a personalidade de Brizola foi publicada por Bastos na coluna que mantinha no Jornal do Comércio por ocasião da morte do líder pedetista em 2004. Neste sábado, o PDT completa dez anos sem seu idealizador. Além disso, realiza, na mesma data, a convenção estadual do partido, em São Borja. Para a neta do caudilho e deputada estadual pelo PDT, Juliana Brizola, “a escolha da data foi proposital, como uma forma de homenageá-lo e de mostrar também a importância da liderança dele no partido”.

Apresentando “as virtudes e os defeitos dos grandes homens públicos que abrilhantaram a história do Rio Grande do Sul”, como havia escrito Bastos na época, Brizola era considerado tanto por fãs quanto por inimigos como um dos maiores ícones políticos do século XX.

Sua eloquência em discursos improvisados e a busca incessante pela coerência de suas convicções marcaram a postura do trabalhista, um frasista nato. “O poder de convencimento e de argumentação que Brizola tinha, a capacidade de didaticamente dizer aquilo que pensava e poder incutir na cabeça das pessoas, dos seus seguidores, eram impressionantes”, lembra Bastos. Porém, o jornalista afirma que, após uma década da morte de Brizola, “o PDT é viúvo, (a sigla) está sentindo falta de uma liderança mais forte”, aponta.

Companheiro de Brizola desde os tempos do PTB, o ex-vereador de Porto Alegre Índio Vargas, que teve seu mandato cassado pouco depois de assumir a Câmara Municipal, em 1964, carregou em seu santinho de campanha uma frase que marcava sua admiração pelo líder trabalhista: “Índio Vargas com as teses de Brizola”. Segundo o jornalista, “Brizola era muito inteligente e dotado em matéria de discernimento. Ele era muito antenado e aproveitava todas as oportunidades. A falta de medo demonstrava a sua determinação”.

Há dez anos, jornais demonstravam a crença dos militantes pedetistas na conservação das lutas do partido e na consolidação dos ideais da sigla. Centistas políticos, no entanto, avistavam o desmoronamento da ideologia da sigla, que poderia passar a não ser mais cumprida. Juliana aponta que, atualmente, vê o partido pouco preocupado com o campo ideológico em que deveria atuar. “Há pouquíssimos debates. Temos dificuldades em saber o que o partido defende. Qual a reforma política que o PDT quer, por exemplo? É contra ou a favor à criminalização? E a idade penal? Na Assembleia Legislativa, temos sete deputados e cada um defende o que quer. Vejo que se fortaleceram os projetos individuais dentro do partido, e que ele (Brizola) era o significado do projeto coletivo, que acabou. Não temos uma liderança que identifique esse nome”, desabafa.

Valorizar a educação era a principal bandeira do criador dos Cieps

Liderança carismática, Leonel Brizola também era conhecido pela luta constante pela educação. “Construiu seis mil escolas no Rio Grande do Sul em um mandato de quatro anos. Ele mesmo dizia que devia ir para o Livro dos Recordes. Mas nos dois governos no Rio de Janeiro (1983-1987 e 1991-1994), como governador, fez mais de 500 Centros Integrados de Educação Pública (Cieps). Ele era um homem determinado e impetuoso nas suas ambições”, lembra o jornalista Carlos Bastos, que trabalhou no setor de imprensa do Palácio Piratini, quando Brizola governou o Rio Grande do Sul. Os Cieps foram idealizados pelo antropólogo Darcy Ribeiro, vice-governador na primeira administração de Brizola no Rio de Janeiro.

A bandeira pela educação tinha relação com a experiência de vida do próprio Brizola. “Ele, menino pobre, que foi engraxate na rodoviária de Carazinho, onde nasceu, foi estudar na Escola Agrícola de Viamão. Depois, fazer um curso técnico no colégio Parobé, em Porto Alegre, e por fim engenharia. Tinha o caso dele. Uma pessoa sem posses que sabia que só poderia ascender na vida através da educação. Por isso, essa obsessão”, contextualiza Bastos.

Para o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e cientista político Benedito Tadeu César, o partido fundado por Brizola, em 1979, no exílio em Lisboa,  carece de herdeiros políticos. “PDT não tem hoje um espaço no espectro ideológico que ele possa ocupar”, afirma o cientista político.

O vereador do P-Sol de Porto Alegre e ex-pedetista, Pedro Ruas, diz que, com Brizola, “havia sempre a possibilidade de revolução a qualquer momento”. Ruas fez parte do partido de 1979 a 2005. O brizolista decidiu deixar a sigla por afirmar que, logo após a morte do pedetista, já havia o abandono de lutas sociais sérias pregadas pelo caudilho.

Segundo Ruas, Brizola desejava a “igualdade de oportunidades”. Além disso, aponta que o idealizador do PDT afirmava que havia “destinos sociais” que deveriam ser alterados. Por isso, o ex-governador defendia com tanta veemência a necessidade do investimento em educação.

Em um debate eleitoral na disputa pela presidência da República, em 1994, um confronto de Brizola com o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), na gestão de Itamar Franco (PMDB), foi emblemático. O tucano dizia que a construção de Cieps seria uma obra muito cara. Sem rodeios, Brizola respondeu que “cara era a ignorância”. Brizola disputou duas eleições para presidente do País, em 1989, ficou em terceiro lugar e, em 1994, em quinto.

Com a morte do ícone trabalhista, o partido perdeu também um pouco da sua identidade ideológica. “O PDT perdeu muito da sua identificação popular”, aponta a neta de Brizola. Muitos muros são pintados hoje, principalmente em Porto Alegre e no Rio de Janeiro, com a expressão “Brizola vive”. A deputada afirma que o grupo foi criado dentro do partido, mas que hoje agrega pessoas que não são filiadas a nenhuma sigla, mas admiram a história do líder.

Único político a governar dois estados no País, Brizola não conseguiu ser substituído no PDT. “Vejo que se fortaleceram os projetos individuais dentro do partido, e que ele era o significado do projeto coletivo, que acabou. Não temos uma liderança que identifique esse nome”, constata a neta Juliana.

Fonte: Jornal do Comércio

Um novo desafio até outubro

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Há alguns anos penso em como ajudar a mudar para melhor a vida das pessoas. Penso em como, através do meu trabalho, posso ajudar cada cidadão a ter uma vida mais diga. Felizmente encontrei um caminho para isso através da minha empresa. Infelizmente tive que sair do meu estado para poder ver acontecer esse sonho. Agora, alguns anos depois, vendo com olhos críticos e esperançosos o momento que o Brasil e o Rio Grande do Sul vivem, decidi me engajar ainda mais e me lancei um desafio: participar das transformações que precisamos promover. Com apoio de família e amigos, escolhi militar no PSB.

No sábado, tive a feliz notícia da homologação de minha candidatura à Assembleia Legislativa. Recebi com orgulho e honra esse desafio, mais um em minha vida. Com garra e muito trabalho, seguirei dando meu melhor ao meu estado e à minha cidade, Porto Alegre. Tenho convicção de que ao lado de amigos teremos uma bela caminhada. Aos que estiveram comigo na sexta-feira, mesmo com muito frio e chuva, meu muito obrigado.

Vamo que vamo. De 6 de julho a 5 de outubro, a luta será dura, mas nós temos força para seguir em frente!

Até quando as categorias trabalhista vão ser reconhecidas pela força e não pelo mérito?

Desde o ano passado temos visto muitas manifestações pelo país de diversos setores da economia buscando seus direitos e lutando para melhorar suas condições de trabalho. A grande maioria destes setores tem em sua história conquistas importante no decorrer do tempo, o que foram importante para as categorias. A grande maioria deste setores atende diretamente a população e são em alguns casos vitais para que o cidadão tenha uma vida com mais qualidade, dada sua importância.

É neste contexto que procuro elementos que proporcionem um olhar mais aprofundado nesta questão, pois do jeito que as coisas se encaminham as negociações de reposição salarial, fundamentadas no legítimo direito democrático, cada vez mais se dão por embates políticos entre uma minoria que representa a massa e quem de fato deveria reconhecer a importância da categoria. Vem à minha memória algumas questões que contrapõem a lógica de uma negociação, onde uma categoria usada por uma minoria aceita pedir a reposição em percentuais que são totalmente fora do mercado como 30% é! Quem pede isso que sabe que causar frustração nos trabalhadores. Mas também não podemos aceitar índices baixíssimos como 3,5% ou 5% .  Essa não pode ser uma disputa de vaidades e forças, onde os maiores prejudicados são os trabalhadores e os cidadãos. Temo que as categorias sejam prejudicadas por seus líderes e que estes tenham interesses diferentes, que fogem do objetivo de recompor as perdas. Os trabalhadores são a verdadeira força do Brasil, não podem ficar nas mãos de um jogo político.

Vamos aguardar o que vai acontecer durante a Copa e, saberemos se as categorias querem ser reconhecidas pelo mérito ou pela força. Espero que vença o processo democrático.

Vamo que vamo!

Trabalho infantil é crime. Denuncie.

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Perfil do trabalho infantil no Brasil

Como já era de se esperar, o trabalho infantil ainda é predominantemente agrícola. Cerca de 36,5% das crianças estão em granjas, sítios e fazendas, 24,5% em lojas e fábricas. No Nordeste, 46,5% aparecem trabalhando em fazendas e sítios. 

A Constituição Brasileira é clara: menores de 16 anos são proibidos de trabalhar, exceto como aprendizes e somente a partir dos 14. Não é o que vemos na televisão. Há dois pesos e duas medidas. Achamos um absurdo ver a exploração de crianças trabalhando nas lavouras de cana, carvoarias, quebrando pedras, deixando sequelas nessas vítimas indefesas, mas costumamos aplaudir crianças e bebês que tornam-se estrelas mirins em novelas, apresentações e comerciais.

A UNICEF declarou no Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil (12 de junho) que os esforços para acabar com o trabalho infantil não serão bem sucedidos sem um trabalho conjunto para combater o tráfico de crianças e mulheres no interior dos países e entre fronteiras. No Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, a UNICEF disse/referiu com base em estimativas que o tráfico de Seres humanos começa a aproximar-se do tráfico ilícito de armas e drogas.

Longe de casa ou num país estrangeiro, as crianças traficadas – desorientadas, sem documentos e excluídas de um ambiente que as proteja minimamente – podem ser obrigadas a entrar na prostituição, na servidão doméstica, no casamento precoce e contra a sua vontade, ou em trabalhos perigosos.

Embora não haja dados precisos sobre o tráfico de crianças, estima-se que haverá cerca de 1.2 milhões de crianças traficadas por ano.

O que é o trabalho infantil

Trabalho infantil é toda forma de trabalho exercido por crianças e adolescentes, abaixo da idade mínima legal permitida para o trabalho, conforme a legislação de cada país. O trabalho infantil, em geral, é proibido por lei. Especificamente, as formas mais nocivas ou cruéis de trabalho infantil não apenas são proibidas, mas também constituem crime.

A exploração do trabalho infantil é comum em países subdesenvolvidos, e países emergentes como no Brasil, onde nas regiões mais pobres este trabalho é bastante comum. Na maioria das vezes isto ocorre devido à necessidade de ajudar financeiramente a família. Muitas destas famílias são geralmente de pessoas pobres que possuem muitos filhos. Apesar de existir legislações que proíbam oficialmente este tipo de trabalho, é comum nas grandes cidades brasileiras a presença de menores em cruzamentos de vias de grande tráfego, vendendo bens de pequeno valor monetário.

Apesar de os pais serem oficialmente responsáveis pelos filhos, não é hábito dos juízes puni-los. A ação da justiça aplica-se mais a quem contrata menores, mesmo assim as penas não chegam a ser aplicadas.

Se você conhece algum caso de exploração do trabalho infantil, denuncie, para que possa ser encaminhado para um atendimento adequado por meio de programas sociais.

Você pode fazer a denúncia ao Conselho Tutelar de sua cidade, à Delegacia Regional do Trabalho mais perto de sua casa, às secretarias de Assistência Social ou diretamente ao Ministério Público do Trabalho.

Conselho Tutelar Procure o endereço do Conselho Tutelar do seu munícipio no Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (Sipia), do Ministério da Justiça.  Faça sua consulta emhttp://www.mj.gov.br/sipia/frmMapeamentoConsulta.aspx A busca deve ser feita por UF, Munícipio, Tipo: Conselho Tutelar.

Delegacia Regional do Trabalho Entre em contato com a Delegacia do Trabalho da sua região.  As seguintes DRTs oferecem o serviço “Denúncias On-line”: AL, AM, AP, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PR, RJ, RN, RO, RS, SC.

Secretaria de Assistência Social Procure a Secretaria de Assistência ou Desenvolvimento Social no seu município, pela qual pode ter acesso à comissão local do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e à coordenação do Peti.

Ministério Público do Trabalho Faça sua denúncia on-line: http://www.mpt.gov.br/denuncie.html Ou acesse http://www.mpt.gov.br/trab_inf

Lista das Procuradorias Regionais do Trabalho:http://www.mpt.gov.br/institucional/prts/index.html

OUTROS LINKS IMPORTANTES Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil Fóruns Estaduais de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil  Organização Internacional do Trabalho

Fonte: Guia Infantil + Unicef

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