Para que serve a política?

Brasil

O que mais temos visto nos jornais de todo Brasil são notícias sobre as eleições. Coligações, partidos, tempo de televisão, propaganda antecipada… A política invadiu de vez nossa vida e vem para ficar. Pelo menos até o dia 5 de outubro. Mas, depois de tantas decepções, vocês devem estar se perguntando: mas, afinal, para que serve a política?

Há muitos anos trabalho pela geração de emprego e renda. Meu trabalho é fazer o que o Estado não faz. Mas não faço isso sozinho. Preciso da vontade política de governantes para poder trabalhar. E, confesso, no Rio de Janeiro foi muito mais fácil trabalhar do que no Rio Grande do Sul. Em função disso, resolvi me aproximar da política do meu estado e da minha cidade, Porto Alegre, para saber por que nada anda, por que somos cheios de entraves. Acabei descobrindo muito sobre o jogo político, sobre alianças, sobre lealdade, sobre o impacto da boa política na vida de cada um de nós.

Na política, como na vida, a gente empresta a nossa credibilidade quando pede aos amigos e conhecidos o voto para nosso candidato. Quando levantamos uma bandeira, adesivamos o peito, saímos às ruas com a vontade de lutar pela boa política, somos nós a voz a cara da política. 2012 foi uma grande decepção para mim. Acreditei naquilo que tocou meu coração. Me decepcionei. Mas não deixei de lutar, de dar opinião, de ser ativista. A política precisa de pessoas boas, compromissadas, pessoa de verdade, de palavra, de honra, de passado, de futuro, de presente.

Insisto em fazer parte de um mundo que a maioria contesta porque acredito que a mudança está em cada um de nós. Podemos aplaudir alianças espúrias, que desrespeitam trajetória de anos, como vimos ontem. Podemos optar pela velha política de alianças que se dividem em um ano para se unirem em outro. Mas sempre com um só partido beneficiado. Podemos insistir na política do ataque baixo e rasteiro, na política de ataques, na política de promessas não cumpridas e adiadas. Podemos insistir na políticas daqueles que se traem internamente e que modificam estratégias de forma dissimulada.

Ou podemos acreditar numa outra política: de resultado, de empenho, de compromisso, de palavra, de respeito, de renovação, de caráter, de programa, de sensibilidade, de vontade, de honra. A política que eu acredito não sede a caprichos ou se vende por cargos. A política que eu acredito rompe com o que não acredita mais e luta pelo avanço das conquistas sociais. É dessa política que devem sais nossos representantes. E isso, meus caros, está em nossas mãos.

Para que serve a política? Para que jamais desistamos. Para que sejamos leais não aos candidatos da moda, mas aos candidatos de verdade. Aqueles que têm compromisso comigo, contigo, com a cidade, com o estado, com o Brasil. Eu não acredito em mudanças de alianças que jogam no lixo a trajetória de algumas pessoas (como vi nesses últimos dias no debate de alianças da “esquerda” gaúcha). Eu acredito da política da verdade, de gente que tem lado, tem opinião, não se dobra e segue firme na luta por ideais.

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