Promessas de obras de última hora, de novo

OBRAS AYRTON SENNA

A poucos meses de encerrar o mandato, o governo federal prepara o lançamento de um superpacote com 400 licitações para um dos setores mais deficitários do País. O objetivo é tirar do papel cerca de 100 obras, entre estradas, duplicações, contornos, anéis rodoviários, pontes, viadutos e travessias urbanas. Os benefícios de última hora vão atingir as cidades mais populosas do País. Na prática, é como se fosse realizada mais de uma licitação por dia até o fim do ano.

Isso é bom? Claro que é bom. Obras de infraestrutura sempre são bem-vindas, ainda mais em nosso país, que vive uma crise permanente nesse setor. É fato que o Brasil precisa melhorar sua infraestrutura e que as estradas precisam urgentemente de investimentos.

Porém, nosso País não pode esperar quatro anos para que obras importantes sejam tiradas do papel. O Brasil não merece ser governado por medidas de última hora. Precisamos de um governo que se comprometa com planejamento de médio e longo prazo. Precisamos de governantes que realizem as grandes obras viárias no tempo das pessoas, e não no tempo das eleições. O brasileiro não merece mais ouvir promessas de última hora. O brasileiro merece comprometimento.

 

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