Uma Copa do Mundo em obras

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A menos de um mês da Copa do Mundo, a expectativa do brasileiro era ver o País pronto para receber o maior evento esportivo do mundo. Queríamos cidades melhores para os estrangeiros, mas, sobretudo, para os brasileiros que as fazem no cotidiano. O Brasil, porém, concluiu menos da metade do que foi prometido para o Mundial. Apenas 68 das 167 obras anunciadas estão prontas. Com relação às obras de mobilidade urbana, a situação é pior: apenas 10% das obras estão concluídas.

No Rio Grande do Sul, a expectativa virou frustração. Porto Alegre tem muitas obras atrasadas e o interior enfrenta uma situação ainda pior: apenas 21% das obras cogitadas para a Copa do Mundo estão prontas. Projetos de sinalização turística, novos hotéis, centros de treinamento e obras de infraestrutura não saíram do papel. Segundo levantamento, das 12 cidades gaúchas que cogitaram realizar investimentos para a Copa, apenas oito as concretizaram. Ainda assim, de forma parcial.

Os problemas repetem-se em todo o Brasil. Em Fortaleza, as ruas no entorno do Castelão estão esburacadas e a obra mais atrasada é a reforma do Aeroporto Internacional Pinto Martins. Segundo a Infarero, as obras não serão finalizadas dentro do prazo. O mesmo ocorre no aeroporto de Viracopos, em São Paulo, que segue em obras e não há garantias de entrega até a data do primeiro jogo da Copa. O aeroporto internacional do Rio de Janeiro também segue em obras.

Quanto aos estádios, três, dos 12, ainda não estão prontos. O primeiro jogo do Brasil, contra a Croácia, acontece em um deles, no Itaquerão, em São Paulo. Os outros que seguem inacabados são a Arena da Baixada, em Curitiba, e a Arena Pantanal, em Cuiabá.

A mesma preocupação existe com as obras de infraestrutura. Segundo o Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), oito, das 12 cidades que sediarão jogos têm obras em andamento e com pouca probabilidade de serem entregues a tempo do Mundial. O mesmo ocorre com o fornecimento de energia elétrica: sete capitais não concluíram as obras de reforço nessa área. Além disso, a telefonia móvel e o sinal de internet precisam de melhorias, ou não darão conta da demanda.

Pesquisa da revista Exame, mostra que a maioria dos brasileiros acredita que a Copa vai trazer mais ônus que legado para o Brasil, que o transporte público será insuficiente para a demanda e que a imagem do País sairá arranhada no exterior. Excesso de burocracia e falta de planejamento são dois dos fatores que impediram o desenvolvimento de ações que poderiam impactar diretamente a vida de milhões de brasileiros. Esse não é o Brasil que queremos mostrar ao mundo. Queremos mostrar eu somos um País que valoriza e respeita seu povo, a sua maior riqueza. E, respeitar seu povo, é cumprir prazos e trabalhar arduamente no cotidiano por cidades melhores.

Vamo que vamo! Que nós, brasileiros, somos maior que isso tudo!

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